domingo, 29 de setembro de 2013

TUDO A SEU TEMPO


Estou aqui entre os sons do silêncio de um amanhecer e os cânticos dos pássaros que se esforçam na projeção de suas mensagens de boas vindas a mais um dia que, pelo visto, será ensolarado.
Em minha mente de escrevinhadora do universo, desfilam fatos e fotos que minhas retinas treinadas e incansáveis registraram vida afora, e eu, na ansiedade saudável de meu dom, absolutamente natural, novamente registro em forma de crônicas, relatos ou poesias para que jamais se percam, envelheçam ou morram.
Enquanto escrevo, seja aqui agora, ou há  algum tempo, passado, presente ou quem sabe futuro, ondas vibracionais do meu corpo,  como energias de minhas intenções,  de mim se desprendem, formando ”tornados saudáveis”, que ligeiros, percorrem a vida além de mim, tornando-me universal.
Exatamente para onde vão não sei, mas posso a qualquer instante reencontrá-las, pois estejam onde estiverem sempre retornam a mim em forma de intuição, ou abre-alas nos corações alheios.
Ontem, assim como na semana passada, pude encontrá-las e identificá-las através de benditas criaturas nesta minha também lida de tão somente ser uma incentivadora de instantes amorosos.
Amorosidade pela vida, e por tudo quanto de tão simples, tem si tornado banal.
Amor pelo toque, amor pelo olhar fraterno, amor do apenas “olá, como vai você?”, amor da compaixão, da solidariedade, amor do “estou aqui”.
Minhas retinas não se cansam de buscar subsídios, minha mente não se cansa em processá-los, e muito menos a minha vontade em incansavelmente registrar, todo um bem querer que, afinal, sempre existe em algum lugar.
Os pássaros já não estão tão próximos, ouço-os um pouco mais à distância, por outro lado, já posso enxergar o jardim em sua beleza singular, e então, penso no tempo, neste comandante persistente e tenaz, que em função de tudo que dele esperamos, se transforma em certos momentos em audaz e cruel ditador, mas que se aprendermos a conhece-lo e a respeitá-lo em seu ciclo diário, fazemos dele parceiro e, então, tudo nos vem a seu tempo, abrindo portas, reservando espaço para que nos sintamos livres, nos sintamos plenos.
Pensando e registrando neste amanhecer bendito, posso sentir no tempo certo os efeitos de tempos passados, que neste instante se transformam em sentimentos e estes em energias, que tal qual o tempo, persisto em emanar, abrindo assim espaço para poder sentir, poder estreitar e, finalmente, agradecer pelo meu tempo que sempre chegou a tempo para não me deixar esquecer que a vida é bonita, é bonita e é bonita.
Portanto, nestes instantes em que o tempo me favorece, lembro registrando e agradecendo, o privilégio de ter abraçado, lindas criaturas que nem sempre conseguiram  assim se reconhecerem, mas que para mim, são cada qual, pétalas das mais perfumadas flores que ao se juntarem às minhas vibrações, se transformam na mais bela flor, deste meu jardim que transcende do lugar comum, da banalidade, da coisa pouca.
Para as minhas pétalas encantadas e coloridas Tereza, do Jardim Nova Itaparica, Altamira, do alto das Pombas, Pina, do Parque das Amoreiras,  Marli do Alto do santo Antônio e da Piedade, do Galvão, um enorme beijo desta escrevinhadora apaixonada, que fez da sua própria vida uma contínua busca de preciosidades.
 Desejo a vocês, um contínuo gozo de satisfações, reabastecimento amoroso de pura vida.
A luz que inicialmente me permitiu reconhecer meu jardim, neste momento surpreende-me invadindo a sala, despojada e irreverente como eu, apenas para me lembrar que a primavera chegou.
Ela chegou a seu tempo e com ela a chance de todos nós em abraçar a vida sem medo de ser feliz.


domingo, 22 de setembro de 2013

APENAS REFLETINDO...

