sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O GALO SE CALOU


São duas horas da manhã, penso que já dormi o quanto bastava, se bem que acordei com o galo de um vizinho bem próximo que esgoelado, antecipa o amanhecer.
Como geralmente acontece, minha mente está a mil, ficando até difícil selecionar um assunto para escrever, afinal, eu ou você, se pararmos para analisar o nosso dia de ontem, que consideramos quase igual aos demais já vividos com raras exceções, chegaremos à conclusão de que por tão somente banalizarmos o nosso cotidiano, deixamos passar fatos importantíssimos que poderiam nos servir no mínimo como aprendizado do que devemos ou não copiar ou reverberar.
Esquecemos que o que ouvimos, lemos e assistimos, através das muitas e variadas mídias, nada mais são que mecanismos aliciadores, responsáveis diretos pela maioria de nossas atitudes, ganhando bonito de qualquer ensinamento doméstico ou formal, já que é contínuo, tendo como propagadores, cada pessoa com a qual interagimos ao longo de cada dia.
A isto chamamos de convivência, daí dizermos que este ou aquele é fruto do meio em que vive, já que os parâmetros avaliativos que recebem são específicos de seu meio. Todavia, com o advento da internet, que veio com o propósito de integrar ideias e ideais, ampliando conhecimentos, globalizando propósitos, fomos acreditando que, verdadeiramente, nossos mundinhos atravessariam fronteiras, mas aí, com ela vieram as redes sociais, com a finalidade de humanizar a máquina e, surpreendentemente, o tiro saiu pela culatra, pois transformou-se em muito pouco tempo, em espaços delimitados e seletivos de trocas de posturas politicamente corretas que aprisionam mentes e restringem um maior aprendizado, já que os grupos são formados por uma pseuda afinidade que se desfaz, imediatamente, se fora dos padrões desejados os sujeitos se postarem.
Ou seja: fale e escreva o que eu espero ler ou ouvir, caso contrário te deleto, fazendo nascer a partir desta liberdade seletiva mais um meio de atavismo que impede um maior desenvolvimento intelectual.
Claro que não estou me referindo a tipos de grosserias brutas e desnecessárias em qualquer interação, mas tão somente, ao que deveria ser um terreno fértil de aprendizado, através das experiências, assim como da forma de ver e avaliar de outros, numa ampliação natural de novos entendimentos que pudessem enriquecer os nossos próprios, numa troca gratificante de vida e liberdade.
Mas poucos se valem desta ferramenta como mais um mecanismo evolutivo.
 Quando cerceamos a nós e aos demais, além da conveniência adequada a um relacionamento de qualquer natureza, coibimos a espontaneidade, que é bem diferente da sinceridade agressiva que ofende e nada de producente oferece, e que pode ser notada sistematicamente, pois como desavisados, trocamos alhos por bugalhos, num pot-pourri de inadequações online, passando a exercitarmos por horas a fio a arte de como manipular palavras que expressem a nossa necessidade de ser aceitos, elogiados e consolados.
Solidão existencial que reside sorrateiramente em cada um de nós.
O galo calou, talvez, tenha voltado a dormir por ter se dado conta de que é ainda muito cedo.
Acho que farei o mesmo...



terça-feira, 15 de agosto de 2017

É ISSO AÍ...


Acordo pela madrugada depois de uma repousante dormida, mas como o mundo ainda dorme, escrevo, numa compulsão incontrolável, como se o universo repleto de energias, de alguma forma, dependesse de mim.
Os neurônios se agitam na busca da seleção das muitas ideias que vão e vem numa rapidez assustadora em apenas, alguns segundos, no qual, permaneço quieta diante do computador.
Às vezes, como agora, desisto de todas, não por vontade própria, mas por uma espécie de negação automática, selecionadora natural que por algum motivo biológico, emocional ou ambos, existe em mim.
Então, respiro fundo, penso em desistir e, até mesmo, chego a levantar-me, buscando outra forma de passar o tempo, enquanto o mundo não acorda, mas aí, volto também num impulso cardíaco e pulmonar, pois as batidas de meu coração disparam e meus pulmões se fecham, muitas vezes exigindo a intervenção da sempre parceira “bombinha da asma”, para um imediato socorro.
Tudo muito louco de ser entendido, mesmo por alguém como eu, que tudo fuço para compreender melhor.
Neste instante, enquanto identifico os mecanismos que movem a minha natureza à escrita cotidiana, penso mais fixamente em mim e nas motivações que me levam neste instante a tentar entender, afinal, em que lugar me coloco em termos de cidadã, pessoa humana e agente político da sociedade em que vivo, que no caso é a brasileira, especificamente itaparicana.
Ora, se não me vejo de direita, de esquerda e muito menos de centro, onde me enquadro?
Sempre fui assim tão solta, sem rumo definido, sentindo-me absolutamente revoltada com tudo que vejo e sou capaz de discernir?
Busco lembranças de uma Regina revolucionária que não media esforços, palavras e nem voz, destemida e arrojada, levantando bandeiras libertárias, acreditando sinceramente que valia a pena pensar em mudanças para que o mundo sistêmico fosse um pouco melhor, menos opressor, mais acolhedor e, consequentemente, humano.
Novamente, neste instante, não encontro uma só resposta às minhas indagações, nem mesmo enquanto dei um tempo e fui abrir portas e janelas para deixar o novo dia invadir com seus aromas mesclados de roça urbana, ainda existente por estas bandas de Ponta de Areia, refúgio incrível que encontrei para tentar buscar respostas às minhas mais íntimas e infinitas indagações.
Vou preparar o café desta manhã, acreditando que talvez, em outra madrugada, eu encontre a bendita resposta ou, quem sabe, um milagre aconteça e, finalmente, surja uma luz no fim do túnel ou, tal qual, Platão, eu volte a me consolar com o mundo das ideias e dos ideais.  




domingo, 13 de agosto de 2017

SACO CHEIO


Coxinha, mulher de barão, intelectual, madame. Na infância, branca azeda, filha de papai rico e tudo isto para me rotularem de pertencer a uma elite FDP e eu, é que sou preconceituosa?
Rótulos...
Com certeza se tivesse saco, ele já teria se rompido de tanto peso por ter que carregar os hipócritas, os reacionários e extremistas, socialistas/comunistas de merda que ficam no aconchego das sombras das fortunas elitizadas, mamando e discursando suas verborreias fantasiosas a respeito de um mundo e de uma convivência sistêmica que jamais existiu, bastando tão somente, buscar-se a história da humanidade, pois esta, desde o seu início, trouxe no seu DNA, os genes da arrogância, da vaidade e do mau caretíssimo, reforçando assim, com suas leviandades ou devaneios, as mágoas daqueles que por alguma razão, não conseguiram escapulir da pobreza ou da miséria, presentes em qualquer sociedade, pois como nas savanas, o animal mais forte ou o mais astuto, entra nas batalhas da sobrevivência, bem mais capaz.
Olhando e analisando os comportamentos sociais, tendo diante de nós o mapa do mundo, chegaremos a dolorosa conscientização que são raríssimos os países que a duras penas, após centenas de anos, atingiram uma leve civilização humanitária de convívio social de direitos e deveres, ficando todo o restante, no patamar dos medíocres, matando-se em guerras idiotas ou fingindo que são humanamente, socialmente e politicamente corretos, mas abastecendo com seus armamentos cada possível guerra que lhes proporcionem mais lucros.
Estou farta disto tudo desde o dia em que compreendi com a nitidez das aguas puras e cristalinas, o quanto, somos todos verdadeiros idiotas, travestidos desta ou daquela fantasia, representando  sem tréguas para descanso, além da morte, no caso bem-vinda, cenas repetitivas de um roteiro feio e nada inteligente, tendo como pano cenográfico, belezas e grandezas sem fim, em um mundo que afirmamos ter sido feito por um Deus com filhos incapazes de darem sentido as suas existências burras e solitárias.
Mas a tecnologia sempre esteve como criadora de meios mais rápidos de integração, através das cartas, telégrafos, telefones, rádios, cinemas, televisões, modelos renovadores da interação e, finalmente, a  instantaneidade da internet,  aparato que nos tem ajudado na ampliação espetacular do conhecimento em geral, mas que também tem sido um incentivador, quanto, a substituição do cérebro pela bunda, num molejo arrepiante que se não conserta, pelo menos diverte, criando polêmicas que nos fazem esquecer os incautos que verdadeiramente somos.
Fora Lula, Fora Temer, fora a estupidez que nos assola.
Que coisa hein!!!


