terça-feira, 31 de maio de 2011

Luz que se faz presente...

Este texto me foi inspirado no último domingo, 29, pela amiga Marlylda Barbuda, em sua belíssima palestra, na qual ela abordou o tema "Afetividade" como forma primeira e última de qualquer tipo de relacionamento agregador, desde o material até o cidadão.
Tenho acompanhado, à certa distância, com imenso prazer o desabrochar de uma linda mulher que, diga-se de passagem, eu sempre enxerguei.
Inteligente, perspicaz, lutadora, determinada e, hoje, com o orgulho pessoal necessário para se firmar como uma grande criatura humana, esteja onde estiver, fazendo seja lá o que for, como líder.
Viver e estar permanentemente se reciclando, fazendo de sua permanência neste paraíso terreno uma glória de Deus.
Agradeço, portanto, o privilégio de ter estado presente no primeiro encontro da ACIMTI - Associação Cidadã , Moralidade e Transparênjcia de Itaparica -, fazendo questão de me tornar uma associada, não só pela qualidade de seu corpo fundador, mas, sobretudo, pelo respeito e amor que tenho por Itaparica.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

SOMOS, BEM MAIS ...

O fundamental é a conscientização de se estar existindo, porque, a partir daí, não será mais possível retroceder, camuflando-se esta realidade até então sequer pensada.
Perceber-se existindo é um despertar, onde se é então capaz de seguir um novo e, acreditem, surpreendente caminho, repleto de novidades, todas absolutamente pessoais, oferecendo subsídios, preenchendo os vazios, até então sentidos, para que se proceda a mais saudável das tarefas que é justo o de cuidar-se, amparar-se, lapidar-se a cada instante, para também, a cada instante, sorver a vida, não como uma interminável fonte de prazeres e satisfações lúdicas e fugazes, mas nas suas benditas alternâncias que fazem dos instantes presentes brindes à serem continuamente vivenciados.

Digo-te, então, que reconhecer a vida é o mesmo que encontrar-se com Deus, não apenas nos cultos e rezas pontuais, mas a cada ato respiratório, a cada olhar amoroso, a cada sabor degustado, a cada aroma absorvido , a cada toque bendito.

E neste exercício constante de não se permitir banalizar a vida, a criatura torna-se inevitavelmente um ser completo, onde a dor não fará morada, o vazio não existrá e a ansiedade frente ao desconhecido, passa tão somente a ser um gozo antecipado, apenas estimulador.

Compreendes a grandeza do potencial humano, que aliada à grandeza da potência universal, se faz conhecida como"DEUS", que a partir daí se faz sentido, visto e ouvido e, portanto, inconfundível, porque se torna presente, ciente, reconhecível, através de cada ser humano em sua existência plena e, para tanto, basta querer despir-se das vestes surradas dos hábitos viciosos, onde a fuga é justo a passagem permanente para a alienação de si mesmo, cujo destino
é a constante solidão.

Porque, afinal, estar vivendo é bem mais que respirar e bem menos que sofrer. É bem mais que adquirir-se coisas, é bem menos que nela não encontrar sentido.

E aí, penso que enquanto insistimos em posturas viciadas, nosso corpo sofre, e o nosso DEUS chora!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

MAR

Sou rebelde, traiçoeiro


Tenho ondas, sou o mar


Me esburracho nos rochedos


Dia e noite sem parar.





Sou razinho, junto a praia


E profundo em alto mar


No entanto sou perigoso


Tanto cá como acolá.





Ao contrário do que dizem


Sou leve para carregar


Um baldinho de criança


Me leva a qualquer lugar.





Na praia, jogo o lixo


Que já despejaram em mim


É a maneira que encontrei


De pedir: Cuidem de mim!





As vezes, fico zangado


Me aborreço pra valer


Lanço alto minhas ondas


Faço, você correr





Afinal, que gente boba


Só me sujam e não me vêem


Pois matando minhas riquezas


Morrem um pouco também.


Do Livro FONTE DE VIDA - 1989 Editora arte Quintal
Minha autoria, escrito para as crianças do ensino fundamental
Noções basicas de ecologia e amor a vida.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nada é banal

Quando se pensa que tudo já se viu, somos alertados através de novas experiências que nada, absolutamente nada, enxergamos.

