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Mostrando postagens de Outubro, 2016

COTIDIANO

Quando se chega na minha idade, naturalmente, muitos carnavais já foram apreciados e talvez por esta razão, não me surpreendo em demasia com as plumas e os paetês que adornam as fantasias deste nosso cotidiano que se esforça imensamente em ser surpreendente, mas que na realidade, tem apenas se aprimorado, tanto nos quesitos bons, quanto nos ruins, numa sucessão contínua de risos de alegrias e gritos de dores que se confundem, formando os sons das cidades, dos bairros, das ruas e infelizmente, também de nossas casas. É o ladrão que adentrou, o marido que bebeu, a filha que fugiu, o vizinho que brigou, o político que roubou, a empregada que faltou, a torneira que secou, a pia que entupiu, mas felizmente, o natal chegou. E tudo vira festa, pois em seguida vem o réveillon, depois o carnaval e como consolo espiritual, chegamos a semana santa, mais adiante as festas juninas e por aí vamos seguindo as estações, amparados nas tradições, mas verdadeiramente, vivendo de ilusões...

PAUSA CRIATIVA

É bem assim que me sinto... Olho para a tela em branco diante de mim e o tempo vai passando e absolutamente nada surge em minha mente, aliás, percebo que até a mente está em branco, numa espécie de preguiça, onde tudo entra e nada sai e também não diz para onde vai, crendo eu, que deve se espalhar pelas retinas de meu interior de mulher apaixonada que suga cada gotícula de vida, sem se importar muito bem para onde vai, desde que seja, tão somente para me fazer feliz. Fecho os olhos, suspiro profundamente e me sinto em paz. Para você que me lê neste sábado ensolarado, desejo que encontre no decorrer do dia, sua própria pausa e com ela, encontre instantes benditos de paz.

COMO É DIFÍCIL...

Há cinquenta anos atrás quando comecei a escrever, sentadinha em minha escrivaninha em meu quarto de filha única, pouco mais que uma criança, percebi que gostava de escrever sobre gente e suas especificidades, assim como muito atenta, tudo ia registrando em meus caderninhos, hábito que trago até os dias atuais, jamais me atendo ao comum e corriqueiro, mas a tudo quanto eu percebia e que se camuflava em sorrisos, risinhos e palavras fáceis. Tudo muito intuitivo. O tempo foi passando, mas os meus hábitos permaneceram, apenas, devida as labutas naturais da vida, fui adaptando meus escritos ao qualquer hora e lugar, já que por inerência de meu próprio trabalho, não me era possível fazer escolhas e com isto, ampliei a minha capacidade adaptativa e aproveitei para também ampliar meu raio de visão, o que me impulsionou a também buscar nos grandes pensadores da raça humana, uma maior compreensão em relação a todo e qualquer contraditório, extraindo dele sempre, ricos aprendizados em relação …

Bolo de maçã (de liquidificador)

Quem diria que um bolo tão prático preparado no liquidificador, resultaria num bolo fofinho que desmancha na boca?! Essa receita é imperdível! É uma ótima sugestão quando recebemos uma visita de última hora e queremos preparar algo rápido e muito gostoso. Espero que gostem! Um beijo! INGREDIENTES: 3 maçãs grandes 3/4 xícara (chá) de óleo 3 ovos 2 xícaras (chá) + 3 colheres (sopa) de farinha de trigo 2 xícaras (chá) de açúcar 2 colheres (chá) de fermento em pó suco de 1 limão 1 colher (chá) de açúcar açúcar de confeiteiro para finalizar Bolo de maçã (de liquidificador) MODO DE PREPARO: 1- Comece cortando 1 maçã em pedaços (com casca) e coloque no liquidificador. 2- Na sequência descasque as outras duas maçãs. Coloque as cascas no liquidificador e a polpa corte em cubinhos, coloque em uma tigela e regue com suco de limão e 1 colher de açúcar. Reserve. 3- Voltando ao liquidificador, acrescente à mistura os ovos, o açúcar, o óleo e bata bem. 4- Em outra tigela peneire a farinha…

