segunda-feira, 30 de junho de 2014

Conscientização


A dor que pressiona o peito e faz reter o ar como se ele fosse capaz de estourar o peito é a mesma que se sente a um duro  golpe que atravessa as costas, ferindo  a alma de morte.
Este é o seu sinal interior para chamar a nossa atenção quanto ao não adequado a nós.
Precisamos  senti-la para compreender a urgência de tarefas, a premência das dores que se seguem são para nos alertar de que precisamos ter mais cuidados com o nosso existir. E sempre as temos a perseguir-nos as existências, independentemente de abrigar em nossa bioenergia, inúmeras outras vivências.
Somos assim também,  afinal, abrigamos em nós as  dores de todos os mundos, pois somos o círculo que sempre gira, a vida que não se extingue.
Quando finalmente nos atemos, enxergamos ou sentimos e aí,  já podemos experimentar, um certo alívio, são as dores se dissipando, buscando novos pousos, novos alívios.
A persistência é a mola estimuladora do bem querer e do bem fazer, pois ambos são os propulsores do bem realizar.
Compreendes então a força da ponderação que induzimos a cada impulso que sentimos frente ao sistêmico?
Afinal, quando dizes que tudo já tens, mais te é oferecido em sinal de retribuição pelo reconhecimento do valor do essencial.
Que a disciplina que aplicas às tuas tarefas seja copiada através das tuas tarefas espirituais, pois é ele o grande alimentador das tuas energias físicas e mentais.

Dizemos e pensamos a cada instante que amamos a vida e ela nos diz que nos faz sentir a  cada menor ainda instante, o quanto nos protege, nos guarda, nos abastece , acolhendo inclusive com compreensão a nossa insistente indiferença.

domingo, 29 de junho de 2014

O SILÊNCIO QUEBRADO DA CHUVA


As luzes de um novo dia já chegaram trazendo com elas a persistente chuva, quase que silenciosa e imperceptível se não fossem as folhas a recebê-las no balanço contínuo do acolhimento, permitindo-se à carícia e nos alertando por todo o tempo que ela ainda está lá, sempre prontinha para banhar a vida, sempre disposta a lavar-nos a alma.
Vá até a janela, aprecie como faço agora, a vida se expressando.
Não se acanhe não se intimide.
Diga a si mesmo, amém,
Mande um olá para a vida.

Que neste domingo chuvoso de “São Pedro”, suas dores, mágoas e frustrações sejam lavadas, abrindo espaço em seus momentos presentes para o acolhimento fraterno da vida em suas mentes e emoções para um sincero querer “ser melhor”.

sábado, 28 de junho de 2014

PODEMOS SER MELHORES


Neste sábado de inverno gostoso da Bahia, mesmo contundida por causa de uma pequena cirurgia na boca, o que me impede de falar, mas não de pensar e , portanto, analisar o que ouço ou leio, sou remetida a reconhecer mais uma vez, a imensa capacidade nossa, criaturinhas ainda tão mesquinhas em pisar, ofender, magoar, criticar aleatoriamente, denegrir os demais na sua maioria, pessoas que sequer conhecemos de uma forma mais completa e que até mesmo, nunca vimos, em uma arrogância desmedida, irresponsável, maliciosa e altamente nociva a tudo e a todos, principalmente a nós mesmos, pois se a vida é toda uma sucessão energética, conclui-se que o que vai, volta, trazendo consigo toda uma gama de energias acumuladas, não afins que nos torna pessoas doentes e  sofridas da alma e esta chorosa, somatiza dores, frustrações, doenças físicas e emocionais de todas as naturezas.
Olhem para o belo, o bem feito, o melhor de cada criatura  seja humana ou não, olhe para o belo a sua volta, tenha generosidade com o imperfeito e certamente, todo o universo estará pronto para lhe inspirar a aconselhar, recomendar e até mesmo corrigir o mal feito, pois no retorno das energias, o foco de sua compreensão retornará aberto ao aprendizado.
Que neste sábado, as luzes deste sol que insiste em brilhar, adentre em nossas retinas e nos faça mais humanos.


sexta-feira, 27 de junho de 2014

O PODER DA GRATIDÃO


Ainda me lembro, parece que foi ontem, mas lá se vão 42 anos, quando ainda pouco mais que uma criança, ganhei a chance de ir trabalhar em um jornal chamado Diário de Brasília, numa época dura de forte regime militar, sem conhecer nada a respeito de jornalismo, publicidade e política, e para falar sinceramente, nem da vida profissional, pois na realidade, minha única experiência, de apenas um ano, fora a de professorinha primária aos 16 anos.

