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Mostrando postagens de 2018

ADEUS 2018

No meu caso em especial são tantos os adeuses que é melhor eu nem contar, opto em ficar neste que acaba daqui a poucas horas, num simbolismo de encerramento necessário, a fim de que nós, seres humanos, possamos dar uma profunda respirada, acreditando que, em seguida, chega um novo ano que nos compensará pelas perdas e danos.
Esperança, otimismo, é o que nos move e celebrar novas perspectivas é que nos impulsiona a continuar a jornada, num toma lá, dá cá, de sentimentos e emoções.
A todos os amigos restritos ao face ou aqueles cujo cheirinho e o calor de um fraterno abraço, já pude sentir, o carinho e gratidão por mais um ano de companhia, rogando a Deus que os convença nos momentos difíceis que sempre vale a pena viver, pois toda esta maravilha que é a terra e o universo, propiciam vidas e precisam das nossas vibrações amorosas para que continuem a girar, propiciando mais e mais vidas.
Um beijo na alma de todos e até 2019!

Banana Split

Dizem que recordar é viver e reviver momentos especiais e, gente, não é que é verdade...
Hoje por exemplo, do nada, lembrei do dia em que minha mãe cedeu aos meus insistentes pedidos e me levou numa sorveteria na orla de Copacabana para saborear o tão sonhado e famoso lançamento que estava na moda e nos desejos juvenis: “banana split”.
Nem eu sequer imaginava o que seria a tal da banana split, além de deduzir que seria feito à base de bananas, mas a imaginação criara fantasias e sabores estupendos e, de repente, quando finalmente a garçonete colocou a travessa diante de mim, o silêncio da decepção foi tanto que só me lembro da gargalhada de minha mãe, sempre muito palhaça e bem- humorada, dizendo:
- Mas é isso que você queria? Por que não me explicou que eu teria feito lá em casa e bem mais barato.
Pois é, recordar esta decepção, não me faz esquecer das delícias da sorveteria de frutas do Morais na Visconde de Pirajá, esquina com Garcia D’avila, em Ipanema no Rio de Janeiro, onde saboreei…

CULTURA ESQUECIDA

Jamais entendi por que as culturas locais da maioria das cidades são apenas lembradas em épocas pontuais em apresentações se adequando ao nível de desenvolvimento de cada região.
Concordo que sou uma chata observadora que não se conforma com o que fazem com as culturas ao usá-las como se fossem macaquinhos vestidos com trajes ultrajantes que eram presos aos realejos para tirarem a sorte de quem ia nos parques e circos de antigamente.
Alguém ainda se lembra ou chegou a conhecer?
Esta semelhança aviltante que, em dado momento, surgiu em minha mente ainda criança fez com que eu rejeitasse tais apresentações, pois fui compreendendo que por trás destes grupos culturais existem pessoas lindas, resistentes, em sua maioria carentes, que se condicionaram a ter luz apenas em datas especiais.
No restante do tempo são esquecidos e marginalizados; e isso sempre me revoltou, já que são na realidade a representatividade da história de um povo, uma cidade, uma civilização.
Desculpem o desabafo, mas é que …

O TEMPO E AS CONSTATAÇÕES

Pois é, este é um período em que somos estimulados a fazer retrospectivas de nossas vidas, até mesmo para que possamos nos perdoar pelas absurdas situações banais que permitimos que roubassem de nós as delícias de um tempo que repetimos como papagaios que passa rápido, que é trem bala e etc., e tal, mas que na realidade é apenas mais um refrão que propriamente uma conscientização. Pessoalmente, como parte de meus estudos, sempre pratiquei o hábito da retrospectiva no meu cotidiano, todavia, ainda assim, sempre fui uma perdulária, gastando sem dó minutos preciosos com o que, depois, percebia ser tolices, baboseiras e nada mais. Bem, este lero lero é apenas uma introdução para contar que, nos últimos anos, preocupei-me mais em viver utilizando na prática todo os meus duros aprendizados e que tem dado certo. Imaginem vocês que ao invés de sofrer por perceber que estou velha, prefiro sorrir e me sentir confortavelmente agradecida quando vejo fotos ou encontro amigos e parentes que deixei por…

REFLETINDO

O princípio, meio e fim de tudo, há de ser a própria criatura no seu egoísmo íntimo de estar e permanecer bem, pois só assim, poderá desenvolver a generosidade da compreensão em relação aos demais.

