sexta-feira, 21 de abril de 2017

EQUILÍBRIO, RAZÃO e AMOR...



Não há qualquer possibilidade de imprimirmos equilíbrio em nossas vidas, se não adicionarmos às nossas atitudes o senso da busca constante da razão, com embasamento amoroso, fazendo de nossa mente um celeiro de intenções harmoniosas.
Não é uma tarefa fácil, já que o sistema cruel nos contamina por todo o tempo, arrastando-nos à labirintos, que quando não nos cegam, no mínimo embaçam o nosso entendimento, oferecendo perfis falsos que nos induzem ao engano.
Toda mudança, seja lá do que for, precisa começar através das atitudes individuais, abrindo espaço para que a luz da razão adentre e possa se expandir chegando aos mais próximos como estímulo à uma possível também mudança.
E assim, o colar bendito da esperança passa a se tornar realidade, através de cada pérola a ele adicionado.
Se queres te livrar do lixo, não o jogue a teus pés.
Se precisas da água que te permite vida, não desperdice, não a jogue fora.
E se buscas a decência pública em prol do bem comum, dispa-te da ganância, da vaidade, da inveja e da inconsequência, tornando-te um exemplo inspirador.

Regina Carvalho – 04/2017.

MENSAGEM DO DIA


Teu bem-estar é prioridade, pois todo o restante se ajeitará, como desde sempre. Jamais te coloques nos degraus à crucificação, pois a tua dor se reflete no mundo.

Regina Carvalho

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Mensagem da noite.


Não te enredes nas malhas da discórdia, da vaidade e da inconsequência que te rodeia, pois o sistema é cínico e faz doer.
Regina Carvalho

MENSAGEM DO DIA


SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES A AMPLITUDE DO ESPAÇO COM SUAS VARIANTES COTIDIANAS
SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES AS CHUVAS NUM ALAGAR SUSTENTADOR
SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES A CADA DIA O QUE TE ERA DE DIREITO

CIDADANIA NAS SOMBRAS


Mais do que as definições acadêmicas que conceituam a expressão “cidadania”, é preciso não esquecer da ética que garante a soberania do ato cidadão, dando a ele legitimidade.
Um fake ou qualquer outra camuflagem de identificação, desqualifica toda e qualquer suposta intenção de bem cidadão, pois fere o princípio básico da obrigação direta e inquestionável de responder por seus atos, apesar de estar exercendo o seu direito inalienável de ser e fazer o que bem entende.
Portanto, moral, ético e legal a cidadania nas sombras não merece qualquer maior consideração, tornando-se tão somente, mais um ato informativo sem assinatura, sempre merecedor de possíveis questionamentos.
Exercer a cidadania é muito mais que denunciar de forma vazia e sem maiores informações, trazendo suspeição a este ou aquele ato público, tornando-se necessários complementos informativos que corroborem para uma maior comprovação do ato de improbidade administrativa, ajudando assim a um esclarecimento mais adequado ao entendimento dos demais.
Afinal, nem tudo o que aparenta, realmente é. Daí minha insistência quanto a formação de uma comissão de cidadãos descompromissados com as vias partidárias, além da disponibilidade de tempo e competência avaliativa dos meandros da governança pública, para que possam estimular os vereadores a exercerem suas mais básicas atribuições.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

CADÊ O PEIXE?


Rapaz, vai entender o povo...
Nas gestões passadas, os gestores distribuíam peixes, leite de coco e o escambal, e ainda assim, ouvia-se:
- Não faz mais que a obrigação.
- Só ganharam os parentes dos funcionários e os escolhidos.
E o blá blá blá seguia o antes, o durante e o depois.
Agora a gestora substituiu o peixe pelo Ovo da Páscoa e o povo está que reclama, “cadê o peixe? ”.
Afinal, se correr o bicho pega, mas se ficar o bicho come, não tendo como fugir da miscelânea democrática que se instalou nas avaliações dos cidadãos.
Como trabalhar com um povo sem cidadania?
Esta sempre foi a questão.
E na dúvida cruel, refugia-se o gestor no acolhimento seguro das suas também confusas visões pessoais em relação ao bem público, amparando-se nos elogios e se fazendo acreditar que está certíssimo.
E para quem tudo observa sem poder algum, resta algumas incertezas, repletas de perguntas.
- Como dar apoio a um gestor sem o lastro da idolatria sem noção?
Este com certeza será o grande desafio das lideranças políticas que se propuserem a mudar os rumos deste país.
­­- Como identificar o “reconhecimento” de uma devoção interesseira e bajuladora, da agressão e do repúdio também pela interesseira individualidade, provavelmente deverão ser os maiores desafios dos professores e mestres na construção crítica das mentes futuras.
Enquanto a educação não for o pão sagrado das transformações, com peixe ou sem peixe, seremos um povo manipulado por quem tem a vara, a isca e o mar para pescar.



domingo, 9 de abril de 2017

DOMINGO DE RAMOS E A FAMÍLIA


Todos que convivem comigo sabem que não frequento nenhuma religião e que quando sou convidada por alguma para palestrar, sempre direciono minhas palavras às reflexões a respeito da vida e do comportamento humano em meio a ela.
Não que eu tenha algo contra, muito pelo contrário, sempre acreditei que as mesmas são margens que norteiam a vida das pessoas, dando a elas direcionamento, amparo espiritual e consolo as suas aflições.
Apenas, enveredei por um caminho que acredito ser mais duro, pois por todo o tempo, encaro meus erros, numa busca permanente de aperfeiçoamento pessoal, tal qual me inspirou o homem Jesus, em sua curta, mas grandiosa caminhada vivencial, onde despiu-se das hipocrisias do convívio social, enveredando-se no entendimento da importância da vida a partir da sua e de tudo que nela reside.
Durante a minha infância e adolescência fui testemunha do respeito que todos ofereciam ao Domingo de Ramos e ainda posso me lembrar das procissões enormes que cruzavam as ruas de Ipanema, onde pessoas, famílias inteiras lá se reuniam num momento participativo de fé e até aqueles que não comungavam do catolicismo, como vários que eram também meus vizinhos, achegavam-se nos portões e janelas, num simbólico apoio.
Hoje é Domingo de Ramos, no Próximo será a Páscoa e tudo que nossas crianças e adolescentes sabem a respeito é que comerão ovos de chocolate.
Conhecer as histórias religiosas e suas tradições significa antes de tudo, “conhecimento”, “aprendizado” hoje, tão escasso em qualquer segmento humano.
E aí, a família como se estrutura se todas as tradições são simplesmente desconsideradas em troca de frases de efeito moral, doutrinária e bajuladora, mas sem a fundamentação necessária a um entendimento mais consistente?
Fatiaram Jesus e seu pai Deus, criando-se infinitas vertentes religiosas, onde a ética e a estética doutrinária se moldaram aos interesses de cada Igreja.

Isso certamente, não é evolução e tão pouco progresso.

sábado, 8 de abril de 2017

APENAS, GRATIDÃO


O sábado está esplêndido, repleto de luz deste sol ameno, que se torna pano de fundo para todo um infindável colorido que nossa Itaparica exibe, seja através de uma geografia belíssima, de um mar bendito que a abraça por todos os lados, mas principalmente por um povo que dia após dia, supera seus próprios limites na busca da sobrevivência e ainda é capaz de pensar no outro de uma forma singela, mas extremamente eficaz.
E foi sempre nas pessoas mais simples que eu e meu Roberto, assim como com o parceiro do cotidiano Eduardo, encontramos apoio a todas as campanhas solidárias que implantamos através da Rádio Tupinambá FM, levando-nos a conclusão do quanto somos felizes por podermos contar com todas estas criaturas que simplesmente nos emocionam.
Particularmente, todas as vezes que estou junto a cada uma delas, impossível não ter meus olhos marejados de lágrimas de gratidão, pela confiança que sempre depositaram em meus propósitos humanitários.
Obrigada, portanto aos amigos irmãos de alma e de fraternidade:
Conceição Sacramento-João Rivas-Piedade e família-Roberto Rodrigues e Silene-RN Refrigeração nas pessoas de Nelson e Cíntia- Nelson do Bar 3M-Néia do J. Nova Itaparica-Josemar Santa Rita de Manguinhos- Nadja de Ponta de Areia- Celma Santos e Dona Silú do Alto Stº Antônio- Roque de Amoreiras- Luiz Pina- Rosalina de Porto Santo- Rita Pé de Ouro-Jadilson Panificadora Gameleira- Newton e esposa do sacolão Maré Cheia.
Essas pessoas maravilhosas colaboraram para que na próxima quinta-feira Santa, possamos entregar roupas e alimentos como forma de participação cidadã, junto aos vizinhos que foram vítimas do infortúnio com a chegada das chuvas no Alto das Pombas, Areal, Mangue Seco e arredores.
Um agradecimento especial ao amigo Daniel, proprietário do Bar dos Amores no Alto das Pombas, que em todas as ocasiões, cedeu seu espaço e seu acolhimento para que realizássemos as promoções.
Esta união é a forma que encontramos de expressar o nosso amor a Deus.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

POR FAVOR ACABEM COM ISTO!!!!!


