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Mostrando postagens de 2017
ASSIM COMO, dois mais dois são quatro. 
Se a gestão atual não realizasse as festas do calendário oficial, certamente, o falatório estaria formado. Todo ano é a mesma coisa, coloquemos a mão na consciência, afinal, se faz fala, se não faz, também fala.
Apesar do executivo insistir em dar ouvidos ao seu próprio superego, 
procuro ser sempre justa nas minhas avaliações, buscando analisar o que escuto ou leio, a fim de traçar uma imagem o mais fiel possível do original.
Volto a repetir que atualmente, ou seja, de uns oito meses para cá, tenho sido testemunha do impossível sempre crescente em se tratando de uma feroz rejeição ao sistema executivo de Itaparica, e isto, não surgiu sem razões específicas, e tão pouco, longe de mim, determinar que estas, são as únicas ou que são válidas, apenas, observo, pesquiso e depois, aí sim, emito a minha avaliação de comunicadora e, segundo afirmam, formadora de opinião, o que na realidade, preocupa-me bem mais que envaidece.
Talvez, a minha formação e práti…

ACORDA JUVENTUDE...

Estamos às portas de um novo ano do terceiro milênio e ainda percebo estupefata a censura disfarçada, ou transformada em piada, quanto às demonstrações explicitas de carinho entre pessoas idosas, como se sentimentos, sensibilidade e tesão fossem privilégios, tão somente, dos jovens. 
O paradoxo disto é que estamos vivenciando uma era do tudo normal e do tudo é permitido, assim como somos bombardeados por campanhas nas escolas, universidades e mídias em geral, além dos juristas estarem antenados na elaboração de mais leis, como se já não tivéssemos suficientes, justo para se não acabar, pelo menos punir os preconceituosos. 
Todavia, com os idosos, resta apenas os maus tratos, preferência em filas e até, imaginem, suspenderam a liberação das passagens gratuitas, agora só depois dos 65, até porque, depois disso, a grande maioria, pensam as autoridades, ou já morreu ou sequer sai de casa, portanto, impensável o beijar e, muito menos, falar e pensar em sexo.
Afinal, nas mentes jovem descolada…
A BEM DA VERDADE, são quinze ótimos anos de vivência em Itaparica. Lembro-me que ficamos encantados com a beleza geográfica e com o bucólico que oferecia a ela, aquele espírito de exclusivo, reservado há poucos privilegiados. Ao nos banhar nas mágicas águas mornas de Ponta de Areia, a decisão foi unânime em assentarmos nossos corpos e nossas almas, neste paraíso terreno, como forma de brinde especial a uma vida de lutas constantes e de prazeres inenarráveis de amor à vida. De lá para cá, dia após dia, nosso relacionamento amoroso, foi se transformando em senso de pertencimento e hoje, de tão consolidado, sequer lembramos que originalmente, não somos daqui. Esse sentimento, mais que algo íntimo, se fez notar à maioria das pessoas que conosco dividiram emoções, fossem pessoais ou profissionais e esta interação silenciosamente resistente é que, fortaleceu o mútuo respeito e em muitos casos numa simpatia que de tão grande é quase amor. Plagiando descaradamente o imortal Casimiro de Abreu. Pess…

NÃO SOU INGRATA

O ano está terminando e como sempre fiz nos anteriores, arrumo os armários, retiro deles tudo que os abarrota e que, em sua maioria, já não tem serventia, assim como aqueles que nunca tiveram, mas que, por um motivo ou outro, comprei e guardei. Ao falar nisso, reconheço que nos últimos anos, venho contendo os meus impulsos quanto as aquisições, pois a maturidade vai lentamente sinalizando o desnecessário, o supérfluo. Ora, se arrumo armários, com certeza arrumo as emoções, pois não há nada mais pernicioso à mente, que arrastar-se para o ano seguinte, os excessos que pesam na mente e adoecem o corpo. Afinal, se não estiver atenta, logo as bagagens dos anos anteriores pesam tanto que fica difícil ou quase impossível, abrir espaço para a liberdade de ser e de pensar, poder adentrar. Nesta arrumação, não abro mão dos critérios de seleção, afinal, corro o risco da precipitação, jogando fora o que ainda tem utilidade, pelo menos para outros, e aí, penso na afinidade, sentimento que vai além da…

QUE COISA, VIU!!!!