Estou aqui no meu sempre cantinho da sala, ao pé da janela, apreciando o domingo nascer e é claro que minha mente vaga no já visto e sentido, numa retrospectiva que já me acostumei a fazer e que, confesso, abre enormes portas à minha imaginação, levando-me a fazer associações que, geralmente, tendem à minha sempre preocupação em criar mecanismos que sejam não só viáveis, mas principalmente úteis à melhoria da condição humana, sobretudo em relação a sua bendita necessidade de pertencimento  pessoal.
Nunca em tempo algum que pude observar ao longo de minha vida, as pessoas estiveram tão voltadas à individualidade e, ao mesmo tempo, tão absurdamente carente do estreitamento coletivo.
Também, sou obrigada a registrar o fato doloroso das pessoas em meio à solidão de suas existências, não poderem romper a névoa do politicamente correto, levando-as gradativamente a tenebrosas mudanças nos seus comportamentos sociais, violando assim o pouco que lhes restava de valores de satisfação íntima, em prol de um falso acolhimento que não satisfaz, apesar de oferecer aparentes vantagens que, se a veste no exterior, certamente em nada a embala em seu íntimo de criatura humana que, verdadeiramente, precisa ser afagada.
Constato entristecida que também jamais presenciei tantos conflitos entre o Deus e o Diabo, impondo a culpa e o castigo nas criaturas, ficando ambos como senhores dominadores que escravizam, levando-as a refugiarem-se nas compensações momentâneas que se sucedem, roubando assim o senso da continuidade, tão necessário ao desenvolvimento natural da relativa posse que ampara e oferece o sentido de estar pertencendo, estimulante natural da capacidade que todos trazem em si de proteção amorosa a si e ao tudo mais ao seu redor.
Vejo agora, a variedade de espécies de pássaros matinais, cantando cada qual com suas características próprias em uma harmoniosa sincronia, produzindo sons que mais que encantam a mim e, portanto, a vida, enobrecem  a si mesmos que pela fidelidade de suas naturezas se destacam em suas benditas singularidades, formando um tom de conjunto, que sinfônica humana alguma foi, até o momento, capaz de reproduzir.
A Primavera chegou e com ela as cores e os perfumes, ingredientes mágicos capazes de alterar posturas e sentimentos, através das emoções.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

É BONITA...


Quando a lembrança da finitude me toca, penso logo em tudo quanto vou deixar de enxergar e sentir, penso logo nas pessoas e nas coisas maravilhosas com as quais convivi até o momento, e ao invés de sentir tristeza, sorrio, ainda pensando que por estar viva, só a capacidade de recordar, fazendo de cada lembrança uma oração de agradecimento, também me inspira a buscar novas e entusiasmadas esperanças de que a minha finitude, não tenha pressa.
Penso nela, como uma viagem que um dia não poderei mais adiar e, então, sinto uma estranha pressa interior que estimula todo o meu ser em querer a, cada instante, apenas vivenciar o melhor, fazendo de minhas vontades espertas selecionadoras de qualidade que me sejam afins, não me permitindo, seja conscientemente ou não, abraçar o inadequado, numa bendita compreensão de que a minha permanência nesta expressabilidade de vida, só vai diminuindo e, com certeza, não posso perder tempo algum.
Penso também nos abraços e nos beijos, nos sorrisos e nos acenos que recebo a cada dia, num somatório fantástico, com os quais me viciei a conviver e que, sem dúvidas, são os responsáveis diretos pelas minhas opções diárias, fazendo-me seguir sem titubear pelas veredas da absoluta tranquilidade em só desejar a cada milionésimo de segundo a estar em êxtase com os meus sentimentos, direcionando-os sempre a esplêndidas perspectivas, pois não posso, ainda, abrir mão desta minha permanência que, afinal, é bonita, é bonita e é bonita.
Hoje, por exemplo, vou visitar duas lindas criaturas que fazem parte deste meu universo de permanência existencial e para comemorar a primavera que chega amanhã, sorrindo, levarei para elas, flores, expressão completa de minha alegria por estar viva e poder com elas conviver.

Para você que, pacientemente, leu os meus pensamentos, mando uma rosa imaginária, na cor de sua preferência, desejando um dia de muita luz e que a primavera, amanhã, chegue também para você para lembrá-lo com alegria de que a vida é bonita, é bonita e é bonita.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

