terça-feira, 27 de outubro de 2009

Escrevendo em Meio a Dor.


Sou a mãe do otimismo, a irmã da alegria, a tia da persistência, a amiga da esperança e, certamente, também sou a vizinha da certeza absoluta de não ser imune por todo o tempo a todos os bombardeios que recebo.
Afinal, sou um ser que por acaso é humano e, como tal , sou bem complicada.

Transformei-me em poeta e colori a vida, persegui o amor como meta de vida, abraçei a esperança na vida e persisti em quase tudo em minha vida, e não me livrei da dor da alma que sinto vez por outra nesta minha vida.

Escrevi poemas, contos e tudo o mais que fui capaz ao agrupar letrinhas. Escrevi histórias, crônicas e narrativas, já escrevi até discursos, memorandos e algumas cartas.
De tudo um pouco, fui escrevendo em minha vida até que um dia escrevi sobre a vida e senti então a dor da solidão de escrever sobre o vazio, pois sobre a vida não há quem queira ler.

Escrever sobre a vida é descrever a realidade e quem, pelo amor de Deus, quer saber de realidade?

AH! Como me sinto doída... Dobro-me sob o peso da solidão, mesmo me sentindo otimista, alegre, persistente e esperançosa.

Questiono DEUS e não me sinto culpada, questiono a mim mesma e não encontro resposta.
Persisto então em minhas escritas, buscando sempre entender melhor esta minha mente tão ágil na formação das palavras que brotam dos pensamentos e, que ao mesmo tempo, é tão lenta e retardada no convívio sistêmico.

Penso que o dom de escrever, transformou-me em uma criatura solitária, que por acaso também é otimista, alegre, persistente, esperançosa e que até o momento não descobriu um meio de escrever algo que afaste a dor da alma.

Não estou deprimida, apenas plagiando todo louco que se preza, afirmando que sou normal, otimista, alegre, persistente e esperançosa, se bem que solitária e perdida neste universo de palavras que se me remetem à vida, também me aprisionam nela, incitando-me a entendê-la como se fácil fosse e se o real não doesse.

E como dói abraçar a vida, enxergando as nuances das cores nem sempre tão brilhantes, sentindo os aromas, nem sempre agradáveis, sorvendo os sabores que podem ser muito amargos.

É também bom ser e se sentir solitária, otimista, alegre, persistente, esperançosa e até como agora estar sentindo uma profunda dor ao encarar a vida.
E aí, novamente escrevo, registrando instante em que, com algumas palavras, eternizo meu tudo de bom, meu tudo de mal, se bem que solitária, otimista, alegre, persistente e esperançosa.

Penso então nos suicidas, nos loucos e nos parasitas, penso nos pássaros, no verde e no mar. Olho a lua, que não por acaso está minguante, se refletindo através de mim com minhas letras nos meus escritos de mulher, otimista, alegre, persistente, esperançosa e que neste exato momento se permite reconhecer que mesmo em meio a mil palavras se sente triste e dolorosamente solitária .

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Democracia Participativa.

Sempre existiram momentos, como o de agora, em que sinceramente encontro dificuldades para iniciar minhas escritas, confundindo-me, pois as palavras ao invés de estarem fugindo de minha mente, ao contrário, apresentam-se em tão rápida profusão que ordená-las torna-se difícil, fazendo ao mesmo tempo eu me sentir lenta com meus dedos junto ao teclado, pois sinto-os meio que endurecidos.

Não é novidade para mim toda essa reação física e emocional, entretanto, sempre me surpreendo, porque junto a ela sinto um profundo entusiasmo, que com a continuidade ao longo dos anos agregou, também, um desânimo camuflado, mas doído.

Percebo que isso só acontece quando me dou ao direito de enxergar algo, ou alguém e até a mim mesma, tal como se apresenta, isento de qualquer colorido camuflativo.

Ontem, fui fazer a cobertura jornalística da 1ª Conferência Intermunicipal de Cultura dos municípios de Itaparica e Vera Cruz, que sediou o evento em sua biblioteca.
E mais uma vez, pude constatar o quanto estes eventos, que deveriam ser de suma importância, se perdem em seu contexto maior, exatamente porque ficam engessados em posturas repetitivas e absolutamente não adequadas às realidades de suas necessidades aplicativas.

Tudo é uma questão de prioridade e o que percebo é uma troca de valores quanto às avaliações, a começar pelos próprios gestores, que não visualizam a necessidade em ofereçer a determinados
assuntos a devida atenção e sequer comparecem, como se o que fosse ser tratado não merecesse ajustes em suas agendas.

A meu ver, nada pode ser mais importante para um gestor que acompanhar de perto os assuntos determinantes ao desenvolvimento de seu município, inclusive, e principalmente, porque a ele seria oferecido a oportunidade de ouvir pessoas que não fazem parte de sua equipe de trabalho, mas que estão no dia-a-dia do outro lado, como se diz, da mesa, vivenciando in loco e, portanto, todo este manancial poderia por ele ser filtrado e certamente aplicado em novas posturas que viessem a ter o perfil de uma gestão inovadora e progressista.

