sábado, 29 de junho de 2013

PARA O MEU ROBERTO

Não faz muito tempo, foi noutro dia, lá pelos meados de 1966.
Pois é...
Paixão daquelas que nem os filmes e novelas são capazes de reproduzir.
Tesão absoluto, amor incondicional do mineirinho com a carioca.
Eu tinha dezesseis e ele vinte e dois anos.
Incrível!!!!
O tesão continua e o amor também, acrescido de um adorável e poderoso intruso que infelizmente, tem sido pouco cultivado e que se chama amizade, aquele que é íntimo do companheirismo e totalmente colado no respeito.
Para você meu amor, um beijo gostoso da tua eterna parceira.

E viva São Pedro!!!!!!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

APENAS PONDERANDO


Ontem, fui dormir amolada e ao acordar hoje, corri para colocar no papel tudo quanto me estava incomodando, mas aí, entrei como sempre antes no face e deparei-me com um desabafo do Dr. Vinícius e , confesso, emocionei-me, pois suas palavras remeteram-me à minha juventude, fazendo brotar em mim as lembranças das mais puras e respeitadas emoções que por felicidade um dia pude sentir e que foram determinante quanto as minhas escolhas vida afora.
Lembrei-me de minha paixão pelas causas públicas sem que fizesse nascer em mim qualquer maior desejo de fazer do público a minha solução de vida privada, não que cresse ser algo indigno, mas porque não se coadunava com o despertar de um espírito humanístico que, certamente, jamais poderia ter o máximo de independência avaliativa que, afinal, eu percebia que seria fundamental no exercício da profissão que por paixão abracei.
Durante esses trinta e dois anos de carreira, trabalhei muito próxima de ilustres políticos, alguns deles que fizeram histórias por seus desempenhos sem, no entanto, fazer deles minhas muletas ou ídolos e esta prerrogativa, que sinto que me fortaleceu como pessoa e profissional, ficando eu devendo unicamente à educação doméstica que recebi e aos estudos que me ampliaram a visão periférica de meu universo social, não me permitindo engolir gato por lebre em se tratando das avaliações sociais, onde o bem comum tem que estar acima de qualquer outra paixão inerente ao cotidiano.
Bem, o que quero dizer é que enquanto o povo itaparicano precisar ter como escudo qualquer outra bandeira que não seja unicamente a sua própria de defesa do que considera ser o seu direito constitucional e principalmente humano, tudo permanecerá como ‘Dantes no quartel de Abrantes’ e como escrevi em 2009 no jornal Variedades, apenas Pipas Coloridas ao sabor do vento que infelizmente de tempos em tempos, muda de aparência, mas que na realidade é e será sempre, apenas vento em popa.
Bom dia e que as experiências já vividas orientem servindo de bússola a cada um de nós no dia de hoje em nossas opções, pois, sinceramente, acredito que para levantar nossas bandeiras de respeitabilidade pessoal, jamais precisaremos de condutores com suas bandeiras carimbadas como salvadores do mundo.
Precisamos ficar atentos às nossas atitudes e escolhas pessoais, pois só elas são capazes de produzirem as diferenças que também são capazes de abrigar os demais.

As manifestações que acordaram o Brasil e sacudiram os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário nas esferas municipal, estadual e federal, somente conseguiram impressionar e chamar a atenção pela ausência de políticos e partidos, questionando posturas éticas e morais de interesse geral do povo brasileiro.

domingo, 23 de junho de 2013

ETERNO AMOR...


 Pois é, cá está ele novamente garboso, lindo, depois de quase um mês praticamente desaparecido.
Que saudades, meu Deus, desta tua translucidez que me fez ficar apaixonada tão logo te vi naquela manhã de janeiro de 2002.
A surpresa foi tão grande que precisei parar o carro e percorrer parte da Ponte do Funil a pé, apenas para poder senti-lo e enquanto deslumbrava-me com o mar a meus pés e aí acreditei que finalmente não estava sonhando, que você, afinal, era real e para convencer-me que o seu aceno era realmente para mim e o que eu ouvia na alma era também a tua alegria por me ver chegar.
Dizias:
- Até que enfim, foram décadas de espera, mulher complicada e difícil...
Ah! Nosso abraço eternizou-se e com ele e nele curei todas as minhas feridas, minhas angústias e minhas perdas.
Fiz de ti e tive em ti por todo este tempo o mais fiel dos companheirismos, só me faltando alguns dias a cada ano, que generoso, tu abres espaço para a atrevida chuva que, reconheces necessitar.

