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Mostrando postagens de 2013

SIMPLES ASSIM

Ontem, teria sido tão somente mais uma noite especial, dentre todas as outras que tenho vivido em minha Itaparica, se eu não tivesse sido novamente convidada a participar de um evento social que aconteceu no Distrito de Misericórdia. A festa que recebeu a denominação de “Oscar do Futebol 2013”, reúne anualmente crianças e adolescentes, juntamente com seus pais, parentes e amigos, para receberem o justo prêmio por suas atuações  futebolística, no decorrer do ano., além de ressaltar seus desempenhos escolares. Como observadora contumaz, sempre após qualquer holofote, coloco-me em um ponto estratégico e passo a analisar as posturas, mas, principalmente, os rostos que, afinal, são os espelhos das almas. Este refrão popular é o mais sábio dos provérbios, pois revela emoções que jamais alguém conseguiu camuflar de seus próprios olhos ou de seus semblantes como um todo, pelo menos para os que, como eu, passou a vida inteira buscando identificá-los em suas reais sensações. Bem, o que quero m…

DEPOIS DO NATAL

Estou terminando 2013 sentindo-me magoada e tentando reter o pouco de brilho que me restou, cansada que me sinto com a mesmice que ainda me cerca, com as ingratidões que surgem sempre de uma aparente surpresa, mas que na realidade sempre foi clara e bem explícita, pelas grosserias que o sistema através das pessoas traz a cada instante e que somos testemunhas oculares, sejam em família, nos redutos de trabalho ou diversão. Sempre que acabam as festas natalinas, permito-me um retrospecto anual e, infelizmente, não existem mudanças, quando muito, personagens. Esta parada folclórica obrigatória, onde somos induzidos a festejar, mesmo não querendo, cria pelo menos em mim, um enorme desalento por constatar que tudo está exatamente igual, ou seja: as pessoas sorrindo e desejando aos demais tudo quanto sempre desejaram para si, sem jamais o terem  conseguido, principalmente, o direito de não gostarem e poderem dizer em bom tom, que não querem participar deste teatro social de muitos palcos c…

CHOVE LÁ FORA...

Chove lá fora e os cheiros de terra molhada, de grama lavada, de frutas frescas, chegam até a mim de forma majestosa como se a natureza quisesse me informar que, afinal, o verão está chegando, lindo, ensolarado, às vezes chuvoso, mas absolutamente encantador com seus aromas e cores, tudo sob a tutela de noites estreladas e dias ensolarados.             Os pássaros destemidos escondem-se entre as folhas por sobre os galhos embalando a natureza, com seus cantos e leveza.             Ouço-os neste instante, assim como ouço a chuva esparramando-se sobre tudo, formando sons diferenciados que vou acolhendo em mim, fazendo deles inspiração para soltar também as minhas asas imaginativas e voar horizonte à fora com a certeza absoluta do retorno garantido.             E nesses bateres de asas, vario de rumos, permitindo-me, inclusive, sentir-me eterna entre os pássaros que seguem orientando, tal quais as margens de meu eterno riacho com o qual convivi em minha infância.             Bendito verão q…

MEU IRMÃO: Eugênio Carvalho - Uma viagem pela evolução do áudio.

Rodrigo Bertolucci
Com um currículo invejado e considerado um exemplo pelos profissionais de sua área, Eugênio Carvalho, de 68 anos, passou mais de duas décadas como operador de áudio. Vozes como a de Roberto Carlos e de outros nomes da música popular brasileira e até de ídolos internacionais foram trabalhadas pelo especialista, que começou sua carreira na Rádio Ministério Educação (RJ), em 1960, além de especiais de final de ano do cantor Roberto Carlos, da TV Globo.
Eugênio Carvalho já trabalhou com festivais que marcaram época como os 100 anos de MPB e até no Rock in Rio edições I e II. Ele ficou até 1962 na Rádio Ministério Educação trabalhando na discoteca e sendo operador de mesa de som. Na época, atuou mais com música clássica. Dali ele foi para a TV Rio, onde teve a oportunidade de trabalhar em todos os programas que eram exibidos como, por exemplo, o de Rita Pavone, cantora italiana que na época estava no auge. “Todos os nomes internacionais que vinham nesse período passavam p…

