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Mostrando postagens de 2014

DE REPENTE?

Assim como de repente, olho ao meu redor e tudo me parece inútil, sem sentido e quase absurdo. Afinal, meus pensamentos e minhas lógicas se chocam com o sistêmico e, como uma perdida em meio a um deserto, giro em torno de mim mesma, procurando o oásis de minhas próprias convicções e percebo com absoluta clareza que este ideário, só existe dentro de mim, lugar seguro no qual me abrigo desta loucura que me rodeia. Esta sensação vez por outra ainda me abala, criando um ambiente de surpresa e quase medo, levando-me a erroneamente acreditar que foi tudo, assim como de repente, quando na realidade, tudo é rotina, eu é que distraída adentrei em mim e desfoquei o tudo mais. Meus escritos, minhas ideias, minhas visões, ficam todas tão egoisticamente pessoais que chego como agora a sentir um certo mal-estar, quando penso que tudo poderia ser bem mais fácil, bem menos sofrido, muito mais harmonioso. Mas a impressão que tenho é que falo em línguas inteligíveis, escrevo não um somatório de experiênci…

FELIZ NATAL

Ah! Senhor, diante de ti, curvo-me e agradeço.
Olho ao redor e em tudo que enxergo, vejo-te refletido
Respiro fundo e tenho a impressão que adentras em meu interior
Passo meus braços ao redor de mim mesma e posso sentir o teu calor amoroso a me estreitar.
E ao sentir sede, sorvo-te através da água, bendito alimento de pura vida
Mas é quando sinto medo que me envias os aromas e os sabores, para que eu me embriague de ti e adormeça, com a certeza absoluta de que silencioso, zelas por mim.
Que as energias benditas deste universo, que nada mais é que o canteiro de nossas existências, estejam nos amparando nestes dias natalinos, inspirando-nos a torná-los uma constante em nossos dias futuros, para que possamos a cada instante vivido, eternizarmos o melhor de nós, fazendo parceria com o divino.
Um enorme beijo em cada amigo, parente e companheiro do face acompanhado da minha gratidão pela troca de carinhos e atenções.
UMA FELIZ NOITE DE NATAL!!!!!!

CONVERSANDO COM DEUS

Receias pela morte? Receias as doenças? Receias as perdas materiais? Receias a perda amorosa que te rodeia?  Receias, afinal, o quê? Por que sofres, acreditando que serás punido, justo por mim que te criei, dando-te vida e poder? Por que ficas pelos cantos, ora reclamando, ora se lamentando, sem jamais seres capaz de enxergar tua própria grandeza e fazer dela tua vara mágica de realizações? Fico a observar-te em tua insistente perda de tempo, sofro por ti, por que sei o quanto podes ser amoroso contigo mesmo, todavia, a teimosia que permites que te acompanhe, impede que enxergues com a clareza de uma mente limpa, conduzindo-te vez por hora, ao desatino da insensatez de lamentares, temeres ao invés de lutares. Dei-te a vida para que tivesses espaço infinito para expressares as tuas afinidades, dei-te uma mente para que pudesses avaliar teus desejos e necessidades. Por que, não fazes o devido uso de tais poderes, preferindo a lamúria de chorar ao invés de sorrir, amparando-te em patologias …

FALSO BRILHANTE

Estou aqui pensando nas pequenas coisinhas que vivemos fazendo ou recebendo no nosso cotidiano e que sequer oferecemos importância maior, pois fazem parte de uma rotina, nos levando a esquecer que são justamente essas aparentes banalidades que consomem a maior parte de nosso tempo, dando ou tirando o brilho de nossos instantes presentes, dependendo de como somos capazes de recebe-las ou realiza-las. Levar e trazer os filhos das escolas, ir ao supermercado, enfrentar a fila do ônibus e depois, ele abarrotado, correr para chegar ao trabalho sem atraso, dizer, bom dia, ao vizinho, ao porteiro do prédio ou aos alunos em cada sala em que se vai dar aulas, pensar no que se vai almoçar e etc e tal. Lamentar ou chorar a perda de um parente ou de um amigo, segurar o xixi ou a fome, naquele engarrafamento infernal, ser bem ou tratado com indiferença pelo funcionário público daquela entidade, na qual boa parte de nosso salário é consumido, através dos mais altos impostos do mundo ou numa das dezen…

Socorrooo!

