sexta-feira, 31 de outubro de 2014

FELIZ DA VIDA


A pitangueira ainda resiste à invasão dos pássaros e minha aos seus frutos e ainda é possível encontrar algumas amoras que tentam resistir aos ventos marinhos que insistem em balança-las num frenesi contínuo, todavia, as seriguelas já começam a embonecar verdinhas, formando belos cachos como que para me lembrar que em breve estará faceira, servindo a mim e aos atrevidos pássaros.
Nesta sequência de aromas e sabores, o ano foi passando e agora, neste finalzinho de outubro, posso encantada com a vida, lembrar das frutas do Conde, das mangas e das acerolas que este meu generoso jardim já me ofereceu, além das rosas e dos narcisos que perfumaram carinhosamente os meus dias.
E entre delícias e alegrias, sigo apenas, agradecendo à vida...
Um beijinho saboroso e perfumado para você que pacientemente lê os meus escritos, desejando um começo de novembro repleto de paz, num exercício constante de vida amorosa com a sua própria vida e com o universo que a abriga.
Porque meus amores, ela é bonita é bonita e é bonita.
A pitangueira ainda resiste à invasão dos pássaros e minha aos seus frutos e ainda é possível encontrar algumas amoras que tentam resistir aos ventos marinhos que insistem em balança-las num frenesi contínuo, todavia, as seriguelas já começam a embonecar verdinhas, formando belos cachos como que para me lembrar que em breve estará faceira, servindo a mim e aos atrevidos pássaros.
Nesta sequência de aromas e sabores, o ano foi passando e agora, neste finalzinho de outubro, posso encantada com a vida, lembrar das frutas do Conde, das mangas e das acerolas que este meu generoso jardim já me ofereceu, além das rosas e dos narcisos que perfumaram carinhosamente os meus dias.
E entre delícias e alegrias, sigo apenas, agradecendo à vida...
Um beijinho saboroso e perfumado para você que pacientemente lê os meus escritos, desejando um começo de novembro repleto de paz, num exercício constante de vida amorosa com a sua própria vida e com o universo que a abriga.

Porque meus amores, ela é bonita é bonita e é bonita.

domingo, 26 de outubro de 2014

PRESENTES DA NATUREZA


As pitangueiras estão em festa, fazendo coloridos os seus galhos e alegre o meu paladar, enquanto a amoreira vai se despedindo desta temporada, deixando ainda pender de seus galhos longos e flexíveis as derradeiras amoras que disputo acirrada com os passarinhos, a doçura de seus sabores.
E neste mesclar de cores e sabores, fico feliz e sorrio ao pensar na minha infantilidade em disputar com os pássaros, sabedora de que jamais estarei à altura dos astutos e rápidos companheiros, afinal, enquanto eles batem as asas e beliscam os sabores, eu bato minhas asas e voo para deles extrair, poesia e emoção.
No final, somos muito iguais e juntos sugamos o néctar desta natureza, que nos nutre e nos inspira, fazendo de nós, tão somente, seres livres, acostumados que estamos a bater nossas asas, em rumos nem sempre lembrados, nem sempre vivenciados.
Vai uma pitanga, aí ?
Tá doce que nem mel...
Que neste final de domingo, o sabor de sua fruta preferida, adoce o seu paladar e a sua alma também.

Um beijo carinhoso para vocês, desta senhora que adora viver.