A PATOLOGIA DA INVEJA DESMEDIDA

Realmente, alguns seres humanos se assim podemos chamá-los, não possuem a capacidade natural dos demais em assimilarem limites em seus devaneios mentais. Desde que aceitei a condição de estar a frente da programação da Rádio Tupinambá, tenho sido alvo de agressões contínuas que infelizmente, vem acompanhadas do anonimato de pessoas que se utilizam de “fakes” para falarem o que bem entendem, ofendendo, denegrindo  e minando todas as resistências de tolerância que aprendi a ter com os invejosos e infelizes, sem que nada lhes aconteça em termos de punição jurídica, justo porque, por desconhecermos os caminhos legais que amparam os procedimentos que envolvem crimes virtuais, ficamos restritos ao abuso e a impunidade, restando-nos apenas  o consolo de dispormos de uma imensa paciência e até mesmo compreensão a estas pessoas que desconhecem o que significa um não em suas vidas e aí, recalcadas ao invés de seguirem suas vidas tentando outros caminhos, empenham-se como desesperados em destru…

TRAGÉDIA ANUNCIADA

Dizem, e eu acredito, que toda e qualquer tragédia de alguma forma é anunciada, nós serezinhos acomodados e distraídos é que estamos sempre a um passo atrás de nossa capacidade, seja sensitiva ou racional. Uma vez que ela acontece, esticamos o dedo anular e como papagaios ficaramos repetindo: - Eu avisei!!!!!! Não é exatamente assim que procedemos? Pois é... A partir deste infortúnio – atropelamento de um rapaz de 15 anos por uma moto na ciclovia - que certamente poderia ter sido previamente evitado, rumos coerentes à lógica e ao bom senso são automaticamente implementados. Mas e daí? Afinal, vidas são perdidas ou desperdiçadas, assim como instantes são consumidos, corrigindo-se erros primários que a arrogância, o orgulho e até mesmo a falta de observância podem acarretar. Detesto o dedo em riste, seja direcionado a mim ou a quem for, mas não posso me calar diante do que ocorreu ontem à noite na orla de Itaparica, pois minutos antes do ocorrido, precisei alertar ao meu marido de uma moto que…

AO MESTRE COM CARINHO

Três botões de rosas que surgiram e desabrocharam praticamente ao mesmo tempo, como se houvesse um acordo pré-estabelecido para que, ao vê-los, minha surpresa fosse ainda maior.             Assim é a vida que se apresenta dividida em três tempos: o nascer, o vivenciar e o morrer. A base de todos os meus estudos tem como propósito levar a criatura humana a buscar o equilíbrio, na aceitação da morte para que esta compreensão, consiga induzi-lo a uma vivência mais plena quanto ao reconhecimento desta sua presença na vida e no quanto ela é vulnerável e finita. Quanto maior é o entendimento e aceitação da finitude, maior é o respeito ao momento presente, aos instantes que o forma e o qualifica. A criatura que consegue este grau de compreensão respeitosa de seu tempo, reconhecendo a certeza de seu fim, que pode ser em qualquer desses instantes, não se permite maculá-los, destruí-los em nome de absolutamente nada. Além disto, a criatura se torna um ser mais forte, mais objetivo e, aci…

LOUVADA RESISTÊNCIA

Neste amanhecer de quase final de primavera, além dos pássaros com seus sons divinais, posso também sentir os aromas que adentram em minha casa através da janela, na qual bem próxima me encontro, como sempre, escrevendo. Nesta manhã, especificamente, posso sentir com mais precisão o perfume das rosas que por estarem bem próximas, se fazem presentes, lembrando-me, então, o quanto além de perfumadas são belas. Enquanto, neste instante, registro toda esta maravilha que, afinal, circula à minha volta e que, confesso, sempre estiveram presentes, provavelmente porque também sempre estive atenta ao belo e o presente, também penso no quanto fui tola, romântica e perigosamente infantil por acreditar que o mal, o feio e o rude podiam ser ignorados e mantidos sob total vigilância, por serem explícitos em suas performances. Qual nada... Com o passar do tempo e a aquisição de maior experiência vivencial fui percebendo a infinidade variável de sua apresentação e no quanto eu estivera tola por crer que…

