sexta-feira, 31 de maio de 2013

SEM EDUCAÇÃO, NADA É POSSÍVEL...


Dentre os sonhos dantescos possíveis de serem vivenciados nos cotidianos brasileiros, certamente o analfabetismo seja o mais assustador na medida em que é aprisionador e ao mesmo tempo limitante quanto ao desenvolvimento intelectual das criaturas, impossibilitando-as de irem mais além do círculo de suas próprias vibrações.
A não inserção de conhecimentos variados empobrece os circuitos neuronais, diminuindo a capacidade de raciocínio lógico, portanto, não bastam as experiências culturais. É preciso bem mais para que se formem mentes capazes inclusive de identificar a si mesmos, nos seus direitos e deveres, sem que haja a imposição de um sistema hierárquico de tradição, submissão ou ambos.
A baixa ou desqualificada escolaridade são rios que desaguam no mesmo mar da ignorância existencial, reforçando o poderio do populismo em detrimento da liberdade cidadã que estimula a violência, consequência direta e inevitável do descontentamento inconsciente que atinge de forma indelével a todas as classes sociais, onde o convívio é real e conflitante.

Paliativos sociais em longo prazo não produzem milagres, pois estes só acontecem gradativamente quando se insere às ações emergenciais, ações públicas de respaldo educacional e reformas sociais, onde o cidadão vai concomitantemente à ajuda financeira recebida, adquirindo a dignidade pessoal de buscar e encontrar seus próprios meios de sustentabilidade.

sábado, 25 de maio de 2013

MEGALOMANÍACA. POR QUE NÃO?



Na medida em que estou envelhecendo, percebo que estou também ficando muito egoísta, exclusivista e todos os demais “istas” que possam existir e que sejam capazes de desviar minha atenção de mim mesma.
Espalhei espelhos pela casa e se passar por eles mil vezes, me olho e até dou uma paradinha para observar melhor, e acreditem, não consigo me convencer que estou envelhecendo e tão pouco que perdi o viço.
Que coisa, hein!
Certamente dirão muitos que me conhecem:
- Ela não mais se enxerga.
Coitada...
Pois é, de repente, será que perdi o senso avaliativo de mim mesma?
Qual nada!
Creio que jamais me vi tão claramente, talvez por esta razão eu esteja valorizando cada detalhe que dantes passou despercebido ou simplesmente, não avaliei na medida certa.
Hoje, cá pra nós, me sinto e me vejo linda, gordinha e gostosa, feliz, inteligente, geniosa, mas também muito carinhosa, cheirosa, rabugenta e super afetuosa e, para ser bem detalhista, creio que sou tudo de bom!
Nossa...
Se também enxergo as coisas ruins?
Será que as tenho ou é você que as enxerga em mim?
Isso não importa, não é mesmo?
Porque em você, eu só enxergo e extraio também o tudo de bom.
Afinal, me sinto solta, alegre e absolutamente livre, principalmente para falar da beleza que encontro em mim e na felicidade de me sentir sem o peso angustiante das ansiedades que devastadoras, em muitas ocasiões, fizeram com que eu só enxergasse, ora com um defeito aqui, outro acolá, ou o que foi pior, não me enxergasse, induzindo-me a crer que os modelos dos outros eram sempre os mais bonitos e com mais sucesso.
Ah! E as opiniões e críticas e os olhares alheios...
Estes me aniquilavam, fazendo em certas ocasiões eu me sentir um cocô perdido na calçada, enquanto os olhares maldosos enterravam-me no buraco fundo de minha incapacidade pessoal de verdadeiramente me enxergar, tal qual a minha realidade.
E qual era a realidade?
Bem, a realidade de um alguém em processo de vida, buscando, querendo, mas  estando, no entanto, sozinha e desamparada, justo por ainda desconhecer  o próprio potencial de megalomania tão necessário e talvez o único caminho possível para que se possa olhar para si mesmo com paixão generosa e, acima de tudo, controlando o medo pelo que vai encontrar.
Pois bem, agora, ou melhor, já há algum tempo, estou apaixonada por mim e quanto mais me admiro e subestimo os defeitos, mais e mais sou também capaz de enxergar a beleza dos demais à minha volta, extraindo e sorvendo todas as qualidades e grandezas.
Jamais imaginei que existissem tantas...
Como estou em permanente estado de êxtase pessoal, tornei-me uma descobridora compulsiva de gente bonita e aí, bem... Vou revelar um segredo pessoal e íntimo:
Sinto-me apaixonada pela vida e em constante gozo. Sinto-me mais leve, mais doce, mais encantada.
Penso então, que viver apreciando as mutações constantes de si mesmo, não é ruim como me fizeram pensar.  Ruim, foi demorar tanto para descobrir o quanto eu e a vida que residia em mim possuíamos para ser apreciado.
Bendito egoísmo que descobri em mim, que me privilegia e me faz feliz!
Feliz até para perceber você, desejando-lhe um sábado com muitos espelhos, onde você possa também começar a se enxergar com muita compreensão e respeito por si mesmo.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Discursos itinerantes



