sexta-feira, 26 de maio de 2017

BOM DIA


Lindo, fantástico, espetáculo sem igual.

São poemas escritos no silêncio desta natureza bendita, versos que falam, através de movimentos que nos ensinam e que nos inspiram como mestres reais desta infinita escultura viva, que se atento estivermos, conseguimos lê-los, tornando-nos seres mais plenos, mais lúcidos e, com certeza, mais felizes.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

OUTONO BENDITO


 A chuva deu um tempo nesta manhã e as amoras maduras, despontaram para o meu encantamento pessoal.
Neste instante, saboreio agradecendo à vida e a este bendito solo que tudo faz para me agradar.
E aí, reclamar de quê?
Querer mais o quê?
 Generosa a natureza abastece, minha alma, meu paladar, meus olhos e meu tato, fazendo com que eu me sinta completa e agradecida, pois sei que o tudo mais que o sistema pode me oferecer, virá naturalmente, sem que eu precise correr e me desesperar para tê-lo no meu tempo, contrariando o tempo certo às minhas reais necessidades.
Então, enquanto escrevo, lá fora, o tempo muda e a chuva volta a cair. É a natureza irrigando a seu tempo, meu adorável jardim e todas as benditas bênçãos que diariamente ele se esforça em me oferecer.
Hoje foram as amoras, dias passados, foram as flores e certamente, em breve, novas surpresas surgirão, mantendo-me fiel no aguardo destes brindes que a vida generosamente me oferece a cada amanhecer.

O outono pode ser surpreendente, se atento estivermos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

BOM DIA

                     
Afinal, não podemos mudar o mundo com uma vara de condão, mas certamente em passes de mágica, contínuos e serenos, fazemos verdadeiros milagres com o despertar de nossos sentimentos amorosos em relação aos demais, sejam humanos ou não, nas vivências de nossas existências.
Portanto, creio que só nos tornamos o maior milagre da vida, quando somos capazes de enxergar a vida em outro alguém.
Simples, assim...


sábado, 20 de maio de 2017

FELIPE BRITO

             
Eu, Roberto e tenho certeza que todos os seus amigos, ficaram muito orgulhosos ao ver você com tanta dignidade explanar na tela da TV Bahia, as riquezas culturais de nossa amada Ilha de Itaparica.
Sua desenvoltura e conhecimento é resultado de pesquisas contínuas e apaixonadas pelas entranhas desta terra bendita, assim como sua humildade em aprender o que fez de você, um jovem observador que deixa fluir seu talento pelo belo e precioso.
Que Deus o acompanhe, abrindo os seus caminhos de vida e liberdade, oferecendo a nossa terra e a seu povo, sabedoria de quem busca aprender para em seguida ensinar.
Um beijo no seu coração inquieto e corajoso.      

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REFLETINDO

Somos incapazes de mergulhar em nossas profundezas na busca do conhecimento de nós mesmos, onde certamente encontraríamos todas as respostas, todos os amparos, todas as margens que certamente guiam o caminho, sem que exista qualquer possibilidade de haver trilhas alternativas, cujos desvios são exatamente o distanciamento entre nós e a essência de nós mesmos.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

BOM DIA

No instante em que a criatura humana percebe que o sol, a lua, os oceanos, os ventos, desertos e o tudo mais está para ela, tanto quanto ela está para a vida como um todo bendito, os porquês deixam de existir para dar lugar ao “TUDO BEM”

Que nesta quinta-feira chuvosa, exista calor nos nossos corações.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

INEVITÁVEL


Tudo permanece como sempre foi, portanto, não cabe espanto já que a criatura humana continua a incorrer nos mesmos desvios de personalidade ou, tão somente, sua própria natureza de animal existencial.
O fato de ser dotado desta ou daquela atribuição física e mental só oferece a ele a condição de raciocínio e lógica quanto a conveniência de sua apresentação, o que em nada tem a haver com seu entendimento real de bem ou mal, moral e ética, criadas por ele mesmo, mas que se adequa aos sistemas e não necessariamente à originalidade de sua natureza.
A natureza é rude e bruta, nem sempre capaz de absorver o aliciamento pelos “bons costumes” vivenciais.
Exemplo é que no limiar de qualquer perigo eminente, aflora de forma instantânea a natureza em sua originalidade, e esta, toma posse das emoções.
Não te surpreendas e tão pouco tente compreender, afinal, por toda a história da humanidade, este fato se comprova através dos pensadores das mais diferentes correntes filosóficas.
Apenas aceite e continue se esforçando quanto a convivência, pois esta é inevitável.
A selva está presente e a savana se apresenta variada.
Lobos e homens numa contínua selva que chamam de sistema onde se misturam e se tornam iguais.

sábado, 13 de maio de 2017

AS GRANDES CHANCES


Os anos passam e, se não nos atermos a eles, serão como brisas leves ou ventos fortes que o presente jamais será capaz de reproduzir.
E passam tão rapidamente que, em dado momento, ficamos a nos perguntar se fomos nós mesmos que os vivemos, pois mais nos parecem histórias, algo bem próximo à uma ficção.
Se forçarmos as lembranças, traremos à luz da razão pequenos breves instantâneos, sejam de gratas alegrias ou de dolorosos sofrimentos, ficando todos os entornos supridos pela mente selecionadora.
E aí, pensando nisto, lembro dos muitos tempos dedicados e energias empregadas nos insistentes “todavia e porém”, sempre presentes em meus tempos e escolhas, levando-me, “contudo”, a reconhecer que se não os tivesse utilizado, talvez hoje, precisamente neste instante, não estaria assim tão sagazmente abastecida para reconhecer que os “entretantos” levaram-me à benditas conclusões, fatos esquecidos, mas que esculpiram a pessoa em que me transformei.
Se foi certo ou se foi errado, sinceramente não sei, tudo, no “entanto”, que posso afirmar é que foram grandes chances que não deixei passar batido e que me ajudaram bastante em todo o meu aprendizado.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

AGRADECIMENTO


Venho através deste reconhecimento público, agradecer ao vereador “Paulinho de Manguinhos”, as palavras proferidas a favor do meu direito, enquanto profissional da comunicação, de expressar meus comentários a respeito de minha visão profissional sobre qualquer assunto, estando à frente do SHOW DA MANHÃ da Rádio Tupinambá FM 87.9, nesta manhã de quinta-feira, por ocasião da Sessão da Câmara.
Atenciosamente,
                                    Regina Carvalho


É isso aí!


Busquei e encontrei este lar acolhedor que posso ser para mim mesma. Senhora geradora das emoções que me convém, pelo menos na maior parte do meu existir, sem qualquer preocupação em parecer o que não sou, oferecer o que não tenho e muito menos receber o que não me é afim.