COMPAIXÃO

Hoje acordei pensando na beleza da vida e, é claro, que logo vislumbrei o tudo de bomcom o qual ela se expressa; pensei nos animais, nas flores e nos frutos, pensei nos mares, rios e cachoeiras, pensei na terra e pensei no espaço, nas estrelas, no sol ardente e nas tempestades, pensei nos sons, nas carícias e nos aromas, e em meio a tantos pensamentos, pensei na estupidez daqueles que nada enxergam além da vaidade de si mesmos, amparando-se, geralmente, no fracasso de suas miseráveis existências, alimentados pelos aplausos dos seus sempre existentes afins. Penso então na compaixão, no perdão e na generosidade que se precisa ter para com o grosseiro, o rude e o macabramente insensato, com todo aquele que se alimenta do próprio fel e que sobrevive como uma cobra peçonhenta, rastejando e serpenteando os feitos, a glória e os frutos alheios. Louvada a vida que se renova a cada instante, lavando a mágoa ou a dor de quem foi atingido, fazendo nascer a cada instante a resistência bendita a est…

EQUILÍBRIO COLETIVO

Penso nisso e escrevo, pois só escrevo o que posso observar e pensar a respeito das sensações que reconheço em mim, através de minhas posturas pessoais em relação ao outro e esse mecanismo básico e, portanto, primário faz de mim, tão somente, um pessoa em busca diária de aprendizado, crendo sem quaisquer dúvidas que o poder de raciocínio interpretativo, precisa ser encarado como uma necessidade a ser inserida nas escolas, onde as disciplinas básicas devem abrir espaço para o senso necessário de aprender a aprender, através justo do conceito natural da busca do pertencimento que antes de qualquer outra importância, garante o despertar da lógica e da sobrevivência pessoal através do amparo coletivo Dentre todas as distorções que podem ser encontrados nos relacionamentos humanos, provavelmente, a falta de observância ao devido e contínuo aprendizado em qualquer área ou dimensão, seja o mais expressivo, pois possibilita o surgimento de uma infinidade de posturas que são antecessoras de mal…

QUALIDADE

A orquestra me acordou e, ao abrir a porta, fui recebida lá fora por aragens de infinitos aromas que me abraçaram, e no reconhecimento mútuo da grande amizade, permanecemos, então, quietos e estreitados. Neste instante, a chuva chegou, como se de repente, o céu quisesse nos batizar, fazendo os aromas se intensificarem e as aragens soltaram-se de mim para serpentear num bailado de pura alegria, forma única de me fazerem sentir neste amanhecer de feriado, onde o ócio será minha companhia, que, afinal, sempre a qualquer momento, frente às não menos infinitas situações, a vida está presente, é prioritária e envolvente, criativa e apaixonada, se não for esquecido que ela, a vida, é bonita, é bonita e é bonita. Bom dia! Para você que por alguns segundos que seja, esteja achando tudo muito chato e sem graça, por favor, vá até a janela, olhe para o céu e, então, abrace a vida, abraçando você mesmo, estreitando entre seus braços e seus sentimentos, o melhor e o pior de si, comparando esta dualid…

CHOVE LÁ FORA

Acordei e chovia lá fora e, no entanto, o pássaro assobiador não poupava seu fôlego até a pouco, quando comecei a escrever. Não saberia identificá-lo, assim como não identifico qualquer outro, pois jamais me preocupei em saber seus nomes e até mesmo querer tocá-los, bastando-me tão somente ouví-los. E como os ouço em suas algazarras matinais ou nos solos absurdamente únicos e especiais com os quais faço parcerias na produção de meus escritos. Agora, enquanto escrevo sobre eles, penso em nós, criaturinhas confusas e irritantemente teimosas, às vezes incapazes de pequenos atos generosos, outras vezes, tornamo-nos cascatas de pura doação e, então, fico me perguntando por que não somos como os pássaros que abrem espaço uns para os outros e, juntos, são capazes de produzirem grandes espetáculos para nós que, se sensíveis formos às suas presenças, certamente nos inebriaremos, fazendo deles nossos mestres cantantes que, afinal, nos ensinarão pausas, tempo e harmonia. Chove lá fora e eles ainda c…

