terça-feira, 18 de julho de 2017

PELA MADRUGADA


São duas horas da manhã, acordei sentindo-me abusada, invadida e absolutamente desanimada com a desfaçatez e o abuso possível de ser constatado na política brasileira e ao mesmo tempo, reconhecendo o quanto esta postura desonesta, sem ética ou estética de convivência, vem sendo copiada pela população de qualquer local deste país como se adequada fosse, por esta ou por aquela razão.
E aí, penso que estou errada, pois não está havendo cópia, tão somente, cada qual em seu patamar na pirâmide social, decidiu revelar o seu individual caráter, assumindo a total falta de noção espacial de cidadão e trazendo para si, em detrimento do conjunto social, apenas a sua verdade que, naturalmente, são seus únicos e poderosos interesses, transformando distritos e cidades em verdadeiras savanas, onde o mais astuto se apropria e devora.
A inversão de valores que venho percebendo nas últimas décadas, na realidade é a visão destorcida de liberdade de direitos, com total falta de empatia com as obrigações que imprimem qualquer realidade libertadora, transformando cada possível cidadão, numa criatura individual vivendo e convivendo com escolhas egocêntricas e distanciadas no seu âmago do entendimento de grupo social.
Concluo, que o sistema político brasileiro em todas as esferas, nada mais é que o reflexo claro e nítido de cada um de nós que infelizmente, mesmo depois de mais de 500 anos do descobrimento e ocupação deste solo bendito, não conseguiu depurar o sentimento corrupto de invasor, hipocritamente travestido de desbravador.
Sentimo-nos com direitos às avessas e moldamos assim, nossas obrigações, fazendo do país uma pantomina, cujos atores sequer se revezam nas cenas esdrúxulas, transformando cada cidade brasileira num palco de loucuras a céu aberto, com scripts improvisados, sem critérios ou roteiros com lógica de bem comum, tão necessários a um claro entendimento.
Confesso-me ridícula ao tecer considerações, expondo-me com esta clareza de entendimentos que, afinal, são meus e que em nada, compreendo, ajudará na melhoria das relações de qualquer natureza, porque também eu, prefiro manter-me na segurança do espaço que construí para mim, resguardando-me para não ter que numa demonstração também clara e nítida do quanto fui contaminada pelo individualismo do animal selvagem, vir a agir como tal, matando ou morrendo.



sábado, 15 de julho de 2017

sábado, 8 de julho de 2017

PENSANDO...


Nada se equivale mais que um mal-estar profundo para nos remeter à conscientização da inutilidade de nossos palpites em relação a algumas situações do mundo vivencial.
De repente, tudo perde o sentido, tudo se torna uma repetição cansativa, inútil, e a nossa imagem conclusiva que nos caracteriza se funde a um emaranhado de conclusões alheias, sem que seja possível vislumbrar uma luz no fim do túnel, e a isto, chamo de prioridade, afinal, sem hipocrisias, é preciso que reconheçamos que somos mais importantes que qualquer ato heroico ou desavergonhado que qualquer criatura humana seja capaz de produzir em seu campo pessoal de atuação.
E como tudo que fazemos, pensamos e dizemos, inexoravelmente a política está inserida, mesmo que sequer saibamos a sua definição; concluo que, não sem dor na alma que se reflete no físico, o que nos representa no cenário, seja político, jurídico ou empresarial, é tão somente nossa imagem e semelhança.
Somos um povo sem entranhas de pertencimento, repleto de paixões passageiras, incapaz de planejar futuro, resguardar passado, preferindo adaptar-se ao presente.
Em dado momento da história da construção política de nosso país perdeu-se o fio da meada, e com ela, todos os parâmetros reais que pudessem representar um norte que fosse no mínimo coerente e decente a um bem comum, e como uma construção feita de puxadinhos, jamais conseguimos imprimir uma arquitetura que tivesse personalidade definida, ficando tão somente seus observadores como críticos alienados, palpiteiros sem compromisso com uma fundação pra lá de improvisada.
Não há visão de todo, e nessa confusão arquitetônica emitimos os nossos pareceres a respeito deste ou daquele construtor, crendo que, como salvadores, garantirão nossas parcas acomodações, a despeito de suas qualificações.
Somos um povo medíocre em nossas aspirações, ingratos frente as riquezas que possuímos como herança, e totalmente incapazes quanto ao reconhecimento de nossa própria ignorância em crer que somos espertos e que esta esperteza é um reflexo de nossa inteligência.
Ledo engano que as sucessivas decepções nada nos ensinaram. Falta-nos o devido comprometimento com a nosso próprio bem-estar, no reconhecimento do que sejam direitos e deveres em cada universo pessoal que estejamos crendo infantil ou idiotizadamente que nada é de nossa direta responsabilidade, permanecendo cada um de nós como sujeito crítico sem qualquer lógica que faça sentido, numa demonstração primária de nossa total falta de educação espacial.
Deixamos inconsequentemente o nosso barco à deriva ao ponto de nesse momento crucial em que estamos a um quase inevitável naufrágio, desesperados, e sem mesmo entendermos os porquês, buscamos soluções de salvamento incompreensíveis aos olhos do bom senso, resgatando como boias de salvação velhos marinheiros, tão ineptos e imediatistas quanto nós, forçando assim uma volta aos velhos hábitos de uma inútil vida de apenas aparência.
Mas que sou eu...

sexta-feira, 30 de junho de 2017

SONO INDUZIDO


Quando a senhora morte chega próximo, acordamos de um sono induzido que nos faz encarar a simples e incontestável realidade de nossa finitude.
Foram muitas as ocasiões em que escrevi e também discursei com palavras aparentemente sensatas de minha total aceitação, quanto, a chegada sem aviso prévio desta senhora, mas confesso que eram apenas falácias consoladoras que buscavam camuflar se não o medo, pelo menos a minha indignação.
Morrer !!!! Que desperdício...
Afinal, na calada de minha mente, sempre residiu a quase tristeza de saber que em algum momento, estaria dando adeus a esta maravilha que é viver.
Tristeza ou talvez, apenas agonia, por não saber o que realmente me aguarda e terror só em pensar, que nada mais pode ocorrer, ficando as expectativas pregadas, apenas como um bálsamo consolador pelo sempre mistério de não saber, nem de onde vim e tão pouco para onde vou.
O que me importa realmente saber?
Fico neste instante a me perguntar, crendo, que até isto é tão somente, um consolo pela ignorância que me assola.
E na esquizofrenia que me domina, frente a este quase medo que insiste empanar sorrateira a minha total alegria de estar vivendo, alimento meus parceiros invisíveis aos demais, energias benditas que a cada instante, iluminam meu caminhar nesta existência, real e palpável, onde tudo é incerteza, menos a visita da senhora morte.
Assim, vou vivendo cada instante como se fosse o único, na certeza absoluta de que cada amanhecer é um brinde que me é oferecido pela vida, mas que pode ser o último e, portanto, não posso desperdiçar deixando que o medo da finitude, tire de mim o prazer de apenas existir.
Diante da finitude de alguém que amamos, nos deparamos com a vida nos estimulando a prosseguir, porque afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita e cada qual, nela, tem o seu tempo e seu espaço.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

