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Mostrando postagens de Junho, 2013

PARA O MEU ROBERTO

Não faz muito tempo, foi noutro dia, lá pelos meados de 1966. Pois é... Paixão daquelas que nem os filmes e novelas são capazes de reproduzir. Tesão absoluto, amor incondicional do mineirinho com a carioca. Eu tinha dezesseis e ele vinte e dois anos. Incrível!!!! O tesão continua e o amor também, acrescido de um adorável e poderoso intruso que infelizmente, tem sido pouco cultivado e que se chama amizade, aquele que é íntimo do companheirismo e totalmente colado no respeito. Para você meu amor, um beijo gostoso da tua eterna parceira.
E viva São Pedro!!!!!!

APENAS PONDERANDO

Ontem, fui dormir amolada e ao acordar hoje, corri para colocar no papel tudo quanto me estava incomodando, mas aí, entrei como sempre antes no face e deparei-me com um desabafo do Dr. Vinícius e , confesso, emocionei-me, pois suas palavras remeteram-me à minha juventude, fazendo brotar em mim as lembranças das mais puras e respeitadas emoções que por felicidade um dia pude sentir e que foram determinante quanto as minhas escolhas vida afora. Lembrei-me de minha paixão pelas causas públicas sem que fizesse nascer em mim qualquer maior desejo de fazer do público a minha solução de vida privada, não que cresse ser algo indigno, mas porque não se coadunava com o despertar de um espírito humanístico que, certamente, jamais poderia ter o máximo de independência avaliativa que, afinal, eu percebia que seria fundamental no exercício da profissão que por paixão abracei. Durante esses trinta e dois anos de carreira, trabalhei muito próxima de ilustres políticos, alguns deles que fizeram história…

ETERNO AMOR...

Pois é, cá está ele novamente garboso, lindo, depois de quase um mês praticamente desaparecido. Que saudades, meu Deus, desta tua translucidez que me fez ficar apaixonada tão logo te vi naquela manhã de janeiro de 2002. A surpresa foi tão grande que precisei parar o carro e percorrer parte da Ponte do Funil a pé, apenas para poder senti-lo e enquanto deslumbrava-me com o mar a meus pés e aí acreditei que finalmente não estava sonhando, que você, afinal, era real e para convencer-me que o seu aceno era realmente para mim e o que eu ouvia na alma era também a tua alegria por me ver chegar. Dizias: - Até que enfim, foram décadas de espera, mulher complicada e difícil... Ah! Nosso abraço eternizou-se e com ele e nele curei todas as minhas feridas, minhas angústias e minhas perdas. Fiz de ti e tive em ti por todo este tempo o mais fiel dos companheirismos, só me faltando alguns dias a cada ano, que generoso, tu abres espaço para a atrevida chuva que, reconheces necessitar.
Mas sempre voltas e qu…

COMUNICADO- Revendo posição

COMUNICADO- Revendo posição O melhor que o acúmulo de idade me ofereceu foram as experiências, que se seguiram  a cada ano e a cada observância que fui capaz de armazenar, justo para que chegasse nesta altura da vida, sendo capaz de rever posições e de fazer análises críticas de mim mesma e dos meus reais propósitos. Logo pela manhã, entusiasmada com os recentes acontecimentos nacionais, vi despertar em mim, velhos e estruturados ideais em relação aos benefícios sociais que bem sei serem possíveis de serem implantados em minha tão querida, Itaparica. Movida pelo velho espírito do que foi outrora uma jovem empenhada em lutar por tais ideais, imediatamente, abracei a ideia, assim como comecei a mobilizar os amigos e simpatizantes das causas sociais. Entretanto, enquanto participava da minguada mobilização na Praça de Mar Grande e fazendo minha mente treinada a pensar e traçar paralelos pude então, compreender que este não seria pelo menos o meu caminho a seguir, já que ficou claro, abs…

Dê a César o que é de César...

Os “quintos dos infernos” podem estar bem próximos de cada criatura humana sem que ela sequer se esforce para tanto, basta que se descuide da observância das circunstâncias de seus instantes de convivência sistêmica. “Dê a César o que é de César” pode ser subdividido em dois planos. Um não pode interferir na qualificação do outro, pois cada qual tem o seu papel na existência humana, uma vez que foi o próprio humano a idealizar ambos, que são o plano material e o plano espiritual. Plano material é o que se toca, se compra e se troca. É o plano das exigências, das necessidades, do imponderável, do palpável. Já o plano espiritual é o que não se vê, não se ouve, não se toca. É o plano do não pensado, do não sentido, do apenas ponderável. Portanto, o “Dê a César o que é de César” quer na realidade frisar que não há correlação entre ambos, a não ser na capacidade assimilativa a de cada criatura na sua dedicação a buscar no plano material o devido polimento para que ao atingir o plano sensorial …

