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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

NOSSA, MÃE DE DEUS!

Relendo meus últimos escritos, constato o quanto me permiti desanimar e o quanto este precedente me fez mal, atingindo ao meu físico, alterando minha pressão arterial, sufocando meus pulmões que, por sua vez, trouxe-me uma enorme falta de ar, velha conhecida, mas já superada há muitos e muitos anos, que mais se parecia com uma persistente asma, mas que descobri, e curei, ser tão somente consequência de uma ansiedade profunda que já criara raízes de depressão.
Tudo isso não é novidade para mim, no entanto, basta um pequeno descuido e pimba, lá vem a safada se infiltrando sorrateiramente, tirando o brilho de meus instantes presentes, fazendo-me enxergar tudo muito cinza e isto, definitivamente, eu não posso querer para mim.
Portanto, levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima, escrevendo minhas crônicas, escoando os meus ais, reconhecendo a cada momento que a vida é maravilhosa e que se eu penso arrogantemente que já escrevi quase tudo, que eu volte então a escrever novamente, afi…

SEM ASSUNTO

Novamente sou acometida da síndrome da falta de inspiração para escrever minhas crônicas. Reconheço sinceramente que nos últimos dias estou um verdadeiro fracasso.
Tudo que penso em escrever, desisto. Em alguns momentos, até ensaio o começo, mas logo desanimo, crendo que não será interessante ou apenas as ideias me parecem fracas e sem maior valor.
Agora, por exemplo, penso nas tragédias das chuvas e imediatamente lembro que tem uma semana que as tvs só mostram e falam sobre elas, e me parece um total abuso de minha parte fazer mais apologia aos incansáveis trabalhos dos bombeiros, defesa civil e voluntários, assim como das vítimas.
Política, nem pensar.
Afinal, quando se começa a analisar o povo brasileiro, no qual estou inserida, penso que não tenho mais nada a falar, apenas a lamentar a condição submissa e ignorante em que subsistimos, sentindo uma enorme vergonha pelo atraso em que me encontro e pelos absurdos que aceito, única e exclusivamente porque sempre foi assim e tudo indica qu…

APENAS PENSANDO...

Fiquei pensando sobre o texto denominado qualificação que escrevi anteriormente, na busca de um maior entendimento até mesmo de minhas afirmações em relação às possíveis críticas quanto ao fato de eu estar ou não qualificada para achar isto ou aquilo, cujas situações jamais foram por mim vividas.
Se fosse assim, somente poder-se-ia ponderar, questionar e até julgar-se algo baseado nas próprias vivências.
Entretanto, concordo que em algumas situações é preciso que se dê um desconto avaliativo, afinal são tantas as implicações e complexidades que seria no mínimo leviano, desconsiderar-se os agravantes de quem os vivencia in loco.
Uma mãe acaba de perder um filho e as pessoas dizem:
- Eu sei como você está se sentindo.
Como? Por acaso, já perdeu um filho?
Ou:
- Posso sentir a dor da discriminação dos Gays, Negros, etc.
Ou:
- A fome é dolorosa, sei o quanto você sofre.
Todavia, existem milhares de outras situações em que, embasados não só em estudos, observações e até vivência, as pessoas podem f…

QUALIFICAÇÃO...

Olhando de fora, mas com o interesse de quem procurou atentamente ser justa nas observações, penso que o maior problema que vivenciamos nas gestões, sejam municipal, estadual ou federal, é justo a falta indiscriminada de qualificação.
Além disso, a falta de compromisso e seriedade leva inevitavelmente à total falta de respeito às causas públicas, já que é notória a impunidade em relação a todo e qualquer erro, não havendo, portanto, seriedade na maioria das ações praticadas seja em que escalão for.
Observando os dois mandatos do ex-presidente LULA, fico com a impressão clara que se por um lado a economia das pessoas melhorou, abrindo espaço a um novo padrão de consumo e suposta qualidade de vida, se esta for analisada pela aquisição de bens de consumo, por outro, creio que representou uma abertura corrosiva de desrespeito despudorado a toda e qualquer instituição que dantes, significava, nem que fosse de efeito moral e inibidor, pilares de sustentabilidade de valores éticos do país.
Ning…

INFERNAL...