Ao longo de minha vida, constatei através da mídia e mesmo de meu trabalho, inúmeras situações iguais e até piores, pois vidas foram perdidas.
O tempo foi passando e por todo o Brasil, este problema de alagamento foi se intensificando e nada, absolutamente nada eficaz foi feito para impedir que estas tragédias se repetissem.
Hoje, sinceramente estou “virada na porra” como bem fala o povo baiano, pois cheguei ao meu limite de tolerância em relação a esta política maldosa, que domina cada pedacinho deste nosso país varonil.
Esta reportagem abaixo é o exemplo descarado do abandono que Prefeitos e Governadores dispensaram à nossa cidade e que ano após ano, flagela famílias, tirando delas os sonhos e bens conquistados as custas de trabalho duro e muitas privações.
Sinto-me envergonhada dos muitos aplausos que ofereci aos políticos de posse do poder, acreditando que com aquele seria diferente.
As lágrimas desta senhora, deveriam lavar as nossas culpas por termos sido até o momento, complacentes com o abandono de nossos amigos e vizinhos, e ao mesmo tempo, oferecer a cada um de nós, a certeza de que como está, não mais poderá ficar.
O que assistimos através deste vídeo é o sofrimento transformado em humilhação, ao ter que pedir pelo amor de Deus uma ajuda como compensação da perda de seu sagrado direito de viver em paz e com a dignidade de ter sua casa preservada.
Assim como ela, quantos mais?
Estabelecer prioridades, aplicar os recursos públicos com decência em favor do povo, acabar com a politicagem vergonhosa, creio ser o mínimo que se pode esperar em uma cidade pequena, cujos valores estão atrelados a um viver simples e respeitoso.
Tudo muito lamentável ...
Tudo muito vergonhoso...

E não me venham falar de amor e muito menos em Deus, por que tudo isso é perverso e inimaginável na mente de quem verdadeiramente gosta e pensa no melhor para os seus semelhantes.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

NEM TUDO BEM, NEM TUDO MAL


Apenas como sempre nos piores dias. E quem disser ao contrário, certamente creio que deva estar em outro planeta, que não este que abriga a nossa amada Itaparica.
De repente, os petistas repetem tanto seus feitos magníficos, negando veementemente seus desmandos, que, talvez, tenhamos aprendido a enxergar tão somente o que nos convém, num exercício contínuo de sobrevivência, como argumento único dos naufragados.
Mas espera aí, por favor que me entendam, antes de se voltarem para me malhar, mesmo antes do sábado de aleluia, pois não sou Judas e tão pouco Pôncio Pilatos, sou tão somente uma cronista insistente, que a tudo quer ver, mas muito pouco consegue enxergar, já que as falácias são muitas, confundindo-se com as realidades grotescas que ferem as vistas, doem os ouvidos e entristecem a alma.

E ainda não querendo sair da Bíblia, lembro-me de Filipenses 4-13 (Tudo posso naquele que me fortalece), derradeira esperança para quem também insiste em não perder a fé.

terça-feira, 4 de abril de 2017

QUE FIM LEVOU ?

A Carroça e a camionete, foram compradas na gestão de Claudio Neves. Como não foi usada na gestão de Vicente Gonçalves e muito menos do Raimundo da Hora, bom seria que os senhores vereadores, buscassem seu paradeiro, pois se sumiu, alguém certamente é responsável.Everaldo Camarão e demais edis, por favor nos ajudem a esclarecer o mistério. Caso a gestão atual tenha comprado ambas, certamente existem notas com dispensa de licitação, pois não teria tido tempo hábil para fazê-lo. Quanto aos cavalos sempre terem existido, é verdade, até porque, sempre fui também uma incansável pedidora de socorro, todavia, se formos pensar assim, é melhor colocar o dinheiro da arrecadação na poupança, dispensar todos os funcionários extras e mandar nossos governantes descansar em férias remuneradas e deixar a cidade como sempre esteve, a meia boca de uma real e efetiva evolução de hábitos e costumes. Cobra-se desta gestão, justo porque ela existe para atender as necessidades dos munícipes e é natural que queiramos algo melhor. E aí, não reside partidarismo, implicância ou qualquer outro sentimento que não seja o direito inegável de se pedir esta ou aquela providência. Todavia, se formos como cidadãos nos tornar vigilantes de cada canetada que for dado na administração, estaremos deixando nossos valorosos vereadores sem ter o que fazer, pois ganham e muito bem para checarem as lisuras das licitações e demais compras e pagamentos. venho acompanhando as redes sociais e até em alguns momentos também aderi as cobranças, mas precisamos conscientemente dar a Cesar o que é de Cesar, evitando exageros de nossas partes, pois caso contrário, seremos desconsiderados como reais mandatários de nossa cidade.

O DESPERTAR


É prerrogativa do chefe do executivo a escolha de seu estafe de secretários e assessores diretos, indiretos e etc. e tal, todavia, não seria nada ruim se os mesmos fossem oficialmente apresentados ao povo, quando de suas nomeações, onde fosse possível os conhecimentos de suas qualificações, afinal, irão trabalhar com o gestor, mas em função do bem público ou pelo menos é esta a “lógica da coisa”, até porque, seus salários e salamaleques especiais serão pagos com o erário público.
Quando de suas dispensas, a mesma satisfação deveria ser oferecida ao povo, pelas mesmas razões, acrescido do fato de que na realidade a não satisfação dos motivos da dispensa cria uma espécie de amargor, pelo que parece ter sido um desperdício do mesmo erário que tão caro custa ao povo brasileiro, especialmente, os das cidades pequenas, cuja aproximação é inegável, criando uma outra sensação desagradável de sentir-se lesado de alguma forma.
Estes sentimentos danosos quando exteriorizados são através de uma raiva disfarçada em indiferença ou falsa aceitação, mas que na realidade são energias que se propagam como rastilho de pólvora, quando finalmente o povo decide dar um basta aos hábitos velhos e sistemáticos.
Quem é quem, ficam os cidadãos se perguntando pelas esquinas, bares e calçadas, num murmurinho cujo som só é ouvido quando a reversão já se faz quase impossível, levando-me a pensar o quanto é perigosa a ascensão ao poder de qualquer natureza, pois nubla o senso avaliativo e deixa aflorar a vaidade de se sentir em uma corte dourada, onde o brilho que emana é oriundo do ouro dos tolos, cegando até mesmo a mais astuta das criaturas, se atenta ela não permanecer.
Moral da reflexão:
Enquanto o povo dormia ou se anestesiava ao som dos trios elétricos e das partidas de futebol, tudo era possível no quartel de Abrantes, mas quando o povo desperta do torpor que o neutralizava é como o despertar de tigres e leões, impossível de se evitar o seu bocejo.


sexta-feira, 31 de março de 2017

MENTIRAS E VERDADES, QUEM VAI SABER?


Pois é, acabo mais uma vez de ler que a gestão passada deixou dívidas tão grandes que a nova gestão ainda não conseguiu dar andamento nas atividades, pois está absorvida em pagar o passado de outrem, além de ter de destravar infindáveis entraves burocráticos.
Ora, somando-se os royalty de três meses, mais os repasses mensais (FPM), mais o recolhimento de impostos, fico cá com os meus botões pensando que tudo isto é caso de polícia, afinal, não faz muito tempo, a gestão passada fez a prestação contábil das contas do Município do último quadrimestre de 2016, no plenário da Câmara de Vereadores, apresentando oficialmente uma realidade bem diferente e que não foi contestada em nenhum momento pelos edis presentes e, tão pouco, houve uma nova sessão oficializada pela Gestão atual fazendo contestação, ficando nas redes sociais e pelas esquinas um contínuo disse me disse que confunde o cidadão de boa fé e a nós, comunicadores, que nos sentimos como abestalhados sem rumo entre duas verdades, onde fatos e números são continuamente ignorados.
De repente, somos privados do direito de ter uma gestão atuante justo pelas mazelas deixadas pelo passado que, calado, tudo vê e não se defende, e pelo presente que a tudo acusa, mas não toma as providencias legais, inclusive com uma auditoria independente, já que não denuncia pública e oficialmente os desmandos que a impede de fazer frente às expectativas dos seus cidadãos.
E aí fico pensando que realmente está difícil acreditar em algo ou alguém, principalmente em se tratando de políticos e gestão pública, pois nos reduziram a marionetes que só valem para votar e ser feitos de panacas, nunca tendo a oportunidade de acompanhar os frutos sagrados, que são os erários públicos, oriundos dos impostos de todos nós.
Se não nos é possível uma clareza em um Município do tamanho de um condomínio, o que dirá qualquer maior entendimento sobre o nosso estado ou país.