O TEMPO E O PERDÃO

Oficialmente, o verão começou na noite de ontem, o Natal está à porta e um novo ano se aproxima rapidamente, como se tivesse muita pressa de virar a página do livro de nossas vidas, buscando novas perspectivas e um motivo a mais para seguir em frente com otimismo e disposição.
Sentados em nossas cadeiras na varanda, nos aliviando do calor do verão, no outono de nossas vidas, ainda repletos de muito entusiasmo em nos restaurar das muitas queimadas das quais sobrevivemos, mas que deixaram algumas marcas que não incomodam mais e outras que apenas existem para que não esqueçamos que o fogo existe e as labaredas podem se não matar, mas, com certeza, sufocar o melhor de nós, se não estivermos atentos aos apelos cruéis do sistema que criamos e mantemos, como reféns da “síndrome de Estocolmo” a nos aprisionar por todo o tempo.
E neste ir e vir de lembranças doces e também de expurgos emocionais, chegamos à conclusão de que nascemos e crescemos na melhor época do século 20; e dele saímos para um…

APENAS UMA PRAÇA?

Pensei em escrever sobre o valor de uma praça, até porque, existe um terreno na pista, próximo de minha casa em Ponta de Areia, que há anos apelo às autoridades do município para que a mesma se transforme em uma área de turismo e lazer, pois a cobiça de oportunistas e vereadores, também há anos está de olho nela. Creio que juntamente com as ruas, a praça seja um dos mais importantes espaços públicos, desempenhando um papel fundamental no contexto das relações sociais de qualquer cidade, pois agrega pessoas e através delas é possível desenvolver-se as trocas de ideias. Na antiguidade, os gregos e romanos chamavam-nas de ÁGORA ou Fórum e tinham como objetivo promover o conhecimento e a cultura, através da exposição de ideias. Por ser um bem público, deveria contar com permanente manutenção, assim como com uma severa vigilância, a fim de se proteger um patrimônio cujo valor é inestimável para o convívio social. Do romantismo ao esporte, shows, brinquedos, arborizações, espaço livre para o ó…

NATAL, NÃO É UMA ÉPOCA COMUM ...

Ontem, dei uma volta pela cidade e não vi um enfeite que lembrasse que estamos numa época simbólica chamada Natal.
E aí, como um vício que não consigo superar, comecei a ponderar se os mesmos são necessários ou se a despesa economizada faz relevante sentido.
Novamente, como um vício, pensei nas pessoas e no quanto estão sofrendo, seja na prática de suas sobrevivências, seja no seu emocional, pois o excesso de realidades, geralmente ruins, feias e dolorosas, pede socorro ao lúdico.
Chego a conclusão que nada mais faz sentido na mente e nas ações dos políticos do que suas conclusões pessoais, ficando o povo como mera peça útil à mercê de suas prioridades, que jamais se encontram em harmonia com as deles, principalmente as crianças que já possuem tão poucas referências do, apenas, belo.
Tudo muito incoerente, já que dizem combater a sempre crescente violência.
Aqui em Itaparica, não existe meio termo, afinal, ou se é 8 ou 80, num poupurri constante de absurdos considerados prioritários em det…

POIS É...