Desde que posso me lembrar, condicionei-me ou fui condicionada a ser a moça bonitinha, gostosinha, certinha, boazinha e, nesta mesma linha, quase sempre consegui, não sem de vez em quando dar uma tremenda derrapada ou rodada de baiana, porque, afinal de contas, também sou filha de Deus e engolir sapos sem poder arrotar, nem que seja de vez em quando, simplesmente, não dá. Ah! Mas não sei o que é pior.... Se engolir sapos e ter indigestão ou soltar os cachorros e desopilar o fígado, pois em ambos os casos, o gosto amargo permanece por um bom tempo, impedindo no mínimo um hálito agradável. Será que estes questionamentos são feitos também por você que está me lendo neste momento? Seria maravilhoso encontrar amigos solidários neste aspecto da convivência, pois assim, não me sentiria tão “Etelizada - ET”, porque ultimamente só tenho encontrado gente certinha, boazinha, bonitinha e felizinha, como eu, levando-me a crer que ninguém mais tem problemas e quando os tem, recebe do Divino a temperan…

Travei Em nome de Jesus

Estou a alguns dias tentando escrever sobre o natal e nada, absolutamente nada surge em minha mente. De repente tudo que vejo é um imenso branco.
Talvez seja o fato de que preciso ser o mais fiel possível as tradições religiosas e sinceramente, com estas, eu não tenho qualquer afinidade.
Por mais que eu me esforce, jamais consegui enxergar Jesus como a maioria e muito menos relacioná-lo a festas totalmente destoantes da concepção que tracei deste homem fantástico que optou em tirar de si, todo e qualquer hipocrisia fundamentalista e abrir-se para a vida que ainda muito jovem percebeu existir intensamente em si.
Jesus que despertou para os sentidos, lembrando-nos do quanto precisávamos direcioná-los na formação de nossas emoções e consequentes sentimentos.
Jesus que traçou éticas a serem compreendidas e aplicadas no cotidiano das pessoas, buscando-as no interior de si mesmo no relacionamento com o tudo o mais a sua volta.
Jesus que conseguiu se despir das vaidades, por compreender que esta…

REFLETINDO

Hoje amanheci pensando na miséria e na fome, provavelmente porque longe de meu jardim e de meus pássaros, além do fato de ter deixado Itaparica, mesmo que seja por apenas dois dias, e me inserido em uma cidade congestionada como já se encontra Santo Antônio de Jesus, para mim seja tão radical que eu só consiga pensar nas inúmeras dificuldades que devam existir no entorno desta cidade progressista e que aparenta oferecer um bem estar sistêmico a todos os seus habitantes. O que na realidade, não é verdade, pois infelizmente, não existe um só lugar neste nosso país onde haja hegemonia em se tratando de bem estar em todos os níveis. Todavia, por incrível que possa parecer, apesar de estar aqui, só consigo pensar na minha doce, bonita e apaixonante Itaparica, de águas calmas e mornas, do céu mais azul que conheci e do pôr do sol, simplesmente, fantástico. Penso nas belezas que me atraíram, nas energias que me inspiram, mas principalmente, penso nas pessoas pelas quais me apaixonei, justamente…

AH! SENHOR DEUS, POR QUE?

Neste quase final de ano, cá estou eu, novamente pensando nesta raça humana na qual me enquadro e que, infelizmente, em momentos que se tornam constantes e na medida em que envelheço, mais e mais, vou adquirindo um profundo desalento, pois foge-me as perspectivas, por mais que eu as tente reter, pois os horizontes, apesar de existirem, se mostram recobertos das nuvens espessas da banalidade e do pouco caso, que ganham forma e força. Ah! Meu Deus como eu gostaria de ter sido por todo o tempo uma alienada pessoal e social. Ah! Como eu gostaria de tão somente estar aqui ou acolá, sem qualquer tipo de questionamento que fosse além de meu universo pessoal, como faz a maioria das criaturas humana. Por que? Por que meu Deus, deste-me a capacidade de pensar e traçar paralelos que me fazem enxergar mais de um ângulo de cada questão, seja ela qual for? Por que deste-me tanta capacidade amorosa, se nada posso com este amor, algo universal, mudar? Por que insistes em me fazer sentir esta poder…

COMO PERDER?

