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Mostrando postagens de Novembro, 2014

Psiu!!!!

Olá, tudo bem? Se não está, trate de transformar este mal em bem, pois amanhã, o hoje parecerá longínquo e tudo que você sofre hoje, terá conotação inútil. E se o amanhã se transformar em dias, meses e anos, aí então, é que nada representará, restando quando muito, uma lembrança meio vaga, que lhe parecerá meio uma história que até você mesma duvidará tê-la realmente vivido. E se foi muito penosa, poderá até fazer você duvidar que a tenha vivido de verdade, pois lhe parecerá um sonho desfocado. Esta capacidade de superação emocional é mais uma maravilhosa criação da mente humana, pura lógica adaptativa que desanuvia o consciente, abrindo passagem às novas emoções que pululam por todo o tempo, apenas para informar que o bendito tempo, seja ele bom ou mal, quem determina o grau de contaminação pessoal é a própria criatura humana na sua capacidade individual de se preservar. Portanto, sorria, pois eu posso garantir que vale bem mais o esforço do que ficar macerando um problema momentâneo que…

E aí, de repente...

Será que foi assim tão de repente? Os sinais vão surgindo a cada dia, um ou talvez alguns e simplesmente vamos desconsiderando, afinal, cremos que necessitamos ir a diante, porque as nossas almas egocêntricas, sufocam a razão impertinente que nos avisa de que é chegada a hora de uma pausa. Mas aí, assim como de repente, a mente cansada, joga a toalha e deste momento em diante, nada, absolutamente nada, a alma teimosa consegue realizar, arrastando-se, pois não aprendeu a identificar seu próprio limite e tão pouco a escutar sua mente sempre amiga. A princípio grita, mas depois enfraquecida, mas não menos arrogante, pelos cantos insiste, perguntando chorosa: Por que deste vazio, estás birrando, sua mente infeliz? Assim tão de repente, me tiras o chão e ainda covardemente enfraqueces o meu corpo, tirando dela o vigor que sempre me acompanhou. Que maldade é esta, mente safada e traiçoeira? Reclamas das tuas compensações? O silêncio se instala e nenhuma resposta se ouve além é claro do gemido doí…

APENAS, ATENÇÃO

Depois de uma tarde de estudos sobre lógica formal e material fui até ao jardim molhar minhas esturricadas plantas, pois o sol nestes dois dias foi de arrasar. Enquanto refrescava as minhas plantinhas, pensava no envelhecimento e no quanto somos acordados de nossa inércia existencial para a sensibilidade. Enquanto jovens, a vida vai fluindo com outros infinitos valores e principalmente necessidades, todavia, em dado momento, nos percebemos mais emotivos, fraternos e bem mais carentes de atenção. Afinal, já não precisamos cumprir rigorosos horários e o tempo fica mais à nossa disposição e é neste estágio de mudanças que percebemos em nós, uma imensa necessidade de não permitir que este excesso de tempo livre, fique contra nós, levando-nos irremediavelmente ao ostracismo. Nesses tempos modernos, não nos é permitido cruzar os braços para a vida, pois são tantas opções que se distrairmos, estaremos mais atarefados que antes. Por esta razão, o bom senso deve ser a tônica das decisões sobr…

QUE O MESTRE ME DESCULPE

Discordo, imaginem do espetacular poeta Manoel de Barros ao afirmar em entrevista à uma repórter da Globo que para escrever, bastam muitos exercícios diários, assim como leituras constantes, pois ele não acreditava em inspiração. Que o mestre me desculpe, mas fiquei espantada de ouvir justo dele tal afirmativa, afinal, viver e se dispor a expressar a própria vida, no que se inclui a alma humana, exige observação e sensibilidade e tais atributos, conferidos aos poetas, são originários da ligação amorosa entre o poeta e a vida que, certamente por eles é enxergada e sentida com bem mais clareza e delicadeza, ficando, portanto, está via de ligação como um fio condutor dos sentidos que abastecidos, se expressam. Todavia, seriam apenas os poetas os privilegiados extraidores das benditas inspirações universais, ou tão somente os poetas possuem o mapa desta mina fantástica de sonhos, ilusões e recursos infinitos? Será que a chave deste manancial está assim tão resguardada que nem o mestre Ma…