sábado, 12 de agosto de 2017

RECADINHO


Olá,
meu querido pai, você partiu pertinho do Natal de 2000 e de lá para cá, ainda não consegui chorar de tristeza como é inerente às emoções da criatura humana. Nesses quase 13 anos sem a sua presença, após inúmeras reflexões a respeito desta ausência de explicitude da saudade, chego à conclusão sorrindo que afinal, somente o riso, a alegria são capazes de permear as lembranças de todos os instantes que nortearam a nossa convivência, sem máculas por longos e agradáveis cinquenta e um anos.
Também durante todos esses anos de profunda amizade, insistias em não me deixar esquecer que amar e se dedicar, só tem sentido se o outro estiver vivo para receber e, que para os que já se foram apenas deveríamos não deixar morrer suas lembranças.
Pois bem... De você meu querido pai, abasteço-me das lembranças gratificantes de um homem presente, amoroso, responsável e que jamais, deixou de apreciar cada instante de sua preciosa vida, deixando esta sua filha abastecida de sua poderosa, alegria de viver.
E se não bastasse todo este amparo estrutural de vida que você me ofereceu, principalmente mostrando-me o quanto é fundamental não abrir mão dos prazeres, do amor e da capacidade produtiva, ainda o vejo nos traços, no sorriso largo e na irreverência em todas às vezes, que me fito nos espelhos da minha própria existência..
Meu amor e minha gratidão permanecem, induzindo-me a substituir as lágrimas em razão de tua ausência, pelo sorriso amoroso das tuas lembranças.
Ao sempre elegante, cheiroso e irreverente, sr. Hilton de Carvalho, os meus mais emocionados agradecimentos, por ter-me oferecido grandes momentos, a começar pela vida e depois, pelo constante e sábio ensinamento de que em qualquer situação:
A vida é bonita é bonita e é bonita!


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

SOU DO TEMPO


Ai, que saudades que eu tenho de minha época de infância e juventude, onde andar sem medo pelas calçadas, praças e praias, fazia de mim, um alguém livre.
Os crimes se tornavam históricos, tão somente, longínquas referências a uma precaução necessária, afim de evitar-se o perigo, remoto risco, muito mais real na mente de nossos pais, zelosos.
Sou do tempo das favelas que não ofereciam qualquer risco, dos raros ladrões de varais, das polícias amigáveis e de vizinhos solidários.
Sou do tempo dos poucos doutores, senhores que dominavam o corpo humano e que além de tudo se mostravam humanos.
Sou do tempo dos preconceitos, onde negros, gays e brancos, não se ofendiam ou se matavam tanto.
Sou do tempo da virgindade, da poesia e do romantismo.
Sou do tempo da cubra libre, do vermute e da Coca-Cola.
Sou do tempo do respeito, da família e da escola.
Ai que saudades que eu tenho da hipocrisia de outrora.

Afinal, feria menos, mazelava menos e matava infinitamente, menos.
A arrogância é sempre um acolhedor esconderijo do preconceito e se adicionar a ela Deus, tudo fica com aparência de justiça ao bem comum.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O QUE REALMENTE IMPORTA


 Almocei e como faço todos os dias, deitei-me sobre o sofá e fiquei olhando pelos vidros das duas janelas e da porta o sol ameno que decidiu, desde os últimos três dias, ocupar o seu lugar de direito, trazendo de volta a nós, moradores deste pequeno paraíso, a alegria de senti-lo, após meses de muita chuva e de surpreendente frio.
Desvio o olhar e percebo que o sol se reflete na madeira branca do forro do telhado da sala, oferecendo a minha mente uma espécie de liberdade, através dos desenhos livres de cada raio solar, levando-me a pensar o quanto gosto de viver, conviver e a cada dia me surpreender.
Hoje é sexta-feira e confesso que me sinto muito cansada, afinal, a cada década venho percebendo que preciso fazer mais esforço para aguentar o tranco físico e principalmente emocional para executar as minhas lidas diárias de profissional.
Às vezes chego a ouvir a parte racional de minha mente pedindo socorro, mas aí, vem a outra parte que é a emocional, toda faceira com suas argumentações de aparente lógica, convencendo ao meu todo de criatura ativa de que é preciso continuar para, afinal, não deixar morrer a chama ainda ardente que garante a luz do tudo mais que me rodeia.
Mas que nas sextas estou um bagaço, nem mesmo esta minha mente dividida, mas resistente, consegue disfarçar.
E é justo quando finalmente posso relaxar curtindo o retorno do sol e a maciez do sofá, que posso compreender o quanto tem me custado ainda estar sobrevivendo com dignidade profissional em meio a um sistema cruel de homens, lobos e vampiros que se misturam e se confundem, mordendo ou sugando, numa constante guerra silenciosa.
Penso então que o que realmente importa não é o meu cansaço, e sim, o sempre brilho do sol que tardou, mas chegou, acredito que para ficar, pondo fim ao inverno necessário, não me deixando desta forma esquecer da importância das alternâncias, seja lá do que for.


segunda-feira, 31 de julho de 2017

O TEMPO PASSA...


Nem sempre de forma harmoniosa para todos, todavia, que coisa bonita é vê-lo passar sem mágoas dos desgastes naturais que vai causando pelo caminho.
Dentre as coisas extraordinárias que fui observando e aprendendo a admirar ao longo destes 15 anos de Itaparica, certamente, as pessoas foram as principais, numa combinação mais que perfeita com a força e a beleza poderosa deste mar que a cerca, formando o mais belo espetáculo às minhas retinas e a minha alma.
Esse conjunto de sensível beleza, fez brotar em mim pela primeira vez em toda a minha vida, o bendito senso de pertencimento, fazendo de mim, uma constante cuidadora, repleta de forças para superar meus próprios desgastes que o tempo safado, tem criado pelo caminho.
E é muito bom observar que não estou sozinha, não só no reconhecimento deste acolhimento, como no prazer da retribuição. Alguns há mais ou até menos tempo, mas todos, numa disposição contínua, que se renova a cada amanhecer, através de um bom-dia sorridente, da visão inebriante deste mar ou de ambos, que são os verdadeiros elixires de vida.
Que nesta segunda- feira que fecha o mês de julho que surpreendentemente, foi de frio e muita chuva, deixemos os quinhões merecidos que estão sendo oferecidos a nossa vizinha Vera Cruz e voltemos nossas atenções ao oferecimento  à nossa linda, bucólica e aconchegante Itaparica, dando a ela o que certamente, temos de melhor que é o nosso carinho respeitoso, através de pequenas, mas poderosas ações individuais que no somatório, garantirão a continuidade saudável deste pequeno território, cuja grandeza maior é o seu próprio povo, seu próprio chão.
Meus respeitos a todos aqueles que como eu, por aqui aportaram e se apaixonaram, comportando-se como se filhos dela fossem, assim como, peço desculpas por ser tantas vezes, ranheta e até briguenta na defesa dos seus muitos direitos de ser preservada.
Afinal, se podemos amenizar superando em nós, os estragos naturais que o uso de nosso corpo e mente sofrem, também podemos através do renascimento diário que sorvemos energeticamente daqui, estender nossa gratidão, fazendo brotar em cada ação do nosso cotidiano, um ato cuidadoso de amor pela nossa Itaparica.
Somos o que nos propomos a realizar. E quando achamos enganosamente, que a grama do vizinho é a mais verde, perdemos a oportunidade de regarmos o nosso próprio Jardim, no reconhecimento genuíno de que por mais próximos que estejamos um do outro, somos absolutamente, diferentes, com necessidades distintas e com anseios incopiáveis e que só nos tornamos iguais, através da determinação de lutarmos por uma mesma intenção.


domingo, 30 de julho de 2017

ENQUANTO TODOS DORMEM...