NUNCA FOI TÃO PROPÍCIO

Não existe nada tão sábio quanto os ditados populares, afinal, são frutos das experiências empíricas que, de fato, contam as vivências culturais do cotidiano sem que haja barreiras fronteiriças, continentes interligados, raças ou qualquer diferenciação, já que as criaturas humanas, ou não, preservam seus hábitos e costumes, assim como as suas complexidades onde quer que estejam e, de uma forma ou de outra, se parecem ou se copiam. “Gato escaldado, tem medo de água fria” No nosso cotidiano tupiniquim é possível vivenciarmos alguns deles, sem no entanto, nos atermos as suas absurdas verdades que impiedosamente nos cortam como lâminas afiadas, transformando-nos em tão somente, espertinhos sem causas definidas, frente aos nossos continuados lamentos a respeito disto ou daquilo. “O pior cego é aquele que não quer ver” “ Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” “ Ignorância é o pior de todos os males” “De boas intenções o inferno está cheio” E por aí vai... No entanto, tem um ditado que se…

O CORPO DÓI...

Não há nada mais precioso que a vida plena e, no entanto, relutamos em abandonar as nossas inúmeras crenças e, por elas, sofremos e sofremos. Penso que não há dignidade no sofrimento, daí a necessidade de se buscar o entendimento da mudança de rumo de nossas passadas vivenciais. Isto não significa abandono ou desistência, ao contrário, trata-se de fidelidade aos propósitos maiores que conduzem e garantem a nossa reverência à vida, nosso maior patrimônio, afinal, por que desperdiçar toda esta riqueza que é insubstituível? Egoísmo declarado? Provavelmente aos olhos daquele que ainda não compreendeu a importância de sua própria vida no contexto da vida e, por não compreender sofre e distribui seus sofrimentos aos demais, através de suas posturas físicas e emocionais, promovendo um contínuo retrocesso em tudo que toca, mesmo quando sorri. E aí... O corpo dói, a alma dói e o universo chora.

OLHANDO PARA TRÁS...

Jamais me foi dito que as decisões na minha caminhada vivencial seriam fáceis ou difíceis. Na juventude, fui percebendo que a maioria das minhas opções eram muito doloridas, afinal, as descartadas deixavam-me o gosto duvidoso da perda por se apresentarem imprescindíveis. Na medida em que fui amadurecendo, creio que de forma intuitiva, passei a buscar no passado opções descartadas e, para a minha surpresa, sempre existiu uma imensa dificuldade em lembrar-me delas. E então, aos poucos, fui me conscientizando do absurdo da perda de tempo e energias vitais à minha saúde e alegria de viver, achando que sem isto ou aquilo, este ou esta, tudo deixaria de existir ou que eu não poderia viver sem. Que coisa, hein!!!! Passei então a olhar o passado e minhas opções com todo o meu carinho, pensando que o descartado teve o seu tempo certo em minha vida e o que retive verdadeiramente me pertencia, até mesmo, quando me fez sofrer, num aprendizado contínuo, afinal, nada é para sempre, tudo tem um …

E´...

Pois é, o domingo está chegando ao fim e já estou pensando em subir para estirar-me em minha gostosa cama para o merecido descanso, não sem antes deixar registrado a minha profunda tristeza por ter vivido mais um dia sem conseguir deixar de assistir, seja na TV, seja nas redes sociais, o festival de canalhices emocionais que algumas pessoas( e este número tem crescido assustadoramente), distribuem como troféus do absurdo umas com as outras e que nos atinge sorrateiramente, minando nossos humores, destampando recordações desagradáveis, cutucando em nossas feridas e frustrações e nos induzindo a copiá-las e se não estivermos bem atentos, “pimba”, passamos a ser mais um a engrossar o time dos agressivos sociais, reforçando o coro de que a vida deve ser levada no “olho por olho, dente por dente”. Pense nisto antes de aplaudir o abusado, o entrão que na realidade são os canastrões existenciais que fazem de si, espadas afiadas que vão ao longo de suas vidas, ceifando o belo, o singelo, o a…