ELES BEM SABEM O QUE FALAM


No final dos anos 70, em plena ditadura militar, por conta da Semana Santa que se aproximava, escrevi numa edição do extinto Jornal de Minas, em Belo Horizonte, uma crônica com o título ”OS ABUTRES TAMBÉM CHORAM”.
Este meu escrito custou-me cinco longos anos de ostracismo, onde não pude exercer a minha profissão, o que me direcionou a outra atividade, pois precisava trabalhar para viver.
Foram anos de muita tristeza por estar afastada, pela arrogância, de minhas amadas atividades, mas nem por um segundo sequer arrependi-me, pois estava consciente das minhas convicções, fortalecendo com a dor da injustiça, meu sentido maior de ética e respeito ao meu direito de opinar e de registrar minha visão sobre o que, na época, já entendera ser uma política rasteira e pouco voltada aos interesses do povo.
Trinta e poucos anos se passaram e, novamente à mercê do autoritarismo, me vejo sendo chantageada publicamente, a fim de me constranger e me fazer capitular nas minhas visões de bem comum e no meu direito profissional de livre expressão e opinião, assegurados pela Constituição Nacional.
Em minha crônica de anos passados, conclui, escrevendo:
- “SENHOR PERDOAI-OS, PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM”.
Hoje, depois de tantos anos e aprendizados sobre políticos, concluo, tão somente afirmando:
- “SENHOR, PORQUE TANTO HORROR PERANTE OS CÉUS? ”

Usar o plenário para legislar em causa própria é no mínimo uma falta de respeito e ética ao local direcionado aos interesses do povo, além do desperdício do erário público.

terça-feira, 9 de maio de 2017

PENSAMENTO DA TARDE


 Não há histórico de vida que se mantenha ativo, se houver uma mente desejosa e determinada a fazer mudanças.


INSISTENTE SOL


O sol insistente bate nas portas, janelas e vidas, querendo ficar desejando se estabelecer, muitas vezes, abrindo apertados espaços, onde nuvens expeças, insistem em permanecer.

O que mais falta para deixa-lo adentrar, secando os vales de lágrimas sombrias, fazendo germinar antigos sonhos, sufocados ideais?

domingo, 7 de maio de 2017

O UNIVERSO SOU EU...


Já faz um tempinho que assim como de repente, lá estava eu numa maca fria de uma sala cirúrgica sem qualquer perspectiva, crendo estar indo a caminho do fim.
Estranhamente, volto a recordar que já não mais sentia medo, apenas um enorme frio que fazia doer os ossos da coluna e que congelara os lábios.
Olhava fixo para o teto, talvez buscando o sol através do grosso concreto, talvez, buscando um céu inspirador de tantos escritos.
Naquele instante, nada mais importava, nem mesmo eu, pois nada me era possível pensar.
De lá para cá, não faço outra coisa, além de me reeducar.
Exercitando a gratidão por ter voltado a vida.
Gratidão no sentido literal de não me permitir perder mais um segundo sequer, levantando bandeiras nas constantes batalhas, mas ainda assim, com tantos aprendizados, me vejo vez por outra no pódio do sistema, ensaiando o hasteamento.
Que se danem os mentirosos, os safados e encrenqueiros.

Que se danem os chulos que alimentam a fome.
Que se danem os tolos que do expurgo se saciam.
Que se dane a Dona Regina com seus sonhos libertários.
Quero mais é viver o tempo que me resta, enxergando e dizendo:
-Olá, para cada amanhecer.
Não é tarefa fácil, reaprender a viver, pensando no   mundo quando, sinto que o universo sou eu.
Acordei egoísta, talvez mais sábia, mas com certeza feliz.

“Para você que me lê, um domingo onde a partir de seu próprio universo, o mundo fique um pouquinho mais humanizado”.

sábado, 6 de maio de 2017

PENSAMENTO DO DIA


São muitos os caminhos que podemos escolher através das oportunidades que se anunciam, mas também infinitos são os desvios que insinuantes nos desviam, se atentos não estivermos.
Não há escolha coerente sem foco e não há conquista sem determinação.


terça-feira, 2 de maio de 2017

A DOR DA IMPOTÊNCIA


A dor no peito sugeria algo físico, inesperado e sério.
A boca seca, a falta de ar e as lágrimas compulsivas, demonstravam um repentino ataque de pânico.
A mente, disparou um filme dos últimos anos de vivência em Itaparica, mesclado com as milhares de notícias nacionais, num comparativo de outras tantas imagens que surgiam teimosas de 40, 50, 60 anos passados, assustando-me de tal forma, que pensei estar morrendo ou enlouquecendo e na realidade, passada a comoção, tudo se resumiu na conscientização de minha impotência, frente ao imponderável.
Não sou dona da verdade e tão pouco guardo no cofre a solução dos problemas sistêmicos e posturais do povo, dos formadores de opinião, das mídias e dos políticos, mas com certeza, fui ao longo da vida, aprendendo a duras penas, a reconhecer os perdedores, os vaidosos, os abusivos, os cretinos e os idiotas, tão descaradamente comuns de umas décadas para cá.
A pouca vergonha, a desfaçatez, o abuso de todas as formas, a indiferença, o individualismo e a ignorância em relação ao sistema social e político, se tornaram tão usuais que, fica quase impossível separá-los do convívio, pois são como abelhas e vespas, formigas, baratas e ratos, que se encontram em qualquer lugar.
E num instante supremo, sou levada a enxergar sem véu de disfarce, o mundo em que me encontro e, então, o corpo se dobra e a mente se ilumina com a luz da razão e a alma se põe a chorar, pois nada, absolutamente nada que eu faça, fará mudar o caos existencial que sou capaz de vislumbrar.
Respiro fundo, olho para o céu buscando o Deus no qual acredito, acredito?
Não sei mais, talvez sim, talvez não, principalmente quando penso na inutilidade de minha devoção, que se imponderada dela, nada posso fazer, além do meu metro quadrado vivencial e, tendo de assistir calada, quase que inerte, toda a devastação que a criatura humana é capaz de produzir além dos seus limites.
Dois dias se passaram, o peito já não dói, respiro normalmente e já sem os efeitos danosos de um psicológico abalado, sou capaz de perceber o quão inútil é tentar reverter uma situação, onde todos os demais se sentem confortáveis e, só você e alguns poucos mais, insistem nas mudanças.

Sistema cruel que infelizmente é o reflexo de quem o define e o mantém, produz ainda em mim, lagrimas teimosas que insistem em rolar pela minha face enrugada e cansada da longa caminhada, sem poder ver mudanças que sejam para melhorar o bem comum.

LAMÚRIAS


Rogas misericórdia e ela te é dada a cada amanhecer, sempre com novas oportunidades, portanto, és atendido por todo o tempo, mesmo em meio as tuas lamúrias, fazendo-te de coitado e infeliz.
Desperte criatura para as tuas bênçãos diárias, respires fundo e te deixes vivenciar o teu próprio cotidiano que, se te pareces difícil e talvez o seja em alguns momentos, justo quando perdes o teu precioso tempo que é tua maior riqueza, empanando todo o teu potencial criativo com intermináveis lamúrias.
Deves olhar ao teu redor e perceberás através das dores e dificuldades alheias, o quanto és beneficiado pelas energias que movem este universo.
Rogas misericórdia, quando já estão todas ao teu dispor, mas tu, lamuriento e cego, nada percebes, jogando por terra, bênçãos divinas que faltam a tantos outros.
Penses, reflitas e adianta-te, pois o universo está de braços abertos para te estreitar.

