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Mostrando postagens de Agosto, 2012

UM SOPRO E NADA MAIS

Vaidade, senhora cruel que nos domina, tirando de nós a lucidez, minando o racional que no instantâneo de sua presença se enfraquece, abrindo espaço para a loucura do inadequado que passa, então, a nos dominar como uma poderosa força, não nos permitindo enxergar o óbvio e, muito menos, o sensato. Penso, assim, no cheiro e no aconchego que partilhamos de forma fraterna através de abraços, beijos e carinhos ou na penetração bendita de corpos que se fundem até mesmo para gerar novos corpos, fazendo energias interagirem, tornando emoções registros eternos e em meio a esta interação prazerosa que eu e você somos capazes de sentir vivendo, lá está ela, esgueirando-se entre ações e pensamentos, a vampira vaidade pronta para empanar instantes preciosos, anulando de um momento para o outro a comunhão de corpos, de alma e principalmente de vida. Aprendemos a andar, equilibrando-nos sobre duas pernas, aprendemos a amar, nos entregando por completo, mas infelizmente na maioria de nossos ins…

AQUI E AGORA

Não me permito esquecer que apenas os instantes presentes são relevantes, porque são reais, os instantes que já vivemos só existem na teimosia das lembranças e os instantes futuros, são tão somente projeções, portanto, atenho-me cuidadosamente a não desperdiçar a minha realidade presente, que até pode não estar sendo “aquela Brastemp”, mas é determinante ao fato indiscutível de que eu estou viva para usufruí-la, dando-me ao luxo de não me prender ao já vivido e, tão pouco, renunciar a um presente por causa de um provável futuro.
E, sendo assim, pensando nisso neste instante maravilhoso, aproveito para dizer da minha felicidade, mesmo com todas as agruras com as quais, certamente, eu também já vivi e com as futuras que por vicio, projeto agora, assim como, desejo a você que neste instante me lê nem que seja um só suspiro de alegria e, se for possível, mil outros instantes de paz neste dia ainda se iniciando, você não deve permitir por razão alguma que, sua teimosia e suas projeções, rou…

UM DIA APÒS O OUTRO

O dia está amanhecendo e só com os meus cães e o universo, posso escutar, sem ainda conseguir ver, as gotas de chuva que esparramam-se sobre as folhas, lá no jardim, fazendo um barulhinho bem tímido, mas nítido e identificador para um alguém que, como eu, permanece atenta a tudo que significa vida.

Respiro um pouco mais fundo e posso então sentir o cheirinho de terra molhada que majestosamente me invade muito mais que às narinas, pois sinto que banha o meu interior de mulher sensível, apaixonada, que a tudo que vê e sente precisa encontrar explicação que justifique tantos desencontros entre nós, criaturinhas humanas, ainda tão minusculamente incapazes de nos comover com a única certeza, depois, é claro, da morte que é a racionalidade da compreensão de apenas haver um dia após o outro.
E neste pout porri incansável e, portanto, ininterrupto, cá estamos nós com as espadas afiadas de nossas próprias incompreensões, brandindo-as sem qualquer noção minimamente adequada, tudo e a todos que a …

ESTADO DE DIREITO

Estou aqui pensando no quanto somos hipócritas, ou abestalhados, quando afirmamos que temos e damos aos demais o direito de escolha, principalmente em relação à política.
Conversa...
Se você não estiver comigo, está contra mim.
É ou não é a realidade?
Penso então na enorme estupidez que tudo isto representa, principalmente em um local pequeno, onde no mínimo todos se conhecem e, justo por isto, deveriam ser mais unidos na busca de um bem comum.
Justo também por isto, deveriam ser mais solidários e compreensivos em relação aos contraditórios, reconhecendo a sua importância para o enriquecimento pessoal e de grupo, onde a discussão das diferenças é que determina o grau de desenvolvimento de um local e das pessoas que nele habitam.
Se focarmos nossa respeitosa atenção na análise criteriosa das pessoas que estão ao lado de cada candidato e que, se eleito, fará deles seus assessores, certamente não encontraremos o número necessário em qualificação para que os cargos de fundamental importância,…

ESPETÁCULO...BONITO DE LINDO!