SIMPLES ASSIM


Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Em se tratando de tudo que parece, mas não é.
Pois é, foi assim na premiação das barracas na festa de São João de Itaparica.
Até eu, acostumada que sou em aterme ao cerne das questões, deixei-me lograr pelo aparente óbvio e inadvertidamente, coloquei-me a defender a barraca que aparentemente deveria ganhar, já que inegavelmente, foi a mais equipada, estruturada e abastecida de uma variedade múltipla de guloseimas nordestinas e, por conseguinte juninas.
Todavia, esqueci-me de observar o objetivo do concurso, avaliando tão somente, os aparatos completos de uma bem instalada lanchonete.
Essa não era a questão. Dever-se-ia julgar a criatividade e a gastronomia.
Daí a vencedora ter sido aquela que apresentou de forma despojada, toda a simplicidade das autênticas festas juninas nos interiores deste nordeste rico de gente bonita e feliz, mesmo frente as inúmeras diversidades.
Outra característica foi o acolhimento que a mesma ofereceu através de seu idealizador que com o seu constante sorriso e cordialidade, fotografava a todos em seu interior, destacando-os como visitantes absolutamente especiais.
Os quitutes juninos foram dispostos em vasilhames de barro, expressando a simplicidade natural do nordestino, não dispensando, no entanto, a fartura dos comes e bebes.
A decoração da barraca aparentemente vazia, sem grandes aparatos, refletia o aconchego dos encontros animados de amigos e familiares. Confirmando assim, a tônica da festa que buscou preservar o calor humano, onde a segurança, a fartura e o acolhimento deveriam predominar.
Colorida e deixando passar pelas paredes de bambus finos, o negro estrelado do universo, o amigo Rogério Santana, cumpriu o seu objetivo de levar para a Praça do Mercado a originalidade de um tema simples por natureza, que são as festas Juninas, assim como complexa na riqueza emocional que representa para a cultura brasileira.
Parabéns aos dois participantes, mas principalmente para nós que pudemos usufruir da grandeza do esforço de ambas na elaboração e apresentação de suas barracas Juninas.
Penso então, que são tantas as inversões com as quais convivemos que até nos confundimos ao analisarmos o apenas belo.

Simples assim...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

UM SEMPRE APRENDIZADO

Quando percebemos que somos capazes de uma auto avaliação, logo percebemo-nos também frágeis quanto a resistência que existe sobre a batuta dos velhos hábitos e, por mais que venhamos a acredita que já evoluímos de forma considerável, lá vem ela, astuta, e perigosamente sutil vaidade, mostrar-se de forma despudorada, jogando por terra de forma impiedosa, toda a nossa arrogância de nos crermos imunes.
Como é difícil a constatação do imperfeito em nós. Como é dilacerante, o confronto com o inadequado que por mais que o vigiemos, lá está ele, espreitando sorrateiramente, sempre pronto à uma nova investida.
Basta um ínfimo descuido, apenas uma pequena brecha e toda a força de nossa visão pequena de nós mesmos se reflete em nossas posturas físicas e emocionais, como uma poderosa pororoca que incontrolável, arrasta consigo anos e anos de esforços regenerativos.
“Choraste?! – E a face mimosa, perdeu as cores da rosa e o seio todo tremeu?!” Casimiro de Abreu, "As Primaveras"
E de um ínfimo instante ao outro, perplexos constatamos que por mais que nos esforcemos para nos tornarmos pessoas melhores, ainda nada mais somos que eternos aprendizes, na feitura contínua de um reparo pessoal.
Parece uma louca filosofia, afinal, buscar sair do insano ciclo das aparências em meio a uma humanidade que fez dela o seu antídoto para a dor de perceber-se absolutamente, só?
Talvez...

domingo, 18 de junho de 2017

Hoje é domingo, e não preciso acordar pela madrugada para escrever, pois tenho não só a manhã, como todo o dia para fazer o que mais gosto.
Também no domingo, nada me interrompe e o silêncio que me rodeia em minha rocinha encantada de Ponta de areia, com certeza, ajudam e muito para que minha mente se foque não só nas belezas que me envolvem, mas principalmente reforçam o meu desejo de entendimento sobre os comportamentos humanos, fazendo de mim, a cada vez, um alguém mais interessado, quanto ao entendimento da mente humana no processamento dos dados recebidos, nas convivências cotidianas.
Hoje precisamente, elejo um incidente virtual que, colocou fim há muitos anos de admiração mútua, justo por causa deste difícil entendimento linguístico e falsos pressupostos, exemplificando o perigo sempre presente de se escrever algo que se está pensando, pedir a opinião alheia, sem ter o cuidado de explicar que se trata dela mesma ou, estar preparado para simplesmente ouvir a opinião solicitada dos outros.
Esse pressuposto de que o outro saberá trata-se de você é uma premissa absolutamente enganosa que, coloca o desavisado e todos nós, em dado momento podemos estar, em uma situação totalmente constrangedora, na realidade para ambos.
E aí, sem querer, colocamos o dedo na ferida do outro que, reage imediatamente, com a crueldade de quem se sente ferido no que supões ser sua respeitabilidade pessoal, esquecendo-se também imediatamente que, o outro, também tem a sua respeitabilidade e de forma consciente, contra-ataca num primarismo absurdo, próprio da arrogância dos que se sentem intocáveis.
E assim, a cada instante nestes colóquios presentes ou virtuais, agredimos e somos agredidos num pout-pourri de inadequações, num retrocesso nada piedoso, levando letrados ou não, ao caos dos desencontros.
Fácil então, entender-se o porquê da humanidade, mesmo diante de tanta globalização, onde novos parâmetros são oferecidos numa esperança de ampliação não só de conhecimentos, mas de visão de mundo e das diferenças, estar num contínuo andar para traz em termos emocionais e de entendimento humanitário do outro, proporcionando a si e aos demais atitudes próprias da era da barbárie, possível de ser constatado a cada dia através dos noticiários.
Inversão de valores, associado a uma individualidade crescente que exclui o outro sem qualquer complacência, onde o poder e a intolerância, ocupam o lugar bendito do diálogo.

Declamamos sobre liberdade, mas não soltamos o chicote de sinhozinhos que trazemos nas mãos e nas mentes.

Nota do autor -Escrevinhando


Desde o início do ano, a cada dia um pouquinho, lá vou escrevendo a minha biografia. Não que ela tenha nada de especial, afinal, sou apenas uma pessoa comum, no entanto, tenho uma história que se entrelaça à história de muitas outras pessoas, além, de ter sido sempre muito feliz, mesmo nos momentos difíceis.
Creio que minhas narrativas serão como um carinho que deixarei para os meus filhos e amigos do coração, afinal, a tarefa de viver, nem sempre é fácil e suave e é importante que consigamos atravessar o caminho com positivismo e muito amor para dar e humildade para receber.
Percebi ainda muito cedo que a felicidade é feita de instantes e da nossa capacidade em aceita-la sem previsão de término.
Pensando assim, fui exercitando cotidianamente, e fui encontrando pérolas de enorme valor, nem sempre reconhecidas por outros, mas que ao me dar a elas a oportunidade de convivência, foram preciosas, cada qual, num ou em muitos instantes de minha trajetória, ensinando-me a ser grata e a jamais permitir que fossem esquecidas.
Neste livro, “REVOLUÇÃO DE UMA SONHADORA”, resgato cada uma delas e peço a Deus que me dê vida e saúde para concluir sem esquecer uma só pérola deste cordão valioso que, certamente, adornou cada precioso instante da minha existência, até neste momento.
E se fortuna não tenho para deixar aos filhos, deixo tão somente, o meu amor pela vida e por tudo que nela existe, assim, quando estiverem tristes ou preocupados, terão como estímulo ao sorriso, minhas vivências, onde jamais houve espaço para o desânimo e a tristeza.
Afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.
Esta expressão não é só importante porque foi eternizada pelo compositor “Gonzaguinha”, mas principalmente, porque de forma singela, resume a explosão que ocorre em cada criatura humana, quando se conscientiza de toda a grandeza de estar existindo em meio ao espetáculo da vida, mesmo reconhecendo a pouca grandeza que é imposta a ela, através de sistemas brutais de convivência, onde o verniz da hipocrisia, magoa, fere e faz doer.


Afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.


Esta expressão não é só importante porque foi eternizada pelo compositor “Gonzaguinha”, mas principalmente, porque de forma singela, resume a explosão que ocorre em cada criatura humana, quando se conscientiza de toda a grandeza de estar existindo em meio ao espetáculo da vida, mesmo reconhecendo a pouca grandeza que é imposta a ela, através de sistemas brutais de convivência, onde o verniz da hipocrisia, magoa, fere e faz sofrer.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

SOL E CHUVA, CASAMENTO DE VIÚVA...


Olho neste instante através da janela e lá está mais um espetáculo da natureza!
Concomitantemente, o aroma de grama fresca chega e me invade e, sem que eu pense a respeito, começo a sorrir e a agradecer ao universo por estar viva e por ter a sensibilidade de sempre estar atenta, justo para não deixar de apreciar todas estas belezas.
O sol já está fraquinho neste fim de tarde, mas ainda se reflete nas copas das árvores e nas potentes folhas do cipó-Imbé que, abraçado ao tronco da mangueira, é sempre um espetáculo a parte.
Respiro algumas vezes bem fundo, absorvendo todo este potencial energético, porque afinal, esta é uma oportunidade imperdível, pois mesmo que se repita como já se repetiu infinitas vezes, jamais será igual no oferecimento de suas grandezas.
E aí, volto à minha infância num instantâneo bendito e me vejo correndo pelo gramado da casa na Serra em Teresópolis, deliciando-me na chuva, em uma alegria inenarrável, tendo o esplendoroso sol da manhã como única e sagrada testemunha.
Bendita a vida que recebi, sagrada é a vida que sempre desfrutei.


terça-feira, 13 de junho de 2017

EU QUERIA TANTO
Poder em meus momentos de aflição, tristeza ou solidão, ter um Deus Divino no qual eu pudesse me refugiar, buscando explicações para os meus desencantos de pessoa humana.
Eu queria tanto acreditar, mas eu não consigo, minha mente alucinada por este universo imenso e misterioso, direciona meus entendimentos a outra dimensão, transformando a minha vida, no poder maior de minhas soluções.
Eu queria tanto, justo para não me sentir deslocada, fora do lugar comum, como uma solitária árvore em meio a uma planície, dependendo, tão somente, de minhas decisões, amparando-me unicamente nas minhas forças, como se raízes profundas e resistentes eu tivesse para sustentar-me de pé.
Eu queria tanto crer mais do que vejo e sinto, queria o lúdico, o plainar de minha liberdade deixando as causas e os efeitos sob a responsabilidade de outrem e não apenas de mim.
Eu queria tanto uma pequena parcela desta muleta Divina, mas não consigo, restando-me apenas a dureza de minha própria realidade de ser um ser descrente do mais além, do intangível, do não visível.
Eu queria tanto, na tristeza ou na alegria comunicar-me contigo, gritar o teu nome, ajoelhar-me a teus pés, tirando de mim o peso constante dos louros ou das culpas, mas não te encontro em minhas buscas, só me deparo com a vida em toda a sua pujança.
Eu queria tanto ao menos te dizer obrigada por me sentir tão plena, como uma ínfima partícula deste teu universo.
Mas infelizmente, não consigo e, nesta caminhada sem poder em ti me apoiar, delicio-me com as flores e com os frutos, com as cores e com os aromas e sabores, mergulhando nos mistérios da criação perfeita de todas as vidas, como se em cada uma, eu te encontrasse.


ZERANDO TUDO


Hoje, após o almoço como de costume, liguei a TV na Globo News e lá estava um documentário sobre a trajetória política de Sergio Cabral, mas poderia ter sido da maioria dos políticos brasileiros, onde o idealismo jovem deu lugar a ganância sem limites, ao abuso da mentira expressada da forma mais cínica possível a uma banalidade da moral e da ética, jogando por terra, originais projetos e anseios, absolutamente reais e palpitantes na mente brilhante e vanguardista de um jovem bem-nascido.
Senti profunda tristeza com o desperdício de tanto talento, de tantas oportunidades e de tantos sucessos.
Fechei meus olhos e diante de minha mente, surgiram inúmeras outras imagens de ilustres personalidades, que mesmo ainda não punidas, merecedoras são de passarem pela mesma dramática situação de marginais de colete e gravata.
E mais uma vez, penso no desperdício do erário público e na miséria de inúmeras faces, que a mesma sempre produziu e alimentou em nosso país, fazendo com que a minha dor se converta em muita raiva, recoberta mais uma vez de tristeza, pelo quanto deixou-se de fazer para muitos em benefício de alguns poucos.
Penso então, que realmente precisaríamos zerar tudo e começar outra vez de forma incansável, com novos modelos, novas propostas, numa nova realidade, pois tentar é preciso, acreditar é necessário, manter o inadequado, imperdoável.


Fico querendo entender o porquê de ser tão difícil para algumas pessoas, simplesmente viver, amar e ser feliz.

Uma noite de paz para você que me lê.

domingo, 11 de junho de 2017

Pensamento do dia.

A bússola orientadora está em tuas mãos, fazendo de ti, teu próprio guia.

Um domingo de paz para todos.

sábado, 10 de junho de 2017

PENSANDO E CONSTATANDO


Desde a última terça-feira, venho acompanhando a sessão do STE, muito mais pela minha paixão em aprender do que propriamente por torcer por este ou aquele resultado, até porquê, aprendi rapidamente, lá atrás, enquanto jovem, que nada absolutamente nada, acrescentaria ao resultado final qualquer alteração emocional ou racional em relação às decisões nas esferas superiores de nossas instituições.
Todavia, deleito minha existência acompanhando a capacidade oratória e a bagagem de conhecimentos que os nossos ministros exibem para nós pobres mortais, transformando em palavras sábias e pensamentos eruditos que se eternizam na história, muitas delas, puras falácias ou engodos que, se atentos não estivermos, nos convencem e, assim de repente, nos vemos aplaudindo e acreditando como verdades absolutas.
E aí, lembro que até o mensalão, a grande maioria do povo brasileiro sequer tinha conhecimento de que tais figuras eram verdadeiramente humanas, pois tratavam-se de figuras míticas, fora de alcance.
E viva então, o Ministro populista Joaquim Barbosa e a mídia que, sem cerimônia, adentraram nas casas de todos nós, mostrando um mundo real, até então inacessível.
E aí, da noite para o dia, nos sentimos automaticamente capazes de nos transformar em um novo plenário a julgar a mais alta esfera jurídica do país, amparados em uma democracia que nos resguarda direitos constitucionais.
Será mesmo?
Tudo que percebo é um belíssimo espetáculo onde, nos últimos anos, muito tem me esclarecido em relação ao meu papel de eterna aprendiz, num mundo de ideologias frágeis, sempre também sustentadas na força do dinheiro e do poder.
Mas que eles falam bonito e que fundamentam suas verdades, isto é indiscutível, e quando dão seus toques pessoais de indignação e patriotismo, nos emocionam, se atentos não estivermos.
E antes que eu me esqueça, pontuo que a Ministra Rosa Weber, mandou Gilmar Mendes tomar naquele lugar, com a erudição de quem tem preparo e elegância.