NÃO ESCREVO SOZINHA...


Quando escrevo, não estou sozinha, pois sinto que energias mais letradas, mais criativas, corroboram para que eu diante de um caderno ou computador, vá agrupando letras, formando palavras e, finalmente, desenhando em expressões os meus sentimentos, emoções ou simples observações.
Entretanto, alguns escritos vão mais além, pois descrevem com fidelidade meus instantes presentes, carregados de muitas emoções que, nem sempre, são mansas e coloridas, perfis autênticos das mais variadas sensações.
Seja de que forma se apresentem, meus ímpetos de escrevinhadora são sempre carregados de uma vontade imensa de chegar a alguém, como se em cada leitor, eu pudesse com meus escritos abraçar, trocando calores e aromas, num colóquio regado de muita verdade, de muito estreitamento de almas.
E quando deixo escoar alguma dor, confesso que estou sendo egoísta, pois ao descrevê-la, reparto-a com todos que a leem, fragmentando-a e me aliviando.
Meus escritos, são minhas terapias, caminho seguro e eficaz de não permanecer fechada em mim mesma, sobrecarregando a minha mente, desgastando os meus sentimentos, além de sorrateiramente me conduzir pouco a pouco, nas almas do mundo.

Não escrevo sozinha...

sábado, 29 de abril de 2017

O TEU QUINHÃO


Enquanto comparares a tua vida às realizações alheias, numa constante depreciação pessoal que nada te acrescenta, vais deixando de sentir as benditas inspirações para novos voos pessoais e profissionais.
Teu quinhão será sempre diferente dos demais a tua volta, mas ambos, oferecem o que possuem e juntos, são capazes de realizar grandes feitos.
O que chamas de “ingratidão” é tão somente, o direito dos demais de seguirem seus próprios rumos, guiados pelos seus próprios valores que, nem sempre comungam com os teus.
Nada perdes frente a suposta “ingratidão”, afinal, o teu quinhão é intransferível e nada e ninguém além de ti, será capaz de destruí-lo.

Isto por si só, deveria satisfazer-te. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

SEM NOÇÃO...


Fiquei sem internet desde ontem e, tão logo ela retorna, sou surpreendida com uma postagem onde se anunciava um edital de licitação para um novo Fórum a ser construído em Vera Cruz.
De imediato, acreditei ser brincadeira de mal gosto, mas logo a seguir, pude constatar que outras pessoas dividiam o mesmo espanto que eu, e aí, sou tomada por um misto de emoção, de dor e de profunda raiva, porque afinal, isto significa que estão nos tirando a nossa identidade enquanto cidade, e isto, é simplesmente imperdoável.
Penso então, que um processo desta natureza não se constitui de uma hora para outra e que, enquanto cidadãos de Itaparica, fomos enganados duplamente, porque oferecemos poder e autoridade a pessoas totalmente alienadas, incapazes de resguardar ou pelo menos tentar impedir que levem as nossas instituições.
Não posso de sã consciência, acreditar que Juízes e Promotores articulassem tais mudanças sem que, por questões éticas e morais, consultassem ou notificassem nossos gestores, assim como me é surreal pensar que os Procuradores e Advogados do município não tenham tido conhecimento em algum momento deste processo que fere de morte cada cidadão que tem noção da importância da sua comarca.
Aos poucos, lá vão tirando de nós a soberania, restando-nos tão somente brigarmos pelos cavalos, cães e gados nas avenidas em pleno Século 21 e a poucos quilômetros da terceira capital do país, ou chorar pelo remédio que sempre atrasa, pelo hospital deficitário, pelos Correios que nos faz o favor de manter uma precária agência, assim como pelas esquinas formarmos grupinhos para lembrar, em tom de lamento, que seremos sempre a “terra do já teve”.
Enquanto isto, nossas autoridades do passado e do presente, charlam num deboche constante, enquanto o povo se divide, se digladia e se machuca em nome deles.
Tudo muito sem noção.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

EQUILÍBRIO, RAZÃO e AMOR...



Não há qualquer possibilidade de imprimirmos equilíbrio em nossas vidas, se não adicionarmos às nossas atitudes o senso da busca constante da razão, com embasamento amoroso, fazendo de nossa mente um celeiro de intenções harmoniosas.
Não é uma tarefa fácil, já que o sistema cruel nos contamina por todo o tempo, arrastando-nos à labirintos, que quando não nos cegam, no mínimo embaçam o nosso entendimento, oferecendo perfis falsos que nos induzem ao engano.
Toda mudança, seja lá do que for, precisa começar através das atitudes individuais, abrindo espaço para que a luz da razão adentre e possa se expandir chegando aos mais próximos como estímulo à uma possível também mudança.
E assim, o colar bendito da esperança passa a se tornar realidade, através de cada pérola a ele adicionado.
Se queres te livrar do lixo, não o jogue a teus pés.
Se precisas da água que te permite vida, não desperdice, não a jogue fora.
E se buscas a decência pública em prol do bem comum, dispa-te da ganância, da vaidade, da inveja e da inconsequência, tornando-te um exemplo inspirador.

Regina Carvalho – 04/2017.

MENSAGEM DO DIA


Teu bem-estar é prioridade, pois todo o restante se ajeitará, como desde sempre. Jamais te coloques nos degraus à crucificação, pois a tua dor se reflete no mundo.

Regina Carvalho

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Mensagem da noite.


Não te enredes nas malhas da discórdia, da vaidade e da inconsequência que te rodeia, pois o sistema é cínico e faz doer.
Regina Carvalho

MENSAGEM DO DIA


SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES A AMPLITUDE DO ESPAÇO COM SUAS VARIANTES COTIDIANAS
SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES AS CHUVAS NUM ALAGAR SUSTENTADOR
SE QUERIAS O SOL
RECEBESTES A CADA DIA O QUE TE ERA DE DIREITO

CIDADANIA NAS SOMBRAS


Mais do que as definições acadêmicas que conceituam a expressão “cidadania”, é preciso não esquecer da ética que garante a soberania do ato cidadão, dando a ele legitimidade.
Um fake ou qualquer outra camuflagem de identificação, desqualifica toda e qualquer suposta intenção de bem cidadão, pois fere o princípio básico da obrigação direta e inquestionável de responder por seus atos, apesar de estar exercendo o seu direito inalienável de ser e fazer o que bem entende.
Portanto, moral, ético e legal a cidadania nas sombras não merece qualquer maior consideração, tornando-se tão somente, mais um ato informativo sem assinatura, sempre merecedor de possíveis questionamentos.
Exercer a cidadania é muito mais que denunciar de forma vazia e sem maiores informações, trazendo suspeição a este ou aquele ato público, tornando-se necessários complementos informativos que corroborem para uma maior comprovação do ato de improbidade administrativa, ajudando assim a um esclarecimento mais adequado ao entendimento dos demais.
Afinal, nem tudo o que aparenta, realmente é. Daí minha insistência quanto a formação de uma comissão de cidadãos descompromissados com as vias partidárias, além da disponibilidade de tempo e competência avaliativa dos meandros da governança pública, para que possam estimular os vereadores a exercerem suas mais básicas atribuições.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

CADÊ O PEIXE?


