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Mostrando postagens de Novembro, 2010
SAUDADE

Carrossel de sonhos e devaneios muito coloridos.
Paixão violenta que devora o não conseguido.
Prisioneira constante das correntes enfreáveis, do rio caudaloso.
Saudade gostosa do cheiro de terra úmida, do silêncio do inexplorado, do ainda não tocado, do quase irreal, do magnífico.
Saí do turbilhão da cidade grande, encontrei-te solitária e bela.
Imediatamente me possuíste de forma total.
Entreguei-me, ávida de emoções ainda não sentidas.
Rolei, predispus-me toda para te receber, e tu vieste devagar, cobrindo meu corpo e nutrindo o meu eu.
Deste-me certamente, muito mais do que esperei de ti.
Ofereceste-me tanto em cada vez em que nos encontramos que tudo ficou nada morreu, nada foi esquecido, mesmo sem te ver a quase 18 anos.
Sei que invadiram o nosso mundo, e que mãos imprudentes tocaram em ti, também fui tocada, como em ti, arrancaram-me hastes de brotos ainda tenros, ferindo muitas vezes as folhas mal formadas de minha alma.
E os meus olhos, tu te lembras?
Redondos e negros, que ficavam…

O QUE SERÁ... SERÁ ?

Nossa!

A turma do Quero o Poder estava ontem em polvorosa em uma certa casa em Ponta de Areia na calada da noite e sem que seus motoristas, carros e seguranças ficassem em ostentação na porta.
Lá foram deixados e, até às 10horas da noite, as luzes da varanda principal estavam desligadas, podendo apenas ser vistos da rua silhuetas, aliás bem conhecidas de todos nós.
O que será? O que virá?
Como se nós, não pudessemos advinhar. AH! Meu Deus...
Ligaram para o Jornal comunicando o movimento e, é claro, fomos conferir

Particularmente, aguardo com ansiedade uma notícia que seja alvissareira à todos nós, pois a baderna que ora se apresenta, precisa ser estancada.
Entretanto, fica uma pergunta no ar?
- Conseguirão os próximos dirigentes frear a ânsea dos vereadores e biscateiros de permanente plantão?
Afinal, pelo que se vê, a turma é esfomeada e forte, além de muito bem ancorada por políticos lá de fora que a tudo aplaudem, subvencionados por esferas prá lá de poderosas.
Só resta esperar. Fazer o que?

UMA QUESTÃO DE OPÇÃO...

Em todas as vezes que eu manifesto minhas opiniões a respeito de política social, o que isto acontece principalmente quando me refiro à Ilha, inevitavelmente, pesa sobre mim um estigma preconceituoso e, portanto, maldoso com o único intuito de desqualificar minhas idéias, taxando-me,dizendo:Ela está contra nós, porque é de Cláudio Neves.Quero dizer aos ilustres fofoqueiros, mas acima de tudo inimigos desta cidade linda e repleta de gente querendo ter uma chance de vida menos sofrida e que os senhores em suas estreitezas de visões comunitárias e seus poucos recursos éticos, impedem, justo usando e abusando das limitadas condições de entendimento de cidadania destas mesmas pessoas, que não fui e não sou de ninguém, apenas e tão somente, estou e estarei sempre ao lado de todo aquele que, primeiro, me inspirar um mínimo de confiança e, depois, que eu sinta e veja algum projeto que possa beneficiar a área educacional da cidade.Por ser uma pessoa que acredita que somente atrav…

MENTES FEMININAS

Sou uma apaixonada pelas mentes femininas em suas capacidades infinitas de serem ao mesmo e por todo o tempo, independentemente da diversidade de suas responsabilidades, absolutamente amorosas e dedicadas.
Observadoras natas, não perdem quase nada que se passa à sua volta e também muito além, fazendo dos detalhes, que batidos passam aos homens, ferramentas extras a serem consideradas.
Perseverantes em seus reais objetivos, pacientes e decididas, uma mente feminina não se cansa de tentar, pois quando elege para si um roteiro, seja ele qual for, dificilmente ela desiste, raramente sucumbe e quase sempre consegue.
Mas é preciso ter cuidado com essas mentes tão brilhantes, principalmente nós, as outras mulheres, pois não sei o que acontece que elas, por genética ou tradição, quando pensam em trair, lembram logo das mulheres.
Não é mesmo mulherada?
Então, fico pensando se elas fossem como os homens que primam pela fidelidade aos outros homens, como teria sido mais fácil e certamente mais curtas…