Vou-me embora para Pasárgada!!!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

SIMPLES ASSIM


Não há um estado ético em qualquer postura humana desassociada da honestidade e vice-versa.
No cotidiano sistêmico há cada milionésimo de segundo à tentação do brilho do convencimento de que: ” Não posso perder esta oportunidade”, é sempre muito aliciadora ao pouco atento.
Portanto, conseguir associar as perdas incomensuráveis advindas da fraqueza em se deixar convencer pelo mais que entendido como inadequado, é sempre uma enorme vitória pessoal, pois significa mais um degrau vencido na subida de objetivos à uma vida dedicada à evolução energética que garantirá a eternidade.
O universo sempre devolve na mesma vibração, também, só percebida pela criatura atenta.


terça-feira, 6 de junho de 2017

SIMPLES ASSIM




Enquanto, fecharmos os olhos para as distorções que ocorrem bem diante de nossos narizes, como forma de proteção aos nossos interesses, estaremos expostos à corrupção e tudo quanto, a ela está agregada.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

LEMBRANÇAS


Neste instante, aparentemente sozinha, acabo de me lembrar com um sorriso de alegria dos anos que vivi em Brasília, dos poucos e preciosos amigos, do meu início profissional, despertando em mim uma paixão enorme pelo jornalismo, que alimento até os dias de hoje, das “loucuras” que dividi com Roberto e Consuelo Vellasco, na busca, muitas vezes irresponsável, de três jovens numa cidade de grandes espaços e quase nada para se fazer, naquela época, é claro, e do filho Luiz Cláudio, prêmio maior que ganhei nos cinco anos de minha vida vividos naquela cidade que, confesso, não choro de saudades, mas que sem dúvidas foi o precioso início de tudo.
As loucuras se expressavam na minha paixão por automóveis e velocidade que me levavam a arrastar a amiga, parceira e irmã de alma, pelas avenidas enormes e desertas, na busca, e sempre encontrando, de algum outro, talvez na mesma paixão ou solidão, para juntos fazermos “pegas memoráveis”.
Você se lembra Consuelo, das gargalhadas fáceis, da adrenalina empolgante e do medinho da polícia, sempre atenta?
E do policial de moto que me perseguiu e que beijei na porta do Diário de Brasília, tudo para não pagar a multa por excesso de velocidade?
O coitado achou que eu era maluca, enfiou o capacete e disparou em retirada sob os aplausos da turma de funcionários que, naquele momento, retornava do almoço.
E das nossas idas à fazenda que comprei em Santo Antônio do Descoberto, naquela época tranquila e pouco habitada por sítios e fazendas?
Lembro das Seriemas que corriam na frente do carro, do meu cãozinho pequenez Dino, que ao chegar, punha-se a tentar pegar sem jamais conseguir pegar um só frango e que, cansado, deixava-se descansar deitando-se sobre as águas frescas das inúmeras nascentes que por lá existiam. Na realidade, creio que o barato dele era, tão somente, a corrida.
Lembro saudosa de lindas criaturas como, por exemplo, Karim Nabut, meu primeiro grande cliente, Ivo Borges de Lima, Geraldo Vasconcelos, Dr. Ribamar, deputado Ricardo fiuza, Montenegro, Willian Anoni, Maria Regina (falecida ainda uma menina de 23 anos), Cláudio Pszolato, a linda secretária Joana e tantas e tantas outras pessoas com as quais convivemos e que a memória me falha quanto aos nomes, mantendo vivo seus semblantes e seus sorrisos, que naqueles inesquecíveis momentos, enriqueceram os nossos universos pessoais.
Fecho estas recordações lembrando do sabor das moelas ao molho de tomate que a turma do jornal comia pelas madrugadas após o fechamento das edições no” boteco do Marcos”, uma espelunca acolhedora, onde eu cantava por insistência do Ivo, acompanhada pelo som maravilhoso de um violão, tocado por um colega. Era uma festa a cada fim de trabalho.
Andávamos em bando pelas madrugadas estreladas numa irmandade nunca mais vivida.
Pescarias à beira dos rios, piqueniques na pequena cachoeira com os mosquitos nos devorando, enfim, tudo era simplesmente maravilhoso.
São tantos os instantes de lembranças que eu precisaria de muitas laudas, portanto, encerro agora com a bela tela de um dos muitos “pores de sol” que fascinada admirei e retive na memória.
E tudo isso em plena ditadura militar...


quinta-feira, 1 de junho de 2017

TUDO MUITO LAMENTÁVEL!!!!!


Dona Benedita me faz lembrar do passado, nem tão distante...
Depois, as forças armadas entram em cena e passam a ser os "bandidos da história", pois não permitirão jamais que a loucura do fanatismo queira manter no poder, meia dúzia de pseudos "salvadores da pobreza".
Quando parte de um povo perde a noção de respeito e lógica, fazendo das falácias, discursos distorcidos de bem comum, confundindo, aliciando e corrompendo, nada mais resta que se empregar a força, como repressão a um caos ainda mais cruel que pode ser constatado em vários locais deste mundo de meu Deus.
Estamos caminhando na contra-mão e, portanto, a colisão em algum momento é inevitável.
Impossível compreender as mentes que se negam a reconhecer os absurdos que foram cometidos nos últimos anos em nome de uma Constituição e da defesa dos oprimidos.
Impossível compreender que mentes consideradas brilhantes se fechem ao reconhecimento da falência em que se encontram as instituições de nosso país, como jamais estiveram.
Impossível compreender a idolatria do erro, o egocentrismo da negação do visível e do palpável.
Não sou nada, sou mais um ninguém do povo, mas me sinto no direito de expressar a minha dor, não apenas pelos roubos e sacanagens de uma enorme "gangue criminosa" dedicada aos roubos do erário público, disfarçada de salvadores dos fracos e oprimidos ou de professores universais da verdade única, mas pela perda contínua de tempo, pelo atraso criminoso e pela bactéria do mau caratismo que nos assola.
Gostaria muito de ver meu lindo e rico país em outra situação que não, dividido, falido e desacreditado.
Gostaria de não ter que em pleno século 21, deixar minhas fezes sem devido rumo, contaminando o solo, rios e mares adoecendo aos demais, sem ver a miséria, a fome e a violência, transformadas em banalidades corriqueiras ou pisar nas lamas da nossa bendita terra mal cuidada.
Somos um povo criativo, alegre e trabalhador, mas também somos um povo confuso e sem noção social de bem comum.
Perdemos ou jamais tivemos o senso real de pertencimento pelo bendito chão em que vivemos, pelo bendito ar que respiramos, pelo bendito solo que nos alimenta.
Perdemos a noção de conjunto social e de qualidade individual em cada pequeno município deste imenso, farto e generoso país, deixando que ladrões fantasiados de políticos, comandem nossas vidas, determinem a qualidade de nossos espaços.
Tudo muito lamentável...
"Quem prega qualquer tipo de guerra, já está morto para a vida".

terça-feira, 30 de maio de 2017

APENAS PENSANDO




A busca da perfeição reside na capacidade de cada ser humano dotado de mente e sensibilidade, reconhecer suas falhas, agradecer pelas virtudes e com este manancial de bênçãos, servir aos demais com carinho e respeito, tentando compreender suas próprias lutas quanto ao seu aperfeiçoamento pessoal. Não há o certo e o errado como tônica definitiva e a perfeição consiste tão somente num exercício diário, como um ministério de reparações e gratidões cotidianas. E a verdade é tão relativa quanto a consciência de quem a julga.

