sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

VOCÊ SABIA ?

Estou aqui pensando no quanto o ser humano pode ser tendencioso, maldoso e absolutamente apático, quando é de seu interesse. Estou desde ontem, procurando nas redes sociais, uma palavra de reconhecimento, pelo magnífico abono que o Prefeito Raimundo da Hora, pagou aos funcionários da educação, oriundo do royalty. Afinal, corria pelas calçadas da maledicência que ele havia embolsado tudo. Que coisa, hein!!!!!! R$ 5.000,00 a mais nesta época é o mesmo que ganhar um prêmio, ainda mais quem ganha tão pouco como os nossos labutantes professores. Quem sabe, pelo menos um alguém, possa reconhecer este benefício não esperado e pouco provável. em uma época tão bicuda e abastecida de políticos tão desonestos.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

FIM DE ANO

Neste final de ano, como faço normalmente, escrevo algo para postar no meu face e blog, com o único intuito de levar às pessoas que me leem, um pouquinho de mim e de meu amor à vida. Não que eu ache que elas precisem, mas com certeza eu preciso permanecer reverenciando a vida e esta, é a forma de oração que encontrei para agradecer o tudo de bom que consigo enxergar e sentir, independentemente das agruras que eventualmente, também estão presentes em meu cotidiano. E dentre as maravilhas que experimentei vivenciar em 2016, com certeza, o meu Roberto ao meu lado, dividindo cada segundo de vida, foi como sempre fundamental. Gosto desta foto, porque ela simboliza o tesão que jamais permitimos que esmorecesse, durante estes cinquenta anos de parceria de vida. O contato de pele e de alma sempre foi muito preservado e com certeza, nos estreitou e nos garantiu a bendita ternura, mãe amorosa da amizade, que é fundamental para reforçar e manter qualquer união de interesses amorosos, o que inclui, filhos e amigos. Tem coisa mais gostosa que estreitar num delicioso abraço um amigo querido ou um filho amado? Por isto, não sentimos acanhamento em nos beijar neste estágio da vida, simplesmente, porque acreditamos que o amor a qualquer época é sempre extremamente saudável e gratificante. Rogo a Deus, a oportunidade de poder continuar beijando muito no ano que está chegando e assim, aquecendo a minha alma, para que eu continue afirmando, justo por estar sentindo, que a vida é bonita é bonita e é bonita.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

NEM SEMPRE É POSSÍVEL

Estou desde 2013 no face e escrevo quase que diariamente, principalmente, porque é o que gosto e sei fazer em se tratando de computação, pois também gostaria de postar fotos e mensagens, mas por incrível que possa parecer, não sei ou não me dispus verdadeiramente a aprender. O que sei é que sou ativa e estou sempre que posso, curtindo, compartilhando, dando opiniões, mas sempre muito cuidadosa em não invadir o direito de quem quer que seja, não por ser politicamente correta ou camuflando este ou aquele sentimento, mas porque acredito sinceramente que rede social é para trocar ideias e ideais, momentos e sentimentos. Todavia, o que gosto verdadeiramente é de escrever sobre os movimentos das criaturas humanas com seus valores neste mundão e nem sempre me é possível escrever o bonito, o belo e o encantador, até porque, o mundo se movimenta também com o feio, o mau cheiroso, o imponderável. E eu, criatura humana e não virtual, também sinto os malefícios de toda esta rudeza existente no vivenciar deste mundo e me dou, vez por outra, ao direito de apenas ser, deixando escoar o que minha alma enxerga cada vez mais nítido, que é este vazio que invade assustadoramente as relações de qualquer natureza, o que inclui o cognitivo. Mas também entendo que neste período festivo, ninguém queira mergulhar nos recôncavos de suas almas para buscar entendimento disto ou daquilo, afinal, é Natal e final de ano e tudo que se pensa é em festas e alegrias na esperança de um ano novo que corresponda às nossas expectativas. Quem me conhece sabe que não sou uma pessoa religiosa, mas com certeza, busco aperfeiçoamento espiritual, portanto, me penitencio diante de vocês que carinhosamente me leem por todo o ano, pedindo desculpas por me mostrar também humana, sem pedir licença, afinal, dúvidas e vazios, o cotidiano já oferece sem aviso prévio. Um abraço fraterno em cada amigo virtual ou de vida que comigo, compartilhou emoções no face, desejando a cada um, muita paz e alegria no coração.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