Mas sempre voltas e quando retornas vens suave, brilhante, renovado e fazes então de mim, a mulher mais feliz do mundo que nem o peso das primaveras é forte o suficiente para travar-me o desejo sincero de ser a tua eterna amante, renovada a cada teu retorno, onde então me possuis completamente, fazendo brotar nesta companheira, todas as energias vitais para que eu permaneça inspirada para dizer-te em posturas, sorrisos e versos o quanto te amo, sol de minha Itaparica, amor sem fim.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

COMUNICADO- Revendo posição

COMUNICADO- Revendo posição
O melhor que o acúmulo de idade me ofereceu foram as experiências, que se seguiram  a cada ano e a cada observância que fui capaz de armazenar, justo para que chegasse nesta altura da vida, sendo capaz de rever posições e de fazer análises críticas de mim mesma e dos meus reais propósitos.
Logo pela manhã, entusiasmada com os recentes acontecimentos nacionais, vi despertar em mim, velhos e estruturados ideais em relação aos benefícios sociais que bem sei serem possíveis de serem implantados em minha tão querida, Itaparica.
Movida pelo velho espírito do que foi outrora uma jovem empenhada em lutar por tais ideais, imediatamente, abracei a ideia, assim como comecei a mobilizar os amigos e simpatizantes das causas sociais. Entretanto, enquanto participava da minguada mobilização na Praça de Mar Grande e fazendo minha mente treinada a pensar e traçar paralelos pude então, compreender que este não seria pelo menos o meu caminho a seguir, já que ficou claro, absolutamente transparente que, em meu discurso em defesa dos mais sofridos, não havia lugar para qualquer pensamento partidário, assim como também ficou esclarecido para mim, o quanto é difícil arregimentar pessoas com este meu perfil, já que em Itaparica, não existe meio termo, pois pela tradição cultural, as pessoas são contra ou a favor, justo por quase não existir a capacidade em ser-se isento de qualquer tipo de partidarismo.
Em meu discurso, não existe interesses ligados à vaidade, ao ganho financeiro ou a defender qualquer candidato por crer que ele “seria” o ideal, pois ideal para mim é sempre justo aquele que o povo escolheu e é com ele, que devo procurar soluções em função do bem comum.
Como uma escudeira, estarei sempre na defesa do atual prefeito, o sr. Raimundo da hora, como estaria com qualquer outro que estivesse no poder, não por que lhes deva algo ou pretenda algo, mas porque ele foi legitimamente eleito pelo povo, independentemente do número de votos que fizeram a diferença no último pleito e porque é dele que devo cobrar, mas acima de tudo, convencê-lo a parceirar para que, juntamente com a compreensão, participação e acima de tudo inteligência de ambos os lados, possamos verdadeiramente fazer a diferença, acabando, aí sim, com o simbiótico vício dos políticos  e servidores públicos, que os cercam que por todo o tempo querem levar vantagens, com o mau hábito da população que faz da prefeitura, solução de vida e com a deseducação de acharmos que nada nos cabe, além de reclamar por todo o tempo, sem verdadeiramente apresentarmos um minuto de nossa interação, nem que seja cuidando do nosso metro quadrado que se expressa por exemplo , no cuidado que deveríamos ter com o armazenamento de nosso próprio lixo, manutenção de nossas calçadas, participação nas audiências da Câmara, pagamento de nossas taxas e impostos, apoio aos professores e trabalhadores da escola de nossa comunidade, formando grupos de discussões que se transformam naturalmente em comissões representativas, enfim, cruzamos os braços, nos acovardamos e deixamos o barco correr, para apenas como expectadores, vermos o tudo que precisamos para termos uma razoável qualidade de vida, ir afundando num mar de fofocas, lamas, ratos, doenças e depredações de todos os níveis.
Não acredito em Salvadores da Pátria, mas viverei acreditando até o meu último suspiro, no quanto, cada pessoa através de seu trabalho, sua postura e seu envolvimento em prol dos demais, pode realizar de grandioso.
Agradeço a todas as manifestações de apoio ao que seria um encontro em prol de uma “Itaparica mais humana”, onde eu participaria e coloco-me a disposição através da rede  social e da Rádio TupinambáFM, 87.9  com a qual, volto ao ar, às 16 horas com o SHOW DA TARDE, onde como de costume, faço com que a sua voz seja não só ouvida, mas acima de tudo considerada pelas autoridades que legitimamente nos representa. Rogando também que meus amigos e simpatizantes das causas sociais, continuem em seus caminhos e verdades pessoais, pois acredito também que somente nos expressando é que nos sentimos verdadeiramente existindo.

Um beijo no coração de todos, especialmente em minhas queridas amigas Rosa Moura e Tereza coelho, assim como do meu amigo Françõis Starita.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Dê a César o que é de César...