Respiro fundo, fecho os olhos e sorrio, como não sorrir ao receber estas brisas maravilhosas que a natureza bendita me envia as 4.30 horas da manhã? E se não bastassem os arrepios e os perfumes que adentram em mim, produzindo sensações inenarráveis, ainda essas preciosidades trazem consigo, seus pássaros sempre parceiros, cantando e encantando, esta minha alma apaixonada. Como perder, tão belo espetáculo? Nesta rotina de toda uma vida, mantive-me fiel a este, olá cotidiano, onde abraço a vida através de seus amanheceres, sem jamais ter me esquecido de senti-la profundamente, roubando despudoradamente para os meus pulmões, seus primeiros aromas, fazendo deles meu exclusivo elixir de força e de amor. Que nesta terça-feira, possamos aspirar e nos inspirar na vida que existe em nós e sem pudores, medos ou timidez, tenhamos coragem para  abraça-la. Afinal, só existe ela e nós...

DEPOIS do PSIU, VEM o POIS É...

Depois de um domingo tranquilo, envolvida em melhorar meu estado físico de profunda exaustão por anos a fio de trabalho e inúmeras atividades ligadas a ele, além de família, estudo, social e etc. e tal, amanheço nesta segunda-feira, como sempre ao som dos meus pássaros que generosos e sistemáticos me brindam com seus sons delicados o que me leva a refletir sobre tudo que vivencio e que me parece relevante. Longe de ser apenas um hábito, escrevo por que através de minhas expressões de linguagem, trabalho minhas relações cognitivas, abrindo espaço para um aperfeiçoamento postural interno e externo, além de rebobinar os filmes e deles extrair o desnecessário ou pensar à respeito de situações que de tão obvias, passam em sua maioria sem merecerem as suas devidas importâncias. Desde garota e olha que isto é do tempo do onça, que venho me observando, assim como aos demais, no trato cotidiano da convivência e percebendo lacunas nas sequências comportamentais que deveriam seguir um padrão de l…

Psiu!!!!

Olá, tudo bem? Se não está, trate de transformar este mal em bem, pois amanhã, o hoje parecerá longínquo e tudo que você sofre hoje, terá conotação inútil. E se o amanhã se transformar em dias, meses e anos, aí então, é que nada representará, restando quando muito, uma lembrança meio vaga, que lhe parecerá meio uma história que até você mesma duvidará tê-la realmente vivido. E se foi muito penosa, poderá até fazer você duvidar que a tenha vivido de verdade, pois lhe parecerá um sonho desfocado. Esta capacidade de superação emocional é mais uma maravilhosa criação da mente humana, pura lógica adaptativa que desanuvia o consciente, abrindo passagem às novas emoções que pululam por todo o tempo, apenas para informar que o bendito tempo, seja ele bom ou mal, quem determina o grau de contaminação pessoal é a própria criatura humana na sua capacidade individual de se preservar. Portanto, sorria, pois eu posso garantir que vale bem mais o esforço do que ficar macerando um problema momentâneo que…

E aí, de repente...

Será que foi assim tão de repente? Os sinais vão surgindo a cada dia, um ou talvez alguns e simplesmente vamos desconsiderando, afinal, cremos que necessitamos ir a diante, porque as nossas almas egocêntricas, sufocam a razão impertinente que nos avisa de que é chegada a hora de uma pausa. Mas aí, assim como de repente, a mente cansada, joga a toalha e deste momento em diante, nada, absolutamente nada, a alma teimosa consegue realizar, arrastando-se, pois não aprendeu a identificar seu próprio limite e tão pouco a escutar sua mente sempre amiga. A princípio grita, mas depois enfraquecida, mas não menos arrogante, pelos cantos insiste, perguntando chorosa: Por que deste vazio, estás birrando, sua mente infeliz? Assim tão de repente, me tiras o chão e ainda covardemente enfraqueces o meu corpo, tirando dela o vigor que sempre me acompanhou. Que maldade é esta, mente safada e traiçoeira? Reclamas das tuas compensações? O silêncio se instala e nenhuma resposta se ouve além é claro do gemido doí…

