sábado, 25 de abril de 2015

PENSANDO


Colocando figurativamente meu interior na minha tela mental, sorrio de pura emoção, pois afinal, como mensurar qualquer beleza externa, seja de qualquer natureza, se meus parâmetros estão limitados ao apenas aparente?
Coisa de louco, dirão alguns; coisa fantástica posso garantir...

E aí, este além de mim, torna-se tão palpável que nos tornamos mais que íntimos, porque na realidade percebemos que o infinito de nós mesmos a cada passo, cria a eternização do mágico e, então, somos capazes de trilhar produzindo, através das nossas intenções.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

SIMPLES ASSIM...


E assim como de repente, enquanto, eu lavava as louças do café da manhã, percebi que o meu Roberto, estava parado junto a bancada me olhando e também como se fosse de repente, ostentando um sorriso luminoso ele disse:
_ Sabe querida, você sempre foi o amor da minha vida e com certeza, a minha maior conquista.
Meu coração disparou e eu fui inundada por um misto da amor, ternura e muita gratidão a Deus por ter me oferecido sempre em qualquer situação, o melhor da vida.
Afinal, em um só instante, um amor eterno.
E é esta sensação de amor que me invade, fazendo-me sentir que sou importante para alguém, que eu desejo a você que me lê neste instante, fazendo você sentir-se em paz, envolto no sorriso e nas vibrações amorosas de um outro alguém.
Um beijo no coração e uma quinta-feira, luminosa!!!!!!!
E VIVA SÃO JORGE!!!!!!!!!


quinta-feira, 16 de abril de 2015

DOCES LEMBRANÇAS


O campo era verde e da espreguiçadeira da varanda, era possível enxergar o pombal, as muitas árvores que escondiam o riacho que eu amava e que acolhia os meus sonhos de garota de 10/ 11 anos que por lá permanecia entre as samambaias gigantes, os respingos gelados da cachoeira e dos seixos rolados através das quais as piabas bailavam, desenhando em minha imaginação, a inquietude de uma naturalista, ainda inconsciente.
Guapi era o meu mundo encantado, meu conto de fadas que eu mesma escrevia entre arbustos, flores e o cheirinho de terra molhada que transformei em perfume.
Em Guapi, tudo era mais bonito, mais rico e mais completo, não havendo qualquer dúvida de que foi o abrigo mais seguro de minha alma infantil.
Quando a chuva caía e isto quase sempre acontecia nos fascinantes verões, os aromas se intensificavam e a dança das goteiras por sobre os Cipós- Imbé, simplesmente me hipnotizavam e então, eu me via fechando vez por hora os meus olhos, tão somente para apenas sentir a minha Guapi querida, todinha dentro de mim.
Optei em transformar as flores em bonecas e meu riacho e meus peixinhos em meus companheiros inseparáveis, levando-os comigo para qualquer lugar, podendo ainda hoje, enquanto escrevo, sentir todo o frescor de minha Guapi, mesmo que ainda que maltratada, irradia os seus encantos.
Guapi dos pássaros cantadores e dos infinitos aromas.
Guapi das águas cristalinas e de um tempo que nunca se foi.
Lembranças inesquecíveis que se fundiram em mim, tornando-me um ser humano mais feliz.
Lembranças de minha Guapi e de minha adorável tia Hilda, ambas esculpidas em forma de vida, que as doces lembranças eternizam.
Guapimirim, meu pedacinho de céu.
Regina Carvalho
Itaparica-Bahia-04/2015
Itaparica-Bahia-04/2015


segunda-feira, 13 de abril de 2015

BOM DIA!!!!!!


Depois de tantos amanheceres chuvosos, acordo, abro a janela e lá está ele, o sol ainda tímido, brilhando e me fazendo acreditar que, afinal, sempre há um diferente para se admirar.
Para os meus amigos do face com um beijinho doce no coração, desejo uma semana saudável, alegre e com a certeza absoluta de que nada, absolutamente nada, poderá tirar a beleza e a grandeza de cada um dos seus instante presente.

