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Mostrando postagens de Junho, 2014

Conscientização

A dor que pressiona o peito e faz reter o ar como se ele fosse capaz de estourar o peito é a mesma que se sente a um duro  golpe que atravessa as costas, ferindo  a alma de morte. Este é o seu sinal interior para chamar a nossa atenção quanto ao não adequado a nós. Precisamos  senti-la para compreender a urgência de tarefas, a premência das dores que se seguem são para nos alertar de que precisamos ter mais cuidados com o nosso existir. E sempre as temos a perseguir-nos as existências, independentemente de abrigar em nossa bioenergia, inúmeras outras vivências. Somos assim também,  afinal, abrigamos em nós as  dores de todos os mundos, pois somos o círculo que sempre gira, a vida que não se extingue. Quando finalmente nos atemos, enxergamos ou sentimos e aí,  já podemos experimentar, um certo alívio, são as dores se dissipando, buscando novos pousos, novos alívios. A persistência é a mola estimuladora do bem querer e do bem fazer, pois ambos são os propulsores do bem realizar. Compreendes e…

O SILÊNCIO QUEBRADO DA CHUVA

As luzes de um novo dia já chegaram trazendo com elas a persistente chuva, quase que silenciosa e imperceptível se não fossem as folhas a recebê-las no balanço contínuo do acolhimento, permitindo-se à carícia e nos alertando por todo o tempo que ela ainda está lá, sempre prontinha para banhar a vida, sempre disposta a lavar-nos a alma. Vá até a janela, aprecie como faço agora, a vida se expressando. Não se acanhe não se intimide. Diga a si mesmo, amém, Mande um olá para a vida.
Que neste domingo chuvoso de “São Pedro”, suas dores, mágoas e frustrações sejam lavadas, abrindo espaço em seus momentos presentes para o acolhimento fraterno da vida em suas mentes e emoções para um sincero querer “ser melhor”.

PODEMOS SER MELHORES

Neste sábado de inverno gostoso da Bahia, mesmo contundida por causa de uma pequena cirurgia na boca, o que me impede de falar, mas não de pensar e , portanto, analisar o que ouço ou leio, sou remetida a reconhecer mais uma vez, a imensa capacidade nossa, criaturinhas ainda tão mesquinhas em pisar, ofender, magoar, criticar aleatoriamente, denegrir os demais na sua maioria, pessoas que sequer conhecemos de uma forma mais completa e que até mesmo, nunca vimos, em uma arrogância desmedida, irresponsável, maliciosa e altamente nociva a tudo e a todos, principalmente a nós mesmos, pois se a vida é toda uma sucessão energética, conclui-se que o que vai, volta, trazendo consigo toda uma gama de energias acumuladas, não afins que nos torna pessoas doentes e  sofridas da alma e esta chorosa, somatiza dores, frustrações, doenças físicas e emocionais de todas as naturezas. Olhem para o belo, o bem feito, o melhor de cada criatura  seja humana ou não, olhe para o belo a sua volta, tenha generosi…

O PODER DA GRATIDÃO

Ainda me lembro, parece que foi ontem, mas lá se vão 42 anos, quando ainda pouco mais que uma criança, ganhei a chance de ir trabalhar em um jornal chamado Diário de Brasília, numa época dura de forte regime militar, sem conhecer nada a respeito de jornalismo, publicidade e política, e para falar sinceramente, nem da vida profissional, pois na realidade, minha única experiência, de apenas um ano, fora a de professorinha primária aos 16 anos.
Mas bonitinha, simpática e muito desejosa de fazer mais pela minha vida, queria conhecer pessoas inteligentes e descoladas e que pudessem me ensinar o tanto que minha infinita curiosidade exigia.
E não foi que eu consegui logo na primeira entrevista! Não foi bem pelos meus méritos profissionais, afinal, eu não os tinha, mas pelos laços de amizade que a diretoria mantinha com o meu marido, mas pensei:
- E daí, não sei nada mesmo, vou tratar de agarrar e fazer bonito.
E acreditem, eu fiz e é muito bom lembrar as lutas que tive de travar para adquirir o …

EDUCAÇÃO DOMÉSTICA

Quando eu era ainda apenas uma garota, mesmo sem a devida extensão quanto à compreensão dos atos humanos e suas consequências, fui por outro lado que era o prático, o empírico, aprendendo a tomar certo conhecimento quanto às interpretações dos sinais e as atitudes das outras pessoas a minha volta e este mérito, certamente, cabe em primeiro lugar a minha mãe, que sempre atenta, não permitia jamais que o banal se estabelecesse no aprendizado do meu crescimento, tanto físico como mental e principalmente o emocional, pois mesmo na sua total falta de experiência acadêmica, era capaz de apresentar conteúdos que depois ao longo da vida, fui percebendo desolada que estavam se perdendo. Quando adentrei na escola pela primeira vez, já levava comigo uma considerável bagagem de conhecimentos de convivência humana que me permitiu ser respeitosa com os demais, além do que, eu estava com apenas seis anos, mas já acostumada ao exercício do ato bendito de pensar, o que me conferia a proteção contínua d…

