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Mostrando postagens de Março, 2012

DISPUTA DEMOCRÁTICA

Tantas coisas vêm acontecendo desde que foi dada a largada para as pré-candidaturas que fica até difícil enumerá-las, até porque algumas precisam, na realidade, ser esquecidas, tamanho os seus despropósitos.
Nas eleições passadas, como marinheira de primeira viagem e totalmente absorvida pelo glamour que revestia as atividades, e verdadeiramente imbuída em eleger a minha candidata, não enxerguei e não ouvi o outro lado, pouco ortodoxo, que acompanha e deteriora por todo o tempo a alma dos reais propósitos que deveriam existir nas intenções dos envolvidos no processo.
Em que mundo eu estava, me pergunto todos os dias, porque, afinal, nada começou agora, pois esta desmoralização sempre existiu certamente mais disfarçada, mas nem por isso menos perniciosa.
Como uma abestalhada, doei-me sem reservas, acreditando que os pensamentos ruins não tinham lugar em uma empreitada tão espetacular, principalmente em um local tão pequeno, onde todos se conhecem, se cruzam e de alguma forma estão ligados…

SEM MÉRITO ALGUM

Hoje é um domingo ensolarado e eu me recusei a sair deste meu cantinho, onde tenho como companhia meus pássaros e meus cães.
Por quê?
Bem..., não sou muito de sair e, depois, preciso pensar um pouco mais sobre o assunto que mais me fascina, que é a convivência humana, principalmente a daqui de Itaparica que, afinal, é a minha outra grande paixão.
É impossível, conhecer-se as criaturas em suas grandezas e mediocridades, sem que com elas convivamos bem de perto, observando suas ações e reações, frente a situações diversas, respeitando nesta busca de conhecimento, o fator cultural do qual ela está ou esteve inserida, não desconsiderando os efeitos que esta cultura exerceu sobre ela, inclusive, pesquisando o tempo em que ela permaneceu neste contexto.
Penso então, fazendo um link, que se fossemos devidamente educados quanto à nossa capacidade observatória e se dispuséssemos de subsídios que nos permitisse traçar uma avaliação mais coerentemente lógica, provavelmente, erraríamos menos em noss…

Esquerda distorcida...

Ao ler um texto postado no Recanto das letras e assinado pelo professor Wilson Correia (UFRB – Campus de Amargosa - Bahia), surpreendeu-me a posição intransigente e limitada com o qual o prezado professor enfoca o quadro Escolinha do Prof. Raimundo, em que o humorista Chico Anísio, durante anos a fio, apresentou com enorme sucesso e popularidade através da Rede Globo de televisão.
É triste ver a miopia da pretensa análise “acadêmica” do tão qualificado professor diante da mais antiga e representativa arte e cultura da humanidade: o humor.
Lamentável, professor, é constatar a baixa qualidade do ensino no Brasil.
Lamentável, é constatar que não mais existe humor como o Chico Anysio Show, a Praça É Nossa, a Escolinha do Professor Raimundo, onde mestres do humor provocavam o riso de forma ingênua e inteligente, sem recorrer a grosserias sexuais e agressões que banalizam o nível dos quadros humorísticos apresentados hoje em dia.
Sua visão, professor, apesar de letrada e aparentemente profunda …

DESCANSANDO E RECORDANDO

Estava dando uma esticadela no sofá, ouvindo música, e minha mente voou lá no passado. E como num desfile ininterrupto de lembranças, criaturas muito queridas voltaram tal qual eu as deixara há quarenta anos.