MUNDINHO DE MERDA

São sessenta e sete Natais, diga-se de passagem, maravilhosos, pois, jamais me foi privado a mesa farta e uma família estruturada e unida, sinto-me profundamente envergonhada. Provavelmente, esta seja a razão, afinal, que fiz eu além de ser magnânima, boazinha e caridosa em datas especiais? No resto do tempo, cuidei de minha vida, nem sempre tão bem, porque também fui descuidada, crendo que por ser abastada nesta vida, estaria imune às intempéries advindas das convivências humanas que certamente me flagelaram de forma invisível, pois foram ferindo a alma, do passar do tempo com seus naturais desgastes físicos e, até mesmo, por longas décadas de minha total ignorância em não perceber o meu potencial de criatura humana. Sem ter a devida consciência, fechei-me em meu mundinho de merda, crendo-me infinita e dele saindo somente em momentos pontuais, como a maioria o fazia, tão somente, para desculpar-me por tanto ter, enquanto, infinitos outros, nada possuíam. Por todo os restinhos do tempo, que eram os mais expressivos, nada mudei, nada acrescentei, nada explorei, além de meu próprio umbigo. Mas nas datas pontuais, lembrei-me dos pobres e oprimidos, das crianças e dos velhos nos asilos, e como uma Deusa da bondade, doei a estas criaturas a minha solidária presença, na tentativa banal, pobre e desesperada de me sentir menos alienada dos males do mundo. Boazinha que sou, hein!!!!!! E aí, você também é bonzinho como eu?

domingo, 18 de dezembro de 2016

“MOCORONGO”

Quem se lembra desta gíria? Ela foi muito usada até os anos sessenta e significava algo sem elegância, gosto, totalmente fora de contexto. Geralmente era direcionado às pessoas que não sabiam como, nem onde usar roupas adequadas em cada lugar. Pessoas “mocorongas” também eram aquelas que gostavam de exibir suas joias, casas e carros em excesso, bem próprio dos novos ricos, o que é, ainda, possível de ser encontrado nos dias atuais, até mais que antigamente, pois a vaidade dos inúmeros proletários que ascenderam a poderes e dinheiro, fez nascer uma nova casta brasileira que precisa exibir as conquistas como se cada uma fosse uma bofetada que oferecem a uma elite cretina que, até então, os escravizava. E aí, o festival dos horrores do mal gosto é encontrado em qualquer lugar e a qualquer hora, servindo de parâmetros a outros que passam a sonhar as mesmas perspectivas, destoando cada vez mais o belo e o adequado, que certamente é o simples e o sempre menos em relação a qualquer ostentação. Mas o malefício maior é sempre a arrogância que se desenvolve na mesma proporção da “mocoronguice”, fruto da total ignorância do que seja educação, ética e elegância pessoal, atributos que, até com muito empenho, pode-se aprender nas escolas, mas jamais em lojas de departamento. “Mocorongo”, portanto, é todo aquele que finge ser o que jamais será.

