sábado, 30 de novembro de 2013

TRAGÉDIA ANUNCIADA


Dizem, e eu acredito, que toda e qualquer tragédia de alguma forma é anunciada, nós serezinhos acomodados e distraídos é que estamos sempre a um passo atrás de nossa capacidade, seja sensitiva ou racional.
Uma vez que ela acontece, esticamos o dedo anular e como papagaios ficaramos repetindo:
- Eu avisei!!!!!!
Não é exatamente assim que procedemos?
Pois é...
A partir deste infortúnio – atropelamento de um rapaz de 15 anos por uma moto na ciclovia - que certamente poderia ter sido previamente evitado, rumos coerentes à lógica e ao bom senso são automaticamente implementados.
Mas e daí?
Afinal, vidas são perdidas ou desperdiçadas, assim como instantes são consumidos, corrigindo-se erros primários que a arrogância, o orgulho e até mesmo a falta de observância podem acarretar.
Detesto o dedo em riste, seja direcionado a mim ou a quem for, mas não posso me calar diante do que ocorreu ontem à noite na orla de Itaparica, pois minutos antes do ocorrido, precisei alertar ao meu marido de uma moto que estava vindo sem qualquer cerimônia pela ciclovia onde nos encontrávamos conversando, em frente à Praça da Quitanda.
Penso, então, que poderia ter sido com ele, caso por lá eu não estivesse, pois por escutar pouco e estar de costas, certamente teria sido atingido, pois é público e notório que alguns motoqueiros desconhecem os freios de suas motos e principalmente o respeito à vida deles e dos demais.
Portanto, creio eu, na humildade de minhas observâncias, que algo urgente precisa ser feito para que em um futuro breve de verão que se aproxima, novas situações semelhantes ou piores venham a ocorrer e, assim, sejam evitados os dedos em riste e, principalmente, as tão frequentes e desnecessárias tragédias em um local de beleza e, certamente, de paz inigualáveis.
Mas aí, colocando a mente para recordar, também é inevitável não se lembrar de quando Eliana Dumet  implantou esta ciclovia, de como estes mesmos que ora colocam o dedo em riste, também o fizeram, inclusive apelidando os piquetes de “TIJOLO DE BAIANO”, coisa sem estética, de 3º mundo e o escambal.
Enfim, o que desejo ressaltar é que, infelizmente, somos um povinho sem educação, mas principalmente sem qualquer observância para entender que quando se instala algo novo é preciso que se avalie o grau de entendimento de seu devido uso, justo das pessoas envolvidas, pois foi exatamente isto que a competente senhora observou, afinal, estava-se criando novos hábitos e, para tanto, necessário se fazia a instalação do óbvio educativo.
Os feios tijolos, nada mais determinavam além do sentido de limite, que também, afinal, certas pessoas jamais serão capazes de absorver, pois mesmo em tempos de TIJOLOS DE BAIANO ou coisa e tal, moleques irresponsáveis desfilavam suas motos, se bem que reconhecidamente por todos nós em infinita menor escala.
Bem... Entretanto, reclamar do dedo em riste é bem mais fácil que abandonar o orgulho e reconhecer que se estava no mínimo equivocado, assim como colocá-lo em riste  também é mais fácil que se colocar no lugar do outro e pensar que também poder-se-ia cometer estes mesmos absurdos.
E será que eu nunca os cometi?????????
Ser a palmatória do mundo é sempre mais fácil do que agregar compreensão que, se tivermos observância, produz infinitas mudanças.
Que este sábado ensolarado seja uma porção mágica de respeito ao bem comum no coração de todos nós, pois, afinal, estamos todos em um continuado aprendizado.