Tudo é sempre ofensa pessoal quando a capacidade interpretativa do que lemos ou ouvimos, está intimamente ligada ao umbigo dos interesses pessoais ou da ignorância em relação a tudo e a todos que não comunguem com os arreios intelectuais, onde o direito de pensar e analisar é ponto fundamental.

“BRINCANDO À BEIRA DO ABISMO”

A falta das devidas explicações, que verdade seja dita, jamais existiu, mas que foram prometidas repetidamente em campanha,assim como uma aproximação mais amorosa com o povo ávido em vivenciar o “diferente” e que acreditou e jogou todas as suas fichas no “agora vai”, inevitavelmente, frustrado, se deixa envolver em confusas conversas nas esquinas, trocas de impressões e reclamações nas redes sociais, mídias tendenciosas, enfim, ações estas, que certamente, geram informações distorcidas, porém, mais do que isso, são os efeitos a médio prazo que não devem ser desconsiderados. Percebo perplexa que a gestão, como um todo, mergulhou em águas mansas e quentes de um mar de otimismo, desconsiderando, não sei se por estratégia, arrogância ou cegueira, as vozes da rua, que entre sussurros e aparente passividade, em um certo dia, uniu-se e estrondosamente vestiu o amarelo como símbolo de um “novo tempo”. Bordões largamente usados na campanha política e que foram capazes de fazer o povo, em sua ma…

FELICIDADE NÃO CAI DO CÉU...

Ela é conquistada a partir de um esforço contínuo de, apenas, querer ser ou de espertamente perceber que apesar de toda a trabalheira é sempre altamente gratificante. Ser feliz dá trabalho, mas ser infeliz, adoece, envelhece e escurece a nossa matéria, refletindo em todo o nosso ser, transformando-nos em seres de apenas casca frágil, facilmente rompível. Ao se permitir o permanente duelo interior, entre o Deus sorridente e radioso, com a força devastadora do Diabo, cria-se uma simbiose doentia que flagela, tirando a capacidade da criatura humana em perceber que tudo pode ser simples e vantajoso, se assim ela o desejar, anulando suas resistências frente aos pastos alheios que lhes parecem sempre mais verdejantes.
O infeliz adoece se alimentando com o fel de tudo, deixando o néctar da felicidade para os poetas do cotidiano, criaturas passíveis de enxergar as belezas que sempre estão presentes, mesmo que camufladas.

Leviandade, nunca mais ...

Desculpe a minha franqueza e aqui não vai qualquer estímulo partidário, mas não posso ficar sem fazer uma pergunta: Tirar a Prefeita Marlylda para colocar quem? Existiu um processo democrático, o povo em sua maioria, não só escolheu como marginalizou a todo aquele que por esta ou outra razão, não a apoiava. Portanto, creio que o povo, está, reforço em sua maioria, absolutamente satisfeito. Vamos ser mais pragmáticos e deixar a coisa como está, pois, pode ficar bem pior. Em 2020 que não está assim tão longe, certamente o povo estará apto a fazer suas opções. Apesar de estar na moda, cargo executivo não deve ser tratado como se fosse um objeto descartável, afinal, precisamos respeitar a opção da maioria. Depois, este processo não vai dar em nada e tudo estará reduzido a rivalidade política que desgasta e nada acrescenta ao povo que também na sua maioria, sequer tem ideia de poder comer uma fatia de Peru e quem sabe de um simples frango. Esta é a nossa realidade, dura e que fingimos não e…