Entretanto, o que se vê é um quase pouco caso, onde assuntos importantíssimos são tratados como detalhes menores e eu, pelos anos de experiência no trato dos mesmos, creio sinceramente que isto ocorra porque os senhores gestores, demais secretários e assessores diretos não saibam avaliar, e tão pouco correlacionar, as suas próprias atribuições, novamente acreditando que isto aconteça pela força brutal do banalismo que nos assola sorrateiramente, desviando-nos cuelmente de nossos objetivos prioritários, direcionando-nos a outros valores em um "me engana que eu gosto ou necessito".

Não sei bem se me faço compreender, vamos lá....

De que adianta pessoas pensarem em propostas culturais se as mesmas se perderão no fundo das gavetas até o próximo encontro no ano que vem, quando novamente ouvir-se-á a mesma ladainha com quase nada acrescentado?

Pessimismo?

Não, apenas uma constatação desagradável que explica em quase todos os aspectos todo o desequilíbrio social em que nos encontramos.

Como pode ser possível, pensar em desenvolvimento ou revitalização cultural sem que se avalie em primeiro lugar a existência postural da educação como núcleo agregador e proliferador básico de tamanha envergadura?

Como pensar em criar espaços ou qualquer outro tipo de projeto, se ainda é problema abastecer as escolas com o apoio complementar de uma merenda sustentável ao desenvolvimento físico e mental de qualquer criança e adolescente.

Isto sim, é utopia e me revolta, porque sei e você também sabe que poderia ser diferente e aí, frente a esta realidade que me parece tão absurda, sobram-me palavras de protesto e falta-me até ânimo para expressá-las, porque afinal os anos de experiência também me alertam de que mais uma vez estou perdendo um tempo precioso, chamando a atenção do óbvio que quase ninguém opta em querer enxergar, o que dirá mudar, e novamente, sinto e vivencio o "me engana que eu gosto", tão comum a cada instante.

Não é fácil, e o consolo é que não estou sozinha nesta batalha cidadã, reconhecendo, contudo, que nos expomos aos revanchismos egocêntricos e, talvez, por esta razão, estejamos sempre fora de qualquer cargo público, porque afinal, por mais amigo que nos sintamos de um gestor, reservamos a nossa fidelidade apenas e tão somente aos interesses de nosso município .

Somos eternos excluídos, porque somos os chatos de plantão, repletos de boas idéias que chamam de utopias filosóficas, mas totalmente aplicáveis pois com sucesso deixaram de ser apenas idéias para se tornarem grandes realizações em outras paragens, onde o espírito inovador e a vontade voluntária de realmente fazer acontecer, foi a pretensão maior.

E aí, se nos dão a oportunidade, na ocasião, de algo falar, que sejamos breves, pois o trem fantasma precisa continuar andando e, sem qualquer cerimônia, somos interrompidos, nos fazendo crer que o que falamos está fora do contexto do "me engana que eu gosto".

É... tudo muito interessante, sério e importante, de verdade, pra quêm?

Ah! Será que na ocasião em que os entusiasmados e bem intencionados delegados escolhidos a ir nos representar em Salvador, receberão passagens e alimentação ou como em outras inúmeras ocasiões ainda terão de mendigar ou enfiar a mão no próprio bolso?

Entendem a extensão do que quero dizer, quando falo em banalização, pouco caso e não entendimento do que sejam prioridades?

Esta não é uma crítica vazia, ou o que é pior, movida a interesses partidários. É tão somente mais um grito de socorro de um alguém que adora esta ilha e só deseja oferecer sua pequena parcela de amor, respeito e solidariedade, acreditando a cada instante que só pode sentir-se em uma democracia se puder ser participante.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Inocente útil


Socorro, quase fui atropelada pelo trem da alegria que, barulhento, chegou e me atraiu a embarcar, mas logo parou por falta de vapor. Também, quem manda eu e um punhado de inocentes úteis nos deixarmos enganar, comprando passagem em trem fantasma?

Preciso lamentar o engano em forma de parábolas, porque afinal o trem é pesado e um tanto desgovernado, prontinho para atropelar todo incauto que se colocar a sua frente.

Por falar em parábolas, penso em Jesus, que a meu ver foi outro inocente útil, sim, falo daquele da Bíblia que nem o Pai , apesar de ser Deus, conseguiu salvar das garras dos meandros políticos, mas quem de verdade acreditaria que um Deus seria pai de um esfarrapado?
E não é que a prática continua, aí sim a todo vapor, pois em se tratando de política, tudo passa a ser uma questão de ajustes, normalmente financeiros, regado por todo o tempo pela força do poder em manipular as ganâncias dos envolvidos em todas as áreas, e bota apetite nisso!!