Os discursos genéricos são sempre muito eloquentes e recobertos de falácias convincentes, pois são calcados em uma falsa lógica que agrada ao emocional de quem ouve.
Para se fazer um discurso desta natureza é preciso crença pessoal da própria argumentação, na maioria das vezes, extraído da convicção de que o que diz, é e será sempre o melhor e para se chegar a este propósito é preciso que o sujeito em questão, primeiro tenha se convencido, independentemente de qualquer avaliação em se tratando do melhor para os demais.
E aí, penso que tornar-se um orador deste naipe, não necessariamente precisa-se ser  inteligente ou mal caráter, talvez  um pouco mais egocêntrico e sacana , na medida em que seus interesses são prioridades, induzindo-se, portanto, a somente ver benécias em suas afirmativas, e como não possui concretas argumentações que consolidem suas palavras, cai no genérico, afirmando feitos, mas não exemplificados, por que simplesmente, não existem, assim como acusa sem nomes e referências em uma clara e nítida postura de fdp que busca convencer pelos meios escusos que a linguagem oferece e com o apoio incondicional de outros fdp que estão comendo da mesma farinha em detrimento dos demais que são por eles englobado em um só invólucro, afirmando que são todos tão somente errados, já que certos são apenas os que pensam e comem no mesmo prato.
Enfim, no discurso do falacioso, não existe oposição, ideias contrárias, visões diferenciadas, mas tão somente o contrário que precisa ser combatido.
Não existe o certo e o errado e muito menos esse tal de ”bem comum”, que perdido se encontra em meio à arrogância de meia dúzia de mequetrefes que a cada quatro anos se alojam, onde mais os convém, ou por outros tantos mequetrefes que fortes como correntes de ferro fundido, cercam-se de idiotas ambiciosos que tudo que enxergam são suas mediocridades.
Lealdade?
Idealismo?
Visão Social?
Olho para passado recente e enxergo muitos que antes ocupavam posição contrária e que hoje se arvoram de falsas verdades em discursos falaciosos, em nítida posição de vira-folhas, própria dos quase nada.
E pensando em tudo isso, olho pela janela e vejo que a chuva continua caindo, que a segunda-feira já começou e eu gripada e presa entre espirros, febre e dor no corpo, lamento profundamente a falta de letramento que não nos permite melhores interpretações.
Oradores itinerantes são exatamente iguais, independentemente da época ou do local que por hora se encontrem.
Portanto, resta-nos tão somente, ouvir ou ler, abanar a cabeça e entregar para Deus.
Deus?
Afinal, o que ele tem a haver com isso?!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Totalmente afins