A chuva pesada desaba lá fora e mesmo estando a casa toda bem fechada, não me sinto aquecida, pois há um frio jamais sentido nesta tão amada Itaparica, costumeiramente calorenta por ser abusadamente ensolarada.
Todos ainda dormem, creio que pelo menos a maioria, ficando os adiantados para viverem um novo dia, buscando cada qual o que deseja ou precisa e no meu caso, ambos, pois não saberia viver sem colocar no papel ou no computador, minhas sensações pessoais sobre tudo que vivencio, numa busca quase que frenética de não deixar passar batido, meus instantes existenciais.
Por que, registro assim desde ainda garota?
Talvez pela solidão de ser filha rapa do tacho, talvez pelo excesso de paixão pela vida, talvez porque percebi ainda muito jovem que a memória falha ou se confunde com a profusão de informações recebidas num só dia. Talvez, pela vaidade de querer deixar a minha visão crítica sobre tudo, talvez pela loucura pessoal de querer através da escrita, buscar conhecimentos sobre o que me desperta curiosidade ou simplesmente acontece.
Mas afinal, o que importa ou a quem importa o fato de não passar um só dia em que eu, pelas madrugadas ou a qualquer hora, me impulsione a escrever, numa compulsão sadia, pois em sua maioria me instrui sobre mim mesma, aliviando as dores abusivas e presentes, pelo simples fato de existir e ter que conviver?
Só a mim mesma, creio ...
Descobri que não há terapia mais saudável que a escrita, pois, mergulho em meu interior, numa constante busca de conhecimento pessoal, por divergir de pronto da afirmação que minha mãe repetia como um mantra de que eu precisaria estudar para ser “alguém”, era falha e sem sentido, porque afinal, sempre me senti “um alguém”, se bem que precisando me situar, fosse onde fosse.
Hoje, ouvindo a chuva como fundo musical de mais esta cena de meu teatro pessoal, percebo com nitidez que jamais poderei deixar de escoar meus excessos mentais do quase tudo que meus sentidos vigorosos sugam do também tudo mais, levando-me a fazer da escrita, minha vazante cotidiana, mantendo um certo equilíbrio das marés dos meus conhecimentos e curiosidades, com a constatação absurda e dolorosa da minha massacrante ignorância em relação também a quase tudo.

É madrugada, chove pesado lá fora e faz frio também.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

EU POSSO SER QUALQUER COISA


Às vezes como agora, fico pensando no porquê que mesmo durante onze anos, publicando mensalmente o Jornal Variedades na Ilha e depois mais cinco anos à frente da Rádio Tupinambá, jamais fui abordada por supostos oportunistas, através da internet ou mesmo nos meus ambientes pessoais ou profissionais, solicitando publicações que pudessem de alguma forma denegrir com outras pessoas ou simplesmente se passarem por mim ou nós, nas redes sociais nas quais sempre participamos ativamente.
Diariamente ao longo destes anos, fomos agraciados com o carinho das pessoas tanto de Itaparica quanto de Vera Cruz, assim como, deles recebemos informações, denúncias, agradecimentos, enfim, tudo quanto um meio de comunicação precisa estar preparado para receber e transmitir.
Por que será?
Credibilidade adquirida?
Postura Profissional?
Comprovação dos fatos apresentados, não dando margens a polêmicas absolutamente desnecessárias e que só beneficiam o meio de comunicação, oferecendo a ele uma luz artificial, pois é destituído em seu conteúdo da estrutura ética do profissionalismo sério e voltado verdadeiramente a informação segura de seus fatos?
Ou será porque nos momentos devidos, ouve sempre também a devida retratação, sem discussões, valorizando assim a isenção de qualquer atitude que fugisse a ética profissional?
Provavelmente, o conjunto de itens fundamentais, que são adquiridos através dos conhecimentos inerentes ao ato do comunicador que armazena as experiências desde o tempo do aprendizado básico, adquirido através da educação doméstica, hoje bastante esquecida, da faculdade bem aproveitada e de anos seguidos e ininterruptos de colóquios respeitosos com o leitor ou ouvinte.
A forma de comunicação vem evoluindo ao longo das décadas, mas a partir do advento da internet e das redes sociais, ela se popularizou e isto foi simplesmente, maravilhoso.
Todavia, a globalização também trouxe consigo uma liberação natural de cada pessoa, permitindo que ela se veja e se sinta um pouco capaz de exercer a profissão de detetive, juiz, jornalista etc., trazendo para si próprio a convicção de sua própria forma de enxergar os fatos, fazendo deles sua  verdade absoluta, o que mata instantaneamente, qualquer mais sólida relação com os demais que ouvem, assistem ou leem, mas que com certeza, atrai o brilho falso dos estrelismos, caminho mais curto para que alcem seus verdadeiros interesses que, geralmente se apresentam mais adiante como poder financeiro, ingresso na política ou ambos, na maioria das vezes, garantindo o devido sucesso.
Essa infelizmente é uma característica enganadora antiga que o povo na sua falta de parâmetros educacionais vem se deixando seduzir desde aproximadamente o final dos anos 80, até mesmo para alimentar em algumas ocasiões suas próprias vaidades, quando focados por “tais profissionais”. Inclusive fui e sou testemunha de grandes autoridades que se tornaram reféns das verdades destes “profissionais “que se transformaram em grades de aprisionamento, onde não há opção de liberdade sem que não se tenha de pagar o ônus perverso de se enxergar exposto por todo o tempo, pois, aí sim, a competência comunicadora se torna real, cruel e massacrante.
Quem é capaz de afirmar que jamais constatou esse tipo de ataque de algum comunicador ou meio de comunicação popular.
Rapaz...
Diz o dito popular” Depois do leite derramado, fica difícil limpar.
E é nesta premissa que o “comunicador carreirista”, baseia todas as suas posturas pessoais e profissionais a caminho de seu próprio sucesso. E o espantoso é que consegue, já que de pão e circo o povo se alimenta.

E o retrocesso permanece a cavalo, percorrendo as pradarias e as colinas de nosso infeliz sistema social.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Não sei bem ...


Hoje, ao contrário da maioria de meus dias, estou escrevendo à noite ao som do farfalhar dos coqueiros, nesta noite fria de final de julho, pois no mais o silêncio é absoluto.
Sei bem porque quero escrever, mas o bom senso e a prudência me faz escolher as palavras e isto não é nada bom, pelo menos para mim que procuro sempre expressar meus sentimentos num bailado livre como as folhas dos coqueiros acompanhando o ritmo dos ventos marinhos.
Tiro as mãos do teclado do computador e seguro com ambas a minha cabeça, num autoconsolo, quase que sentindo pena desta pobre culpada escrevinhadora que vê sua ânsia em dedilhar suas impressões sobre tantas coisas, mas se sente tolhida,” ilhada, morta e amordaçada”, tal qual afirma uma certa música de Raimundo Fagner.
Sei bem que quero escrever e não sei bem porque me calo, já que sinto existir em mim um misto de dor e desesperança, uma vontade louca de sair gritando ao mundo, minhas palavras de protesto, revolta natural de um alguém já no caminho do fim, sem ter qualquer esperança de pelo menos enxergar, um facho sequer de luz no fim de um túnel, chamado sistema.
Os atores e os cenários mudam, mas o roteiro, no entanto, é sempre o mesmo, repleto de falas falaciosas e de emoções encomendadas e eu, plateia patética, vez por outra aplaudo, num mecanismo demente.

Não sei bem de mais nada, só sei que cansei.

sábado, 22 de julho de 2017

O POVO PODE ESPERAR...