Este friozinho gostoso que vem acompanhado do escarcéu dos grilos, do aroma que o orvalho provoca nas plantas, e se não bastasse tudo isso, ainda ouço uma profusão diferenciada de cantos, claro, dos pássaros, disputando espaço, marcando presença, exibindo-se, e eu, então vaidosa, induzo-me a crer que todo esse espetáculo é só para mim.
Por que, não?
Através da janela, vejo o tímido, mas determinado, sol de inverno. Ele não pede passagem e sem qualquer cerimônia, vai se fazendo presente, transformando os seus reflexos em divinos pinceis que, maravilhosamente, matizam as folhas, as flores e as minhas emoções.
Fecho os meus olhos e ainda embalada pelas sensações que meus sentidos captam, sou capaz de enxergar, cada qual em seu universo de época e de situação, os amores que cultivei e que, cuidadosamente, reservei em mim, transformando meus instantes que ora descrevo em forma de doces recordações em um completo espetáculo de vida e de liberdade.
Que posso querer mais neste amanhecer de agosto…

PERDÃO - CORREÇÃO

Ao iniciar uma intensificação pessoal de compreensão dos meus relacionamentos interpessoais há cerca de 20 anos atrás, assim como em relação a minha postura psicológica, jamais poderia imaginar que iria tão fundo e tão pouco poderia mensurar as emoções que permeariam o meu contexto de criatura humana.
Comecei de mansinho, pisando leve, questionando meio desajeitada, fazendo-me crer que tudo seria possível nesta trajetória como forma de consolo ou talvez de camuflagem para as sensações que, logo de imediato, passei a sentir em cada mergulho que me permitia dar em meu interior de pessoa acostumada que estava a disfarçar o máximo possível o efeito devastador do toma lá da cá hipócrita que geralmente é o relacionamento com os demais.
Nenhum progresso seria possível se eu não me permitisse expor-me para mim mesma em atos sucessivos, bem próximos de um exorcismo impiedoso, onde o objetivo era o de conhecer ações e reações, querendo, através deste exercício, encontrar o cerne gerador de tantas…

MEUS ANDARES COTIDIANOS

Adoro os amanheceres, pois neles me deito no silêncio recortado pelos grilos e pássaros, pondo-me a fazer o que mais gosto, que é justo transformar minha mente num rolo de filme, donde posso com meu impulso voluntário adentrar no imaginário de renovadas criações ou, tão somente, rebobinar o já registrado em uma busca enriquecedora de um entendimento mais amplo e mais completo, seja lá do que for que eu tenha testemunhado nos meus andares cotidianos.
Nesta manhã, meu filme, ao ser rebobinado, mostrou-me fatos e versões da última semana, levando-me a crer que por mais que eu viva e escreva sobre minhas experiências pessoais, ainda assim, mais estarei convencida de que me é impossível traçar modelos fixos das características da complexidade humana em suas convivências sistêmicas.
Assim como jamais poderei estancar o fluxo caudaloso de minhas mais volumosas emoções.
O filme se acelera e, de repente, as imagens ficam disformes e tudo, então, perde o sentido, pois não há figuras definidas e,…

O CONTRADITÓRIO

Penso, neste instante, em um novo sábado que amanhece e no quanto tenho aprendido ao longo da minha vida com todo aquele que de mim discordou em algum momento, pois me deu a oportunidade de refletir sobre novos ângulos de visão, possibilitando-me um enorme crescimento pessoal e intelectual.

Quem não sabe ouvir outra versão de um mesmo fato, quem não consegue enxergar um traçado novo para o mesmo caminho, quem não se permite sentir novos e surpreendentes arrepios, mesmo que contraditórios ao seu, jamais saberá valorizar a diversidade que o cerca, perdendo assim o privilégio de saber o quanto o diferente pode ofertar de subsídios para que a vida seja mais completa e rica de conhecimentos.
E aí, em meio a esta reflexão, oriunda das muitas emoções novas com as quais convivi nesta semana de agosto, onde dizem que as bruxas ficam soltas, penso na fragilidade dos relacionamentos que venho observando entre pessoas que deveriam ter como única e maior preocupação manterem-se unida aos seus demais…