APENAS, ATENÇÃO

Depois de uma tarde de estudos sobre lógica formal e material fui até ao jardim molhar minhas esturricadas plantas, pois o sol nestes dois dias foi de arrasar. Enquanto refrescava as minhas plantinhas, pensava no envelhecimento e no quanto somos acordados de nossa inércia existencial para a sensibilidade. Enquanto jovens, a vida vai fluindo com outros infinitos valores e principalmente necessidades, todavia, em dado momento, nos percebemos mais emotivos, fraternos e bem mais carentes de atenção. Afinal, já não precisamos cumprir rigorosos horários e o tempo fica mais à nossa disposição e é neste estágio de mudanças que percebemos em nós, uma imensa necessidade de não permitir que este excesso de tempo livre, fique contra nós, levando-nos irremediavelmente ao ostracismo. Nesses tempos modernos, não nos é permitido cruzar os braços para a vida, pois são tantas opções que se distrairmos, estaremos mais atarefados que antes. Por esta razão, o bom senso deve ser a tônica das decisões sobr…

QUE O MESTRE ME DESCULPE

Discordo, imaginem do espetacular poeta Manoel de Barros ao afirmar em entrevista à uma repórter da Globo que para escrever, bastam muitos exercícios diários, assim como leituras constantes, pois ele não acreditava em inspiração. Que o mestre me desculpe, mas fiquei espantada de ouvir justo dele tal afirmativa, afinal, viver e se dispor a expressar a própria vida, no que se inclui a alma humana, exige observação e sensibilidade e tais atributos, conferidos aos poetas, são originários da ligação amorosa entre o poeta e a vida que, certamente por eles é enxergada e sentida com bem mais clareza e delicadeza, ficando, portanto, está via de ligação como um fio condutor dos sentidos que abastecidos, se expressam. Todavia, seriam apenas os poetas os privilegiados extraidores das benditas inspirações universais, ou tão somente os poetas possuem o mapa desta mina fantástica de sonhos, ilusões e recursos infinitos? Será que a chave deste manancial está assim tão resguardada que nem o mestre Ma…

RAPAZ... É BOM DEMAIS

Não sei se algum de vocês já experimentou a sensação horrível da exaustão absoluta. Pois bem, em algumas ocasiões ela me visitou, mas igual a ontem, sinceramente, eu ainda não tinha sentido. O corpo vai enfraquecendo e a mente, de um instante para o outro, simplesmente se recusa a voltar a pensar, registrar ou qualquer outra ação. Tornei-me um molambo, um zumbi ou coisa parecida. Bem, na impossibilidade de qualquer atitude coerente, fui para a cama e por lá fiquei cerca de 10 horas em um sono profundo e, pela primeira vez em décadas, deixei tudo como estava, até porque, não me dava conta de mais nada além de minha própria exaustão. Pois bem, são seis horas da manhã e, como vocês podem ver, já estou na ativa e por incrível que possa parecer à minha vaidade de senhora que tudo olha e que de todos cuida, tudo, absolutamente tudo, seguiu o seu fluxo normal e ninguém deixou de fazer, comer algo só porque eu não estava à frente. Confesso que lá no fundinho, não estou nada satisfeita. Afinal, com…

TRAIÇOEIRO EGO

Ego, onde estás que não te encontro? “Em que estrela te escondes, embuçado aos céus”? De tanto te procurar, sinto-me cansada e, humildemente, tombo a teus pés, tão logo surges, com a certeza absoluta que por mais que eu venha à te procurar, encontrarás sempre uma camuflagem mais que perfeita, sempre pronta a me enganar. Surges sempre do absoluto nada e, logo, me vejo atingida pelo fio afiado de tua poderosa espada. Que megalomania é esta que te coloca como refém de uma dura solidão? Ceifas brotos e frondosas árvores, tirando de ti, preciosas sombras. Ego, impiedoso ego! Só enxergas a ti mesmo, tirando a importância do tudo mais. Coloca-te no pedestal de alguns breves instantes, banhando-te com a quentura das luzes instantâneas, abraçando o vazio do nada que te sobra. Ego, maldito ego, que rasga a textura da fraternidade. Camuflando a tua doentia vaidade, não dividindo espaço, engolindo tudo, num frenesi interminável. Ego, maldito ego, que jamais sucumbe, criando fendas, abrindo feridas e provoca…