Esqueci-me que o tempo passou e as congelei na memória, portanto, permaneceram jovens, dinâmicos e adoráveis impetuosos que me ensinaram a enfrentar a lida diária de um jornal de grande porte em uma época onde o profissionalismo era mesclado com um delicioso e viciante companheirismo estimulado a muita confiança e respeito, que fazia qualquer birrento ou sistemático esquecer-se das horas e mergulhar de cabeça no prazer continuado de ver a velha rotativa cuspindo cada edição, dia após dia, fosse a hora que fosse.
Que maravilha, MEU DEUS! Com certeza, foi uma época que me fez muito feliz.
E aí, no domingo passado, recebi a triste notícia de que um desses doces amigos havia morrido e, então, me dei conta de que ele já devia estar velhinho, afinal, naquela época ele podia ser meu pai.
En…

SENDO FELIZ

OLÁ,
Inicio o dia de hoje, com muitos assuntos pululando em minha mente, crendo que estou prontinha para escrever sobre eles, mas uma coisa aqui outra ali, dessas que invadem o cotidiano das pessoas logo pela manhã, principalmente quando elas são também dona de casa e etc., e lá se vão os assuntos que a princípio pensei serem de imensa importância.
Então penso que é exatamente isto que acontece com todos nós a cada amanhecer, afinal, são tantas coisas para resolver, fazer e muitas vezes desfazer que perdemos o foco do que realmente seria imprescindível as nossas vidas ou pelo menos ao nosso dia.
Pois bem, esta aparente obvia reflexão me leva então a crer que se nos déssemos ao direito de privilegiarmos as nossas prioridades essenciais em todas as ocasiões em que estivéssemos frente a um assunto, pessoa ou fato, e, parássemos para refletir por alguns segundos, tudo poderia ser mais conscientemente lúcido sem tantas perdas de tempo e energias que afinal, nos são fundamentais.
No entanto, o …

SENSACIONALISMO E SENSIBILIDADE

Quando ainda jovem, praticamente em início de carreira e de vivência, já havia percebido que as pessoas, de modo geral, adoravam um sensacionalismo, mesmo quando se diziam contra a este velho hábito jornalístico que perdurará enquanto existirem pessoas, mídia e vaidade.
Vaidade?
Perguntarão alguns, afinal, a definição desta postura emocional, a princípio, não se coaduna, a não ser que esteja ligada à valorização ou exaltação da pessoa, refletindo-se naqueles que auferem rebarbas por estar junto ao destacado.
Quem não gosta de se sentir próximo de um astro famoso ou de qualquer pessoa que esteja sendo valorizada através de uma manchete jornalística, mesmo que pessoalmente, a criatura saiba muito bem que não é bem assim...
Não é mesmo?
Todavia, outras circunstâncias podem despertar a vaidade, como por exemplo, o prazer de não estar em foco por se tratar de uma exposição que apresente aspectos negativos e, então, não ser manchete naquele momento ou nunca ter sido sob aquela circunstância, tor…

MULHERES E PARCEIROS

Já nem me lembro de exatamente se foi em 1972 ou 73 que, como funcionária do Departamento de Publicidade do extinto Diário de Brasília, fui promovida à coordenadora do Departamento de Cadernos Especiais, liderando 25 homens publicitários, alguns inclusive bem mais velhos do que eu e em um tempo e em um ramo profissional em que a mulher se honesta fosse, permanecia em outras atividades.

Esse privilégio só foi possível auferir, porque dois anos antes um sujeito meio doido ,chamado Ivo Borges de Lima, professor da Universidade Federal de Brasília, laçou-me do status de apenas uma esposa e bela mulher, se dando ao trabalho não só de educar-me profissionalmente, mas principalmente porque enxergou em mim a possibilidade de ser sua parceira no departamento comercial daquele jornal que estava nascendo na capital federal.
E com tanta dedicação, os resultados só poderiam ser magníficos e, em poucos meses, a quase menina sem qualquer experiência anterior, passou a deter 82% das publicidades inseri…