Pense nisto.

PARECE QUE FOI ONTEM...


Mas na realidade foi há cinquenta e três anos que, neste horário, o país já se encontrava sob o controle dos militares.
31 de março de 1964, data inesquecível, sendo que aterrorizadora para alguns, alienada para a maioria que só se preocupava em estocar alimentos, pois a mídia dizia que estávamos vivendo uma revolução.
Para quem morava nos bairros tranquilos da cidade maravilhosa na época, tudo ou quase tudo em nada se parecia com uma revolução, talvez, um pouco de apreensão, justo por desconhecermos a realidade de uma, todavia, onde estavam os soldados, os canhões e a cavalaria de guerra?
A televisão mostrava os tumultos no centro da cidade, mas tudo muito distante da vidinha tranquila dos moradores de Ipanema, Leblon e adjacências, que no máximo desfazia-se de livros e documentos comprometedores, além de se ter notícias de um ou outro vizinho que no decorrer dos dias e meses que se seguiram simplesmente desapareceram ou foram presos. No mais, para o cidadão comum e trabalhador, a vida seguia sem atropelos.
Na minha família, o mais grave problema foi a falta do Capelão da Polícia Militar que iria oficializar o casamento de meu primo, o capitão na época Rubens de Almeida Cosme, mas que foi solucionado com a gentil intervenção de um padre da Igreja Nossa Senhora da Paz que se prontificou e salvou a cerimônia que aconteceu justo no dia 31 de março.
Nesta época, eu tinha 14 anos, portanto, fui crescendo e me estabelecendo em meio a uma revolução que só veio me atingir, mais de uma década depois, quando inadvertidamente, escrevi horrores de um coronel reformado, que também era o Diretor Presidente do jornal que eu trabalhava.
Isso me custou anos de ostracismo, pois fui advertida que não voltasse a trabalhar em qualquer meio de comunicação. E a ordem era para não ser desobedecida. Creio que não foi pior pois ative minhas críticas no aspecto dos relacionamentos humanos entre patrão e empregado, não adentrando no aspecto político da época.
O tempo passou, o regime mudou e como ativa observadora, constatei inúmeras desvantagens em ambos, mas sinceramente jamais havia vivenciado anteriormente, tanto horror perante os céus, onde milhões de brasileiros se veem reféns de uma democracia fragilizada, esculhambada e extremamente cruel.
Cinquenta e três anos depois, estamos bem piores em todos os aspectos, se bem que cercados da mais alta tecnologia, amparados pelas mais revolucionárias ciências, mas privados do mais sagrado dos valores que é a liberdade do ir e vir em segurança e sem o privilégio, a não ser para uma pequena parcela da população, de poder usufruir das vantagens do progresso que a globalização passou a oferecer, pois estamos a cada dia mais ignorantes e relapsos nos nossos entendimentos seja lá do que for.
Livres?
Que liberdade é esta que nos impede de recebermos das instituições das quais mantemos pagando os mais altos impostos do mundo, um tratamento respeitoso às nossas mais primárias necessidades?
Nosso país faliu, nós estamos falidos, e aí, lembro da minha família classe média que em nada pode ser comparada com as atuais.

Cinquenta e três anos depois, e ainda tem figuras que circulavam nos entornos militares e que hoje, permanecem como espectros, assombrando o círculo político, já não mais tão sozinhos, pois arrastam consigo filhos e netos, num sugar incansável do sangue dos brasileiros, num apetite sem fim.

quinta-feira, 30 de março de 2017

TROCA DE VALORES


Regina Carvalho

terça-feira, 28 de março de 2017

QUE COISA HEIN!!!!!!

Num instante para o outro, assistindo a TV, deixei de prestar a atenção nas notícias e me detive em mim mesma, numa reflexão pouco provável, já que até então, por algum motivo puramente emocional, minha mente afastou ou bloqueou qualquer maior observação a respeito de meu corpo interno e externo, após a cirurgia na qual me submeti em 27 de novembro de 2015.
Como que de repente, lá estava eu, absolutamente indefesa expondo-me a algo que sinceramente, jamais havia pensado que poderia ocorrer comigo, repetindo um comportamento alienado da maioria das pessoas que apesar de serem assistentes da dor dos demais, não conseguem se ver na mesma situação, e isto, não significa pouca atenção ou leviandade, apenas não associam a dor do outro a si, mesmo que assim digam ou escrevam a respeito.
Incrível a mente humana quanto a sua auto- proteção!!!!
Penso então que somente agora, quase dois anos depois, penso e entendo a extensão do procedimento no qual fui submetida e que certamente, prolonga a minha existência, mas ao mesmo tempo me traz um sentimento de perda, já que alguns dos meus órgãos foram retirados.
E aí, não é difícil compreender o porquê eu não ser a mesma, seja na conscientização absurda do espetáculo da vida, seja no entendimento das muitas limitações físicas que constato desde então.
E apesar de ser grata por ainda estar viva, assim como também grata por enxergar tudo mais claro e deslumbrante, algo em mim ainda indefinido me acomete por todo o tempo, levando-me a também pensar que fiquei mais séria, menos sorridente, bem mais contida em minhas emoções e bastante mais realista nas avaliações de qualquer natureza e isto, que até então não definia, percebo neste exato instante que é o amadurecimento que tardou, mas com certeza não faltou de lá para cá, mesmo que sem que eu tivesse plena consciência, como tenho agora.
Fiquei adulta tardiamente, refutando o que eu mais apreciava que era colocar uma pitada de aventura em tudo que fazia e que se coloria minha vida por um lado, deixava-me permanentemente numa espécie de corda bamba, não me permitindo o que me permite de uns tempos para cá que é, sem palhetas de muitas cores e tons, iludir minha fragilidade em ser tão somente, um ser humano.
 Em um certo dia, quando ainda só tinha 45 anos, descobri enquanto freava em um quebra-molas que havia envelhecido sem perceber, mesmo já tendo muitos cabelos brancos que eu ostentava como troféu e hoje, apenas assistindo a TV, percebo-me adulta com a alma amadurecida.
Que coisa hein!!!



domingo, 26 de março de 2017

VOCÊ SABIA?


Há exatamente três anos em março de 2014, os manguezais baianos receberam um milhão de caranguejos e que a Ilha dos Frades recebeu 40% deste total e o restante foi para Santo Amaro. Este programa fez parte do Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do caranguejo-Uçá, (Puçá ) realizado pela Bahia Pesca.
Justo porque é reconhecido que os manguezais são ecossistemas complexos e também um dos mais produtivos do planeta, por ser considerado um ecossistema costeiro, característico das regiões tropicais e subtropicais.
 E estas riquezas biológicas são grandes berçários naturais, tanto para suas próprias espécies, como para os peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras, nem que seja uma única vez em suas vidas.
No Brasil existem 25.000 km² de manguezais, distribuídos do Amapá até Laguna em Santa Catarina, representando com sua fauna uma importante fonte de alimentos e renda para os moradores de seus entornos.
Portanto, torna-se necessário preservar os peixes, moluscos e crustáceos, pois representam fontes de proteína animal de alto valor nutricional.
Os mangues são os berçários, criadouros e abrigos para várias espécies da fauna aquática e terrestre, representando 95% do alimento que o homem captura no mar, além de que sua vegetação estabiliza as costas, impedindo a erosão, assim como suas raízes são como filtros na retenção de sedimentos.
Cada manguezal é um banco genético natural que serve para a regeneração de áreas degradadas.
Como é possível observar, cada manguezal é um tesouro a céu aberto que precisa ser preservado pelas pessoas que moram ao seu redor, evitando assim impactos ambientais desastrosos com o desmatamento, aterro, lançamento de esgoto, depósito de lixo, queimadas, dragagens, construção de mananciais e pesca predatória.
Todavia, também faz parte da sua preservação a sua devida utilização através do cultivo de ostras, cultivo de plantas ornamentais, como as bromélias e orquídeas, criação de abelhas para a produção de mel, pesca de subsistência, além de ser um cenário belíssimo para o desenvolvimento de atividades turísticas e educacionais.