Isso é viver, mantendo permanentemente os canais receptivos abertos ao novo, ao surpreendente, ao inusitado, pois tudo a cada instante se renova, mesmo às vezes, mantendo a aparência de um velho conhecido, trazendo algo extraordinário, porque, afinal, nada é banal e tudo se recicla.

Acostumados somos a descartar o corriqueiro e a somente nos empolgarmos com o excêntrico e a abraçar o sedutor, isto ocorrendo, independentemente do nosso jeito de ser e de querer, que nos deixamos fisgar, quase sempre pelo poderoso contrário, sempre pronto a nos enganar.

E na arrogância que nos é peculiar, fazemos calar os sentidos que, insistentes, mandam mensagens constantes a um consciente, já então solitário, dizendo:

- Não se deixe enganar!

Mas ele, sem seu parceiro maior, se engana, pois entre o prazer e a dúvida, prefere se acomodar, dando asas então às cobras, sempre prontas a atacar, fazendo de nós, presas fáceis.

Depois da rápida e sorrateira picada, corre-se à secar o sangue e mais adiante, já com a ferida curada, fica restando a cicatriz, como mensagem ou lembrete, mas nem assim nos emendamos, porque a quase tudo, banalizamos, e ao tudo mais, abraçamos.


.


.

terça-feira, 17 de maio de 2011

LIXO EXTRAORDINÁRIO

Dentre as posturas humanas que mais tem me chocado ao longo de minha vida, certamente, tem sido a capacidade humana em justificar-se diante de tudo quanto se vê, direta ou indiretamente, responsável por aquelas em que se vê refletida, levando-a a um questionamento pessoal inesperado, onde ela, criatura, se enxerga, perguntando a si mesma:

- E se fosse comigo?

Nesses instantes, de forma imediata, buscando socorro em seu emocional, que foi abalado, busca no racional apoio consolador, antes que este se contamine e atue fora dos padrões adequados a auto-preservação frente a um social “impassível” que ela, criatura, por conhecimento próprio, instinto ou observação, sabe que não a perdoará, se não agir dentro dos padrões já estabelecidos, que é justo, buscar no aparente imponderável o que o ponderável já a condenou.

A partir daí, um bailado interno de argumentos camuflativos entra em cena e nada mais é real, além da absurda necessidade em proteger-se da ameaça visível de se permitir ser sensível e humanamente honesto e coerente com a sua natureza humana de um ser dotado de capacidade afetiva.

Esta é uma das características da “dor social” que permeia as escolhas e determina posturas, espelhando os perfis que são traçados de uma sociedade doente, cada vez mais triste, por se sentir dividida, sem amparo sustentável no interior de cada célula humana que a compõe.

Quanto é maior é a ignorância educacional e intelectual, maior a cegueira existencial, assim como quanto maior for o abastecimento intelectual, maior é a fuga de si mesmo a uma realidade que, se enxergada, faz doer, pois traz a luz do consciente, as imagens de sua própria incapacidade de opor-se à brutalidade de sua racionalização à respeito da vida, sua, dos demais, que representam em um todo que, apesar de existir, a criatura se esforça em não sentir.

A partir deste raciocínio, pondero a respeito do Documentário “Lixo Extraordinário”, buscando focar não o apelo emocional que obviamente o filme apresenta, tão pouco analisar o porquê de existir uma situação daquela natureza.

Ater-me-ei às considerações que observei nas explanações que foram proferidas após a exibição do mesmo que, afinal, foram reveladoras, assim como bastante esclarecedoras, justamente porque foram resultado de uma imediata auto defesa, absurdamente necessária a todo aquele que a se ver na mesma situação apresentada no contexto exposto, espontaneamente corre em socorro de si mesmo, traçando eloqüentes desculpas pelo horror que naturalmente repudia, instintivamente não enxerga e vergonhosamente anula de sua realidade individual, engrossando assim o contingente de robôs existenciais, mas que em dado momento se sente na obrigação de justificar a si e aos demais, uma passividade e uma covardia, aliadas ao instinto que assimila impotência à uma conclusão e conseqüente racionalidade, frente à constatação do inimaginável, que se apresenta concreto, atuante e real.