APENAS VÔO

Um passarinho, cujo nome nunca sei, desliza rápido sobre o telhado da garagem e de onde estou, neste sofá daqui da sala, posso então vê-lo lépido, eternizando-se em minhas retinas, já encantadas, induzindo-me a pensar o quanto foi fundamental a minha escolha de estar aqui, nesta pequena roça. Tornei-me rica sem ganhar qualquer tostão, virei proprietária deste universo infinito e nele, a cada instante, realizo fantasias, deliciando-me com todos os preciosos ornamentos que esta natureza, generosa, me oferece. Viajo longe sem sair do meu lugar, bato minhas asas com vigor e entusiasmo, pegando sempre carona na ligeireza dos pássaros, sentindo cada aroma, enxergando cada cor, e quando o faço, logo me lembro de você. Venha também voar em meio à paz. Não custa nada é só um brinde da natureza, mas é preciso que você queira em algum momento enxergá-lo. Enxergue o seu pássaro e venha voar comigo.


MAMÃE DILMA

Agradecer à zelosa Presidente Dilma, por ter oferecido equipamentos para os municípios adquiridos com o dinheiro dos brasileiros que pagam uma das maiores taxas de impostos do mundo em explícita motivação eleitoreira, e desconsiderar os esforços das prefeituras no sentido de preencherem os requisitos para recebê-los é primeiro uma incoerência, já que estas mesmas pessoas que falam isto são as  mesmas que afirmam que o dinheiro é público e que os políticos não fazem mais que suas obrigações, pois foram eleitos e ganham para isso, e depois uma enorme maldade, pois imbuídas de suas ganâncias pessoais, deixam de prestar um enorme serviço de utilidade pública explicando aos mais simples os mecanismos burocráticos que são necessários para  ser contemplado com isto ou aquilo do Governo Federal ou Estadual. A comemoração é justa e necessária. Justa, pois é resultado de um trabalho que culminou em sucesso, e necessária como forma de prestação de contas ao povo em geral para que saibam de forma …

REFLEXÕES DE UMA SONHADORA SENHORA

Domingo chuvoso, céu acinzentado, varanda molhada, pássaros cantantes e eu, aparentemente sozinha pensando na vida que quero ainda ter, nos planos audaciosos que insisto em formular e nas imensas dificuldades que provavelmente, terei que enfrentar. Penso então nos muitos pincéis de diferentes formas e nas milhares de cores que fui aprendendo ao longo da vida a quimerar, assim como os não menos quadros que consegui pintar. E me lembrando de cada um deles, vez por outra, dou uma espiadinha lá fora, na esperança quase lúdica de enxergar um solzinho, um daqueles raros que em alguns momentos podem surgir, abrindo a mente à novas lembranças, tingindo as folhas com matizes de luz. Já não chove lá fora, mas o céu não clareou e o bendito solzinho, teimoso se escondeu, talvez seja a vida querendo me ensinar que poemas podem ser feitos, basta olhar em qualquer lugar. Que neste domingo sem sol e com o céu acinzentado eu e você, consigamos resgatar o sol que existe nas nossas lembranças e, então, proj…

Maravilha!

A Lâmina afiada cortava a grama e daqui de dentro, podia sentir o cheiro de mato fresco de que tanto gosto. Respirei fundo uma, duas, mil vezes querendo sorver esta maravilha que me desperta e que me remete a um mundo melhor, mais leve e mais suave que desliza dentro de mim como seda pura ao vento. Seda que rodopia num bailado aéreo, ganhando espaço, desenhando formas loucas de uma coreografia improvisada que mais parece um clássico, bem ensaiado em muitos palcos. Cheiro de mato fresco, ainda úmido da breve chuva, aroma de  terra e vida que me sustenta e me faz feliz. Maravilha, hoje começa o inverno e eu estou viva e você também!!!!!!!

É ISSO AÍ...