Hoje, mais do que em qualquer outro dia, acordei muito aborrecida com tudo que venho constatando de precário em nossa cidade, mesmo reconhecendo que não se trata de problemas atuais, mas constantes, pelo sistemático abandono das autoridades, por não considerarem prioridades algumas básicas necessidades dos cidadãos, nas décadas que se sucederam.
Elegemos a cada quatro anos nossos representantes políticos e pouco ou quase nada tem nos sido oferecido em contra- partida, ficando para nós (povo), a sensação de estarmos na condição permanente de pedintes.
As raras obras relevantes, quando são realizadas, nos são entregues como se fossem favores de um mandatário magnânimo e não como uma obrigação elementar das atribuições de vereadores e prefeitos, deputados e senadores que aqui receberam seus votos e que fizeram e fazem de seus cargos, tão somente, trampolins sociais e políticos na escala ascendente de suas vidas pessoais.
Quando das disputas eleitorais, palavras são usadas falaciosamente com o intuito de ganharem nossas confianças, amparadas nas mazelas com as quais vivemos e como tolos esperançosos nos deixamos convencer para mais adiante, percebermos que mais uma vez, o logro nos atingiu como raio muitas vezes, fulminante.
Até quando, permaneceremos como manobrados?
Até quando adiaremos para os quatro anos seguintes, as conquistas dos direitos de nossas necessidades básicas?
Até quando, permaneceremos pisando em lamas, convivendo com o lixo e as doenças advindas deles e da falta de todo e qualquer mínimo saneamento público?
Até quando nos curvaremos a políticos que elegemos e que só pensam na melhoria de suas próprias vidas de seus familiares e asseclas, recebendo cargos, salários e uma infinidade de benécias não condizentes com a realidade arrecadatória da cidade e muito menos com a de cada cidadão?
Até quando, fingiremos que vivemos num paraíso, cercado de abandono por todos os lados?
Até quando, teremos que esperar para termos a dignidade vivencial e sistêmica pelas quais pagamos?
Até quando, assistiremos lamentando pelas esquinas e redes sociais o pouco que funciona em Itaparica, sempre a meia boca?
Até quando assistiremos impassíveis o enriquecimento ou expressiva melhoria de vida de nossos vizinhos e colegas de escola que elegemos políticos, ganhando aqui os recursos e gastando à revelia em outras cidades, pois chegam à conclusão que aqui é caipira para eles, deixando-nos com os seus legados de miséria, doenças, sujeira e deseducação?
Até quando, nos curvaremos como mendigos de um sistema social e político viciado e falido que nos flagela, sugando nossos ideais em prol de uma casta egocêntrica que defende ardorosamente seus próprios ideais em detrimento dos direitos mínimos de cada um de nós?
Inconstitucional deveria ser a manutenção de um povo na ignorância de seus mais primários direitos.
Inconstitucional é não se ter competência pública, além dos já manjados discursos, que permitem a continuidade da vergonhosa afronta dos direitos de cada cidadão.
Inconstitucional é manipular a única constituição nacional ao bel prazer dos interesses particulares em detrimento dos direitos que deveriam ser invioláveis do povo, mantendo uma educação sempre em evolução afim de que este mesmo povo pudesse ter discernimento mínimo entre o joio e o trigo ao invés de permanecerem reféns da fé que os consola e de políticos que os engana.
Inconstitucional é priorizar “coisas” para o desfrute de poucos, com a desculpa de melhorias futuras para o povo, deixando no aqui e agora que se tornou até então, para sempre, este mesmo povo numa interminável espera de dias melhores.

“OH! Deus dos desgraçados, dizei-me se é mentira ou se é verdade, tanto horror perante os céus”...Castro Alves

Quanto mais como cidadão, terei eu que esperar?
Regina Carvalho.



terça-feira, 18 de julho de 2017

PELA MADRUGADA


São duas horas da manhã, acordei sentindo-me abusada, invadida e absolutamente desanimada com a desfaçatez e o abuso possível de ser constatado na política brasileira e ao mesmo tempo, reconhecendo o quanto esta postura desonesta, sem ética ou estética de convivência, vem sendo copiada pela população de qualquer local deste país como se adequada fosse, por esta ou por aquela razão.
E aí, penso que estou errada, pois não está havendo cópia, tão somente, cada qual em seu patamar na pirâmide social, decidiu revelar o seu individual caráter, assumindo a total falta de noção espacial de cidadão e trazendo para si, em detrimento do conjunto social, apenas a sua verdade que, naturalmente, são seus únicos e poderosos interesses, transformando distritos e cidades em verdadeiras savanas, onde o mais astuto se apropria e devora.
A inversão de valores que venho percebendo nas últimas décadas, na realidade é a visão destorcida de liberdade de direitos, com total falta de empatia com as obrigações que imprimem qualquer realidade libertadora, transformando cada possível cidadão, numa criatura individual vivendo e convivendo com escolhas egocêntricas e distanciadas no seu âmago do entendimento de grupo social.
Concluo, que o sistema político brasileiro em todas as esferas, nada mais é que o reflexo claro e nítido de cada um de nós que infelizmente, mesmo depois de mais de 500 anos do descobrimento e ocupação deste solo bendito, não conseguiu depurar o sentimento corrupto de invasor, hipocritamente travestido de desbravador.
Sentimo-nos com direitos às avessas e moldamos assim, nossas obrigações, fazendo do país uma pantomina, cujos atores sequer se revezam nas cenas esdrúxulas, transformando cada cidade brasileira num palco de loucuras a céu aberto, com scripts improvisados, sem critérios ou roteiros com lógica de bem comum, tão necessários a um claro entendimento.
Confesso-me ridícula ao tecer considerações, expondo-me com esta clareza de entendimentos que, afinal, são meus e que em nada, compreendo, ajudará na melhoria das relações de qualquer natureza, porque também eu, prefiro manter-me na segurança do espaço que construí para mim, resguardando-me para não ter que numa demonstração também clara e nítida do quanto fui contaminada pelo individualismo do animal selvagem, vir a agir como tal, matando ou morrendo.



sábado, 15 de julho de 2017

sábado, 8 de julho de 2017

PENSANDO...


Nada se equivale mais que um mal-estar profundo para nos remeter à conscientização da inutilidade de nossos palpites em relação a algumas situações do mundo vivencial.
De repente, tudo perde o sentido, tudo se torna uma repetição cansativa, inútil, e a nossa imagem conclusiva que nos caracteriza se funde a um emaranhado de conclusões alheias, sem que seja possível vislumbrar uma luz no fim do túnel, e a isto, chamo de prioridade, afinal, sem hipocrisias, é preciso que reconheçamos que somos mais importantes que qualquer ato heroico ou desavergonhado que qualquer criatura humana seja capaz de produzir em seu campo pessoal de atuação.
E como tudo que fazemos, pensamos e dizemos, inexoravelmente a política está inserida, mesmo que sequer saibamos a sua definição; concluo que, não sem dor na alma que se reflete no físico, o que nos representa no cenário, seja político, jurídico ou empresarial, é tão somente nossa imagem e semelhança.
Somos um povo sem entranhas de pertencimento, repleto de paixões passageiras, incapaz de planejar futuro, resguardar passado, preferindo adaptar-se ao presente.
Em dado momento da história da construção política de nosso país perdeu-se o fio da meada, e com ela, todos os parâmetros reais que pudessem representar um norte que fosse no mínimo coerente e decente a um bem comum, e como uma construção feita de puxadinhos, jamais conseguimos imprimir uma arquitetura que tivesse personalidade definida, ficando tão somente seus observadores como críticos alienados, palpiteiros sem compromisso com uma fundação pra lá de improvisada.
Não há visão de todo, e nessa confusão arquitetônica emitimos os nossos pareceres a respeito deste ou daquele construtor, crendo que, como salvadores, garantirão nossas parcas acomodações, a despeito de suas qualificações.
Somos um povo medíocre em nossas aspirações, ingratos frente as riquezas que possuímos como herança, e totalmente incapazes quanto ao reconhecimento de nossa própria ignorância em crer que somos espertos e que esta esperteza é um reflexo de nossa inteligência.
Ledo engano que as sucessivas decepções nada nos ensinaram. Falta-nos o devido comprometimento com a nosso próprio bem-estar, no reconhecimento do que sejam direitos e deveres em cada universo pessoal que estejamos crendo infantil ou idiotizadamente que nada é de nossa direta responsabilidade, permanecendo cada um de nós como sujeito crítico sem qualquer lógica que faça sentido, numa demonstração primária de nossa total falta de educação espacial.
Deixamos inconsequentemente o nosso barco à deriva ao ponto de nesse momento crucial em que estamos a um quase inevitável naufrágio, desesperados, e sem mesmo entendermos os porquês, buscamos soluções de salvamento incompreensíveis aos olhos do bom senso, resgatando como boias de salvação velhos marinheiros, tão ineptos e imediatistas quanto nós, forçando assim uma volta aos velhos hábitos de uma inútil vida de apenas aparência.
Mas que sou eu...