Mas bonitinha, simpática e muito desejosa de fazer mais pela minha vida, queria conhecer pessoas inteligentes e descoladas e que pudessem me ensinar o tanto que minha infinita curiosidade exigia.

E não foi que eu consegui logo na primeira entrevista! Não foi bem pelos meus méritos profissionais, afinal, eu não os tinha, mas pelos laços de amizade que a diretoria mantinha com o meu marido, mas pensei:

- E daí, não sei nada mesmo, vou tratar de agarrar e fazer bonito.

E acreditem, eu fiz e é muito bom lembrar as lutas que tive de travar para adquirir o bendito aprendizado em uma época e em um lugar, onde as mulheres eram apenas figurações pública e utilidade na cama e na mesa.

Coisa de louco, só mesmo para quem viveu esses pós anos dourados é que pode avaliar o quanto era difícil manter-se profissionalmente se não existissem grandes figuras humanas, capazes de prestarem atenção nas mulheres sem apenas ver nelas um pedaço de carne e delas extrair os seus melhores desempenhos.

Pois eu, também fui agraciada, não com um, mas com quatro desses homens, Ivo Borges de Lima, Geraldo Vasconcelos, Ricardo Fiuza e Roberto Couto, o meu já então, querido Tiãozinho,  que generosamente sugaram de mim, o que nem eu mesma podia crer ser capaz e ainda um deles, logo nos primeiros meses, conseguiu fazer aflorar em mim o desejo de querer nunca mais sair de pertinho da comunicação, meio único que percebi que seria para mim uma visão ampla  de todas as ciências e tecnologias, da fome e da violência, das conquistas e das derrotas, do luxo e do lixo que a humanidade é capaz de insistentemente criar e  depois remediar.

Cada qual, nas suas especializações, ofereceram-me o melhor de si e meu Roberto, já cobra criada, foi meu esteio, meu tirador de dúvidas, o meu bendito dicionário da vida, onde pude contar com sua imensa paciência, sua poderosa capacidade em abrir espaço para que eu crescesse ao seu lado.

A partir daí, ao longo de minha vida, fosse doméstica ou profissional, sempre optei em não fechar as oportunidades aos sem experiência, e acreditem, raras foram às vezes em que me decepcionei, pois passei cercada de incríveis criaturas com as quais aprendi tudo que sei e já pude ter de material, e a elas, só posso agradecer.

Saber que muitas delas ainda existem me faz muito bem e para elas, mesmo à distância, envio a minha gratidão e gratidão acompanhada de um profundo muito obrigado, para cada uma delas que ao meu lado ficou, nos mais duros momentos de perdas e lágrimas e ingratidões, pois toda regra tem exceções que esquecem de como começaram, pois  fazem da traição a tônica de suas passadas. Afinal, quem se esquece da mão que o tirou da obscuridade, jamais dividirá a luz dos refletores.

Rever vez por outra a própria trajetória, talvez seja, em minha opinião, o caminho mais seguro para se desenvolver o senso crítico geral, a partir de si mesmo, e a forma mais humanizada de nos tornarmos mais humildes e respeitosos, mesmo com aqueles que jamais souberam o quanto o senso de gratidão nos faz crescer e ser feliz.

Minha lista de generosos doadores é muito extensa, pois a cada dia, uma concha se abre e mais uma pérola surpreendente me é presenteada por esta vida bendita.