Pensando no meu sentimento de pertencimento em relação a Itaparica, que por todo o tempo realço em meus escritos, acredito que nunca como neste momento tenha se encontrado tão marcante.
Será pelo fato do país estar sediando uma copa do mundo e fazendo com que o meu sentido de cidadã fique mais aguçado?
Talvez, mas também pode ser isto e toda uma carga de informações que fui colhendo ao longo de todos esses anos de observações e ponderações que vim armazenando e que, agora, faz o seu papel de estimulador ao passo seguinte que é a conclusão, talvez novamente como indutor a uma ação mais direta e, principalmente, lógica em meu próprio comportamento, o que de certa forma explica o fato de que, pela primeira vez, eu esteja me sentindo verdadeiramente também responsável pelo que considero minha terra.
Isso explica a minha até então quase repulsa em me engajar em projetos cuja conotação política partidária não fosse evidente e estivesse camuflada sob um véu de cidadania nunca verdadeiramente ex…

Sons do universo...

Ruas desertas, árvores absolutamente inertes e até as estrelas parecem que exaustas deitaram-se no firmamento reluzindo pouca luz, fazendo o céu escurecer, não permitindo que as sombras me façam companhia.             Um cachorro preguiçoso espreguiça-se literalmente no meio da rua, como se esta fosse sua cama e toda a redondeza seu quarto, deixando com sua displicência eu pensar que apenas ele existe em meio a todo aquele paradeiro que em outro pode até enlouquecer, mas que a mim só reforça a certeza de que a paz sempre será bem-vinda, mesmo que com a aparência da não existência de nada, mas totalmente pulsante em tudo para quem aprendeu a distinguir no silêncio sistêmico, os sons do universo.

APENAS TOLOS

A cada notícia que me chega relatando o falecimento de alguém próximo, me abalo, mesmo tão consciente que sou de minha perenidade. Fazer o que, não é mesmo? Tudo é tão real e ponderável que não há espaço para surpresas, mas ainda assim nos surpreendemos, como se não soubéssemos que amanhã, ou daqui a pouco, pode ser um de nós. E embalados nesta pseuda surpresa, nos esquecemos da necessidade de viver o momento, de sentir os instantes, não como se fossem os últimos, mas com certeza como se fossem únicos, onde precisaríamos de muita serenidade para não desperdiçá-los. Mas somos tolos, arrogantes e covardes, seguimos em frente, fingindo que somos eternos. Brigamos com a vida, elegemos coisas, desejamos tudo e não sorvemos nada. E como espadachins do praticamente nada, cortamos a luz de nossos instantes presentes, brigando por tudo e enxergando quase nada. Noutro dia foi-se meu amigo Prof. Massa, hoje a Regina do Novo Tempo, amanhã, pode ser eu ou você, e aí, fazer o quê?
Somos tolos, muito tolos.

Recordando

Eu já fui jovem e você também, lembra? Das tardes apaixonadas no terraço lá de casa, onde ainda era possível enxergar o mar e em apenas um giro de 360 graus, vislumbrar a Lagoa Rodrigo de Freitas? Lembra do calor que emanava de nossos corpos, quando abraçadinhos sob a constelação nas noites de sempre verão, nos beijávamos incansavelmente, buscando através de nossos lábios e boca, sorver a vida em toda a sua pujança? Ainda me lembro como se fosse ontem, das escapadas rápidas, do escondido gostoso, dos amassos amorosos no sofá da sala, temendo  a surpresa da chegada de alguém? Eu já fui jovem e você também, como é bom lembrar e ter você ainda pertinho de mim, sem precisar fugir em escapadas românticas, sem o céu das noites estrelando nossos beijos, mas com o calor de seu corpo, amoroso e sempre próximo me aquecendo, neste outono suave de minha vida. Recordando os muitos momentos de nossa juventude, sinto na boca o sabor das doces jabuticabas e sinto o cheirinho de abacaxis adocicados e…

VIDA

Os cheiros, os aromas, os perfumes.

Ah! Que maravilha...

Os sabores, os gostos.

Ah! Que delícia...

Neste amanhecer meio friozinho, quieta diante do computador, espero paciente o acordar lento das vidas que me cercam para então, poder tomar o meu café, se bem que mentalmente já comecei o meu dejejum, degustando ludicamente um pedaço do pudim de coco que fiz ontem para o jantar e, então, fecho os olhos e posso sentir toda a minha boca sendo envolvida pelo sabor inigualável de minha fruta preferida que independentemente, da forma que se apresente é sempre gostosa e bem-vinda.

Coco ralado, no creme no doce e mesmo salgado, o Leite, a água... Amo tudo do côco.

Que bom, meu Deus!

Que a sustentabilidade da vida se expresse através de cada um de nós na preservação dos aromas e sabores que nos alegram e não nos deixam esquecer que a vida é bonita é bonita e é bonita.