RAPAZ... É BOM DEMAIS

Não sei se algum de vocês já experimentou a sensação horrível da exaustão absoluta. Pois bem, em algumas ocasiões ela me visitou, mas igual a ontem, sinceramente, eu ainda não tinha sentido. O corpo vai enfraquecendo e a mente, de um instante para o outro, simplesmente se recusa a voltar a pensar, registrar ou qualquer outra ação. Tornei-me um molambo, um zumbi ou coisa parecida. Bem, na impossibilidade de qualquer atitude coerente, fui para a cama e por lá fiquei cerca de 10 horas em um sono profundo e, pela primeira vez em décadas, deixei tudo como estava, até porque, não me dava conta de mais nada além de minha própria exaustão. Pois bem, são seis horas da manhã e, como vocês podem ver, já estou na ativa e por incrível que possa parecer à minha vaidade de senhora que tudo olha e que de todos cuida, tudo, absolutamente tudo, seguiu o seu fluxo normal e ninguém deixou de fazer, comer algo só porque eu não estava à frente. Confesso que lá no fundinho, não estou nada satisfeita. Afinal, com…

TRAIÇOEIRO EGO

Ego, onde estás que não te encontro? “Em que estrela te escondes, embuçado aos céus”? De tanto te procurar, sinto-me cansada e, humildemente, tombo a teus pés, tão logo surges, com a certeza absoluta que por mais que eu venha à te procurar, encontrarás sempre uma camuflagem mais que perfeita, sempre pronta a me enganar. Surges sempre do absoluto nada e, logo, me vejo atingida pelo fio afiado de tua poderosa espada. Que megalomania é esta que te coloca como refém de uma dura solidão? Ceifas brotos e frondosas árvores, tirando de ti, preciosas sombras. Ego, impiedoso ego! Só enxergas a ti mesmo, tirando a importância do tudo mais. Coloca-te no pedestal de alguns breves instantes, banhando-te com a quentura das luzes instantâneas, abraçando o vazio do nada que te sobra. Ego, maldito ego, que rasga a textura da fraternidade. Camuflando a tua doentia vaidade, não dividindo espaço, engolindo tudo, num frenesi interminável. Ego, maldito ego, que jamais sucumbe, criando fendas, abrindo feridas e provoca…

VIDA PLENA

Dentre os sonhos e desejos que eu possa ter tido no decorrer de minha vida, certamente, jamais se equiparão às realidades que me acompanharam dia após dia. Em todas as situações, fossem boas ou ruins, fáceis ou difíceis, que vivenciei, lá estava alguém especial ao meu lado, me protegendo, me apoiando, me incentivando, me guiando, torcendo por mim e me querendo bem. Portanto, só posso agradecer pela vida de primeiríssima qualidade que sempre me acompanhou e, é por esta razão, que celebro diariamente o fato de estar existindo e tendo a devida consciência deste privilégio e, para tanto, procuro enxergar no meu próximo “aquele Deus”, que tudo tem me oferecido. Neste instante de muita emoção diante das carinhosas demonstrações de carinho que estou recebendo ao longo deste dia, só posso, mais uma vez, rogar ao meu São Francisco de Assis, bênçãos a todos e que, assim como eu, suas passadas terrenas também sejam por ele amparadas, não lhes faltando em nenhum momento, as margens benditas do equilí…

CONSCIÊNCIA DE QUE MESMO?

Estou aqui pensando no quanto somos incapazes de fazer do palpável, nosso amparo e natural proteção, preferindo buscar no etéreo e no fugaz, o consolo para a nossa própria solidão. Recorremos como desesperados às milhares de ofertas celestiais e muitos se jogam literalmente suas energias e vidas no obscuro, na busca desesperada de encontrar soluções para suas dúvidas ou mesmo realidades difusas. Seria a total impossibilidade em distinguir o lógico e o real? Estaríamos todos tão mergulhados na confusão cognitiva de que não somos mais capazes ou nunca fomos de tão somente, convivermos com o real? Que necessidade é esta que nos empurra por todo o tempo à sabotagem de nossa própria existência? Reparo desde sempre na constância destrutiva que carregamos como uma muleta, que nos mantém reféns de possíveis caminhadas de vida e liberdade. Fingindo-nos magnânimos, estendemos a mão direita e camuflamos a esquerda que sempre pronta ao ataque, aguarda em sua força motora, o poder de ferir e mata…

BOM DIA!!!!

Hoje é domingo, pé de cachimbo e como a maioria, nada tenho à fazer, além de nada, absolutamente, nada, se assim eu desejar.
Como de rotina, que diga-se de passagem, adoro e não trocaria por nada, sento-me diante do computador, não sem antes deixar o caderno e a caneta ao meu lado por sobre a mesa que, aliás é a da sala de jantar, afinal, é a mais próxima de meu jardim e de onde, e vocês já sabem, pois já escrevi mil vezes, sou capaz de enxergar meu jardim, minhas flores e minhas frutas, sem precisar de muito esforço, sem contar que posso dimensionar os cantos de meus pássaros, neste reduzido, mas adorável recanto,que chamo de meu.
Hum!!!!
Ninguém tem nada, meu bem
A não ser que tu também
Estejas sempre à sonhar
Pois, os sonhos são os mais profundos,
são como poços, bem fundos
que a dor, não pode alcançar.,
Pronto, já fiz uma poesia, como um vício que me acompanha e me ajuda por todo o tempo, principalmente se tenho que tomar decisões, mesmo as mais pequeninas, mas que não sendo rotin…

BOM DIA!!!