sexta-feira, 30 de junho de 2017

SONO INDUZIDO


Quando a senhora morte chega próximo, acordamos de um sono induzido que nos faz encarar a simples e incontestável realidade de nossa finitude.
Foram muitas as ocasiões em que escrevi e também discursei com palavras aparentemente sensatas de minha total aceitação, quanto, a chegada sem aviso prévio desta senhora, mas confesso que eram apenas falácias consoladoras que buscavam camuflar se não o medo, pelo menos a minha indignação.
Morrer !!!! Que desperdício...
Afinal, na calada de minha mente, sempre residiu a quase tristeza de saber que em algum momento, estaria dando adeus a esta maravilha que é viver.
Tristeza ou talvez, apenas agonia, por não saber o que realmente me aguarda e terror só em pensar, que nada mais pode ocorrer, ficando as expectativas pregadas, apenas como um bálsamo consolador pelo sempre mistério de não saber, nem de onde vim e tão pouco para onde vou.
O que me importa realmente saber?
Fico neste instante a me perguntar, crendo, que até isto é tão somente, um consolo pela ignorância que me assola.
E na esquizofrenia que me domina, frente a este quase medo que insiste empanar sorrateira a minha total alegria de estar vivendo, alimento meus parceiros invisíveis aos demais, energias benditas que a cada instante, iluminam meu caminhar nesta existência, real e palpável, onde tudo é incerteza, menos a visita da senhora morte.
Assim, vou vivendo cada instante como se fosse o único, na certeza absoluta de que cada amanhecer é um brinde que me é oferecido pela vida, mas que pode ser o último e, portanto, não posso desperdiçar deixando que o medo da finitude, tire de mim o prazer de apenas existir.
Diante da finitude de alguém que amamos, nos deparamos com a vida nos estimulando a prosseguir, porque afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita e cada qual, nela, tem o seu tempo e seu espaço.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

SIMPLES ASSIM


Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Em se tratando de tudo que parece, mas não é.
Pois é, foi assim na premiação das barracas na festa de São João de Itaparica.
Até eu, acostumada que sou em aterme ao cerne das questões, deixei-me lograr pelo aparente óbvio e inadvertidamente, coloquei-me a defender a barraca que aparentemente deveria ganhar, já que inegavelmente, foi a mais equipada, estruturada e abastecida de uma variedade múltipla de guloseimas nordestinas e, por conseguinte juninas.
Todavia, esqueci-me de observar o objetivo do concurso, avaliando tão somente, os aparatos completos de uma bem instalada lanchonete.
Essa não era a questão. Dever-se-ia julgar a criatividade e a gastronomia.
Daí a vencedora ter sido aquela que apresentou de forma despojada, toda a simplicidade das autênticas festas juninas nos interiores deste nordeste rico de gente bonita e feliz, mesmo frente as inúmeras diversidades.
Outra característica foi o acolhimento que a mesma ofereceu através de seu idealizador que com o seu constante sorriso e cordialidade, fotografava a todos em seu interior, destacando-os como visitantes absolutamente especiais.
Os quitutes juninos foram dispostos em vasilhames de barro, expressando a simplicidade natural do nordestino, não dispensando, no entanto, a fartura dos comes e bebes.
A decoração da barraca aparentemente vazia, sem grandes aparatos, refletia o aconchego dos encontros animados de amigos e familiares. Confirmando assim, a tônica da festa que buscou preservar o calor humano, onde a segurança, a fartura e o acolhimento deveriam predominar.
Colorida e deixando passar pelas paredes de bambus finos, o negro estrelado do universo, o amigo Rogério Santana, cumpriu o seu objetivo de levar para a Praça do Mercado a originalidade de um tema simples por natureza, que são as festas Juninas, assim como complexa na riqueza emocional que representa para a cultura brasileira.
Parabéns aos dois participantes, mas principalmente para nós que pudemos usufruir da grandeza do esforço de ambas na elaboração e apresentação de suas barracas Juninas.
Penso então, que são tantas as inversões com as quais convivemos que até nos confundimos ao analisarmos o apenas belo.

Simples assim...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

UM SEMPRE APRENDIZADO

Quando percebemos que somos capazes de uma auto avaliação, logo percebemo-nos também frágeis quanto a resistência que existe sobre a batuta dos velhos hábitos e, por mais que venhamos a acredita que já evoluímos de forma considerável, lá vem ela, astuta, e perigosamente sutil vaidade, mostrar-se de forma despudorada, jogando por terra de forma impiedosa, toda a nossa arrogância de nos crermos imunes.
Como é difícil a constatação do imperfeito em nós. Como é dilacerante, o confronto com o inadequado que por mais que o vigiemos, lá está ele, espreitando sorrateiramente, sempre pronto à uma nova investida.
Basta um ínfimo descuido, apenas uma pequena brecha e toda a força de nossa visão pequena de nós mesmos se reflete em nossas posturas físicas e emocionais, como uma poderosa pororoca que incontrolável, arrasta consigo anos e anos de esforços regenerativos.
“Choraste?! – E a face mimosa, perdeu as cores da rosa e o seio todo tremeu?!” Casimiro de Abreu, "As Primaveras"
E de um ínfimo instante ao outro, perplexos constatamos que por mais que nos esforcemos para nos tornarmos pessoas melhores, ainda nada mais somos que eternos aprendizes, na feitura contínua de um reparo pessoal.
Parece uma louca filosofia, afinal, buscar sair do insano ciclo das aparências em meio a uma humanidade que fez dela o seu antídoto para a dor de perceber-se absolutamente, só?
Talvez...

domingo, 18 de junho de 2017

Hoje é domingo, e não preciso acordar pela madrugada para escrever, pois tenho não só a manhã, como todo o dia para fazer o que mais gosto.
Também no domingo, nada me interrompe e o silêncio que me rodeia em minha rocinha encantada de Ponta de areia, com certeza, ajudam e muito para que minha mente se foque não só nas belezas que me envolvem, mas principalmente reforçam o meu desejo de entendimento sobre os comportamentos humanos, fazendo de mim, a cada vez, um alguém mais interessado, quanto ao entendimento da mente humana no processamento dos dados recebidos, nas convivências cotidianas.
Hoje precisamente, elejo um incidente virtual que, colocou fim há muitos anos de admiração mútua, justo por causa deste difícil entendimento linguístico e falsos pressupostos, exemplificando o perigo sempre presente de se escrever algo que se está pensando, pedir a opinião alheia, sem ter o cuidado de explicar que se trata dela mesma ou, estar preparado para simplesmente ouvir a opinião solicitada dos outros.
Esse pressuposto de que o outro saberá trata-se de você é uma premissa absolutamente enganosa que, coloca o desavisado e todos nós, em dado momento podemos estar, em uma situação totalmente constrangedora, na realidade para ambos.
E aí, sem querer, colocamos o dedo na ferida do outro que, reage imediatamente, com a crueldade de quem se sente ferido no que supões ser sua respeitabilidade pessoal, esquecendo-se também imediatamente que, o outro, também tem a sua respeitabilidade e de forma consciente, contra-ataca num primarismo absurdo, próprio da arrogância dos que se sentem intocáveis.
E assim, a cada instante nestes colóquios presentes ou virtuais, agredimos e somos agredidos num pout-pourri de inadequações, num retrocesso nada piedoso, levando letrados ou não, ao caos dos desencontros.
Fácil então, entender-se o porquê da humanidade, mesmo diante de tanta globalização, onde novos parâmetros são oferecidos numa esperança de ampliação não só de conhecimentos, mas de visão de mundo e das diferenças, estar num contínuo andar para traz em termos emocionais e de entendimento humanitário do outro, proporcionando a si e aos demais atitudes próprias da era da barbárie, possível de ser constatado a cada dia através dos noticiários.
Inversão de valores, associado a uma individualidade crescente que exclui o outro sem qualquer complacência, onde o poder e a intolerância, ocupam o lugar bendito do diálogo.

Declamamos sobre liberdade, mas não soltamos o chicote de sinhozinhos que trazemos nas mãos e nas mentes.