sábado, 27 de maio de 2017

CHOVE LÁ FORA


A noite está chegando devagarinho, reforçando o frio gostoso que dominou por todo o dia deste sábado de outono e eu, particularmente adoro, pois me lembro dos muitos invernos que vivi nas Minas Gerais.
Dos muitos caldos verdes, dos chocolates quentes e das pipocas diante dos filmes que alugávamos nas locadoras. Parece que foi ontem, mas lá se vão quinze anos.
Também nos dias frios, aproveitei para estudar e pensar e acabei viciada nas análises dos comportamentos humanos, fontes contínuas de inspirações, fazendo de mim, uma contumaz observadora que se dinheiro não me rendeu, pelo menos me ofereceu parâmetros de profundos aprendizados.
E aí, para não perder o hábito, fico pensando na incoerência dos comportamentos humanos que sempre me surpreendem, pois, abusada, permeia as atitudes minhas e de todos que já conheci in loco ou através das literaturas, filmes e de uns anos para cá de forma diárias nas redes sociais.
São tão óbvias que chegam a assustar...
Tão visivelmente alimentadas pela vaidade...
Tão contagiosamente viciantes que se tornam difíceis de serem evitadas.
Todavia, o pior é que se torna embrutecedora, pois contamina a autocrítica com o véu sutil da negação da realidade, criando uma humanidade esquizofrênica que enxerga apenas o que lhe convém, numa fantasiosa encenação de realidade sob os aplausos de outros tantos no mesmo estágio de alienação existencial.
E entre um arrepio e outro, sinto até um pouquinho de medo, afinal, se enxergo a hipocrisia fantasiada de ostentação ou é porque estou louca ou com uma profunda inveja por não conseguir vivenciar os meus dias cercada do brilho da estupidez humana de se sentir uma merda coberta do ouro dos tolos.
Não tem sido fácil este mergulho nas aguas profundas de mim mesma, pois comigo como companheira inseparável, vai também o meu cotidiano, insistente em seus vícios e mazelas.
E quanto mais do fundo me aproximo, mais repugnância vou sentindo das falsas aguas claras com as quais convivi por todos esses longos anos, quando a verdadeira luz só seria possível de encontrar nas profundezas ricas e fartas de meu interior.
E quanto mais fundo, mais luz vou encontrando, numa apaixonante incoerência que tal como a outra, vicia, mas pelo menos, liberta.

Chove lá fora e faz frio também, mas mesmo sem chocolate, caldo verde ou cobertor, me sinto aquecida por dentro.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

BOM DIA


Lindo, fantástico, espetáculo sem igual.

São poemas escritos no silêncio desta natureza bendita, versos que falam, através de movimentos que nos ensinam e que nos inspiram como mestres reais desta infinita escultura viva, que se atento estivermos, conseguimos lê-los, tornando-nos seres mais plenos, mais lúcidos e, com certeza, mais felizes.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

OUTONO BENDITO


 A chuva deu um tempo nesta manhã e as amoras maduras, despontaram para o meu encantamento pessoal.
Neste instante, saboreio agradecendo à vida e a este bendito solo que tudo faz para me agradar.
E aí, reclamar de quê?
Querer mais o quê?
 Generosa a natureza abastece, minha alma, meu paladar, meus olhos e meu tato, fazendo com que eu me sinta completa e agradecida, pois sei que o tudo mais que o sistema pode me oferecer, virá naturalmente, sem que eu precise correr e me desesperar para tê-lo no meu tempo, contrariando o tempo certo às minhas reais necessidades.
Então, enquanto escrevo, lá fora, o tempo muda e a chuva volta a cair. É a natureza irrigando a seu tempo, meu adorável jardim e todas as benditas bênçãos que diariamente ele se esforça em me oferecer.
Hoje foram as amoras, dias passados, foram as flores e certamente, em breve, novas surpresas surgirão, mantendo-me fiel no aguardo destes brindes que a vida generosamente me oferece a cada amanhecer.

O outono pode ser surpreendente, se atento estivermos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

BOM DIA

                     
Afinal, não podemos mudar o mundo com uma vara de condão, mas certamente em passes de mágica, contínuos e serenos, fazemos verdadeiros milagres com o despertar de nossos sentimentos amorosos em relação aos demais, sejam humanos ou não, nas vivências de nossas existências.
Portanto, creio que só nos tornamos o maior milagre da vida, quando somos capazes de enxergar a vida em outro alguém.
Simples, assim...


sábado, 20 de maio de 2017

FELIPE BRITO

             
Eu, Roberto e tenho certeza que todos os seus amigos, ficaram muito orgulhosos ao ver você com tanta dignidade explanar na tela da TV Bahia, as riquezas culturais de nossa amada Ilha de Itaparica.
Sua desenvoltura e conhecimento é resultado de pesquisas contínuas e apaixonadas pelas entranhas desta terra bendita, assim como sua humildade em aprender o que fez de você, um jovem observador que deixa fluir seu talento pelo belo e precioso.
Que Deus o acompanhe, abrindo os seus caminhos de vida e liberdade, oferecendo a nossa terra e a seu povo, sabedoria de quem busca aprender para em seguida ensinar.
Um beijo no seu coração inquieto e corajoso.      

.

REFLETINDO

Somos incapazes de mergulhar em nossas profundezas na busca do conhecimento de nós mesmos, onde certamente encontraríamos todas as respostas, todos os amparos, todas as margens que certamente guiam o caminho, sem que exista qualquer possibilidade de haver trilhas alternativas, cujos desvios são exatamente o distanciamento entre nós e a essência de nós mesmos.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

BOM DIA

No instante em que a criatura humana percebe que o sol, a lua, os oceanos, os ventos, desertos e o tudo mais está para ela, tanto quanto ela está para a vida como um todo bendito, os porquês deixam de existir para dar lugar ao “TUDO BEM”

Que nesta quinta-feira chuvosa, exista calor nos nossos corações.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

INEVITÁVEL


Tudo permanece como sempre foi, portanto, não cabe espanto já que a criatura humana continua a incorrer nos mesmos desvios de personalidade ou, tão somente, sua própria natureza de animal existencial.
O fato de ser dotado desta ou daquela atribuição física e mental só oferece a ele a condição de raciocínio e lógica quanto a conveniência de sua apresentação, o que em nada tem a haver com seu entendimento real de bem ou mal, moral e ética, criadas por ele mesmo, mas que se adequa aos sistemas e não necessariamente à originalidade de sua natureza.
A natureza é rude e bruta, nem sempre capaz de absorver o aliciamento pelos “bons costumes” vivenciais.
Exemplo é que no limiar de qualquer perigo eminente, aflora de forma instantânea a natureza em sua originalidade, e esta, toma posse das emoções.
Não te surpreendas e tão pouco tente compreender, afinal, por toda a história da humanidade, este fato se comprova através dos pensadores das mais diferentes correntes filosóficas.
Apenas aceite e continue se esforçando quanto a convivência, pois esta é inevitável.
A selva está presente e a savana se apresenta variada.
Lobos e homens numa contínua selva que chamam de sistema onde se misturam e se tornam iguais.

sábado, 13 de maio de 2017

AS GRANDES CHANCES


Os anos passam e, se não nos atermos a eles, serão como brisas leves ou ventos fortes que o presente jamais será capaz de reproduzir.
E passam tão rapidamente que, em dado momento, ficamos a nos perguntar se fomos nós mesmos que os vivemos, pois mais nos parecem histórias, algo bem próximo à uma ficção.
Se forçarmos as lembranças, traremos à luz da razão pequenos breves instantâneos, sejam de gratas alegrias ou de dolorosos sofrimentos, ficando todos os entornos supridos pela mente selecionadora.
E aí, pensando nisto, lembro dos muitos tempos dedicados e energias empregadas nos insistentes “todavia e porém”, sempre presentes em meus tempos e escolhas, levando-me, “contudo”, a reconhecer que se não os tivesse utilizado, talvez hoje, precisamente neste instante, não estaria assim tão sagazmente abastecida para reconhecer que os “entretantos” levaram-me à benditas conclusões, fatos esquecidos, mas que esculpiram a pessoa em que me transformei.
Se foi certo ou se foi errado, sinceramente não sei, tudo, no “entanto”, que posso afirmar é que foram grandes chances que não deixei passar batido e que me ajudaram bastante em todo o meu aprendizado.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

AGRADECIMENTO


Venho através deste reconhecimento público, agradecer ao vereador “Paulinho de Manguinhos”, as palavras proferidas a favor do meu direito, enquanto profissional da comunicação, de expressar meus comentários a respeito de minha visão profissional sobre qualquer assunto, estando à frente do SHOW DA MANHÃ da Rádio Tupinambá FM 87.9, nesta manhã de quinta-feira, por ocasião da Sessão da Câmara.
Atenciosamente,
                                    Regina Carvalho


É isso aí!