DENÚNCIA

imagem: carlosbritto.com

No fim da semana passada, recebi um e-mail de um ilustre senhor que participa ativamente dos interesses da Ilha, especialmente de Vera Cruz, onde possui residência.
Omitirei seu nome porque não tenho autorização para divulgá-lo, entretanto, nada me impede de comentar, já que o mesmo se tornou público.
O título do mesmo é: EDUCAÇÃO EM ITAPARICA - O CAOS TOMOU CONTA COMO NUNCA.
Neste e-mail, o senhor denuncia a falta de giz, dispensa dos alunos do ensino fundamental no horário das 10 às 10:30 devido a falta da merenda escolar, a não existência de papel ofício A4 para que as professoras apliquem provas e quando acontece é porque elas compram com recursos próprios.
O referido senhor conclama as pessoas a fazerem em bloco e sem anonimato uma denúncia à:
Ministério Público Estadual e Federal, Tribunal de Contas da União, Ministério da Educação, Controladoria Geral da União.
E pergunta onde estão os políticos e os vereadores eleitos, justo para fiscalizarem as contas, al…

NOVOS AMANHECERES

Novamente, que bom, o dia já amanheceu e, incrível, eu estou viva!
São sessenta e um amanheceres, repletos de animação, afinal, sou a tal Dona Feliz que, em muitas ocasiões, até aporrinha alguns com a mesma ladainha de vida, felicidade e que merda de mulher chata, acredito que pensem, quando lhes mando meus escritos ou os faço escutar minhas falas de amor, coerência e alegria de viver.
Pois é, fazer o que se é assim que eu me sinto independente do mar estar calmo ou revolto?
Fui aprendendo ao longo do tempo, e põem tempo nisto, a medir as braçadas neste mar de vivência sempre instável ou, no mínimo, surpreendente e com este aprendizado constante, a cada instante, fui ficando menos cansada com os incessantes movimentos e até fui aprendendo a senti-los com certo prazer sacana e debochado de quem, como um ser absolutamente livre, se permite sentir.
- Nossa!
Dirão outros tantos, a senhora anda um bocado desbocada, que coisa feia...
Pois é, esta é uma enorme vantagem de se chegar a esta idade, …

POR TODO O TEMPO

Não há nada que me ofenda mais do que alguém desconsiderar o meu trabalho ou a minha capacidade em ter minha própria opinião a respeito de qualquer coisa, pelo simples fato de eu ser uma mulher.
Isto não mais existe?
É claro que existe, basta que se queira ver. Maldito preconceito que se camufla em mil formas, mas que permanece latentemente corrosivo, mantendo as mulheres cansativamente tendo que provar por todo o tempo que elas são capazes e, ainda assim, com raras exceções, ganhar menos que os homens e ainda se expor, quando jovens e bonitas, às possíveis cantadas, naturalmente bem mais sutis do que as que eu e outras da mesma geração tiveram que suportar em seus cotidianos profissionais.
Sinceramente, nem sei exatamente porque estou escrevendo sobre isso, talvez seja porque estou me lembrando de um amigo que em dado momento me disse que as pessoas precisam de mim falando e escrevendo sobre a natureza.
Bobagem eu ter me aborrecido, pois na certa, ele só quis me agradar, elogiando o meu…