Que esta sexta-feira em que eu e você estamos vivos, nos traga generosas reflexões sobre este tema humano, hoje bastante banalizado, pela febre do ter sem mensurar o potencial do também ser.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

EDUCAÇÃO DOMÉSTICA


Quando eu era ainda apenas uma garota, mesmo sem a devida extensão quanto à compreensão dos atos humanos e suas consequências, fui por outro lado que era o prático, o empírico, aprendendo a tomar certo conhecimento quanto às interpretações dos sinais e as atitudes das outras pessoas a minha volta e este mérito, certamente, cabe em primeiro lugar a minha mãe, que sempre atenta, não permitia jamais que o banal se estabelecesse no aprendizado do meu crescimento, tanto físico como mental e principalmente o emocional, pois mesmo na sua total falta de experiência acadêmica, era capaz de apresentar conteúdos que depois ao longo da vida, fui percebendo desolada que estavam se perdendo.
Quando adentrei na escola pela primeira vez, já levava comigo uma considerável bagagem de conhecimentos de convivência humana que me permitiu ser respeitosa com os demais, além do que, eu estava com apenas seis anos, mas já acostumada ao exercício do ato bendito de pensar, o que me conferia a proteção contínua do também exercício da avaliação fosse do que fosse, afinal, haviam-me ensinado desde a mais tenra idade, o senso dos limites em favor do meu próprio bem estar e dos outros a minha volta, o que, lamentavelmente, fui vendo desaparecer juntinho com os avanços tecnológicos e científicos que se seguiram amparados e estimulados pelo crescimento, principalmente, da comunicação globalizada.
Fui percebendo e também lamentando que a tão forte e sábia educação doméstica foi ficando órfã, pois as mães dentro de um novo conceito social passaram a precisar ou optar pelo profissionalismo, e sem a devida preparação, foi deixando a condução da formação postural social, a estruturação mental e emocional de suas crianças, a cargo do acaso das soluções instantâneas que suas posses ou possibilidades financeiras permitiam no que se incluem tios e avós, creches e babás.
Se mães e pais, não fossem necessários na formação e estruturação de base de suas novas famílias, todas seriam apenas clãs que se desenvolveriam com critérios únicos e com hierarquias definidas, mas também onde as vozes ativas seriam reduzidas a tão somente aos líderes, e isto, ninguém de um modo geral quer para si, pois na formação de novos pares, estabelecem-se novos hábitos e costumes, assim como nova casa e nova prole, o que determina a privacidade familiar.
A incoerência reside na falta deste mesmo critério quanto à condução educacional desta prole que por conveniência ou necessidade é remetida as bases ou a outras conhecidas opções, e estas em sua maioria não estão devidamente preparadas para substituir o insubstituível.
Afinal, educação doméstica se ampara nos preciosos valores agregativos que são a audição, o olfato e o tato, para depois vir o paladar que, na realidade, se define única e exclusivamente através das opções de afinidade, primeiro grande impulsionador das escolhas.
Porque é através deste sentido que a criança vai aprendendo a fazer escolhas quanto às novidades que lhe são apresentadas por todo o tempo e é neste momento crucial que ela precisa de amparo, de um guia que com discernimento e atenção redobrada, estenda e estimule a sua capacidade adaptativa, ampliando seu campo de opções e desenvolvendo a capacidade criativa, através da curiosidade que precisa ser devidamente conduzida.
Isto não é tarefa simples e muito menos transferível, e deveria estar inserida como tema de aprendizado esclarecedor em todos os avanços de toda a natureza para que cada criatura pudesse avaliar a responsabilidade de se colocar um ser racional nesta vida.
Afinal, nem mesmo os animais domésticos se habituam e se desenvolvem felizes e com posturas aceitáveis sem que lhe sejam dado mais que ração e água, sem o devido aconchego sensitivo e sem as devidas adestrações de convivência em seu habitat.
Portanto, ao chegarem à escola, as nossas crianças em sua maioria esmagadora leva consigo uma enorme bagagem de aprendizados diferenciados, infinitas informações,  absolutamente conflitantes, pois foram recebidas e armazenadas sem seleção e critério e fornecidas por uma gama de pessoas e meios totalmente  aleatórios.
Ora, de um momento para o outro desejar que esta criança se adapte a regras pré-estabelecidas e ainda por cima que mude instantaneamente, jogando por terra sua única forma pela qual foi aprendendo na intuição a se portar e se defender seus raciocínios, creio que é desumano por ser mais um ato de extrema agressão.
Portanto, ela reage ou se submete, e ambas as posturas vão gradativamente destruindo as possibilidades em conduzir esta pequena criatura a um mínimo de coerência de convivência com ela mesma, com os demais e finalmente com o tudo no qual ela não consegue se inserir.
Eu vejo, simples assim...
Por esta razão, busco através de estudos e observações contínuas um caminho de equilíbrio, entre a capacidade do homem em “ser” em relação ao seu constante desejo em “ter”, que resgate uma harmonia no estabelecimento das relações domésticas, abolindo a culpa e criando um caminho único de base formadora de uma educação doméstica que propicie uma continuidade saudável através da relação educacional formal frente às mudanças que não mais podem ser desconsideradas ou, simplesmente, ajeitadas de forma improvisada como vem ocorrendo ao longo dos últimos 80 anos, mais precisamente, desde a segunda guerra mundial, mas que se aceleraram de forma indelével nos últimos 50 anos.
Isto explica a mim, e talvez também explique a vocês, uma parte fundamental de todo este processo de violência que nos consome, seja lá onde for, matando nossos jovens e tirando de nós o bendito direito de nos sentirmos verdadeiramente livres no nosso ir e vir, no nosso estar e querer ficar.
Pense comigo e dê sua opinião, se desejar, afinal, as melhorias e possíveis soluções, direta ou indiretamente, atingirão a nós todos.