VIDA PLENA

Dentre os sonhos e desejos que eu possa ter tido no decorrer de minha vida, certamente, jamais se equiparão às realidades que me acompanharam dia após dia. Em todas as situações, fossem boas ou ruins, fáceis ou difíceis, que vivenciei, lá estava alguém especial ao meu lado, me protegendo, me apoiando, me incentivando, me guiando, torcendo por mim e me querendo bem. Portanto, só posso agradecer pela vida de primeiríssima qualidade que sempre me acompanhou e, é por esta razão, que celebro diariamente o fato de estar existindo e tendo a devida consciência deste privilégio e, para tanto, procuro enxergar no meu próximo “aquele Deus”, que tudo tem me oferecido. Neste instante de muita emoção diante das carinhosas demonstrações de carinho que estou recebendo ao longo deste dia, só posso, mais uma vez, rogar ao meu São Francisco de Assis, bênçãos a todos e que, assim como eu, suas passadas terrenas também sejam por ele amparadas, não lhes faltando em nenhum momento, as margens benditas do equilí…

CONSCIÊNCIA DE QUE MESMO?

Estou aqui pensando no quanto somos incapazes de fazer do palpável, nosso amparo e natural proteção, preferindo buscar no etéreo e no fugaz, o consolo para a nossa própria solidão. Recorremos como desesperados às milhares de ofertas celestiais e muitos se jogam literalmente suas energias e vidas no obscuro, na busca desesperada de encontrar soluções para suas dúvidas ou mesmo realidades difusas. Seria a total impossibilidade em distinguir o lógico e o real? Estaríamos todos tão mergulhados na confusão cognitiva de que não somos mais capazes ou nunca fomos de tão somente, convivermos com o real? Que necessidade é esta que nos empurra por todo o tempo à sabotagem de nossa própria existência? Reparo desde sempre na constância destrutiva que carregamos como uma muleta, que nos mantém reféns de possíveis caminhadas de vida e liberdade. Fingindo-nos magnânimos, estendemos a mão direita e camuflamos a esquerda que sempre pronta ao ataque, aguarda em sua força motora, o poder de ferir e mata…

BOM DIA!!!!

Hoje é domingo, pé de cachimbo e como a maioria, nada tenho à fazer, além de nada, absolutamente, nada, se assim eu desejar.
Como de rotina, que diga-se de passagem, adoro e não trocaria por nada, sento-me diante do computador, não sem antes deixar o caderno e a caneta ao meu lado por sobre a mesa que, aliás é a da sala de jantar, afinal, é a mais próxima de meu jardim e de onde, e vocês já sabem, pois já escrevi mil vezes, sou capaz de enxergar meu jardim, minhas flores e minhas frutas, sem precisar de muito esforço, sem contar que posso dimensionar os cantos de meus pássaros, neste reduzido, mas adorável recanto,que chamo de meu.
Hum!!!!
Ninguém tem nada, meu bem
A não ser que tu também
Estejas sempre à sonhar
Pois, os sonhos são os mais profundos,
são como poços, bem fundos
que a dor, não pode alcançar.,
Pronto, já fiz uma poesia, como um vício que me acompanha e me ajuda por todo o tempo, principalmente se tenho que tomar decisões, mesmo as mais pequeninas, mas que não sendo rotin…

BOM DIA!!!