Rapaz, vai entender o povo...
Nas gestões passadas, os gestores distribuíam peixes, leite de coco e o escambal, e ainda assim, ouvia-se:
- Não faz mais que a obrigação.
- Só ganharam os parentes dos funcionários e os escolhidos.
E o blá blá blá seguia o antes, o durante e o depois.
Agora a gestora substituiu o peixe pelo Ovo da Páscoa e o povo está que reclama, “cadê o peixe? ”.
Afinal, se correr o bicho pega, mas se ficar o bicho come, não tendo como fugir da miscelânea democrática que se instalou nas avaliações dos cidadãos.
Como trabalhar com um povo sem cidadania?
Esta sempre foi a questão.
E na dúvida cruel, refugia-se o gestor no acolhimento seguro das suas também confusas visões pessoais em relação ao bem público, amparando-se nos elogios e se fazendo acreditar que está certíssimo.
E para quem tudo observa sem poder algum, resta algumas incertezas, repletas de perguntas.
- Como dar apoio a um gestor sem o lastro da idolatria sem noção?
Este com certeza será o grande desafio das lideranças políticas que se propuserem a mudar os rumos deste país.
­­- Como identificar o “reconhecimento” de uma devoção interesseira e bajuladora, da agressão e do repúdio também pela interesseira individualidade, provavelmente deverão ser os maiores desafios dos professores e mestres na construção crítica das mentes futuras.
Enquanto a educação não for o pão sagrado das transformações, com peixe ou sem peixe, seremos um povo manipulado por quem tem a vara, a isca e o mar para pescar.



domingo, 9 de abril de 2017

DOMINGO DE RAMOS E A FAMÍLIA


Todos que convivem comigo sabem que não frequento nenhuma religião e que quando sou convidada por alguma para palestrar, sempre direciono minhas palavras às reflexões a respeito da vida e do comportamento humano em meio a ela.
Não que eu tenha algo contra, muito pelo contrário, sempre acreditei que as mesmas são margens que norteiam a vida das pessoas, dando a elas direcionamento, amparo espiritual e consolo as suas aflições.
Apenas, enveredei por um caminho que acredito ser mais duro, pois por todo o tempo, encaro meus erros, numa busca permanente de aperfeiçoamento pessoal, tal qual me inspirou o homem Jesus, em sua curta, mas grandiosa caminhada vivencial, onde despiu-se das hipocrisias do convívio social, enveredando-se no entendimento da importância da vida a partir da sua e de tudo que nela reside.
Durante a minha infância e adolescência fui testemunha do respeito que todos ofereciam ao Domingo de Ramos e ainda posso me lembrar das procissões enormes que cruzavam as ruas de Ipanema, onde pessoas, famílias inteiras lá se reuniam num momento participativo de fé e até aqueles que não comungavam do catolicismo, como vários que eram também meus vizinhos, achegavam-se nos portões e janelas, num simbólico apoio.
Hoje é Domingo de Ramos, no Próximo será a Páscoa e tudo que nossas crianças e adolescentes sabem a respeito é que comerão ovos de chocolate.
Conhecer as histórias religiosas e suas tradições significa antes de tudo, “conhecimento”, “aprendizado” hoje, tão escasso em qualquer segmento humano.
E aí, a família como se estrutura se todas as tradições são simplesmente desconsideradas em troca de frases de efeito moral, doutrinária e bajuladora, mas sem a fundamentação necessária a um entendimento mais consistente?
Fatiaram Jesus e seu pai Deus, criando-se infinitas vertentes religiosas, onde a ética e a estética doutrinária se moldaram aos interesses de cada Igreja.

Isso certamente, não é evolução e tão pouco progresso.

sábado, 8 de abril de 2017

APENAS, GRATIDÃO


O sábado está esplêndido, repleto de luz deste sol ameno, que se torna pano de fundo para todo um infindável colorido que nossa Itaparica exibe, seja através de uma geografia belíssima, de um mar bendito que a abraça por todos os lados, mas principalmente por um povo que dia após dia, supera seus próprios limites na busca da sobrevivência e ainda é capaz de pensar no outro de uma forma singela, mas extremamente eficaz.
E foi sempre nas pessoas mais simples que eu e meu Roberto, assim como com o parceiro do cotidiano Eduardo, encontramos apoio a todas as campanhas solidárias que implantamos através da Rádio Tupinambá FM, levando-nos a conclusão do quanto somos felizes por podermos contar com todas estas criaturas que simplesmente nos emocionam.
Particularmente, todas as vezes que estou junto a cada uma delas, impossível não ter meus olhos marejados de lágrimas de gratidão, pela confiança que sempre depositaram em meus propósitos humanitários.
Obrigada, portanto aos amigos irmãos de alma e de fraternidade:
Conceição Sacramento-João Rivas-Piedade e família-Roberto Rodrigues e Silene-RN Refrigeração nas pessoas de Nelson e Cíntia- Nelson do Bar 3M-Néia do J. Nova Itaparica-Josemar Santa Rita de Manguinhos- Nadja de Ponta de Areia- Celma Santos e Dona Silú do Alto Stº Antônio- Roque de Amoreiras- Luiz Pina- Rosalina de Porto Santo- Rita Pé de Ouro-Jadilson Panificadora Gameleira- Newton e esposa do sacolão Maré Cheia.
Essas pessoas maravilhosas colaboraram para que na próxima quinta-feira Santa, possamos entregar roupas e alimentos como forma de participação cidadã, junto aos vizinhos que foram vítimas do infortúnio com a chegada das chuvas no Alto das Pombas, Areal, Mangue Seco e arredores.
Um agradecimento especial ao amigo Daniel, proprietário do Bar dos Amores no Alto das Pombas, que em todas as ocasiões, cedeu seu espaço e seu acolhimento para que realizássemos as promoções.
Esta união é a forma que encontramos de expressar o nosso amor a Deus.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

POR FAVOR ACABEM COM ISTO!!!!!