COISA E TAL

Dormi pouco, mas dormi bem, e agora, sentada como sempre ao lado da janela da sala, posso ouvir também, como sempre, os pássaros em suas visitas matutinas, lembrando-me incansavelmente que a vida é bonita e é bonita, e naturalmente direcionando-me a escrever sobre ela, sobre mim mesma e, é claro, sobre gente e seus valores. E no que ouço, penso, e no que penso, analiso, e no que analiso, constato, e constatando inspiro-me e escrevo sempre buscando a coerência entre as palavras e os meus sentimentos, sabedora que sou dos perigos das emoções, que arteiras, se camuflam sempre prontas a oferecer seus toques pessoais que, afinal, mascaram as realidades, redesenhando fatos e situações com seus imaginários, então, confundindo-me. Por que, estou pensando em como penso? Bem, talvez porque eu esteja procurando uma forma de afastar pela lógica as minhas emoções, antes de começar a pensar, analisar, constatar e me inspirar a escrever a respeito da festa na qual estive presente, na noite de ontem, ou…

NÃO ME DIZ RESPEITO

Fecho os olhos e, ao voltar a abri-los, penso no horror da indiferença, na tristeza do pouco caso, na solidão do abandono que cada um de nós tem sentido e praticado nos nossos cotidianos, fechando não só nossos olhos, mas principalmente nossos sentimentos em relação às mortes e à destruição sistemática que as drogas estão fazendo nos nossos cotidianos. Acreditamos ou fingimos acreditar que nada disso nos diz respeito, e que nunca seremos atingidos diretamente. Enquanto isso, a vida vai passando, cada vez mais sofrida, pois a cada instante somos bombardeados pela violência que nos cerca, tolhendo-nos a liberdade de ir e vir e, até mesmo, de ficar em nossas casas, sem que o medo seja a tônica das conversas e pensamentos. É uma grade aqui, uma cerca ali, e nada, absolutamente nada, tira de nós a sensação de um sempre eminente perigo, que empana nossos instantes e nos induz a desenvolver silenciosamente uma suposta indiferença, que na realidade nos torna, cada vez, mais reféns de um sistema…

NO ACONCHEGO

Hoje, amanheci sem o barulho da chuva no telhado, apenas senti o friozinho invasor às cobertas que atingiu o meu corpo desprevenido, que logo se encolheu  na linguagem sensitiva do não querer sair do aconchego  quentinho em que se encontrava. Um ou talvez dois minutos tenha se passado, antes de calçar os chinelos e, finalmente, abandonar o melhor lugar do mundo que sempre foi a minha cama, meu abrigo, meu conforto de longos e preguiçosos descansos desta minha satisfatória vida. Não me lembro de ter escrito sobre o meu sono, minha cama, meus lençóis, só lembro-me das escritas que falavam das cores, dos perfumes e dos sabores, também me lembro das que falavam dos pássaros, do mar e das pessoas, e ainda, do céu azul, das chuvas e das alegrias, sim, não me esqueci de que também  escrevi dos sentimentos e das emoções que as compõem, fiz poesias, relatos e pesquisas, fui contadora de histórias da vida real e fui registrando incansável quase tudo ao meu redor e, como águia perscrutando a natur…

Mais uma Estrela no firmamento.

As pessoas falam em liberdade sem, no entanto, saberem como utilizá-la em suas próprias vidas.Ela soube em uma época dura e cruel, repleta de preconceitos em relação a quase tudo e principalmente em se tratando das escolhas femininas. Culta, lutadora e acima de tudo criativa, despiu-se das vestes, revelando-se profissional séria e competente no seu ofício maior que foi o de viver intensamente, tudo quanto optou em fazer. Lamentável que a memória cultural de nosso país,não sirva de referência ao seu próprio sistema educacional, deixando figuras como Norma Bengell, apenas como simbolo sexual de uma época, afinal, ela foi bem mais para o universo cultural brasileiro.

ESSÊNCIA E EXISTÊNCIA

Estou aqui ouvindo o Quarteto em Si, cantando La Barca, bem baixinho, justo para não suplantar os sons magníficos de meu pássaros e, inevitavelmente, sou levada a ponderar na complexidade, não da mente humana em sua potencialidade  criativa e construtiva, mas  na absorção e processamento dos dados na sua ação cognitiva e no até onde poder-se-á avaliar esta capacidade sem que o sistema como um todo esteja na influência maciça direta, através dos agentes  genéticos e  emocionais. Como separar e classificar a força motora destas influências e acima de tudo como determinar o peso individual das ações na formação do perfil de personalidade de cada criatura, levando-se em consideração o mesmo núcleo formador, seja na tradicional formação familiar ou substituto oficial. Como então determinar o que mais influenciou e o porquê especificamente em uma criatura, quando no contexto receptivo outros receberam as mesmas informações? Se você que está lendo este meu texto, souber outros caminhos possívei…

FORASTEIRA, SIM SENHOR...