Os “quintos dos infernos” podem estar bem próximos de cada criatura humana sem que ela sequer se esforce para tanto, basta que se descuide da observância das circunstâncias de seus instantes de convivência sistêmica.
“Dê a César o que é de César” pode ser subdividido em dois planos.
Um não pode interferir na qualificação do outro, pois cada qual tem o seu papel na existência humana, uma vez que foi o próprio humano a idealizar ambos, que são o plano material e o plano espiritual.
Plano material é o que se toca, se compra e se troca. É o plano das exigências, das necessidades, do imponderável, do palpável.
Já o plano espiritual é o que não se vê, não se ouve, não se toca. É o plano do não pensado, do não sentido, do apenas ponderável.
Portanto, o “Dê a César o que é de César” quer na realidade frisar que não há correlação entre ambos, a não ser na capacidade assimilativa a de cada criatura na sua dedicação a buscar no plano material o devido polimento para que ao atingir o plano sensorial possa estar devidamente preparado, inclusive e principalmente para colocar-se de forma natural e suave a qualquer nossa etapa evolutiva.
Enquanto permanecermos neste plano terreno temendo qualquer tipo de punição, após a transmutação, estaremos efetivamente atrasando qualquer possibilidade evolutiva, pois devemos, sim, apenas e tão somente, usufruirmos desta expressabilidade de forma natural, respeitando a nós mesmos e a tudo com o qual convivemos, sejam eles visíveis ou não, tocáveis ou não, mensuráveis ou não.
A plenitude desejada e buscada através de estudos, renúncias, devoções, jejuns e etc., como ponto a ser conquistado transcendentemente, só será alcançado se vier a ser conquistada no plano presente e mutável.
Afinal, seremos exatamente no plano que nos aguarda, exatamente como nos encontramos no plano atual e como não sabemos a data e o instante de nossa transmutação, devemos, portanto, ficar atentos aos nossos instantes presentes, pois certamente não serão os últimos, mas os únicos que determinarão nossa condição energética planetária.
Cuidar-se devidamente, respeitando suas reais necessidades, sem que haja esforço, renúncia e doação amorosa consigo mesma para decifrar cada item de suas necessidades em uma identificação cuidadosa deve ser o objetivo desta ou de qualquer caminhada evolutiva, onde ter precisa estar em consonância com o ser.
E neste aspecto que, afinal, é o único que valha qualquer interesse maior, não portas que delimitem e tão pouco um César a abusar ou adentrar na seara alheia.
O quinhão de cada criatura humana é único e intransferível, sendo no máximo porto de atracagem, desembarque e acolhimento, jamais campo produtivo de reflorestamento, mesmo que estejamos falando de maternidade e paternidade, que são meios naturais de desenvolvimento e escoamento de vida, mas jamais celeiro de armazenamento.
As aproximações reais se fazem através das afinidades energéticas que por sua vez possuem autonomia de serem e de quererem buscar as suas próprias, não cabendo amarras, grades ou qualquer tipo de aprisionamento ou indução.
Daí os inúmeros desencontros, perdas e sofrimentos.
“Dai a César o que é de César” nada mais significa que deve a criatura humana tomar de seu próprio copo e comer de seu próprio pirex sem inversões das finalidades cabíveis a cada componente de vida e liberdade.

Compreendes?

terça-feira, 18 de junho de 2013

LÓGICA NA REALIDADE

  A                                                          
 Ah  Ah!... Como é difícil o enfrentamento à qualquer tipo de poder, onde não reside a conscientização do respeito ao bem comum. Quando o ex-presidente Lula tomou posse em 2002, sentada e vendo através da TV sua postura populista, imediatamente pensei:
- Já vi este filme e o enredo não foi dos mais agradáveis. Cheguei a comentar com o meu marido:
-  Acaba de nascer uma nova ditadura.
Talvez pior que a anterior, pois nesta a tática é  usar como arma o envolvimento emocional. Ele sorriu, achando-me muito descrente, beirando o fatalismo. Hoje, uma década depois, ele volta a sorrir, dizendo-me:
- Lembra que você prognosticou tudo que vem acontecendo com este governo ditatorial do PT?
Emocionada, assisto as manifestações do povo pelas cidades deste Brasil afora, querendo estar lá também, segurando a minha bandeira de liberdade e dignidade, a mesma que mantive hasteada ao longo de minha vida, principalmente nos momentos cruciais, onde a segurança e a qualidade de vida da grande maioria se encontravam em situação de risco, através de meus textos e dos microfones que me foram possíveis usar.
Penso então, que cada qual com recursos próprios, sempre pode fazer a sua parte em se tratando de expressar sua cidadania e, em nome desta certeza, é que discordo da acomodação social, que infelizmente vicia e faz calar.Jamais pude compreender que política em prol do bem comum, só seja exercida com ênfase através das campanhas políticas, calando-se em seguida em uma passividade simbiótica e, portanto, torturante, que se arrasta por longos e desgastantes quatro anos, onde tudo recomeça, cada vez com menos poder de convencimento.
Bem... Pensando em tudo isso, penso na nossa linda Ilha de Itaparica, no movimento real e palpável que não se ouve e muito menos se vê em prol de um povo já tão sofrido. Penso nos jovens que estão sendo convocados a engrossar, legitimamente, as passeatas em Salvador no próximo dia 20 e me ressinto que jamais tenham sido motivados a formar fileiras de reivindicações por si mesmos, em seus respectivos municípios, onde tudo  que se reivindica Brasil afora, aqui os falta de maneira grosseira e impiedosa.
Candidatos com votações expressivas nas últimas eleições, preferem transferir de imediato suas reivindicações à Justiça a darem suas caras a tapas nas esquinas, calçadas e guetos, recrutando seus eleitores à conscientizarem as autoridades públicas de que do jeito que está, não pode e não vai ficar. Sonho com políticos mais autenticamente atuantes, que antes de buscarem a caneta e o trono do poder para, então, dizerem que vão fazer e acontecer, que façam apenas com a bandeira da solidariedade, do respeito e do amor ao chão que pisam e vivem e a um povo que, nas eleições, dizem tanto querer bem, nas plataformas dos palanques eleitoreiros.
Sonho com políticos que verdadeiramente atuem com a força do povo, por apenas se sentirem parte dele nos 1460 dias entre uma eleição e outra. Sonho com líderes que acima de qualquer partidarismo, façam de seu estandarte a justiça social.
Pode parecer filosófico, mas não precisa ser.
Dependendo apenas, de cada um de nós.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Considerações finais do Vereador Lula (DEM)