COMUNICADO


Como cronista e responsável pelas minhas declarações jornalísticas e pessoais, declaro a quem interessar possa que me preservo ao direito de ser e de pensar independentemente da aceitação ou não por parte de quem me ouve ou lê, apesar de procurar em todas ocasiões também respeitar e preservar os direitos, assim como a integridade moral dos mesmos.
Estando à frente de dois programas da rádio oficial da cidade de Itaparica, compreendo a fundamental importância de minha conduta pessoal e profissional em levar aos ouvintes e leitores a total isenção político-partidária evitando maximizar ou minimizar as notícias em prol de qualquer sentimento íntimo que não seja o de tão somente ser a voz das pessoas que buscam apoio através de nossas comunitárias ondas sonoras.
Como humanista, estudiosa da evolução humana nos seus variados aspectos, sobretudo o psicossocial, busco no decorrer deste meu trabalho não colocar o meu ego como prioridade, pois compreendo a extensão do que represento à frente de emissora do porte, estrutura e filosofia de trabalho da Rádio Tupinambá FM, junto a população que a ouve e que espera mesmo que inconscientemente receber a verdade acompanhada de, principalmente, parâmetros de educação e respeito.
Penso que em tempos tão conturbados é preciso que cada profissional e pessoa tentem resgatar valores estruturantes para que em um futuro próximo o conviver respeitoso e fraterno não seja exceção, mas uma regra natural entre as pessoas.
Agradeço a compreensão de todo aquele que me prestigia ouvindo a Rádio Tupinambá FM.
Aproveito para lembrar que para mim a vida é bonita, é bonita e é bonita, e tudo o quanto eu puder fazer para que também o seja para os meus semelhantes, o farei.
Obrigado a todos e até daqui a pouco com o Show da Manhã.


domingo, 8 de setembro de 2013

E aí..


Pensando nas manifestações nacionais que vem ocorrendo ao longo destes poucos meses, lembro comparando imediatamente com as motivações dos jovens do passado e, acima de tudo, também recordo as posturas dos integrantes do “Diretas já” e penso que a diferença está justo na “evolução”  de hábitos e costumes e, principalmente, na absurda diferença de objetivos, já que naquela época ainda existia  pelo menos a sensação de ética reinante, tanto nos meios políticos, como na condução de hábitos e costumes do povo.
O acesso aos bancos escolares em 1964, com certeza era pífio em relação aos dias de hoje, mas meu Deus, se faltava letramento, com certeza sobrava educação.
Penso nisto, todas as vezes que me vejo tentada a aceitar as falácias que chegam onduladas em meus ouvidos como se fossem verdades indiscutíveis, porque, afinal, hoje é moda distorcer-se isto ou aquilo, num sensacionalismo emocional perigoso e destrutivo.
Penso nisto, todas as vezes que encontro o letramento, representado por criaturas que acesso a tudo tiveram, disputando valores com fatos em detrimento da fome e da miséria, num macabro ensaio de subida há algum tipo de poder.
As coisas mudaram e, assustada, percebo que para pior, já que nada mais se respeita, e que nenhuma instituição pública e a maioria das privadas permanecem de pé em sua honradez e credibilidade aos olhos e ao conceito popular.
Os impropérios, as agressões, as mentiras e as distorções são as tônicas que se apresentam, descaracterizando, assim, a convivência menos cruel, que naquela época ainda existia, mesmo sem letramento, mas certamente com a bendita  educação doméstica que atravessou séculos, formando pessoas, que sabiam dizer: obrigado, por favor, me dê licença.
Gente jovem que respeitava gente mais velha e político que, mesmo pouco honesto, conseguia manter o mínimo de vergonha na cara.
Hoje, cada um diz o que quer, e cada um faz o que bem entende, num balaio de gatos sem hierarquias, disciplinas e maiores responsabilidades, que não seja o de por todo o tempo querer se dar bem, num duelo titânico entre o Deus e o Diabo, residentes e atuantes em cada postura, seja da criança ou do velho, do simples ou do arrogante, numa disputa de espaço em meio a uma vida, urbana ou suburbana, pra lá de miserável.

Mudaram-se os tempos, perderam-se os focos, restando tão somente o interesse exclusivo de cada um.

sábado, 7 de setembro de 2013

EU SEI QUE VOU TE AMAR


Ao contrário da letra da música que se eternizou no cancioneiro nacional, eu finalmente, há quase doze anos, já não sonho em viver um grande amor, pois desde então, nos reconhecemos e nos entregamos num misto de paixão e companheirismo, num constante flerte amoroso que nos integra a cada instante. Daí, não me importar com os ciúmes e as invejas alheias, porque, afinal, somos inseparáveis pela união de energias que nos fortalecem.
Vim de longe, seguindo a trilha que a intuição indicava, com a certeza inabalável de que iria, em um momento qualquer, encontrar e reconhecer o meu pedacinho de paraíso, meu chão, meu pertencimento.
E aí, eu penso, que “Se todos fossem iguais a você, que maravilha, viver”!!!!!!
Hoje, neste sábado de 7 de Setembro, que despertemos nossos corações, para que possamos, finalmente, enxergar e sentir nossa cidade tal qual ela é em sua original grandeza, fazendo-a assim florescer, desabrochando-a do ostracismo em um reconhecimento e também gratidão pela paz, beleza e o tudo mais que tem para oferecer. Ela certamente está esperando por um carinho amoroso de cada um de nós.
Pense, sinta e diga:
ITAPARICA, eu te amo!!!!!!!!!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

EU PRECISO...