PROFESSOR

Como professorinha eu me tornei em 1968 e, de lá para cá, fui acompanhando o distanciamento que foi ocorrendo entre o aluno e seu professor, entre os pais e a escola, num sempre crescente afastamento que só foi produzindo um absurdo desencontro de finalidades, claro, com raras exceções, quebradas esporadicamente nas festas do calendário escolar. Talvez por esta constatação sempre fui muito atenta às condutas dos mesmos, sejam pais, alunos e professores, buscando sempre encontrar pérolas entre eles que pudessem ser exemplos aos demais. Encontrei muitos e cada um na realidade reforçou a minha convicção de que eu jamais teria sido uma professorinha ideal, pois faltava em minha vocação de mestra o dom da paciência e a paixão com o convívio com as crianças. Dois elementos fundamentais para que eu pudesse me inserir no mundo encantado da infância. Parabéns a todos os professores que mesmo tendo o curso de pedagogia ou terem feito licenciatura nesta ou naquela disciplina, sentem orgulho de …

QUEM SABE UM DIA...

QUEM SABE UM DIA Quietinha no meu canto, aparentemente solitária, afinal, para quem tem a mente repleta de questionamentos sem qualquer receio ou mesmo medo de participar de seu mundo sistêmico, errando e às vezes acertando, não há lugar para a solidão. E se não bastasse a infinidade de porquês, a cada dia, novos surgem de forma surpreendente, já que na realidade são os mesmos, tão somente, com novas vestimentas e novos personagens, todavia, dentre tantas mazelas que permeiam a raça humana, existe apenas uma delas que me toca de forma devastadora, que é a fome, tirando de mim qualquer maior respeito pela política partidária, se bem que como qualquer outra idealista, agarro-me vez por outra à boias que me parecem mais convincentes, tendo de confessar que até o presente momento, nenhuma delas preencheu o vazio da minha imensa decepção. Penso na fome e a imagino sem nunca tê-la sentido, crendo que para aqueles que a vivem no seu cotidiano, nada mais importa que um simples, mas grandioso…

RECOLHENDO CACOS

Os ventos estão tão fortes que mais parecem os de agosto, envergando coqueiros, balançando galhos, derrubando frutos, despetalando flores. Os sons do farfalhar das folhas são agitados, nervosos, pouco amigáveis, fazendo o mar se encrespar e o meu corpo arrepiar. Os pássaros ressabiados procuram, me parece, inutilmente um lugar seguro para se abrigarem, um abrigo mais tranquilo para, então, voltarem a cantar. A natureza me parece zangada, aborrecida certamente conosco que incansavelmente a ferimos com nossas ações destruidoras, numa ingratidão sem limites, numa indiferença que se ainda não a matou de todo, certamente já despertou nesta tão poderosa, mas também generosa senhora, momentos de impaciência que ela expressa desabafando, através de seus ventos fortes e de suas lágrimas de chuva em forma de tempestade. De repente, tudo começa a se acalmar... É a mãe natureza que enxuga as lágrimas, sufoca os gritos, faz calar o pranto. E num ritual de recolher os cacos, assim como ela, lamen…

SIMPLES REFLEXÃO...

Finda a campanha política, aliviada as tensões das urnas, seja pela vitória ou pela derrota, vi surgir ao longo da experiência de vida, uma nova tensão, bem mais devastadora, que é esperar a posse do eleito e a saída do perdedor, se bem que neste caso, a tensão em maior número começa antes das urnas, pois pelo sim pelo não, três meses antes, o enxugamento começa a ser feito, desempregando e naturalmente deixando um sem número de pessoas que são eleitores a ver navios. O que significa, votos perdidos. Nunca entendi, mas vamos lá... Já o ganhador, nem mal fecharam-se as urnas, já se vê com uma batata quente nas mãos, afinal, como acomodar todos que dele esperam uma compensação? E esta situação vai se agravando até a posse, já que os mais próximos, começam a disputar entre si os cargos de maior expressão e, é claro, também salário. Tudo muito sorrateiro e articulado, e seja quem vier a ocupar os referidos cargos, alguém sempre ficará insatisfeito e se sentindo preterido, isto sem falar…

Que maravilha!!!