E a cada discurso que se apresenta, vê-se a dor, as frustrações e o medo de existir, desfilando através de cada palavra proferida, permitindo ao observador atento, medir a extensão da ilusão que cada criatura absorve para si, na tentativa desesperada de se manter cega, para não ter que admitir que se vê e se sente um nada, sem propósitos maiores que justifique estar vivendo.

Este é um procedimento mental que ocorre por todo o tempo, direta ou indiretamente, que é trazido a cada criatura humana no seu caminhar cotidiano e onde ele vai exercitando a defesa pessoal do não sentir, do não enxergar, do não ouvir, do não tocar e do não, finalmente, ser.

E aí, neste instante, lembro-me de Jesus ao afirmar:

- Hipócritas!

Percebo, então, que a hipocrisia é tão somente o Lexotan no qual a criatura se ampara para camuflar sua ansiedade em não se livrar de mais uma culpa, até mesmo por não compreender a sua impotência que a leva ao aparente descaso que demonstra ao absurdo.

O duelo de contradições se faz nítido, cruel, devastador, ao ponto de se comparado aos fatos reais apresentados pelo documentário, nada ficará a dever, pois o lixo interior que cada um se esforça em camuflar cai fedorento através das pseudas luvas protetoras das palavras proferidas e dos olhares, dos gestos e da concordância dos demais, ficando nestes instantes, claro como a nitidez da água pura de uma cascata, os fundamentos de um sem número de posturas compensatórias que se vão desenvolvendo através de uma luta interior que começa desde a mais tenra idade, entre o racional e o emocional, justo por jamais terem sido apresentados como irmãos e bons parceiros para trilharem juntos um mais suave caminhar, protegendo com tudo, seu corpo, sua morada, sem se esquecer do restante, que afinal é o “todo”, onde o conjunto do que representa o seu ser, sobrevive.

Equação de uma lógica que é refutada pela total ausência de subsídios apaziguadores.

Ao final do evento, todos sorriem e tudo fica aparentemente igual no externo da convivência, mas na realidade, tudo se alterou, pois não se esconde o que se fez visível, sentido e assimilado.

BENDITO COTIDIANO

Quando se pensa que tudo já se viu e viveu, está-se apenas iniciando um infindável aprendizado.

Isso é fantástico, forma perfeita de se manter os canais receptores e estimuladores sempre abertos ao novo, ao inusitado, ao surpreendente, pois tudo, a cada instante, mesmo disfarçado com a aparência de velho conhecido, traz consigo, sempre, algo extraordinário, pois nada é banal e repetitivo em se tratando de vida.

Acostumamo-nos a descartar o cotidiano, deixando assim muitas vezes de enxergar o infinito no rotineiro que nos cerca, preferindo abraçar um novo, que disfarçado na aparência, pode causar muita dor.

Na arrogância que nos é peculiar, fazemos calar os sentidos, quanto às avaliações, liberando nossas almas ao abraço com o engano.

E quando isso acontece, dobramo-nos de dor e quase sempre é no cotidiano, abandonado e não sentido, que encontramos as benditas margens contentoras que nos amparam e nos fazem voltar a sorrir.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A ILHA DE ITAPARICA NO “FANTÁSTICO” E NÃO A FANTÁSTICA ILHA DE ITAPARICA

Fala-se e ouve-se em meio à violência de todas as naturezas, assim como se fala em educação e ética, fala-se de corrupção com a naturalidade sistêmica, como se crime não fosse, fala-se da falta de comida, remédio, superfaturamento, licitações fraudulentas, pagamentos de propinas e etc. e tal.

Na verdade, fomos nos habituando a conviver com estes aspectos sórdidos em nossa política brasileira como se fossem práticas normais, impossíveis de serem combatidas e, assim, cada um de nós foi incorporando cada qual no seu grau de ambições pessoais ou de conformismo, o que ao nosso entender, já não tinha ou tem solução.

Por várias ocasiões fiz denúncias, recebi denúncias, lamentei as constatações, busquei solidariedade e, em todas, indubitavelmente, ou coloquei-me em risco de revanches criminosas ou permaneci solitária, não recebendo apoio nem dos denunciantes, ficando então a lamentar no vazio.

É preciso que encaremos a realidade de nossas posturas, focando o nosso grau de responsabilidade frente a estes e a outros tantos desmandos dos quais nos acomodamos, aceitando calados os jugos da prepotência e da mais cruel das violências, que é justo a velada, encoberta por tapinhas nas costas, sorrisos fáceis e discursos vazios, miséria nacional.