Novamente atenta aos comportamentos duvidosos dos políticos de um modo geral e a postura do povo, mesmo nas suas variantes, vejo-me tendenciosa a crer que não há diferenças, que na realidade, excluindo-se uma ínfima parcela cuja base educacional em conjugação com uma base de sustentabilidade familiar, desenvolveu posturas diferenciais, pois para os demais, demais, este modelo já é passado, um modelo invariável das mesmas características de formação e desenvolvimento cognitivo em relação às coisas comuns, empiricamente adequados a um quadro de desenvolvimento pessoal, onde tudo é permitido, desde que devidamente ancorado em um conceito quase primata de sobrevivência.
É comum dizer-se que cada povo tem o governo que merece e sinceramente, após meditação a respeito, associado aos longos anos de vida, leituras e vivências diversas de várias bases culturais, percebo assustada que no frigir dos ovos, como costumeiramente se fala nos jargões de nossa cultura irreverente, esta é uma verdade daquelas que são praticamente indiscutíveis, a não ser se forem analisadas por tecnocratas que sempre encontram em seus planos e projetos, soluções imediatistas que ao longo de nossa história, pelo menos nos últimos trinta a quarenta anos, vem colocando a base educacional brasileira em patamares duvidosos, e pior, altamente danificadores, pois fomentam mentes distorcidas através da mídia e da natural cópia social, a crer em valores frágeis, inconsistentes e altamente corrosivos a um entendimento mais amplo e profundo em relação às condutas que se deva ter nas avaliações e consequentes escolhas do bem e do mal nas relações cotidianas, distorcendo de forma indelével valores de respeito a vida, com prioridade fundamental à sustentabilidade de um desenvolvimento coerente e saudável seja psíquico ou simplesmente físico, ou ambos, que seria a tônica e que determinaria de uma forma mais coerente, uma igualdade respeitosa dentro da capacidade evolutiva de cada criatura envolvida no processo de cada universo social.
Por que estou pensando nisto?
Talvez por que me incomoda ouvir que, “a vida é assim”, que os “políticos são assim” e que, nós, povo brasileiro somos assim mesmo, “um povo alegre, solidário, mas ingênuo” e totalmente afins uns dos outros, inclusive nas canalhices, mesmo que estejamos como vítimas.
Será?
Ou apenas somos um povo com estrutura de formação de DNA tão mesclada a outras variantes e sem receber suporte quanto à criação e preservação de uma identidade particular, isto sem aprofundamentos quanto à influência da escravização, que fomos atravessando os séculos sem estímulos salutares quanto ao aprimoramento do sentido de grupo e de bem comum como características específicas e básicas que, não só garantem a liberdade individual em qualquer aspecto vivencial, como promovem o discernimento nas opções cotidianas?
Ou somos frutos maduros de senzalas e casarios que desenvolveram a capacidade de conviver com o perigo e consequente medo, por simplesmente não termos desenvolvido a capacidade de discernir através de sentidos e mente o que nos convém, como compensação maior e ato contínuo de nos sentirmos existindo?
Complicado para quem não é mestra, doutora e muito menos, tecnocrata, apenas e tão somente, alguém curioso que foi induzida a pensar e que recebeu um certo bendito letramento na idade considerada ideal, ou seja: entre os cinco e  seis anos, quando, então, comecei a usufruir do convívio escolar, coisa que hoje, vem sendo adiada, permitindo assim, criar-se uma lacuna de aprendizado ainda maior, difícil de ser preenchida, entre o existir e o partilhar.

domingo, 12 de maio de 2013

Para nunca ser esquecido.


E aí, depois de ler todas as mensagens no face, passar os olhos pelo meu e-mail e preparar um tempero gostoso para o lombo de porco que o forno esperto está cuidando para que possamos ter um almoço saboroso, lembro do passado sem saudosismo, apenas como forma de não deixar que lugares, vidas e histórias sejam esquecidos  como é comum acontecer no nosso dia-a-dia de pessoas atarefadas deste mundo moderno, repleto de ocupações e distrações.