Ultimamente, ando meio afastada das redes sociais, e hoje, surpreendi-me com um recadinho de um querido amigo que sentiu a minha falta e, então, começo feliz, agradecendo, afinal, nos tempos atuais, ser lembrado sem “aparecer”, anda difícil.
Bem, mas seguindo nas situações que chamam a minha atenção, venho reparando que as pessoas de um modo geral, nas grandes cidades, comportam-se de forma no mínimo incoerente diante de algumas situações. Vejamos:
O Jornal Nacional, de uns dias passados, mostrou a ladroagem que ocorre em bandos, compostos de adolescentes que enquanto um dá uma gravata na vítima, outras duas tiram dela bolsas e celulares, num ataque relâmpago, não dando à mesma qualquer oportunidade de defesa, e tudo isso com sol a pino e centenas de outras pessoas em volta. 
Reparei, abismada, nas fisionomias apáticas, sem qualquer expressão de susto, medo e, até mesmo, foi possível observar uma indiferença que não poderia existir, pois sequer a vítima encontrou solidariedade de consolo…
POR UM MUNDO MELHOR

Neste final de ano, sem fugir ao padrão de meu comportamento reflexivo, ainda me surpreendo com a capacidade humana em ser totalmente desconectado com a vida, até mesmo quando imbuído das melhores intenções, apoiando campanhas filantrópicas, participando de mutirões de caridade ou doando seu precioso tempo em ações voluntárias, mas, ao mesmo tempo, aceita passivamente envolver-se de cercas elétricas, blindagens de veículos, lavando as mãos, tal qual Pilatos, quando se vê diante dos incontáveis abusos praticados pelos seus semelhantes.
O Natal está chegando e, nem assim, a miséria emocional humana consegue dar uma trégua na sua insanidade generalizada.
Louvado seja um Jesus que compreendeu tudo isso muito claro e tentou com o seu próprio exemplo, evidenciar o amor, característica única capaz de humanizar um tudo mais que nos caracteriza e que nos flagela, transformando-nos a cada instante em seres alucinados, perdidos e amargurados que, por total desespero, finge que s…

DESOLADA.

E aí, de todas as minhas incompreensões em relação às posturas e avaliações humanas, existe um aspecto que sinceramente foge à minha lógica de entendimento, ou seja; como uma pessoa pode se horrorizar com um assassinato, um estupro e desconsiderar um crime de corrupção pública? A ausência do sangue explicito ou das dores emocionais e sistêmicas no que se inclui a fome , a miséria e as mortes por falta de total assistência de todas as naturezas das vítimas e dos algozes, empana a empatia,a solidariedade e a repulsa de algumas pessoas que, afinal, não são assim tão poucas e que me levam a pensar que, verdadeiramente, somos uma raça chamada humana sem qualquer entendimento no tocante a vida. Apontamos o dedo e gritamos por justiça em relação ao preconceito, ao feminicídio e a tantos atos repugnantes que nós, seres ditos humanos, somos capazes de produzir com nossas mãos e mentes, mas desculpamos, apoiamos e defendemos até as nossas forças se esgotarem a todo aquele que desvia dinheiro públ…

REFLETINDO

Estou aqui pensando que não é gratuita a violência que tem nos assolado de todas as formas possíveis, afinal, ela é o troco maldito de nossas compras constantes e desregradas. Acusamos uns aos outros, discordamos sem ponderar, amamos sem critérios, desconfiamos sem causas evidentes e matamos se somos contrariados. Transformamos as redes sociais em válvulas de escapes de nossos infernos íntimos, fazemos de nossos semelhantes sacos de pancadas e escondemos as traves de nossos olhos, apontando freneticamente os ciscos alheios. Nos sentimos guerreiros combatendo o mal, num endeusamento doentio, onde somos Deus e o Diabo ao mesmo tempo, onde gritamos por justiça e por ela nos tornamos vítimas e algozes. Pouco mudou em nós, apesar das muitas evoluções. Afinal, continuamos escravos da insistente insanidade. Vaidade sorrateira, arrogância camuflada. Humildade produzida com as folhas secas da insensatez. “Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horr…