Entretanto, vai dizer isto a algum deles.
Nossa mãe, o risco é grande!
Se é poderoso, te ferra, e se ainda não é, com certeza está colado em um que seja. E, então, em um só arrobo, aflora o gens escondido da honestidade, sempre amparado nas estruturas judiciais, que implacáveis, pedem as provas das provas e aí é fácil de adivinhar quem acaba ferrado, sim, o tolo do denunciante que, normalmente, não tem sequer prestígio para contratar um razoável defensor, restando tão somente o público, que como o nome já garante, tem estabilidade e não está nem aí e, também , vamos e venhamos, brigar com poderoso, é ruim, heim!!
Sonho de pobre é inspirar aos doutores das leis a simplesmente julgarem sem enxergar a quem. Isso é sonho de inocente útil, burrice sistêmica, falta do que fazer de possíveis condenados por terem o displante de atravessar a vida sem se tornar, no mínimo, amigo de poderoso e ainda criando caso, difamando gente séria.

Afinal cadê as provas, grita o jurista pertinente, absolutamente dentro dos rigores da lei, para o pobre é claro, pois só enxerga no rico e poderoso, a princípio, no meio e no fim, indícios sob sigilo da justiça .

E aí, penso novamente em Jesus e no quanto nada mudou.
E se ao invés de filho postiço da ralé judaica, ele fosse filho de sacerdote?
Teria Pilatos lavado as mãos tão rapidamente?

E pensar que tenho tanto o que fazer!!! Inclusive, e principalmente, não me deixar esquecer jamais, que o povo Judeu, para quem Jesus tanto pregou amor e devoção, foi o primeiro a se aliar aos fortes e poderosos, porque povo é assim mesmo, adora aplaudir tudo que tem brilho e glamour, quem afirmou, foi Joãzinho Trinta, aquele do carnaval do Rio, ao adentrar na avenida arrasando com a Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis, em resposta ao fato concreto de que nada em se tratando de samba representava.

Detalhes, apenas detalhes que exigiam raciocínio.
E quem queria raciocinar no carnaval? Aí ,é pedir demais!

Na política é a mesma coisa, o que vale é o samba do crioulo doido, fornecendo muito espetáculo para inocentes úteis como eu e tantos mais aplaudirem, ajudando a arrebanhar um tolo povo para admirar a sedução de suas performances, que aqui entre nós, nem assim tão brilhantes se apresentam, mas também para que tanto trato se para o povo endereçado qualquer farrapo é renda?

Tôla, inocente útil!

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domingo, 18 de outubro de 2009

Constatação Educacional

imagem: http://marinow.files.wordpress.com

O ideal é que eu tivesse formação acadêmica específica sobre a área que eu fosse abordar, mas como não tenho utilizo minha sensibilidade avaliativa e meus valores interpretativos que não podem ser desconsiderados, pois estas qualificações são fundamentais até para uma mais ampla assimilação de aprendizado acadêmico.

Aliás, este é o tema destes meus escritos nesta manhã de domingo, onde apenas é possivel ouvir-se os sons dos cantos dos pássaros, pois é muito cedo e todos ainda dormem.

Ontem, fui assistir a apresentação de artigos, que não chegam a ser monografias, de alunos de uma certa faculdade que se propõe à formação de professores e pedagogos.

Deixo claro que não há em minhas palavras qualquer conotação de desprestígio ou desrespeito, apenas e tão somente mais uma constatação do quanto os padrões de qualidade se alteraram, passando a novos patamares, já absolutamente incorporados às praticas diárias, uma vez que os avaliadores atuais já fazem parte de um esquadrão com idéias e formações, a meu ver, fragilizadas na qualidade de seus conteúdos e distorcidas quanto a forma de aplicabilidade.

Esta é uma comprovação que na prática se reflete na produção cada vez mais intensa de profissionais despreparados ao exercício de sua profissão de mestres e educadores.

Consequentemente, a proliferação de alunos mal formados ganha proporções alarmantes, mantendo-se um ciclo vicioso que a cada década mais se expressa inadequadamente.

Como disse anteriormente, apesar de não ser da área e não estar academicamente qualificada, ainda assim, consigo ao perseguir a lógica de um raciocínio, enxergar falhas posturais na apresentação dos resultados, a começar pelo total despreparo dos mesmos para enfrentar uma platéia, o que é no mínimo uma incoerência em relação às suas futuras realidades profissionais de professores, que necessariamente exigirão desembaraço diariamente.

Outro aspecto observado, foi justo o engessamento intelectual em relação a conceitos já pré-estabelecidos e que notoriamente são necessários à formação, mas que em hipótese alguma deveriam representar um inibidor criativo.

Pergunto o que seria do mundo científico e tecnológico se não houvessem mentes criadoras, inovando com seus intelectos, aspectos cruciais evolutivos de qualquer natureza.