sábado, 17 de dezembro de 2016

MAIS EMOÇÃO, POR FAVOR

Estou aqui pensando no quanto é gratificante quando nos atemos ao simples fato de que somos ainda capazes de nos emocionar, seja na observação de um pássaro que decidiu bailar à nossa frente ou por uma tragédia com pessoas que sequer conhecemos. Esta impressionante capacidade amorosa, e que chega geralmente a nos provocar algumas lágrimas, é que faz de nós criaturas especiais neste mundo, sempre tão confuso, justo por ser absolutamente diverso. Talvez por isto, ainda nos sintamos tão profundamente ofendidos quando a indiferença ou a grosseria nos toca sem aviso prévio, sem qualquer razão que a justifique. Estamos vivendo épocas de mudanças de hábitos de convivência, onde os “velhos valores”, com os quais nos formamos como criaturas humanas, estão sendo atropelados e imediatamente substituídos por ações e reações de um novo mundo, que chega a cada instante, com infinitas novidades, não nos dando sequer tempo para avalia-las, criando em cada um de nós, uma sensação de estarmos sós em um grande espaço, onde o tudo mais gira entorno, mas onde verdadeiramente apenas plainamos, sem maiores conhecimentos do que realmente representamos e o que os demais representam em nossas vidas. É como um filme de ficção futurista, onde o tudo brilha num cintilar convidativo, mas onde irremediavelmente nos sentimos como figurantes sem script, tão somente seguindo as marcações do diretor, que pode ser a mídia, a internet ou o vazio que invade a alma de cada um de nós. E em meio a todo este manancial de distorções, se atento estivermos e se sem medo olharmos de frente, poderemos constatar toda esta parafernália de agressões, através da perda do respeito que as posturas éticas imprimiam e que determinavam, não apenas o certo e o errado, tão necessárias à convivência entre as pessoas, mas basicamente a ética, a formação e a condução das posturas equilibradas que estimulavam a justiça e a amorosidade nas relações de qualquer natureza. O mundo a cada dia permanece sempre lindo, sob o olhar de quem ainda detém em si, velhos costumes que eram naturais e que hoje são considerados fenomenais, como a decência, o respeito e a cordialidade. Que tal, resgatarmos um pouquinho destas “velharias conceituais”, afinal, se não podemos parar os absurdos que acompanham a contemporaneidade, com certeza podemos abrir os nossos baús pessoais e, de lá, deixar sair o melhor que imprimiram em nós, oferecendo ao nosso entorno como legado de vida e legítima liberdade, de pelo menos termos o nosso próprio texto neste teatro da vida.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

ALÉM DE MIM...

Descendo a escada já posso enxergar toda a luminosidade do sol invadindo a sala e penso que ainda é muito cedo. Os micos e pássaros já orquestram seus sons e a vida, então, se mostra despudorada em toda a sua beleza. Diante deste esplendor que jamais se repete, apenas se aperfeiçoa, penso em nós seres humanos e na nossa incapacidade milenar de utilizar tantos subsídios recebidos, justo para também, de certa forma, copiar a vida, buscando não específicas evoluções, mas um aperfeiçoamento global, onde verdadeiramente pudéssemos nos inserir a ela de forma mais suavizada e, portanto, mais coerente. Paro diante do espelho que me espera ao pé da escada silencioso a cada amanhecer, e olho para mim mesma, como sempre faço, buscando resgatar a preciosa ingenuidade, há muito perdida, na esperança de fazer brotar em mim, mais que desejos, mas a sensação bendita de me ver mais humanizada, mais generosa frente aos absurdos com os quais convivo, não julgando, não querendo mais entender, apenas aceitando o imponderável, o hipócrita, o devastador. Covardia, desistência, incapacidade de fazer mudar, talvez um pouco de cada, mas também a certeza absoluta de que nada mudarei além de mim.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

O Senhor Jesus...

O Senhor Jesus foi meu companheiro por toda a minha vida, até mesmo, quando sequer eu tinha consciência de sua energia em mim. Descobri-lo foi quase um espanto de alegria, se ainda eu não estivesse contaminada pelo medo sempre aterrorizador de me permitir sentir a vida em toda a sua potencialidade. Com o passar do tempo, tudo foi se harmonizando até o ponto dele e eu ficarmos tão íntimos que nos é impossível pensar sequer numa breve separação. Senti-lo nesta convivência, hoje é tão natural quanto o ar que respiro, quanto o sorriso que me caracteriza, quanto o sono que me relaxa. Junto a Ele, perdi o medo e abracei a vida.

domingo, 11 de dezembro de 2016

RECADINHO

Entre os espinhos que te abrigam, fazendo de teu caule, uma armadura, existem os botões que te adornam, prometendo um renascimento de ti, para o meu encantamento. Às vezes, surges solitária, esguia e imponente e diante de ti, todo o meu espanto por tamanha beleza, mas quando, morres, uma parte de mim se vai contigo, num colóquio apaixonado de um amor sem fim. Um domingo iluminado para você que me lê, neste instante.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