ANGU COM CAROÇO

Tem muito mais caroço neste angu que, nós pobres mortais brasileiros, possamos mensurar. E esta deliciosa e nutriente fonte de alimentação que nossos ancestrais popularizaram, mas que os mineiros eternizaram ao complementar com o guisado de frango com quiabo, na realidade, nos porões governamentais de nosso “Brasil”, sempre foi o quitute preferido de nossos ilustres políticos, independentemente da região, do status corporativo ou seja lá do que fosse. Todavia, como em todas as fartas refeições, as sobras são inevitáveis, jamais faltou bocas famintas para delas se fartarem e assim, de angu em angu, foram se esquecendo de bater devidamente os caroços, e aí, restou sempre para a galera, que somos nós, os senzalistas convictos das infinitas ignorâncias governamentais, os duros, secos e sem qualquer sabor caroços que, por muitos, devido à fome, ainda são chupados, mas para outros, tornaram-se abusivos e desnecessários, resultado do descaso de cozinheiros desatentos que há muito já deveriam t…

PENSANDO

É preciso que exercitemos a capacidade de compreender que é bem mais eficiente que o apenas, tolerar. A tolerância tem vida curta e ainda é capaz de desencadear distonias pessoais, que fatalmente, extrapolam e deixam rastros, possíveis de serem enxergados e sentidos em nosso sistema social.

Hábitos

O dia sequer amanheceu por completo e já me sinto desperta como uma criança que não pode esperar para dar início as suas estripulias e no meu caso em particular, centrou-se numa necessidade absurda em escrever tudo quanto pulula na mente como se dela quisesse escapulir. Quando eu era criança, contava minha mãe que eu falava enquanto dormia à noite, tudo quanto vivenciara no dia e que, portanto, dizia ela: - “Cuidado, pois se mentir para mim, à noite saberei a verdade”. Quem disse que mãe também não sabe ser cruel? O relutar em dormir, nada mais era que o medo de falar demais e ser apanhada numa mentirinha. Que coisa, viu... Mais tarde descobri que se escrevesse bastante, além de pintar o sete, meu sono seria tranquilo e, assim, o hábito se formou e o tenho até hoje, começando cedo a despertar a mente, fazendo dela minha fiel aliada, a fim de que nada, absolutamente nada, passe batido ou se transforme num apenas parece isso ou aquilo, que mais tarde possa se transformar numa falsa realidade,…

PALAVRAS QUE SE TORNAM ARMAS.

De quando em quando, o sistema traz à tona expressões até então desconhecidas da grande massa e as mídias as colocam em evidência nos diálogos de atores e jornalistas, transformando-as em corriqueiras, quando na realidade poucos são aqueles que verdadeiramente sabem seus reais significados. Atualmente, palavras como polarização, extremismo, resiliência e fascismo, tornaram-se banais, todavia, se por algum motivo a pessoa que a pronuncia precisar explica-la é possível constatar-se os equívocos que advirão e que a meu ver, hoje e sempre, foram grandes responsáveis quanto ao desenvolvimento cruel do preconceito social que é tão sério e danoso quanto o preconceito cultural que abraça hábitos, costumes, cor, gênero etc., alastrando-se como rastilho de pólvora, sem qualquer lógica maior que a indução midiática. O bom senso, a gentileza, os bons hábitos e a curiosa generosidade individual em querer entender seja lá o que for, tem sido substituído por midiáticas expressões, que imediatamente co…