Ao longo de minha vida, constatei através da mídia e mesmo de meu trabalho, inúmeras situações iguais e até piores, pois vidas foram perdidas.
O tempo foi passando e por todo o Brasil, este problema de alagamento foi se intensificando e nada, absolutamente nada eficaz foi feito para impedir que estas tragédias se repetissem.
Hoje, sinceramente estou “virada na porra” como bem fala o povo baiano, pois cheguei ao meu limite de tolerância em relação a esta política maldosa, que domina cada pedacinho deste nosso país varonil.
Esta reportagem abaixo é o exemplo descarado do abandono que Prefeitos e Governadores dispensaram à nossa cidade e que ano após ano, flagela famílias, tirando delas os sonhos e bens conquistados as custas de trabalho duro e muitas privações.
Sinto-me envergonhada dos muitos aplausos que ofereci aos políticos de posse do poder, acreditando que com aquele seria diferente.
As lágrimas desta senhora, deveriam lavar as nossas culpas por termos sido até o momento, complacentes com o abandono de nossos amigos e vizinhos, e ao mesmo tempo, oferecer a cada um de nós, a certeza de que como está, não mais poderá ficar.
O que assistimos através deste vídeo é o sofrimento transformado em humilhação, ao ter que pedir pelo amor de Deus uma ajuda como compensação da perda de seu sagrado direito de viver em paz e com a dignidade de ter sua casa preservada.
Assim como ela, quantos mais?
Estabelecer prioridades, aplicar os recursos públicos com decência em favor do povo, acabar com a politicagem vergonhosa, creio ser o mínimo que se pode esperar em uma cidade pequena, cujos valores estão atrelados a um viver simples e respeitoso.
Tudo muito lamentável ...
Tudo muito vergonhoso...

E não me venham falar de amor e muito menos em Deus, por que tudo isso é perverso e inimaginável na mente de quem verdadeiramente gosta e pensa no melhor para os seus semelhantes.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

NEM TUDO BEM, NEM TUDO MAL


Apenas como sempre nos piores dias. E quem disser ao contrário, certamente creio que deva estar em outro planeta, que não este que abriga a nossa amada Itaparica.
De repente, os petistas repetem tanto seus feitos magníficos, negando veementemente seus desmandos, que, talvez, tenhamos aprendido a enxergar tão somente o que nos convém, num exercício contínuo de sobrevivência, como argumento único dos naufragados.
Mas espera aí, por favor que me entendam, antes de se voltarem para me malhar, mesmo antes do sábado de aleluia, pois não sou Judas e tão pouco Pôncio Pilatos, sou tão somente uma cronista insistente, que a tudo quer ver, mas muito pouco consegue enxergar, já que as falácias são muitas, confundindo-se com as realidades grotescas que ferem as vistas, doem os ouvidos e entristecem a alma.

E ainda não querendo sair da Bíblia, lembro-me de Filipenses 4-13 (Tudo posso naquele que me fortalece), derradeira esperança para quem também insiste em não perder a fé.

terça-feira, 4 de abril de 2017

QUE FIM LEVOU ?

A Carroça e a camionete, foram compradas na gestão de Claudio Neves. Como não foi usada na gestão de Vicente Gonçalves e muito menos do Raimundo da Hora, bom seria que os senhores vereadores, buscassem seu paradeiro, pois se sumiu, alguém certamente é responsável.Everaldo Camarão e demais edis, por favor nos ajudem a esclarecer o mistério. Caso a gestão atual tenha comprado ambas, certamente existem notas com dispensa de licitação, pois não teria tido tempo hábil para fazê-lo. Quanto aos cavalos sempre terem existido, é verdade, até porque, sempre fui também uma incansável pedidora de socorro, todavia, se formos pensar assim, é melhor colocar o dinheiro da arrecadação na poupança, dispensar todos os funcionários extras e mandar nossos governantes descansar em férias remuneradas e deixar a cidade como sempre esteve, a meia boca de uma real e efetiva evolução de hábitos e costumes. Cobra-se desta gestão, justo porque ela existe para atender as necessidades dos munícipes e é natural que queiramos algo melhor. E aí, não reside partidarismo, implicância ou qualquer outro sentimento que não seja o direito inegável de se pedir esta ou aquela providência. Todavia, se formos como cidadãos nos tornar vigilantes de cada canetada que for dado na administração, estaremos deixando nossos valorosos vereadores sem ter o que fazer, pois ganham e muito bem para checarem as lisuras das licitações e demais compras e pagamentos. venho acompanhando as redes sociais e até em alguns momentos também aderi as cobranças, mas precisamos conscientemente dar a Cesar o que é de Cesar, evitando exageros de nossas partes, pois caso contrário, seremos desconsiderados como reais mandatários de nossa cidade.

O DESPERTAR


É prerrogativa do chefe do executivo a escolha de seu estafe de secretários e assessores diretos, indiretos e etc. e tal, todavia, não seria nada ruim se os mesmos fossem oficialmente apresentados ao povo, quando de suas nomeações, onde fosse possível os conhecimentos de suas qualificações, afinal, irão trabalhar com o gestor, mas em função do bem público ou pelo menos é esta a “lógica da coisa”, até porque, seus salários e salamaleques especiais serão pagos com o erário público.
Quando de suas dispensas, a mesma satisfação deveria ser oferecida ao povo, pelas mesmas razões, acrescido do fato de que na realidade a não satisfação dos motivos da dispensa cria uma espécie de amargor, pelo que parece ter sido um desperdício do mesmo erário que tão caro custa ao povo brasileiro, especialmente, os das cidades pequenas, cuja aproximação é inegável, criando uma outra sensação desagradável de sentir-se lesado de alguma forma.
Estes sentimentos danosos quando exteriorizados são através de uma raiva disfarçada em indiferença ou falsa aceitação, mas que na realidade são energias que se propagam como rastilho de pólvora, quando finalmente o povo decide dar um basta aos hábitos velhos e sistemáticos.
Quem é quem, ficam os cidadãos se perguntando pelas esquinas, bares e calçadas, num murmurinho cujo som só é ouvido quando a reversão já se faz quase impossível, levando-me a pensar o quanto é perigosa a ascensão ao poder de qualquer natureza, pois nubla o senso avaliativo e deixa aflorar a vaidade de se sentir em uma corte dourada, onde o brilho que emana é oriundo do ouro dos tolos, cegando até mesmo a mais astuta das criaturas, se atenta ela não permanecer.
Moral da reflexão:
Enquanto o povo dormia ou se anestesiava ao som dos trios elétricos e das partidas de futebol, tudo era possível no quartel de Abrantes, mas quando o povo desperta do torpor que o neutralizava é como o despertar de tigres e leões, impossível de se evitar o seu bocejo.


sexta-feira, 31 de março de 2017

MENTIRAS E VERDADES, QUEM VAI SABER?


