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Mostrando postagens de Outubro, 2011

NADA SINTO

Por todo o dia de hoje, o assunto foi o câncer do Lula e aí, penso que, afinal, feliz dele que, a partir de amanhã, começará o tratamento e, é claro, será o melhor que o poder e o dinheiro puderem pagar.
Pois é... enquanto isso, quantos outros nordestinos, tão pobres quanto ele quando por São Paulo desembarcou, neste exato momento, também portadores de algum tipo de câncer, sequer conseguem marcar uma sessão de quimioterapia e sequer se dão conta pela simploriedade de suas existências miseráveis que foi justo o Lula que, por décadas a fio, jurou com microfones em punho, providenciar saúde de qualidade ao sofrido que nele passou a acreditar.
Ao invés disto, garantiu a esmola  que cala e consente, que sufoca e neutraliza.
Que coisa!...
Penso então no quanto como brasileira e cidadã descrente, nada sinto, além de um enorme tédio.



Mensagem

E como uma flecha afiada, corto os céus, atravesso as nuvens, me aproximo das estrelas, aqueço-me junto ao sol.
E como uma flecha afiada, desço do espaço, atinjo a terra, apenas para senti-la na diversidade energética, na complexidade amorosa, no apogeu de tão somente ser.
E como uma flecha, já não tão afiada, busco repouso junto ao mar; busco paixão junto às florestas, busco o amor, olhando pro céu.
Incoerência, pois como flecha afiada que vem justo de lá. Como flecha afiada, cortei os céus e vim por aqui pousar, buscando por um amor que certamente não encontrei por lá, nem cá e tão pouco acolá.
Como poeta sempre fui um fracasso, mas e daí?
Ainda assim faço meus arremedos e, dessa forma, também estremeço com minhas próprias emoções.
Melhor mesmo é não ser um disfarce, uma cópia ou uma página sem escritos. Então, mesmo sendo um fracasso, faço aqui e ali meus arremedos poéticos e, de alguma forma, crio formas com minha alma que, mesmo como uma flecha afiada, percorre o imaginário, o real, …

Espanto

Os sabiás, neste fim de tarde, estão abusadíssimos, com suas cantorias e voos agitados, balançando galhos, sacudindo folhas, emociono-me.
Será que cantam tão alegremente porque hoje não choveu e o sol, mesmo ainda tímido, permanece constante, permitindo que eles sequem as asas e saiam de seus ninhos?  Talvez...
O pé de amoras, carregadinho, serve de refeitório farto para os meus meninos e eu, daqui, debruçada à janela, ouço seus cantos e voo com eles, sem qualquer cerimônia, tal qual eles, que abusados, dominam meu jardim, meus ouvidos, minha alma.
Penso, então, que devo ter sido um pássaro, talvez até mesmo uma sabiá, arisca e arruaceira, que buscava doces amoras em jardins da vizinhança e, quem sabe, um outro alguém a quem também encantei, debruçava-se à janela e até emocionava-se, tal qual acontece agora com as lágrimas que escorrem deste meu ser apaixonado por pássaros, que cantam  causando-me um novo espanto.
Em parceria com:

R
uth Sorocaba Martins – Ipiúna


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Ou coisa que o valha!

imagem: topicos.estadao.com.br
Ontem à noite, diante da televisão, revi um dos maiores músicos e compositores contemporâneos chamado César Camargo Mariano.
Bem... de imediato não o reconheci, afinal, vinte, trinta anos se passaram, ele também sempre foi discreto, pouco aparecia na mídia e respeitou a passagem do tempo, ao contrário de outros com os quais nos acostumamos, inclusive com as suas constantes alterações fisionômicas, como os eternos meninos sertanejos e tantos outros de diferentes gêneros que se recusam a aceitar a velhice como suas realidades e arrancando de nós surpresas constantes em suas aparições, levando-nos, vez por outra, a lamentar não termos, também, coragem de retardar nem que seja um pouquinho esta senhora “passagem do tempo”, talvez porque vivamos a cruel realidade de que, afinal, não haja bisturi mágico que de verdade possa frear o tempo em sua caminhada.
Ah! Como gostaria de poder me iludir, tal qual faz a nossa Aninha Braga, cujo próprio tempo parou quando ela …

Gotinhas do Céu

Estou aqui, aparentemente sozinha, ouvindo meus pássaros que se esbaldam no jardim enquanto, seja por hábito, ou por puro prazer, penso à respeito um pouco de tudo que me chamou a atenção nos últimos dias. Bem... já escrevi sobre a movimentação política e pelo que me consta, hoje é a finalização quanto às opções partidárias, o que não necessariamente, manterá fidelidade em alguns caráteres, digamos, pra lá de duvidosos.
Como só sei, tratando-se de política, pensar e escrever sobre idéias e ideais, reconhecendo que, afinal, estas tendências fazem de mim uma “tremenda panaca” aos olhos e intenções dos, digamos, bam-bam-bans do assunto. E olha que são muitos os entendidos e suficientemente realistas, que geralmente desconsideram esta senhorinha simplória que, clama por uma educação mais decente, uma saúde mais humana e um social mais digno.
Qual verdadeiro político, se preocupa com isto, não é mesmo?
Afinal, o povo é que se exploda, claro, depois de votar.
Nós, o povo, somos uma cambada de ch…

Motim Escolar

Quando se testemunha um motim de alunos, provocado por uma desavença de ordem administrativa entre seu Diretor de unidade escolar e o secretário da educação do município que vem se arrastando a meses, refletindo diretamente na qualidade dos serviços profissionais, assim como no estabelecimento de critérios de disciplina dos alunos, esperar-se mais o quê, além do lamentável episódio que culminou em tiros, quebra-quebra, destruição, desde as janelas externas até salas e Biblioteca, em uma ação de vandalismo e consequente desrespeito, não só à escola, mas à sociedade como um todo.
Nada, absolutamente nada, pode justificar as posturas que levaram os alunos a agirem desta forma, mas explica, uma vez que, em meio aos interesses sejam pessoais ou políticos, o que menos foi considerado foram justamente os alunos que demonstraram, ao vivo e a cores, o que absorveram de ensinamentos extra didáticos.
É preciso que se “acorde” rapidamente para este horror perante aos céus que é a violência, resulta…

PENSE NISSO...!

E aí, quando penso e escrevo sobre a necessidade urgentíssima de se dedicar à educação olhares e atitudes mais consistentes, refiro-me às carências em que a mesma se apresenta nas sistemáticas humanas, que de uma forma ou de outra por todo o tempo atinge a todos e que não passam despercebidas,sentidas, ou ambas, nas experiências cotidianas de todas as pessoas, sem distinção.
Geralmente, em conversas junto a conhecidos ou amigos, ou através das várias mídias, focamos os problemas mais comuns que afligem a todos, vendo-os pipocarem ou assolarem mais este ou aquele país, ou esta ou aquela região de nosso país.
Às vezes, tratando de um assunto restrito a poucos ou simplesmente a nós, deparamo-nos com horrores como as discriminações de quaisquer naturezas, pobreza extrema, violência crescente, enriquecimento ilícito, abuso de poder, marginalidade afrontosa, e por aí vai, em um desfile infindável de mazelas que ajudamos a manter com nossas omissões no mundo através de seus sistemas locais.
Fa…