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Mostrando postagens de Setembro, 2013

TUDO A SEU TEMPO

Estou aqui entre os sons do silêncio de um amanhecer e os cânticos dos pássaros que se esforçam na projeção de suas mensagens de boas vindas a mais um dia que, pelo visto, será ensolarado. Em minha mente de escrevinhadora do universo, desfilam fatos e fotos que minhas retinas treinadas e incansáveis registraram vida afora, e eu, na ansiedade saudável de meu dom, absolutamente natural, novamente registro em forma de crônicas, relatos ou poesias para que jamais se percam, envelheçam ou morram. Enquanto escrevo, seja aqui agora, ou há  algum tempo, passado, presente ou quem sabe futuro, ondas vibracionais do meu corpo,  como energias de minhas intenções,  de mim se desprendem, formando ”tornados saudáveis”, que ligeiros, percorrem a vida além de mim, tornando-me universal. Exatamente para onde vão não sei, mas posso a qualquer instante reencontrá-las, pois estejam onde estiverem sempre retornam a mim em forma de intuição, ou abre-alas nos corações alheios. Ontem, assim como na semana passada…

APENAS REFLETINDO...

Estou aqui no meu sempre cantinho da sala, ao pé da janela, apreciando o domingo nascer e é claro que minha mente vaga no já visto e sentido, numa retrospectiva que já me acostumei a fazer e que, confesso, abre enormes portas à minha imaginação, levando-me a fazer associações que, geralmente, tendem à minha sempre preocupação em criar mecanismos que sejam não só viáveis, mas principalmente úteis à melhoria da condição humana, sobretudo em relação a sua bendita necessidade de pertencimentopessoal. Nunca em tempo algum que pude observar ao longo de minha vida, as pessoas estiveram tão voltadas à individualidade e, ao mesmo tempo, tão absurdamente carente do estreitamento coletivo. Também, sou obrigada a registrar o fato doloroso das pessoas em meio à solidão de suas existências, não poderem romper a névoa do politicamente correto, levando-as gradativamente a tenebrosas mudanças nos seus comportamentos sociais, violando assim o pouco que lhes restava de valores de satisfação íntima, em pro…

É BONITA...

Quando a lembrança da finitude me toca, penso logo em tudo quanto vou deixar de enxergar e sentir, penso logo nas pessoas e nas coisas maravilhosas com as quais convivi até o momento, e ao invés de sentir tristeza, sorrio, ainda pensando que por estar viva, só a capacidade de recordar, fazendo de cada lembrança uma oração de agradecimento, também me inspira a buscar novas e entusiasmadas esperanças de que a minha finitude, não tenha pressa. Penso nela, como uma viagem que um dia não poderei mais adiar e, então, sinto uma estranha pressa interior que estimula todo o meu ser em querer a, cada instante, apenas vivenciar o melhor, fazendo de minhas vontades espertas selecionadoras de qualidade que me sejam afins, não me permitindo, seja conscientemente ou não, abraçar o inadequado, numa bendita compreensão de que a minha permanência nesta expressabilidade de vida, só vai diminuindo e, com certeza, não posso perder tempo algum. Penso também nos abraços e nos beijos, nos sorrisos e nos acenos…

COMUNICADO

Como cronista e responsável pelas minhas declarações jornalísticas e pessoais, declaro a quem interessar possa que me preservo ao direito de ser e de pensar independentemente da aceitação ou não por parte de quem me ouve ou lê, apesar de procurar em todas ocasiões também respeitar e preservar os direitos, assim como a integridade moral dos mesmos. Estando à frente de dois programas da rádio oficial da cidade de Itaparica, compreendo a fundamental importância de minha conduta pessoal e profissional em levar aos ouvintes e leitores a total isenção político-partidária evitando maximizar ou minimizar as notícias em prol de qualquer sentimento íntimo que não seja o de tão somente ser a voz das pessoas que buscam apoio através de nossas comunitárias ondas sonoras. Como humanista, estudiosa da evolução humana nos seus variados aspectos, sobretudo o psicossocial, busco no decorrer deste meu trabalho não colocar o meu ego como prioridade, pois compreendo a extensão do que represento à frente de …

E aí..