Pois é, acabo mais uma vez de ler que a gestão passada deixou dívidas tão grandes que a nova gestão ainda não conseguiu dar andamento nas atividades, pois está absorvida em pagar o passado de outrem, além de ter de destravar infindáveis entraves burocráticos.
Ora, somando-se os royalty de três meses, mais os repasses mensais (FPM), mais o recolhimento de impostos, fico cá com os meus botões pensando que tudo isto é caso de polícia, afinal, não faz muito tempo, a gestão passada fez a prestação contábil das contas do Município do último quadrimestre de 2016, no plenário da Câmara de Vereadores, apresentando oficialmente uma realidade bem diferente e que não foi contestada em nenhum momento pelos edis presentes e, tão pouco, houve uma nova sessão oficializada pela Gestão atual fazendo contestação, ficando nas redes sociais e pelas esquinas um contínuo disse me disse que confunde o cidadão de boa fé e a nós, comunicadores, que nos sentimos como abestalhados sem rumo entre duas verdades, onde fatos e números são continuamente ignorados.
De repente, somos privados do direito de ter uma gestão atuante justo pelas mazelas deixadas pelo passado que, calado, tudo vê e não se defende, e pelo presente que a tudo acusa, mas não toma as providencias legais, inclusive com uma auditoria independente, já que não denuncia pública e oficialmente os desmandos que a impede de fazer frente às expectativas dos seus cidadãos.
E aí fico pensando que realmente está difícil acreditar em algo ou alguém, principalmente em se tratando de políticos e gestão pública, pois nos reduziram a marionetes que só valem para votar e ser feitos de panacas, nunca tendo a oportunidade de acompanhar os frutos sagrados, que são os erários públicos, oriundos dos impostos de todos nós.
Se não nos é possível uma clareza em um Município do tamanho de um condomínio, o que dirá qualquer maior entendimento sobre o nosso estado ou país.

Pense nisto.

PARECE QUE FOI ONTEM...


Mas na realidade foi há cinquenta e três anos que, neste horário, o país já se encontrava sob o controle dos militares.
31 de março de 1964, data inesquecível, sendo que aterrorizadora para alguns, alienada para a maioria que só se preocupava em estocar alimentos, pois a mídia dizia que estávamos vivendo uma revolução.
Para quem morava nos bairros tranquilos da cidade maravilhosa na época, tudo ou quase tudo em nada se parecia com uma revolução, talvez, um pouco de apreensão, justo por desconhecermos a realidade de uma, todavia, onde estavam os soldados, os canhões e a cavalaria de guerra?
A televisão mostrava os tumultos no centro da cidade, mas tudo muito distante da vidinha tranquila dos moradores de Ipanema, Leblon e adjacências, que no máximo desfazia-se de livros e documentos comprometedores, além de se ter notícias de um ou outro vizinho que no decorrer dos dias e meses que se seguiram simplesmente desapareceram ou foram presos. No mais, para o cidadão comum e trabalhador, a vida seguia sem atropelos.
Na minha família, o mais grave problema foi a falta do Capelão da Polícia Militar que iria oficializar o casamento de meu primo, o capitão na época Rubens de Almeida Cosme, mas que foi solucionado com a gentil intervenção de um padre da Igreja Nossa Senhora da Paz que se prontificou e salvou a cerimônia que aconteceu justo no dia 31 de março.
Nesta época, eu tinha 14 anos, portanto, fui crescendo e me estabelecendo em meio a uma revolução que só veio me atingir, mais de uma década depois, quando inadvertidamente, escrevi horrores de um coronel reformado, que também era o Diretor Presidente do jornal que eu trabalhava.
Isso me custou anos de ostracismo, pois fui advertida que não voltasse a trabalhar em qualquer meio de comunicação. E a ordem era para não ser desobedecida. Creio que não foi pior pois ative minhas críticas no aspecto dos relacionamentos humanos entre patrão e empregado, não adentrando no aspecto político da época.
O tempo passou, o regime mudou e como ativa observadora, constatei inúmeras desvantagens em ambos, mas sinceramente jamais havia vivenciado anteriormente, tanto horror perante os céus, onde milhões de brasileiros se veem reféns de uma democracia fragilizada, esculhambada e extremamente cruel.
Cinquenta e três anos depois, estamos bem piores em todos os aspectos, se bem que cercados da mais alta tecnologia, amparados pelas mais revolucionárias ciências, mas privados do mais sagrado dos valores que é a liberdade do ir e vir em segurança e sem o privilégio, a não ser para uma pequena parcela da população, de poder usufruir das vantagens do progresso que a globalização passou a oferecer, pois estamos a cada dia mais ignorantes e relapsos nos nossos entendimentos seja lá do que for.
Livres?
Que liberdade é esta que nos impede de recebermos das instituições das quais mantemos pagando os mais altos impostos do mundo, um tratamento respeitoso às nossas mais primárias necessidades?
Nosso país faliu, nós estamos falidos, e aí, lembro da minha família classe média que em nada pode ser comparada com as atuais.

Cinquenta e três anos depois, e ainda tem figuras que circulavam nos entornos militares e que hoje, permanecem como espectros, assombrando o círculo político, já não mais tão sozinhos, pois arrastam consigo filhos e netos, num sugar incansável do sangue dos brasileiros, num apetite sem fim.

quinta-feira, 30 de março de 2017

TROCA DE VALORES


Regina Carvalho

terça-feira, 28 de março de 2017

QUE COISA HEIN!!!!!!

Num instante para o outro, assistindo a TV, deixei de prestar a atenção nas notícias e me detive em mim mesma, numa reflexão pouco provável, já que até então, por algum motivo puramente emocional, minha mente afastou ou bloqueou qualquer maior observação a respeito de meu corpo interno e externo, após a cirurgia na qual me submeti em 27 de novembro de 2015.
Como que de repente, lá estava eu, absolutamente indefesa expondo-me a algo que sinceramente, jamais havia pensado que poderia ocorrer comigo, repetindo um comportamento alienado da maioria das pessoas que apesar de serem assistentes da dor dos demais, não conseguem se ver na mesma situação, e isto, não significa pouca atenção ou leviandade, apenas não associam a dor do outro a si, mesmo que assim digam ou escrevam a respeito.
Incrível a mente humana quanto a sua auto- proteção!!!!
Penso então que somente agora, quase dois anos depois, penso e entendo a extensão do procedimento no qual fui submetida e que certamente, prolonga a minha existência, mas ao mesmo tempo me traz um sentimento de perda, já que alguns dos meus órgãos foram retirados.
E aí, não é difícil compreender o porquê eu não ser a mesma, seja na conscientização absurda do espetáculo da vida, seja no entendimento das muitas limitações físicas que constato desde então.
E apesar de ser grata por ainda estar viva, assim como também grata por enxergar tudo mais claro e deslumbrante, algo em mim ainda indefinido me acomete por todo o tempo, levando-me a também pensar que fiquei mais séria, menos sorridente, bem mais contida em minhas emoções e bastante mais realista nas avaliações de qualquer natureza e isto, que até então não definia, percebo neste exato instante que é o amadurecimento que tardou, mas com certeza não faltou de lá para cá, mesmo que sem que eu tivesse plena consciência, como tenho agora.
Fiquei adulta tardiamente, refutando o que eu mais apreciava que era colocar uma pitada de aventura em tudo que fazia e que se coloria minha vida por um lado, deixava-me permanentemente numa espécie de corda bamba, não me permitindo o que me permite de uns tempos para cá que é, sem palhetas de muitas cores e tons, iludir minha fragilidade em ser tão somente, um ser humano.
 Em um certo dia, quando ainda só tinha 45 anos, descobri enquanto freava em um quebra-molas que havia envelhecido sem perceber, mesmo já tendo muitos cabelos brancos que eu ostentava como troféu e hoje, apenas assistindo a TV, percebo-me adulta com a alma amadurecida.
Que coisa hein!!!



domingo, 26 de março de 2017

VOCÊ SABIA?