COMUNICADO

Compartilhar uma postagem, não necessariamente reflete minhas crenças pessoais, todavia, tem como objetivo estimular o diálogo aberto a todos, pois sou do tempo em que o aprendizado ia além dos bancos escolares. Acredito que a participação nas redes sociais, além de divertimento e descontração, também é uma oportunidade valiosa de se ampliar visões pessoais, vislumbrando culturas e sabedorias diferenciadas, o que em todos os tempos dos relacionamentos humanos, garantiu o desenvolvimento dos mesmos. Portanto, deixo registrado neste instante, a desagradável surpresa ao constatar a posição do Senhor Carlos Bastos, ilustre integrante deste grupo que com palavras grosseiras, perdeu a oportunidade de mostrar aos demais integrantes deste, suas argumentações em relação ao assunto em questão. Estamos vivenciando tempos de intolerância difíceis de serem contornados. E a falta de respeito é o primeiro e fundamental quesito que mantém a chama do preconceito acessa, fazendo doer a alma de todos nós. …
MERGULHO EM SI MESMO ... Moldar um barro cru ou uma pedra virgem, será sempre mais fácil e criativo que restaurar um velha e danificada peça, seja ela de qual material for. A tarefa primeira de toda criatura é consigo mesma, pois a partir de si, o tudo mais irá se aperfeiçoando, já que suas vibrações e presença, seja física, vibracional ou escrita será sempre um motivador, um restaurador e no mínimo um estímulo. E com o mesmo carinho que deve ter com a certeza de sua colaboração evolutiva aos demais, vigie a soberba, que é sempre uma parceira inadequada, mas sorrateira o suficiente para adentrar nas almas dos mais humildes e bem-intencionados. Toda manifestação de raiva e decepção é um ato de vaidade, afinal, a criatura pensa: - Como pode isso estar ocorrendo comigo? Achar-se imune e soberana às intempéries da convivência é e será sempre a forma mais camuflada da vaidade dominar com a sua disfarçada presença. Um ser equilibrado, racional e emocionalmente compreende que está exposto ao tudo m…

DE INTELIGENTE A SABICHONA ...

Sinto que estou emburrando através dos anos, desde que me percebi sendo impedida de discutir ideias e ideais, tendo como limites, o devido respeito aos parceiros das discussões. Ainda me lembro, e não faz assim tanto tempo, o quanto aprendi com meus mestres, amigos, patrões, colegas de escola e faculdade, nos intermináveis círculos de bate-papos que podiam acontecer em qualquer local, até mesmo, nas areias da praia ou nos meios fios das calçadas. É... Ainda sou do tempo em que todos os locais públicos eram redutos de gente sadia, pensante e livre. Saudosismo? Melancolia? Sim, bastante, afinal qual a graça em se sentir por todo o tempo tolhido, preso e amordaçado, física, emocional e intelectualmente. Não estou fazendo utopias de um passado recente, pintando de cores belas um cotidiano que perfeito nunca foi, lembro apenas que o mesmo não pisoteava a mente, sufocando e criminalizando opiniões. Preconceitos existiam e eram bem definidos, mas por mais que me esforce, não consigo lembrar da exc…

ABRAÇANDO O MUNDO

São cinco horas da manhã e já abracei o mundo através da minha frondosa mangueira que acredito que sempre está à espera do meu carinho, como devotada guardiã de meus desejos e necessidades e é claro, da minha sempre gratidão. Enquanto abraço o mundo, sinto que meu corpo se energiza e minha mente se tonteia, abrindo espaço para uma espécie de alucinação generosa e amiga que me remete a um estado de certezas que recarrega meu físico e consequente, mente, num colóquio de minutos de perfeita integração entre eu, fagulha e o universo, infinito. Bom dia a quem me lê, desejando que o infinito seja sempre o limite do seu amor à vida.

Apenas um olhar amoroso

Ontem, assisti no FITA ao show da Gal e voltei para casa me percebendo estranha e, como sempre, não banalizo desconsiderando minhas emoções e vou fundo na busca dos por quês e, geralmente, logo detecto o foco deles, todavia desta vez não consegui me concentrar pois estava chorosa, mas sem lógica nas razões possíveis, já que encontrei quase todas as pessoas que me fazem bem e o tudo mais estava impecável, começando pelos drinques do querido Rogério Santana. Já em casa, o tempo foi passando e nada, então, fui dormir com os olhos marejados e com a mão amiga de meu Roberto fazendo cafuné, num consolo doce e aconchegante. O dia amanheceu e cá estou mais que relatando uma fração dos meus instantes, pois finalmente consegui compreender a minha sensação de vazio e quase tristeza em meio a tantos apelos de descontração, pois percebi que não eram impressões novas, pois remeteu-me ao Fita do ano passado, onde também senti igual estranhamento, mesmo sendo alvo da honra de nele estar no palco partic…

Somente ganhos e nada mais.