SEJA PARCEIRO DA VIDA

CADA CIDADÃO PRECISA SER UM CUIDADOR ZELOSO DO MANGUE DO QUAL RETIRA A SUA SUBSISTÊNCIA.

quinta-feira, 23 de março de 2017

SÃO FRANCISCO E EU


Nunca fui uma pessoa religiosa, apesar de compreender a necessidade das pessoas de seguirem normas e dogmas, todavia, por toda a minha vida, fui pinçando grandes figuras humanas que verdadeiramente dedicaram suas vidas à uma melhoria pessoal, através da doação de suas energias em prol dos demais, fazendo deles preciosos modelos de vida para a minha vida.
Nisto, meus pais foram importantíssimos, pois pensavam exatamente assim e cada qual tinha os seus modelos, no entanto, São Francisco de Assis era unanimidade entre eles e, naturalmente, por ele e sua história de vida também me apaixonei.
Tudo se enriqueceu mais ainda quando compreendi a grandeza de Jesus em seu único, simples, concreto e definitivo ensinamento que antes de tudo foi o seu mais precioso aprendizado.
“AMAI A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E A TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”.
Percebi que cada um dos meus modelos especiais de criaturas humanas trilhara em suas vidas o caminho do Mestre Jesus no seu mais puro entendimento, e aí, se os admirava, passei a abraça-los inserindo-os em minha vida com todo o fervor, transformando-os em minhas margens contentoras.
Penso nisto tudo, porque hoje foi mais um dia muito especial em minha vida, porém também foi o que me apresentou o medo em relação ao meu trabalho na Rádio Tupinambá FM.
Senti um enorme temor do sucesso que o mesmo tem apresentado, principalmente no dia de hoje, onde de repente, mensurei sem panos anuviadores, a minha imensa responsabilidade junto aos que me ouvem que, até então, não havia avaliado serem tantos.
 Busquei meu São Francisco como amparo aos meus temores, rogando a misericórdia de não permitir que eu extrapole em nenhum sentido, principalmente, jamais permitindo que a soberba e a vaidade adentrem nas minhas ações junto à todos que me ouvem, me atendem e que depositam na minha pessoa, através do meio de comunicação que represento, a busca de sanarem suas carências ou partilharem suas alegrias.
Senhor, continue fazendo de mim um instrumento de sua paz.
Buscando sempre a conciliação entre aqueles que me procuram.
O dia de hoje foi realmente especial e eu só posso agradecer, pois ao pedir, sempre recebo, e ao entregar o recebido, sinto que a cada dia aprendo um pouco mais sobre o amor, razão maior da existência humana.
Louvado seja, portanto, cada criatura que com sua bendita doação vai fazendo crescer a grande encomenda que entregaremos aos nossos irmãos itaparicanos na próxima quinta-feira Santa de 2017.
Salve Jesus !!!
Salve São Francisco!!!!
Salve a criatura humana na grandeza de sua generosidade.
Salve a vida!!!!


quarta-feira, 22 de março de 2017

SEM LÁGRIMAS


Não choro neste dia que seria o seu aniversário e nem em dia nenhum quando lembro de minha mãe, afinal, lembranças de Dona Hilda só me fazem sorrir, só me remetem a momentos muito especiais que nem sempre tiveram, a meu ver, a conotação de vantagens a meu favor, mas com certeza o foram, pois moldaram a criatura que sou, repleta de dúvidas, de falhas, mas também com muita garra na busca de soluções e tenacidade na correção das falhas.
Dona Hilda, sempre linda, perfumada e elegante, repleta de desejos e sonhos reprimidos em uma época em que as mulheres em sua maioria se restringiam ao lar.
Se viva estivesse, teria sido uma desbravadora dos direitos femininos, como ensaiou ainda no final dos anos trinta, quando destemida e contrariando a vontade da família, mudou-se de casa, levando consigo um filho de meses e deixando um lindo recado para meu pai.
“Se quiseres me seguir, aqui segue o endereço, estarei com um prato de sopa quentinho, esperando por você”;
E assim, dali em diante, durante 32 anos, meu pai compreendeu que havia casado com uma mulher determinada e extremamente apaixonada, mas que não abria mão de sua liberdade e do direito de ter sua própria casa.
E foi assim que eu e meu irmão fomos instruídos e amados por aquela criatura sorridente de largas gargalhadas, íntegra nas suas posturas, generosa com todos e muito exigente com os filhos, já que compreendia a importância da disciplina no estabelecimento e continuidade de qualquer ação.
Dona Hilda nos deixou fisicamente com apenas 48 anos de idade, deixando-me com apenas 18 anos, mas foram tão sólidos os seus ensinamentos e tão embasada a sua autenticidade, que mesmo passados tantos anos ainda a ouço e a sinto, como se o tempo não houvesse passado e seu cheiro gostoso não houvesse cessado.

Então, chorar porquê?

O PODER DAS PALAVRAS


Enquanto ensaiava escrever as minhas impressões sobre a vida, as pessoas e o tudo mais que representava vida, ainda muito jovem, não mensurava o valor, o peso das formações das palavras e, confesso, durante muito tempo continuei sem esse tipo de avaliação, pois entre tantos escritos diários, relativo ao meu trabalho, ainda hoje, cometo esse grave engano, na maioria das vezes, empolgada com a ideia central que me motivou, esquecendo-me do sempre perigo de não ser bem compreendida.
Claro que este é um risco que todo escrevinhador corre desde o início da capacidade do homem em deixar registrados os fatos e as versões sobre seu próprio prisma, mas também é notório que é preciso cuidados especiais, já que o escrito não se apaga e tão pouco se evapora como os discursos falados.
No entanto, as redes sociais, blogs e sites, foram aos poucos marginalizando a escrita, liberando e incentivando a todos a terem opiniões sobre qualquer coisa e, ao mesmo tempo, fazendo do ato de escrever do escrevinhador, digamos profissional, um perigo constante, já que todos que o leem, sem exceção, podem se expressar, dando opiniões favoráveis ou não e, ao mesmo tempo, sentindo-se entendedores de tudo como jamais antes testemunhei.
Isso é maravilhoso, pois retira o estigma de “solitário” do escritor, mas ao mesmo tempo, mantém uma forte corda em seu pescoço, assim como um alçapão preparado a seus pés, sempre pronto a abrir para enforca-lo ou enrijecer-se para glorifica-lo, tirando do escrevinhador o que ele tinha de mais original que era a sua naturalidade em descrever tão somente o visto ou o desejado.
Esta talvez, seja a razão dos políticos evitarem qualquer escrita, preferindo os discursos acalorados e sedutores, mas mesmo estes, nos tempos atuais, acarretam rejeições midiáticas tanto quanto, adesões apaixonadas.

Está difícil, mas ainda assim, “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, plagiando o sempre atual poeta, Fernando Pessoa.

terça-feira, 21 de março de 2017

BOI SEQUESTRO


É quando o gado é morto no caminho do frigorífico. Você sabia disto? Nem eu, mas durante décadas, milhares de funcionários de qualquer frigorífico deste país, soube.
Por que jamais denunciaram? Por que só agora, depois que o escândalo veio à tona, resolveram fazer suas denúncias?
Na verdade, tenho tanto nojo destas pessoas quanto, da carne de “boi sequestro”.
Que merda de fiscalização é esta que jamais tomou conhecimento de um departamento que só cuida de carne podre?
Isto mais parece filme de terror se nos atermos a todas as desgraceiras que são praticadas em nosso pais.
Não se pode confiar em mais nada e em ninguém e isto é simplesmente, desesperador.
E ainda tem pessoas que se fazem de bobinhas, acreditando em Papai Noel, no mínimo estão levando vantagem de alguma forma ou são ingênuos sem conhecimento sequer deles mesmos.
AH! Deus, tanto horror perante os céus.  Por uns trocados a mais, tudo é permitido, tudo é validado.

sábado, 18 de março de 2017

DEFUNTO DESENTERRADO


Todas as vezes que escrevo no face, no meu blog ou falo através de meu programa, sobre questões que precisam ser resolvidas na cidade pelo poder público, tem sempre alguém que imediatamente sai em defesa da mesma, mostrando que as gestões passadas também não fizeram.
Ora meus amigos, desenterrar defuntos, sinceramente, a população já não aceita mais, afinal, se fossem maravilhosos, ainda estariam no poder e não enterrados com 8.806 pás de terra.
Criem tenência, sejam fiéis, bons funcionários, mas pelo amor de Deus, não repitam as posturas sem personalidade e respeito aos conterrâneos, pois afinal, esta gestão só tem que cumprir as suas obrigações sem comparativos, até porquê, fica ridículo e sem sentido, já que, todas as mazelas eram conhecidas e foram largamente apontadas, portanto, o povo só espera que sejam sanadas, para que, não somente os aliados e pessoas beneficiadas com empregos, sejam capazes de serem ouvidos e atendidos, o que certamente, dará a todos o direito de também aplaudir.
 O fato simples de se pedir providência, não pode mais ser encarado como perseguição.
Acordem...
As eleições já se encerraram.