Que o dia de hoje, seja abençoado para você e para mim também...

terça-feira, 24 de junho de 2014

APENAS VÔO


Um passarinho, cujo nome nunca sei, desliza rápido sobre o telhado da garagem e de onde estou, neste sofá daqui da sala, posso então vê-lo lépido, eternizando-se em minhas retinas, já encantadas, induzindo-me a pensar o quanto foi fundamental a minha escolha de estar aqui, nesta pequena roça.
Tornei-me rica sem ganhar qualquer tostão, virei proprietária deste universo infinito e nele, a cada instante, realizo fantasias, deliciando-me com todos os preciosos ornamentos que esta natureza, generosa, me oferece.
Viajo longe sem sair do meu lugar, bato minhas asas com vigor e entusiasmo, pegando sempre carona na ligeireza dos pássaros, sentindo cada aroma, enxergando cada cor, e quando o faço, logo me lembro de você.
Venha também voar em meio à paz.
Não custa nada é só um brinde da natureza, mas é preciso que você queira em algum momento enxergá-lo.
Enxergue o seu pássaro e venha voar comigo.



segunda-feira, 23 de junho de 2014

MAMÃE DILMA


Agradecer à zelosa Presidente Dilma, por ter oferecido equipamentos para os municípios adquiridos com o dinheiro dos brasileiros que pagam uma das maiores taxas de impostos do mundo em explícita motivação eleitoreira, e desconsiderar os esforços das prefeituras no sentido de preencherem os requisitos para recebê-los é primeiro uma incoerência, já que estas mesmas pessoas que falam isto são as  mesmas que afirmam que o dinheiro é público e que os políticos não fazem mais que suas obrigações, pois foram eleitos e ganham para isso, e depois uma enorme maldade, pois imbuídas de suas ganâncias pessoais, deixam de prestar um enorme serviço de utilidade pública explicando aos mais simples os mecanismos burocráticos que são necessários para  ser contemplado com isto ou aquilo do Governo Federal ou Estadual.
A comemoração é justa e necessária. Justa, pois é resultado de um trabalho que culminou em sucesso, e necessária como forma de prestação de contas ao povo em geral para que saibam de forma clara que parte do dinheiro público é para pagar mão de obra competente, capaz de criar mecanismos sólidos, pelos quais o real desenvolvimento se faça presente.
Denegrir o bem feito, sem qualquer interesse maior que os de si mesmo, desconsiderando as benécies que estes equipamentos e ações     poderão vir a realizar de amparo a um melhor ir e vir do povo em geral, formando um coro desumano e cruel, jamais pode ser chamado de política e muito menos de amor a qualquer coisa.
Amar é cuidar, e cuidar é realizar, e realizar é antes de tudo buscar as possibilidades com bom senso e respeito.
Amar é amparar, e amparar é proteger, e proteger é também vigiar com atenção e com discernimento.
Quem não consegue enxergar o bem feito, jamais estará qualificado para sequer pensar em criticar o mal feito, pois faltar-lhe-á sempre a isenção emocional às críticas, quanto aos valores.
Fala-se muito em pecado, não seria o maior deles, induzir-se à cegueira quem só viveu na escuridão?
Amar uma cidade e sua gente é antes de tudo realizar, produzir e se envolver, independentemente de quem está no poder.
Amar é ir para rua, fazendo o seu papel primeiro de cidadão e depois de ser humano, estendendo os seus conhecimentos para amenizar a ignorância de quase tudo que permeia a pobreza e a miséria, criando e executando sem que haja necessariamente um poder atrelado a si.