EFEITOS COLATERAIS

Se para agirmos com ética em qualquer instância pessoal ou em sociedade, precisamos fazer escolhas e estas devem vir na sequência de análises, discussões e possíveis revisões pessoais, pois estas determinarão nossos atos e consequentes reações, como exercermos tão arriscada inerência cotidiana sem que recebamos uma gama variada e rica de subsídios que nos forneçam parâmetros?
Como decidirmos genuinamente, quanto as nossas escolhas, se de pronto estamos tolidos por leis de fundamentação moral que enterram sem qualquer direito a apelações, os valores que até à pouco, formaram nossos caráteres e consequentes escolhas?
Estariam todos os conceitos errados e teríamos vivido de forma inconsequente e desastrosa por todos os tempos?
Como vivenciar os novos valores de forma ética, dentro de um equilíbrio razoável de convivência tanto no pessoal quanto na sociedade, se a cada instante, vemos fenecer toda a conjuntura de valores éticos  que representaram a nossa sustentabilidade pessoal?
Penso que a evolução dos costumes sempre existiu e é inerente a capacidade da criatura humana em pensar, ponderar e produzir a continuidade deste mesmo raciocínio, tornando-o o mais próximo possível de uma  lógica universal, portanto, cercear seu instinto natural quanto a preservação de seus recursos subsidiados em sua formação cognitiva, talvez seja a mais violenta das agressões sem qualquer resquício de ética.
O que venho observando nas últimas décadas é exatamente este conflito de conceitos éticos que além de confundirem, cerceiam os direitos individuais da livre escolha, em nome da defesa deste ou daquele segmento que acredita estar absolutamente certo em suas convicções ideológicas de cunho emocional, que entendem, serem sistêmicos e  universais.
Afinal, o bom senso e o reconhecimento do direito individual quanto a própria escolha, não deveria necessitar de leis que a blindasse,  quanto as avaliações alheias,tão somente que garantisse a ela amparo e, portanto,, o status de permanência.

Historicamente, a imposição comportamental, baseada em verdades de grupos minoritários, não só tiveram consequências desastrosas, como jamais, fizeram parte de um contexto saudável evolutivo, representando atrasos extremamente danosos a raça humana e ao planeta como um todo.
Os reais efeitos colaterais da globalização indutiva, chegam em sua maioria de mansinho, tal qual o uso contínuo de drogas medicamentosas, impossível de se detectar os seus efeitos colaterais sem que haja tempo, observações e discussões à respeito, podendo levar inclusive a sua suspensão como ocorreu com fatos históricos que marcaram de forma indelével o currículo da humanidade.

O que de forma particular venho percebendo cada vez com mais nitidez é que não escaparemos dos efeitos colaterais, pois alguns aspectos já começam a se tornar explícitos nas sociedades do mundo em geral, mas que a médio e longo prazos mostrarão suas chagas e então,  muitos aditivos serão necessários para que seja possível uma sobrevivência, sem que seja possível deter-se o atraso que ocorrerá, pois a reconstrução do âmago social terá prioridade como ocorreu em outros tempos, onde o homem se perceberá em agonia social, quanto ao restauro de uma ética postural que seja universal, mas que tenha como fundamento maior, o bem estar da liberdade de todos, respeitando-se a individualidade na sua máxima quanto aos limites de seus direitos em relação ao outro.
Bom seria que nos fosse oferecido na infância ensinamentos de conduta existencial em conjunto com todos os demais aprendizados primários, como ter autonomia quanto a urinar e defecar.
Mas como seria possível, se sequer nos percebemos sendo unidades especiais, deste contexto fabuloso que é a vida?
.,

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

TRAVEI EM NOME DE JESUS

 Estou a alguns dias tentando escrever sobre o natal e nada, absolutamente nada surge em minha mente. De repente tudo que vejo é um imenso branco.
Talvez seja o fato de que preciso ser o mais fiel possível as tradições religiosas e sinceramente, com estas, eu não tenho qualquer afinidade.
Por mais que eu me esforce, jamais consegui enxergar Jesus como a maioria e muito menos relacioná-lo a festas totalmente destoantes da concepção que tracei deste homem fantástico que optou em tirar de si, todo e qualquer hipocrisia fundamentalista e abrir-se para a vida que ainda muito jovem percebeu existir intensamente em si.
Jesus que despertou para os sentidos, lembrando-nos do quanto precisávamos direcioná-los na formação de nossas emoções e consequentes sentimentos.
Jesus que traçou éticas a serem compreendidas e aplicadas no cotidiano das pessoas, buscando-as no interior de si mesmo no relacionamento com o tudo o mais a sua volta.
Jesus que conseguiu se despir das vaidades, por compreender que estas eram geradoras de inúmeras mazelas físicas e emocionais que interferiam no convívio social.
Jesus que revolucionou a alma e a forma de condução postural, fornecendo caminhos evolutivos de desenvolvimento sustentável da criatura humana.
Jesus, forte, resistente e absolutamente suave que soube conduzir a maior e mais concreta das revoluções que este mundo terreno, já tomou conhecimento.
Jesus do perdão e do entendimento quanto as fraquezas humanas
Jesus da generosidade, do companheirismo, da fraternidade.
Jesus da visão universal de um todo completo, onde cada elemento seja humano ou não, tem sua preciosa parcela de importância na manutenção da grandiosidade e completude do sentido da vida.
Jesus, sentimentos, orientação e amor que abrigo em meu interior e cujo nascimento comemoro à cada amanhecer em que me vejo e me sinto vida, numa permanente liberdade de existir.
Jesus que conseguiu na simplicidade genuína de seu ser, nos deixar o seu  legado, num único e precioso ensinamento que nós, 2000 anos depois, ainda resistimos em aprender; "AMAI AOS DEMAIS COMO A SI MESMO".

terça-feira, 14 de outubro de 2014

QUE COISA HEIN...


