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Mostrando postagens de Abril, 2011

APENAS SÓ

Sozinha neste brejo de mundo, constato que nada sei, percebo que nada quero, sinto que tudo posso.
Olho pela janela e nada vejo que me empolgue.
Não tenho cá minha varanda, meu verde, meus cachorros.
Não sinto as flores e tão pouco, os tantos frutos.
Não ouço o mar, nem a vitrola do vizinho.
Mas posso ver o céu, meu consolo, meu abrigo.
E dentre o pouco aparente que me sobra,
Existe a vida que teimosa me inspira,
A seguir em frente, rumo ao infinito que me aguarda.
Impassível, mas ainda assim solidário,
Nesta jornada de vida e liberdade.
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Continuação - HAVIA TEMPO II

Como podem observar, continuo neófita em se tratando de computadores, internet e gramática, mesmo sendo tão curiosa, bisbilhoteira e pensante contumaz. Agora, por exemplo, publiquei sem querer um texto que não havia terminado e sequer corrigido e tudo que me reta é desejar que me perdoem por tamanha incapacidade, pois apesar de me considerar uma pensante, jamais consegui assimilar algo com o qual sinto não ter qualquer afinidade. E nessa história eterna de computar os meus foras, micos, ou sei lá o nome que hoje tenha, são bem conhecidos de meus amigos e seguidores, até porque sem eles eu verdadeiramente, não seria eu. Penso então, que talvez esta seja a minha marca registrada que é justo, não ter medo de ser feliz, jamais deixando de fazer ou dizer algo, por medo, vergonha ou porque não sou exatamente como esperam que eu seja. E pensando nisto, por que eu deveria ser assim ou assado? Como posso sofrer por ainda encontrar tempo para escrever um punhado de coisas, aparentemente tolas, …

HAVIA TEMPO II

Pois é... na solidão deste meu quarto de república, buscando superar o vazio das coisas e das pessoas com as quais me habituei a conviver, faço o que mais gosto, penso. E nesse pensar contumaz percebo que as vezes incomoda a alguns, porque pensar leva aos questionamentos e estes, a busca constante de entendimentos, que nem sempre os demais, estão disposto a oferecer. Penso então que deva ser uma deformação genética que trago comigo como uma doença que se não condena a morte precoce, faz branquear mais cedos as madeichas, minhas e alheias, assim como faz borbulhar constante ansiedade por tudo querer entender, sem deixar escapar absolutamente nada em uma constante sede de mais e mais absorver.

RECORDANDO ATÉ O SABUGO

Fiquei pensando sobre o texto que escrevi na edição passada, na busca de um maior entendimento até mesmo de minhas afirmações em relação às possíveis críticas quanto ao fato de eu estar ou não qualificada para achar isto ou aquilo, cujas situações jamais foram por mim vividas diretamente.
Se fosse assim, somente poder-se-ia ponderar, questionar e até julgar-se algo, baseado nas próprias vivências.
Entretanto, concordo que em algumas situações é preciso que se dê um desconto avaliativo, afinal são tantas as implicações e complexidades que seria, no mínimo, leviano desconsiderar-se os agravantes de quem os vivencia in loco. Uma mãe acaba de perder um filho e as pessoas dizem: - Eu sei como você está se sentindo. Como? Por acaso, já perdeu um filho? Ou: - Posso sentir a dor da discriminação dos Gays, Negros, etc. Ou: - A fome é dolorosa, sei o quanto você sofre. Todavia, existem milhares de outras situações em que embasados não só em estudos, observações e até vivência, as pessoas podem fazer ava…

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…

DESANIMADOR

Em todas as vezes que assisto à aula de antropologia filosófica e etc e tal,deprimo-me ao constatar que alguns professores se fecham nos conceitos acadêmicos, não abrindo espaço para, pelo menos reconhecer que existem, se não grandes pensadores como Sócrates, Platão e tantos mais, outros humanos que dedicam suas vidas a encontrarem respostas para aspectos já pensados, mas que evoluíram tal qual a humanidade em seus sistemas sociais.Percebo uma arrogância limitadora que me assusta. Um preconceito sem noção de existir, ainda mais dentro de um centro que se propõe a formar professores que a Priore, darão aulas para adolescentes e que, portanto, devem desenvolver suas habilidades educadoras no sentido de estimular os mesmos a buscar o criativo prazer de pensar, para saírem ou não entrarem nas mesmices sistêmicas, onde Kant, certamente pouco fará sentido em suas mentes se a ele não for adicionado o gosto da observação contestadora frente a um novo foco que possam vir a se def…