De onde estou, posso ouvir e ver a chuva pesada que não dá trégua e que tinge o céu de cinza escuro, escondendo por horas o solzinho maroto, gostoso e alegre que insistiu  no seu direito de fazer brilhar este domingo de festa.
E por falar em festa, apesar de por aqui em casa não estar acontecendo, pois meus filhos com seus afazeres por aqui ainda não apareceram, busco então consolo nas recordações de dias passados, onde neste horário, lá estava eu na cozinha, preparando um almoço com imenso carinho para a minha sogra, Dona Zizita, mulher forte e resistente que também solitária dos atrasos dos filhos, deleitava-se comigo na aceitação dos meus carinhos que, por  estar carente da presença de minha falecida mãe Dona Hilda, dedicava-me a ela que com amorosa atenção, envolveu toda a minha vida em um cobertor de afetividade.
Se dei a ela presentes? Não lembro sinceramente, mas com certeza lhe dei os beijos mais afetuosos, os abraços mais apertados e minha presença como companhia, nos vinte anos em que vivemos bem juntinhas.
Que na segunda, na terça e por todos os dias de todas as semanas do resto das vidas, o dia das mães seja comemorado com a atenção, o respeito e a dedicação, para que ao ouvir e ver a chuva caindo, vocês possam lembrar que o sol, insistente quis aparecer e vocês conseguiram notar, mesmo que estejam sozinhos, como estou agora.
Que o domingo de cada um, com mãe ou sem mãe, com filhos ou sem eles, seja de paz e harmonia no coração.

sábado, 4 de maio de 2013

A QUEM DE FATO E DE DIREITO...