TROCANDO CARINHOS

Hoje, oficialmente, começa a estação de verão e, com ela, vem as festas de final de ano e sempre a certeza de que, no próximo que está tão próximo, tudo há de ser bem melhor ou pelo menos diferente.
Particularmente, agradeço o tudo de bom que aconteceu comigo e com minha família, só lamentando as perdas de pessoas especiais que se despediram de todos nós, mas que, certamente, deixaram suas vibrações amorosas como legado à nossa Ilha.
Lamento em especial, a perda das 20 vidas, assim como o trauma causado a outros tantos amigos e conhecidos, absolutamente desnecessária que ocorreram, no último de 24 de agosto de 2017, e que marcou a irresponsabilidade para com a vida humana, nos setores públicos e privados. 
Neste amanhecer lindo e ensolarado, curvo-me à vida, esperando que o Natal de todos nós, seja de muitos abraços calorosos e de fartura nas mesas de todos.
Que sejamos capazes de nos enxergar no outro, evitando, assim, a desnecessariedade dos inúteis entraves, que tiram o brilho da razão…

O ESPETACULOSO QUE NOS RODEIA

São quatro horas da manhã, acordo e abro a janelada sala onde escrevo e, como de costume, respiro fundo na ânsia de absorver a vida, trazendo-a para dentro de mim, antes mesmo da maioria daqueles que me rodeiam e, enquanto me alimento deste elixir bendito, percebo que ele vem com um aroma todo especial de manga. Mas como, se neste ano, minha mangueira não cacheou e a de meu vizinho Roque, só ostentava algumas tímidas manguinhas doce de leite? Olho para o quintal do Roberto, vizinho da frente, e tal qual a minha, também não cacheou. Respiro ainda mais fundo e olho para a minha direita, onde então, enxergo a casa do Capitão Américo, com suas frondosas mangueiras, todas sem exceção, abarrotadas das belas e carnudas mangas rosa, fazendo-me compreender que a sábia natureza, quando, por suas próprias razões, não pode nos servir diretamente, providencia atender a algum vizinho também próximo, afinal, como provedora zelosa, nos proporciona pelo menos o seu aroma, forma sutil, mas eficiente de t…

PIPAS COLORIDAS II

Na ingenuidade de alguém que verdadeiramente ama a cidade e busca sempre o melhor para ela, vi-me enredada no ano de 2009 na Câmara de Vereadores na mais decepcionante experiência, onde o engodo se fez presente. A dor foi profunda, mas a lição foi apreendida e jamais esquecida. Escrevi um texto com o título de PIPAS COLORIDAS e, através dele, deixei escoar a minha tristeza, quanto a constatação do inadequado, do ardiloso e da nenhuma real atenção e respeito ao povo itaparicano. O tempo foi passando, alguns atores foram sendo trocados, mas a cúpula da malversação dos caminhos públicos, se não permaneceu de corpo presente, manteve-se nas sombras, tecendo suas artimanhas, nas entranhas da escuridão dos corredores do poder. Hoje, como numa sessão especial, fui surpreendida com a exibição de um filme antigo, replay das PIPAS de 2009, já não senti dor, tão somente lamentei, como sempre o faço, quando me deparo com os horrores que chamam de política, perante o céu, num primarismo cênico, mas qu…

UFFA!!!

A gente respira fundo, mentaliza Deus e roga misericórdia. Estas ações, são as únicas racionalmente possíveis para que não cometamos atos que, certamente, nos arrependeríamos, já que, somos pessoas do bem e cultivamos a harmonia em todos os sentidos. Todavia, também sabemos que corda que muito se estica, se esgarça e, em dado momento se rompe. O que é lamentável... “Senhor, faça de mim hoje e sempre, um instrumento de sua paz”