Dentre as iniciativas que tive nesta vida, com certeza, instalar um chuveirão no quintal dos fundos de minha casa, foi providencial. Imaginem, neste calor abrasador, depois de um dia de trabalho, poder tirar a roupa e se banhar a princípio, numa água morna, afinal, os canos estão quentes e logo depois, ela chega fria, quase gelada, arrancando gritos de um suposto susto. Delícia, meu Deus!!!!! Pois é... Tudo isto acontecendo sob um céu estrelado, tendo a seu lado a vida em sua pujança, estimulando e fazendo crer na mais autentica simplicidade, o quanto é muito bom se sentir existindo. Depois, já refrescado, sentar-se à mesa e comer aquela comidinha que sobrou do almoço e que o micro-ondas, generosamente esquentou para você. Que coisa boa, meu Deus!!!! Agora, se ao fazer tudo isto, ao seu lado existir “aquele” amor, bem... Aí, tudo fica perfeito. BOM DIA!!!! Que nesta quinta-feira, até mesmo o chuveiro de seu banheiro possa lhe lembrar que você existe e merece ser feliz. Um beijinho carinhoso em v…

SAUDADES

Neste final de tarde, deste domingo ensolarado e abrigado de paz ouvindo Vinícius de Morais e Toquinho, automaticamente começo a escrever e minha mente, em companhia de meu coração, viaja rápido para encontrar a minha linda Ipanema de sonhos coloridos e de uma juventude ingênua que os anos vividos, não conseguiram apagar. Ipanema, de um Rio de Janeiro que infelizmente só resiste em sua leveza nas lembranças de gente que, como eu, a viveu em seu esplendor de donzela elegante, coberta de um romantismo hoje impossível de ser identificado, seja lá ou em qualquer outro lugar. Ipanema, das águas frias e dos sois abrasadores, das areias quentes e dos céus estrelados, das dunas revestidas do verde vibrante da vegetação rasteira, das calçadas largas, das pessoas sorridentes. Ipanema, do chopinho antes do almoço, do sorvete do Morais, dos doces da padaria Eldorado que, depois, virou Regininha. Ipanema, da Visconde de Pirajá, do ônibus Urca/Leblon, do bonde do Bar Vinte, da Rua Aníbal de Mendonça e …

NESTE FINADOS, VIVA A VIDA!!!!

De repente, senti uma vontade imensa de deixar um registro expresso de como eu gostaria de ser lembrada, claro, depois que eu “passar desta para melhor”, “morrer”, “fenecer “e etc.. Confesso que nem me lembro exatamente quando comecei a pensar nisto, mas com certeza, lá vai muito tempo em que me incomoda pensar que na maioria das vezes, a história de uma pessoa é sepultada com ela e só lembrada, quando lembrada, no dia de finados, datas de aniversário ou morte, tudo porque, criou-se o estigma de que falar sobre o morto, guardar coisas de morto e agora, manter na rede social a página de um morto, seja mórbido, doentio, sádico e o escambal. Tá, tudo bem, sempre fui esquisita, afinal, passei a minha vida até o momento, desafiando este sistema repetitivo que insiste em nos manter sob o julgo do medo e, portanto, da inconsciência do fato natural e absolutamente real e intransferível que é a morte. E no que fingimos que ela não existirá para nós, deixamos de valorizar a nossa vida, colocando-a…

O TEMPO, APENAS PASSOU

Em 01 de novembro de 1966, ainda na primavera quente do Rio de Janeiro, apesar de ser feriado, o hábito de acordar pela madrugada foi mais forte e lá estava eu, deitada em minha cama e, também como de hábito, olhava através da janela para o céu, entre os galhos da amoreira da casa do vizinho que insistentes, atravessavam por sobre o muro e sombreavam a varanda de meu quarto e que, com o balançar de seus galhos, transportavam-me ao imaginário nas brisas constantes do meu mar de Ipanema. Lembro-me sorridente que no viajar dos sonhos que eram sempre muito especiais, dava pausas, repetia as cenas, num perfeccionismo incansável, acrescentando, cortando, mas sempre aprimorando, fazendo dos sonhos,  grandes espetáculos da produção solitária da minha fértil, imaginação. Neste dia em especial, não havia nada programado para o feriadão, além da ida a praia (se não chovesse), mas na véspera de finados, quase sempre chovia, mas quando se mora a beira da praia e se é adolescente, este é um detalhe q…