Parece-me que quanto mais fontes são geradas com o intuito de facilitar o aprendizado, mais limitado o estudante se torna.

E foi isto exatamente que me chamou a atenção no evento da apresentação dos artigos.

Não houve uma só inédita visão sugestiva, uma opinião diferenciada, uma concordância embasada ou uma discordância acompanhada de uma visão pessoal.

Penso, então, que não houve riscos e que sem tal postura também não há crescimento inovador e para tanto compreende-se que, para se tornar uma constante no universo pessoal de cada aluno, seria preciso que o exercício mental criativo fosse estimulado, e isto não se adquire nos cursos secundários, sendo necessário um longo período de prática, que deve começar no ensino fundamental, onde então a criança, sem qualquer bagagem intelectual, se encontra aberta e pronta à receber os estímulos que a conduzirá a um universo diversificado, rico e fascinante, que é o mundo da criatividade imaginativa.

Observei fascinada que minhas constatações, que aqui expresso em forma de uma crítica amorosa, se estenderam a uma realidade impossível de deixar de ser registrada e enaltecida, que foi a observação da superação das deficiências sociais que envolvem cada uma daquelas criaturas, independentemente de serem mestres ou alunos.

Infelizmente, a Bahia e o nordeste mantem um atraso educacional histórico, além de um indice não menos aflitivo de pobreza que atinge um significativo patamar de não desenvolvimento sócio econômico.

E estas criaturas foram superando as suas profundas limitações, e a elas e aos seus esforços, curvo-me humildemente, rogando que minhas observações sejam vistas como uma forma de indução a seguirem em frente buscando maiores e pessoais conhecimentos em suas andanças profissionais, compreendendo que antes de buscar o aplauso fácil e social, busquem a segurança de seus conhecimentos estruturados em suas buscas pessoais de entendimento próprio e nos profissionais que os precederam na busca incessante de novas visões evolutivas.

O aplauso, tão somente como expressão social, estimula a inércia mental, tornando-se margens limitadoras, onde o brilho pessoal não encontra campo de desenvolvimento.

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sábado, 17 de outubro de 2009

O bolo não queimou!

foto: http://www.pinkecerebro.de

Hoje é sábado e o sol está radiante, se bem que o calor está danado de forte, quase querendo me derreter.
São seis e trinta da manhã e, como em todas elas, já estou a todo vapor entre fogão e o computador.
É isto mesmo, fazendo-me acreditar que um inspira o outro sem qualquer método literário, apenas, e tão somente, vibrações deste universo que me abriga e no qual me sinto absolutamente integrada, inclusive, fazendo-me ativa e disposta entre o fogão e as letras.
Aliás, se bem observados, ambos são materiais artísticos, precisando ser ativados, agrupados e bem intencionados para se mostrarem, ora deliciosos, ora reconfortantes.
Às vezes, queimo tudo, afinal, ninguém é perfeito e tenho que confessar, que ao escrever, me empolgo tanto, que simplesmente esqueço-me de tudo o mais, principalmente se estou escrevendo sobre minha cidade e os desmandos que fazem com ela.

Hoje, apesar de muito chateada com o andar da carruagem dos efeitos à cidade da política, sinto-me viva, alegre, saudável e muito disposta a vivenciar o dia de hoje com muita paz, apesar de ter de conviver com uma rua esburacada, repleta de mato, cavalos do vizinho, invasores dos lotes vagos, que estão cortando árvores frutíferas centenárias sem que haja uma ação sequer de coibição por parte das autoridades e certamente dos fiscais que existem nas folhas de pagamento da prefeitura e tantas outras mazelas que não deveriam existir em um local tão pequeno e lindo.

Que pena!!!! É tudo que me resta pra falar e sentir.

O bolo... Chiiiii!, o bolo. Preciso tirá-lo do forno agora e quanto ao resto, bem... fazer o quê?

Desta vez eu o salvei, quanto a cidade, quem a salvará?

Só me resta, ficar quietinha esperando para ver se desta vez o judiciário protegerá a todos nós, pois às vezes chego até a pensar que leis foram feitas tão somente para serem infringidas, assim como para oferecer brechas a todo aquele esperto que saiba manipulá-las e à juízes sempre fiéis ao interpretá-las, não é mesmo?

Existe um engessamento interpretativo que faz doer aos leigos como eu, que não podem compreender que o poder supremo de uma nação se encontre limitado em suas avaliações sem poder usar no mínimo da experiência, conhecimentos, prestígios e sensibilidade para detectarem a vagabundagem exercida pelos verdadeiros bandidos que nos assolam, cobrindo-nos de desesperança.

Volto então a afirmar, lamentando a incompreensão, fazer o quê, se nem as instâncias mais poderosas de nosso poder maior se sentem capazes de ter a sua própria interpretação frente às malandragens jurídicas, que além de tumultuarem os serviços judiciais ainda estão, como polvos gigantescos, esmagando o direito de cada brasileiro ou tão somente limitado pela ignorância educacional de nada sentir.