Ainda me lembro, parece-me que foi ontem e lá se vão quase 12 anos em que entusiasmada com a beleza da cor do mar, associada à translucidez do sol, adentrei nesta cidade, para não mais dela conseguir me distanciar. E ir embora, por quê? Afinal, tenho tudo que sempre procurei em todas as paragens que visitei, em todos os redutos em que me aninhei. Ir embora pra que? Se o tudo de bom, foi por aqui que encontrei e o que eu trouxe comigo por aqui se estabeleceu. Abracei os aromas, os sabores, as energias, abracei o mar, o sol e as pessoas e em momento algum tentei modificá-las, com a arrogância natural dos que chegam de fora.  Como a maioria, cheguei esbaforida, trazendo na bagagem mil ideias, mil vivências, esbarrei no atavismo, no desconhecido, no diferente, tropecei na desconfiança, no medo dos que por aqui sempre estiveram. Mas como também cheguei fraca, doída e machucada, deixei-me conduzir e ser tratada descansando a mente, equilibrando o coração, deixando entrar a paz do bendito diferente…

TUDO A SEU TEMPO

Estou aqui entre os sons do silêncio de um amanhecer e os cânticos dos pássaros que se esforçam na projeção de suas mensagens de boas vindas a mais um dia que, pelo visto, será ensolarado. Em minha mente de escrevinhadora do universo, desfilam fatos e fotos que minhas retinas treinadas e incansáveis registraram vida afora, e eu, na ansiedade saudável de meu dom, absolutamente natural, novamente registro em forma de crônicas, relatos ou poesias para que jamais se percam, envelheçam ou morram. Enquanto escrevo, seja aqui agora, ou há  algum tempo, passado, presente ou quem sabe futuro, ondas vibracionais do meu corpo,  como energias de minhas intenções,  de mim se desprendem, formando ”tornados saudáveis”, que ligeiros, percorrem a vida além de mim, tornando-me universal. Exatamente para onde vão não sei, mas posso a qualquer instante reencontrá-las, pois estejam onde estiverem sempre retornam a mim em forma de intuição, ou abre-alas nos corações alheios. Ontem, assim como na semana passada…

APENAS REFLETINDO...

Estou aqui no meu sempre cantinho da sala, ao pé da janela, apreciando o domingo nascer e é claro que minha mente vaga no já visto e sentido, numa retrospectiva que já me acostumei a fazer e que, confesso, abre enormes portas à minha imaginação, levando-me a fazer associações que, geralmente, tendem à minha sempre preocupação em criar mecanismos que sejam não só viáveis, mas principalmente úteis à melhoria da condição humana, sobretudo em relação a sua bendita necessidade de pertencimentopessoal. Nunca em tempo algum que pude observar ao longo de minha vida, as pessoas estiveram tão voltadas à individualidade e, ao mesmo tempo, tão absurdamente carente do estreitamento coletivo. Também, sou obrigada a registrar o fato doloroso das pessoas em meio à solidão de suas existências, não poderem romper a névoa do politicamente correto, levando-as gradativamente a tenebrosas mudanças nos seus comportamentos sociais, violando assim o pouco que lhes restava de valores de satisfação íntima, em pro…

É BONITA...

Quando a lembrança da finitude me toca, penso logo em tudo quanto vou deixar de enxergar e sentir, penso logo nas pessoas e nas coisas maravilhosas com as quais convivi até o momento, e ao invés de sentir tristeza, sorrio, ainda pensando que por estar viva, só a capacidade de recordar, fazendo de cada lembrança uma oração de agradecimento, também me inspira a buscar novas e entusiasmadas esperanças de que a minha finitude, não tenha pressa. Penso nela, como uma viagem que um dia não poderei mais adiar e, então, sinto uma estranha pressa interior que estimula todo o meu ser em querer a, cada instante, apenas vivenciar o melhor, fazendo de minhas vontades espertas selecionadoras de qualidade que me sejam afins, não me permitindo, seja conscientemente ou não, abraçar o inadequado, numa bendita compreensão de que a minha permanência nesta expressabilidade de vida, só vai diminuindo e, com certeza, não posso perder tempo algum. Penso também nos abraços e nos beijos, nos sorrisos e nos acenos…