PRECISO RESPIRAR

Hoje foi um dia particularmente pensativo, analítico e, é claro, muito chato, pois minhas conclusões trouxeram-me uma pequena depressão, tipo, pós-traumática,já que não me foi possível evitar enxergar, pois com os olhos desnudos do véu da complacência, presenciei alguns corriqueiros  horrores da realidade cotidiana de nossa cidade que, afinal, são, tão somente, reflexos de um país que perdeu o rumo e, cujo povo, permanece à deriva em um mar aberto sem perspectivas de salvação. Agora a pouco, enquanto lanchava e contava ao meu marido minha desolação, senti uma profunda dor no peito, que ainda não me abandonou, como se meus pulmões estivessem sendo esmagados, trazendo uma sensação de falta de ar. Por quê? Para quê dos tantos absurdos que sistematicamente foram sendo cometidos ao ponto de se tornarem normais nas posturas de nossos políticos e, pior, na postura passiva e cúmplice de cada um de nós, em um local tão pequeno, onde o bom senso, a fraternidade, a união e a humanidade deveriam se…

EU E A BRISA

Sentada na varanda, deliciando-me com o vento fresco da noite que se inicia, podendo ouvir o farfalhar de folhas e galhos, em uma sinfonia que me faz relaxar. O tudo mais está silencioso ao ponto de fazer-me curiosa em relação ao som do latido do cão, tentando adivinhar de que direção vem. O cheiro não é úmido, mas absolutamente envolvente, lembrando-me que se as amoras estão partindo, as mangas, os cajus e as seriguelas em breve adornarão o quintal, só para eu não esquecer das delícias deste pedaço de chão baiano, que chamo de meu. Fecho os olhos entre uma palavra e outra, inebriada por todas estas energias que me rodeiam, fazendo de mim agora e, confesso, sempre a criatura mais feliz do universo. Tudo vai bem, porque eu vou bem. Tudo me parece bem, porque eu assim o vejo e, enquanto, declaro à vida meu estado de espírito, sinto-me tocada por um pendente e ousado galho da amoreira, talvez, quem sabe, apenas me toca para que eu não esqueça jamais que a vida é bonita e é bonita. E neste col…

Meu pedacinho de céu...

Quanto mais tempo vivo em Itaparica, mais me convenço do quanto tudo por aqui é maravilhoso, e se for comparar com outros locais, aí, renovo o meu convencimento de que moro num pedacinho do céu. Tudo é fantasticamente simples e absurdamente completo, pois consegue-se, ao mesmo tempo, ter-se beleza e paz. Quisera poder fazer com que todos ao meu redor percebessem o tudo de bom que possuem, não apenas da boca para fora, mas em forma de constante abraço fraternal. Enxergar as pessoas com um olha carinhoso, mesmo sem nunca as ter encontrado, mas com a convicção de que elas são parte integrante da alma da cidade. Afinal, o que dá vida ás belezas naturais são as energias vibrantes daqueles que vivem em meio a elas. Ontem, sentada junto a preciosas criaturas e tomando meu vinho, como de hábito, fiquei observando e pensando no quanto, eu gosto de ver alegria à minha volta e no quanto, ainda somos um principado onde é possível, simplesmente, relaxar sem medo de ser feliz. Rostos conhecidos na grand…

TEMPOS MODERNOS?

Nem que eu vivesse mil anos, seria capaz de compreender a falta sempre abusiva do respeito ao outro. De repente, de uns tempos para cá, intensificou-se a capacidade de nos colocarmos diante do outro e, com nossas verdades, agredi-lo, sob aplausos dos demais, chamando a isto de direito e cidadania. Somos especialistas em querer cumprimento das infinidades de leis existentes, mas, ao mesmo tempo, as violamos sem qualquer consciência, pois, o que não nos faltam são argumentos que justifiquem tais violações. Afinal, nosso sempre próprio código de interpretação das mesmas, não nos permite punição, já que sempre nos sentimos certos e com direitos. Penso, então, que nossas crianças, apenas estão nos copiando onde quer que se encontrem, até mesmo no próprio seio do lar, onde há muito, as regras de boa e respeitosa convivência se perderam em meio às torrentes caudalosas dos rios de um modernismo avassalador, onde se pode tudo. Assustam-me, pessoas de minha faixa de idade, criadas fosse na família …