OS ACORDOS

A visão lógica do povo, jamais vai de encontro aos interesses pessoais e políticos, daí a constante frustração, até porque, dentro do entendimento simplificado dos cidadãos, o certo e o errado são absolutamente distintos, mesmo em um país como o nosso, onde o jeitinho se tornou figurinha fácil. O cinismo do senhor Renan Calheiros, mostra com uma clareza que faz doer, o quanto, nós povinho simples e sem tradição cívica, somos desconsiderados, trapaceados e ridicularizados pelos senhores dos poderes que nos governam. Isto me faz lembrar um comício onde um então deputado federal, quando alertado de seu atraso em subir no palanque, respondeu: - AH! Eles podem esperar... enquanto termino meu whisky, coloque outra vez a música “fuscão preto”, porque o que eles mais querem é dançar. E depois de proferir esta maravilha de abuso, soltou uma sonora gargalhada, que foi seguida por alguns de seus pares e puxa-sacos presentes. Nesta época, eu era ainda uma jovem repórter do Diário de Brasília e jamais me esqueci, pois naquela frase despudorada, residia a indiferença cortante do político brasileiro em relação ao povo e a qualquer ato sério que dele, pudéssemos esperar. A ditadura com seus militares no domínio de tudo, corria solta, mas mantendo vivo os acórdãos de velhas e novas raposas que com eles confraternizavam. Nada de verdade mudou de lá para cá nos bastidores dos poderes, até mesmo na manutenção de velhos e carcomidos personagens que já trépidos se utilizam de filhos e netos, mantendo sempre ativo, em primeiro lugar, os interesses deles e não os do povo. Mexer com as pensões e aposentadorias dos militares, que sozinha e somados representam cerca de 14 bilhões do déficit da Previdência? Quem são eles!!!!!!! A cobra está bem quietinha, mexer com ela, para quê? Tudo é uma questão de acordo, enquanto nós, se ficarmos o bicho come, se corrermos o bicho pega.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A CONSTITUIÇÃO QUE FAVORECE A POUCOS

A decisão do STF, foi certíssima, pois amparou-se, tão somente, na Constituição. Todavia, não se pode deixar passar batido, a contínua violação da mesma, na conduta de nossos políticos em detrimento direto do país e de seu povo, que dizem ser soberano. Algo precisa ser feito em várias áreas funcionais, apesar de reconhecer que muito já tem sido feito até mesmo, de forma inédita, mas precisamos ser mais ágeis e amplos na aplicabilidade das leis que são violadas e amparadas pela Constituição. Essa matemática , eu que sou povo, não entendo, apenas creio não estar certo, dois pesos e duas medidas. Acreditando que precisamos muito rever a nossa Constituição para que verdadeiramente, seja uma aliada do cidadão brasileiro e não apenas de nossos políticos, que antes de tudo, deveriam honrá-la e não apenas, usá-la aos seus interesses pessoais e políticos. Pragas como Renan e tantos outros vampiros da República, deveriam receber a mesma consideração constitucional de qualquer cidadão brasileiro que a infrinja, como pode ser constatado por todo o tempo, em cada local desta pátria varonil. Posso estar falando um punhado de besteira, mas sou povo e enxergo, apenas como povo esfolado de um país falido, mas com Constituição seletiva, no entendimento dos doutores e letrados em Lei. Decisão correta amparada na constitucional, solução frustrante para os anseios do povo brasileiro, cansado de ser discriminado.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PRECONCEITO - CHAGA MALDITA

Jamais neguei a realidade da existência cruel do preconceito de qualquer natureza, fazendo-me de ingênua ou coisa que o valha, todavia, ressalto sempre em minhas palavras, sejam escritas ou faladas, que o combate a esta chaga da natureza humana só surte efeito concreto se vier através de uma educação existencial de valorização da vida, do outro, do tudo, mas principalmente de si mesmo. Falo que é uma chaga da natureza humana, pois ela é fruto maduro da arrogância que faz parte das características da personalidade, independentemente da cor, da escolaridade e da condição social e econômica, afinal, não é difícil de se encontrar pessoas extremamente simples nesta atitude, usando-a explicitamente como escudo protetor, pois a fragilidade psíquica, não escolhe ou classifica. Aliás, na crua realidade, o ato preconceituoso é sempre uma postura covarde de todo aquele que por não saber vivenciar em harmonia com as diferenças, se escudam com as atitudes arrogantes, fingindo-se melhores e superiores ou humildes e vitimados, tão somente para protegerem-se da vida em suas nuances diferenciadas. Duras são as minhas visões sobre este cotidiano humano repleto de infinitas distorções, menos duras, no entanto, se comparadas à realidade possível de ser enxergada e sentida a cada instante, em qualquer local, onde pessoas e a ignorância existencial fazem parceria. Portanto, acredito que devemos valorizar o ato bendito da vida com seus frutos não menos benditos, sejam eles, brancos ou negros, sendo simplesmente determinados como gente, que por ter a capacidade de raciocínio lógico e consequente produção de sentimentos, deveria ser bem mais inteligente e verdadeiramente humano.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Santa Bárbara-Santa Bárbara- Reprodução de texto original