Emerjo do mergulho e ainda um pouco ofegante olho para o céu e penso que, apesar de estar um pouco nublado, não irá chover.
Tomara...
E aí, não sei porquê, lembrei-me da Irmã Celina, capuchinha dos diabos, com quem precisei dividir os meus dias durante cinco preciosos anos de minha adolescência no colégio.
Será que ainda está viva?
Se estiver, deverá estar com uns noventa e poucos ou muitos anos, entretanto, se já morreu, deve com certeza estar no inferno, segurando um tridente e sorrindo falsamente para o diabo e infernizando cada infeliz que com ela por lá estiver.
E aí, penso que às seis horas da manhã, depois de um saudável mergulho em meu mar, estar pensando na Irmã Celina, sinceramente, não é para qualquer um, só mesmo para gente como eu que passa a vida a limpo por todo o tempo, até mesmo como forma de faxinar todas as poeiras que possam ter sido responsáveis por muitos instantes de, no mínimo, dúvidas e incertezas.
E Irmã Celina sem dúvidas foi responsável por lágrimas, desistênci…

MEUS NARCISOS

As chuvas se foram, mas meus narcisos chegaram, lindos, perfumados, branquinhos, contrastando com os verdes do meu jardim.
Enquanto isso, as acerolas em profusão colorem o chão em volta de seu pé, atraindo os pássaros por todo o tempo a manter uma festa de sons, inclusive, fazendo-os esquecer da presença dos quatro cachorrinhos que, apesar de não serem agressivos, lá no fundinho não esquecem que também são predadores.
Mas nem tudo são flores e sabores, beleza e poesia. Ontem, meu Raul, o meu peixinho, morreu.
Há alguns dias, venho observando que ele já não batia as guelras ao som de minha voz quando me aproximava do aquário para dar-lhe as refeições. Também, passou a comer menos e a permanecer quieto a maior parte do tempo.
Senti que ele não estava bem, mas fazer o quê, além de manter o aquário limpinho, comida no horário certo e os nossos papos. Ah! Os nossos papos...
Temi pela sua saúde, acabei perdendo-o. Enterrei-o carinhosamente ao pé da mangueira e, enquanto o fazia, pensava nos ins…

BANDIDOS E ROBÔS

Logo cedinho, as TV`s já estavam contabilizando o número de mortos, feridos e desabrigados na Região Serrana do Rio de Janeiro. Pela tela, pude rever lugares belíssimos que em questão de minutos desapareceram, soterrando vidas, conquistas, sonhos e tudo quanto se pode perder frente às tragédias naturais ou não, nas quais todos nós estamos expostos, por todo o tempo de nossas existências.
O rio Santo Antônio, motivo inspirador de poesias e motivador da compra a peso de ouro de metros quadrados bucólicos e simplesmente lindos, transformou-se em algoz de um sem número de veranistas e moradores, cobrindo de luto uma cidade e um estado, sem pedir licença e sem qualquer aviso prévio?
É evidente que não.
Ano após ano, a conjunção da especulação imobiliária com o pouco caso das administrações públicas coloca toda uma população de norte a sul, deste país, a mercê tão somente da PROTEÇÃO DIVINA.
Ano após ano, as mesmas situações ocorrerem em proporções diferenciadas e o lenga-lenga dos discursos pe…

REFRESCOU...

Um pequeno arrepio e, então, puxo a coberta e nela me enrosco.
Quando amanhece, como de costume, abro a janela e novamente o arrepio, e posso ver que ainda chove e sentir o cheirinho de terra molhada.
Nossa, que maravilha!
Penso, respirando fundo, no quanto as plantinhas devem estar felizes por este banho inesperado.
E aí, sorrio lembrando que já ouvi em algumas ocasiões, críticas tipo:
- Que babaquice Dona Regina, falar de chuva e de plantinhas logo tão cedo. Isto é coisa de gente velha que não tem o que fazer.
Penso que pode ser e novamente sorrio; bendita velhice com a qual convivo desde sempre, pois, afinal, que eu me lembre, faço isto sempre.
E de repente, ainda olhando a chuva refrescante, não sei bem porque, lembro-me do Rio de Janeiro e de seu calor quase infernal e de seu povo já nem tão alegre e descontraíd…

ITAPARICA -TERRA DE NINGUÉM...