FELIZ DA VIDA

A pitangueira ainda resiste à invasão dos pássaros e minha aos seus frutos e ainda é possível encontrar algumas amoras que tentam resistir aos ventos marinhos que insistem em balança-las num frenesi contínuo, todavia, as seriguelas já começam a embonecar verdinhas, formando belos cachos como que para me lembrar que em breve estará faceira, servindo a mim e aos atrevidos pássaros. Nesta sequência de aromas e sabores, o ano foi passando e agora, neste finalzinho de outubro, posso encantada com a vida, lembrar das frutas do Conde, das mangas e das acerolas que este meu generoso jardim já me ofereceu, além das rosas e dos narcisos que perfumaram carinhosamente os meus dias. E entre delícias e alegrias, sigo apenas, agradecendo à vida... Um beijinho saboroso e perfumado para você que pacientemente lê os meus escritos, desejando um começo de novembro repleto de paz, num exercício constante de vida amorosa com a sua própria vida e com o universo que a abriga. Porque meus amores, ela é bonit…

PRESENTES DA NATUREZA

As pitangueiras estão em festa, fazendo coloridos os seus galhos e alegre o meu paladar, enquanto a amoreira vai se despedindo desta temporada, deixando ainda pender de seus galhos longos e flexíveis as derradeiras amoras que disputo acirrada com os passarinhos, a doçura de seus sabores. E neste mesclar de cores e sabores, fico feliz e sorrio ao pensar na minha infantilidade em disputar com os pássaros, sabedora de que jamais estarei à altura dos astutos e rápidos companheiros, afinal, enquanto eles batem as asas e beliscam os sabores, eu bato minhas asas e voo para deles extrair, poesia e emoção. No final, somos muito iguais e juntos sugamos o néctar desta natureza, que nos nutre e nos inspira, fazendo de nós, tão somente, seres livres, acostumados que estamos a bater nossas asas, em rumos nem sempre lembrados, nem sempre vivenciados. Vai uma pitanga, aí ? Tá doce que nem mel... Que neste final de domingo, o sabor de sua fruta preferida, adoce o seu paladar e a sua alma também.
Um b…

EFEITOS COLATERAIS

Se para agirmos com ética em qualquer instância pessoal ou em sociedade, precisamos fazer escolhas e estas devem vir na sequência de análises, discussões e possíveis revisões pessoais, pois estas determinarão nossos atos e consequentes reações, como exercermos tão arriscada inerência cotidiana sem que recebamos uma gama variada e rica de subsídios que nos forneçam parâmetros?
Como decidirmos genuinamente, quanto as nossas escolhas, se de pronto estamos tolidos por leis de fundamentação moral que enterram sem qualquer direito a apelações, os valores que até à pouco, formaram nossos caráteres e consequentes escolhas?
Estariam todos os conceitos errados e teríamos vivido de forma inconsequente e desastrosa por todos os tempos?
Como vivenciar os novos valores de forma ética, dentro de um equilíbrio razoável de convivência tanto no pessoal quanto na sociedade, se a cada instante, vemos fenecer toda a conjuntura de valores éticos  que representaram a nossa sustentabilidade pessoal?
Penso qu…

TRAVEI EM NOME DE JESUS

Estou a alguns dias tentando escrever sobre o natal e nada, absolutamente nada surge em minha mente. De repente tudo que vejo é um imenso branco. Talvez seja o fato de que preciso ser o mais fiel possível as tradições religiosas e sinceramente, com estas, eu não tenho qualquer afinidade. Por mais que eu me esforce, jamais consegui enxergar Jesus como a maioria e muito menos relacioná-lo a festas totalmente destoantes da concepção que tracei deste homem fantástico que optou em tirar de si, todo e qualquer hipocrisia fundamentalista e abrir-se para a vida que ainda muito jovem percebeu existir intensamente em si. Jesus que despertou para os sentidos, lembrando-nos do quanto precisávamos direcioná-los na formação de nossas emoções e consequentes sentimentos. Jesus que traçou éticas a serem compreendidas e aplicadas no cotidiano das pessoas, buscando-as no interior de si mesmo no relacionamento com o tudo o mais a sua volta. Jesus que conseguiu se despir das vaidades, por compreender qu…

QUE COISA HEIN...