E de repente, agorinha, me dei conta de que não posso correlacionar o nome com a fisionomia da maioria das pessoas com as quais tenho dividido a maior parte de meu tempo nos últimos quatorze anos. Nos últimos tempos, tudo que fiz, foi conversar com um sem número de pessoas, através da minha capacidade imaginativa. No início na Rádio, o hábito me fazia tentar mentalmente desenhar o perfil fisionômico de cada ouvinte, mas gradativamente, sem me aperceber, fui perdendo-o, acredito que isto ocorreu justamente pela intimidade que foi se formando, não importando, portanto, de como era a pessoa em questão, pois tudo que era fundamental, me era passado através de sua voz, ao ponto de ser possível captar seu estado de espírito, tão somente, pela forma dela dizer: - Bom dia, Dona Regina. Mas eles, meus ouvintes, sempre souberam como eu sou e esta conscientização me foi possível no dia da eleição, quando pela manhã, saí para votar e depois percorrer as demais zonas eleitorais nas diversas com…

O GRITO DA LIBERDADE

A partir de janeiro de 2017, a Ilha de Itaparica estará sob a batuta de dois jovens, absolutamente distintos em suas naturezas históricas pessoais, mas absolutamente ligados em propósitos similares, representando uma parcela do povo brasileiro que não aguenta mais o “pot-pourri” de desmandos que vem assolando de forma sistêmica e desavergonhada o erário público. Particularmente nos meus mais de quarenta anos de carreira, jamais encontrei nas pessoas tanta vontade de rasgar o espesso pano da vergonha nacional que pode ser encontrada em cada minúsculo recanto deste país, lesando de forma cruel a soberania do estado de direito de cada cidadão. Não foi preciso nenhuma revolução, armas ou quebradeiras, tão somente, a luz da consciência de cada cidadão, que disse BASTA. Aqui na Ilha, não seria diferente, e no embalo nacional de buscar uma espécie de redenção, por tantas décadas de opressão, o povo votou de forma emocional, fazendo de cada voto um grito de liberdade pessoal, compreendendo,…

QUE SURRA, MAMÃE...

Contrariando a lógica eleitoral brasileira que, definitivamente, fechou o ciclo do PT, certamente por um bom tempo em nosso país, o povo de Itaparica, sem qualquer cerimônia, leva-a ao pódio da Prefeitura também sem nenhum preconceito, o que me leva a constatar que, sempre soberano, o povo voltou as costas para a realidade e optou por escolher a sua imagem e semelhança, jogando por terra qualquer receio de ser feliz, a exemplo de Lula em 2002. Penso, então, que vence o que constrói a melhor imagem e, certamente, a Professorinha Marlylda desenhou para si ao longo dos últimos oito anos e com suas memoráveis derrotas um bom aprendizado, o perfil perfeito, onde o amor supera qualquer dificuldade, principalmente rejeição em se tratando de apoios financeiros e sombras misteriosas que a partir de 1º de janeiro se apresentarão aos poucos, disfarçadamente, como sempre foi feito, tanto cá como acolá, através da coleta de lixo, do calçamento, passeios e de qualquer outra entrada financeira d…

SEMPRE DIFERENTE

Como de costume, acordei bem cedinho pegando carona com o dia que começava a clarear. Aproveitando o embalo que me acomete a cada despertar, absorvi o espetáculo inenarrável dos aromas que sem qualquer cerimônia invadiram a minha natureza de mulher simples e apaixonada pela vida. Hum... respirei fundo, uma, duas, dezenas de vezes, deixando meu corpo se apoderar da natureza que generosa me brindava com o seu melhor, bom dia, enquanto, minha mente, absolutamente racional, providenciava o devido registro, sem deixar escapar um só detalhe, fosse visível ou tão somente sensitivo para que mais adiante, como faço neste instante, pudesse eu reproduzir com a quase original emoção. Que neste sábado, ainda não ensolarado que marca o início do mês de outubro, você possa também sentir e observar, registrando em sua alma, as delícias de se sentir vivendo e podendo constatar a cada amanhecer que, afinal, ele é sempre diferente, regenerador e profundamente inspirador.
E a pequena lágrima rolou pelo rosto, como se fosse uma gota que o universo gentil, oferece como seiva úmida e nutritiva à folha, nem sempre ressecada, mas sempre ávida de um pouco de atenção. Bom dia!