COMUNICADO

Como cronista e responsável pelas minhas declarações jornalísticas e pessoais, declaro a quem interessar possa que me preservo ao direito de ser e de pensar independentemente da aceitação ou não por parte de quem me ouve ou lê, apesar de procurar em todas ocasiões também respeitar e preservar os direitos, assim como a integridade moral dos mesmos. Estando à frente de dois programas da rádio oficial da cidade de Itaparica, compreendo a fundamental importância de minha conduta pessoal e profissional em levar aos ouvintes e leitores a total isenção político-partidária evitando maximizar ou minimizar as notícias em prol de qualquer sentimento íntimo que não seja o de tão somente ser a voz das pessoas que buscam apoio através de nossas comunitárias ondas sonoras. Como humanista, estudiosa da evolução humana nos seus variados aspectos, sobretudo o psicossocial, busco no decorrer deste meu trabalho não colocar o meu ego como prioridade, pois compreendo a extensão do que represento à frente de …

E aí..

Pensando nas manifestações nacionais que vem ocorrendo ao longo destes poucos meses, lembro comparando imediatamente com as motivações dos jovens do passado e, acima de tudo, também recordo as posturas dos integrantes do “Diretas já” e penso que a diferença está justo na “evolução”  de hábitos e costumes e, principalmente, na absurda diferença de objetivos, já que naquela época ainda existia  pelo menos a sensação de ética reinante, tanto nos meios políticos, como na condução de hábitos e costumes do povo. O acesso aos bancos escolares em 1964, com certeza era pífio em relação aos dias de hoje, mas meu Deus, se faltava letramento, com certeza sobrava educação. Penso nisto, todas as vezes que me vejo tentada a aceitar as falácias que chegam onduladas em meus ouvidos como se fossem verdades indiscutíveis, porque, afinal, hoje é moda distorcer-se isto ou aquilo, num sensacionalismo emocional perigoso e destrutivo. Penso nisto, todas as vezes que encontro o letramento, representado por criat…

EU SEI QUE VOU TE AMAR

Ao contrário da letra da música que se eternizou no cancioneiro nacional, eu finalmente, há quase doze anos, já não sonho em viver um grande amor, pois desde então, nos reconhecemos e nos entregamos num misto de paixão e companheirismo, num constante flerte amoroso que nos integra a cada instante. Daí, não me importar com os ciúmes e as invejas alheias, porque, afinal, somos inseparáveis pela união de energias que nos fortalecem.
Vim de longe, seguindo a trilha que a intuição indicava, com a certeza inabalável de que iria, em um momento qualquer, encontrar e reconhecer o meu pedacinho de paraíso, meu chão, meu pertencimento.
E aí, eu penso, que “Se todos fossem iguais a você, que maravilha, viver”!!!!!!
Hoje, neste sábado de 7 de Setembro, que despertemos nossos corações, para que possamos, finalmente, enxergar e sentir nossa cidade tal qual ela é em sua original grandeza, fazendo-a assim florescer, desabrochando-a do ostracismo em um reconhecimento e também gratidão pela paz, beleza e o…

EU PRECISO...

Todos os dias, pelo menos nos últimos, tento escrever sobre os acontecimentos políticos locais e nacionais e, simplesmente, não estou conseguindo e ainda ficando com um sentimento de fastio enorme, como se nada mais existisse para se escrever. Sabedora de que isto não é verdade, insisto, mas nada tem deslizado de minha mente e, então, passo a lamentar como uma velha rabugenta, querendo a todo custo encontrar novos argumentos de convencimento pessoal, frente ora a mesmice, ora o “interesseiro descaramento político”que me cerca. Como voltar a escrever sobre a influência que o poder exerce sobre determinadas criaturas? Tantos pensadores já o fizeram e na realidade sem uma conclusão à respeito desta capacidade humana em ser egoista, insensível, arrogante, prepotente, cruel na busca das glórias e benécias que os poderes oferecem e ao mesmo tempo serem capazes de despertar admiração, paixão e extrema devoção. Ah!... Meu pai... Hoje é quinta-feira e o dia amanheceu ensolarado. Gosto de sentir es…