Tempo bom que não volta mais, justo porque jamais deixou de ter continuidade até o momento presente, reservando a cada época, seus encantos e desencantos, mas todos sempre regados a uma profunda parceria de vida e liberdade. Não sentimos saudades exatamente porque não houve interrupção no êxtase do companheirismo. Não sentimos falta, exatamente porque se consolidou a cada instante, no reforço de vínculos amorosos de sustentabilidade. Não há saudade do perdido, pois nada, absolutamente nada, se perdeu nesta trajetória onde pelo caminho foram descartadas “coisas’ para abrirem espaço para os sentimentos amorosos que cresciam e se fortificavam. E entre o céu e a terra, não existe espaço vazio, perdido ou desencantado, existindo somente um jardim plantado a cada dia de nossas existências, tendo um caminho firme entre os canteiros, por onde com pisadas firmes e mãos dadas, seguimos ao encontro da universalidade, onde o fim jamais existiu e a eternidade aguarda de abraços abertos. Louvado sejam…

SE FICAR O BICHO COME...

Chove lá fora nesta manhã de domingo trazendo um friozinho ameno e um frescor necessário, aliviando os ensolarados e calorentos dias desta primavera que promete um verão ainda mais intenso, pelo menos por estas bandas do Nordeste de águas mornas e céu sempre brilhante. Primavera atípica devido não só a proximidade das eleições, mas também pela especificidade na forma da população exercer seu papel de cidadão votante, o que não é inédito, mas com certeza, bastante expressivo e ao mesmo tempo preocupante, pois deixou bem nítido o separatismo humano e político que se criou e se consolidou durante esses quase 14 anos de gestão petista no executivo do país. Tudo passou a ter dois aspectos expressivos, sendo um lado de bandeiras múltiplas de pensares e quereres e, por outro, um conservadorismo sem pautas de discursos, vocação ideológica e acomodação nada confortável, numa quebra de braço onde, a meu ver, o conservadorismo foi sendo sufocado ao poder invasivo, desafiador, destemido e sem cerim…

BABOZEIRAS FEMINISTAS

Quem foi que disse que mulher executiva, seja lá em qual profissão for, não pode também ser mãe, dona de casa, adorar cozinhar e ser ainda uma mulher cheirosa, boa de cama e feliz? Por que temos que escolher ser isto ou aquilo quando podemos ser tudo, pois temos natureza para tal, sem precisarmos nos lamuriar pelas jornadas duplas, triplas, sendo simplesmente as protagonistas de nossa história de apenas mulher. Incoerência geral é querer se casar, ter filhos, manter uma profissão promissora e ainda ficar lamentando as duras jornadas, se é previsível e sem qualquer surpresa as inerências que advém de tantos desejos e consequentes realizações. Falo por experiência própria, pois trabalhei a vida inteira, eduquei dois filhos, cozinhei os mais saborosos quitutes, lavei pilhas imensas de fraldas de pano, quando o dinheiro era escasso, amei maravilhosamente bem. Parece que é vergonhoso se mostrar feliz, fazendo tarefas comuns e corriqueiras, aliadas às profissões de destaque, numa cafonice trist…

OLHEM A HIPOCRISIA ...

Desde quando o Brasil precisa de um Bolsonaro para alastrar a violência? As balas perdidas e os esfaqueamentos, violações de todos os níveis, assaltos e roubos, mortes e agressões de todas as ordens, começaram agora na campanha eleitoral ou vem nos últimos 15/20 anos devastando todo sentido de paz em qualquer rua, bar, esquina ou casa de alguém? A culpa não seria do aumento populacional, perda de parâmetros éticos e morais, famílias destruídas por um modernismo alucinado, onde tudo pode e é permitido, estímulo do se dar bem a qualquer preço, institucionalização de uma corrupção desumana que oferece farelo com uma mão e com a outra, toma sem dó e piedade todos os direitos de base e sustentabilidade de uma sociedade, enriquecendo uma casta de políticos e puxa-sacos sanguessugas insaciáveis? Faço um esforço imenso de não dar opinião, mas confesso que me é impossível ver os desmandos acontecendo debaixo de meu nariz e, ainda, tentar me convencer que nada realmente tenho com isso. Como não me…