Há exatamente três anos em março de 2014, os manguezais baianos receberam um milhão de caranguejos e que a Ilha dos Frades recebeu 40% deste total e o restante foi para Santo Amaro. Este programa fez parte do Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do caranguejo-Uçá, (Puçá ) realizado pela Bahia Pesca.
Justo porque é reconhecido que os manguezais são ecossistemas complexos e também um dos mais produtivos do planeta, por ser considerado um ecossistema costeiro, característico das regiões tropicais e subtropicais.
 E estas riquezas biológicas são grandes berçários naturais, tanto para suas próprias espécies, como para os peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras, nem que seja uma única vez em suas vidas.
No Brasil existem 25.000 km² de manguezais, distribuídos do Amapá até Laguna em Santa Catarina, representando com sua fauna uma importante fonte de alimentos e renda para os moradores de seus entornos.
Portanto, torna-se necessário preservar os peixes, moluscos e crustáceos, pois representam fontes de proteína animal de alto valor nutricional.
Os mangues são os berçários, criadouros e abrigos para várias espécies da fauna aquática e terrestre, representando 95% do alimento que o homem captura no mar, além de que sua vegetação estabiliza as costas, impedindo a erosão, assim como suas raízes são como filtros na retenção de sedimentos.
Cada manguezal é um banco genético natural que serve para a regeneração de áreas degradadas.
Como é possível observar, cada manguezal é um tesouro a céu aberto que precisa ser preservado pelas pessoas que moram ao seu redor, evitando assim impactos ambientais desastrosos com o desmatamento, aterro, lançamento de esgoto, depósito de lixo, queimadas, dragagens, construção de mananciais e pesca predatória.
Todavia, também faz parte da sua preservação a sua devida utilização através do cultivo de ostras, cultivo de plantas ornamentais, como as bromélias e orquídeas, criação de abelhas para a produção de mel, pesca de subsistência, além de ser um cenário belíssimo para o desenvolvimento de atividades turísticas e educacionais.

SEJA PARCEIRO DA VIDA

CADA CIDADÃO PRECISA SER UM CUIDADOR ZELOSO DO MANGUE DO QUAL RETIRA A SUA SUBSISTÊNCIA.

quinta-feira, 23 de março de 2017

SÃO FRANCISCO E EU


Nunca fui uma pessoa religiosa, apesar de compreender a necessidade das pessoas de seguirem normas e dogmas, todavia, por toda a minha vida, fui pinçando grandes figuras humanas que verdadeiramente dedicaram suas vidas à uma melhoria pessoal, através da doação de suas energias em prol dos demais, fazendo deles preciosos modelos de vida para a minha vida.
Nisto, meus pais foram importantíssimos, pois pensavam exatamente assim e cada qual tinha os seus modelos, no entanto, São Francisco de Assis era unanimidade entre eles e, naturalmente, por ele e sua história de vida também me apaixonei.
Tudo se enriqueceu mais ainda quando compreendi a grandeza de Jesus em seu único, simples, concreto e definitivo ensinamento que antes de tudo foi o seu mais precioso aprendizado.
“AMAI A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E A TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”.
Percebi que cada um dos meus modelos especiais de criaturas humanas trilhara em suas vidas o caminho do Mestre Jesus no seu mais puro entendimento, e aí, se os admirava, passei a abraça-los inserindo-os em minha vida com todo o fervor, transformando-os em minhas margens contentoras.
Penso nisto tudo, porque hoje foi mais um dia muito especial em minha vida, porém também foi o que me apresentou o medo em relação ao meu trabalho na Rádio Tupinambá FM.
Senti um enorme temor do sucesso que o mesmo tem apresentado, principalmente no dia de hoje, onde de repente, mensurei sem panos anuviadores, a minha imensa responsabilidade junto aos que me ouvem que, até então, não havia avaliado serem tantos.
 Busquei meu São Francisco como amparo aos meus temores, rogando a misericórdia de não permitir que eu extrapole em nenhum sentido, principalmente, jamais permitindo que a soberba e a vaidade adentrem nas minhas ações junto à todos que me ouvem, me atendem e que depositam na minha pessoa, através do meio de comunicação que represento, a busca de sanarem suas carências ou partilharem suas alegrias.
Senhor, continue fazendo de mim um instrumento de sua paz.
Buscando sempre a conciliação entre aqueles que me procuram.
O dia de hoje foi realmente especial e eu só posso agradecer, pois ao pedir, sempre recebo, e ao entregar o recebido, sinto que a cada dia aprendo um pouco mais sobre o amor, razão maior da existência humana.
Louvado seja, portanto, cada criatura que com sua bendita doação vai fazendo crescer a grande encomenda que entregaremos aos nossos irmãos itaparicanos na próxima quinta-feira Santa de 2017.
Salve Jesus !!!
Salve São Francisco!!!!
Salve a criatura humana na grandeza de sua generosidade.
Salve a vida!!!!


quarta-feira, 22 de março de 2017

SEM LÁGRIMAS


Não choro neste dia que seria o seu aniversário e nem em dia nenhum quando lembro de minha mãe, afinal, lembranças de Dona Hilda só me fazem sorrir, só me remetem a momentos muito especiais que nem sempre tiveram, a meu ver, a conotação de vantagens a meu favor, mas com certeza o foram, pois moldaram a criatura que sou, repleta de dúvidas, de falhas, mas também com muita garra na busca de soluções e tenacidade na correção das falhas.
Dona Hilda, sempre linda, perfumada e elegante, repleta de desejos e sonhos reprimidos em uma época em que as mulheres em sua maioria se restringiam ao lar.
Se viva estivesse, teria sido uma desbravadora dos direitos femininos, como ensaiou ainda no final dos anos trinta, quando destemida e contrariando a vontade da família, mudou-se de casa, levando consigo um filho de meses e deixando um lindo recado para meu pai.
“Se quiseres me seguir, aqui segue o endereço, estarei com um prato de sopa quentinho, esperando por você”;
E assim, dali em diante, durante 32 anos, meu pai compreendeu que havia casado com uma mulher determinada e extremamente apaixonada, mas que não abria mão de sua liberdade e do direito de ter sua própria casa.
E foi assim que eu e meu irmão fomos instruídos e amados por aquela criatura sorridente de largas gargalhadas, íntegra nas suas posturas, generosa com todos e muito exigente com os filhos, já que compreendia a importância da disciplina no estabelecimento e continuidade de qualquer ação.
Dona Hilda nos deixou fisicamente com apenas 48 anos de idade, deixando-me com apenas 18 anos, mas foram tão sólidos os seus ensinamentos e tão embasada a sua autenticidade, que mesmo passados tantos anos ainda a ouço e a sinto, como se o tempo não houvesse passado e seu cheiro gostoso não houvesse cessado.

Então, chorar porquê?