Busquei e encontrei este lar acolhedor que posso ser para mim mesma. Senhora geradora das emoções que me convém, pelo menos na maior parte do meu existir, sem qualquer preocupação em parecer o que não sou, oferecer o que não tenho e muito menos receber o que não me é afim.

ELES BEM SABEM O QUE FALAM


No final dos anos 70, em plena ditadura militar, por conta da Semana Santa que se aproximava, escrevi numa edição do extinto Jornal de Minas, em Belo Horizonte, uma crônica com o título ”OS ABUTRES TAMBÉM CHORAM”.
Este meu escrito custou-me cinco longos anos de ostracismo, onde não pude exercer a minha profissão, o que me direcionou a outra atividade, pois precisava trabalhar para viver.
Foram anos de muita tristeza por estar afastada, pela arrogância, de minhas amadas atividades, mas nem por um segundo sequer arrependi-me, pois estava consciente das minhas convicções, fortalecendo com a dor da injustiça, meu sentido maior de ética e respeito ao meu direito de opinar e de registrar minha visão sobre o que, na época, já entendera ser uma política rasteira e pouco voltada aos interesses do povo.
Trinta e poucos anos se passaram e, novamente à mercê do autoritarismo, me vejo sendo chantageada publicamente, a fim de me constranger e me fazer capitular nas minhas visões de bem comum e no meu direito profissional de livre expressão e opinião, assegurados pela Constituição Nacional.
Em minha crônica de anos passados, conclui, escrevendo:
- “SENHOR PERDOAI-OS, PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM”.
Hoje, depois de tantos anos e aprendizados sobre políticos, concluo, tão somente afirmando:
- “SENHOR, PORQUE TANTO HORROR PERANTE OS CÉUS? ”

Usar o plenário para legislar em causa própria é no mínimo uma falta de respeito e ética ao local direcionado aos interesses do povo, além do desperdício do erário público.

terça-feira, 9 de maio de 2017

PENSAMENTO DA TARDE


 Não há histórico de vida que se mantenha ativo, se houver uma mente desejosa e determinada a fazer mudanças.


INSISTENTE SOL


O sol insistente bate nas portas, janelas e vidas, querendo ficar desejando se estabelecer, muitas vezes, abrindo apertados espaços, onde nuvens expeças, insistem em permanecer.

O que mais falta para deixa-lo adentrar, secando os vales de lágrimas sombrias, fazendo germinar antigos sonhos, sufocados ideais?

domingo, 7 de maio de 2017

O UNIVERSO SOU EU...


Já faz um tempinho que assim como de repente, lá estava eu numa maca fria de uma sala cirúrgica sem qualquer perspectiva, crendo estar indo a caminho do fim.
Estranhamente, volto a recordar que já não mais sentia medo, apenas um enorme frio que fazia doer os ossos da coluna e que congelara os lábios.
Olhava fixo para o teto, talvez buscando o sol através do grosso concreto, talvez, buscando um céu inspirador de tantos escritos.
Naquele instante, nada mais importava, nem mesmo eu, pois nada me era possível pensar.
De lá para cá, não faço outra coisa, além de me reeducar.
Exercitando a gratidão por ter voltado a vida.
Gratidão no sentido literal de não me permitir perder mais um segundo sequer, levantando bandeiras nas constantes batalhas, mas ainda assim, com tantos aprendizados, me vejo vez por outra no pódio do sistema, ensaiando o hasteamento.
Que se danem os mentirosos, os safados e encrenqueiros.

Que se danem os chulos que alimentam a fome.
Que se danem os tolos que do expurgo se saciam.
Que se dane a Dona Regina com seus sonhos libertários.
Quero mais é viver o tempo que me resta, enxergando e dizendo:
-Olá, para cada amanhecer.
Não é tarefa fácil, reaprender a viver, pensando no   mundo quando, sinto que o universo sou eu.
Acordei egoísta, talvez mais sábia, mas com certeza feliz.

“Para você que me lê, um domingo onde a partir de seu próprio universo, o mundo fique um pouquinho mais humanizado”.

sábado, 6 de maio de 2017

PENSAMENTO DO DIA


São muitos os caminhos que podemos escolher através das oportunidades que se anunciam, mas também infinitos são os desvios que insinuantes nos desviam, se atentos não estivermos.
Não há escolha coerente sem foco e não há conquista sem determinação.


terça-feira, 2 de maio de 2017

A DOR DA IMPOTÊNCIA


A dor no peito sugeria algo físico, inesperado e sério.
A boca seca, a falta de ar e as lágrimas compulsivas, demonstravam um repentino ataque de pânico.
A mente, disparou um filme dos últimos anos de vivência em Itaparica, mesclado com as milhares de notícias nacionais, num comparativo de outras tantas imagens que surgiam teimosas de 40, 50, 60 anos passados, assustando-me de tal forma, que pensei estar morrendo ou enlouquecendo e na realidade, passada a comoção, tudo se resumiu na conscientização de minha impotência, frente ao imponderável.
Não sou dona da verdade e tão pouco guardo no cofre a solução dos problemas sistêmicos e posturais do povo, dos formadores de opinião, das mídias e dos políticos, mas com certeza, fui ao longo da vida, aprendendo a duras penas, a reconhecer os perdedores, os vaidosos, os abusivos, os cretinos e os idiotas, tão descaradamente comuns de umas décadas para cá.
A pouca vergonha, a desfaçatez, o abuso de todas as formas, a indiferença, o individualismo e a ignorância em relação ao sistema social e político, se tornaram tão usuais que, fica quase impossível separá-los do convívio, pois são como abelhas e vespas, formigas, baratas e ratos, que se encontram em qualquer lugar.
E num instante supremo, sou levada a enxergar sem véu de disfarce, o mundo em que me encontro e, então, o corpo se dobra e a mente se ilumina com a luz da razão e a alma se põe a chorar, pois nada, absolutamente nada que eu faça, fará mudar o caos existencial que sou capaz de vislumbrar.
Respiro fundo, olho para o céu buscando o Deus no qual acredito, acredito?
Não sei mais, talvez sim, talvez não, principalmente quando penso na inutilidade de minha devoção, que se imponderada dela, nada posso fazer, além do meu metro quadrado vivencial e, tendo de assistir calada, quase que inerte, toda a devastação que a criatura humana é capaz de produzir além dos seus limites.
Dois dias se passaram, o peito já não dói, respiro normalmente e já sem os efeitos danosos de um psicológico abalado, sou capaz de perceber o quão inútil é tentar reverter uma situação, onde todos os demais se sentem confortáveis e, só você e alguns poucos mais, insistem nas mudanças.

Sistema cruel que infelizmente é o reflexo de quem o define e o mantém, produz ainda em mim, lagrimas teimosas que insistem em rolar pela minha face enrugada e cansada da longa caminhada, sem poder ver mudanças que sejam para melhorar o bem comum.