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

AO MESTRE COM CARINHO


            Três botões de rosas que surgiram e desabrocharam praticamente ao mesmo tempo, como se houvesse um acordo pré-estabelecido para que, ao vê-los, minha surpresa fosse ainda maior.
            Assim é a vida que se apresenta dividida em três tempos: o nascer, o vivenciar e o morrer.
A base de todos os meus estudos tem como propósito levar a criatura humana a buscar o equilíbrio, na aceitação da morte para que esta compreensão, consiga induzi-lo a uma vivência mais plena quanto ao reconhecimento desta sua presença na vida e no quanto ela é vulnerável e finita.
Quanto maior é o entendimento e aceitação da finitude, maior é o respeito ao momento presente, aos instantes que o forma e o qualifica.
A criatura que consegue este grau de compreensão respeitosa de seu tempo, reconhecendo a certeza de seu fim, que pode ser em qualquer desses instantes, não se permite maculá-los, destruí-los em nome de absolutamente nada.
Além disto, a criatura se torna um ser mais forte, mais objetivo e, acima de tudo, incapaz de aceitar algo ou uma situação que possa estragar ou destruir o tempo que ainda lhe resta.
Ela simplesmente se torna amorosamente seletiva, não permitindo invasões que reconhece serem inúteis, tornando-se uma criatura mais coerente, mais sensata e muito mais respeitosa com os instantes dos demais, sejam humanos ou não.
Atualmente é possível observar-se os doutores da Educação formal, defenderem a tese de que os ensinamentos básicos da sustentabilidade do meio ambiente devem ser inseridos no curriculum escolar.
Penso que seria o ideal, mas creio que se não houver a inserção do fundamentalismo da vida como um todo a partir de si mesmo, em nada surtirá efeito, já que a criança precisa prioritariamente se reconhecer vida para, então, desenvolver a habilidade em conservá-la.
Independentemente de qualquer iniciativa que venha de encontro ao entendimento dos cuidados que se deva a ter com a melhora do convívio com o meio ambiente, torna-se necessário que a criança seja induzida a pensar em si como corpo e mente, parte energética de um todo no qual ela é tão somente uma fração, mas cuja importância no somatório é determinante.
A criança precisa ser orientada a pensar nas suas ações em função das reações que delas advirão.
Portanto, as rosas existem em meu quintal e, delas, faço o néctar destes meus instantes que não sei quando se findarão, mas que por enquanto são bonitos, muitos lindos e totalmente reais.
Nesses meus instantes presentes, penso em mim e na vida que represento, penso em você que me lê e penso nas rosas, afinal, conjunto perfeito de uma mesma grandeza.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

LOUVADA RESISTÊNCIA


Neste amanhecer de quase final de primavera, além dos pássaros com seus sons divinais, posso também sentir os aromas que adentram em minha casa através da janela, na qual bem próxima me encontro, como sempre, escrevendo.
Nesta manhã, especificamente, posso sentir com mais precisão o perfume das rosas que por estarem bem próximas, se fazem presentes, lembrando-me, então, o quanto além de perfumadas são belas.
Enquanto, neste instante, registro toda esta maravilha que, afinal, circula à minha volta e que, confesso, sempre estiveram presentes, provavelmente porque também sempre estive atenta ao belo e o presente, também penso no quanto fui tola, romântica e perigosamente infantil por acreditar que o mal, o feio e o rude podiam ser ignorados e mantidos sob total vigilância, por serem explícitos em suas performances.
Qual nada... Com o passar do tempo e a aquisição de maior experiência vivencial fui percebendo a infinidade variável de sua apresentação e no quanto eu estivera tola por crer que podia mantê-lo sob controle.
Fui aprendendo na forma mais dura a reconhecê-lo em sua incansável tarefa de por todo tempo espreitar tudo à partir de si mesmo e tentar e muitas vezes conseguir, no mínimo arrefecer a fé, abalando estruturas, contaminando tudo quanto possa de alguma forma alcançar.
Fui também percebendo o quanto seu poder de contágio era capaz de distorcer mentes até então aparentemente limpas e desprovidas da mácula do mal.
Outro ledo engano que a experiência aos poucos foi me mostrando, convencendo-me com fundamentos sólidos, que somente contamina àqueles que lhe têm afinidade e, para tanto, o mal com maestria os selecionam por todo o tempo.
Penso, então, que apesar de tudo quanto tenho vivido, sou uma resistente, pois tenho sido capaz de até mesmo conviver com ele sem dele tornar-me aliada.
Mas a que preço? Talvez ao preço de ter-me, despido por inúmeras vezes, justo para não guardar em mim qualquer vestígio de suas influências nefastas.
Dispo-me sem pensar e muito menos lamentar o que deixo para trás em minha caminhada, não me volto e, como a vida, amanheço e noiteço em constante renovação, tendo como fiéis seguidores nesta minha jornada, os sons e os aromas que encantam, sendo capazes de me manterem inspirada, apaixonada e agradecida e, além disso tudo, ainda forte e resistente para enfrentar todos os males que certamente nem sempre reconheço de pronto, mas que está sempre presente como uma espada afiada, querendo e muitas vezes conseguindo ceifar o belo, o puro e o irresistível, que se apresentam a mim e a você que ora me lê, tentando tirar de nós o direito sagrado de enxergar a vida tal qual ela é na sua realidade, roubando-nos preciosos instantes, maculando com seu vasto poder de contágio nossas óticas, turvando-nos a mente.
Então nesses momentos, resta-me levantar os olhos e também insistentemente posso enxergar o sol romper as ainda névoas da noite e, assim, penso no quanto também somos capazes de não menos insistentemente seguir em frente, estejamos bem vestidos ou quase nus, porque, afinal, acreditamos que a vida é bonita, é bonita e é bonita.