Sou proprietária de uma residência em Ponta de Areia e moro nela há nove anos, mas como sou de fora, não nasci aqui, na realidade sou uma forasteira intrometida cujo amor a esta terra é devidamente dispensado pelos nativos fanáticos.
Mas fazer o quê, se não consigo me calar diante da esculhambação que venho acompanhando com dor no coração?

Agora, o proprietário da Barraca O Marinheiro, por conta de si mesmo, contando sem dúvidas com a total inoperância do Gestor Público, assim como com a velada cumplicidade dos vereadores e total desinteresse dos moradores da redondeza, resolveu na cara de pau começar a aterrar o espaço ao lado de sua barraca e, não satisfeito, cercou com estaca, corrente de aço e cadeados.

Onde está o IBAMA nestes momentos aflitivos, dentre outras mazelas, que por toda a orla podem ser comprovadas?
Onde está a secretaria de obras e seus fiscais e administrador do bairro?

Onde estão os vereadores, que foram eleitos justo para defender a terra e seus cidadãos dos abusos e a…

POLITICAMENTE CORRETO

A inconsistência quanto ao reconhecimento do espetáculo da vida se dá principalmente por uma questão da própria história humana.
O homem jamais se ateve aos detalhes da sua e da formação da terra e do universo como um todo, preferindo transferir para Deus, fazendo de sua origem, um simplismo que, se não esclarece verdadeiramente nada, pelo menos o induz a ter fé, nem que seja uma fé apenas pontual e oportunista, afim de não comprometer seu intelecto social, mantendo-o dentro do perímetro do POLITICAMENTE CORRETO.
Aliás, mais do que nunca estamos vivendo esta era que veio, politicamente correta, substituir e principalmente camuflar hipocritamente, aperfeiçoando alguns velhos e arcaicos preconceitos que, devidamente sufocados, explodem a todo momento em forma de violência urbana ou suburbana, nos lares, nas escolas, no trabalho ou nas ruas, sem que haja uma explicação razoavelmente plausível.
Dizem e propagam melhorias sociais, e talvez elas estejam existindo aqui e em outras locais por …

SINGRANDO

Tomar a decisão de escrever em um blog é sempre um passo muito complexo, porque afinal sempre existirá uma exposição que atrairá sentimentos diferenciados que se transformarão em críticas e elogios e, para ambos, pensamos que estamos preparados.
E por que o fazemos?
Não sei sobre os outros, só posso falar por mim, que de tão transbordante estava de sentimentos e emoções que só repartindo um pouco.
Aos poucos, pude então compreender a função primeira de se estar vivendo, que é justo o sentir, na pele e na alma, doando-se por inteiro em um exercício sublime de dar e receber.
E neste singrar pelos mares do meu próprio íntimo, fui descobrindo pérolas nos íntimos alheios.
Que maravilha!

BEM DIFERENTE

Ao contrário do que ocorreu em praticamente todos os amanheceres de minha existência de escrevinhadora do universo, hoje foi diferente, pois não senti os aromas de minhas frutas, não ouvi meus passarinhos chegando para suas festas matinais e tão pouco pude enxergar, ouvindo ao mesmo tempo, o farfalhar dos coqueiros e dos galhos fartos de minhas árvores frutíferas. Não alimentei meu peixe, não dei bom dia aos meus cães e não coei o café.
Não esquentei o pão, não tomei café com o meu velho e tudo que estou sentindo é um enorme vazio de saudades.
Tomar decisões é sempre muito complicado quando os sentimentos amorosos estão envolvidos, mas o espírito de sobrevivência pessoal insiste em gritar muito alto, como uma voz interior ensurdecedora que me empurra ladeira abaixo, talvez para que de verdade eu possa vir a conhecer o fundo do poço.
Alimento-me, então, da ilusão esperançosa de quando lá chegar, ainda encontrar forças para emergir, mais forte e menos doída.
Será?
Enquanto penso no que não …