Entrevista da senhora Regina Carvalho, jornalista, 08 de junho de 2013.

Entrevista de Regina Carvalho, jornalista.

O BLÁ, BLÁ, BLÁ de todos os dias.

Impressionante, o quanto somos pessoas difíceis de conviver umas com as outras, e diante deste quadro, como esperar que viessemos a ser melhores na convivência com o todo restante, penso então, que no mínimo por todo o tempo estamos diante de perspectivas pra lá de remotas, daí os constantes fracassos, seguido das mutilações ao nosso próprio meio ambiente, diminuindo desta forma toda e qualquer sobrevivência a prazos reduzidíssimos.
Lamentamos pelos conflitos de qualquer natureza nos quais tomamos conhecimento e somos capazes de, como mestres doutores, sabermos exatamente como poderiam ser evitados, todavia, nada jamais fazemos, apenas comentamos como se o quadro que se apresenta, fosse tão somente surreal desconectado de uma realidade próxima, como uma ficção.
Bloqueamos a constatação da realidade, num nítido processo de proteção mental, fazendo prosperar simulações convincentes e, em sua maioria, repletas de embasamento lógico, mas que nada produzem em termos de ações subsequentes, mas deixando em nós uma sensação de conforto, amparo psicológico, onde nos sentimos como que protegidos, justo porque nos convencemos de que, se o fato estivesse ocorrendo conosco, certamente saberíamos como agir.
Esta premissa é falsa, pois na realidade, como se trata de uma ficção em nosso processo assimilativo, não cremos verdadeiramente que o mesmo possa conosco ocorrer, daí a surpresa muito assustadora, quando acontece.
Esta é a mais constante simbiose social, possível de ser observada e se enquadra em qualquer nível da convivência humana.
E ainda tem quem afirme ser capaz de assegurar um caminhar equilibrado e lúcido, prevendo isto ou aquilo, tendo autoridade pessoal para resolver ou enfrentar qualquer situação que lhe pareça conflitante ou ameaçadora.
Será mesmo?
Pense nisto, antes de tão facilmente colocar a sua imaginação em prol da solução de problemas que afligem os demais.
Antes de ser capaz de ter respostas ponderadas às dúvidas alheias.

Antes de considerar que o raio só cai no terreno alheio, por que se fosse no seu, blá, blá, blá, blá.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Que coisa, hein!!!!!!!