O PODER DAS PALAVRAS


Enquanto ensaiava escrever as minhas impressões sobre a vida, as pessoas e o tudo mais que representava vida, ainda muito jovem, não mensurava o valor, o peso das formações das palavras e, confesso, durante muito tempo continuei sem esse tipo de avaliação, pois entre tantos escritos diários, relativo ao meu trabalho, ainda hoje, cometo esse grave engano, na maioria das vezes, empolgada com a ideia central que me motivou, esquecendo-me do sempre perigo de não ser bem compreendida.
Claro que este é um risco que todo escrevinhador corre desde o início da capacidade do homem em deixar registrados os fatos e as versões sobre seu próprio prisma, mas também é notório que é preciso cuidados especiais, já que o escrito não se apaga e tão pouco se evapora como os discursos falados.
No entanto, as redes sociais, blogs e sites, foram aos poucos marginalizando a escrita, liberando e incentivando a todos a terem opiniões sobre qualquer coisa e, ao mesmo tempo, fazendo do ato de escrever do escrevinhador, digamos profissional, um perigo constante, já que todos que o leem, sem exceção, podem se expressar, dando opiniões favoráveis ou não e, ao mesmo tempo, sentindo-se entendedores de tudo como jamais antes testemunhei.
Isso é maravilhoso, pois retira o estigma de “solitário” do escritor, mas ao mesmo tempo, mantém uma forte corda em seu pescoço, assim como um alçapão preparado a seus pés, sempre pronto a abrir para enforca-lo ou enrijecer-se para glorifica-lo, tirando do escrevinhador o que ele tinha de mais original que era a sua naturalidade em descrever tão somente o visto ou o desejado.
Esta talvez, seja a razão dos políticos evitarem qualquer escrita, preferindo os discursos acalorados e sedutores, mas mesmo estes, nos tempos atuais, acarretam rejeições midiáticas tanto quanto, adesões apaixonadas.

Está difícil, mas ainda assim, “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, plagiando o sempre atual poeta, Fernando Pessoa.

terça-feira, 21 de março de 2017

BOI SEQUESTRO


É quando o gado é morto no caminho do frigorífico. Você sabia disto? Nem eu, mas durante décadas, milhares de funcionários de qualquer frigorífico deste país, soube.
Por que jamais denunciaram? Por que só agora, depois que o escândalo veio à tona, resolveram fazer suas denúncias?
Na verdade, tenho tanto nojo destas pessoas quanto, da carne de “boi sequestro”.
Que merda de fiscalização é esta que jamais tomou conhecimento de um departamento que só cuida de carne podre?
Isto mais parece filme de terror se nos atermos a todas as desgraceiras que são praticadas em nosso pais.
Não se pode confiar em mais nada e em ninguém e isto é simplesmente, desesperador.
E ainda tem pessoas que se fazem de bobinhas, acreditando em Papai Noel, no mínimo estão levando vantagem de alguma forma ou são ingênuos sem conhecimento sequer deles mesmos.
AH! Deus, tanto horror perante os céus.  Por uns trocados a mais, tudo é permitido, tudo é validado.

sábado, 18 de março de 2017

DEFUNTO DESENTERRADO


Todas as vezes que escrevo no face, no meu blog ou falo através de meu programa, sobre questões que precisam ser resolvidas na cidade pelo poder público, tem sempre alguém que imediatamente sai em defesa da mesma, mostrando que as gestões passadas também não fizeram.
Ora meus amigos, desenterrar defuntos, sinceramente, a população já não aceita mais, afinal, se fossem maravilhosos, ainda estariam no poder e não enterrados com 8.806 pás de terra.
Criem tenência, sejam fiéis, bons funcionários, mas pelo amor de Deus, não repitam as posturas sem personalidade e respeito aos conterrâneos, pois afinal, esta gestão só tem que cumprir as suas obrigações sem comparativos, até porquê, fica ridículo e sem sentido, já que, todas as mazelas eram conhecidas e foram largamente apontadas, portanto, o povo só espera que sejam sanadas, para que, não somente os aliados e pessoas beneficiadas com empregos, sejam capazes de serem ouvidos e atendidos, o que certamente, dará a todos o direito de também aplaudir.
 O fato simples de se pedir providência, não pode mais ser encarado como perseguição.
Acordem...
As eleições já se encerraram.

VOI Capite ???

quinta-feira, 16 de março de 2017

“O BONZINHO COME CRU”


Em todas as quintas-feiras por ocasião da transmissão da Rádio Tupinambá das sessões da Câmara de vereadores, levo horas a fio para recuperar-me do afrontamento que minha mente e minhas emoções recebem sem dó e sem piedade, pela quase total alienação deles, vereadores em relação as suas reais atribuições.
Usam a tribuna para lavarem roupas sujas, denegrirem ou puxar o saco das gestões pontuais, mandarem indiretas idiotas aos que com eles não concordam ou para simplesmente, numa arrogância bruta, demonstrarem suas totais incapacidades, quanto ao reconhecimento de que são funcionários públicos e que devem sim, muita satisfação de seus atos ao povo que os elegeu.
Durante muito tempo, pensei, buscando desculpas, crendo que a ingenuidade, falta de um maior letramento, vontade de mostrar serviço, era responsável pelo pot- pourri de absurdos, todavia, o tempo e um estreitamento sempre maior com o sistema político e principalmente, com a incoerência dos comportamentos dos políticos, cheguei à conclusão de que se existe algo que os mova é com certeza a abusiva vaidade e o sempre crescente interesse em si próprio.
Falam das suas sempre “verdades” sem, no entanto, mostrarem os critérios com as quais as mesmas se estruturaram.
E aí, formam-se as incontáveis falácias que confundem e mantém na ignorância aqueles que os escutam, estimulando-os a reverberarem as mesmas e com o tempo, bobagens perniciosas se tornam verdades populares que aprisionam, retardando qualquer desenvolvimento.
Nesta quinta, salvo alguns que se deixaram levar pelo vício do rebatimento das ofensas ou se calaram, pois em boca fechada, não entra mosquito, a sessão nada representou de relevante ao povo, pois quase tudo que foi proposto pelos edis, não atende as necessidades agoniantes do aqui agora da maioria da população, já que praças, quadras e calçamento, não só não podem e não devem ser iniciados nas portas do inverno que aqui, representa chuva, como também se perdem frente as necessidades prementes da distribuição dos remédios,  aparelhamento dos centros dentários, providências quanto ao transporte de doentes aos centros especializados em Salvador, contratação de uma medicina mais específica, pressão junto ao governo estadual e aos muitos aliados políticos de escalões mais elevados para que, o HGI, se torne mais viável ao atendimento da população e etc., e etc.............
Caberia ao vereador e a seus entusiasmados apoiadores, a humanidade e o bom senso de pensarem, tão somente, nas carências do povo.
Mas se isso fosse possível a eles, o Brasil, não seria o que é e, não teríamos tantos flagelos sociais.
Então, seguem com as falácias e o populismo, afinal:
“O bonzinho come cru”