Penso, então, que somos todos tão ou mais culpados do que os políticos que elegemos, afinal, nós os colocamos onde estão com a força descomunal de nossos votos individuais e somos nós que os mantemos com a força sufocadora de nossa falta de ética pessoal em sequer respeitarmos os nossos direitos de cidadãos brasileiros (itaparicanos, goianos, pernambucanos, cearenses ou mineiros, etc.).

Não seríamos nós cúmplices efetivos e conscientes destes criminosos elegantes através de nossa omissão, covardia ou por termos ou estarmos de alguma forma levando alguma vantagem, seja na redução dos impostos municipais, fornecimento de algo para as prefeituras e câmaras, seja pelo emprego que conseguimos fora dos padrões de contratação oficial, seja pelo status de podermos nos dizer “amigos” de alguns deles, seja pela vaidade de nos tornarmos pessoas de destaque e poder ser fotografados aos seus lados como se eles fossem diferentes do ladrão que invade nossos negócios e residências, como os estupradores e pedófilos que adoramos condenar nas rodas que formamos nas esquinas e salões?

Não seriamos nós como eles, por os mantermos em suas mordomias tão hediondas quanto?

Mas se quisermos reduzir esta absurda e imensa quadrilha de abusivos criminosos às esferas administrativas, pensemos então em cada diretor, coordenador, nutricionista, psicólogo, assistente, merendeira e etc. que convivem calados com a vergonha em dispensar alunos por falta de merenda, sabendo que a verba está sendo desviada e além da sobra mal aplicada?

Como chamar classes de “profissionais”, pagos com o dinheiro público, que em uma absurda inversão de valores éticos, posturais e conseqüentemente decentes, se calam frente a todos estes desmandos de mandato em mandato e não se unem para dar um basta neste crime imperdoável?

Onde estão as procuradoras do estado, do município que, a priori, penso eu, na insignificância de meus entendimentos sociais, serem independentes em suas fiscalizações, exemplo de correção e ética?

Onde estão os juízes, desembargadores, etc.? Onde estão os mais letrados, formadores de opiniões, elites de cada cidade mergulhados nestes desmandos, hoje espelho da vergonha nacional?

Onde estão os empresários e candidatos a cargos políticos?

Onde estão os líderes comunitários, presidentes das associações?

Mas, acima de tudo, onde estão os Direitos Humanos, que correm a socorrer bandidos e deixam morrer de fraqueza e inanição, no físico e no caráter, toda uma geração ainda infantil?

Onde estão os paladinos da justiça social que se empenham tanto nisto e naquilo para se manterem em cadência e saciarem suas vaidades e não enxergam o crime dos crimes, que é justo permitir que a fome, a miséria, a omissão, roubo e pouco caso, mantenham reféns da miséria física e emocional aquele ou aqueles que moram a seu lado nos casebres e nas barracas, nas favelas ou comunidades, como de tempos pra cá tornou-se politicamente desigual.

Ética, princípio, primeiro e último que estrutura, mantém e impulsiona a vida de quem se intitula cidadão.

Cidadão?

Será que ainda existe? Ou foi substituído lenta e gradualmente por cartões assistencialistas, empreguinhos de merda, que fazem pais, tios e irmãos autoridades, e um povo em geral aplaudir vagabundos contumazes e ainda chamá-los de autoridades?

Onde estão os padres, pastores, líderes religiosos que não estruturam espiritualmente seus fiéis para, no mínimo, respeitarem a si mesmos, frente ao privilégio de terem sido escolhidos por Deus para estar vivenciando a grandeza da “vida”?

Somos todos seres políticos por natureza humana, já que precisamos, por inerência do cotidiano, a conviver uns com os outros, portanto, não nos cabe o papel subalterno da escravidão ou de nos sentirmos parte integrante de uma corrente infindável da vergonha de nossa nação.

Portanto, ou você, enfim, todos nós que nos calamos diante deste horror, somos vergonhosamente aliados, cúmplices e, acima de tudo, mantenedores de todas as mazelas que de uma forma ou de outra, mais dia, menos dia, bate ou baterá à nossa porta.