Fico pensando no quanto o fanatismo de qualquer natureza pode se transformar num indutor destrutivo das posturas humanas.
O fanático, perde o senso avaliativo de seu próprio comportamento emocional, não se enxergando e tão pouco se ouvindo, pois caso contrário estaria com o seu senso crítico na ativa e perceberia o quanto está sendo inadequado na defesa irracional de sua crença, seja ela qual for.
É possível observar neste período político o fanatismo de certas criaturas, que insultam as demais por pensarem diferentemente delas e não percebem que usam as agressões pessoais, por não disporem de argumentos sustentáveis.
Olho pro céu e peço a Deus, perdão para estas criaturas que colocam em si mesmas, viseiras e abas laterais que as impedem de terem uma visão mais ampla do que seja respeito às diferença.

ATENÇÃO COMPRADA

Desde sempre em minha vida, busquei exaltar através de meus escritos, falas e interação com os demais, a alegria, o positivismo, a solidariedade, enfim, sentimentos que valorizassem o bem viver.
Procurei não cultivar mágoas, tristezas, desilusões e tão pouco usei o desabafo com os próximos, fossem amigos ou parentes como válvula de escape, justo por acreditar que a repetição de qualquer tipo de sofrimento, só o torna indissolúvel na mente e na alma.
Acreditei por todo o tempo que deveria extrair dos momentos difíceis, apenas sólidos e consistentes lições que me serviriam de embasamento para não mais querer voltar a vivenciá-los.
E pensando e escrevendo sobre esta minha forma de conviver comigo mesma e com os demais, também reconheço que em muitas ocasiões fui muito exigente no meu convívio com os demais, onde certamente a humildade do reconhecimento quanto as percepções alheias, foram por mim negligenciadas , pois esperava delas o mesmo entendimento, desconsiderando fatores primordiai…

MUITO MAIS

São vinte metros de frente, reservada por um alto muro branco, onde o sol permanece iluminando e de onde estou, bem de frente, posso enxerga-lo refletindo alguns galhos de minha frondosa mangueira.
Bailo meus olhos ao redor do espaço que me separa do muro e posso ver além da mangueira, o cajueiro, os coqueiros de troncos longos, meus dois pés de limões, assim como a seriguela e minha enorme paixão que são as amoras que de tão carnudas e doces, preciso dividir com os pássaros.
Claro que existem as flores com suas cores distintas e seus perfumes apaixonantes e o já não tão jovem piso de grama que cobre como um tapete perfumado o meu pedaço de paraíso de que tanto amo.
Olho então para o céu, num ritual diário e me vejo acobertada pelo mais belo sol que me aquece.
Nos dias de chuva, sinto-me renovada com a bendita água que mais que lavar a terra, matando a sede do restante da natureza, lava-me simbolicamente a alma, renovando-me a cada gota que sinto escorregar pelo meu corpo.
As noites belas …

RECOLHENDO CACOS

Os ventos estão tão fortes que mais parecem os de agosto, envergando coqueiros, balançando galhos, derrubando frutos, despetalando flores. Os sons do farfalhar das folhas são agitados, nervosos, pouco amigável, fazendo o mar se encrespar e o meu corpo arrepiar. Os pássaros ressabiados procuram, me parece, inutilmente um lugar seguro para se abrigarem, um abrigo mais tranqüilo para, então, voltarem a cantar. A natureza me parece zangada, aborrecida certamente conosco que incansavelmente a ferimos com nossas ações destruidoras, numa ingratidão sem limites, numa indiferença que se ainda não a matou de todo, certamente já despertou nesta tão poderosa, mas também generosa senhora, momentos de impaciência que ela expressa desabafando, através de seus ventos fortes e de suas lágrimas de chuva em forma de tempestade. De repente, tudo parece que começa a se acalmar... É a mãe natureza que enxuga as lágrimas, sufoca os gritos, faz calar o pranto. E num ritual de recolher os cacos, assim como ela, lam…