ENTRE PÁSSAROS E PESSOAS

Dentre a uma infinidade de incompreensões que me assaltam por todo o tempo, o fato concreto de me ver frente a frente com minha própria fragilidade no convívio com gente, ou para ser mais exata, com certo tipo de gente, com certeza diminuiu e muito, assim como creio que diminui também nas outras pessoas que, como eu, optam em ser mais transparentes, o tempo de permanência neste planeta magnífico que chamamos de terra.
Essa galera, na qual me vejo inserida, gosta da vida e de vivê-la em toda a sua plenitude, observando os pássaros, pois os consideramos grandes mestres a nos ministrar ensinamentos valiosos que, aplicados na prática do cotidiano, podem até em dados momentos surpreender e até mesmo levar- nos a certa nostalgia por não estarmos junto a eles, mas com certeza, passados os primeiros instantes, digamos, de inveja, imediatamente somos invadidos por um misto de encantamento e lógica de sobrevivência que se torna difícil, dalí em diante, menosprezar tão sábios e absolutamente simp…

É HORA DE OBSERVAR

Não há explicações que justifiquem as posturas que se apresentam atualmente na política de nossa cidade, Itaparica, da mesma forma em relação à nossa vizinha Vera Cruz.
Estamos no Terceiro Milêneo e a cada instante algo se transforma, evolui e, no entanto, o que se vê é um retrocesso gigantesco onde cada político se agarra como náufrago a qualquer pedaço de madeira que flutue na desesperada ânsia de não perder a oportunidade de manter ou chegar ao poder,com raras exeções.
Que coisa, heim!...
O pior de tudo, são os pequenos ditadores impositores do atraso e da miséria que coordenam os pigmeus esbaforidos, que sedentos de poder para agregar força aos seus cofres abastecidos, buscam candidatos pífios, pois são manejáveis e garantem a eles obediência submissa.
E neste balaio de gatos, onde não existe rumo e tão pouco compromisso de qualquer espécie que não seja tão somente pedir a bênção ao coronel dos tempos modernos, fica restando ao povo desta Ilha a bênção de Deus, que parece andar mu…

INTERAÇÃO

Enquanto existir uma só pessoa que seja capaz de sensibilizar-se o suficiente para enxergar no outro um ser especial e com ele interagir sem que haja qualquer animosidade, inclusive se ambos não estiverem concordando nisto ou naquilo, certamente haverá a certeza absoluta de que o respeito às diferenças existe e, portanto, a bendita humanidade se expressará através da capacidade racional, tornando possível por todo o tempo crer-se que basta o querer, o sentir e o desejar da vontade voluntária para que o milagre da convivência harmoniosa aconteça.
O universo está aí, como um doador contínuo, sempre disposto a ceder toda a imensa gama de conhecimentos, precisando que os assimiladores captem para, então, distribuir aos demais, como meio educacional maior e seguro.
A intuição é a guia mestra da inspiração que agrupa letrinhas, formula equações, retrata a vida, decifra anatomias, explora as estrelas, desmistifica os astros, protge as baleias, as matas e os rios, sara doenças, decodifica a m…
PARCEIRANDO


Hoje, como de hábito, acordei bem cedinho e, antes de deixar a cama acolhedora, deixei a mente livre, e esta, sempre senhora de si mesma, foi lá no passado, talvez, creio eu, para fazer uma analogia entre o galho da amendoeira do quintal de meu vizinho, que teimava em permanecer querendo adentrar pela janela e o braço amigo de meu amor que pousado sobre meu corpo me leva a sentir que jamais estou sozinha, sempre amparada, guardada pelos fiéis parceiros.
Todavia, também pelo velho hábito, deixo escapulir um sorriso matreiro, o primeiro de muitos que, espero, terei ao longo deste novo dia. Pensando em me levantar, sinto através da janela fechada que pelas vibrações meus cães já perceberam que acordei, reforçando-me a certeza de que são sempre elas, as nossas energias, que chegam primeiro, seja lá onde nos intencionarmos a ir.
Daí os encontros benditos que venho tendo ao longo de minha vida, daí os desencontros inúteis que aborreceram, e muito, alguns momentos de minha vida.