LÓGICA NA REALIDADE

A                                                           AhAh!... Como é difícil o enfrentamento à qualquer tipo de poder, onde não reside a conscientização do respeito ao bem comum. Quando o ex-presidente Lula tomou posse em 2002, sentada e vendo através da TV sua postura populista, imediatamente pensei: - Já vi este filme e o enredo não foi dos mais agradáveis. Cheguei a comentar com o meu marido: -  Acaba de nascer uma nova ditadura. Talvez pior que a anterior, pois nesta a tática é  usar como arma o envolvimento emocional. Ele sorriu, achando-me muito descrente, beirando o fatalismo. Hoje, uma década depois, ele volta a sorrir, dizendo-me: - Lembra que você prognosticou tudo que vem acontecendo com este governo ditatorial do PT? Emocionada, assisto as manifestações do povo pelas cidades deste Brasil afora, querendo estar lá também, segurando a minha bandeira de liberdade e dignidade, a mesma que mantive hasteada ao longo de minha vida, principalmente nos momentos cruciais, onde a …

O BLÁ, BLÁ, BLÁ de todos os dias.

Impressionante, o quanto somos pessoas difíceis de conviver umas com as outras, e diante deste quadro, como esperar que viessemos a ser melhores na convivência com o todo restante, penso então, que no mínimo por todo o tempo estamos diante de perspectivas pra lá de remotas, daí os constantes fracassos, seguido das mutilações ao nosso próprio meio ambiente, diminuindo desta forma toda e qualquer sobrevivência a prazos reduzidíssimos. Lamentamos pelos conflitos de qualquer natureza nos quais tomamos conhecimento e somos capazes de, como mestres doutores, sabermos exatamente como poderiam ser evitados, todavia, nada jamais fazemos, apenas comentamos como se o quadro que se apresenta, fosse tão somente surreal desconectado de uma realidade próxima, como uma ficção. Bloqueamos a constatação da realidade, num nítido processo de proteção mental, fazendo prosperar simulações convincentes e, em sua maioria, repletas de embasamento lógico, mas que nada produzem em termos de ações subsequentes…

Que coisa, hein!!!!!!!

Estou escutando “Imagine” de John Lennon e pensando o que seria do ser humano se permanecesse pensando por todo o tempo. Uma loucura... Seria um universo terreno de loucos, insanos humanos, verdadeiros debilitados físicos e emocionalmente, sem direitos a terem e a sentirem, sem medir a lógica, as vantagens e desvantagens de fazerem, comerem, ouvirem ou sentirem, qualquer coisa.
Imagine apenas um aspecto de seu cotidiano, em que você faça por tão somente reflexo, hábito ou rotina necessária.
Haveria tantos por quês, que sinceramente, fico a questionar se seria possível chegar-se a uma conclusão.
Por outro lado, errar-se-ia menos?
Isto é para se pensar, e pensando, logo atrair-se-ia outro pensamento e outro e outro... Ai, meu Deus! Socorra-me...
Deus! Que Deus? Por que Deus?
Cruz credo!!!!!!!
Penso então, que fomos agraciados com a perfeição da natureza que além de nos conceder uma mente racional, ainda adicionou departamentos seletivos, de distribuição, além de um armazenamento exclusivo, e se…

APENAS, PENSE NISTO...

Ontem, fui a uma reunião na comunidade de Ponta de Areia, onde o Prefeito Raimundo da Hora, atendendo a um pedido do vereador Lula, iria comparecer com o objetivo de notificar pessoalmente aos moradores quanto das providências a serem tomadas em relação aos problemas locais, que se acumulam há décadas e agravados pelas últimas chuvas. Surpreendi-me com a escassez de participantes, já que é um bairro populoso, assim como na mesma proporção são as pessoas atingidas pelos problemas ali existentes. Enquanto estive presente, pois precisei sair cerca de 40 minutos antes do término da reunião, apenas três senhoras falaram e um senhor, no mais, todos apenas ouviram, o que não é de todo mal, mas que deixa a desejar, uma vez que necessário se faz nestas ocasiões a busca do esclarecimento de suas próprias dúvidas, para in loco com a autoridade, nem sempre disponível, esclarecer dúvidas que fomentam em sua maioria fofocas e disse-me-disse sem fundamentos. Devido ao número expressivo de descontentes…

APENAS PONDERANDO

Comparo a situação crítica com a qual estamos convivendo nos últimos dias em Itaparica, agravado pelas chuvas, a copos de água que se derramam naturalmente, devido única e exclusivamente a não observância durante décadas de que há um limite para todo e qualquer excesso, que no caso específico de nossa linda e prazerosa cidade, foi justo o abandono no qual ela foi deixada durante décadas. Foram muitas as razões que levaram a este abandono e, nem sempre, poder-se-ia dizer que foi por todo o tempo por motivos torpes. Vivendo e convivendo diariamente com todos os níveis sociais de nossa cidade, com ou sem inerências políticas, até porque, sou antes de tudo uma estudiosa das posturas sócio emocionais, fui percebendo que havia se instalado uma espécie de acomodação, provavelmente, induzida até mesmo pela tranquilidade bucólica, associado a ineficácia de uma hierarquia mais esclarecida e, ao mesmo tempo, decidida a um progresso com perfil mais amplo em relação as questões de preservação sóc…