                                            Regina

sexta-feira, 10 de abril de 2015

POUCO OU QUASE NADA MUDOU


Os dias, os meses e os anos se sucederam em minha longa vida sem que eu pudesse me sentir verdadeiramente orgulhosa de um só político a quem, generosamente, doei o meu voto. Se bem que comecei tarde, afinal, quando a ditadura militar foi implantada, eu ainda era uma adolescente de apenas 14 anos e como em minha família, próxima ou distante, não havia idealistas revolucionários, não cheguei a sentir de perto os malefícios deste regime, até que, ainda muito jovem em 1978, trabalhando no extinto Jornal de Minas, em Belo Horizonte, ousei escrever o que pensava, não dos políticos, pois nesta época já os mantinha em rigorosa distância, por sabe-los capazes de quase tudo, pela árdua experiência com muitos deles em Brasília e que alguns, ainda na resistência de seus físicos e ganâncias pessoais, permanecem até os dias de hoje na ativa de seus desmandos, mas sobre os relacionamentos humanos, as emoções cotidianas e as mazelas que nós humanos éramos capazes de imprimir uns nos outros.
Certamente escrevi os ABUTRES TAMBÉM CHORAM e, naturalmente, não só fui demitida, como proibida de andar sobre a calçada de qualquer outro Jornal ou meio de comunicação, o que garantiria, também naturalmente, minha sobrevivência, assim como o cargo de diretor comercial de meu marido.
Como jamais fui destemida ao ponto de perder o meu próprio chão, coloquei meu saco na viola e fui cuidar de minha vida, explorando minha criatividade pessoal, até por quê, já naquela época, sabia que solitária minha voz seria sempre inevitavelmente sufocada, além de ter tido a sensibilidade em perceber que a minha praia de interesses era o que menos importava, naquela época.
Aliás, quando olho para esses preciosos anos vividos, decepciono-me ao constatar que pouco ou quase nada, verdadeiramente, mudou em se tratando de política ou de políticos, destacando apenas a criatividade dos petistas que, de uma forma sistemática e apaixonada, insticionalizaram o mal caratismo que, afinal, sempre permeou a grande e esmagadora maioria de nossos políticos.
Porém se me decepcionei ou simplesmente jamais abracei causas que não me inspiravam confiança, por outro lado, sinto-me em paz, por não tê-lo feito, já que a história mostra que infelizmente eu teria sido mais uma a morrer ou a de uma forma ou de outra me adaptar, atos pessoais que não me diziam nada mais que inconsequência ou, o que seria pior, vergonha.
Cometi erros, tropecei inúmeras vezes, alcei infindáveis vitórias e, acima de tudo, permaneci livre para ser e para pensar, sentir e ponderar, para tempos depois voltar a escrever, tudo quanto verdadeiramente vale a pena, pois há muito compreendi que antes de tentar mudar o nosso sistema político e o caráter de nossos políticos, teríamos que mudar posturas pessoais, interesses mesquinhos, aprendendo a soletrar cidadania num despertamento do significado primário de bem comum.
Foram horas intermináveis em que pacientemente coloquei-me a ouvir as pérolas dos nossos deputados Federais, assim como o lodo de todo um sistema falido e de um povo enojado que, só soltando ratos para expressar o que palavras e sentimentos já não conseguem.
Que merda de CPI e justiça é essa de faz de conta?
Punir a quem, se a corrupção se alastrou de tal forma, que nem os ratos conseguem sobreviver a tamanha concorrência?
Enganar a quem?
Talvez aos poucos doze por cento de analfabetos e fanáticos que fingem achar que os meios justificam os fins, principalmente, se seus interesses pessoais, não forem alterados.
Ingênuo, só mesmo no entender de quem, prefere o faz de conta de uma nação limpa de ratos e heróis.
E pensar que possuímos tudo para sermos bem mais que um celeiro de vergonha, mentiras e engodos.
Nada, quase nada mudou... Que pena, que desperdício...