RECOLHENDO CACOS

Os ventos estão tão fortes que mais parecem os de agosto, envergando coqueiros, balançando galhos, derrubando frutos, despetalando flores.
Os sons do farfalhar das folhas são agitados, nervosos, pouco amigáveis, fazendo o mar se encrespar e o meu corpo arrepiar.
Os pássaros ressabiados procuram, me parece, inutilmente um lugar seguro para se abrigarem, um recanto mais tranqüilo para, então, voltar a cantar.
A natureza me parece zangada, aborrecida certamente conosco que incansavelmente a ferimos com nossas ações destruidoras, numa ingratidão sem limites, numa indiferença que se ainda não a matou de todo, certamente já despertou nesta tão poderosa, mas também generosa senhora, momentos de impaciência que ela expressa desabafando, através de seus ventos fortes e de suas lágrimas de chuva em forma de tempestade.
De repente, tudo começa a se acalmar...
É a mãe natureza que enxuga as lágrimas, sufoca os gritos, faz calar o pranto.
E num ritual de recolher os cacos, assim como ela, lamento pela r…

OPÇÃO ...

Na medida em que vamos envelhecendo, vamos também neste processo nos tornando mais sensíveis às coisas do mundo, com certeza porque os sentidos já infinitamente abastecidos das mazelas assimiladas ao longo da caminhada, pedem socorro de formas diferenciadas.
E aí, dizemos:
-Nossa!!! Fulano depois de velho, está isto ou aquilo.
Na realidade, contabilizamos as nossas emoções, construídas uma a uma durante nossas vidas e, a depender de nossas naturezas, reforçadas ou remodeladas pelos nossos históricos existenciais, tornamo-nos mais ou menos isto ou aquilo, mas, indiscutivelmente, não se pode negar que os resultados são oriundos dos sentidos cansados pelo ofício ininterrupto de filtragem, a fim de amenizarem os efeitos processuais da mente e, então, se rebelam em aflitos apelos por compreensão e paciência.
No meu caso em particular, percebo que, como comunicadora e estudiosa das emoções humanas, já não estou aguentando tanto horror produzido por um sistema humano, que vem exacerbando em seu …

QUE COISA, VIU! ...

A violência há décadas vem crescendo assustadoramente, assim como os excessos também vieram se agregando nas forças policiais, num tsunami sem freios, e nós, até o início das eleições, apenas reclamávamos e nos conformávamos com os rumos de nossa sociedade, apenas rogando a Deus que não nos atingisse diretamente. 
Creio que devemos parar de falácias e encararmos o fato de que precisamos estancar a sangria e, concomitantemente, criar políticas sociais que sejam abrangentes e eficazes. Abrangentes, pois precisam abraçar a população de um modo geral, sem que haja qualquer separatismo envolvido e eficaz na sua qualidade. Educação diferenciada e abrangente não se faz construindo apenas unidades e distribuindo diplomas, mas agregando valores que possam verdadeiramente, estruturar crianças e adolescentes, assim como adultos mais adequados ao convívio social e profissional.
Passadas as eleições, como tantas outras, as mazelas permanecerão crescentes em relação a tudo se como povo em uma democra…

RECONHECIMENTO NÃO É MÉRITO E SIM OBRIGAÇÃO.