SÍNDROME DO ENFADO NATALINO

Novembro a um passo de findar, o que para mim é o disparador sorrateiro de um conjunto de sensações nada agradáveis em relação ao mês de dezembro. Tudo muito surreal, já que jamais sofri qualquer tipo de aflição neste período, muito pelo contrário, afinal, sou de uma época em que o período natalino era de festas fartas em família, onde o lúdico ainda encontrava acolhimento e muito mais afeto às mentes infantis, bem mais que propriamente presentes. Todavia, confesso que jamais gostei, não apenas do Natal e Ano Novo, mas de qualquer data determinante a se comemorar, isto ou aquilo, mesmo reconhecendo serem necessárias para conscientizações sociais e mesmo como aglutinação de propósitos. Bem, se fosse fácil o entendimento, não estaria ano após ano relatando o meu incômodo. Como todo mundo, faço ceia, mas sem qualquer empolgação maior, e isto é frustrante, pois não vejo sentido em ter que se esperar um ano inteiro para, então, reunir, sorrir, beber e comer determinadas iguarias e ainda recebe…

POR UNS TROCADOS A MAIS...

Segunda-feira de final de novembro de uma era, no mínimo, preocupante, quando penso na alienação existencial que só aumenta, mesmo envolta em tantos caminhos de ensinamentos àa disposição na parafernália da internet ou nos tradicionais livros. Uma infinidade de gurus, magos e profetas, religiões, seitas e filosofias que passeiam desde a condução de um respirar adequado, às comidas que são capazes de proporcionar a leveza necessária para se adentrar no mundo espiritual. E no final das contas, o que se busca tanto é, tão somente, um pouquinho de paz interior, cada vez mais escassa, apesar de mais negociável. Como em tempos remotos, fizeram renascer os suntuosos templos, as mais ricas oferendas, os mais absurdos comportamentos, numa demonstração assustadora de um retrocesso gigantesco da incapacidade humana em não se sentir parte integrante da vida, na qual sequer se percebe inserido. Nunca o mundo abrigou tantos doutores e especialistas de quase tudo e também nunca esteve tão iletrado em s…
POR UNS TROCADOS A MAIS... Segunda-feira de final de novembro de uma era, no mínimo, preocupante, quando penso na alienação existencial que só aumenta, mesmo envolta em tantos caminhos de ensinamentos àa disposição na parafernália da internet ou nos tradicionais livros. Uma infinidade de gurus, magos e profetas, religiões, seitas e filosofias que passeiam desde a condução de um respirar adequado, às comidas que são capazes de proporcionar a leveza necessária para se adentrar no mundo espiritual. E no final das contas, o que se busca tanto é, tão somente, um pouquinho de paz interior, cada vez mais escassa, apesar de mais negociável. Como em tempos remotos, fizeram renascer os suntuosos templos, as mais ricas oferendas, os mais absurdos comportamentos, numa demonstração assustadora de um retrocesso gigantesco da incapacidade humana em não se sentir parte integrante da vida, na qual sequer se percebe inserido. Nunca o mundo abrigou tantos doutores e especialistas de quase tudo e também nunc…

Que coisa, viu!!!!!

Hoje, como é domingo, sobra mais tempo para pensar nas coisas que nos afligem no dia a dia; e, com certeza, o não rendimento do erário público é sempre muito intrigante, e aí, vejamos: - Cada gestão permanece por 48 meses, perfazendo quatro anos. No caso especial dos municípios que recebem mensalmente uma fração, mesmo que reduzida, de royalties, se economizassem em média 100 mil reais mensais, o que não é muito, provavelmente, no final deste período, teria em caixa cerca de quatro milhões e oitocentos mil de reais; como não sei o preço do metro quadrado de calçamento, não posso mesurar o quanto poderia realizar, mas pensando que, somente depois que vim morar na cidade, já se passaram quatro prefeitos de mandatos concluídos, e agora, um ano da atual, acredito que teríamos cerca de  24 milhões. Se dividir pelos 17 anos de gestões, volto a concluir que pelo menos mais de uma dezena de ruas poderiam ter sido calçadas, ao invés de terem gasto o dinheiro em seguidos reparos – às vezes para s…