OPÇÃO EXISTENCIAL

Enquanto fui crescendo, lembro-me de ter ouvido minha mãe dizer a mim e a meu irmão um cem número de vezes que a vida é feita de opções e que dentre elas haveria sempre uma que seria prioritária e que seria justo, ser ou não feliz.
Em todas as ocasiões em que por algum motivo nós nos lamentávamos, lá vinha dona Hilda com a mesma cantilena.
Aos poucos, de acordo com o desenvolver de nossos entendimentos, ela foi oferecendo exemplos afim de que pudéssemos melhor assimilar as posturas que deveríamos ter em relação a tudo que nas épocas que se sucederam, fizeram parte de nossos universos cotidianos.
Grande Dona Hilda em sua simplicidade de mulher, dona de casa, filha de imigrantes portugueses, linda como ela só ,inteligente e sábia, de temperamento alegre, possuidora de um belíssimo sorriso, sempre, em casa ou na rua, ostentando a postura de grande dama , com quem eu aprendi acima de tudo a enxergar o belo e o melhor em tudo que o ato de viver me proporcionou, jamais esquecendo que me mante…

JÁ NEM ME LEMBRO

Nossa!
Comecei o ano pegando pesado, primeiro cobrando dívidas aos políticos, depois esculhambando com o turismo do horror.
E agora, vou falar do que se o universo do qual estou inserida neste momento só pensa e age no ritmo do arrocha e o calor para completar está um verdadeiro inferno.
Pois é, falando nisso, penso que conforme diz o meu amigo Fialho, quando falo que estou ficando velha:
- Ficando?!....
E ri, alisando a barriga.
Ele e outros tantos é que fazem a alegria desta luta diária, pois descontrai e nos leva a pensar que sempre vale a pena se a alma não for pequena.
Plagiei Fernando Pessoa, mas afinal, o que fazemos por todo o tempo, não é copiar aqui e acolá o que achamos interessante nos outros, dando o nosso toque pessoal de criatividade e competência?
Sei que estou na realidade escrevendo abobrinha, mas penso que é bem melhor que lamentar isto ou aquilo ou simplesmente não sentir nada.
Então, coloco em letrinhas os meus ais e quando acabo de escrever, ai ai...
Já nem me lembro...
Do…

TERRA DE NINGUÉM

O verão chegou e com ele a esperança de melhores negócios para os comerciantes da Ilha.
Até aí, nada a reclamar, mas em se tratando de qualidade:
Meu Deus ! Esse ano a baranguiçe se superou.
Sinceramente, nunca constatei um número tão expressivo de gente feia e mal encarada como agora.
Dá vontade, dependendo da hora ou do lugar, de correr ou chorar e se acrescido a todo este horror perante os céus ainda for adicionado os sons dos carros com o cancioneiro da barbárie que eles fazem questão de invadir mentes e ouvidos alheios, aí, bem...
Só rindo para não sair matando um por um.
Que coisa de se dizer, Dona Regina!
Particularmente, estou muito, mas muitíssimo triste com o abandono que nossa cidade está exposta, só se salvando a retirada do lixo diáriamente em Itaparica, graças ao amigo Denilson, que até pode não ser lá muito simpático para alguns, mas que inegavelmente tem feito a sua parte dentro do figurino esperado. Menos mal, mas em contra partida, todo o restante parou há muito tempo.
Quem …

Estamos esperando...

Hoje, ao assistir a posse da Presidente Dilma, fiquei particularmente feliz por enxergar o deputado ACM Neto sentado à mesa dentre os políticos mais influentes do nosso país.
E aí, penso orgulhosa que nós de Itaparica, mesmo com um eleitorado reduzido, contribuimos para a sua reeleição.
Fizemos um trabalho sério, acreditando na vitória que se concretizou.
Agora, esperamos ansiosos que as promessas de campanha em relação a nossa sempre esquecida Itaparica, comecem a acontecer, como por exemplo a festa da vitória, que apesar de parecer futilidade, em muito contribuiria para a elevação da auto-estima deste povo que vem sofrendo nos últimos dois anos um abandono total.
O mesmo esperamos do agora deputado Bruno Reis.
O único receio que tenho é que, por vivência, também sei que, na medida do sucesso crescente, as memórias políticas se ofuscam, e aí, só nas próximas eleições, quando a memória do povo estiver amortecida, eles retornem.
Se bem que nos últimos oito anos, o povo vem acordando e mudan…