EM PROFUSÃO

São, neste exato momento, quatro e quarenta e dois da manhã e os pássaros acabaram de chegar em uma verdadeira profusão de sons.
Neste horário, a maioria das pessoas ainda dorme, alguns por que sofrem de insônia, sequer conseguiram dormir e eu cá estou prontinha para começar o meu dia, depois de um sono profundo e regenerador.
Este é o meu horário preferido, nada mais ouço que o barulho natural da vida e, portanto, quietinha em meu canto, reflito com mais tranqüilidade, escrevo sem qualquer interrupção e confesso que me sinto cercada de muita paz com os meus parceiros energéticos a dividir, comigo, inspirações.
Neste instante penso que se fosse analisada por um psiquiatra, teria como diagnóstico, no mínimo, uma esquizofrenia paranóica, afinal, possuir como amigos de longos papos, pássaros, cachorros, peixes, esquilos, flores e plantas, e ainda conversar com o vazio, crendo estar com parceiros sem corpo físico?
Bem...
Que ninguém nos ouça, mas há cerca de uns vinte e cinco anos atrás, um v…

OPÇÕES SEM PRECONCEITO

Não importa o quanto tenhamos estudado, ainda assim, somos muitíssimos desligados de alguns aspectos básicos das condições humanas e logísticas de habitat.
Esta quase alienação é reforçada através da escola que nada a respeito aborda, deixando crescer nossos conhecimentos didáticos, mas mantendo um lúdico a respeito de tudo e de todos que não se encontram em nosso universo periférico.
O conceito que formamos a respeito do modo de ser, agir e viver das pessoas que habitam em outros países e até mesmo em outros estados é baseado tão somente em patamares ilusórios e mesmo frente a tantas informações instantâneas, ainda não somos capazes de criar um senso real.
E se colocarmos o passado em termos avaliativos e comparativos à nossa própria realidade, sempre nos veremos surpresos e até estarrecidos em constatar o como somos e vivemos em relação ao como são e vivem.
Se formos mais adiante e pensarmos no que foi suas vidas antes da chegada dos meios de comunicação e locomoção, aí é que a nossa fi…

ERA MAIS SIMPLES...

Existem trechos da ESTRADA QUE SÃO VERDADEIROS RETÕES e são neles que me vejo obrigada a ter maior atenção.
Bem, foi isto que me foi ensinado, ainda no século passado, quando o instrutor me orientava para que eu, aos l8 anos, pudesse fazer a prova e, então, possuir a minha habilitação.
Quarenta e dois anos depois, vixe!!!, eu ainda não esqueci.
Também não me esqueci de outras regras que me foram ensinadas, fosse lá em casa, na escola ou tão somente no convívio, onde os parâmetros recebidos eram testados a cada instante.
Formidável esta fórmula simples de aprendizado, pois havia uma lógica nas posturas existentes, sem tantos questionamentos, maiores discussões ou qualquer estudo profundo.
Mas depois de certa feita, acharam que era retrógado e partiram para as reformas e tudo, então, ficou complexo.
Estabeleceu-se nos lares a psicologia e, como meta de orientação na escola, reforçou-se a pedagogia, e entre uma “gia” e outra, com suas vertentes disciplinares, nasceu uma senhora confusão, cresc…

SEM MEDIDA

Em meio ao imenso cansaço da lida que insistente não dá sequer uma trégua, posto-me então diante do imponderável de nada mais poder alterar, não com apenas uma subordinada resignação, mas com a sabedoria do entendimento que, mesmo quase submersa neste mar revolto, sou capaz de reviver à cada realização, fazendo deste ritual, tão somente um bailado de muitas variantes, cujas cores, perfumes e sabores são graciosamente criados pela minha capacidade de amar a vida e, a ela, permanecer dizendo:

- Obrigado.

E novamente, consciente de estar em meio ao confundível, consigo manter-me lúcida, graças as vibrações que recebo através do vai e vém deste vento que, mesmo imperceptível, me nutre com suas energias que vém de um, de outro, serpenteando-me e, neste estado de quase alucinação, sinto-me real, bela e completa, buscando e oferecendo, amando e sendo amada como um ser metaforicamente perfeito. Não pertencendo a nada e ninguém como posse me pertence, mas tudo passa a ser totalmente meu, na me…

QUE COISA, HEIM!...