Duelo de Titãs

O dia amanheceu e o sol ainda não apareceu na exuberância do costume, nesta época do ano. Talvez, esteja com preguiça e só mais tarde vai dar o ar de sua graça nas areias das praias, no jardim da casa de alguém ou em qualquer lugar, onde corpos e mentes vão estar esperando, ansiosos para desfrutar do seu calor. Enquanto, escrevo sobre a preguiça do sol, ele provavelmente para mostrar que ouviu, mesmo aparentemente adormecido, aparece mostrando-se, não resta a menor dúvida, pouco entusiasmado, mas já iluminando as copas e os telhados, numa marcação ainda frágil de seu território. De repente, como se novamente tivesse me ouvido, ele reage e se torna mais intenso, ameaçando adentrar em minha sala, mas por enquanto, só mesmo ameaça, pois seu brilho de recém acordado, ainda não foi capaz de me convencer de que terá forças para iluminar por muito mais tempo, já que também de onde estou, posso avistar algumas nuvens que insistentes, ameaçam marcar presença, mesmo que passageira. Neste duelo de …

SENHOR DEUS!!!!

Quanto mais presenciamos joelhos se dobrarem nas Igrejas e templos, na mesma proporção, somos capazes de conviver com uma sociedade egoísta, arbitrária e extremamente violenta. Que incoerência é esta? Seria apenas fuga existencial, incapacidade de encontrar Deus em si próprio e, consequentemente, no outro? Ou, quem sabe, tão somente uma forma de tentar corromper os “Divinos”, com prendas, oferendas e polpudos dízimos, acreditando assim, que com dinheiro, cantos e orações, a criatura humana lava todas as suas mazelas, abrindo as portas dos céus? Quanto mais ouvimos falar de Deus, mais distante ele nos parece na realidade do nosso cotidiano. Senhor Deus dos desgraçados!  
Dizei-me vós, Senhor Deus!  
Se é loucura... se é verdade  
Tanto horror perante os céus?!  

(Navio Negreiro – Castro Alves)

ORAÇÃO COGNITIVA

“As luzenas avermelham os brilhos e fazem doidas espirais” (navio negreiro, castro alves). A sedução já não mais faz parte de tuas ações e a falta de credulidade agiu como uma espada afiada, ceifando a tua criatividade. Olhai, portanto, os lírios dos campos, que não tecem e não fiam, todavia, permanecem nutridos com as seivas da natureza.(mt.6-28). O que temes? Afinal, tens o universo como o teu provedor...

MARAVILHA .!

Emocionada, agradeço a todas as pessoas que carinhosamente expressaram suas atenções, carinhos especiais e amor por mim, reforçando a minha certeza de que a maior riqueza que uma pessoa pode acumular, para deixar um rastro de luz por esta passagem pela terra, é sem dúvidas, a sua capacidade de tocar meigamente as emoções daqueles que, de alguma forma, com ele divide espaço. As letras do alfabeto com as quais construo frases que refletem necessidades, frustrações, desejos, tristezas e alegrias possíveis a todos nós é, acima de tudo, amor à vida e a tudo que nela existe e certamente o bendito elo que me une a vocês que, bem de pertinho ou a quilômetros de distância, dividem comigo o prazer de existir, sentindo sem pudores as vibrações que nos cercam. Fiz questão de anotar o nome de cada um para, diariamente, até o próximo aniversário que pretendo comemorar, poder rezar, rogando ao universo na figura do nosso DEUS, proteção e bênçãos às suas necessidades.
Um beijo carinhoso a todos e até 21…