VOI Capite ???

quinta-feira, 16 de março de 2017

“O BONZINHO COME CRU”


Em todas as quintas-feiras por ocasião da transmissão da Rádio Tupinambá das sessões da Câmara de vereadores, levo horas a fio para recuperar-me do afrontamento que minha mente e minhas emoções recebem sem dó e sem piedade, pela quase total alienação deles, vereadores em relação as suas reais atribuições.
Usam a tribuna para lavarem roupas sujas, denegrirem ou puxar o saco das gestões pontuais, mandarem indiretas idiotas aos que com eles não concordam ou para simplesmente, numa arrogância bruta, demonstrarem suas totais incapacidades, quanto ao reconhecimento de que são funcionários públicos e que devem sim, muita satisfação de seus atos ao povo que os elegeu.
Durante muito tempo, pensei, buscando desculpas, crendo que a ingenuidade, falta de um maior letramento, vontade de mostrar serviço, era responsável pelo pot- pourri de absurdos, todavia, o tempo e um estreitamento sempre maior com o sistema político e principalmente, com a incoerência dos comportamentos dos políticos, cheguei à conclusão de que se existe algo que os mova é com certeza a abusiva vaidade e o sempre crescente interesse em si próprio.
Falam das suas sempre “verdades” sem, no entanto, mostrarem os critérios com as quais as mesmas se estruturaram.
E aí, formam-se as incontáveis falácias que confundem e mantém na ignorância aqueles que os escutam, estimulando-os a reverberarem as mesmas e com o tempo, bobagens perniciosas se tornam verdades populares que aprisionam, retardando qualquer desenvolvimento.
Nesta quinta, salvo alguns que se deixaram levar pelo vício do rebatimento das ofensas ou se calaram, pois em boca fechada, não entra mosquito, a sessão nada representou de relevante ao povo, pois quase tudo que foi proposto pelos edis, não atende as necessidades agoniantes do aqui agora da maioria da população, já que praças, quadras e calçamento, não só não podem e não devem ser iniciados nas portas do inverno que aqui, representa chuva, como também se perdem frente as necessidades prementes da distribuição dos remédios,  aparelhamento dos centros dentários, providências quanto ao transporte de doentes aos centros especializados em Salvador, contratação de uma medicina mais específica, pressão junto ao governo estadual e aos muitos aliados políticos de escalões mais elevados para que, o HGI, se torne mais viável ao atendimento da população e etc., e etc.............
Caberia ao vereador e a seus entusiasmados apoiadores, a humanidade e o bom senso de pensarem, tão somente, nas carências do povo.
Mas se isso fosse possível a eles, o Brasil, não seria o que é e, não teríamos tantos flagelos sociais.
Então, seguem com as falácias e o populismo, afinal:
“O bonzinho come cru”


quarta-feira, 15 de março de 2017


“TUDO NORMAL”


Todos nós sem exceções, nascemos e nos tornamos adultos convivendo com as posturas dos nossos políticos e principalmente, inconscientemente com os efeitos das mesmas que se refletiam nos serviços básicos públicos, o mesmo ocorrendo com nossos pais e avós, aliás, vamos e convenhamos a maioria, sequer sabia o nome completo do presidente da república, quiçá de um ministro  e quanto aos deputados e senadores, eram necessários esforços mentais para que os nomes daqueles em quem tínha-se votado nas últimas eleições, fossem lembrados.
Eles eram as autoridades máximas do país e não cabia às pessoas comuns, qualquer maior dúvida quanto às suas idoneidades. E se eles eram figuras distantes, imaginem os Ministros do Supremo, o tal, STFF? Eram figuras mitológicas...
Como seria possível traçar fisionomias aos Deuses da Justiça?
E este cenário de alienação só foi interrompido em ocasiões pontuais, onde nós, fomos invadidos por bruscas e invasivas inserções dos mesmos ou de forças contrárias a eles, mas tudo muito distante da maioria dos locais do país, permanecendo em pontos mais estratégicos às atuações e interesses deles (políticos e rebeldes), não havendo uma real interação entre cidades e estados, restando ao povo, ficar tão somente, como uma espécie de plateia alienada, pulverizada em  milhares de municípios, esperando o último ato da peça para então, se adequar as novas regras, por eles ditados.
Daí, não ter o povo brasileiro desenvolvido o senso de pertencimento e de integração real que é possível  se desenvolver em cada criatura como acontece com seu físico e mente e que o leva a também, através do entendimento disto ou daquilo, desenvolver o sendo crítico, fundamentado pela consciência de seus direitos que são implicitamente, originários dos seus deveres, enquanto, pessoa e cidadão deste e ou daquele local, pois, passa a compreender que cada um deles é uma fatia do grande bolo que é a nação e que, o somatório deles é determinante para o desenvolvimento da mesma.
E neste balaio de gatos, onde o povo está inserido sem maiores critérios de entendimento do fundamentalismo de seu papel como agente seguidor e controlador de normas e leis e das aplicabilidades das mesmas, gerando assim uma parceria entre povo e governantes no estabelecimento e manutenção de um equilíbrio social, os desmandos públicos foram acontecendo e se estabelecendo como práticas absolutamente corriqueiras e pior, adequadamente inseridas como legítimas, ao ponto de elegermos e reelegermos os notoriamente ladrões dos cofres públicos, única e exclusivamente, porque no fundo não consideramos como um delito, apenas uma circunstância favorável que se lá estivéssemos, certamente, faríamos o mesmo.
O advento da globalização que chegou através da internet e das redes sociais e de um universo ilimitados de possibilidades interativas, tornou-se o pilar contemporâneo das últimas décadas, levando-nos a conhecer, não só as nossas mais longínquas localidades, mas também do planeta, abrindo não um leque, mas um universo fantástico de informações sobre tudo que possamos ou não imaginar, inclusive do pior e mais ignóbil ação que a criatura humana é capaz de estabelecer a si e aos demais.
E assim, com algumas clicadas uma expressiva parcela do povo brasileiro, saiu do quase nada ao tudo, sem estar devidamente preparado para receber, peneirar e finalmente, absorver a grandeza da comunicação e o que esta, podia beneficiar, quanto aos seus entendimentos, fazendo crescer na maioria de cada usuário, o “politicamente correto”, posicionamento frágil, mas que se mostra seguro para todo aquele que não consegue vislumbrar em sua mente um entendimento mais claro as suas convicções pessoais, seja ela qual for.
Daí, nos dias atuais estarmos vivendo o céu e o inferno das inversões dos valores, até então, considerados ideais, levando-nos a cometer ou aceitar imensas aberrações, tal qual acontecia num passado ainda recente, onde tão somente éramos vaquinhas de presépio, só que sem a muleta de um apoio globalizado.
E se nós como amparo de sobrevivência de todos os níveis, nos apoiamos na opinião dos grupos com os quais interagimos e que nos é afim, o mesmo fazem com os políticos e seus aliados à devoção de seus cargos e status, num sólido corporativismo, afinal, esta é a forma mais segura de sobrevivência e permanência em seus postos de mando e comando, onde tudo é para eles e nada ou quase nada para o povo, tal qual no tempo de nossos pais e avós, afinal, tudo é sempre muito normal.
E se hoje, já somos capazes de falar a respeito, foi graças a esculhambação que os mesmos passaram a conduzir suas ações patrióticas, na governabilidade de nosso país.
 Tornaram-se tão abusivas desde a promulgação de nossa Constituição de 1988, que nos é impossível, fingir que não estamos sabendo que somos um povinho sem instrução e sem conhecimentos básicos de nossos direitos e deveres.
E quando o temos, nos sentimos tolhidos pela também certeza de que estamos praticamente sós, em meio a um tsunami de indiferenças e interesses individuais.