Sofreu o martírio provavelmente no Egito ou na Antioquia, por volta dos anos 235 ou 313. Sua vida foi escrita em diversos idiomas: grego, siríaco, armênio e latim. Conforme a lenda, Santa Bárbara era uma jovem belíssima. Dióscoro, seu pai, era um pagão ciumento. A todo custo desejava resguardar a filha dos pretendentes que a queriam em casamento. Por isso encerrou-a numa torre. Na torre havia duas janelas, mas Santa Bárbara mandou construir uma terceira, em honra à Santíssima Trindade. Um dia, entretanto, Dióscoro viajou. Santa Bárbara se fez então batizar, atraindo a ira do próprio pai. Fugindo de seu perseguidor, os rochedos abriam-se para que ela passasse. Descoberta e denunciada por um pastor, foi capturada pelo pai e levada perante o tribunal. Santa Bárbara foi condenada a ser exibida nua por todo o país. Deus, porém, se compadeceu de sua sorte, vestindo-a miraculosamente com um suntuoso manto. Padeceu toda sorte de suplícios: foi queimada com grandes tochas e teve os seios cortados. Foi executada pelo próprio pai, que lhe cortou a cabeça com uma espada. Logo após sua morte, um raio fulminou seu assassino. Em função disso, Santa Bárbara passou a ser invocada contra tempestades, temporais e tormentas e como protetora contra os raios. Isso teria se passado no dia 4 de Dezembro, hoje dia dedicado à Santa. O seu culto espalhou-se rapidamente pelo Oriente e pelo Ocidente, inclusive no Brasil. Santa Bárbara é a Padroeira dos Mineiros. Santa Bárbara corresponde a Iansã, grande vencedora de demandas que protege e livra os fiéis de todos os tipos de ataques, sejam de origem física, espiritual ou mental. Iansã é a patrona do Templo Universal da Paz, localizado no bairro Lami, em Porto Alegre, que tem como raiz religiosa a Umbanda Branca, e também o kardecismo, o esoterismo, o xamanismo, o budismo tibetano, o hinduísmo, e toda a linha egípcia e do oriente, de origem sincrética. Em homenagem a Iançã, o Templo promove festa neste dia. Para maiores informações, acesse http://www.mestratala.com.br/templo_iansa.html Santa Bárbara- Reprodução de texto original

IANSÃ – CADÊ VOCÊ?

Quem convive comigo sabe que não frequento qualquer tipo de religião, mas que estou sempre pronta a estar com qualquer uma delas se o assunto for levar amor, conhecimentos e noção de sustentabilidade de vida às pessoas. Acredito que figuras como Santa Bárbara e tantos outros que, representarão sempre o melhor em todos os sentidos da espécie humana, não são exclusividade desta ou daquela religião, pois se tornaram universais pelas suas próprias condutas existenciais. Particularmente, costumo dizer que tenho um forte esquema de segurança pessoal, absolutamente de graça, precisando apenas, honrá-lo a cada instante, mediante as minhas intenções e ações para com o meu próximo e com a vida em si e, quando, derrapo nos vícios comportamentais sistêmicos, corro para redimir-me, pois sem esta proteção espiritual, tudo certamente, seria bem mais difícil em minha vida. Que a devoção a Santa Bárbara, Iansã, ou seja, lá o nome que lhe queiram dar, permaneça como um respirar constante na vida de cada amigo que me lê neste instante e que nada, seja mais forte e poderoso, que o amor que reside dentro de todos nós. UM DOMINGO DE PAZ

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

"COJONES”