Na perda do respeito, nos resta a violência, pois nos últimos 30 anos, temos com fervor garantido nossos interesses pessoais e a certeza absoluta de que a cada futuro, alguém a quem amamos se perca ou perca a sua vida no tráfico ou em qualquer violência, fruto do desrespeito que mantemos com a omissão criminosa.

Antes de jogarem pedras, pensem nisto... e em tudo que seus olhos foram acostumados a não enxergar e suas almas se permitiram aceitar.

Ao invés de levarmos ao mundo as imagens paradisíacas dos mais lindos locais, assim como a graça, a beleza e a hospitalidade de seu povo, deixamos que levassem a vergonha e a tristeza de não sabermos gerir, cuidar e amar a nossa fantástica Ilha de Itaparica.


sábado, 7 de maio de 2011

UM DIA ESPECIAL

Quem me conhece bem de pertinho, sabe que eu não sou muito chegada nestas datas marcadas pelo calendário comercial e religioso, no entanto, reconheço a necessidade que o mundo sistêmico tem de cada uma delas, mas reconhecer, não significa concordar.

Se bem que, ganhar presentes é sempre muito bom, assim como presentear a quem se gosta ou ama é muito gratificante, todavia, particularmente, prefiro fazê-lo induzida pela espontaneidade do meu querer.

Assim, todos os dias, procuro dizer a alguém que o quero muito bem, que reconheço suas qualidades, que notei o quanto de beleza ele sabe transmitir ou simplesmente digo um olá, um sorriso franco, ou faço uma brincadeira marota, apenas para que ele saiba que ele existe para mim e que se brinco é porque gosto dele e que ele não me é indiferente.

E neste meu interagir amoroso, recebo de volta, bem mais que ofereço, reconhecendo que estou sempre em dívidas com a vida em sua generosidade para comigo, presenteando-me por todo o tempo.

É, mas hoje é o dia das mães e dos muitos pais que também são mães e, das babás, professoras, enfim de todo aquele que colabora se empenhando com respeito à criança e o adolescente em seu desenvolvimento de ser humano e cidadão.

A todos sem distinção um beijo carinhoso desta eterna sonhadora em ver um mundo mais humanizado e, portanto, respeitoso para o tudo e para todos.

--

sexta-feira, 6 de maio de 2011

MARAVILHADA

Em muitas ocasiões, como agora, em que me encontro sozinha entre meus livros e pensamentos, recordo, deixando meus olhos se umedecerem de emoção, determinados momentos, em que simplesmente me vi maravilhada.

Então, como sempre acontece, penso imediatamente no quanto a vida tem sido generosa comigo, privilegiando-me com a sensibilidade em conseguir enxergar a beleza incomensurável que reside na natureza e que me foi constantemente ofertada, pelas circunstâncias vivenciais.

Aqui mesmo, nesta pequena cidade do recôncavo baiano, sem grandes atrações além do famoso São João, diariamente, desço a ladeira de acesso a faculdade, mirando e admirando o pasto que se estende adiante, transportando-me a um certo estado de enlevo espiritual, onde me sinto parceira de invisíveis fantásticos, repleto de sons e sensações cósmicas que me induzem, por fração de minutos, crer que estou além do comum cotidiano, sem transformar o real em desagradável em uma possível fuga emocional.

Nesses instantes, sinto-me maravilhada, porque me sinto completa, repleta de sensações vibrantes que fazem minhas pernas terem mais flexibilidade, meu corpo mais energias e o meu todo de criatura humana, apenas comum, ser envolvido em gloriosa paz, por estar tão somente existindo.

Hoje, vou fazer minha primeira prova sobre Mitos e Filosofia Antiga. Confesso que estou me sentindo um pouco aperreada, insegura. Sensação que, na realidade, é minha velha conhecida e que se faz presente em todas as ocasiões em que o fabuloso desconhecido, bate à minha porta.

Ainda bem, que descerei a ladeira, inspiradora amiga que me aguarda silenciosa a descortinar-me o belo pasto de relva fresca em meio a um horizonte amigo.

Boa tarde à todos.

--

quinta-feira, 5 de maio de 2011

APENAS SENTINDO

Ao pensar em Jesus, e nestes dias ele muito foi lembrado através dos estudos que empreendi, penso no universo, enxergando-o como um todo infinito, onde meus olhos repousam e minha mente se ilumina.