ABERTURA DA COMEMORAÇÃO DA ENTREGA DA COLETÂNEA TUPINAMBÁ

Começamos, agradecendo a Sr.ª Dalva Tavares, diretora desta casa, assim como a sua eficiente e competente equipe pelas décadas de buscas e realizações em prol da cultura e da educação desta cidade, abrindo as portas desta biblioteca a todas as formas de expressões artísticas. Ontem, foi um dia muito especial e que ficará registrado na história da Rádio Tupinambá e da cidade de Itaparica e particularmente da minha história pessoal, pois foi  por indicação da direção desta casa, que neste ambiente do saber, em 29 de março de 2010, fui agraciada com o prêmio maior que um escritor pode sonhar, que foi minha posse na ALER - Academia de Letras do Recôncavo Baiano -, para ocupar a cadeira número 16, cujo patrono é o Ilustre itaparicano, professor Ernesto Carneiro Ribeiro. A partir desta data, senti-me ainda mais motivada e na obrigação maior de promover a educação em nossa cidade, por reconhecer ser este o único caminho capaz de fazer evoluir pessoas e cidades, com base estruturada na consciên…

APENAS O MAR...

O corpo estremeceu, enquanto os olhos aflitos buscam na amplitude do horizonte que se descortina, o abraço aquecido desta manhã ainda que meio adormecida, mas já ostentando ao longe fachos luminosos que, de tão longos, chegam até bem próximo de mim, fazendo-me instintivamente querer pegá-los, ficando minhas mãos tateando um aparente nada.
Afundo ainda mais o meu corpo, deixando-me envolver totalmente sem qualquer receio ou preconceito pela ausência de sol ou da possibilidade em me sentir solitária em meio a esta imensidão na qual me entrego, sorvendo tão somente a força emanativa, assim como me deixando dominar pela racionalidade da certeza de que, se ele decidir não me libertar, não reagirei, pois tudo serei e tudo poderei.
Que poder é este que me fascina, me atrai e me apaixona?
Que força é está, da qual não posso e não quero resistir?
Que abraço é este, no qual me deixo envolver e por instantes que me parecem eternos, faz de mim a criatura mais completa do universo?
É chegada à hora de …

MORTE SÚBITA - FINITUDE

E aí, olhando lá fora, enxergo neste amanhecer de sol suave, regado a uma chuvinha rápida, muito além da natureza aparente, vejo, por exemplo, as possibilidades que o fato de estar vivendo me oferece e que por um vício persistente em achar que o tudo o mais sistêmico é o mais importante,  costumeiramente, deixei de considerar, o que me levou  a  uma infinidade de posturas inadequadas, durante um só dia que somados a longos anos, com certeza é responsável por uma considerável diminuição de tempo de existência ou, no mínimo, por um sem número de dores, enxaquecas, irritabilidades, lágrimas e a um tudo o mais que arrancaram de mim, boa parte da alegria de viver que certamente me fora destinada, pela minha própria natureza, em sua essência. Pensando em tudo isso enquanto respiro fundo, acreditando que, finalmente, não mais serei fisgada pelos velhos e corroídos vícios, ouço um sabiá cantando insistentemente, como que para me lembrar, que vigiar é preciso. E que a vida que insisto em confund…

MEDITAÇÕES

Nesses meandros emocionais em que o racional é permanentemente lançado às trevas da incerteza, permaneço confusa, perdida, e com a sensação contínua de estar sem o chão seguro no qual preciso manter-me de pé.

Remeter-me-ia, se soubesse, às profundezas do mar azul de meu inconsciente, na expectativa de encontrar subsídios conciliadores entre as emoções desejadas e as conseguidas, talvez, então, em um balanço racional, pudesse extrair uma única verdade, um único caminho, onde todo o meu ser, então, se harmonizaria, através do encontro e consequente descanso tão necessário, com a bendita paz.

Estado conciliador que se expressa nos poros, nos olhares e nas vibrações que contagiam, desarmam, aproximando ou distanciando as energias que plainam ao meu redor.

Se eu pudesse, se eu soubesse qual o caminho a seguir, perseguiria frenética os recôncavos de meu interior na busca teimosa dessa paz, até agora, tão somente utópica?

Talvez, não sei, afinal por todo o tempo coloquei a paz como algo a ser…