Portanto, na qualidade de cidadã, reconheço os avanços que o país desenvolveu na última década, pois não sou cega e nem surda e aprendi a ler, faz muito tempo, assim como reconheço com tristeza infinita, minha decepção em relação aos valores éticos que se perderam, assim como a degradação de nossas instituições sociais, descredenciando-as em todos os níveis, justo pela ganância que foi se desenvolvendo e se transformando numa fera selvagem que acredita e faz acreditar aos ineptos ou espertos de que todos os meios são válidos para se chegar a um determinado fim.
Lamento, finalmente, que o grande amor que é dedicado a Itaparica e a seu povo, esteja atrelado às falsas verdades que induzem a cegueira ou no mínimo a uma informação errônea.
E para quem ainda não entendeu, vou desenhar:
Para  ser contemplado por qualquer projeto de qualquer área oferecido pelo governo Federal, o Município, seja ele qual for, precisa estar adimplente, ou seja ( com as contas pagas) e estas, precisam ser pagas com recursos próprios, daí concluir-se que parte da renda do município foi destinado a estes pagamentos.
Além disso, precisa-se de funcionários qualificados e naturalmente devidamente bem pagos, para justamente buscarem e prepararem toda a documentação necessária, o que não é tarefa pequena, levando em conta o estado deplorável em que a cidade se encontrava.
Obrigação? Sim... é verdade, mas isto não desmerece a qualidade dos feitos e muito menos os esforços empreendidos e tão pouco deva ser usado de forma maliciosa com um único intuito que é o de confundir.
Erros, mal feitos e outras coisitas mais, certamente deva estar acontecendo nesta como aconteceu nas demais gestões, porque afinal, em tudo está inserido o ser humano que, notoriamente, é o predador de si mesmo.
Agora, dizer que nada está acontecendo, que Itaparica está abandonada, que tudo vem caindo do Planalto Central, com o dinheiro do povo brasileiro, porque a Presidente Dilma é boazinha e o PT e seus aliados são os Salvadores, aí é brincadeira de mal gosto.
Dizer que tudo está desleixado e que o povo está sendo enganado é fechar os olhos novamente para um passado recente, onde aí sim, nada acontecia a não ser em benefício de alguns poucos e onde o silêncio se fez presente, pois eram tantos os desmandos que a oposição sequer se preocupou em denunciar, afinal, já davam como favas contadas a suas vitórias eleitorais.
E então, eu lhes pergunto:
Onde esteve e com quantas chaves esteve guardada toda a devoção ao povo e à cidade de Itaparica que não puderam, não quiseram ou não era conveniente aparecerem como amantes defensores, para aí sim, tentarem ajudar com no mínimo pronunciamentos de indução à busca de uma dignidade pessoal.`
Me poupem pelo amor de Deus, pois de conversa fiada, também o povo simples, mas não idiota, já está cheio.
Façam política sadia, mostrem alguma novidade, saiam do lugar comum, cresçam de forma bonita, fazendo um jogo de luta bonito, em nome de  Deus.
Guerreiro não mais é aquele que, tão somente, persegue seus objetivos, mas sim aquele que enquanto persegue, produz.
Por que estou escrevendo isto?
Simplesmente porque não aceito que me chamem de mentirosa, pois todos os dias, através de meu trabalho, levo aos ouvintes, não minhas verdades, mas apenas e, tão somente, fatos, e todas as vezes que me vejo diante de falas inconsequentes, sinto-me atingida e naturalmente reajo, pois enquanto eu dispor de voz, falarei, de uma caneta, escreverei, e de um microfone, falarei e defenderei o bendito direito à educação que, afinal, é possível de ser doado em qualquer situação.
Pois educação é a única verdade possível de ser reconhecida, pois através dela, seguem-se os fatos.
Um beijo no coração e desculpe o desabafo desta incorrigível senhora que sempre acreditará que somos todos capazes de sermos bem mais.