Fico pensando no quanto o fanatismo de qualquer natureza pode se transformar num indutor destrutivo das posturas humanas.
O fanático, perde o senso avaliativo de seu próprio comportamento emocional, não se enxergando e tão pouco se ouvindo, pois caso contrário estaria com o seu senso crítico na ativa e perceberia o quanto está sendo inadequado na defesa irracional de sua crença, seja ela qual for.
É possível observar neste período político o fanatismo de certas criaturas, que insultam as demais por pensarem diferentemente delas e não percebem que usam as agressões pessoais, por não disporem de argumentos sustentáveis.
Olho pro céu e peço a Deus, perdão para estas criaturas que colocam em si mesmas, viseiras e abas laterais que as impedem de terem uma visão mais ampla do que seja respeito às diferença.

domingo, 12 de outubro de 2014

ATENÇÃO COMPRADA

Desde sempre em minha vida, busquei exaltar através de meus escritos, falas e interação com os demais, a alegria, o positivismo, a solidariedade, enfim, sentimentos que valorizassem o bem viver.
Procurei não cultivar mágoas, tristezas, desilusões e tão pouco usei o desabafo com os próximos, fossem amigos ou parentes como válvula de escape, justo por acreditar que a repetição de qualquer tipo de sofrimento, só o torna indissolúvel na mente e na alma.
Acreditei por todo o tempo que deveria extrair dos momentos difíceis, apenas sólidos e consistentes lições que me serviriam de embasamento para não mais querer voltar a vivenciá-los.
E pensando e escrevendo sobre esta minha forma de conviver comigo mesma e com os demais, também reconheço que em muitas ocasiões fui muito exigente no meu convívio com os demais, onde certamente a humildade do reconhecimento quanto as percepções alheias, foram por mim negligenciadas , pois esperava delas o mesmo entendimento, desconsiderando fatores primordiais, como por exemplo; a própria natureza, fosse educacional, cultural ou ambas.
Precisei de uma vida quase inteira para enxergar com nitidez a arrogância que se embutia nesta minha postura, a primeira vista adequada, assim como precisei do mesmo tempo terreno para finalmente poder compreender a grandeza do aperfeiçoamento emocional e de sua importância no convívio com meus próprios entendimentos em relação as prioridades existenciais.
Chove lá fora e cá estou filosofando o que não deixa de ser uma forma de desabafo travestido de um plausível bate papo pessoal que divido com os demais, numa espécie de "Minha Culpa"para me livrar desta culpa que certamente, tenha sido responsável por inúmeras e gritantes falhas comportamentais.
Hoje é o dia dedicado às crianças e como para mim este fato midiático quase nada represente, reconheço, que muitos de nós dele necessite como forma de expiação de muitas culpas, consolo emocional possível de ser comprado em qualquer loja, aplacando a dor de a cada dia estarmos nos tornando incapazes de presentear nossas crianças com nossas genuínas atenções em atos espontâneos de dedicação amorosa.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