BOM DIA, REGINA

Hoje, fiz diferente do acordar de todos os dias que posso me lembrar. Fugindo ao velho hábito, não dei o meu bom dia à natureza esplendorosa de meu quintal, tão pouco, conversei com os meus passarinhos e sequer fiz festa nos meus cachorros, limitando-me a tão somente, abrir janelas e portas, colocar pó e água na cafeteira e, surpreendentemente, olhar-me no espelho como se precisasse buscar minha imagem que percebi que ficou esquecida entre uma tarefa e outra, entre uma descoberta e outra que me envolveu ao longo do tempo.
Apesar de não ter penteado o cabelo e tão pouco escovado os dentes, surpreendi-me ao olhar-me no espelho com o sorriso faceiro que reconheci de pronto ser meu desde sempre, não pude deixar de notar meus olhos que, apesar de velhos companheiros, ainda brilham como duas jabuticabas maduras devorando as seivas que a vida oferece.
E se não bastasse para o reconhecimento matutino, lá estava uma espécie de vibração, não enxergada, mas certamente sentida, que me fez deixar o …

O DOM DO ENVOLVIMENTO

De todos os dons naturais das criaturas humanas, certamente o que mais me impressiona é justo o dom da palavra, da oratória.
Este, quando bem articulado, fazendo parceria com o lógico do senso comum, torna-se um potencial ilimitado de envolvimento emocional que chega, a partir de determinado momento, a também envolver o corpo, determinando-o a esta ou aquela postura que, por sua vez, se expressa e muitas vezes ultrapassa limites, sejam estes de mansidão ou não.
A história da humanidade mostra os inúmeros aspectos motivadores destas posturas, assim como retrata a existência por todo o tempo de um manipulador que, com seu magnetismo argumentativo, arregimentou e direcionou outros tantos a agirem segundo suas perspectivas.
Assim é o eterno jogo político, onde ganha sempre aquele que melhor convence, envolve e manipula.
Ouço cada discurso, observo cada postura, seja no palanque ou fora dele, com os olhos de uma águia, com o faro de um tigre, e ainda assim, não me faltam momentos onde eu me re…

CEGUEIRA INCONSCIENTE

Em meio a uma festa deslumbrante que foi a caminhada do PT em Porto dos Santos, nesta manhã resguardada da chuva por um São Pedro amigável e pelo visto parceiro, em dado momento, parei com os registros de meu trabalho profissional de repórter e me vi apenas observando como uma pessoa que a tudo que vê, questiona, traça paralelos, pois, precisa verdadeiramente entender o que se passa na cabeça de cada cidadão itaparicano que na sua maioria não enxerga a manipulação a que se vê envolvido por um grupo pequeno, mas unido e muito resistente de outros itaparicanos, que por ter se dado bem, neste ou naquele aspecto, sufoca, esmaga todas as chances reais de uma melhoria, neste ou naquele aspecto, usando bordões retrógrados, falácias primárias, formando coro nos últimos pelo menos trinta anos, tirando de cada criatura humana o seu direito à educação, meio único de se poder querer observar para melhor entender, isto ou aquilo em qualquer aspecto.
Disfarço e enxugo uma lágrima teimosa que desliza…

CONTEXTOS DE UNIDADES POLÍTICAS ITAPARICANAS

Pensamentos solitários

Dentre todos os aspectos inerentes as relações humanas, o convívio social, quando atrelado ao cunho político, talvez seja o mais complexo, pois atrela universos distintos de personalidades, diferentes anseios em se tratando de perspectivas pessoais de realização com a necessidade de se formar grupos, onde aparentemente os destinos se entrelaçam, formando assim, um interessante, extraordinário e complexo veio social de conduta que funciona na sua formatação e segmentação, mas quando analisada como um todo, esta se fragmenta em partículas unitárias de práticas de valores individuais.