Estou escutando “Imagine” de John Lennon e pensando o que seria do ser humano se permanecesse pensando por todo o tempo.
Uma loucura... Seria um universo terreno de loucos, insanos humanos, verdadeiros debilitados físicos e emocionalmente, sem direitos a terem e a sentirem, sem medir a lógica, as vantagens e desvantagens de fazerem, comerem, ouvirem ou sentirem, qualquer coisa.
Imagine apenas um aspecto de seu cotidiano, em que você faça por tão somente reflexo, hábito ou rotina necessária.
Haveria tantos por quês, que sinceramente, fico a questionar se seria possível chegar-se a uma conclusão.
Por outro lado, errar-se-ia menos?
Isto é para se pensar, e pensando, logo atrair-se-ia outro pensamento e outro e outro... Ai, meu Deus! Socorra-me...
Deus! Que Deus? Por que Deus?
Cruz credo!!!!!!!
Penso então, que fomos agraciados com a perfeição da natureza que além de nos conceder uma mente racional, ainda adicionou departamentos seletivos, de distribuição, além de um armazenamento exclusivo, e se não bastasse, ainda nos supriu com cinco poderosos dispositivos que abastecem ininterruptamente toda esta máquina perfeita, uma espetacular ciência exata.
Infelizmente, segundo estatísticas, usa-se muito pouco todos esses recursos naturais, cerca de apenas 10%, ficando os demais 90% abandonados sem qualquer estímulo maior, como oferenda às minhocas, devoradoras implacáveis que consumirão com sofreguidão como num banquete à alienação humana.
E aí, ainda ouvindo a mesma música (terceira vez) que, afinal, se fomos e somos tão capazes com apenas 10%, o que não faríamos com apenas mais 1%.
Talvez estragássemos tudo, justo com o excesso de pensamentos avaliativos e, então, a música silencia, olho para o relógio do computador, (são cinco horas) e penso: 
- Pronto, lá vem a merda do 1% que acabo de falar, estragando tudo, levando-me a lógica de que estou escrevendo bobagens que ninguém pensa, a não ser que seja uma viciada em pensar, mesmo quando não tem aparentemente, o que pensar. 
Nossa!!!!!!!!!!!!!!
Hoje é dia dos NAMORADOS!
Namorados, namorar, ainda se faz isso?
É melhor desejar a todos, um bom dia, pois chove lá fora e o dia está só começando.
Que coisa hein?!

domingo, 9 de junho de 2013

APENAS, PENSE NISTO...


Ontem, fui a uma reunião na comunidade de Ponta de Areia, onde o Prefeito Raimundo da Hora, atendendo a um pedido do vereador Lula, iria comparecer com o objetivo de notificar pessoalmente aos moradores quanto das providências a serem tomadas em relação aos problemas locais, que se acumulam há décadas e agravados pelas últimas chuvas.
Surpreendi-me com a escassez de participantes, já que é um bairro populoso, assim como na mesma proporção são as pessoas atingidas pelos problemas ali existentes.
Enquanto estive presente, pois precisei sair cerca de 40 minutos antes do término da reunião, apenas três senhoras falaram e um senhor, no mais, todos apenas ouviram, o que não é de todo mal, mas que deixa a desejar, uma vez que necessário se faz nestas ocasiões a busca do esclarecimento de suas próprias dúvidas, para in loco com a autoridade, nem sempre disponível, esclarecer dúvidas que fomentam em sua maioria fofocas e disse-me-disse sem fundamentos.
Devido ao número expressivo de descontentes que circulam desde as eleições, inclusive muitos, aludindo que nada tem sido feito e etc. e tal, em nítida insatisfação, imaginei uma superlotação, por isso cheguei até mais cedo, pois acreditei que, do contrário, não conseguiria lugar adequado para assistir a tão esperada e, também imaginei, desejada reunião.
Convenci-me então, confesso bastante decepcionada, que a falta de cidadania se mescla a um desconhecimento gritante do sentido de prioridade individual, com um partidarismo inconsequente de “lesa a si próprio”, que lei específica não existe que puna, mas que deveria existir, pois o conjunto individual de atos inconsequentes gera mazelas, que se perpetuam atingindo a todos sem distinção.
Insisto neste ponto, pois, não posso admitir em minha mente consciente que possam existir dois pesos e duas medidas entre o certo e o errado, o bem e o mal.
Ou seja:
- Em uma disputa política, onde o foco a ser conquistado seja uma minúscula cidade do interior, onde as pessoas se conhecem desde sempre e se esbarram por todo o tempo, não pode existir a omissão dos líderes de qualquer natureza quanto às questões que eles dizem defender quando nos palanques e reuniões em época de política, pois em se tratando de lutas comunitárias de busca de direitos, principalmente de cunho humanitário, não cabem barreiras de contenção estética partidária ou de qualquer outra natureza, uma vez que o bem individual deve caminhar concomitantemente ao bem comum.
Senti falta das vozes eloquentes e apaixonadas dos partidários da candidata Marlylda Barbuda e dos do candidato do senhor Zezinho da Politur, pois juntos, “Por amor a Itaparica”, somaram mais de seis mil e oitocentos votos e que possuem grande representação desta votação na comunidade em questão que, inclusive, é onde resido a cerca de 11 anos.
Onde estavam os vereadores que se elegeram graças também aos votos daquela comunidade?
Onde estavam os entendidos dos bares das esquinas, dos guetos e dos acordos de boca de urna?
Disseram alguns a mim, não valer a pena.
Penso então, o que poderá valer mais que o valor de sua própria qualidade vivencial?
Volto a pensar então que não estou errada quando insisto que a educação é o único meio real e consistente para que se forme o senso crítico e o sentido individual de universalidade, onde o individual só se completa através do coletivo.
Colocar-se nas mãos de um Juiz o destino de uma cidade é no mínimo uma temeridade digna dos anais da ingenuidade brasileira.
Colocar-se nas mãos de um candidato a salvação de nossas searas é, no mínimo, outra inconsequência, pois afinal, somos cada um de nós os únicos elementos capazes de fazer verdadeiramente acontecer, através de nossa perseverante participação na defesa de nossos direitos e no cumprimento de nossas obrigações, direcionando assim, os rumos que os gestores e políticos em geral devem seguir.
E isto, não se conquista através da veneração cega e leiga, do oportunismo irresponsável ou do medo sufocante, mas através dos entendimentos das questões aflitivas e constrangedoras que assolam nosso universo pessoal.
Saí frustrada, porque também constatei nas falas que se seguiram dos moradores presentes, apenas, com raras exceções, o brilhar mais forte do oportunismo primário que ofende a inteligência e magoa a alma.
Como explanei brevemente antes de minha retirada, nada de consistente se alterará no contexto grotesco que se apresenta em relação ao lixo, a lama, os ratos, a dengue, as construções irregulares, a falta de fiscalização séria e capacitada, enfim, a total falta de qualidade de vida que a realidade local apresenta, independentemente dos recursos financeiros que cada um possa ter se não houver um trabalho educativo e agregativo entre o poder público e os moradores, para que ambos possam nas suas atribuições, conviverem em harmoniosa e interativa inteligência cidadã, onde o dar e o receber tenham acima de tudo, olho no olho, lógica e respeito.
Pense nisto, antes de reclamar e condenar.
Pense nisto, antes de aplaudir e acreditar.
Pense nisto, enquanto se mantém omisso.


