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Mostrando postagens de Julho, 2015

Meus escritos cotidianos

Inúmeras são as razões que me levam a escrever diariamente, afinal, o mundo é agitado e por todo o tempo, sou bombardeada com as passadas e os atropelos humanos e, assim, vou filtrando os excessos e condicionando minha mente a tão somente reter o que ela é capaz de compreender, mesmo que ao escrever, vez por outra, a mente insista na não compreensão. Ao estabelecer em minha mente um tema, vou como uma cascata de aguas claras, deixando fluir todo o sentido, que sou capaz de vislumbrar, mesmo que muitas vezes, me seja totalmente sem sentido, o que analiso ou simplesmente narro, transformando num texto, as imagens que desfilam, buscando ordenamento. O questionamento de minha devoção aos escritos, sempre está presente, querendo explicações, afinal, a ligação é tão forte com meus hábitos cotidianos, que sequer sou capaz de mensurar meus instantes presentes sem a leitura e a escrita, como se ambos fossem o combustível renovador do ar que me nutre. Neste instante pensando nisto, volto ao passad…

PROJETO VIVER MELHOR

Projeto apresentado como requisito para avaliação para ser aplicado no PROJETO CIDADE DA CRIANÇA, localizado em Amoreiras na cidade de Itaparica – Bahia. Regina Maria Pinto de Carvalho E mail: natuexistencial@ Hotmail.com Contato: 071- 86311695     71- 36313715   071- 36312455   Itaparica – Ba. JULHO de 2015 Introdução Quando pensamos em educação doméstica, imediatamente, pensamos na mulher pela sua trajetória histórica no comando da administração do lar, na educação dos filhos, cabendo ao homem o papel de provedor. Todavia com as inúmeras transformações que o mundo vem acolhendo desde a segunda guerra mundial, quando as mulheres foram chamadas aos trabalhos na indústria, que esta realidade vem se alterando, mas foi nos últimos cinquenta anos que o processo se acelerou, amparados nos movimentos sociais  e estimulados com o advento da internet e das redes sociais que verdadeiramente, podemos afirmar que o papel da mulher do lar tem sido substituído por outros modelos familiares que abrigam uma…

OS SONS DO SILÊNCIO

A casa está silenciosa, mas vindo lá de fora, posso escutar os grilos e as rãs, também um certo pássaro que insistente, emite um som como se a outro chamasse, talvez, um parceiro de insônia, vai-se saber. Os cães, estranhamente estão calados, somente ouço o som de um latido rouco, bem distante. Existe um som muito próximo que insistente, inunda minha mente, trazendo lembranças, nem tão recentes, algumas de tão antigas, me parecem não me pertencerem, aguçando minha curiosidade, causando-me também por instantes, um certo incômodo. Descubro então, que sou eu, conversando comigo mesma, num colóquio amistoso de revisão de aprendizado. Bocejo uma, duas vezes, como que para atrair o sono que, simplesmente até agora, não se manifestou, talvez abrindo espaço às recordações, que melhor se manifestam, quando o silêncio é maior. Há muito, venho me exercitando na convivência comigo mesma, encarando sem receios ou pudores, os safados dos meus demônios interiores, que também insistentes, duelam por todo…

EMOÇÕES

Quando eu estou aqui... Eu vivo este momento lindo... Como impedir os arrepios que, sem pedir licença, percorriam o corpo e se transformavam em lágrimas discretas e envolventes que completavam o quadro que transcendia em emoções naquele momento? Foi assim em todas as vezes que o povo se reunia, o palanque era erguido, as luzes se acendiam e finalmente a música tocava, levantando bandeiras, induzindo às alegrias e muitos, ha!!!... Ninguém havia experimentado nada igual e quando pela última vez o show se reproduziu no Galvão, tudo parecia ainda mais emocionante. Havia no ar um clima de euforia mesclado a esperança, difícil de ser reproduzido. Corria o ano de 2008 e eu debutava na política, e tal foi minha ingênua dedicação que me esqueci de perceber que tudo aquilo era só política, show, onde união, calor e emoção são fatores de momento, tal qual a canção que tanto emocionou. Esqueci dos egos, dos interesses e da certa desilusão. Como não me aturdir ao constatar a cada emoção, que a fagulha se…

TÃO SOMENTE...

De um instante para o outro, uma situação, uma perda, uma imagem, uma palavra e a gente é tomado por um sentimento de vazio que, de tão profundo, chega a doer. Neste instante, parece que o mundo se fechou ao redor de nós, não permitindo uma só brecha por onde possa passar uma faísca de esperança e, então, pensamos: 
- Não suportarei...
Os instantes seguem seu curso natural e tempos depois, em sua maioria, sequer somos capazes de nos lembrar daquele instante ou episódio que por segundos ou horas e até mesmo dias e meses, invadiu a nossa mente e consumiu a nossa paz interior. Essa bendita capacidade neurônica, abusadamente chamo de “Memória Traiçoeira”, porque, afinal, ela supostamente nos protege, induzindo-nos a um falso esquecimento. Falso, porque na realidade, nada foi esquecido, tão somente mal guardado, o que nos leva a utilizá-lo dali em diante, num somatório contínuo às nossas atitudes.
Conscientemente, nada percebemos, mas o nosso reservatório emocional ao longo de nossa vivência vai…

BEM MAIS QUE...

A cada mês, e às vezes a cada semana, somos surpreendidos com fatos que merecem da mídia destaque especial, alguns deles, sendo arrastados, espremidos e sugados até a sua última gota, cansando até mesmo os mais entusiasmados admiradores das desgraças humanas. E o mais interessante a se observar nestas enxurradas melodramáticas das emoções e sentimentos humanos nada originais, é a sempre crescente legião de pessoas que se deixam comover a ponto de sequer se lembrar que na realidade palpável de suas vidas cotidianas, nada, absolutamente nada, possuíam em comum, sendo que a maioria sequer ao menos ouvira falar disto, daquilo, dele ou dela, trazendo para si, através da indução coletiva dos meios de comunicação, a sensação mais que absurda da perda. Penso que também, na realidade, poucos se dão ao trabalho pessoal de pensar a respeito, acreditando de imediato por força do poder indutivo de aquela perda ou fato, daquele instante em diante, passa a ter a conotação de uma importância supra aos …