Que nesta segunda-feira de quase final de primavera, os perfumes e aromas, as cores e as luzes adentrem em suas vidas no propósito maior de resistência ao mal, na necessidade maior de se sentir em paz.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

COMPAIXÃO

Hoje acordei pensando na beleza da vida e, é claro, que logo vislumbrei o tudo de bom  com o qual ela se expressa; pensei nos animais, nas flores e nos frutos, pensei nos mares, rios e cachoeiras, pensei na terra e pensei no espaço, nas estrelas, no sol ardente e nas tempestades, pensei nos sons, nas carícias e nos aromas, e em meio a tantos pensamentos, pensei na estupidez daqueles que nada enxergam além da vaidade de si mesmos, amparando-se, geralmente, no fracasso de suas miseráveis existências, alimentados pelos aplausos dos seus sempre existentes afins.
Penso então na compaixão, no perdão e na generosidade que se precisa ter para com o grosseiro, o rude e o macabramente insensato, com todo aquele que se alimenta do próprio fel e que sobrevive como uma cobra peçonhenta, rastejando e serpenteando os feitos, a glória e os frutos alheios.
Louvada a vida que se renova a cada instante, lavando a mágoa ou a dor de quem foi atingido, fazendo nascer a cada instante a resistência bendita a estes débeis vampiros traiçoeiros que não enxergam luz e muito menos  beleza, e que apenas vagueiam sem rumo e sem prumo, mendigando  atenção com suas vampirescas presenças.
Volto a pensar nos cajus e nas mangas, generosas obras divinas da natureza que brotam no meu e no seu quintal, espalhando insistentes seus aromas a cada ano, tão somente para nos lembrar de que a vida é bonita, é bonita e é bonita.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

EQUILÍBRIO COLETIVO

Penso nisso e escrevo, pois só escrevo o que posso observar e pensar a respeito das sensações que reconheço em mim, através de minhas posturas pessoais em relação ao outro e esse mecanismo básico e, portanto, primário faz de mim, tão somente, um pessoa em busca diária de aprendizado, crendo sem quaisquer dúvidas que o poder de raciocínio interpretativo, precisa ser encarado como uma necessidade a ser inserida nas escolas, onde as disciplinas básicas devem abrir espaço para o senso necessário de aprender a aprender, através justo do conceito natural da busca do pertencimento que antes de qualquer outra importância, garante o despertar da lógica e da sobrevivência pessoal através do amparo coletivo
Dentre todas as distorções que podem ser encontrados nos relacionamentos humanos, provavelmente, a falta de observância ao devido e contínuo aprendizado em qualquer área ou dimensão, seja o mais expressivo, pois possibilita o surgimento de uma infinidade de posturas que são antecessoras de males sociais que assolam comunidades e por consequência, cidades, formando verdadeiros exércitos de criaturas atávicas, cujas vidas se estagnam, acompanhando no sentido inverso, a progressão natural do desenvolvimento humano, partindo-se do princípio que a criatura humana é dotada de uma lógica progressista que lhe garante por toda a sua existência, um caminhar envolto na busca pessoal de melhor se adaptar ao coletivo.
Daí, dizer-se que a consciência coletiva, surge a partir da consciência individual e para que esta se forme é necessário que exista um conjunto de informações que independam de uma formação formal, mas que estejam inseridas na formação cultural, através da educação chamada de doméstica ou inseridas como reeducação existencial social, através de agentes formadores de conceitos coletivos, através do realce de conceitos lógicos coletivos, baseados no conceito básico de bem e mal, sem vínculo religioso de qualquer natureza, somente embasado no reconhecimento sensitivo e lógico da criatura consigo mesmo e na sua relação com o tudo mais, formando assim um sentido de pertencimento que induz ao sentido de responsabilidade e estes ao sentido de proteção e alto-preservação, manifestações absolutamente naturais.
Os conhecimentos científicos e tecnológicos chegam a cada milionésimo de segundos, ampliando o campo de exploração e consequente entendimento da vida e é preciso que a criatura esteja consciente de seu papel neste processo, compreendendo a responsabilidade da sua ocupação espacial, assim como no reconhecimento da importância de sua existência não só para si mesmo, como para o conjunto de seu universo comunitário social e ambos para o todo existencial.
Quanto mais esclarecimento advir através do reconhecimento dos detalhes básicos da observância do bem e do mal pessoal e coletivo, maior será a consciência coletiva e maior será ampliada a sensação de pertencimento que propiciará um equilíbrio harmonioso entre o ser e o ter entre o eu e você.
Esse atropelo sistemático, possível de ser observado nos relacionamentos de todas as ordens, expressa a desordem lógica e sensitiva em que as criaturas se encontram inseridas, levando-as a conflitos em sua maioria desnecessários, uma vez que o sentido de bem e do mal existe, através das leis e das normais estabelecidas nas sociedades civilizadas e deveriam se sobrepor ao exclusivismo, assim como os parâmetros hierárquicos se perderam em meio à profusão de multiplicidades de modelos familiares, confundindo e retirando da criatura em seu período de formação psicológica pessoal e social, todos ou quase todos os parâmetros de norteamento em seus primeiros passos de convívio existencial também de qualquer natureza, recaindo o peso deste desiquilíbrio ao professor e a escola que sem dúvidas se encontram absolutamente despreparados para tão importante atribuição, afinal, a criança precisaria ser conduzida em seu todo.
Levando-se em consideração a ultrapassada fórmula de preparação profissional dos mesmos e o reconhecido declínio de qualidade do sistema educacional, principalmente do ensino público, acredito que somente a adição de um espaço dedicado a recapacitação dos profissionais na própria unidade no qual ele se encontra inserido, onde os problemas existentes, poderiam ser  identificados e discutidos, buscando-se soluções práticas e viáveis, inclusive, congregando-se a comunidade nas discussões, pesquisas e amparos devidos é que poder-se-ia sonhar-se com mudanças a médio e longo prazos, onde então, iria-se levar em doses constantes, a indução lenta e gradativa do reconhecimento da necessidade de se acreditar que através do individual, a criatura humana é capaz de capacitar-se a unir-se aos demais e assim, proceder ao tão falado e tão pouco exercido, bem comum.
Nunca houve em tempo algum como do século passado até o dia de hoje, projetos e estudos nas áreas educacionais e psicológicas, entretanto, em sua maioria se perdem nas suas aplicabilidades, justo por não encontrarem a devida qualificação dos profissionais envolvidos no processo, além de uma poderosa burocracia que emperra movimentos espontâneos, tirando das gestões educacionais a liberdade necessária que precisariam ter para exercitarem seus desenvolvimentos intelectuais e até mesmo suas percepções de necessidades detectadas em seus espaços operacionais, induzindo a acomodação, a banalização e consequente estagnação dos profissionais que se reflete no conjunto de sua atuação e nos resultados de um todo educacional.
Equilíbrio coletivo só pode ser idealizado, a partir do entendimento  cognitivo do sujeito, como uma fração de um todo.