MUITO MAIS


São vinte metros de frente, reservada por um alto muro branco, onde o sol permanece iluminando e de onde estou, bem de frente, posso enxerga-lo refletindo alguns galhos de minha frondosa mangueira.
Bailo meus olhos ao redor do espaço que me separa do muro e posso ver além da mangueira, o cajueiro, os coqueiros de troncos longos, meus dois pés de limões, assim como a seriguela e minha enorme paixão que são as amoras que de tão carnudas e doces, preciso dividir com os pássaros.
Claro que existem as flores com suas cores distintas e seus perfumes apaixonantes e o já não tão jovem piso de grama que cobre como um tapete perfumado o meu pedaço de paraíso de que tanto amo.
Olho então para o céu, num ritual diário e me vejo acobertada pelo mais belo sol que me aquece.
Nos dias de chuva, sinto-me renovada com a bendita água que mais que lavar a terra, matando a sede do restante da natureza, lava-me simbolicamente a alma, renovando-me a cada gota que sinto escorregar pelo meu corpo.
As noites belas e estreladas, coroam brilhantemente, as mais incríveis luas cheias que meus olhos foram capazes de apreciar.
E nesse bailado de olhares, chego finalmente a mim e constato encantada que consegui extrair e absorver todas essas maravilhas, talvez por ser mais atenta ou quem sabe, mais apaixonada, mais lúdica que a grande maioria.
Ou talvez por ser mais vaidosa, arrogante e prepotente, por crer que este mundo me pertence e que é todinho meu. Fazendo do mar, minha banheira de águas mornas, do jardim, minha sala de repouso, dos frutos meu sempre farto banquete, dos pássaros, grilos e sapos, minha vitrola de sons e das flores, meus raros perfumes.
Que nesta sexta-feira, você se sinta tão poderosa quanto eu e consiga também olhar ao redor e enxergar os brindes que a vida generosa lhe oferece e como agradecimento, se doe, perdoe e se apaixone.
Porque a vida é sempre muito mais do que o óbvio apresenta.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

RECOLHENDO CACOS



Os ventos estão tão fortes que mais parecem os de agosto, envergando coqueiros, balançando galhos, derrubando frutos, despetalando flores.
Os sons do farfalhar das folhas são agitados, nervosos, pouco amigável, fazendo o mar se encrespar e o meu corpo arrepiar.
Os pássaros ressabiados procuram, me parece, inutilmente um lugar seguro para se abrigarem, um abrigo mais tranqüilo para, então, voltarem a cantar.
A natureza me parece zangada, aborrecida certamente conosco que incansavelmente a ferimos com nossas ações destruidoras, numa ingratidão sem limites, numa indiferença que se ainda não a matou de todo, certamente já despertou nesta tão poderosa, mas também generosa senhora, momentos de impaciência que ela expressa desabafando, através de seus ventos fortes e de suas lágrimas de chuva em forma de tempestade.
De repente, tudo parece que começa a se acalmar...
É a mãe natureza que enxuga as lágrimas, sufoca os gritos, faz calar o pranto.
E num ritual de recolher os cacos, assim como ela, lamento pela rosa desfolhada, pelas amoras deitadas ao chão, pelo ninho despedaçado e pela solidão que percebo neste acalmar dos ventos ao meu redor.

Que nesta quinta-feira, você consiga também recolher os seus próprios cacos pensando unicamente no aprendizado que as dores lhe trouxeram.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

CARINHO

Felipe Brito - Regina Carvalho
Com certeza, um dia o seu corpo físico irá sucumbir ao tempo, mas a sua magnífica existência, jamais passará, a senhora é mais do que uma inspiração, realmente transcende o simples, vai viver pelo menos, por mais todos os anos que eu tenho de vida, por que vou carregar no coração todas as suas palavras e todos gestos de carinho que dedicou a mim no curto tempo que eu tive o prazer de conviver com a senhora.
Mais uma vez, muito obrigado por tudo, saudades.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CONTÍNUO APRENDIZADO