São 4 horas da manhã, os pássaros já começaram suas cantorias e eu, como de costume, já estou bem acordadinha, tecendo minha interminável colcha de retalhos sistêmicos, onde a passionalidade emocional dita a lógica, seja lá do que for. Por que faço isso? Sei lá, provavelmente porque, ainda bem cedo em minha vida, descobri-me apaixonada por gente e comecei a me colocar como se fosse num jogo no lugar delas e a perceber, com o passar do tempo, que as minhas atitudes,assim como as delas, não mudavam, apenas se repetiam como cópias decoradas e bem representadas em suas nuances e características pessoais e culturais. Fui percebendo que muda-las, também ao longo da vida, algumas pessoas precisaram de muita disposição, interesse momentâneo e, acima de tudo, uma dose cavalar de vontade voluntária, que na realidade só se manifesta se houver bastante conhecimento dos malefícios pessoais que advém da incessante busca do impossível em querer-se mudar o já solidificado nas sociedades. E aí, haja “cojones”... Sim, porque pagamos sempre os preços pré-estabelecidos e que não podemos afirmar em momento algum que desconhecíamos, até porque, são sempre os mesmos, tendo como única diferença a forma de como vamos contabilizá-los. Traduzindo em miúdos, colhemos exatamente o que plantamos através de nossas opções, e aí, na colheita, não reside qualquer surpresa, a não ser, é claro, a nossa sempre vã esperança de que conosco vai ser diferente. Qual nada, tudo ilusão de quem não sabe avaliar o sistema social onde vive e convive, achando-se bom demais para ser descartado. Nada se compara a dor de se ter um Rei Morto, assim como nada se compara a luta pela sobrevivência com um novo, Rei Posto. FOI ASSIM SEMPRE... Todavia, também reparei que não nos ensinam a exercitar a nossa capacidade em termos “cojones” fortes e resistentes para aguentarmos os trancos que, eventualmente, precisamos enfrentar. E aí, tudo fica mais difícil, pois a maior luta passa a ser íntima e absolutamente pessoal, afinal, somos essencialmente vaidosos e se existe algo que nos é difícil de aceitar, com certeza é o fato do novo Rei nos descartar, gerando assim, dores infernais que só mesmo com muitos bons “cojones”, somos obrigados a conviver. Detalhe das posturas de gente que aprendemos a conviver bem cedo ou ao longo das duras caminhadas de aprendizado existencial. Todavia se pensarmos sem passionalidade, tudo na realidade é simples assim: Ação e Reação.

O maior cego é o que não quer enxergar

Velho ditado, velha sabedoria daqueles que foram um pouco mais além da visão corriqueira. Durante dois dias, precisei circular por Salvador, claro que sempre num bom carro com ar condicionado e ainda assim, cruz credo, não via a hora de voltar para a minha amada Itaparica, determinada a brigar com qualquer um que venha me dizer que a cidade está um caos. Naturalmente que vou concordar sempre que neste local simplesmente maravilhoso, não deveria existir algumas mazelas históricas, principalmente a miséria, o analfabetismo, a fome, o lixo a cada esquina, assim como também vou concordar que durante anos fomos sistematicamente abandonados pelo governo do Estado e que por esta fundamental razão, a violência vem crescendo no mesmo ritmo, obrigando-nos a gradear cada vez mais as nossas residências e comércios. Também vou lamentar que nossos gestores tanto do executivo quanto do legislativo, poderiam ter-nos oferecido bem mais e que nós, população, deveríamos ter cobrado também bem mais, não como voz isolada, mas unidos, num cordão de solidariedade tão poderoso, quanto o que se forma para eleger cada um deles. Todavia, no frigir dos ovos, precisamos reconhecer que ainda vivemos em um local de pessoas amistosas, de ambiente acolhedor e cuja violência, ainda nos permite tomar um banho de mar noturno ou de sentarmos à beira mar para tomarmos aquela cervejinha gelada, sem medo de ser feliz.