sexta-feira, 7 de junho de 2013

APENAS PONDERANDO


Comparo a situação crítica com a qual estamos convivendo nos últimos dias em Itaparica, agravado pelas chuvas, a copos de água que se derramam naturalmente, devido única e exclusivamente a não observância durante décadas de que há um limite para todo e qualquer excesso, que no caso específico de nossa linda e prazerosa cidade, foi justo o abandono no qual ela foi deixada durante décadas.
Foram muitas as razões que levaram a este abandono e, nem sempre, poder-se-ia dizer que foi por todo o tempo por motivos torpes.
Vivendo e convivendo diariamente com todos os níveis sociais de nossa cidade, com ou sem inerências políticas, até porque, sou antes de tudo uma estudiosa das posturas sócio emocionais, fui percebendo que havia se instalado uma espécie de acomodação, provavelmente, induzida até mesmo pela tranquilidade bucólica, associado a ineficácia de uma hierarquia mais esclarecida e, ao mesmo tempo, decidida a um progresso com perfil mais amplo em relação as questões de preservação sócio ambiental, diretamente ligadas a qualidade de vida de cada cidadão, sem deixar de mencionar, um crescimento migratório desgovernado e uma falta total de real interesse não só dos governos estaduais, como dos esclarecidos veranistas que por aqui repousavam em suas férias anuais, muitos deles, membros efetivos  de cargos públicos de relevância.
Houve uma acomodação geral, assim como um total alheamento do povo, alguns por medo, outros por conveniência imediatista, mas a grande maioria por total desconhecimento de sua própria condição de ser humano.
Provavelmente, existem argumentos acadêmicos e sociais para descreverem e explicarem a situação de favelamento que se instalou em Itaparica, independentemente de haver locais pontuais para que exista, como ocorre em outras cidades, pois por onde se ande, alguma forma de desastre ambiental é possível de ser observado com as suas mazelas atingindo diretamente as pessoas que habitam nos locais.
Pois bem, agora, a coisa ficou feia, até por que, existem pessoas e meios de comunicação que estão mostrando, cobrando soluções e, no meu caso específico, levando a população, através primeiro do Jornal Variedades nos últimos 9 anos e desde dezembro de 2011, através da Rádio Tupinambá, mais que denúncia, insistimos em oferecer esclarecimentos, para que cada leitor ou ouvinte possa ir criando um espírito crítico, não para se inserirem nesta ou naquela condição partidária política, mas para observarem o universo comunitário em que se encontram, buscando soluções através da participação inteligente e saudável entre seus vizinhos e o poder público.
Impossível, esperar-se que esta ou qualquer outra gestão em passes de mágica possa resolver todos os problemas que foram se acumulando nos copos das décadas de abandono, com raras e preciosas, mas mesmo assim, ainda fracas administrações.
Continuar usando a população com promessas miraculosas a cada quatro anos, aí sim é crime de lesa Povo, omitir-se, calar-se, vender-se ou esconder-se, quando existe conscientização das prioridades emergenciais, isto sim é pernicioso e destrutivo, assim como, atacar sem uma finalidade concreta, clara e objetiva que não seja tão somente de cunho ambicioso/ político mais ainda.
Nestes instantes de profundo sofrimento da grande maioria do povo, falta amparo mínimo emocional, carisma intencional em verdadeiramente estar buscando pelo menos um ato contínuo à boa vontade administrativa. Falta presença, força tarefa, amparo imediato, falta humildade e calor humano, passos básicos e prioritários para que as pessoas, partidárias ou não da atual gestão, a ela estendam seus olhares sofridos de respeito e compreensão pelo fato simples de que o tempo em dobro é necessário para se arrumar o mal feito ou mal planejado.
Somos habitantes de uma cidade pequena com seus encantos e desencantos de interação social, mas acima de tudo, precisamos ser inteligentes para percebermos que unidos conseguiremos o melhor para cada um, princípio também básico e prioritário de vida em comum.
Pense nisso, antes de se sentir ofendido, agredido e afrontado, pense no lixo que durante décadas esteve à sua porta e você sequer quis enxergá-lo. Portanto, tal qual cada administração, você com a sua cegueira, inércia ou pouco caso também é responsável por todas as mazelas que do copo bendito de Itaparica, hoje se derrama.
Que tal, mudar de postura por amor e respeito a si próprio e ao tudo mais?
Que tal, dar-se as mãos sem preconceitos em prol do amor que todos, afinal, dizem sentir por Itaparica?