Nesta manhã em reflexão, como profissional do jornalismo e cidadã altamente preocupada com a situação do povo itaparicano, no qual eu e minha família nos inserimos, coloco em pauta de questionamento a ser dirigido aos ilustres edis da câmara de vereadores, membros estes, que fazem, em sua maioria, questão de afirmar nas sessões plenárias, que foram eleitos legitimamente através do voto popular e que em alguns casos até enfatizam o número de votos recebidos, o que a meu ver é um direito e uma conscientização bastante gratificante aos eleitores se manifestarem votando contra o requerimento verbal do vereador  Nerivaldo, em  que o mesmo, solicita a presença em plenário da não menos ilustre secretária da saúde, Sra. Micheline da Hora, a fim de que, como legítima funcionária do povo itaparicano, venha oferecer aos munícipes uma explicação oficial e de cunho público da falta constante de remédios e materiais em geral, assim como de equipamentos e das constantes falta de médicos e dentistas, nas unidades da saúde, por entendermos que esta é uma atitude que deva ser encarada como correta e necessária, frente ao fato da mesma ser responsável por uma secretaria cuja importância é prioritária, quanto ao bem estar físico e emocional dos munícipes de Itaparica, pois também entendemos que, até podemos suportar, vacas, cavalos, buracos e até mesmo o lixo que nos ofende, mas não temos como frear , sem os devidos cuidados e remédios, as doenças físicas e emocionais que nos flagelam.
Podemos até sobreviver mais alguns anos com o esgoto a céu aberto que nos adoece e até mesmo não termos praças e festas que nos alegra, mas não podemos viver sem conter uma dor de dente que nos desespera ou com um filho que morre aos poucos por falta de assistência médica. Estou sendo crua em minha reflexão, porque entendo, assim como creio que você que vai me ler também entenderá, que nada, absolutamente nada é tão devastador ao ser humano quanto à dor e o abandono social, e que este é o fator impulsionador da violência e miséria que fazem parte crescente da realidade de nossa linda e paradisíaca cidade.
Como profissional do jornalismo a frente dos programas, Show da Manhã e da Tarde na Rádio Tupinambá, e como cidadã itaparicana, questiono a veemência com que os senhores vereadores abraçaram a causa defensória da não presença da ilustre secretária, inclusive explanando o óbvio ao senhor vereador Nerivaldo, quanto a sua ida a secretaria, como se este não soubesse deste procedimento e desconsiderando o fato de que tal solicitação tinha como cunho básico levar ao público a transparência e o não partidarismo, oferecendo ao desejar levar ao público explicações isentas de qualquer interferência individual, como deve ser, já que o vereador Nerivaldo, eu, e certamente, cada cidadão itaparicano, assim desejamos.
A blindagem que é oferecida a esta secretaria e a gestão do Prefeito Raimundo da Hora que inegavelmente tem faltado sistematicamente com suas obrigações prioritárias junto aos cidadãos é absurda, sem nexo e altamente perniciosa ao bem estar do povo que certamente agradece pelas reformas feitas nos postos de saúde, pelas praças e calçamentos, mas que também entende sentindo na pele que, infelizmente, não substitui o Losartana ou a fita de medição glicêmica que é determinante quanto à vida ou a morte de cada pessoa que deles necessitem, no qual, novamente me incluo, no meu mais sagrado direito constitucional de receber amparo social do órgão responsável no município.
Penso também, neste instante em minha reflexão, que o povo itaparicano, assim como eu, enxerga, tendo recursos educacionais ou não, que as ações desenvolvidas por esta secretaria vem se preocupando até o presente momento em apresentar realizações, cujos olhos do povo possam enxergar em profunda desconsideração pelo sentir físico dos mesmos, seja na dor de um dente lesionado, seja no constrangimento de estar-se desdentado por meses à fio por falta da entrega de uma prótese, seja pelo ferimento exposto que não encontra sequer um mercúrio e uma gaze para ser limpo, seja pelas doenças de cunho perigoso e notoriamente indutores à morte como pressão alta e diabetes, exemplos estes que são reclamados pelas pessoas, diariamente, através do som legítimo, aberto e indiscutível das ondas sonoras da Rádio Tupinambá e não menos implorado por minha pessoa na qualidade de profissional à frente de programas absolutamente isentos de partidarismos desumanos e arcaicos.
Em vista desta exposição que faço a mim mesma, a fim de conscientemente, não ser injusta em minhas ponderações, baseando-me apenas em fatos concretos e indiscutíveis por serem absolutamente reais e recorrentes no antes e no depois da posse de uma nova gestão em que a ilustre secretária sempre esteve  à frente da secretaria da saúde, venho então, com a tranquilidade necessária, questionar os senhores vereadores do por quê colocarem—se como defensores espadados em normas de procedimento regimentar, a não presença da mesma em plenário para que diante do público que pela Constituição Federal e pela lógica humana, não só paga o seu salário, como detém o direito supremo de receber dela a devida consideração de uma prestação de contas, com as devidas comprovações que possam ser posteriormente validadas, sem que haja a ação intermediária deste ou daquele representante da Câmara de forma solitária que, certamente, poderá sofrer questionamentos partidários, pondo em dúvidas as informações obtidas, como é largamente usado como cabo de guerra eleitoral.