Sinto-o, então, muito presente, não como um Deus, muito menos como um homem, acima de tudo como uma força, mais que uma referência, jamais como muleta.

Imagíno-o vez por outra como um mar, uma contínua nascente, uma forte tempestade, até mesmo como uma estrela entre tantas no firmamento à chamar-me atenção.

Mas quando penso nele como uma brisa à arrepiar-me o corpo, tudo em mim se ilumina e então sou transformada em artista, fico quase uma poeta, me sinto uma artesã.

E neste desfilar de emoções, agrupo letrinhas, formulo palavras, me estendendo em situações diversas, registro meus sonhos, exponho meus ais, retrato minhas lutas, refletindo meus presentes para que se tornem lembranças.

Bom dia a todos!...

SÓ A MIM...

Sigo os caminhos que se apresentam, na certeza absoluta de que me pertencem, não por determinismo cruel e aprisionador, mas pela atração natural que existe entre eu energia e minhas afinidades energéticas que permanecem neste universo, no qual me sinto inserida.

Naturalmente, os detalhes que permeiam estes mesmos caminhos não podem ser atribuídos a qualquer tipo de terceirização, ficando em qualquer instância avaliativa, tão somente às influências das passadas de ordem sistêmicas, tendo como resultado final, minhas próprias opções.

Seria mais fácil, mais humano, mais compreensível, transferir a quem quer que fosse meus desmandos e sofrimentos, minhas glórias, minhas alegrias.

Simplesmente, não devo, não posso, não preciso mais deste artifício alegórico para amenizar possíveis culpas, até mesmo por estar me sentindo feliz.

Porque eu devo, eu posso e, afinal de contas, eu quero.

E se não culpo a DEUS ou a quem mais pensar, pelas minhas dores e solidão, menos ainda, devo posso ou quero atribuir a qualquer outro minhas conquistas e vitórias.

Ah! pensem, e com razão, que me tornei exclusivista, não repartindo nada que faz de mim o que sou.

E pensem também que pode haver um enfado, conscientização doída, pelos méritos e deméritos que não computei para mim.


VISÃO REALISTA QUE COMPARTILHEI COM O AMIGO ODONTÓLOGO PARANAENSE, TAMBÉM PENSADOR CONTUMAZ , ADOLFO BARNABÉ DE SÁ FERREIRA.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Metamorfose Consciente‏

Os superiores caminhos que determinam os estágios pelos quais devemos trilhar, estão absolutamente ligados aos nossos históricos de escolhas.
Estas escolhas, não surgem do nada como se fossem meteoros, na realidade, são pequenos fragmentos emocionais que criamos através de nossas experiências vivenciais, nem sempre determinadas por nós mesmos por vontade voluntária.
Permitir-se vivenciar estes estágios é um outro aspecto em que terá, necessariamente, que se coadunar com as expectativas momentâneas de cada criatura, assim como também tem haver com o grau de equilíbrio emocional de cada uma.

Portanto, não é assim tão simples determinar o por quê desta ou daquela postura comportamental exercida no cotidiano particular de cada criatura humana.

Agora, a pergunta que se apresenta é:

- Pode-se alterar este histórico postural emocional em qualquer estágio em que se encontre?

Digo-te que sim, desde que haja por parte do envolvido um firmamento de propósitos que nem sempre se apresenta real e translúcido à propria criatura, dando lugar tão somente a fortes indícios de impulsividade, induzido por um emocional assim como por um racional conturbados, que não estão sabendo processar as informações sensitivas, fazendo o racional confundir-se e a induzindo a posturas aparentemente seguras, mas que, em sua maioria, representam informações contraditórias, fornecendo subsídios avaliativos falsos.
É preciso que se dê algum tempo avaliativo por parte do profissional envolvido, difícil de se precisar exatamente quanto, uma vez que esta percepção mais clara deve surgir expontaneamente na própria criatura envolvida no processo, que a notará na medita em que for reparando em uma substancial e explícita alteração física, pois não existem mudanças emocionais desassociadas de mudanças físicas, desde uma alteração nos batimentos cardíacos até uma descompressão toráxica, assim como uma infinidade de outras percepções que serão notadas paulatinamente às mudanças que forem ocorrendo nas posturas emocionais.