quinta-feira, 6 de junho de 2013

INFINITO DE NÓS MESMOS


Existem momentos em nossas vidas em que perdemos a noção exata do que representamos e simplesmente somos e é neste instante em que o tudo mais perde qualquer importância é que nos transmutamos para o nosso interior em um mergulho infinito e dele emergimos em uma explosão de gozo e liberdade, tão grande quanto o universo, tão inexplicável quanto à vida.
E neste labirinto de emoções controversas onde a culpa e o prazer se mesclam em um só instinto, confundindo e ao mesmo tempo estimulando é que nos perdemos no mais autêntico de nossas naturezas humanas, onde a necessidade em ser, sufoca e suplanta qualquer entrave que o suposto nos impõe e, finalmente somos nos tornamos e existimos.

FALÁCIAS COLORIDAS


E aí, nada como o tempo que passa incomensuravelmente, sem deixar margens a retornos a não ser através das lembranças que podem nos ajudar a viver crescendo como seres humanos que se abastecem a cada instante das experiências, sem fazer delas espadas afiadas ou nódoas pegajosas que limitam e fazem sofrer.
E a limitação não nos deixa enxergar a coisa como ela realmente é, leva-nos impiedosamente ao levianismo do apenas aparente, sem que haja qualquer maior aprofundamento dos conhecimentos necessários, para que então, possamos decidir quanto ao próximo passo, e isto, se dá principalmente quando de forma imperdoável nos colocamos como julgadores, criticadores e acusadores, seja lá do que for.
E o fazemos de forma inconsciente ou inconsequente, o que na prática é mesma coisa, já que onde uma reside, provavelmente, a outra já se encontra instalada.
Praticamos esta barbárie a cada instante, porque não fomos e não somos direcionados desde a mais tenra idade a desejar conhecer melhor o mundo e o tudo mais com os quais nele convivemos, como se estar nesta vida, fosse um mero acaso de um caso qualquer.
Pense nisso, antes de aplaudir ou vaiar, antes de oferecer o seu sim ou o seu não.

Preciosidades que traçam o seu perfil, direcionam as suas passadas e, principalmente, determinam a qualidade do seu viver.

terça-feira, 4 de junho de 2013

INVERSÔES


Quando escrevo sobre as inversões de valores que venho acompanhando nas últimas décadas nos relacionamentos de qualquer natureza, há quem diga ou pelo menos pense que, na realidade, não  estou aceitando as evoluções de hábitos e costumes.
Então, de certa forma, mesmo calada sou obrigada a concordar no tocante a aceitação, pois tem sido muito difícil admitir certas posturas, formas de agir que foram tomando conta dos cotidianos e transformando o conviver de uma maneira quase brutal.
Constatar a falta da elegância mínima nos relacionamentos, a quebra bárbara das tradições de todas as ordens, o desmoronamento da ética e a desqualificação das hierarquias tão necessárias para a manutenção dos limites dos direitos e deveres individuais, a banalização das autoridades, colocando rasteiro o que dantes significava pilar sólido da estrutura social, enfim, confesso que não tem sido fácil conviver com o politicamente correto em detrimento da liberdade de ser e de querer ou simplesmente de apenas dizer, gosto ou não gosto.
Pois é...
 Será que sou a única a sentir o peso de uma sociedade que muda seus valores de forma sistemática e instantânea sem sequer oferecer um tempo para que sejam assimilados?
Será que também sou a única a se horrorizar com o desmoronamento da ética, da decência e dos bons costumes ou na realidade sou mais uma retrógrada, fingindo-se de filósofa para tão somente camuflar a incapacidade adaptativa?
Por enquanto, ainda não tenho a resposta, pois tudo que sei e sinto é que me envergonho por ter que conviver no meu dia-a-dia, como se normal fosse com o  ridículo, o ilógico, o afrontoso e muitas vezes  o desumano.
De ter que achar graça e sorrir da vulgarização dos benditos valores que me trouxeram até aqui, me fazendo acreditar que a vida é bonita, é bonita e é bonita...