sábado, 16 de novembro de 2013

QUALIDADE

A orquestra me acordou e, ao abrir a porta, fui recebida lá fora por aragens de infinitos aromas que me abraçaram, e no reconhecimento mútuo da grande amizade, permanecemos, então, quietos e estreitados.
Neste instante, a chuva chegou, como se de repente, o céu quisesse nos batizar, fazendo os aromas se intensificarem e as aragens soltaram-se de mim para serpentear num bailado de pura alegria, forma única de me fazerem sentir neste amanhecer de feriado, onde o ócio será minha companhia, que, afinal, sempre a qualquer momento, frente às não menos infinitas situações, a vida está presente, é prioritária e envolvente, criativa e apaixonada, se não for esquecido que ela, a vida, é bonita, é bonita e é bonita.
Bom dia! Para você que por alguns segundos que seja, esteja achando tudo muito chato e sem graça, por favor, vá até a janela, olhe para o céu e, então, abrace a vida, abraçando você mesmo, estreitando entre seus braços e seus sentimentos, o melhor e o pior de si, comparando esta dualidade com o sol e a chuva, que afinal tempera e equilibra, fazendo de você um espetáculo a parte, talvez um poema, uma postura rara ou, quem sabe, uma deliciosa aragem, carregando consigo infinitos aromas.

domingo, 3 de novembro de 2013

CHOVE LÁ FORA

Acordei e chovia lá fora e, no entanto, o pássaro assobiador não poupava seu fôlego até a pouco, quando comecei a escrever.
Não saberia identificá-lo, assim como não identifico qualquer outro, pois jamais me preocupei em saber seus nomes e até mesmo querer tocá-los, bastando-me tão somente ouví-los.
E como os ouço em suas algazarras matinais ou nos solos absurdamente únicos e especiais com os quais faço parcerias na produção de meus escritos.
Agora, enquanto escrevo sobre eles, penso em nós, criaturinhas confusas e irritantemente teimosas, às vezes incapazes de pequenos atos generosos, outras vezes, tornamo-nos cascatas de pura doação e, então, fico me perguntando por que não somos como os pássaros que abrem espaço uns para os outros e, juntos, são capazes de produzirem grandes espetáculos para nós que, se sensíveis formos às suas presenças, certamente nos inebriaremos, fazendo deles nossos mestres cantantes que, afinal, nos ensinarão pausas, tempo e harmonia.
Chove lá fora e eles ainda cantam, fazendo pano de fundo ao meu despertar deste domingo de novembro, onde, confesso, a preguiça me domina até mesmo para continuar a escrever, coisa que mais gosto de fazer, depois, é claro, de beijar na boca e viver em paz.

Para você que me lê, também sentindo preguiça, um generoso beijo, totalmente adocicado por esta natureza que me seduz, me encanta e me torna feliz.