Olhando sob o ângulo ontológico, percebe-se em Itaparica um caminho rudimentar de atividades humanas, onde o homem e seu núcleo social se repetem nas posturas, nos anseios e nas formas de busca das realizações destes, transformando os membros de comunidades distintas em sistemáticos repetidores de comportamentais, diferenciando-se tão somente por escala…

LIDERANÇA

Hoje, terminei o programa Show da Manhã que faço juntamente com meu marido, Roberto Couto, diariamente na Rádio Tupinambá FM 87,9, falando sobre liderança política, crendo que a maior delas é quando pessoas que estão fora de qualquer tipo de poder e ainda assim são capazes de aglutinar outros tantos e juntos, em atos contínuos de cidadania, trabalharem acreditando que é possível mudar-se históricos para melhor, visando sempre o coletivo, o bendito bem comum, geralmente esquecido ou no mínimo relegado a um plano secundário.
Com estas afirmações, presto minhas homenagens a um grupo sério de empresários que se uniu a um idealista chamado Cláudio da Silva Neves e juntos reativaram a Rádio Tupinambá a despeito de toda e qualquer crítica que pudesse e estivesse a eles sendo dirigida, com o intuito único de colocar a primeira semente de desenvolvimento sustentável de conhecimentos e informações precisas, honestas, em um terreno fértil, chamado ITAPARICA, para que ela através de seu povo possa…

REFLETINDO

Sozinha neste meu cantinho de criação, penso na minha imensa responsabilidade em falar diariamente por duas horas consecutivas para um sem número de pessoas que, mesmo inconscientemente, esperam de mim parâmetros comportamentais, e aí, tremo só em imaginar que preciso a cada instante reciclar-me, arestando vícios de posturas que, hoje, nesta nova realidade de minha vida profissional, já não tem espaço.

Penso então que na medida em que nos tornamos pessoas públicas, a ética profissional deve vir acompanhada por todo o tempo de uma estética pessoal que seja coerente com as expectativas daqueles a quem nos dirigimos seja em que área esteja de visibilidade pública.

Olho ao redor e sinceramente me assusta tantas distorções de todas as naturezas nas posturas políticas e me pergunto se tudo é real e normal ou se eu é que estou fora de uma sintonia contemporânea, apegada a valores retrógados, fora de moda, sem qualquer utilidade ou reconhecimento nos dias atuais.

Percebo uma arruaça vinda do …

ASSIM JÁ É DEMAIS

Todas as manhãs, falo de inércia, paradeiro, pouco caso e banalização em relação a nossa querida Itaparica, exatamente porque a cada instante é possível constatar-se esta triste realidade, bastando tão somente que olhemos com atenção para ela em qualquer local em que nos encontremos, com raras exceções.
Foi o que aconteceu na noite de ontem às 19 horas do dia seis de agosto de 2012, quando da ocasião em que fui buscar água na bica e me ative ao descaramento dos donos das barracas de lanches em associação imperdoável com a administração pública, ao colocarem mesas espalhadas, repletas de pessoas, solapando ainda mais, um dos raros patrimônios de nosso centro histórico, sem que eu ou você, os moradores da área, veranistas do condomínio logo a frente e mesmo os comerciantes da Marina, fizessem algo a respeito.
Alguns minutos após, já comprando pão na padaria Gameleira, encontrei-me com minha amiga Patrícia Caldas e comentei injuriado o que havia presenciado e ela, então, me disse que já h…

O CORAÇÃO DITA

São duas horas da manhã desta sexta- feira bendita de 03 de agosto de 2012 e, ao contrário de estar com insônia, dormi muitíssimo bem e estou prontinha para começar um novo dia, mas antes, como de costume, estou a postos no computador, escrevendo o que o meu coração dita.
E nesta manhã ele está ditando a respeito do que ouvi ontem, quando do pronunciamento de alguns vereadores, por ocasião do reinício dos trabalhos da Câmara, após dois dos quatro meses de recesso legislativo.
Penso, então, que preciso ficar mais atenta às minhas palavras para primeiro evitar correr o risco de ser no mínimo mal interpretada ou, o que é ainda pior, que minhas palavras gerem motivos para que se criem e recriem discursos que soem como refrãos populistas ou falácias, baseados em um único fato real e indiscutível de que eu e meu marido, assim como outras tantas criaturas, somos “forasteiros” nesta terra bendita de gente “séria e bonita” que nos acolheu.
Fecho os meus olhos e começo a percorrer com a minha memó…