sábado, 11 de março de 2017

SENSO DE PERTENCIMENTO

Perdi o texto que escrevi pela manhã e, certamente não conseguirei reproduzir as palavras, mas com certeza, todas as intenções. Busquei no silêncio possível de ser encontrado nesta parte de Ponta de Areia, onde somos carentes de uma rua trafegável, de iluminação correta, de recolhimento de lixo, de limpeza de matos e tudo o mais que os nossos impostos pagos diretamente à Prefeitura a nos daria direito. Todavia, o bendito silêncio, este existe, unicamente graças ao respeito que cada vizinho tem para com o outro, portanto, neste silêncio me é permitido pensar no senso de pertencimento que venho observando de forma inédita estar rapidamente tomando consciência na mente e, principalmente, na alma de uma parcela expressiva de itaparicanos, principalmente, os mais sofridos com os sistemáticos abandonos por parte do executivo e legislativo. De repente, sem que houvesse qualquer acordo de grupos partidários, as posturas começaram a mudar e uma certa pressa passou a se expressar através da impaciência, seguidas de cobranças, numa certeza de que o tempo não pode mais ser medido pelos políticos e sim por eles em suas reais necessidades, já que até agora, pacientes e cordatos, foram extremamente generosos, oferecendo poder, benécias variadas, mordomias impensadas às capacidades pessoais dos mesmos e só receberam o mínimo ou quase nada, como favores e caridade. Se grande parte de meu bairro se encontra flagelado, certamente o mesmo ocorre no Jardim Nova Itaparica, ao Mangue Seco, a Ilha Verde e a maioria dos bairros que fogem ao olhar observador dos turistas e veranista, pois são os abrigos que deveriam ser seguros e minimamente decente para se viver, para um povo que luta bravamente para sobreviver a despeito da falta quase total de oportunidades. A palavra de ordem que tenho escutado é “chega”, chega de muita conversa, desculpas intermináveis, briguinhas e falácias em plenário nada úteis ao povo e sim aos interesses unicamente dos políticos. Chega de licitações sempre muito demoradas, chega de prioridades que atendem somente aos interesses que facilitam a vida e o trabalho dos assessores e aliados políticos, chega de arranjos descarados de todos os níveis e interesses que ofendem a inteligência e a boa-fé do povo humilde, chega de promessas futuristas, quando as necessidades são para o aqui e agora. Finalmente, o povo começa a perceber que se durante a campanha, todas as mazelas existentes são reconhecidas e até chamadas de históricas e, são pelos candidatos, espalhadas como merda nos ventiladores dos palanques, obviamente as soluções e os recursos para saneá-los já deveriam estar na manga como um trunfo ao povo e gratidão pelos votos que pretendem receber. O povo começa a compreender que a falta de continuidade nos processos de sucessão, são abusivos e representam atrasos assustadores, cujos ônus só ele paga do início ao fim de cada mandato, ficando o bônus para um pequeno grupo que lambe os beiços se sentindo os máximos, frente a milhares de babacas sofredores, a maioria com os pés descalços ao chão. O povo itaparicano, desde outubro não é o mesmo e os políticos não perceberam imbuídos que sempre estão nos seus egocentrismos e na certeza da impunidade de suas mesmices comportamentais que , antes de pensarem em adular aos aliados e cooptarem parceiros da oposição, deveriam voltar suas atenções a um povo que decidiu que tudo seria diferente e que de lá para cá, silenciosamente avalia cobrando ações, já no tom de patrão, numa evolução fantástica que emociona e me faz pensar que, verdadeiramente, nada é inerte e para sempre igual. Agora vai... Não resta a menor dúvida!!!!!

quinta-feira, 9 de março de 2017

NEM TUDO QUE É LEGAL É MORAL

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI COMPLEMENTAR Nº 25, DE 2 DE JULHO DE 1975 Estabelece critério e limites para a fixação da remuneração de Vereadores. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: Art. 1º - As Câmaras Municipais fixarão o subsídio dos Vereadores no final de cada Legislatura para vigorar na subseqüente, observados os critérios e limites determinados na presente Lei Complementar. (Vide Lei Complementar nº 38, de 1979) Parágrafo único - Na falta de fixação do subsidio a que se refere o caput deste artigo, poderá a Câmara Municipal eleita fixá-lo para a mesma Legislatura, observados os critérios e limites estabelecidos nesta Lei, retroagindo a vigência do ato à data do início da Legislatura. (Incluído pela Lei Complementar nº 38, de 1979) Art. 2º - O subsídio dividir-se-á em parte fixa e parte variável. (Vide Lei Complementar nº 38, de 1979) § 1º - A parte variável do subsídio não será inferior à fixa, e corresponderá ao comparecimento efetivo do Vereador e à participação nas votações. (Vide Lei Complementar nº 38, de 1979) § 2º - Somente poderão ser remuneradas uma sessão por dia e, no máximo, quatro sessões extraordinárias por mês. Art. 3º - É vedado o pagamento ao Vereador de qualquer vantagem pecuniária, como ajuda de custo, representação ou gratificação, não autorizada expressamente por esta Lei. (Revogado pela Lei Complementar nº 38, de 1979) Art. 4º - A remuneração dos Vereadores não pode ultrapassar, no seu total, os seguintes limites em relação aos subsídios fixados aos Deputados à Assembléia Legislativa do respectivo Estado: Art. 4º - A remuneração dos Vereadores não pode ultrapassar, no seu total, os seguintes limites em relação à dos Deputados à Assembléia Legislativa do respectivo Estado: (Redação dada pela Lei Complementar nº 38, de 1979) (Vide Lei Complementar nº 50, de 1985) II - nos Municípios com população de mais de 10.000 (dez mil) a 50.000 (cinqüenta mil) habitantes, 15% (quinze por cento); O cenário atual, de crise financeira, com governo federal, Estados e municípios tendo de cortar despesas, além do índice de desemprego assustador, assim como da realidade brutal da pobreza em nosso Município, não é apropriado um reajuste salarial de vereadores e do executivo e de seu secretariado. Este aumento, chega a ser afrontoso e, portanto, desrespeitoso a toda população itaparicana. O Vereador Nerivaldo, imbuído das melhores intenções, exacerbou em suas ponderações ao sugerir um salário de mil reais, o que é totalmente inconstitucional, já que não é possível juridicamente, tal retrocesso salarial, além convenhamos, não ser adequado ao cargo de autoridade pública. Acredito que o ideal é que este aumento fosse revogado ao salário anterior com reajuste correspondente a inflação dos últimos 4 anos. O mesmo não sendo aplicado nos salários de Prefeito e de secretários, já que não exerciam ainda seus cargos. Esta seria uma substancial economia dos recursos públicos que poderiam ser destinados a outros benefícios à população como fundo de amparo aos mais carentes, evitando assim que os vereadores se vissem na obrigação de comprar urnas funerárias, sacos de cimento, pagamentos de contas domésticas, como luz e gás e outros. Precisamos adequar as despesas do Município a sua realidade de cidade pobre com uma grande parte da população carente de quase tudo. NEM TUDO QUE É LEGAL É MORAL Pensemos nisto, sem paixão, apenas usando a lógica aplicada em outros locais de nosso país.

terça-feira, 7 de março de 2017

UM DIA NO HGI

Gostaria de agradecer aos funcionários do Hospital Geral de Itaparica, pelo atendimento que foi oferecido ao meu Roberto no dia de ontem. Desde o acolhimento na recepção até o atendimento médico, ele recebeu toda a atenção e medicação necessários à estabilização de seu estado físico. Enquanto aguardava, fui constatando que o mesmo acolhimento era oferecido a todos. E isto é muito gratificante se pensarmos que é o hospital o único primeiro maior apoio que cada um de nós pode recorrer na hora da dor, tenhamos dinheiro ou não, sejamos chiques ou não. Portanto, precisamos ajudar não só na manutenção do mesmo, como na melhoria e ampliação de seus atendimentos e para isto, precisamos pressionar o governo do Estado para cumprir com suas obrigações com a empresa gestora, assim como pressionar a mesma para direcionar para o nosso HGI, melhores e maiores atenções, visto que nos últimos anos, o hospital vem atravessando crises intermináveis e esta cobrança precisa acontecer através da Prefeitura que desfruta junto ao governo do estado um ótimo relacionamento. Cabe a cada um de nós fazer com que nossos vereadores se tornem mais próximo de nossas mais básicas necessidades, cobrando incessantemente da Prefeita eleita de forma expressiva, ativa luta a favor de todos nós. Problemas só se tornam históricos pela acomodação do povo e dos políticos em geral. Se queremos uma Itaparica melhor para se viver, precisamos cobrar os nossos direitos fundamentais, assim como cumprirmos as nossas obrigações de cidadãos participativos. É inimaginável continuarmos a pagar IPTU sem que tenhamos a mínima atenção aos serviços públicos que deveríamos receber. Entra gestão e sai gestão e inúmeras de nossas ruas continuam sem calçamento, saneamento básico, luz nos postes, recolhimento de lixo, enquanto, apreciamos ano após ano, outras ruas e avenidas, sendo sistematicamente refeitas, num desperdício de dinheiro público assustador. O HGI é apenas um item de fundamental importância para que o povo de Itaparica possa receber o que lhe é de direito. E quanto a enfermeira loira que atendia no ambulatório, cujo nome não me foi possível conseguir devido ao natural corporativismo, fica o meu pesar, pois é sempre possível existir uma fruta podre nas boas e saudáveis arvores.