Nota do autor -Escrevinhando


Desde o início do ano, a cada dia um pouquinho, lá vou escrevendo a minha biografia. Não que ela tenha nada de especial, afinal, sou apenas uma pessoa comum, no entanto, tenho uma história que se entrelaça à história de muitas outras pessoas, além, de ter sido sempre muito feliz, mesmo nos momentos difíceis.
Creio que minhas narrativas serão como um carinho que deixarei para os meus filhos e amigos do coração, afinal, a tarefa de viver, nem sempre é fácil e suave e é importante que consigamos atravessar o caminho com positivismo e muito amor para dar e humildade para receber.
Percebi ainda muito cedo que a felicidade é feita de instantes e da nossa capacidade em aceita-la sem previsão de término.
Pensando assim, fui exercitando cotidianamente, e fui encontrando pérolas de enorme valor, nem sempre reconhecidas por outros, mas que ao me dar a elas a oportunidade de convivência, foram preciosas, cada qual, num ou em muitos instantes de minha trajetória, ensinando-me a ser grata e a jamais permitir que fossem esquecidas.
Neste livro, “REVOLUÇÃO DE UMA SONHADORA”, resgato cada uma delas e peço a Deus que me dê vida e saúde para concluir sem esquecer uma só pérola deste cordão valioso que, certamente, adornou cada precioso instante da minha existência, até neste momento.
E se fortuna não tenho para deixar aos filhos, deixo tão somente, o meu amor pela vida e por tudo que nela existe, assim, quando estiverem tristes ou preocupados, terão como estímulo ao sorriso, minhas vivências, onde jamais houve espaço para o desânimo e a tristeza.
Afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.
Esta expressão não é só importante porque foi eternizada pelo compositor “Gonzaguinha”, mas principalmente, porque de forma singela, resume a explosão que ocorre em cada criatura humana, quando se conscientiza de toda a grandeza de estar existindo em meio ao espetáculo da vida, mesmo reconhecendo a pouca grandeza que é imposta a ela, através de sistemas brutais de convivência, onde o verniz da hipocrisia, magoa, fere e faz doer.


Afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.


Esta expressão não é só importante porque foi eternizada pelo compositor “Gonzaguinha”, mas principalmente, porque de forma singela, resume a explosão que ocorre em cada criatura humana, quando se conscientiza de toda a grandeza de estar existindo em meio ao espetáculo da vida, mesmo reconhecendo a pouca grandeza que é imposta a ela, através de sistemas brutais de convivência, onde o verniz da hipocrisia, magoa, fere e faz sofrer.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

SOL E CHUVA, CASAMENTO DE VIÚVA...


Olho neste instante através da janela e lá está mais um espetáculo da natureza!
Concomitantemente, o aroma de grama fresca chega e me invade e, sem que eu pense a respeito, começo a sorrir e a agradecer ao universo por estar viva e por ter a sensibilidade de sempre estar atenta, justo para não deixar de apreciar todas estas belezas.
O sol já está fraquinho neste fim de tarde, mas ainda se reflete nas copas das árvores e nas potentes folhas do cipó-Imbé que, abraçado ao tronco da mangueira, é sempre um espetáculo a parte.
Respiro algumas vezes bem fundo, absorvendo todo este potencial energético, porque afinal, esta é uma oportunidade imperdível, pois mesmo que se repita como já se repetiu infinitas vezes, jamais será igual no oferecimento de suas grandezas.
E aí, volto à minha infância num instantâneo bendito e me vejo correndo pelo gramado da casa na Serra em Teresópolis, deliciando-me na chuva, em uma alegria inenarrável, tendo o esplendoroso sol da manhã como única e sagrada testemunha.
Bendita a vida que recebi, sagrada é a vida que sempre desfrutei.


terça-feira, 13 de junho de 2017

EU QUERIA TANTO
Poder em meus momentos de aflição, tristeza ou solidão, ter um Deus Divino no qual eu pudesse me refugiar, buscando explicações para os meus desencantos de pessoa humana.
Eu queria tanto acreditar, mas eu não consigo, minha mente alucinada por este universo imenso e misterioso, direciona meus entendimentos a outra dimensão, transformando a minha vida, no poder maior de minhas soluções.
Eu queria tanto, justo para não me sentir deslocada, fora do lugar comum, como uma solitária árvore em meio a uma planície, dependendo, tão somente, de minhas decisões, amparando-me unicamente nas minhas forças, como se raízes profundas e resistentes eu tivesse para sustentar-me de pé.
Eu queria tanto crer mais do que vejo e sinto, queria o lúdico, o plainar de minha liberdade deixando as causas e os efeitos sob a responsabilidade de outrem e não apenas de mim.
Eu queria tanto uma pequena parcela desta muleta Divina, mas não consigo, restando-me apenas a dureza de minha própria realidade de ser um ser descrente do mais além, do intangível, do não visível.
Eu queria tanto, na tristeza ou na alegria comunicar-me contigo, gritar o teu nome, ajoelhar-me a teus pés, tirando de mim o peso constante dos louros ou das culpas, mas não te encontro em minhas buscas, só me deparo com a vida em toda a sua pujança.
Eu queria tanto ao menos te dizer obrigada por me sentir tão plena, como uma ínfima partícula deste teu universo.
Mas infelizmente, não consigo e, nesta caminhada sem poder em ti me apoiar, delicio-me com as flores e com os frutos, com as cores e com os aromas e sabores, mergulhando nos mistérios da criação perfeita de todas as vidas, como se em cada uma, eu te encontrasse.


ZERANDO TUDO


Hoje, após o almoço como de costume, liguei a TV na Globo News e lá estava um documentário sobre a trajetória política de Sergio Cabral, mas poderia ter sido da maioria dos políticos brasileiros, onde o idealismo jovem deu lugar a ganância sem limites, ao abuso da mentira expressada da forma mais cínica possível a uma banalidade da moral e da ética, jogando por terra, originais projetos e anseios, absolutamente reais e palpitantes na mente brilhante e vanguardista de um jovem bem-nascido.
Senti profunda tristeza com o desperdício de tanto talento, de tantas oportunidades e de tantos sucessos.
Fechei meus olhos e diante de minha mente, surgiram inúmeras outras imagens de ilustres personalidades, que mesmo ainda não punidas, merecedoras são de passarem pela mesma dramática situação de marginais de colete e gravata.
E mais uma vez, penso no desperdício do erário público e na miséria de inúmeras faces, que a mesma sempre produziu e alimentou em nosso país, fazendo com que a minha dor se converta em muita raiva, recoberta mais uma vez de tristeza, pelo quanto deixou-se de fazer para muitos em benefício de alguns poucos.
Penso então, que realmente precisaríamos zerar tudo e começar outra vez de forma incansável, com novos modelos, novas propostas, numa nova realidade, pois tentar é preciso, acreditar é necessário, manter o inadequado, imperdoável.


Fico querendo entender o porquê de ser tão difícil para algumas pessoas, simplesmente viver, amar e ser feliz.

Uma noite de paz para você que me lê.

domingo, 11 de junho de 2017

Pensamento do dia.

A bússola orientadora está em tuas mãos, fazendo de ti, teu próprio guia.

Um domingo de paz para todos.

sábado, 10 de junho de 2017

PENSANDO E CONSTATANDO


Desde a última terça-feira, venho acompanhando a sessão do STE, muito mais pela minha paixão em aprender do que propriamente por torcer por este ou aquele resultado, até porquê, aprendi rapidamente, lá atrás, enquanto jovem, que nada absolutamente nada, acrescentaria ao resultado final qualquer alteração emocional ou racional em relação às decisões nas esferas superiores de nossas instituições.
Todavia, deleito minha existência acompanhando a capacidade oratória e a bagagem de conhecimentos que os nossos ministros exibem para nós pobres mortais, transformando em palavras sábias e pensamentos eruditos que se eternizam na história, muitas delas, puras falácias ou engodos que, se atentos não estivermos, nos convencem e, assim de repente, nos vemos aplaudindo e acreditando como verdades absolutas.
E aí, lembro que até o mensalão, a grande maioria do povo brasileiro sequer tinha conhecimento de que tais figuras eram verdadeiramente humanas, pois tratavam-se de figuras míticas, fora de alcance.
E viva então, o Ministro populista Joaquim Barbosa e a mídia que, sem cerimônia, adentraram nas casas de todos nós, mostrando um mundo real, até então inacessível.
E aí, da noite para o dia, nos sentimos automaticamente capazes de nos transformar em um novo plenário a julgar a mais alta esfera jurídica do país, amparados em uma democracia que nos resguarda direitos constitucionais.
Será mesmo?
Tudo que percebo é um belíssimo espetáculo onde, nos últimos anos, muito tem me esclarecido em relação ao meu papel de eterna aprendiz, num mundo de ideologias frágeis, sempre também sustentadas na força do dinheiro e do poder.
Mas que eles falam bonito e que fundamentam suas verdades, isto é indiscutível, e quando dão seus toques pessoais de indignação e patriotismo, nos emocionam, se atentos não estivermos.
E antes que eu me esqueça, pontuo que a Ministra Rosa Weber, mandou Gilmar Mendes tomar naquele lugar, com a erudição de quem tem preparo e elegância.