Viche!!!!! Isto é casa de marimbondo, que quando ferra, adoece e às vezes mata.Vai que eu seja alérgica!!!!!

Percebo neste instante que o sábado vai ser mais quente que o imaginável, afinal estou com a corda toda, se bem que com os bolsos vazios, mas também quem manda eu ser metida a honesta.

Agora preciso apagar o forno, pois o pudim já está pronto e isto para mim é maravilhoso, porque, afinal, não sou cega e ainda sei fazer uma comidinha gostosa e escrever o que enxergo como legado de amor e respeito que dedico à vida incrível que possuo, mesmo de bolso vazio e sem ter um olho esperto para fazer de mim uma rainha.

Em terra de cego, quem tem um olho é rei e quem tem prudência se dá bem, tô certa ou tô errada?
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Primeiro Passo

foto: www.eb1-setubal-n10-monte-belo.rcts.pt

Todos os dias penso na escola ideal e em como delineá-la, traçando um perfil que seja condizente com a realidade brasileira que, afinal, sente fome, apesar de tudo parecer um pouco romântico, quando cantado em verso e prosa ou enxergado à distância. E quase tudo e todos parecem estar à distância, em universos de muitas palavras, projetos, seminários e programas governamentais, com muito conteúdo e poucas ações práticas.

Portanto, a primeira atenção, tem que seguir a rota do refeitório para, então, chegar-se a alma destas crianças já tão carentes de quase ou de tudo. Este é o quadro que ninguém gosta de enxergar e que, por esta razão, continua se agravando, frente à ações capengas que não chegam a aliviar o caos em que as escolas se encontram, seja em suas estruturas físicas ou pedagógicas.

Falar então em estrutura psicológica ou emocional é viajar no tempo das ilusões, pois não há qualquer direcionamento que se inicie neste sentido que pudesse vir a resistir a uma necessidade sempre urgente de se saciar primeiro a fome. E esta, só será controlada, e em seguida vencida, se houver um programa de vigilância permanente nos recursos destinados a merenda escolar.

Atualmente, o que se vê são desvios assustadores ou total falta de competência gerencial de prioridades, justo por não haver pelo menos na ponta do iceberg qualquer interação objetiva de direcionamento correto destes recursos, sendo de forma afrontosa manipulados pelas prefeituras municipais, sem que haja uma lógica efetiva de reconhecimento da real necessidade da mesma no contexto educacional, apesar de constar como item de fundamental importância e de servir de pauta em discursos políticos.

Inadmissível se pensar em um só dia sem que haja, uma merenda saudável, o que se pensar então em dias e meses?

Loucura, ou total alienação quanto às reais necessidades básicas de qualquer ser vivo?

E aí, me pergunto, onde estamos todos localizados nesta loucura sistêmica que flagela uma tenra mente infantil, mantendo-a faminta e esperando de forma surrealista que a mesma se desenvolva física e mentalmente , respeitando códigos e regras de posturas sociais.E não me venham com frases feitas, dizendo que não existe recursos, porque é uma mentira deslavada.

Eles sempre existiram e sempre foram no mínimo mal gerenciados, até mesmo na beira do fogão, sendo manipulados por funcionários descompromissados com a sua função e que tratam os ingredientes que recebem com a indiferença que caracteriza a péssima apresentação das mesmas, e isto ocorre com freqüência, porque mais uma vez verifica-se a total falta de controle de qualidade, já que a alimentação do povo é enxergada como atividade menor sem necessidade de maiores atenções. Entretanto, se formos averiguar nas folhas de pessoal de cada prefeitura, certamente encontraremos profissionais da área de nutrição que são contratados exatamente com o objetivo de criarem cardápios saudáveis e econômicos. O que acontece na realidade é que estes profissionais, como a maioria dos demais, ou são meros figurantes, contemplados com um emprego público e, portanto, se calam para não perdê-lo ou são profissionais que se acomodam à confusão burocrática que se forma através dos processos licitatórios que certamente atrasam o mecanismo da compra dos ingredientes, mas que não são capazes de fechar o escoamento de desvios descarados e desumanos.

Falar em melhoria educacional sem tocar na ferida mais grave de nossa sociedade, que é justamente a corrupção, fica muito difícil, quase impossível, porque afinal toda e qualquer ação vem de cima para baixo e só por este aspecto já nos encontramos alijados em nosso poder de mudanças representativas de posturas que determinem alterações substanciais.

Daí o esforço que se tem que desenvolver para se criar atalhos de opções que permita a entrada de novos conceitos que caracterizem mudanças reais e que venham a representar uma melhoria na qualidade do ensino como um todo.