LAMÚRIAS


Rogas misericórdia e ela te é dada a cada amanhecer, sempre com novas oportunidades, portanto, és atendido por todo o tempo, mesmo em meio as tuas lamúrias, fazendo-te de coitado e infeliz.
Desperte criatura para as tuas bênçãos diárias, respires fundo e te deixes vivenciar o teu próprio cotidiano que, se te pareces difícil e talvez o seja em alguns momentos, justo quando perdes o teu precioso tempo que é tua maior riqueza, empanando todo o teu potencial criativo com intermináveis lamúrias.
Deves olhar ao teu redor e perceberás através das dores e dificuldades alheias, o quanto és beneficiado pelas energias que movem este universo.
Rogas misericórdia, quando já estão todas ao teu dispor, mas tu, lamuriento e cego, nada percebes, jogando por terra, bênçãos divinas que faltam a tantos outros.
Penses, reflitas e adianta-te, pois o universo está de braços abertos para te estreitar.

NÃO ESCREVO SOZINHA...


Quando escrevo, não estou sozinha, pois sinto que energias mais letradas, mais criativas, corroboram para que eu diante de um caderno ou computador, vá agrupando letras, formando palavras e, finalmente, desenhando em expressões os meus sentimentos, emoções ou simples observações.
Entretanto, alguns escritos vão mais além, pois descrevem com fidelidade meus instantes presentes, carregados de muitas emoções que, nem sempre, são mansas e coloridas, perfis autênticos das mais variadas sensações.
Seja de que forma se apresentem, meus ímpetos de escrevinhadora são sempre carregados de uma vontade imensa de chegar a alguém, como se em cada leitor, eu pudesse com meus escritos abraçar, trocando calores e aromas, num colóquio regado de muita verdade, de muito estreitamento de almas.
E quando deixo escoar alguma dor, confesso que estou sendo egoísta, pois ao descrevê-la, reparto-a com todos que a leem, fragmentando-a e me aliviando.
Meus escritos, são minhas terapias, caminho seguro e eficaz de não permanecer fechada em mim mesma, sobrecarregando a minha mente, desgastando os meus sentimentos, além de sorrateiramente me conduzir pouco a pouco, nas almas do mundo.

Não escrevo sozinha...

sábado, 29 de abril de 2017

O TEU QUINHÃO


Enquanto comparares a tua vida às realizações alheias, numa constante depreciação pessoal que nada te acrescenta, vais deixando de sentir as benditas inspirações para novos voos pessoais e profissionais.
Teu quinhão será sempre diferente dos demais a tua volta, mas ambos, oferecem o que possuem e juntos, são capazes de realizar grandes feitos.
O que chamas de “ingratidão” é tão somente, o direito dos demais de seguirem seus próprios rumos, guiados pelos seus próprios valores que, nem sempre comungam com os teus.
Nada perdes frente a suposta “ingratidão”, afinal, o teu quinhão é intransferível e nada e ninguém além de ti, será capaz de destruí-lo.

Isto por si só, deveria satisfazer-te. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

SEM NOÇÃO...


Fiquei sem internet desde ontem e, tão logo ela retorna, sou surpreendida com uma postagem onde se anunciava um edital de licitação para um novo Fórum a ser construído em Vera Cruz.
De imediato, acreditei ser brincadeira de mal gosto, mas logo a seguir, pude constatar que outras pessoas dividiam o mesmo espanto que eu, e aí, sou tomada por um misto de emoção, de dor e de profunda raiva, porque afinal, isto significa que estão nos tirando a nossa identidade enquanto cidade, e isto, é simplesmente imperdoável.
Penso então, que um processo desta natureza não se constitui de uma hora para outra e que, enquanto cidadãos de Itaparica, fomos enganados duplamente, porque oferecemos poder e autoridade a pessoas totalmente alienadas, incapazes de resguardar ou pelo menos tentar impedir que levem as nossas instituições.
Não posso de sã consciência, acreditar que Juízes e Promotores articulassem tais mudanças sem que, por questões éticas e morais, consultassem ou notificassem nossos gestores, assim como me é surreal pensar que os Procuradores e Advogados do município não tenham tido conhecimento em algum momento deste processo que fere de morte cada cidadão que tem noção da importância da sua comarca.
Aos poucos, lá vão tirando de nós a soberania, restando-nos tão somente brigarmos pelos cavalos, cães e gados nas avenidas em pleno Século 21 e a poucos quilômetros da terceira capital do país, ou chorar pelo remédio que sempre atrasa, pelo hospital deficitário, pelos Correios que nos faz o favor de manter uma precária agência, assim como pelas esquinas formarmos grupinhos para lembrar, em tom de lamento, que seremos sempre a “terra do já teve”.
Enquanto isto, nossas autoridades do passado e do presente, charlam num deboche constante, enquanto o povo se divide, se digladia e se machuca em nome deles.
Tudo muito sem noção.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

EQUILÍBRIO, RAZÃO e AMOR...



Não há qualquer possibilidade de imprimirmos equilíbrio em nossas vidas, se não adicionarmos às nossas atitudes o senso da busca constante da razão, com embasamento amoroso, fazendo de nossa mente um celeiro de intenções harmoniosas.
Não é uma tarefa fácil, já que o sistema cruel nos contamina por todo o tempo, arrastando-nos à labirintos, que quando não nos cegam, no mínimo embaçam o nosso entendimento, oferecendo perfis falsos que nos induzem ao engano.
Toda mudança, seja lá do que for, precisa começar através das atitudes individuais, abrindo espaço para que a luz da razão adentre e possa se expandir chegando aos mais próximos como estímulo à uma possível também mudança.
E assim, o colar bendito da esperança passa a se tornar realidade, através de cada pérola a ele adicionado.
Se queres te livrar do lixo, não o jogue a teus pés.
Se precisas da água que te permite vida, não desperdice, não a jogue fora.
E se buscas a decência pública em prol do bem comum, dispa-te da ganância, da vaidade, da inveja e da inconsequência, tornando-te um exemplo inspirador.

Regina Carvalho – 04/2017.

MENSAGEM DO DIA


Teu bem-estar é prioridade, pois todo o restante se ajeitará, como desde sempre. Jamais te coloques nos degraus à crucificação, pois a tua dor se reflete no mundo.

Regina Carvalho

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Mensagem da noite.


Não te enredes nas malhas da discórdia, da vaidade e da inconsequência que te rodeia, pois o sistema é cínico e faz doer.
Regina Carvalho

MENSAGEM DO DIA


SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES A AMPLITUDE DO ESPAÇO COM SUAS VARIANTES COTIDIANAS
SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES AS CHUVAS NUM ALAGAR SUSTENTADOR
SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES A CADA DIA O QUE TE ERA DE DIREITO

CIDADANIA NAS SOMBRAS


Mais do que as definições acadêmicas que conceituam a expressão “cidadania”, é preciso não esquecer da ética que garante a soberania do ato cidadão, dando a ele legitimidade.
Um fake ou qualquer outra camuflagem de identificação, desqualifica toda e qualquer suposta intenção de bem cidadão, pois fere o princípio básico da obrigação direta e inquestionável de responder por seus atos, apesar de estar exercendo o seu direito inalienável de ser e fazer o que bem entende.
Portanto, moral, ético e legal a cidadania nas sombras não merece qualquer maior consideração, tornando-se tão somente, mais um ato informativo sem assinatura, sempre merecedor de possíveis questionamentos.
Exercer a cidadania é muito mais que denunciar de forma vazia e sem maiores informações, trazendo suspeição a este ou aquele ato público, tornando-se necessários complementos informativos que corroborem para uma maior comprovação do ato de improbidade administrativa, ajudando assim a um esclarecimento mais adequado ao entendimento dos demais.
Afinal, nem tudo o que aparenta, realmente é. Daí minha insistência quanto a formação de uma comissão de cidadãos descompromissados com as vias partidárias, além da disponibilidade de tempo e competência avaliativa dos meandros da governança pública, para que possam estimular os vereadores a exercerem suas mais básicas atribuições.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

CADÊ O PEIXE?