domingo, 22 de junho de 2014

REFLEXÕES DE UMA SONHADORA SENHORA


Domingo chuvoso, céu acinzentado, varanda molhada, pássaros cantantes e eu, aparentemente sozinha pensando na vida que quero ainda ter, nos planos audaciosos que insisto em formular e nas imensas dificuldades que provavelmente, terei que enfrentar.
Penso então nos muitos pincéis de diferentes formas e nas milhares de cores que fui aprendendo ao longo da vida a quimerar, assim como os não menos quadros que consegui pintar.
E me lembrando de cada um deles, vez por outra, dou uma espiadinha lá fora, na esperança quase lúdica de enxergar um solzinho, um daqueles raros que em alguns momentos podem surgir, abrindo a mente à novas lembranças, tingindo as folhas com matizes de luz.
Já não chove lá fora, mas o céu não clareou e o bendito solzinho, teimoso se escondeu, talvez seja a vida querendo me ensinar que poemas podem ser feitos, basta olhar em qualquer lugar.
Que neste domingo sem sol e com o céu acinzentado eu e você, consigamos resgatar o sol que existe nas nossas lembranças e, então, projetá-lo em nosso tudo, criando a cada instante, belas matizes de luz.


sábado, 21 de junho de 2014

Maravilha!


A Lâmina afiada cortava a grama e daqui de dentro, podia sentir o cheiro de mato fresco de que tanto gosto.
Respirei fundo uma, duas, mil vezes querendo sorver esta maravilha que me desperta e que me remete a um mundo melhor, mais leve e mais suave que desliza dentro de mim como seda pura ao vento.
Seda que rodopia num bailado aéreo, ganhando espaço, desenhando formas loucas de uma coreografia improvisada que mais parece um clássico, bem ensaiado em muitos palcos.
Cheiro de mato fresco, ainda úmido da breve chuva, aroma de  terra e vida que me sustenta e me faz feliz.
Maravilha, hoje começa o inverno e eu estou viva e você também!!!!!!!


domingo, 15 de junho de 2014

É ISSO AÍ...