Se o caminho traçado pelo governo federal está no mínimo sofrível, resta-nos voltar nossa atenção para as unidades escolares, fazendo delas peças a serem gerenciadas como já o são, mas cujas responsabilidades devam ser mais efetivamente cobradas e analisadas por uma comissão formada por membros da sociedade, escolhidos na comunidade em que a unidade esteja inserida, dando preferência a que pelo menos 50% dos membros tenham filhos estudando na unidade em questão.

Esta comissão deverá prestar contas de suas ações a uma ouvidoria educacional, que por sua vez seria escolhida através de um plebiscito promovido pela prefeitura a cada nova gestão, como ocorre em outros países onde determinados cargos públicos são determinados através do voto da comunidade.

Certamente estas ações não eliminariam o foco dos problemas, mas com certeza trariam uma nova visão gerencial que inibiria a atual falta de atenção respeitosa, assim como abririam espaço a outras áreas de nossa sociedade não menos atingidas e que estão vinculadas a base educacional, como a saúde e a segurança.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Viagem Dantesca


O motorista do táxi dirigia como um louco possesso em meio a um trânsito absolutamente confuso e desordeiro e por todo o tempo permaneci com a respiração sufocada, frente ao medo, quase terror de me ver envolvida em um acidente de proporções somente imaginável por alguém desesperado, como eu me encontrava.

Quando finalmente o táxi estacionou diante do terminal de São Joaquim, pude respirar profundamente pelo alívio de me ver a salvo e, então, dele saltei como uma presa liberta, disparando em direção aos guichês de passagens, na ânsia de me sentir retornando ao porto seguro.

Um horror, esta é a definição dos meus sentimentos em relação às idas e vindas a Salvador, que venho espaçando sem qualquer culpa ou sentimentos de perda.

Já acomodada no ferry, tento superar, agora, o calor abrasador, parte de fundo emocional ainda em descompasso, parte pela falta de ventilação adequada. Limpo com o lenço a testa e a nuca suadas e, com a força do hábito, observo as pessoas à minha frente, percebendo que também elas se encontram inquietas e suadas, com ares de afrontamento, buscando um pouco de repouso, o que lhes parece difícil em tão curta viajem.

E aí, como compensação, comem e bebem com frenesi, enquanto crianças choram de calor ou pura birra, transformando o tênue desejo em se encontrar a paz em utopia delirante. Levanto-me e me dirijo ao banheiro, pensando que um pouco de água fria na nuca aliviaria a quentura térmica quase insuportável, tendo no percurso o direito de deleitar-me com a visão do mar, avistando ao longe a minha querida Itaparica, que, então, se transforma em motivação grandiosa a manter-me lúcida em meio ao cansaço que me domina.

Juro a mim mesmo que tão cedo voltarei e fico por algum tempo criando uma espécie de diálogo interior, onde argumento, justificando o que considero uma astuta decisão, sem sequer me aperceber que já não transpiro tanto e sequer ouço os sons a minha volta, permanecendo em um transe de abstração, o que posso qualificar, talvez, de um quase descanso, mas aí, alguém pede licença para passar e descubro surpresa estarmos quase ancorando e eu, finalmente, chegando em casa e, então, dou graças ao bom Deus por ter me mantido a salvo nos últimos 20 anos da loucura de morar e trabalhar em cidades grandes, onde a identidade é perdida e a banalização passa a ser o critério de quase tudo.

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ABESTALHADA


Estou, como sempre, sozinha, neste meu hábito diário de escrever pela madrugada afora, sorvendo o sossego de não ser interrompida e o silêncio que me é de fundamental importância.

É justo nestes momentos, em que me sinto muito à vontade para refletir sobre o que ouvi, enxerguei e senti a respeito de tudo que vivenciei no dia anterior e, é claro, aproveito para delinear minhas atividades para o dia, que sequer começou para a maioria, mas que para mim já está a todo vapor.

Entre um pensamento e outro, escrevo palavras, registrando impressões, desabafando decepções, criando soluções, porque, afinal, sou antes de tudo uma filósofa social, sempre voltada à qualidade de uma vida que reconheço estar banalizada em todos os sentidos. Entretanto, como jamais esqueço que também sou uma cronista, introduzo por todo o tempo minha visão pessoal em forma de crítica, mas jamais sem deixar de adicionar a ela pelo menos uma idéia de solução.

Tudo muito bacana, tudo muito respeitado, mas e daí, se ninguém de verdade aproveita uma só sugestão, em sua maioria fazendo exatamente o inverso, justo porque, quando penso e articulo sugestões, direciono vantagens ao contexto geral, jamais individualmente e muito menos em causa própria, assim como uma abestalhada frente ao sistema que me encontro, onde as pessoas agem exatamente ao contrário.

E aí, em momentos como o de agora, constato que algumas pessoas subestimam a minha capacidade avaliativa, acreditando que eu creio em suas boas intenções ou que novamente sou mais uma abestalhada a crer em suas balelas públicas.