Para o profissional, serão evidentes estas transformações, pois haverá uma profunda alteração, a começar pelo olhar da criatura que estará menos agressivo e um leve adormecimento de pálpedras, seguidos de compassada respiração, se traduzirá em um novo estágio, onde a criatura começará então a adentrar em um novo horizonte de entendimentos avaliativos de si mesma.

A partir deste ponto, que é fundamental, ela estará pronta para começar a avaliar com mais precisão suas costumeiras posturas que lhe criaram desconforto físico e emocional e que, na maioria das vezes, a levou à situações extremas no convívio fosse familiar, de trabalho, social, amoroso ou em todos ao mesmo tempo, quando suas ações pessoais extrapolaram os limites do sentido convivência.

Esta é uma tarefa quase que impossível de ser executada sem um apoio profissional, ficando o possível tão somente àquelas criaturas que disponham de um suporte de amparo afetivo que lhes permitam mergulhar em suas profundezas sem que haja, por parte deste suporte, limitadores de paciência e compreensão, além de um prévio entendimento dos objetivos a serem alcançados, que, convenhamos, é quase improvável que exista, já que notoriamente cada criatura humana, apresenta suas próprias camuflagens de proteção e se veriam, em dado momento, ameaçadas em suas seguranças existenciais de criaturas humanas.

OBS:
Parte de uma conversa entre dois queridos amigos, Emanuel, Carlos Curry e eu, em uma discussão quanto às possibilidades em se resgatar nas criaturas, formas mais suaves de enfrentamento dos cotidianos de cada uma e da possibilidade delas, por si só, dedicarem-se a esta tarefa de regeneração de seu todo de criatura humana em harmonia com a vida que passa a sentir existir de forma mais consciente de criatura humana.

--

segunda-feira, 2 de maio de 2011

BENDITOS SABERES

Não houve nada que tenha me envolvido e encantado mais em minha vida que apreciar alguém que, no domínio de seu saber, fez minha imaginação mergulhar nos mares profundos e misteriosos das descobertas.

Nesses momentos de profundo prazer, absolutamente nada é capaz de desviar-me de tamanho enlevo emocional, ficando como um ser hipnotizado, apenas sorvendo e admirando, aprendendo e desejando querer assim, também ser, naquela inveja saudável, gostosa que se apresenta como um orgasmo maior que creio deva ser também a recompensa maior de quem ali se encontra encantando a todos com sua erudição clara, desprovida da arrogância dos convencidos, mas convincente e altiva pela sua própria dignidade.

Fui um ser premiado ao longo de minha trajetória terrena, justo porque fui brindada em todas as minhas fases de desenvolvimento por criaturas brilhantes em suas áreas e, com as quais, aprendi tudo que sei, que reconheço nada saber frente a eles, mas que despertaram em mim o gosto pela observação do subentendido, do não claramente revelado que confesso ser fascinante e poderosamente envolvente.

Ensinaram-me com seus saberes espetaculares, o respeito ao saber até mesmo quando estes são contrários às minhas crenças pessoais, levando-me, antes da crítica, ao entendimento de novas visões, amparando-me na certeza de que liberdade sem educação, letramento e visão universal, simplesmente não existem, passando apenas a ser um instrumento de adestramento de um sistema social corroído pelas traças do arcaico e de uma racionalização burra e absolutamente cruel.

Este, foi um mês maravilhoso para a continuidade de meu aprender, pois, conheci criaturas lindas, cada qual com os seus saberes específicos que enriqueceram os meus dias de maturidade.

Penso, então, no quanto aquela meninada, em sua maioria adolescentes recém saídos de um segundo grau, nem sempre bem estruturado, está tendo em poder desfrutar deste baú de tesouros de conhecimentos.

Penso que com suas mentes ainda limpas e espaçosas, o quanto podem absorver para aplicar em seus cotidianos de futuros profissionais como autênticos seres conscientes de seus ideais de pessoas que tiveram o privilégio, como eu, para despertar para o gosto inconfundível e absolutamente irresistível de quererem mais e mais aprender em relação à vida como um todo, identificando em cada detalhe natural ou simplesmente criado pelos homens com suas mentes talentosas, autênticos artesãos dos saberes.

Rendo os meus respeitos e meus agradecimentos, fechando o mês de abril, dizendo:

MARCELO, GIOVANA, GIL FRANCO, WILSOM, JOSÉ JOÃO, JARLEE,

OBRIGADO!...