domingo, 5 de abril de 2015

JESUS - PAI AMOROSO


Se olharmos para o tempo chuvoso (pelo menos em Itaparica), na tentativa de associá-lo ao humor divino, diria sem dúvidas que Jesus, no dia comemorativo de sua ressurreição, não está nada satisfeito com o nosso desempenho de criatura humana que, a princípio, por ser abastecida com razão e lógica, emoções e sentimentos, deveria ser bem mais adequada a sua perfeição, se comparada às demais criaturas, bem menos agressiva, bem mais inteligente em seus reconhecimentos pessoais, bem menos oportunista.
Certamente, se formos por esta linha de pensamento, constataremos que a decepção de Jesus deve ser enorme, e que somente sua capacidade amorosa é capaz de frear seus poderosos impulsos em voltar à terra imediatamente, e nos dar um corretivo severo por sermos tão assustadoramente ingratos, rudes, ambiciosos e sem qualquer noção maior de reconhecimento de todas as nossas potencialidades que, generosamente, nos foram ofertadas pelo seu pai e por ele confirmado há dois mil anos, através de um calvário pessoal.
Ao invés de castigo, este pai amoroso deixa rolar chuvas pesadas de lágrimas, trovões de dor, relâmpagos de esperança de que suas faíscas de luzes nos façam acordar desta inércia existencial que abrevia a nossa vida e faz doer o tudo o mais.
Penso, então, que pelo menos no dia de hoje, sejamos capazes de frear a nossa vaidade, nosso medo e nossas frustrações, fazendo de nossa capacidade amorosa, que existe e precisa ser despertada, um bálsamo para nós mesmos, dando passagem à nossa criatividade espiritual para que consigamos ser bem maiores que o sistema que nos vicia, nos sufoca e nos corrompe.
Um pai amoroso, sempre compreende e abre os braços para o acolhimento, fazendo o sol de seu sorriso, surgir após a chuva e, carinhosamente, nos aquecer.
Bendito sol que brilha lá fora.
Bendita vida que nos permite mudanças.

Um beijo doce no coração de meus amigos e um domingo de Páscoa recheado de paz.

sábado, 4 de abril de 2015

SÁBADO DE ALELUIA


Silêncio quase total, se não fosse o arranhar constante da vassoura do Zé, no quintal do vizinho.
Nada, absolutamente nada, mais parece existir além das árvores que, sem brisas, permanecem estáticas, como se ao invés de reais tão somente fossem parte de uma pintura em tela gigantesca.
Fixo o olhar com o auxílio do óculos esperando ver um pássaro, uma brisa e até mesmo o retorno do sol que, desde cedo, vai e vem, numa indecisão que já dura horas.
Também estou com dúvidas, pois não sei se vou aguar as mudas que plantei ontem.
E se chover? E se não chover?
Acho que vou esperar mais um pouco...
Enquanto espero, escrevo, enquanto escrevo, me delicio com a formação que sou capaz de fazer com as letrinhas, não sem lamentar não ser capaz ainda de formatar uma história, um conto, para fazer de mim uma escritora, tal qual outros a quem admiro.
Mas não consigo, focando apenas no registro da vida que meus sentidos ariscos encaminham à minha mente e esta, agitada e vaidosa, faz questão de expressar no agrupamento de letras, formando palavras que se transformam em relatos, como por exemplo: na chegada do sol, que inundou o jardim, mas que talvez por pirraça ou molecagem comigo, já se foi, antes mesmo de deixar -me descrevê-lo por completo.
Parece até que não tenho mais nada para fazer, neste sábado de aleluia, além de perseguir o sol neste vai e vem em meu jardim.
Bem, ter eu tenho, mas pode existir algo mais urgente e sério que apreciar a vida, fazendo dela parceira nestes momentos de imensa cumplicidade?
Talvez tenha para outros, não para mim, e lá vem ele outra vez, e com ele veio também uma certa brisa que, finalmente, fez balançar os galhos mais finos da mangueira e as hastes longilíneas da amoreira.
O arrastar da vassoura do Zé foi substituído pelos cantos dos pássaros que, finalmente, chegaram, quebrando o total silêncio e me fazendo acordar deste quase transe em que me permito a cada amanhecer.
Penso então na Semana Santa, na Páscoa e no meu Jesus, que comigo convive o ano inteiro, neste colóquio diário de vida e liberdade, numa troca de equilíbrio, razão e amor.
                                                                              Regina Carvalho – abril/2015.