segunda-feira, 3 de junho de 2013

PALPITE INFELIZ


E aí, a pessoa conta o seu problema, não esperando que você lhe dê um apoio real, na verdade, em sua maioria, ela tão somente quer que você sofra com ela um pouco, que lhe diga o quanto deve estar sendo chato e doloroso e, de preferência, que você imagine e verbalize o quanto ela tem razão, nisto ou naquilo.
Ela quer mesmo é desabafar e não receber conselhos.
Não tente ser lógica e racional, jamais mostre outra ótica para que o problema seja enxergado e sentido, pois se o fizer, certamente terá iniciado o nascimento de pelo menos uma raiva de sua petulância, afinal, ela imediatamente reagirá, falando de suas razões, argumentando sobre sua forma irredutível de pensar e, em alguns casos, arriscará lhe dizendo:
- Eu é que sei... Você não sabe da missa a metade e etc. e tal.
A partir deste ponto o interesse em chorar no seu ombro terá desaparecido e até se você for um pouco observador, perceberá que a pessoa estará mais decidida e, é claro, com pressa de livrar-se de você.
Agora pense:
- Algo parecido já não aconteceu com você, inclusive, na posição de sofredora em busca de consolo?
E sugestão?  Conselho?
Alguém já lhe pediu e, quando, inadvertidamente, mas com o coração fraternal você  cedeu a prudência e sugeriu, por acaso percebeu que algo mudou de repente?
Pois é, a gente sempre está caindo nesta armadilha sacana ou fazendo algum desavisado cair.
Isto é viver e conviver, mas dizem que com o tempo a gente aprende e...
 Será?
Não sei não, afinal, enquanto existir emoção, haverá sempre os palpites infelizes, todos sempre dados com a melhor das intenções.
Hoje, por exemplo, pediram-me para dizer o que eu achei do Juiz em sua entrevista à um site.
Pensei, graças a Deus, e imediatamente, usando da prudência, respondi:
- Bacana!!!!
E eu lá vou dizer o que eu penso de ética, vaidade e imprudência?
E eu, lá vou dizer que se eu fosse à parte acusada, tomaria minhas providências jurídicas?
Eu não sou doida, sô...


domingo, 2 de junho de 2013

Olhai os seus próprios lírios...


            Onde houver espaço na mente, haverá sempre a insatisfação motivada pela propulsão da própria vida em seu constante movimento ascendente. Portanto, não existe qualquer novidade na presença de pequenas doses de ansiedade.
            No entanto, é preciso estar-se atento às próprias manifestações físicas que são as representações imediatas do grau de ansiedade em que a criatura se encontra.
            É preciso que a criatura não perca de vista os objetivos que compõe suas perspectivas, não buscando além do foco em questão, a não ser na medida em que exista a busca da evolução normal de cada objetivo.
            O que geralmente acontece é justo o embaralhamento de objetivos e a perda do foco dos mesmos, levando a criatura a desenvolver atividades cerebrais desnecessárias que consomem tempo, saúde e objetividade, e o que é pior, a perda sistemática do cerne inerente ao foco básico inicial.
            Isto não significa estatização, mas a necessária prudência para que o caminho traçado não sofra influência de desvios atraentes, mas de consistência diferenciada.
            “Olhai os lírios do campo, eles não tecem e não fiam, mas nem Salomão com toda a sua glória jamais vestiu-se como um deles.” Compreendes?
            Esta passagem bíblica não tem como objetivo levar as criaturas a perderem suas ambições e tão pouco estatizá-las sem qualquer motivação de crescimento. Ao contrário, deseja orientar as criaturas a buscarem sistematicamente o seu foco pessoal de aprimoramento sem, no entanto, perderem a originalidade de si mesma, cuja beleza e apresentação é única, impossível de ser imitada, pois o brilho é absolutamente único e, portanto, nada poderá suplantá-la.

            A potencialidade individual é sempre absolutamente exclusiva, cabendo a cada criatura burilar a si mesma para que o seu brilho não só resplandeça como principalmente sirva de parâmetros aos demais.