Pensando no meu sentimento de pertencimento em relação a Itaparica, que por todo o tempo realço em meus escritos, acredito que nunca como neste momento tenha se encontrado tão marcante.
Será pelo fato do país estar sediando uma copa do mundo e fazendo com que o meu sentido de cidadã fique mais aguçado?
Talvez, mas também pode ser isto e toda uma carga de informações que fui colhendo ao longo de todos esses anos de observações e ponderações que vim armazenando e que, agora, faz o seu papel de estimulador ao passo seguinte que é a conclusão, talvez novamente como indutor a uma ação mais direta e, principalmente, lógica em meu próprio comportamento, o que de certa forma explica o fato de que, pela primeira vez, eu esteja me sentindo verdadeiramente também responsável pelo que considero minha terra.
Isso explica a minha até então quase repulsa em me engajar em projetos cuja conotação política partidária não fosse evidente e estivesse camuflada sob um véu de cidadania nunca verdadeiramente exercida, já que onde não existe educação estimuladora do senso cívico e, portanto, o despertamento pelo sentido de proteção e preservação de seu “status quo”, jamais poderá existir qualquer intenção genuína de entendimento e muito menos de pertencimento a qualquer local onde se tenha nascido ou se tenha escolhido viver.
Portanto, meu senso crítico sempre avaliou as declarações de amor e de devoção das pessoas em relação a Itaparica, fazendo sempre um paralelo com o comportamento delas na prática para então, de forma justa, determinar se as considerava potenciais agenciadores, executores ou ambos de qualquer ação palpável que pudesse vir a fazer alguma diferença desenvolvimentista no contexto geral .
Provavelmente, esta desconecção entre o discurso e a aplicabilidade, explique o atraso implicando na falência sistemática das instituições públicas e no contínuo desestímulo a uma participação efetiva, sepultando a cada instante vetores educacionais, caminho único capaz de reverter este percurso desastroso para qualquer civilização.
Esta cegueira induzida pelo partidarismo egoísta e desprovido de cidadania, mas esculpido aos moldes da ganância individual, se consolida através de contínuas negações dos fatos presentes, principalmente, no reconhecimento das limitações e dos méritos das conquistas, levando cada agenciador supostamente apaixonado pela cidade a se transformar em um agente doutrinário de dogmas absolutamente egoístas, pois defendem apenas ideias futuristas de seu próprio contexto político partidário sem, no entanto, servirem-se das realizações positivas existentes, fazendo delas alavancas de otimismo.
Otimismo este que, certamente, serviria como empíricos parâmetros avaliativos de um antes e de um agora, e que certamente ofereceria a outros estímulos inestimáveis que desenvolveriam o senso comum em cada criatura, ao invés de confundi-las ou enganá-las com a indução a apenas enxergarem o não ainda realizado ou, o que é pior, desenvolver nelas como vem acontecendo por todo o tempo, a suspeição em tudo e sobre todos que estejam envolvidos no processo, colocando-os em uma cesta de improbidades.
Em uma cidade onde o nível educacional formal é relativamente baixo e em alguns aspectos, absolutamente inexistente, poder-se-ia então definir-se que em “TERRA DE CEGO QUEM TEM UM OLHO É REI”, em detrimento de uma população carente, ingênua e crédula que se deixa envolver pela simpatia pessoal, pelas crenças religiosas ou pelas suas próprias carências, aceitando esmolas momentâneas ou agarrando-se a sonhos de um futuro que nunca chega, pois a ganância de poucos se alterna na manutenção da pobreza e da ignorância sistêmica.
Quando escrevo sobre filosofia poética ou quando posto amenidades, recebo muitas curtidas e alguns comentários, mas quando exijo de mim mais reflexões, expondo minhas aflições em relação a nossa cidade e na necessidade que percebo quanto a uma mudança drástica de posturas participativas, percebo-me só, tendo talvez apoio único de pessoas estranhas ao ninho, de outras paragens, que enxergam lógica nos meus raciocínios em sua maioria regados ao imenso amor que tenho por tudo e por todos desta bendita cidade.
O desenvolvimento educacional propicia o senso comum, despertando a lógica de que civilidade só se atinge quando o todo é visto e respeitado e é por isto que pessoalmente, apoio todas as conquista em prol do conforto e das melhorias sociais sem, no entanto, perder a condição de cidadã capaz de ter minhas próprias opções em termos de escolhas futuras, pois o fato da minha preferência ser deste ou de qualquer outro candidato, não me torna cega e maliciosa ao ponto de não enxergar os méritos desta gestão que por hábito recorrente, em tempos passados, agiu também desta forma triste, desacreditando uma gestão progressista, minando seus alicerces e limitando a visão de um povo que estava começando a sair de sua escuridão sistêmica.
Águas passadas não movem moinho, mas é imperioso frearmos esta forma cruel de se fazer política e é que sempre é possível, um recomeço, a construção de uma nova história, repensando velhas e costumeiras posturas para que verdadeiramente, possamos buscar amorosamente uma forma limpa, justa e transparente de desenvolvimento para que possamos chegar a uma Itaparica, mais humana para a maioria e não apenas para grupos pequenos que se alternam de quatro em quatro anos no poder.

sábado, 14 de junho de 2014

Sons do universo...