SER ESCRITOR

Para quem olha de fora, a vidinha de um escritor é bastante medíocre e, geralmente, solitária. Ledo engano, afinal, como ser solitário se o mundo está nas infinidades de letras que trazem para a possível realidade velhos desejos que, sem elas, seriam sempre, apenas, sonhos.   O escritor voa com os pássaros, banha-se nos mais caudalosos rios, navega por mares calmos ou bravios, escala as mais altas montanhas, percorrendo encantado as mais belas grutas encruadas na terra e é capaz, de como ninguém, deitar-se na relva fresca e apreciar o céu, sentindo o calor do sol, quase queimar suas retinas ou deixar-se molhar pelas grossas chuvas do inverno. Com as letras, o escritor escava terras secas, fazendo soltar delas, as esmeraldas e diamantes que só a vida pode oferecer e, ainda com as mãos sangrando e com as unhas lascadas, colher uma flor e oferecer a alguém, sem que o sangue que de seus dedos escorre, macule a delicadeza de seu gesto. Ser escritor é amar a vida até mesmo quando escreve sobre…

UM GESTO e nada mais.

Enquanto dou uma olhada no face, pelo canto dos olhos posso acompanhar através da janela, o meu querido Roberto, equilibrando-se entre um galho e outro da amoreira, tudo para não desabar da varanda e para me trazer como faz em todas as manhãs, as benditas amoras. Deixei o face de lado e agora, já saboreando duplamente os brindes que a vida me oferece, registro este momento nada banal, rogando ao universo que me inspire a cada amanhecer, para que eu, continue encontrando com Deus e que juntos, numa parceria que existe desde sempre, possamos seguir caminho dando e recebendo amor.

PALCO DE LUXO

E aí, confesso que ser uma observadora é sempre muito doloroso, mas fazer o quê, se não me é possível partir ou frear o senso de lógica que permeia a mente?
Estou falando mais uma vez sobre a forma sem sentido prático com que acolhemos nossos pretensos representantes, seja do legislativo, executivo ou judiciário de qualquer nível.
Tratamos os candidatos como se fossem talhados de algum material especial, jamais igual ao nosso. Oferecemos os salamaleques mais requintados, colocando-os em pedestais de importância, superestimando suas intenções e, ao mesmo tempo, expondo nossas bobices em acreditarmos que, realmente, o cidadão fará algo palpável para nossa cidade ou pelo menos por nós.
Na maioria das vezes, até conhecemos o seu histórico político, mas deixamos de avaliar a nós mesmos, porque ao invés de cobrar planos específicos que venham agregar valores sociais à cidade, ficamos como alienados, oferecendo o campo do genérico, onde eles surfam divinamente e, ao irem embora, pois, todos vão…

VIVA ITAPARICA!!!!!

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É natural que as lideranças da cidade se sintam frustradas por não ter sido chamadas para conversar, quando da preparação do projeto FITA, e agora, sem censuras ou cortes de quem quer que seja, sintam-se totalmente livres para expressar o que gostariam de ter sugerido, quando da preparação da mesma. 
Culpar as pessoas que fazem observações, lembrando-as de que nada fizeram, convenhamos que também não é justo, já que é necessário bem mais que conhecimento cultural da cidade, principalmente apoio financeiro, portanto, não sejamos também simplistas em nossas avaliações. 
Claro que além da mágoa pela exclusão neste ou naquele aspecto, sempre haverá nos relacionamentos humanos, bem mais expressivos em cidade pequena, as diferenças partidárias e os conflitos de ordem emocional. 
Então, creio que seria de bom tom, o aplauso ao FITA como uma iniciativa maravilhosa que deu certo e encantou a todos nós, mas também que estejamos abertos às sugestões, para que o próximo seja ainda mais abrangente. 