Não seria, então, mais lógico que os valorosos edis, eleitos pelo legítimo voto popular e detentores dos poderes fiscalizadores, fossem os primeiros a defender os interesses populares ao invés de se colocarem politica e humanamente contra toda e qualquer ação de cunho esclarecedor e que possa vir trazer algum alento a um povo sofrido que ao longo destes quatro anos e alguns meses, vem sendo solapado sistematicamente em seus direitos mais que primários?
Não seriam os vereadores, as peças governamentais que deveriam sem firulas, mas usando dos seus costumeiros discursos inflamados, se postar a favor da humanização e da transparência, ao invés de ficarem sistematicamente, polemizando isto ou aquilo de menor ou nenhuma verdadeira importância aos interesses reais do povo que os elegeu?
Não estariam os vereadores com suas posturas políticas repetitivas e largamente conhecidas pelo povo desta cidade, antes sem voz, apenas voltados em prol de uma defesa de valores de uma gestão silenciosa e arrogante, incentivando-a e até mesmo acobertando-a quanto a sua obrigação de abrir portas e janelas administrativas, num sinal de respeito e consideração ao povo que a elegeu?
Não estariam os ilustres vereadores, esquecidos de que são os legítimos representantes do povo e não do gestor e seu secretariado?
Penso então, que quando reflito e exponho minhas reflexões, tenho tão somente o objetivo de que como profissional e cidadã, não me deixar influenciar por questões irrelevantes aos interesses maiores de todos nós, cidadãos itaparicanos, pois, afinal, mesmo leiga que sou quanto aos trâmites legais na condução dos trabalhos em plenário, sei, como todos sabem, que o cargo de vereador só existe porque as comunidades humanas precisam de representantes legais que exerçam a função de defensores de seus direitos individuais, daí o voto individual e não de grupos, justo para garantir-se através das visões diferenciadas, a legalidade em prol do desenvolvimento e bem estar do todo.
Reflito também, que o povo em uma expressiva parcela, já não se sente como se fosse apenas simples peça manipulável e que há muito compreende que uma revolução de hábitos e costumes viciados e corrosivos ao bem estar geral, não mais se faz através da pressa ou da virulência, mas sim através de um aprendizado gradativo que vai ganhando sentido e oferecendo a sabedoria necessária para ir-se separando o joio do trigo.
Penso então, que se os ilustres vereadores, alguns até com vários mandatos em seus currículos, se derem à responsabilidade pessoal de também refletirem sobre suas costumeiras posições plenárias, verão como o povo vem enxergando há décadas, o quanto existe de inversão de propósitos, que hoje, também silenciosos ele, o povo,  enxerga se repetindo, mas que certamente, nas próximas eleições que não tardará pois o tempo é implacável, haverá mesmo que aparentemente pouco represente, uma bendita seleção, pois afinal, este é o meio pelo qual um povo consciente, busca a sua própria evolução.
Esta reflexão que trago aos meus ouvintes e leitores é tão somente uma forma de mostrar a cada um, o quanto podemos ser manipulados em nossa ingenuidade e nos deixar envolver por fofocas e disse me disse, fora ou em sessões plenárias, que têm como objetivo maior, desviar o foco de nossa atenção, das falhas, das incompetências, dos desmandos e da total falta de compromisso público que nos leva a cada dia à também dura constatação, que as décadas se sucedem e nosso sistema de vida cotidiana e as nossas instituições, permanecem estaticamente retrógradas, ao contrário do que se pode observar através da TV, do rádio, da internet ou de qualquer veículo de comunicação que o mundo ofereça.
Nossa cidade e nossa política de governo continuam paradas, sem viço, sem qualquer transparência real, num redemoinho constante de flagelação desumana, camufladas por insignificantes ações de intenções paliativas e eleitoreiras que na realidade se compõem de apenas, parcas migalhas que brilham ofuscando os olhos do incauto, em detrimento das necessidades básicas que deveriam, aí sim, ser um bálsamo alentador das dores e sofrimentos da maioria que apenas, vota.
E aí, encerro minhas reflexões com o seguinte questionamento:
A quem devem os vereadores a obrigação de defender?
A nós, cidadãos que os elegemos, ou uma secretária qualquer que por ter um perfil humano  e supor-se qualificada, no mínimo, deveria estar dando satisfação de seus atos aos seus legítimos empregadores?
Pensem nisto, tal qual eu venho pensando...
OBS: Este não é um texto que busca polemizar e tão pouco ofender esta ou aquela instituição, apenas dou-me ao direito sagrado e inalienável, tal qual nossos edis fazem questão de afirmar veementemente em seus discursos, de expor com clareza e sem camuflagens, minhas dúvidas e certezas quanto as obrigações e direitos dos mesmos e os efeitos que ambos exercem na qualidade de vida que pode ser observada e sentida nos quatro cantos desta linda cidade, tão cantada, amada e idolatrada por tantos e defendida por tão poucos.