Vou-me embora para Pasárgada!!!

quinta-feira, 8 de junho de 2017

SIMPLES ASSIM


Não há um estado ético em qualquer postura humana desassociada da honestidade e vice-versa.
No cotidiano sistêmico há cada milionésimo de segundo à tentação do brilho do convencimento de que: ” Não posso perder esta oportunidade”, é sempre muito aliciadora ao pouco atento.
Portanto, conseguir associar as perdas incomensuráveis advindas da fraqueza em se deixar convencer pelo mais que entendido como inadequado, é sempre uma enorme vitória pessoal, pois significa mais um degrau vencido na subida de objetivos à uma vida dedicada à evolução energética que garantirá a eternidade.
O universo sempre devolve na mesma vibração, também, só percebida pela criatura atenta.


terça-feira, 6 de junho de 2017

SIMPLES ASSIM




Enquanto, fecharmos os olhos para as distorções que ocorrem bem diante de nossos narizes, como forma de proteção aos nossos interesses, estaremos expostos à corrupção e tudo quanto, a ela está agregada.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

LEMBRANÇAS


Neste instante, aparentemente sozinha, acabo de me lembrar com um sorriso de alegria dos anos que vivi em Brasília, dos poucos e preciosos amigos, do meu início profissional, despertando em mim uma paixão enorme pelo jornalismo, que alimento até os dias de hoje, das “loucuras” que dividi com Roberto e Consuelo Vellasco, na busca, muitas vezes irresponsável, de três jovens numa cidade de grandes espaços e quase nada para se fazer, naquela época, é claro, e do filho Luiz Cláudio, prêmio maior que ganhei nos cinco anos de minha vida vividos naquela cidade que, confesso, não choro de saudades, mas que sem dúvidas foi o precioso início de tudo.
As loucuras se expressavam na minha paixão por automóveis e velocidade que me levavam a arrastar a amiga, parceira e irmã de alma, pelas avenidas enormes e desertas, na busca, e sempre encontrando, de algum outro, talvez na mesma paixão ou solidão, para juntos fazermos “pegas memoráveis”.
Você se lembra Consuelo, das gargalhadas fáceis, da adrenalina empolgante e do medinho da polícia, sempre atenta?
E do policial de moto que me perseguiu e que beijei na porta do Diário de Brasília, tudo para não pagar a multa por excesso de velocidade?
O coitado achou que eu era maluca, enfiou o capacete e disparou em retirada sob os aplausos da turma de funcionários que, naquele momento, retornava do almoço.
E das nossas idas à fazenda que comprei em Santo Antônio do Descoberto, naquela época tranquila e pouco habitada por sítios e fazendas?
Lembro das Seriemas que corriam na frente do carro, do meu cãozinho pequenez Dino, que ao chegar, punha-se a tentar pegar sem jamais conseguir pegar um só frango e que, cansado, deixava-se descansar deitando-se sobre as águas frescas das inúmeras nascentes que por lá existiam. Na realidade, creio que o barato dele era, tão somente, a corrida.
Lembro saudosa de lindas criaturas como, por exemplo, Karim Nabut, meu primeiro grande cliente, Ivo Borges de Lima, Geraldo Vasconcelos, Dr. Ribamar, deputado Ricardo fiuza, Montenegro, Willian Anoni, Maria Regina (falecida ainda uma menina de 23 anos), Cláudio Pszolato, a linda secretária Joana e tantas e tantas outras pessoas com as quais convivemos e que a memória me falha quanto aos nomes, mantendo vivo seus semblantes e seus sorrisos, que naqueles inesquecíveis momentos, enriqueceram os nossos universos pessoais.
Fecho estas recordações lembrando do sabor das moelas ao molho de tomate que a turma do jornal comia pelas madrugadas após o fechamento das edições no” boteco do Marcos”, uma espelunca acolhedora, onde eu cantava por insistência do Ivo, acompanhada pelo som maravilhoso de um violão, tocado por um colega. Era uma festa a cada fim de trabalho.
Andávamos em bando pelas madrugadas estreladas numa irmandade nunca mais vivida.
Pescarias à beira dos rios, piqueniques na pequena cachoeira com os mosquitos nos devorando, enfim, tudo era simplesmente maravilhoso.
São tantos os instantes de lembranças que eu precisaria de muitas laudas, portanto, encerro agora com a bela tela de um dos muitos “pores de sol” que fascinada admirei e retive na memória.
E tudo isso em plena ditadura militar...


quinta-feira, 1 de junho de 2017

TUDO MUITO LAMENTÁVEL!!!!!


Dona Benedita me faz lembrar do passado, nem tão distante...
Depois, as forças armadas entram em cena e passam a ser os "bandidos da história", pois não permitirão jamais que a loucura do fanatismo queira manter no poder, meia dúzia de pseudos "salvadores da pobreza".
Quando parte de um povo perde a noção de respeito e lógica, fazendo das falácias, discursos distorcidos de bem comum, confundindo, aliciando e corrompendo, nada mais resta que se empregar a força, como repressão a um caos ainda mais cruel que pode ser constatado em vários locais deste mundo de meu Deus.
Estamos caminhando na contra-mão e, portanto, a colisão em algum momento é inevitável.
Impossível compreender as mentes que se negam a reconhecer os absurdos que foram cometidos nos últimos anos em nome de uma Constituição e da defesa dos oprimidos.
Impossível compreender que mentes consideradas brilhantes se fechem ao reconhecimento da falência em que se encontram as instituições de nosso país, como jamais estiveram.
Impossível compreender a idolatria do erro, o egocentrismo da negação do visível e do palpável.
Não sou nada, sou mais um ninguém do povo, mas me sinto no direito de expressar a minha dor, não apenas pelos roubos e sacanagens de uma enorme "gangue criminosa" dedicada aos roubos do erário público, disfarçada de salvadores dos fracos e oprimidos ou de professores universais da verdade única, mas pela perda contínua de tempo, pelo atraso criminoso e pela bactéria do mau caratismo que nos assola.
Gostaria muito de ver meu lindo e rico país em outra situação que não, dividido, falido e desacreditado.
Gostaria de não ter que em pleno século 21, deixar minhas fezes sem devido rumo, contaminando o solo, rios e mares adoecendo aos demais, sem ver a miséria, a fome e a violência, transformadas em banalidades corriqueiras ou pisar nas lamas da nossa bendita terra mal cuidada.
Somos um povo criativo, alegre e trabalhador, mas também somos um povo confuso e sem noção social de bem comum.
Perdemos ou jamais tivemos o senso real de pertencimento pelo bendito chão em que vivemos, pelo bendito ar que respiramos, pelo bendito solo que nos alimenta.
Perdemos a noção de conjunto social e de qualidade individual em cada pequeno município deste imenso, farto e generoso país, deixando que ladrões fantasiados de políticos, comandem nossas vidas, determinem a qualidade de nossos espaços.
Tudo muito lamentável...
"Quem prega qualquer tipo de guerra, já está morto para a vida".

terça-feira, 30 de maio de 2017

APENAS PENSANDO




A busca da perfeição reside na capacidade de cada ser humano dotado de mente e sensibilidade, reconhecer suas falhas, agradecer pelas virtudes e com este manancial de bênçãos, servir aos demais com carinho e respeito, tentando compreender suas próprias lutas quanto ao seu aperfeiçoamento pessoal. Não há o certo e o errado como tônica definitiva e a perfeição consiste tão somente num exercício diário, como um ministério de reparações e gratidões cotidianas. E a verdade é tão relativa quanto a consciência de quem a julga.