Há quem derrame até lágrimas de convencimento, outros, fazem discursos calorosos e tem aqueles que defendem a postura do sério, do honesto, do acima de qualquer suspeita.

Ah!... São tantas as performances.

Ah! Como pode ser criativo o ser humano na defesa de seus propósitos e em se tratando de políticos o manancial é ainda mais extenso, afinal um aprende com o outro em um permanente curso intensivo de articulações de todas as naturezas, porque, enfim, trata-se por todo o tempo da sobrevivência em arena repleta de leões famintos na defesa de seus próprios e absolutos interesses.

E, em meio a esta parafernália emocional e postural, estamos nós, os abestalhados de plantão, pensando no quanto seria bom se fizessem isto ou aquilo, nesta ou naquela área, na esperança de, em dado momento, sermos ouvidos e considerados.

É... infelizmente os dias passam e nada muda a favor verdadeiramente do povo e, enquanto isso, os cofres públicos se esvaziam, deixando faltar o mínimo básico, como uma razoável merenda escolar, postos de saúde abastecidos dos principais medicamentos e aparelhagens mais do que básicos, que são fundamentais e etc... pois são tantos os itens desconsiderados que certamente eu necessitaria de inúmeras outras laudas.

E aí, novamente penso na força que o povo desconhece possuir, justo porque tal conscientização adviria dos bancos escolares, lugar que deveria ser sagrado quanto à formação de uma sólida e autêntica cidadania.

No entanto, qual o político que de verdade se importa com este pequeno, mas fundamental item, que deveria ser sua prioridade intencional máxima?

E aí, nada muda, década após década, ficando o povo recolhendo migalhas e dando ainda graças a DEUS, porque afinal somente ele garante as forças que o mantém de pé.

Penso então na ilha de Itaparica, linda!

E tão largada a sua própria sorte, literalmente jogada às baratas, aos ratos,às doenças, à educação quase que inexistente e a falta de conscientização do absurdo por todo o tempo, imposto ao povo, através da constante especulação de poucos.


Abestalhada, talvez. Cúmplice, jamais!...


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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

ITAPARICA CHORA E PEDE RENOVAÇÃO...


Por mais partidária que eu me apresente, neste momento, Itaparicanos que ora vivemos, como cidadã, sinto-me absolutamente envolvida na tristeza de ver minha cidade sendo devastada por um clima de total abandono.

Desde a posse da atual gestão, Itaparica se apagou em uma obscuridade provocada por um clima de silêncio, autoritarismo, ameaças surdas de perseguição e revanchismo.

O brilho que havia sido resgatado após tantas décadas e que já se sentia em cada cidadão, que estimulado se expressava através de posturas otimistas, trazendo à cidade um agito saudável de novos comércios e consequentemente de novas esperanças, infelizmente por questões históricas- culturais, se transformou em repulsa que cegou a lógica.

E toda esta confusão emocional de uma parte do povo que havia se acostumado a rejeitar o alheio, com certeza por não ter sido devidamente orientado, optou pelo retrocesso, buscando através dos símbolos do nativismo, a crença já enterrada do resgate do passado.

E eis no que deu, exatamente o esperado e já conhecido retorno do fracasso coletivo em prol dos interesses individuais.

As portas comerciais se já não fechadas, preparam-se para fechar, e o povo que dantes reaprendera a sonhar e a ver sua auto estima novamente se revelar, fecha-se em um silêncio doído pelo equívoco, difícil desde então em admitir.

Penso que nada mais nos resta como amantes fiéis desta cidade éden, que nos juntarmos, ao eco da dor que se faz ouvir, buscando através da coragem em assumir o equívoco, reestabelecendo a partir daí uma nova e saudável mentalidade progressista, mas acima de tudo humana, em traçar novos rumos, resgatando a digndade de nossa cidade e de cada um de nós que perdeu o direito de adentrar no mínimo nos tetos públicos sem sentir o peso e o castigo do voto contrário.

Que democracia ainda é esta que persiste punindo os direitos de liberdade dos cidadãos, esmagando e sufocando com a arrogância da vingança eleitoreira e do esquecimento da cidade como um todo com atitudes próprias dos velhos e carcomidos coronéis?

O idolatrismo já não tem espaço eterno, pois deu lugar, graças a Deus, a uma sólida e constante lucidez que afasta sem qualquer piedade todos os déspotas do poder, pelo menos em locais como o nosso, onde cada rosto ainda é reconhecido e onde cada criatura possui nome, sobrenome e endereço, bem diferente dos grandes centros urbanos onde o povo, em sua maioria, tornou-se apenas e tão somente um amontoado sem identidade individual, superlotando os chiques condomínios ou periferias desumanas, transformando e mantendo a todos em um anonimato cruel.

