quarta-feira, 29 de junho de 2016

E VIVA SÃO PEDRO


Parece que foi noutro dia, mas rapaz, assusta-me pensar que lá se vão 48 anos.

O dia estava como hoje, nublado, meio friorento, apesar de jamais eu ter sentido tanto calor, aliás, foi a única coisa que senti, pois o nervosismo e o corre e corre para os últimos ajustes, não abriram espaço para nenhuma outra sensação.

Foi bom, bom demais entrar na Igreja Cristo Redentor as 18:30 e aí sim, debaixo de chuva, poder dizer o meu sim e tornar-me mulher, amiga e parceira do meu Roberto.

Naquela época, ainda uma menina de 18 anos, jamais pensei no tempo em que passaria com você, até porque, casava-se com a intenção do “para sempre” ou até que a morte nos separe e este pensamento era lúdico, algo não verdadeiramente, mensurável.

Como eu ou ele poderíamos sequer imaginar o nosso trajeto dali em diante, sem que o romantismo da época, o tesão do novo e os devaneios próprios dos jovens, dessem os tons coloridos da ludicidade.

Todavia, quando as realidades foram tomando seus espaços no nosso cotidiano, insistindo em borrar as nuances de nossas idealizações, vimos surgir em nossos sentimentos a grandeza da amizade, do respeito palpável trazendo consigo a solidez da certeza que nada poderia ser pior do que não estarmos juntinhos em nossas caminhadas.

Acho que foi por aí, que começamos a entender o que era o amor e,  sempre foi tão bom , que nos viciamos em senti-lo, deixando os dias, meses e anos  deslizarem sem que verdadeiramente nos déssemos conta, pois o que contava era o fato de estarmos juntos, saudáveis e repletos de muita alegria de viver, independentemente das perdas materiais, das dores emocionais e das naturais dificuldades que o viver a dois e depois como no nosso caso, a quatro, com a inserção de Luiz e Anna, impõem à qualquer cotidiano. 

Foi bom, tem sido ótimo e esperamos que ainda tenhamos muito chão para pisarmos nesta caminhada de vida e liberdade, buscando por todo o tempo, o equilíbrio, a razão e o amor que pontuaram a nossa história.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

FINALMENTE

Desde 2012 que eu e meu Roberto, alimentamos o desejo de ver a união de Claudio Neves, Raimundo da Hora e Zezinho da Politur.
Esse desejo sempre foi acompanhado da lógica constatável de que juntando os talentos de cada um, acrescido da competência e força de trabalho dos seus assessores, certamente, Itaparica, poderia contar com uma equipe completa.
Cada um deles tem os atributos necessários para gerir a cidade, mas juntos, representam uma força Tarefa que com certeza, o povo itaparicano precisa e merece, além de serem homens que privilegiam juntamente com suas famílias, sempre a cidade, mostrando seus interesses na melhoria das condições dos cidadãos mais carentes e oferecendo ano após ano,  apoio as iniciativas, assim como intervenção direta de suas diversas capacitações no andamento de iniciativas, independentemente de se estar em período político.
Vejo nesta união, a não interrupção de projetos que já foram efetivados, mas que precisam de tempo hábil para se consolidarem.
Vejo também as muitas outras possibilidades de busca de novos recursos por Claudio Neves, que já provou ser capaz de adentrar em qualquer ambiente governamental no Brasil e no exterior, através de seu carisma e prestígio pessoal.
 Raimundo é o homem do povo, que conhece de perto as infinitas dificuldades desta população e que nos últimos cinco anos, focou seus trabalhos, justo no resgate da autoestima e dignidade dos grupos sociais mais carentes, promovendo ações de cunho cultural, social e educacional que não podem ser interrompidos.
Zezinho da Politur é a força do trabalho e da competência profissional e familiar, já largamente comprovada, por se tratar também de um homem simples do povo que soube crescer com a oportunidade que lhe apareceu e ainda, pode contar com o apoio incomensurável de sua esposa e depois filhos, na consolidação de seus objetivos, além de ser um homem criterioso e verdadeiramente, apaixonado por Itaparica e, prova disto é que mesmo com os recursos necessários para mudar-se para qualquer outra cidade, optou em permanecer no mesmo endereço e de lá, projetar seus sonhos de ser uma peça que promovesse o progresso da cidade e de seu povo.
E se não bastasse, ainda existe o sempre presente Dr. Raimundo Sacramento, articulador e responsável por esta união, pois percebeu não ontem ou hoje, que Itaparica precisava caminhar para uma nova realidade e que isto, só poderia acontecer se houvesse a união de forças e talentos e que no silêncio de suas posturas sempre discretas, desenhou este panorama que com certeza, colocará a nossa cidade num novo rumo de progresso, afinal, o lema desta turma maravilhosa é o da realização e, com certeza, o povo saberá mensurar.
Nosso sonho era justamente ver os políticos unidos, independentemente de partidos, colocando como prioridade, tão somente a cidade e seu povo.
E não foi que conseguimos!
Maravilha e bola pra frente, já que “Faremos” não consta do vocabulário destes homens, pois com suas experiências pessoais e profissionais provam a cada momento, o “Eu faço”, e sou capaz de muito mais.
Itaparica não está arruinada e tão pouco paralisada, tão somente, caminha no seu restauro, sem firulas, promessas de Salvadores do mundo ou num ritmo só possível sobre os palanques.
E é neste ritmo sério e consistente que, certamente este grupo se inspira e se ampara, independentemente, dos naturais contras.
Particularmente estamos confiantes, pedindo a Deus que os propósitos se tornem realidade.