Rapaz, vai entender o povo...
Nas gestões passadas, os gestores distribuíam peixes, leite de coco e o escambal, e ainda assim, ouvia-se:
- Não faz mais que a obrigação.
- Só ganharam os parentes dos funcionários e os escolhidos.
E o blá blá blá seguia o antes, o durante e o depois.
Agora a gestora substituiu o peixe pelo Ovo da Páscoa e o povo está que reclama, “cadê o peixe? ”.
Afinal, se correr o bicho pega, mas se ficar o bicho come, não tendo como fugir da miscelânea democrática que se instalou nas avaliações dos cidadãos.
Como trabalhar com um povo sem cidadania?
Esta sempre foi a questão.
E na dúvida cruel, refugia-se o gestor no acolhimento seguro das suas também confusas visões pessoais em relação ao bem público, amparando-se nos elogios e se fazendo acreditar que está certíssimo.
E para quem tudo observa sem poder algum, resta algumas incertezas, repletas de perguntas.
- Como dar apoio a um gestor sem o lastro da idolatria sem noção?
Este com certeza será o grande desafio das lideranças políticas que se propuserem a mudar os rumos deste país.
­­- Como identificar o “reconhecimento” de uma devoção interesseira e bajuladora, da agressão e do repúdio também pela interesseira individualidade, provavelmente deverão ser os maiores desafios dos professores e mestres na construção crítica das mentes futuras.
Enquanto a educação não for o pão sagrado das transformações, com peixe ou sem peixe, seremos um povo manipulado por quem tem a vara, a isca e o mar para pescar.



domingo, 9 de abril de 2017

DOMINGO DE RAMOS E A FAMÍLIA


Todos que convivem comigo sabem que não frequento nenhuma religião e que quando sou convidada por alguma para palestrar, sempre direciono minhas palavras às reflexões a respeito da vida e do comportamento humano em meio a ela.
Não que eu tenha algo contra, muito pelo contrário, sempre acreditei que as mesmas são margens que norteiam a vida das pessoas, dando a elas direcionamento, amparo espiritual e consolo as suas aflições.
Apenas, enveredei por um caminho que acredito ser mais duro, pois por todo o tempo, encaro meus erros, numa busca permanente de aperfeiçoamento pessoal, tal qual me inspirou o homem Jesus, em sua curta, mas grandiosa caminhada vivencial, onde despiu-se das hipocrisias do convívio social, enveredando-se no entendimento da importância da vida a partir da sua e de tudo que nela reside.
Durante a minha infância e adolescência fui testemunha do respeito que todos ofereciam ao Domingo de Ramos e ainda posso me lembrar das procissões enormes que cruzavam as ruas de Ipanema, onde pessoas, famílias inteiras lá se reuniam num momento participativo de fé e até aqueles que não comungavam do catolicismo, como vários que eram também meus vizinhos, achegavam-se nos portões e janelas, num simbólico apoio.
Hoje é Domingo de Ramos, no Próximo será a Páscoa e tudo que nossas crianças e adolescentes sabem a respeito é que comerão ovos de chocolate.
Conhecer as histórias religiosas e suas tradições significa antes de tudo, “conhecimento”, “aprendizado” hoje, tão escasso em qualquer segmento humano.
E aí, a família como se estrutura se todas as tradições são simplesmente desconsideradas em troca de frases de efeito moral, doutrinária e bajuladora, mas sem a fundamentação necessária a um entendimento mais consistente?
Fatiaram Jesus e seu pai Deus, criando-se infinitas vertentes religiosas, onde a ética e a estética doutrinária se moldaram aos interesses de cada Igreja.

Isso certamente, não é evolução e tão pouco progresso.

sábado, 8 de abril de 2017

APENAS, GRATIDÃO


O sábado está esplêndido, repleto de luz deste sol ameno, que se torna pano de fundo para todo um infindável colorido que nossa Itaparica exibe, seja através de uma geografia belíssima, de um mar bendito que a abraça por todos os lados, mas principalmente por um povo que dia após dia, supera seus próprios limites na busca da sobrevivência e ainda é capaz de pensar no outro de uma forma singela, mas extremamente eficaz.
E foi sempre nas pessoas mais simples que eu e meu Roberto, assim como com o parceiro do cotidiano Eduardo, encontramos apoio a todas as campanhas solidárias que implantamos através da Rádio Tupinambá FM, levando-nos a conclusão do quanto somos felizes por podermos contar com todas estas criaturas que simplesmente nos emocionam.
Particularmente, todas as vezes que estou junto a cada uma delas, impossível não ter meus olhos marejados de lágrimas de gratidão, pela confiança que sempre depositaram em meus propósitos humanitários.
Obrigada, portanto aos amigos irmãos de alma e de fraternidade:
Conceição Sacramento-João Rivas-Piedade e família-Roberto Rodrigues e Silene-RN Refrigeração nas pessoas de Nelson e Cíntia- Nelson do Bar 3M-Néia do J. Nova Itaparica-Josemar Santa Rita de Manguinhos- Nadja de Ponta de Areia- Celma Santos e Dona Silú do Alto Stº Antônio- Roque de Amoreiras- Luiz Pina- Rosalina de Porto Santo- Rita Pé de Ouro-Jadilson Panificadora Gameleira- Newton e esposa do sacolão Maré Cheia.
Essas pessoas maravilhosas colaboraram para que na próxima quinta-feira Santa, possamos entregar roupas e alimentos como forma de participação cidadã, junto aos vizinhos que foram vítimas do infortúnio com a chegada das chuvas no Alto das Pombas, Areal, Mangue Seco e arredores.
Um agradecimento especial ao amigo Daniel, proprietário do Bar dos Amores no Alto das Pombas, que em todas as ocasiões, cedeu seu espaço e seu acolhimento para que realizássemos as promoções.
Esta união é a forma que encontramos de expressar o nosso amor a Deus.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

POR FAVOR ACABEM COM ISTO!!!!!


Ao longo de minha vida, constatei através da mídia e mesmo de meu trabalho, inúmeras situações iguais e até piores, pois vidas foram perdidas.
O tempo foi passando e por todo o Brasil, este problema de alagamento foi se intensificando e nada, absolutamente nada eficaz foi feito para impedir que estas tragédias se repetissem.
Hoje, sinceramente estou “virada na porra” como bem fala o povo baiano, pois cheguei ao meu limite de tolerância em relação a esta política maldosa, que domina cada pedacinho deste nosso país varonil.
Esta reportagem abaixo é o exemplo descarado do abandono que Prefeitos e Governadores dispensaram à nossa cidade e que ano após ano, flagela famílias, tirando delas os sonhos e bens conquistados as custas de trabalho duro e muitas privações.
Sinto-me envergonhada dos muitos aplausos que ofereci aos políticos de posse do poder, acreditando que com aquele seria diferente.
As lágrimas desta senhora, deveriam lavar as nossas culpas por termos sido até o momento, complacentes com o abandono de nossos amigos e vizinhos, e ao mesmo tempo, oferecer a cada um de nós, a certeza de que como está, não mais poderá ficar.
O que assistimos através deste vídeo é o sofrimento transformado em humilhação, ao ter que pedir pelo amor de Deus uma ajuda como compensação da perda de seu sagrado direito de viver em paz e com a dignidade de ter sua casa preservada.
Assim como ela, quantos mais?
Estabelecer prioridades, aplicar os recursos públicos com decência em favor do povo, acabar com a politicagem vergonhosa, creio ser o mínimo que se pode esperar em uma cidade pequena, cujos valores estão atrelados a um viver simples e respeitoso.
Tudo muito lamentável ...
Tudo muito vergonhoso...

E não me venham falar de amor e muito menos em Deus, por que tudo isso é perverso e inimaginável na mente de quem verdadeiramente gosta e pensa no melhor para os seus semelhantes.