O chão em que se pisa, o céu de quente sol e fortes chuvas, pertence a cada um de nós que somos itaparicanos de nascimento ou paixão, e por assim pensar e assim querer, levantamos a bandeira do pedido de perdão, buscando com respeito, corrigir o erro grotesco cometido, em não enxergar os abusos pretendidos e infelizmente já vivenciados, e que de agora em diante jamais serão novamente desconsiderados.

Plagiando o passado, pintamos os rostos, levantamos bandeiras e deixamos ouvir o som de nossas vozes em um clamor de vida e liberdade, direito de todos nós.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Conceitos aleatórios

foto: blog3.opovo.com.br

Nas conversas entre amigos, colegas de trabalho ou quando simplesmente estou como ouvinte, telespectadora, observo que a incapacidade de entendimento quanto a interpretação das mensagens recebidas, mais e mais se tornam um caminho absolutamente solitário, ficando, portanto, cada recebimento informativo de qualquer natureza, fracionado sem que se crie qualquer conceito lógico de entendimento do conjunto social que vise a manutenção ou resgate do conforto de um coletivo que não seja aqueles que por motivos, aí sim, de necessidades sistêmicas de puro interesse individual de adaptabilidade alienatoria ou arrebanhamento de imediatas vantagens pessoais, se associa ou se alastra como um virus epidêmico, criando-se então, conceitos sociais de posturas que inibem maiores entendimentos e ao mesmo tempo, formatando uma falsa aparência de concordancia generalizada quanto a este ou aquele aspecto.

Estas verdades indiscutíveis encontram adeptos imediatos e estes se transformam na mesma rapidez em propagadores, criando-se a partir daí, linhas conceituais que são determinantes quanto a aceitação de novas e surpreendentes posturas sociais que até à pouco tempo teriam sido rejeitadas em suas origens. Este comportamento social é chamado de evolução ou progresso de mentalidade, insuflada pela capacidade humana em aperfeiçoar-se a cada instante.

Entretanto, penso, que todo este progresso deveria advir de um conjunto mínimo de fatores indutivos e elucidativos, aí sim mais que determinantes por serem essenciais que determinariam toda uma absorsão individual seletiva que propiciasse um mais humano compartilhamento em grupo, onde as aparencias se tornariam além de reais , concomitantemente mais humanas por promover um maior equilíbrio de convivência do mesmo, promovendo a partir desta postura absorciva do grupo uma corrente de informações no mínimo menos invasiva e despretenciosa.

Frente a conceitos novos que surgem como ondas sucessivas, torna-se necessário criar um sistema absorciso ágil, dinâmico, mas ao mesmo tempo elucidativo quanto às prováveis interpretações, ou seja, torna-se necessário a presença conceitual da interpretação dos objetivos da forma indutiva oferecida à massa receptiva cuja interpretação individual deverá ser avaliada quanto a sua real aplicabilidade em um todo social.

Esta visão do todo social foi sendo relegada a planos inferiores de considerações reais ao cotidiano , nos últimos 40 anos ,enquanto um falso conceito de proteção do mesmo, foi se formando e ganhando uma expressiva e convincente aparência protetora ou defensora, através da criação contínua de imagens e corpos institucionais, absolutamente ilusórios em sua grande maioria.

Nunca em tempos passados, houve tantas ong s, associações e etc, com o objetivo de defesa desta ou daquela área social, deste ou daquele resgate de conceitos considerados através dos tempos como humanitários ou no mínimo coerentes com os conceitos de bens estar de conjunto social. Este é um exemplo explícito de desvirtuamento postural, baseado tão somente na aplicabilidade aleatória do principio básico do resgate de conceitos pré existentes e notoriamente desgastados.

O principal e assustador exemplo se observado com as devidas atenções avaliativas quanto ao aspecto indutivo de massa, foi o sistema educacional em parceria com a derrocada da instituição familiar, trazendo como justificativas às suas novas aparências e conteudos, falsos conceitos e aspectos que são puramente reflexos de si mesmos. A violência é uma dessas justificativas que se estudada sem a indução do convencimento aleatório social, leva sem dúvidas a conclusão simples, mas não menos perturbadora de que o maior gerador dela foi , é e será sempre a globalização conceitual dos valores culturais e humanos de todo e qualquer grupo social. Ficando o determinismo generalizado como um sufocador impiedoso do conceito indiscutível da necessidade humana de sociabilização afetiva.

A partir deste conceito, abre-se uma janela que vem sendo mantida fechada a décadas e que acredito por onde seja possível deixar-se voltar a adentrar o sol da solidariedade e do compartilhamento social afetivo, indutores absolutos e consistentes, capazes de oferecer a criatura humana uma compreensão mais ampla de suas necessidades individuais sem que fira mesmo que seja com a sua omissão ou indiferença os direitos do todo social do qual se encontra inserida. Portanto, a família e a escola permanecem como os poderosos agentes, únicos capazes de associados, enfrentarem a crescente e destruidora onda de indiferença ao individual que se expressa no todo social, independentemente destas estarem em níveis diferenciados.

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