MERCANTILISMO DO MEDO

Enquanto cursava filosofia, dividi espaço universitário com inúmeros seguidores de religiões que cultuam o Diabo como forma dele se defender. Pode uma coisa dessas? Até então, não havia prestado atenção neste tipo de culto, mas sinceramente, depois deste encontro involuntário com os adoradores de Satã, não saí impune e precisei buscar um mínimo de entendimento de tamanha incoerência, já que me pareceu sem qualquer lógica o convívio destas criaturas com a filosofia e, ao mesmo tempo, suas crenças religiosas. Bons anos depois, nenhuma razoável conclusão, fico pensando, que talvez, o medo de viver se assemelhe mais ao Diabo devastador, ficando Deus como uma ficção, figura lúdica, merecedor de retóricos cânticos e orações, escudo de proteção de uma suposta força dominadora que persegue, fazendo sofrer impiedosamente. Mas aí, também penso na ineficiência de Deus e na eficácia do Diabo, já que mesmo sendo acirradamente combatido, persiste, resistindo bravamente ao poderoso Deus, numa medição de…
Tenho esperança que as minhas sementes quando plantadas a partir de meus pensamentos expressos, encontrem terrenos propícios às suas germinações.

O OBVIO NECESSÁRIO

Hoje, no café da manhã, conversando com o Roberto sobre o meu prazer quanto ao hábito que jamais abandonei de tomar um farto dejejum, lembrei-me com satisfação que devia isto à minha mãe, sempre zelosa com a alimentação da família e que jamais deixou que este carinho esmaecesse, até mesmo, quando, já debilitada e refém de uma cama hospitalar, ainda assim insistia em querer saber se estávamos nos alimentando devidamente. Em seguida, lembrei-me do carinho com que preparava a merenda para que eu levasse para a escola, mesmo já mocinha, com 14, 15, 16 anos, já cursando o NORMAL (quem se lembra deste curso?) em uma escola que ficava do outro lado da cidade, e que consumia duas horas do meu tempo, diariamente.  Em meio a estas lembranças amorosas, as minhas idas diárias de Ipanema à Tijuca, no ônibus 415 (Estrada de Ferro/ Leblon), trouxeram também de volta antigas lembranças, hábitos adquiridos na educação doméstica para um maior e melhor convívio com os demais, que, infelizmente, feneceram …

DESAFIO CONSTANTE

Fazer jornalismo em cidade do interior, onde as pessoas, sejam públicas ou não, se esbarram por todo o tempo, onde os olhos se cruzam e é impossível separar-se a pessoa do profissional, certamente é bem mais difícil que nas cidades grandes, onde o anonimato oferece sempre um distanciamento mais confortável. Daí, creio ser necessário um cuidado especial no trato dos assuntos, já que a possibilidade de um confronto é sempre infinitamente maior, como também a responsabilidade quanto aos propósitos de por todo o tempo pensar em pautas que privilegiem o maior número de pessoas, já que o bem comum sempre está bem mais próximo e, portanto, mais real, por ser mais facilmente mensurável. Selecionar os discursos para não incorrer nas falácias que se tornam bordões e que, de tão repetidas, acabam por se tornar verdades, induzindo aos erros avaliativos, é sempre um desafio ao profissional que tem como objetivo executar o seu trabalho respeitando o público que dele se utiliza para encontrar informaç…

TCM - CONTAS REJEITADAS

Ex-prefeito de Itaparica tem contas rejeitadas
9 de novembro de 2017
Na sessão desta quinta-feira (09/11), o Tribunal de Contas dos Municípios votou pela rejeição das contas da Prefeitura de Itaparica, da responsabilidade de Raimundo Nonato da Hora Filho, relativas ao exercício de 2016, em razão do descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que trata da ausência de recursos em caixa para pagamento de despesas que foram realizadas em 2016, mas que só seriam pagas no exercício seguinte. Diante da irregularidade, o relator do parecer, conselheiro José Alfredo Rocha Dias, determinou a formulação de representação ao Ministério Público da Bahia contra o gestor. O ex-prefeito foi multado em R$5 mil pelas falhas e irregularidades contidas no relatório técnico e em R$18.720,00, que equivale a 12% dos seus subsídios anuais, por não ter reduzido as despesas com pessoal ao limite de 54% previsto na LRF, que no 3º quadrimestre representou 59,69% da receita corrente líquida. Os c…