Dentre as iniciativas que tive nesta vida, com certeza, instalar um chuveirão no quintal dos fundos de minha casa, foi providencial. Imaginem, neste calor abrasador, depois de um dia de trabalho, poder tirar a roupa e se banhar a princípio, numa água morna, afinal, os canos estão quentes e logo depois, ela chega fria, quase gelada, arrancando gritos de um suposto susto. Delícia, meu Deus!!!!! Pois é... Tudo isto acontecendo sob um céu estrelado, tendo a seu lado a vida em sua pujança, estimulando e fazendo crer na mais autentica simplicidade, o quanto é muito bom se sentir existindo. Depois, já refrescado, sentar-se à mesa e comer aquela comidinha que sobrou do almoço e que o micro-ondas, generosamente esquentou para você. Que coisa boa, meu Deus!!!! Agora, se ao fazer tudo isto, ao seu lado existir “aquele” amor, bem... Aí, tudo fica perfeito. BOM DIA!!!! Que nesta quinta-feira, até mesmo o chuveiro de seu banheiro possa lhe lembrar que você existe e merece ser feliz. Um beijinho carinhoso em v…

SAUDADES

Neste final de tarde, deste domingo ensolarado e abrigado de paz ouvindo Vinícius de Morais e Toquinho, automaticamente começo a escrever e minha mente, em companhia de meu coração, viaja rápido para encontrar a minha linda Ipanema de sonhos coloridos e de uma juventude ingênua que os anos vividos, não conseguiram apagar. Ipanema, de um Rio de Janeiro que infelizmente só resiste em sua leveza nas lembranças de gente que, como eu, a viveu em seu esplendor de donzela elegante, coberta de um romantismo hoje impossível de ser identificado, seja lá ou em qualquer outro lugar. Ipanema, das águas frias e dos sois abrasadores, das areias quentes e dos céus estrelados, das dunas revestidas do verde vibrante da vegetação rasteira, das calçadas largas, das pessoas sorridentes. Ipanema, do chopinho antes do almoço, do sorvete do Morais, dos doces da padaria Eldorado que, depois, virou Regininha. Ipanema, da Visconde de Pirajá, do ônibus Urca/Leblon, do bonde do Bar Vinte, da Rua Aníbal de Mendonça e …

NESTE FINADOS, VIVA A VIDA!!!!

De repente, senti uma vontade imensa de deixar um registro expresso de como eu gostaria de ser lembrada, claro, depois que eu “passar desta para melhor”, “morrer”, “fenecer “e etc.. Confesso que nem me lembro exatamente quando comecei a pensar nisto, mas com certeza, lá vai muito tempo em que me incomoda pensar que na maioria das vezes, a história de uma pessoa é sepultada com ela e só lembrada, quando lembrada, no dia de finados, datas de aniversário ou morte, tudo porque, criou-se o estigma de que falar sobre o morto, guardar coisas de morto e agora, manter na rede social a página de um morto, seja mórbido, doentio, sádico e o escambal. Tá, tudo bem, sempre fui esquisita, afinal, passei a minha vida até o momento, desafiando este sistema repetitivo que insiste em nos manter sob o julgo do medo e, portanto, da inconsciência do fato natural e absolutamente real e intransferível que é a morte. E no que fingimos que ela não existirá para nós, deixamos de valorizar a nossa vida, colocando-a…

O TEMPO, APENAS PASSOU

Em 01 de novembro de 1966, ainda na primavera quente do Rio de Janeiro, apesar de ser feriado, o hábito de acordar pela madrugada foi mais forte e lá estava eu, deitada em minha cama e, também como de hábito, olhava através da janela para o céu, entre os galhos da amoreira da casa do vizinho que insistentes, atravessavam por sobre o muro e sombreavam a varanda de meu quarto e que, com o balançar de seus galhos, transportavam-me ao imaginário nas brisas constantes do meu mar de Ipanema. Lembro-me sorridente que no viajar dos sonhos que eram sempre muito especiais, dava pausas, repetia as cenas, num perfeccionismo incansável, acrescentando, cortando, mas sempre aprimorando, fazendo dos sonhos,  grandes espetáculos da produção solitária da minha fértil, imaginação. Neste dia em especial, não havia nada programado para o feriadão, além da ida a praia (se não chovesse), mas na véspera de finados, quase sempre chovia, mas quando se mora a beira da praia e se é adolescente, este é um detalhe q…