quinta-feira, 23 de junho de 2016

MEU POVO

MEU POVO

Me poupem pelo amor de Deus. Que grande devoção é esta que só se manifesta no período eleitoral de quatro em quatro anos?
Nesse meio tempo, o amor vai cuidar de sua própria vida e quando procurado para com o seu prestígio pessoal resolver alguma necessidade de “alguém do povo”, se atende, coisa rara de acontecer, deixa através das dificuldades que apresenta para conseguir, isto ou aquilo, sempre a conotação de imenso favor, num claro toma lá dá cá, que o “alguém do povo”, aceita e incorpora como natural, o que transformou este tipo de relacionamento numa patologia social altamente desastrosa e os resultados estão aí, explodindo dia a dia e ao alcance de quem tem TV, Rádio, Internet ou apenas olhos e ouvidos, isto sem falar na mesma pequena lógica em correlacionar as dificuldades de seu dia a dia com a escassez cada vez maior dos serviços básicos de saúde, educação e segurança que sempre descem ladeira à baixo, enquanto os amantes do “povo” com sua vidinhas, só vão melhorando numa subida de ladeira vertiginosa, só possível em tão pouco tempo com os assaltos feitos ao erário público, num descaramento afrontoso que produz mazelas e miséria de todas as naturezas.
Para que haja “propina” é preciso que existam corruptores que na realidade são os grande impulsionadores e acobertadores dos corruptos, estabelecendo uma simbiose desastrosa a qualquer economia que atinge em cheio a grande massa da população que por sua vez, sentindo-se incapaz de reagir, passa a assumir as características de bobo da corte, servindo tão somente para dar alegrias aos seus algozes a cada quatro anos.
Qualquer pagamento que seja feito a alguém sem que este, tenha produzido algum serviço, tem que ser considerado propina e esta, só existe, pois todos os corruptos estão cercados em suas atividades por seus pares de falcatruas e de funcionários públicos alienados, medrosos ou favorecidos que se calam e a sua maneira, colhem suas próprias vantagens, aliás, o ser humano é sempre muito criativo nas articulações para se dar bem.
As legislações são tão burocráticas e maliciosas que já deixam margens robustas à todo tipo de escape, que o digam os advogados contadores e procuradores de cada município deste nosso país varonil.
Por que estou escrevendo sobre isto?
Por que, provavelmente me sinto cansada de tentar fazer certo e ser chutada como cachorro morto e ainda ter que escutar historinhas da carochinha de meia dúzia de espertinhos, que se deram bem, através de acordos mirabolantes, e que por se sentirem poderosos, e na realidade, estão, graças a mim e a um punhado de outros babacas que, fizeram o favor de transformá-los em autoridades, assim como sou obrigada tão logo acordo, a ingerir as grosseiras manifestações de amor à cidade ao estado e ao país.
Portanto, já que sou obrigada a votar, só me resta o direito de não continuar a me enganar, fingindo e me induzindo a acreditar que o elemento em questão é puro e generoso e que suas intenções são unicamente servir ao seu povo que ele só lembra que existe, de quatro em quatro anos, com direito a abraços, beijinhos e pequenos favores, cujo preço será sempre alto, não deixando sobrar para as reais necessidades do povo amado que, esmagado na sua dignidade cidadã, tudo vai aceitando e sempre buscando, um “salvador da Pátria”.
Me poupe, viu!!!!!