INFINITO DE NÓS MESMOS

Existem momentos em nossas vidas em que perdemos a noção exata do que representamos e simplesmente somos e é neste instante em que o tudo mais perde qualquer importância é que nos transmutamos para o nosso interior em um mergulho infinito e dele emergimos em uma explosão de gozo e liberdade, tão grande quanto o universo, tão inexplicável quanto à vida.
E neste labirinto de emoções controversas onde a culpa e o prazer se mesclam em um só instinto, confundindo e ao mesmo tempo estimulando é que nos perdemos no mais autêntico de nossas naturezas humanas, onde a necessidade em ser, sufoca e suplanta qualquer entrave que o suposto nos impõe e, finalmente somos nos tornamos e existimos.

FALÁCIAS COLORIDAS

E aí, nada como o tempo que passa incomensuravelmente, sem deixar margens a retornos a não ser através das lembranças que podem nos ajudar a viver crescendo como seres humanos que se abastecem a cada instante das experiências, sem fazer delas espadas afiadas ou nódoas pegajosas que limitam e fazem sofrer. E a limitação não nos deixa enxergar a coisa como ela realmente é, leva-nos impiedosamente ao levianismo do apenas aparente, sem que haja qualquer maior aprofundamento dos conhecimentos necessários, para que então, possamos decidir quanto ao próximo passo, e isto, se dá principalmente quando de forma imperdoável nos colocamos como julgadores, criticadores e acusadores, seja lá do que for. E o fazemos de forma inconsciente ou inconsequente, o que na prática é mesma coisa, já que onde uma reside, provavelmente, a outra já se encontra instalada. Praticamos esta barbárie a cada instante, porque não fomos e não somos direcionados desde a mais tenra idade a desejar conhecer melhor o mundo…

INVERSÔES

Quando escrevo sobre as inversões de valores que venho acompanhando nas últimas décadas nos relacionamentos de qualquer natureza, há quem diga ou pelo menos pense que, na realidade, não  estou aceitando as evoluções de hábitos e costumes. Então, de certa forma, mesmo calada sou obrigada a concordar no tocante a aceitação, pois tem sido muito difícil admitir certas posturas, formas de agir que foram tomando conta dos cotidianos e transformando o conviver de uma maneira quase brutal. Constatar a falta da elegância mínima nos relacionamentos, a quebra bárbara das tradições de todas as ordens, o desmoronamento da ética e a desqualificação das hierarquias tão necessárias para a manutenção dos limites dos direitos e deveres individuais, a banalização das autoridades, colocando rasteiro o que dantes significava pilar sólido da estrutura social, enfim, confesso que não tem sido fácil conviver com o politicamente correto em detrimento da liberdade de ser e de querer ou simplesmente de apenas diz…

PALPITE INFELIZ

E aí, a pessoa conta o seu problema, não esperando que você lhe dê um apoio real, na verdade, em sua maioria, ela tão somente quer que você sofra com ela um pouco, que lhe diga o quanto deve estar sendo chato e doloroso e, de preferência, que você imagine e verbalize o quanto ela tem razão, nisto ou naquilo. Ela quer mesmo é desabafar e não receber conselhos. Não tente ser lógica e racional, jamais mostre outra ótica para que o problema seja enxergado e sentido, pois se o fizer, certamente terá iniciado o nascimento de pelo menos uma raiva de sua petulância, afinal, ela imediatamente reagirá, falando de suas razões, argumentando sobre sua forma irredutível de pensar e, em alguns casos, arriscará lhe dizendo: - Eu é que sei... Você não sabe da missa a metade e etc. e tal. A partir deste ponto o interesse em chorar no seu ombro terá desaparecido e até se você for um pouco observador, perceberá que a pessoa estará mais decidida e, é claro, com pressa de livrar-se de você. Agora pense: - Algo …

Olhai os seus próprios lírios...

Onde houver espaço na mente, haverá sempre a insatisfação motivada pela propulsão da própria vida em seu constante movimento ascendente. Portanto, não existe qualquer novidade na presença de pequenas doses de ansiedade.             No entanto, é preciso estar-se atento às próprias manifestações físicas que são as representações imediatas do grau de ansiedade em que a criatura se encontra.             É preciso que a criatura não perca de vista os objetivos que compõe suas perspectivas, não buscando além do foco em questão, a não ser na medida em que exista a busca da evolução normal de cada objetivo.             O que geralmente acontece é justo o embaralhamento de objetivos e a perda do foco dos mesmos, levando a criatura a desenvolver atividades cerebrais desnecessárias que consomem tempo, saúde e objetividade, e o que é pior, a perda sistemática do cerne inerente ao foco básico inicial.             Isto não significa estatização, mas a necessária prudência para que o camin…