sábado, 4 de março de 2017

SUCESSO – SEMPRE MUITO RELATIVO

A tarde está dando passagem à noite desta sexta-feira pós carnaval e do finalzinho do verão que foi extremamente gratificante, repleto de comemorações religiosas e profanas que coloriram a nossa querida Ilha de Itaparica e, é claro, cá estou quietinha no meu canto, pensando e pensando em tudo que venho vivendo ao longo de minha vida e, no quanto esta tem sido surpreendente, dando a mim um profundo sentido interior de permanente sucesso, apesar de no percurso muito eu ter perdido em bens materiais e, em alguns momentos, sequer acreditar que seria possível atravessar as nuvens pesadas e escuras que insistiam em nublar os esforços empreendidos. Pensava comigo mesma: tudo há de passar, não posso esmorecer e nesta constante estimulação que, confesso, jamais soube exatamente de onde vinha, fui tocando a vida e recebendo inúmeras graças que chegavam através de portas e janelas que se abriam, levando-me a armazenar com muito carinho infinitas vitórias existenciais, numa sucessão de altos e baixos, que foram deixando pelo caminho perfumes e aromas de uma vivência extremamente rica e abastecida de sucessos. Há quem meça seus próprios sucessos através do patrimônio expressivo ou de toda e qualquer forma de luxo e riqueza, poder e glórias, outros por conseguirem manter suas vidas dentro de padrões de equilíbrio financeiro, outros ainda, buscam a vida junto a natureza, despojados de quase tudo sistêmico, afinal, “cada cabeça uma sentença”. Todavia, em regra geral, somos induzidos a apreciar, desejando o brilho que reluz. Penso então, que como todo mundo, contabilizo meu sucesso e aí, que bom, são tantos que eu precisaria de muitas laudas para descrevê-los, portanto, vou resumir, mostrando o meu último sucesso, que veio através da generosidade de uma pessoa que ao ouvir um apelo que fiz, em prol de outra pessoa, através da Rádio Tupinambá, atendeu imediatamente. Afinal, sucesso é também ser intermediária entre quem precisa e o que tem para oferecer. Deixo aqui o meu mais sincero agradecimento a amiga Celma Santos, que também é nossa amiga no face, pelo carinho e generosidade em ofertar uma “Cadeira de Rodas” para uma linda pessoa que, no momento, dela muito necessita, rogando a Deus todas as bênçãos para ambas. A noite chegou de mansinho e encontrou meu coração em estado de graça.

quarta-feira, 1 de março de 2017

DESABAFO.

Lendo as mensagens de pêsames em várias postagens, encontrei uma em que a pessoa disse que mudaria seu título para outra cidade porque o Prefeito era mais inteligente e sabe cuidar das pessoas. Li e reli não acreditando que mesmo com tantas informações midiáticas, ainda existam pessoas que acreditam que segurança pública é responsabilidade de Prefeito, seja ele quem for. O comandante de polícia e sua corporação é responsável pela segurança de toda a Ilha de Itaparica e ainda existem duas delegacias de polícia civil, promotores públicos e Juízes. Por que a violência só aumenta? Provavelmente por inúmeras causas em que as falências institucionais associadas as políticas sociais estejam presentes, num banalismo atuante em todos os níveis de nossa sociedade, aleijando e corrompendo mentes. A inversão sistemática dos valores mais primários de convivência, são solapados por todo o tempo por todos aqueles de deveriam representar modelos a serem seguidos, mas lamentavelmente, o são da forma mais ignóbil possível, transferindo para as frases feitas e os falsos argumentos, todas as justificativas para a violência que produzem através de suas inconsequências políticas e consequentemente humanas. Itaparica através de sua Prefeitura, produziu dias e noites de muitas alegrias, onde famílias inteiras, inclusive a minha, pode desfrutar de absoluta segurança, boa comida e muitos sorrisos soltos. O que aconteceu no final da terça-feira, foi um ato desastroso e absolutamente pontual, onde não há a quem culpar, além da banalidade à vida que infelizmente, também aqui tem sua morada nas almas destruídas que trocam os argumentos por armas, suas loucuras pessoais pelas vidas que cruzam as suas. Enquanto tivermos políticos corruptos e sem qualquer vergonha e dignidade pessoal à frente das Câmara de vereadores, Deputados e senado Federal, assim como Presidentes caras de pau, bandidos contumazes, que corrompem tudo que tocam e que na realidade não estiveram e não estão nem aí para cada um de nós, presenciaremos ao crescimento contínuo da violência que é alimentada pela ignorância generalizada e pela miséria que é bem mais séria que a pobreza, mais corrosiva que a simplicidade, tão destruidora quanto a hipocrisia de se pregar uma igualdade que nunca existiu e jamais existirá nem mesmo onde o respeito humano se faz presente de forma expressiva. Tudo que precisamos é buscar um equilíbrio na divisão de rendas e oportunidades, abrindo espaço para que gente decente cuide de nós. Mas como se somos nós os primeiros a aplaudir os bandidos que elegemos inconsequentemente, enquanto jogamos pedras em todo aquele que não atende aos nossos interesses? Mudar de cidade não é solução, idolatrar gestores muito menos, porque só existe uma solução e não duas que é uma mudança de postura pessoal que sirva de modelo a todos os demais que nos cercam para que em um futuro, possamos ter uma convivência menos cruel, menos separatista e consequentemente, mais humana. Desculpem o desabafo, mas eu conheci na minha juventude um mundo de muitas diferenças sócio econômicas, assim como reconheço a escassez que havia de acesso à educação formal, todavia, como garota de classe efetivamente média, seguia as recomendações de minha mãe, que me orientava a cortar caminho, através da favela da Praia do Pinto, mais conhecida como Cruzada São Sebastião, fundada por Dom Elder Câmara, que fazia divisa dos bairros Leblon e Ipanema, por ser mais seguro, deixando-a assim mais tranquila, quanto as minhas idas ao Clube AABB, onde jogava tênis duas vezes por semana. Seria hoje, absoluta loucura, totalmente impensável, sequer passar na calçada de uma favela. Quando a miséria vestiu as roupas de uma falsa igualdade de direitos, amparados em falácias sociais sem base estrutural que verdadeiramente sustentassem de forma eficaz os amparos oferecidos aos mais carentes, a inércia, a baixa qualidade educacional, o sentimento de desforra e o tudo mais que a mente humana é capaz de produzir, explodiu através do ganho fácil do tráfico de qualquer coisa, principalmente, da alma humana, num bailado idealista sem conteúdo prático que determinasse o seu ritmo e a sua cadência. E então, a arvore que já não produzia frutos de qualidade, acabou por produzi-los adoecidos ou podres.

OCUPANDO ESPAÇO, GERANDO AMOR

São pouco mais de quatro horas da manhã e novamente, ainda deitada com os olhos fitando o céu que posso enxergar através de uma das bandas da janela que se encontra aberta, vejo retardatárias estrelas e penso, não sei bem porquê, nas inúmeras estrelas que existem resistentes entre nós no nosso cotidiano, algumas ainda muito pequenas, mas cujos brilhos são tão intensos que certamente, não passam desapercebidas por olhos atentos, quanto aos meus. Estrelas brilhantes que esperam silenciosamente que alguém abra espaços de amor nas suas duras realidades para que, ao invés de se apagarem no ostracismo ou serem arrastadas pelas intempéries de seus instantes doloridos, possam receber um bendito impulso para que no firmamento de suas existências, possam distribuir suas luzes, abastecidas de energias, numa integração que lhes permitam fazer parte de um firmamento, onde o brilho individual se expande, trazendo mais luminosidade ao seu redor. E neste bailar de pensamentos que até podem parecer lúdicos, enxergo a Praça dos Veranistas, há algum tempo, meio que esquecida como uma bela dama solitária de um quadro renascentista, precisando urgente de uma renovação de cores e luzes, de ideias e ideais, para dar-lhe a chance de novas proposições, onde estrelas se desenvolvam, dando mais brilho ao que já é por natureza belo. Penso então no terreno atrás do Grande Hotel e no espaço de amor que pode se transformar, se ao invés de lixo e mato seco, lá for erguido um centro de talentos cênicos para fazer despontar constelações de uma nova geração de estrelas que, ofuscarão a miséria, a dor e a violência, com a música, o teatro e a poesia. E, continuando a pensar, vejo o rosto lindo do amigo Yulo Cesar, senhor do bastão quase mágico, que faz despontar estrelas, num céu nublado que o cruel sistema social produz. E aí, dando asas aos meus sonhos e devaneios de inclusão social palpáveis, posso enxergar a praça em ritmo de movimento, servindo suas frondosas arvores como abrigo seguro para os nossos jovens, num ir e vir de construções de vidas. Para quem não curte o carnaval, resta pensar em estrelas e nas constelações que o amor pela vida e a vontade política, podem gerar.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