Ruas desertas, árvores absolutamente inertes e até as estrelas parecem que exaustas deitaram-se no firmamento reluzindo pouca luz, fazendo o céu escurecer, não permitindo que as sombras me façam companhia.
            Um cachorro preguiçoso espreguiça-se literalmente no meio da rua, como se esta fosse sua cama e toda a redondeza seu quarto, deixando com sua displicência eu pensar que apenas ele existe em meio a todo aquele paradeiro que em outro pode até enlouquecer, mas que a mim só reforça a certeza de que a paz sempre será bem-vinda, mesmo que com a aparência da não existência de nada, mas totalmente pulsante em tudo para quem aprendeu a distinguir no silêncio sistêmico, os sons do universo.

                                               

terça-feira, 10 de junho de 2014

APENAS TOLOS


A cada notícia que me chega relatando o falecimento de alguém próximo, me abalo, mesmo tão consciente que sou de minha perenidade.
Fazer o que, não é mesmo?
Tudo é tão real e ponderável que não há espaço para surpresas, mas ainda assim nos surpreendemos, como se não soubéssemos que amanhã, ou daqui a pouco, pode ser um de nós.
E embalados nesta pseuda surpresa, nos esquecemos da necessidade de viver o momento, de sentir os instantes, não como se fossem os últimos, mas com certeza como se fossem únicos, onde precisaríamos de muita serenidade para não desperdiçá-los.
Mas somos tolos, arrogantes e covardes, seguimos em frente, fingindo que somos eternos.
Brigamos com a vida, elegemos coisas, desejamos tudo e não sorvemos nada.
E como espadachins do praticamente nada, cortamos a luz de nossos instantes presentes, brigando por tudo e enxergando quase nada.
Noutro dia foi-se meu amigo Prof. Massa, hoje a Regina do Novo Tempo, amanhã, pode ser eu ou você, e aí, fazer o quê?

Somos tolos, muito tolos.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Recordando


Eu já fui jovem e você também, lembra?
Das tardes apaixonadas no terraço lá de casa, onde ainda era possível enxergar o mar e em apenas um giro de 360 graus, vislumbrar a Lagoa Rodrigo de Freitas?
Lembra do calor que emanava de nossos corpos, quando abraçadinhos sob a constelação nas noites de sempre verão, nos beijávamos incansavelmente, buscando através de nossos lábios e boca, sorver a vida em toda a sua pujança?
Ainda me lembro como se fosse ontem, das escapadas rápidas, do escondido gostoso, dos amassos amorosos no sofá da sala, temendo  a surpresa da chegada de alguém?
Eu já fui jovem e você também, como é bom lembrar e ter você ainda pertinho de mim, sem precisar fugir em escapadas românticas, sem o céu das noites estrelando nossos beijos, mas com o calor de seu corpo, amoroso e sempre próximo me aquecendo, neste outono suave de minha vida.
Recordando os muitos momentos de nossa juventude, sinto na boca o sabor das doces jabuticabas e sinto o cheirinho de abacaxis adocicados e ao olhar para o céus, lá estão elas as nossas estrelas, sempre jovens, brilhantes para me lembrar que a vida em qualquer idade é bonita é bonita e é bonita.

Mas eu já fui jovem e você também, lembra?

quinta-feira, 5 de junho de 2014

VIDA


Os cheiros, os aromas, os perfumes.

Ah! Que maravilha...

Os sabores, os gostos.

Ah! Que delícia...

Neste amanhecer meio friozinho, quieta diante do computador, espero paciente o acordar lento das vidas que me cercam para então, poder tomar o meu café, se bem que mentalmente já comecei o meu dejejum, degustando ludicamente um pedaço do pudim de coco que fiz ontem para o jantar e, então, fecho os olhos e posso sentir toda a minha boca sendo envolvida pelo sabor inigualável de minha fruta preferida que independentemente, da forma que se apresente é sempre gostosa e bem-vinda.

Coco ralado, no creme no doce e mesmo salgado, o Leite, a água... Amo tudo do côco.

Que bom, meu Deus!

Que a sustentabilidade da vida se expresse através de cada um de nós na preservação dos aromas e sabores que nos alegram e não nos deixam esquecer que a vida é bonita é bonita e é bonita.