Todos os dias, pelo menos nos últimos, tento escrever sobre os acontecimentos políticos locais e nacionais e, simplesmente, não estou conseguindo e ainda ficando com um sentimento de fastio enorme, como se nada mais existisse para se escrever.
Sabedora de que isto não é verdade, insisto, mas nada tem deslizado de minha mente e, então, passo a lamentar como uma velha rabugenta, querendo a todo custo encontrar novos argumentos de convencimento pessoal, frente ora a mesmice, ora o “interesseiro descaramento político” que me cerca.
Como voltar a escrever sobre a influência que o poder exerce sobre determinadas criaturas?
Tantos pensadores já o fizeram e na realidade sem uma conclusão à respeito desta capacidade humana em ser egoista, insensível, arrogante, prepotente, cruel na busca das glórias e benécias que os poderes oferecem e ao mesmo tempo serem capazes de despertar admiração, paixão e extrema devoção.
Ah!... Meu pai...
Hoje é quinta-feira e o dia amanheceu ensolarado. Gosto de sentir este calorzinho  que vem chegando de mansinho, secando as poças d’água, fazendo crescer o capim, aquecendo o meu coração, meu corpo e impulsionando-me a querer voltar a escrever qualquer coisa, que não seja sobre política e políticos, qualquer coisa, que não seja tão absurdamente repetitivo.
Olho lá fora, e novamente respiro fundo, pensando no 7 de Setembro que lá vem chegando.
O que será?
Que será!

Eu preciso escrever, mas o que, pelo amor de Deus?   

domingo, 1 de setembro de 2013

ABERTURA DA COMEMORAÇÃO DA ENTREGA DA COLETÂNEA TUPINAMBÁ

Começamos, agradecendo a Sr.ª Dalva Tavares, diretora desta casa, assim como a sua eficiente e competente equipe pelas décadas de buscas e realizações em prol da cultura e da educação desta cidade, abrindo as portas desta biblioteca a todas as formas de expressões artísticas.
Ontem, foi um dia muito especial e que ficará registrado na história da Rádio Tupinambá e da cidade de Itaparica e particularmente da minha história pessoal, pois foi  por indicação da direção desta casa, que neste ambiente do saber, em 29 de março de 2010, fui agraciada com o prêmio maior que um escritor pode sonhar, que foi minha posse na ALER - Academia de Letras do Recôncavo Baiano -, para ocupar a cadeira número 16, cujo patrono é o Ilustre itaparicano, professor Ernesto Carneiro Ribeiro.
A partir desta data, senti-me ainda mais motivada e na obrigação maior de promover a educação em nossa cidade, por reconhecer ser este o único caminho capaz de fazer evoluir pessoas e cidades, com base estruturada na consciência do bem comum.
Encontrei na pessoa do Sr. Cláudio da Silva Neves e dos senhores Paulo Catharino Gordilho, Paulo Blanco, Antônio Ricardo Alban,  José Eugênio Barreto e Adriano Tavares, associados da Associação Beneficente, Cultural e Comunitária Tupinambá, o apoio  necessário para a realização  deste que não é mais um sonho, mas uma conquista diária, portanto, reafirmo  a convicção, neste instante de mais uma realização pessoal e profissional, que todo aquele que tem o privilégio de receber da vida oportunidades de exposição de seus talentos pessoais, tem o dever de incentivar o talento alheio, esteja ele onde estiver em sua comunidade.
Neste dia bendito, a Rádio Tupinambá, através de seu Diretor Geral, Jornalista Roberto Couto, vem à Biblioteca Juracy Magalhães Jr.,  esta  que é a legítima preservadora  do saber e da cultura itaparicana, entregar a Primeira Coletânea Tupinambá aos seus ilustres participantes que representam com seus poemas, crônicas e contos, alguns variados segmentos de nossa sociedade local, afinal, são  políticos, donas de casa, funcionários públicos, comerciantes, professores, fotógrafo, etc, não fechando suas páginas, também,  a um francês que dia após dia, veio revelando seu talento no resgate e preservação da cultura itaparicana e, portanto, merecedor de compartilhar desta promoção cultural.
Que Deus, abençoe a todos.

31.08.2013