E cá estamos novamente em meio as disputas políticas, onde interesses diversos se mesclam, abrindo passagem para um certo comportamento, tipo: “tudo é permitido” que muitas vezes, grandes pensamentos, produtivos debates são sufocados, justo pela intolerância de se conviver com o contraditório.
E nesse estado de incapacidade de interlocução, fecham-se brechas de mil universos de enriquecimento pessoal, assim como de um contínuo aprendizado, quanto aos pensamentos ditos contrários.
Pessoalmente, jamais consegui ser partidária na política ou em qualquer área da convivência humana, afora minha paixão pela vida em sua universalidade e, então, só consigo pensar no conjunto e nas suas peculiaridades e por elas, tentar aprender mais e mais a cada dia.
Todavia, se não encontrar parceiros com os quais eu possa externar meus pensamentos, encontrando neles a benevolência de comigo dissecar um ponto de vista, como poderei continuar a aprender crescendo nos meus entendimentos?
O fato de eu escolher um lado, onde exponho minhas angústias pessoais em relação ao meu país e a forma com a qual, os sucessivos e diferenciados governos tratam seus cidadãos mais carentes não faz de mim uma seguidora cega às mazelas internas do grupo e tão pouco, limita-me o reconhecimento das grandezas dos demais e finalmente jamais me enfeitiçou a ponto de me tornar irascível, truculenta e desrespeitosa seja com quem for.
 Boazinha, politicamente correta?
Em hipótese nenhuma, tão somente, sinto-me um ser que existe e pensa e com outras infinitas benécias existenciais, portanto, no mínimo preciso aperfeiçoar por todo o tempo minhas condutas pessoais para não fazer de minhas lógicas, facas afiadas e instrumentos de discórdia.
Jamais fui contra o PT, assim como a qualquer outro partido político, tão somente lamento o enfraquecimento de seus propósitos de base, o desvirtuamento da própria trajetória, enquanto, cria-se ser em prol do bem comum e esta premissa, para mim não pode se resumir a assistencialismo desmedido em detrimento dos valores sociais de amplitude universal.
Utopia?
Talvez seja em meio a uma inversão de valores éticos, que confundem até mesmo o mais centrados dos idealistas, como é fato, possível de ser comprovado nos últimos 30 anos, sejam eles de que partido forem.
Utopia ou não, prefiro ficar com a pureza das respostas das crianças, esperando que através delas um dia a democracia em meu país seja tão ampla quanto a sua extensão territorial e mais sólida quanto o poder criativo de sua gente.

Que é bonita é bonita e é bonita...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

EU AINDA QUERO


Já desejei muitíssimo mudar o mundo em tempos de uma juventude de poucos conhecimentos e muito idealismo. 
 Sonhei de olhos abertos e projetei em reflexões escritas e faladas o meu país mais humano e respeitoso em uma época de amadurecimento pessoal, onde pensava já entender um pouco das relações humanas.
Hoje, no outono de minha vida, volto-me para o meu interior na busca de, apenas, um sopro de entusiasmo e só encontro um espaço repleto de questões pendentes, acompanhadas de um profundo desalento por constatar que pouco ou quase nada foi alterado, se forem considerados os retrocessos evidentes ao longo da caminhada.
Eu ainda quero e preciso acreditar que verei mudanças e nesta certeza consciente, não me permito desistir e, ainda com o estandarte erguido, sigo em caminhadas, propagando ideais.
Cansada, meio desiludida, bem mais conhecedora dos meandros racionais que esmagam as emoções que formulam os sentimentos, dentre eles, o do bendito senso de pertencimento que sinto não ter sido estruturado, na formação das mentes que se seguiram à tão dura e longa, ditadura.
Faltam apenas três dias para as eleições e percebo que o meu todo interior de mulher atuante, a cada instante se movimenta e penso então, que por mais fortes que tenham sido as decepções, existe uma resistência pessoal mais poderosa e desejosa em querer acreditar num país mais humano para se viver, num estado conduzido com mais justiça e seriedade.
Peço, portanto, a você que me lê que assim como eu, não desista de seguir acreditando que é possível que um dia, bem lá na frente, tenhamos como prioridade à vida e a sua qualidade, enquanto humana e para tanto, o importante é não deixarmos de investir nas nossas escolhas, mesmo que estejam todas, muito desgastadas em nossas avaliações.
Afinal, quem abre mão de escolher, perde o direito de opinar.
E quem perde o direito de opinar, também deixa de ser um cidadão.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

SEMPRE DIFERENTE

Como de costume, acordei bem cedinho pegando carona com o dia que começava a clarear. Aproveitando o embalo que me acomete a cada despertar, absorvi o espetáculo inenarrável dos aromas que sem qualquer cerimônia invadiram a minha natureza de mulher simples e apaixonada pela vida.
Hum... respirei fundo, uma, duas, dezenas de vezes, deixando meu corpo se apoderar da natureza que generosa me brindava com o seu melhor, bom dia, enquanto, minha mente, absolutamente racional, providenciava o devido registro, sem deixar escapar um só detalhe, fosse visível ou tão somente sensitivo para que mais adiante, como faço neste instante, pudesse eu reproduzir com a quase original emoção.
Que nesta terça-feira ensolarada que marca o início do mês de outubro, você possa também sentir e observar, registrando em sua alma, as delícias de se sentir vivendo e podendo constatar a cada amanhecer que, afinal, ele é sempre diferente, regenerador e profundamente inspirador.