DESVIANDO ATENÇÃO

Se tem uma postura que sempre me aborreceu bastante é a da criatura que vive apontando o dedo para outro (s) e afirmando sem qualquer base de fundamentação, que ele é ladrão, safado, etc. e tal. Reza a lenda que toda criatura que assim procede, retira de si todas as possíveis atenções e as direcionam para o que lhe parece ser um alvo mais fragilizado e propício a se ferrar, encobrindo, assim, todas as mazelas culposas de si mesma. Isto também acontece na vida privada, nos ambientes de trabalho ou em qualquer lugar onde existam pessoas, disputas e, é claro, a falta de consciência da ética e da estética comportamental. O problema da corrupção brasileira é tão velho quanto o país e não será, apenas, prendendo que o problema acabará, se bem que é um passo importante e inédito que precisamos aplaudir e apoiar, todavia, se aliado a isto não houver uma mudança de postura do povo, quanto a fiscalização e cobrança constante de seus eleitos, tudo voltará a ser como dantes, no quartel de Abrantes. Citarei apenas um exemplo: Se de antemão, o povo toma conhecimento que esta ou aquela empresa, estará à frente deste ou daquele serviço público, já está claro o drible que será feito na legalização da licitação. Não é mesmo? Então, por que não fiscalizar e exigir explicações, indo checar as empresas concorrentes, levantando custos comparativos? Esse é um trabalho que deveria ser feito por comissões de vereadores, ou por uma comissão de cidadãos, se os mesmos continuarem a tão somente discursar contra ou a favor, o que vamos e venhamos, tem acontecido sistematicamente. Transparência dos andamentos públicos se faz com trabalho sério e contínuo daqueles que foram eleitos para gerir os trabalhos e o erário público, com o devido acompanhamento do cidadão consciente de seus deveres e direitos, todo o restante, são firulas do me engana que eu gosto. Portanto, denegrir ou só prender, de nada resolve, pois, as ervas daninhas precisam ser arrancadas pela raiz, do contrário, a primeira chuvinha de descuido faz crescer e prosperar. Já que não podemos mudar o andamento do Brasil, certamente, poderemos ir desenhando um novo cenário em nossa cidade, dando a César o que é de César. Até hoje, não temos conhecimento de nenhum “dedo duro” que não tenha o rabo preso.

COMO É DIFÍCIL...

Fico aqui pensando, enquanto olho as letras do teclado do computador, o quanto é difícil emitir opiniões isentas das emoções, oriundas das influências politicamente corretas, onde dogmas religiosos estão embutidos e onde a hipocrisia humana se veste de moralidade para, então, determinar o certo e o errado. Falar de aborto, assunto tão polêmico e complexo sem colocar Deus e o pecado como tônica, é um desafio e, ainda por cima, julgar quem o praticou é sempre um enorme risco de se estar desconsiderando inúmeros fatos que permeiam a vida humana de milhares de mulheres mundo a fora, reduzindo-as tão somente a um bando de irresponsáveis assassinas. O Brasil registra anualmente cerca de um milhão de abortos, o que garante que cerca de uma a cada cinco mulheres o pratica e isto é assustador, queiram ou não as Igrejas admitirem, exigindo delas e de seus seguidores uma maior reflexão a respeito de tão sério assunto. A cada nove minutos, morre uma mulher por aborto clandestino, o que vem provar que criminalizar sua prática, não aumentará sua existência, mas certamente, diminuirá o número de mortes de mulheres, além de amenizar o sofrimento das que sobrevivem, que são em sua maioria pobres, negras, sem educação formal e sem a mínima condição pessoal de manter uma gravidez. Numa época em que se discute por todo o tempo, os direitos de escolha das mulheres em Congressos pelo mundo, criminalizar o aborto é antes de tudo um acinte às mulheres em seus mais significativos direitos, que é ter o domínio e a autonomia sobre o próprio corpo. Isto sem falar no exército de desnutridos sociais que engrossam os asilos, casas de apoio, orfanatos, assim como os mais desgraçados que encontram nas ruas, becos e praças o aconchego de uma sociedade fria que os ignora, transformando-os através dos descasos sistêmico em abortos vivos da miséria e do abandono. Jamais defendi aborto e sequer pensei em fazer um, mas assusta-me a incapacidade do ser humano em reduzir uma decisão no mínimo dolorosa fisicamente, a um sim ou não e a conjecturas sobre educação sexual e planejamento familiar, num pais em que a educação básica está falida, as instituições corrompidas e a indiferença interpessoal dos cidadãos se encontra tão fragilizada. Assassinato individual de um feto é crime, mas o que falar dos assassinatos coletivos que acontecem por todo o tempo e que ouvimos, assistimos, lemos e não consideramos, tão somente, porque nos acostumamos a transferir as responsabilidades sociais, como se não fossem também de cada um de nós. Nos calamos diante dos horrores diários em prol de permanecermos comodamente apenas opinando sem qualquer real envolvimento com as mazelas de nosso mundo sistêmico, além de pequenas ações meritórias em datas especiais, onde então, nos lembramos dos não abortados que superlotam as jaulas do sistema de amparo ao menor. Precisamos pensar mais além do já estabelecido, afinal, se tudo mudou drasticamente nos últimos milênios, por que ficarmos estagnados, a apenas repetir refrãos sem maiores análises do contexto real, desta nossa assustadora civilização do século 21?