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pois é...Ser ex, pode ser...



Sozinha tendo como companhia a DENGUE ou alguns dos seus afiliados e dos meus sonolentos cães, graças a Deus, não perdi a minha capacidade de gostar de estar comigo e este sentimento amoroso, leva-me a pensar em meus momentos vividos e neste, penso que sou repleta de ex., dentre eles o de ser ex jovem, ex rica, ex publicitária, ex comerciante, ex patroa, ex magra, ex gostosa, bem neste caso, acho eu ainda sou um pouquinho. kkkkkk hummmm!!!
Que coisa hein!!!!!!
Gente, estou com medo de mim, será que estou com chicungunya na mente?
Ou será que definitivamente, não ter o meu trabalho diário, faz de mim uma desocupada de plantão em busca de piolhos existenciais?
Pode ser, mas também, pode ser apenas uma mente criativa que ri de suas próprias mazelas, afinal, ser ex de alguma coisa é sempre sinal de perda ou o que é pior, decadência.
E xô com qualquer sentimento que desperte em mim a auto piedade.
Sai azar, cruz credo, Salve-me Maria Santíssima...
Será que as pessoas em algum momento de suas vidas, pensam no que já foram ou já fizeram sem que qualquer tipo de sentimento de dor as atinjam?
Conviver com o que já não somos capazes de ser ou de sentir pode apenas representar itens de nossa bagagem vivencial com os quais, torna-se irrelevante considerar e que apenas em momentos especiais de absoluta falta do que fazer, desperta a memória?
Ou será que disfarço fazendo piadas para sufocar a minha própria limitação em ter sido isto ou aquilo?
Porra, seja lá o que for, com certeza, não incomoda mais que esta dor terrível que sinto nas articulações, nesta minha pontual incapacidade de caminhar ereta e de me sentir um montinho de merda, tudo por causa desta mosquita, filha de uma mãe desnaturada que em breve será outra ex, que colocarei no meu estoque do já tive e do já fui.
Que coisa hein!!!!!




A TOCHA


Mais um evento, nada de grande importância, dirão muitos, mas fico pensando se esta é uma afirmação que condiz com a realidade, afinal, são tão poucos os motivos para que nos orgulhemos de nosso país nos últimos anos que, uma festinha cívica local, além de nos dar visibilidade nacional, atravessando o nosso território, até que poderia ser motivação para despertar em nós uma brasilidade esquecida, soterrada pela esculhambação que nossos políticos imprimiram em nossos espíritos de cidadãos.
Estou diante do computador, mas com os ouvidos assimilando as notícias da TV, neste início de manhã e sinceramente, sou obrigada a reconhecer que estou com inveja das 142 cidades em que a “bichinha” já visitou, deixando impressa nas memórias de seus habitantes, momentos mágicos de cidadania com orgulho nacional.
Por que será que sendo Itaparica um ponto turístico de atração mundial e estando tão próxima da capital, não foi contemplada?
Alguém saberia responder a esta senhora mais que curiosa, na realidade, extremamente frustrada?