Pensando nas manifestações nacionais que vem ocorrendo ao longo destes poucos meses, lembro comparando imediatamente com as motivações dos jovens do passado e, acima de tudo, também recordo as posturas dos integrantes do “Diretas já” e penso que a diferença está justo na “evolução”  de hábitos e costumes e, principalmente, na absurda diferença de objetivos, já que naquela época ainda existia  pelo menos a sensação de ética reinante, tanto nos meios políticos, como na condução de hábitos e costumes do povo. O acesso aos bancos escolares em 1964, com certeza era pífio em relação aos dias de hoje, mas meu Deus, se faltava letramento, com certeza sobrava educação. Penso nisto, todas as vezes que me vejo tentada a aceitar as falácias que chegam onduladas em meus ouvidos como se fossem verdades indiscutíveis, porque, afinal, hoje é moda distorcer-se isto ou aquilo, num sensacionalismo emocional perigoso e destrutivo. Penso nisto, todas as vezes que encontro o letramento, representado por criat…

EU SEI QUE VOU TE AMAR

Ao contrário da letra da música que se eternizou no cancioneiro nacional, eu finalmente, há quase doze anos, já não sonho em viver um grande amor, pois desde então, nos reconhecemos e nos entregamos num misto de paixão e companheirismo, num constante flerte amoroso que nos integra a cada instante. Daí, não me importar com os ciúmes e as invejas alheias, porque, afinal, somos inseparáveis pela união de energias que nos fortalecem.
Vim de longe, seguindo a trilha que a intuição indicava, com a certeza inabalável de que iria, em um momento qualquer, encontrar e reconhecer o meu pedacinho de paraíso, meu chão, meu pertencimento.
E aí, eu penso, que “Se todos fossem iguais a você, que maravilha, viver”!!!!!!
Hoje, neste sábado de 7 de Setembro, que despertemos nossos corações, para que possamos, finalmente, enxergar e sentir nossa cidade tal qual ela é em sua original grandeza, fazendo-a assim florescer, desabrochando-a do ostracismo em um reconhecimento e também gratidão pela paz, beleza e o…

EU PRECISO...

Todos os dias, pelo menos nos últimos, tento escrever sobre os acontecimentos políticos locais e nacionais e, simplesmente, não estou conseguindo e ainda ficando com um sentimento de fastio enorme, como se nada mais existisse para se escrever. Sabedora de que isto não é verdade, insisto, mas nada tem deslizado de minha mente e, então, passo a lamentar como uma velha rabugenta, querendo a todo custo encontrar novos argumentos de convencimento pessoal, frente ora a mesmice, ora o “interesseiro descaramento político”que me cerca. Como voltar a escrever sobre a influência que o poder exerce sobre determinadas criaturas? Tantos pensadores já o fizeram e na realidade sem uma conclusão à respeito desta capacidade humana em ser egoista, insensível, arrogante, prepotente, cruel na busca das glórias e benécias que os poderes oferecem e ao mesmo tempo serem capazes de despertar admiração, paixão e extrema devoção. Ah!... Meu pai... Hoje é quinta-feira e o dia amanheceu ensolarado. Gosto de sentir es…

ABERTURA DA COMEMORAÇÃO DA ENTREGA DA COLETÂNEA TUPINAMBÁ

Começamos, agradecendo a Sr.ª Dalva Tavares, diretora desta casa, assim como a sua eficiente e competente equipe pelas décadas de buscas e realizações em prol da cultura e da educação desta cidade, abrindo as portas desta biblioteca a todas as formas de expressões artísticas. Ontem, foi um dia muito especial e que ficará registrado na história da Rádio Tupinambá e da cidade de Itaparica e particularmente da minha história pessoal, pois foi  por indicação da direção desta casa, que neste ambiente do saber, em 29 de março de 2010, fui agraciada com o prêmio maior que um escritor pode sonhar, que foi minha posse na ALER - Academia de Letras do Recôncavo Baiano -, para ocupar a cadeira número 16, cujo patrono é o Ilustre itaparicano, professor Ernesto Carneiro Ribeiro. A partir desta data, senti-me ainda mais motivada e na obrigação maior de promover a educação em nossa cidade, por reconhecer ser este o único caminho capaz de fazer evoluir pessoas e cidades, com base estruturada na consciên…