LEIS E REALIDADE

Fui chamada de desinformada em leis de proteção dos animais por uma senhora no face, pois sugeri ao Prefeito Marcus Vinícius que utilizasse os animais apreendidos cujos donos não forem resgatar, na ajuda à manutenção da limpeza urbana, justo porque é público e notório que os caminhões de lixo não adentram nos lugares de difícil acesso. Reconheço minha ignorância quanto as leis, mas também reconheço a hipocrisia que existe em se citar leis quando não há sequer educação que as reconheçam, estejam elas para serem aplicadas onde estiverem. Penso que colocar um animal a serviço da comunidade humana, com o intuito de melhorias, principalmente na saúde, de forma decente, reservando a ele as condições dignas de sobrevivência em um ambiente saudável, seja uma forma de seguir a lei e de respeitar não só o animal, como o homem e o meio ambiente como um todo. Não vejo porquê, nós seres humanos, precisemos trabalhar para garantir o pão de cada dia, enquanto um cavalo deva receber os proventos sem nada produzir. Trabalho, não é sinônimo de escravização e muito menos de maus tratos. E quanto as leis, se valessem para alguma coisa, com certeza, eu que sugeri tamanho absurdo ao Prefeito, não teria passado os últimos quase 16 anos lutando para que fossem respeitadas em nossa linda Ilha de Itaparica. Apesar de não as conhecer na íntegra, baseei-me tão somente no bom senso que sempre norteou o meu trabalho de comunicadora. Acredito que precisamos rever estas e tantas outras leis que existem, mas que não servem absolutamente para a solução geral de nenhum problema onde o ser humano esteja envolvido, sem que haja a devida compreensão das mesmas. Bom seria que os devotos defensores dos animais seguissem os rastros dos mesmos, após as apreensões e não resgate dos seus proprietários. A pergunta é: Alguém verdadeiramente quer saber, qual o destino que é dado aos mesmos? Tudo que escutei até o momento foi: Manda para Feira de Santana... Para que? Se alguém souber, por favor me informe.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PENSE NISTO

Loucura este nosso Brasil com tantas festas e feriados e em se tratando da Bahia e do Rio de Janeiro a coisa ainda é mais séria. São tantos os santos a reverenciar, tantas lavagens perfumadas aos Orixás, que não sobra muito tempo para se pensar na própria vida e na ausência real de proteção dos mesmos, já que a pobreza e o abandono social são dos mais altos da nação. E para se manter a tradição da alienação social, ainda são promovidos pelos governantes locais, festinhas e festivais disto ou daquilo, levando o povo a um arrasta pé contínuo de um lado ao outro da senzala coletiva, onde sonhos são soterrados e perspectivas frustradas. Não joguem pedras em mim, não fujam da realidade, onde os reis não possuem coroas, mas os súditos possuem altares, onde dobram seus joelhos, buscando na fé a esperança de alimentar um céu divino como recompensa da terra bruta que os abriga, da fome que dói, corrói sentimentos e os embrutece. Oi abre alas que eu quero passar Eu sou da lira, sou da birra e teimosia Sou brasileira, sou sem eira e nem beira Oi abre alas, deixem-me dançar.

Sons e silêncios

O dia mal tinha amanhecido e ainda deitada com os olhos fechados, percebi sem qualquer intenção premeditada os sons da vida que aos pouquinhos começavam a se expressar, ocupando os sons do silêncio da madrugada, que podem ser ensurdecedores e altamente enlouquecedores para quem não consegue dormir, seja lá, porque razão. Passados alguns segundos, fui abrindo espaço em minha mente para os inevitáveis pensamentos que a princípio se atropelam, mas que aos poucos vão criando suas próprias escalas de prioridades, num segmento aparentemente lógico, se o meu perfeccionismo de entendimento, não rebobinasse inúmeras vezes alguns deles, principalmente os acontecimentos já vivenciados, pois sou avessa a fazer programações determinadas, quanto ao meu cotidiano. E neste amanhecer como em tantos e tantos outros, antes de abrir os meus olhos, eu apenas disse; obrigada meu Deus. Obrigada pelo silêncio bendito da noite que embalou meu corpo cansado e ao meu lado, permitiu-me acordar para ainda poder ouvir os sons de um novo dia chegando como mais uma página do meu livro da vida, onde com a caneta dos meus esforços pessoais poderei escrever mais um capítulo senão com histórias novas, mas pelo menos originais. Obrigada meu DEUS, pelos sons e pelos silêncios que sempre carinhosamente, inspiram-me a viver.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

DESCULPEM A FRANQUEZA

Se ao invés de cara fechada, fofocagens e atitudes arrogantes, os secretários e funcionários de confiança da Prefeita, falassem mais de suas iniciativas, como tem feito o sr. Badaró e a Stª Patrícia, certamente, haveria menos críticas e mais adesões. Afinal, todos torcem pelo sucesso desta gestão, pois representa o sucesso de todos nós. Desçam do salto, pois os retornos de seus agravos, quem recebe é ela e não os senhores. Atenciosamente.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

SÓ PENSANDO

Estou aqui sentadinha frente a tela do computador em branco, instigando-me a escrever algo, mas como para fazê-lo, preciso de argumentos sólidos à minha mente, penso então, que de verdade, corro o risco de sentir inveja dos atrevidos e insolentes que possuem amebas no lugar de neurônios e plumas coloridas no lugar do senso lógico e de oportunidade e até fazem um certo sucesso, justo porque, como são impiedosos franco atiradores, ameaçam chantageando o distraído com suas loucuras ou mesmo estupidez. Se eu conheço pessoas assim, certamente você que me lê, também já teve a oportunidade de conhece-las e aí, Deus nos livre da convivência com uma delas, todavia, há quem delas se utilize, sem pensar no depois, numa inconsequência absurda, pondo em risco sua própria credibilidade, pondo em risco sua liberdade. E mais uma vez, recorro a Castro Alves, sábio poeta que fitando o céu em desespero, questionou Deus, poetando divinamente. ”Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura...se é verdade Tanto horror perante os céus”?!

SEMPRE PRESENTE

Ele faleceu em 1987, mas a cada dia 17 de fevereiro, por ocasião do dia comemorativo de seu nascimento, não consigo pensar nele como alguém que já se foi, justo, porque suas lembranças são tão fortes que suplantam a sua ausência e me conforta o coração.Sebastião do Couto, foi meu sogro, meu amigo, meu pai e meu parceiro por 29 anos de convivência, bem próxima. E aí, penso no quanto a vida tem sido generosa comigo e, portanto, só posso agradecer. Sinto saudades de sua presença física, mas delicio-me com a certeza da presença constante de sua energia vibrante que me estimula e me aconchega. Obrigado, por sempre estar presente em minha vida.

INCRÍVEL e EXTRAORDINÁRIO

Hoje, o povo de Itaparica, através de muitos que se fizeram presentes na Câmara de Vereadores tiveram a oportunidade de presenciarem algo absolutamente inédito na abertura dos trabalhos da casa legislativa. Uma prefeita eleita com 8806 votos que não recebeu um só aplauso, nem mesmo de seus contratados e correligionários ao adentrar no salão nobre. Havia no ar um clima de tensão disfarçada com sorrisos rápidos e cumprimentos formais, levando-me a um espanto total, pois imaginei que a mesma seria ovacionada como de costume nos comícios e redes sociais. Reflito que como profissional nos últimos quarenta anos, jamais estive diante de uma situação desta natureza. Ninguém, absolutamente, ninguém, afora os vereadores aliados e ainda assim de forma genérica, foi capaz de pedir a palavra, fosse ao vereador Everaldo Camarão ou ao vereador Nixon para contradizer ou simplesmente, oferecer uma palavra de apoio a mesma. Surreal, pois faltam-me palavras para descrever o enorme constrangimento que senti ao ouvir senhoras que sentadas na fileira de trás da cadeira em que me encontrava, dizerem: _“Já vai tarde, ” Enquanto, esta, se retirava da sala, sob aplausos fracos da plateia. Quarenta e seis dias de gestão, muito pouco tempo para cobranças, tempo menor ainda para tanta rejeição. Creio que a providência mais urgente a ser tomada pela nova gestora, seja uma profunda reflexão sobre os quarenta e seis dias de sua posse, porque na prática o que se viu foi um povo mais amadurecido pelo sofrimento, que já não aceita discursos adocicados como substituto de práticas que os beneficie de uma forma ou de outra. Hoje presenciei um clima de cidadania que fez calar até mesmo o mais devoto correligionário. Estou começando a acreditar que esta gestão será um sucesso, justo porque assim o povo exigirá. O povo de Itaparica, finalmente está segurando as rédeas de seu destino, numa demonstração digna e respeitosa de evolução cívica. Agora, com certeza vai... Incrível e extraordinário!!!!