sábado, 27 de maio de 2017

CHOVE LÁ FORA


A noite está chegando devagarinho, reforçando o frio gostoso que dominou por todo o dia deste sábado de outono e eu, particularmente adoro, pois me lembro dos muitos invernos que vivi nas Minas Gerais.
Dos muitos caldos verdes, dos chocolates quentes e das pipocas diante dos filmes que alugávamos nas locadoras. Parece que foi ontem, mas lá se vão quinze anos.
Também nos dias frios, aproveitei para estudar e pensar e acabei viciada nas análises dos comportamentos humanos, fontes contínuas de inspirações, fazendo de mim, uma contumaz observadora que se dinheiro não me rendeu, pelo menos me ofereceu parâmetros de profundos aprendizados.
E aí, para não perder o hábito, fico pensando na incoerência dos comportamentos humanos que sempre me surpreendem, pois, abusada, permeia as atitudes minhas e de todos que já conheci in loco ou através das literaturas, filmes e de uns anos para cá de forma diárias nas redes sociais.
São tão óbvias que chegam a assustar...
Tão visivelmente alimentadas pela vaidade...
Tão contagiosamente viciantes que se tornam difíceis de serem evitadas.
Todavia, o pior é que se torna embrutecedora, pois contamina a autocrítica com o véu sutil da negação da realidade, criando uma humanidade esquizofrênica que enxerga apenas o que lhe convém, numa fantasiosa encenação de realidade sob os aplausos de outros tantos no mesmo estágio de alienação existencial.
E entre um arrepio e outro, sinto até um pouquinho de medo, afinal, se enxergo a hipocrisia fantasiada de ostentação ou é porque estou louca ou com uma profunda inveja por não conseguir vivenciar os meus dias cercada do brilho da estupidez humana de se sentir uma merda coberta do ouro dos tolos.
Não tem sido fácil este mergulho nas aguas profundas de mim mesma, pois comigo como companheira inseparável, vai também o meu cotidiano, insistente em seus vícios e mazelas.
E quanto mais do fundo me aproximo, mais repugnância vou sentindo das falsas aguas claras com as quais convivi por todos esses longos anos, quando a verdadeira luz só seria possível de encontrar nas profundezas ricas e fartas de meu interior.
E quanto mais fundo, mais luz vou encontrando, numa apaixonante incoerência que tal como a outra, vicia, mas pelo menos, liberta.

Chove lá fora e faz frio também, mas mesmo sem chocolate, caldo verde ou cobertor, me sinto aquecida por dentro.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

BOM DIA


Lindo, fantástico, espetáculo sem igual.

São poemas escritos no silêncio desta natureza bendita, versos que falam, através de movimentos que nos ensinam e que nos inspiram como mestres reais desta infinita escultura viva, que se atento estivermos, conseguimos lê-los, tornando-nos seres mais plenos, mais lúcidos e, com certeza, mais felizes.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

OUTONO BENDITO


 A chuva deu um tempo nesta manhã e as amoras maduras, despontaram para o meu encantamento pessoal.
Neste instante, saboreio agradecendo à vida e a este bendito solo que tudo faz para me agradar.
E aí, reclamar de quê?
Querer mais o quê?
 Generosa a natureza abastece, minha alma, meu paladar, meus olhos e meu tato, fazendo com que eu me sinta completa e agradecida, pois sei que o tudo mais que o sistema pode me oferecer, virá naturalmente, sem que eu precise correr e me desesperar para tê-lo no meu tempo, contrariando o tempo certo às minhas reais necessidades.
Então, enquanto escrevo, lá fora, o tempo muda e a chuva volta a cair. É a natureza irrigando a seu tempo, meu adorável jardim e todas as benditas bênçãos que diariamente ele se esforça em me oferecer.
Hoje foram as amoras, dias passados, foram as flores e certamente, em breve, novas surpresas surgirão, mantendo-me fiel no aguardo destes brindes que a vida generosamente me oferece a cada amanhecer.

O outono pode ser surpreendente, se atento estivermos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

BOM DIA

                     
Afinal, não podemos mudar o mundo com uma vara de condão, mas certamente em passes de mágica, contínuos e serenos, fazemos verdadeiros milagres com o despertar de nossos sentimentos amorosos em relação aos demais, sejam humanos ou não, nas vivências de nossas existências.
Portanto, creio que só nos tornamos o maior milagre da vida, quando somos capazes de enxergar a vida em outro alguém.
Simples, assim...


sábado, 20 de maio de 2017

FELIPE BRITO

             
Eu, Roberto e tenho certeza que todos os seus amigos, ficaram muito orgulhosos ao ver você com tanta dignidade explanar na tela da TV Bahia, as riquezas culturais de nossa amada Ilha de Itaparica.
Sua desenvoltura e conhecimento é resultado de pesquisas contínuas e apaixonadas pelas entranhas desta terra bendita, assim como sua humildade em aprender o que fez de você, um jovem observador que deixa fluir seu talento pelo belo e precioso.
Que Deus o acompanhe, abrindo os seus caminhos de vida e liberdade, oferecendo a nossa terra e a seu povo, sabedoria de quem busca aprender para em seguida ensinar.
Um beijo no seu coração inquieto e corajoso.      

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REFLETINDO

Somos incapazes de mergulhar em nossas profundezas na busca do conhecimento de nós mesmos, onde certamente encontraríamos todas as respostas, todos os amparos, todas as margens que certamente guiam o caminho, sem que exista qualquer possibilidade de haver trilhas alternativas, cujos desvios são exatamente o distanciamento entre nós e a essência de nós mesmos.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

BOM DIA

No instante em que a criatura humana percebe que o sol, a lua, os oceanos, os ventos, desertos e o tudo mais está para ela, tanto quanto ela está para a vida como um todo bendito, os porquês deixam de existir para dar lugar ao “TUDO BEM”

Que nesta quinta-feira chuvosa, exista calor nos nossos corações.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

INEVITÁVEL


Tudo permanece como sempre foi, portanto, não cabe espanto já que a criatura humana continua a incorrer nos mesmos desvios de personalidade ou, tão somente, sua própria natureza de animal existencial.
O fato de ser dotado desta ou daquela atribuição física e mental só oferece a ele a condição de raciocínio e lógica quanto a conveniência de sua apresentação, o que em nada tem a haver com seu entendimento real de bem ou mal, moral e ética, criadas por ele mesmo, mas que se adequa aos sistemas e não necessariamente à originalidade de sua natureza.
A natureza é rude e bruta, nem sempre capaz de absorver o aliciamento pelos “bons costumes” vivenciais.
Exemplo é que no limiar de qualquer perigo eminente, aflora de forma instantânea a natureza em sua originalidade, e esta, toma posse das emoções.
Não te surpreendas e tão pouco tente compreender, afinal, por toda a história da humanidade, este fato se comprova através dos pensadores das mais diferentes correntes filosóficas.
Apenas aceite e continue se esforçando quanto a convivência, pois esta é inevitável.
A selva está presente e a savana se apresenta variada.
Lobos e homens numa contínua selva que chamam de sistema onde se misturam e se tornam iguais.

sábado, 13 de maio de 2017

AS GRANDES CHANCES


Os anos passam e, se não nos atermos a eles, serão como brisas leves ou ventos fortes que o presente jamais será capaz de reproduzir.
E passam tão rapidamente que, em dado momento, ficamos a nos perguntar se fomos nós mesmos que os vivemos, pois mais nos parecem histórias, algo bem próximo à uma ficção.
Se forçarmos as lembranças, traremos à luz da razão pequenos breves instantâneos, sejam de gratas alegrias ou de dolorosos sofrimentos, ficando todos os entornos supridos pela mente selecionadora.
E aí, pensando nisto, lembro dos muitos tempos dedicados e energias empregadas nos insistentes “todavia e porém”, sempre presentes em meus tempos e escolhas, levando-me, “contudo”, a reconhecer que se não os tivesse utilizado, talvez hoje, precisamente neste instante, não estaria assim tão sagazmente abastecida para reconhecer que os “entretantos” levaram-me à benditas conclusões, fatos esquecidos, mas que esculpiram a pessoa em que me transformei.
Se foi certo ou se foi errado, sinceramente não sei, tudo, no “entanto”, que posso afirmar é que foram grandes chances que não deixei passar batido e que me ajudaram bastante em todo o meu aprendizado.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

AGRADECIMENTO


Venho através deste reconhecimento público, agradecer ao vereador “Paulinho de Manguinhos”, as palavras proferidas a favor do meu direito, enquanto profissional da comunicação, de expressar meus comentários a respeito de minha visão profissional sobre qualquer assunto, estando à frente do SHOW DA MANHÃ da Rádio Tupinambá FM 87.9, nesta manhã de quinta-feira, por ocasião da Sessão da Câmara.
Atenciosamente,
                                    Regina Carvalho