Quando escrevo que os ideais cívicos desapareceram do convívio ou que, na realidade, as pessoas não estão nem aí mais para coisa alguma, além daquilo que possa afetá-las diretamente e de preferência imediatamente, tem quem diga que estou sendo pessimista ou que esta é uma visão de jornalista implicante que nunca está satisfeita com nada.
Tendo uma comunicação direta com uma gama considerável de pessoas de todas as camadas sociais, constato, após tantos anos de trabalho, que esta é uma postura continuada e cada vez mais perceptiva.
Já perdi a conta de quantas vezes apontei desmandos, abusos, perigos eminentes e etc. Todavia, jamais recebi um retorno que fosse de apoio ou solidariedade. No início, revoltava-me o silêncio, mas, aos poucos, fui aprendendo com este mesmo silêncio, assim como com a eloqüência de muitos sobre este ou aquele desmando, facilmente detectado nos bastidores de qualquer lugar do convívio diário.
Fui aprendendo, também, que não há qualquer maior comprometimento nesta…

DEIXANDO O MEU PROTESTO

Acredito que pela natureza intensa de minhas atividades,seja natural eu estar sentindo, de uns tempos para cá, uma certa impaciência com tudo quanto me parece indelicado e fora de tom.
A cada dia sinto que as pessoas de um modo geral estão mais escorregadias,dissimuladas e absurdamente exclusivistas, e para uma pessoa amorosamente leal, esta postura é simplesmente brochante.
Minha reação imediata, ao perceber a camuflagem ou a desconsideração explícita aos meus olhos e sentidos experientes, sempre foi de uma imediata revolta, mas aos poucos fui aprendendo a respirar fundo e aceitar as pessoas tal qual elas se apresentam, sem, no entanto, dedicar um só instante a mais de meu precioso interesse, já que me é impossível conviver com qualquer tipo de grosseria, seja ela por pura ignorância ou mesmo aquela oríunda de um quase deboche com que as pessoas e as coisas nos dias de hoje são consideradas.
A banalidade, a falta de compromisso e o desrespeito tornaram-se absolutamente comuns nas postur…

"Boas maneiras..."

Hoje, necessitei entregar umas correspondências referentes ao Conselho Municipal de Segurança Pública aos Senhores Delegados, em suas respectivas delegacias, dos municípios de Itaparica e Vera cruz, e CRUZ CREDO!!!!!!!
Como em outras ocasiões, eu e minha filha, sentímo-nos coagidas com a total falta de cortesia, atenção e interesse.
Esta é uma postura comum que afronta o cidadão de bem que, por algum motivo, precisa visitar estes estabelecimentos.
Não sei quando e porque não ensinaram nas academias da polícia Civil, boas maneiras, ficando a prática do: sou autoridade e me respeitem como primeira e última ação desses Funcionários Públicos para com os cidadaos que, afinal, pagam seus salários.
Esta deseducação, afastou o cidadão de qualquer espírito de cooperação e solidariedade e, em muitas ocasiões, quando o assunto é polícia, o que se ouve são lamentações e uma eterna interrogação quanto às suas reais funções, pois quase nada de real interesse alcança o cidadão que por ventura foi vítim…

DÚVIDAS E CERTEZAS NO FARFALHAR DA VIDA

Como em todos os anos já vividos, neste dia dedicado aos mortos, o céu amanheceu nublado e o cinza quase escuro, de certa forma me deixa um pouco melancólica.
Na quietude deste amanhecer, tendo como companhia meus pássaros cantantes que desconhecem feriados e logo cedinho apareceram para suas visitas matinais e meus adoráveis cães que, tais quais os pássaros, se mantém fiéis ao meu lado, ouvindo ou apenas observando minhas emoções que distribuo sem qualquer pudor, pois foi com eles que aprendi a fazê-lo.
Debruço-me então em questionamentos pessoais, justo porque tudo me chama a atenção e nem tudo me parece coerente com o fato indiscutível de que a vida é perfeita e viver pode e deve ser atos contínuos de espetaculares experiências, sejam elas agradáveis ou não.
Quando faço esta observação, não estou idiotamente desconsiderando todas as dificuldades que são possíveis de ocorrer e que certamente dificultam os instantes vivenciais das criaturas em suas proporcionalidades individuais de tod…