. Ontem foi um dia particularmente feliz, pois pude ler uma mensagem da prefeita Marlylda Barbuda anunciando que a linda e bucólica Misericórdia, será asfaltada.
Gostei sempre tanto desta localidade que a foto do meu perfil do Facebook sempre foi o seu lindo e acolhedor cais, onde já desfrutei de momentos muito especiais na companhia de pessoas simples, mas absolutamente autênticas e sinceras em seus sentimentos.
 Esquecida por longo tempo, se vê agora lembrada e isso é para ser comemorado por todo aquele que, morando ou não na Misericórdia, é capaz de reconhecer a necessidade de renovar as esperanças em relação às suas próprias demandas pessoais, quanto a sua rua e a sua comunidade. Pessoalmente, aguardo também que a alegria que ora sinto, se intensifique, quando o asfalto cobrir a orla de Ponta de Areia e o calçamento da minha bendita rua. 
Viva portanto, a certeza de que "tudo vale a pena se a alma não é pequena" (Fernando Pessoa).

BEIJO BOM COM SAL

Momentos especiais da vida são inesquecíveis e sempre que podemos, copiamos ardorosamente o já vivido e em cada ocasião uma sensação diferente, mas todas recheadas de emoção. Delícia é sentir o beijo bom com sal, possível de ser vivido e repetido, entre o sol ardente e as águas salgadas de nossas praias encantadas. E aí, você também já deu e recebeu aquele beijo bom com sal em um dia ensolarado, onde nada mais existia, além de você, seu amor e a vida pululando dentro de si, em sensações gigantescas? Hummm, bom demais da conta!!! Com certeza, só em lembrarmos, nos tornamos pessoas mais sensíveis e por um instante, revivemos momentos de pura felicidade.

TEMPOS ATUAIS

As emoções pululam como pererecas no brejo e isto não é nada mal, aliás é ainda muito bom pensar e constatar que as pessoas, mesmo tendo perdido muitos parâmetros e consequentes lógicas, ainda bravamente conservam resquícios de cidadania, mesmo que distorcidos em sua grossa maioria.

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE ...

Os rumos sedentários dos caminhares humanos até o momento, e tudo indica ainda por muitos tempos, permanecerão atávicos em suas ações e reações, como se permanentemente se enxergassem em campos de batalha, nem que seja duelando com eles mesmos, numa insanidade impossível de ser compreendida pelas raras e preciosas almas, cujas evoluções já se iniciam ainda no ventre, pois trazem em suas composições formatórias as energias advindas de outras naturalezas, cuja base é a vida e tudo quanto nela resida de natural, forte e resistente.
Estudar, buscando conhecimento desta humanidade, só tem uma única função, que é a de se enxergar para, então, procurar corrigir as distorções sempre encontradas pela força destrutivamente poderosa da conivência, que não pede licença e tão pouco se dispõe a colaborar.
As contaminações são inevitáveis pois não há quem consiga permanecer cada instante presente em contínuo alerta.
Todavia, o conhecimento de si e do tudo mais, estrutura e fortalece, criando mecanismos…

INTERAGINDO COM O UNIVERSO ...

A tua dor é maior porque vem acompanhada da consciência da perda de quase tudo, inclusive da ingenuidade em acreditar tão somente na capacidade da humanidade em sobrepujar-se ao mal.
Amiga, o mal é convincente, colorido e despido das proibições.
O mal ilude com se bom fosse, na posse integral das almas. Conheces, tão somente uma pequena parte do universo terreno e és incapaz de mensurares a potencialidade do ser humano em burilar o mal a seu favor.
A vaidade que para ti é jamais, para a maioria é sempre, aguçando egos, aliciando mentes, corrompendo almas.
Não te iludas, esta é a raça humana na sua permanente dualidade, da qual, tanto tens escrito, se bem que sem grandes convicções, já que és uma eterna admiradora da grandeza e potencialidade que o humano é capaz de ser e produzir.
O sopro das brisas em tua vida é tão somente a vida através da natureza te saudando a cada amanhecer e em todos os instantes em que te permites relaxar e apenas ser.

VERDE E AMARELO

Eu vivi o antes e o durante da ditadura do seu início ao seu fim, assim como conheci de perto e na pele os efeitos de ferir os seus princípios e, apesar disso, posso garantir que mesmo não sendo o ideal sonhado, foi um tempo onde a juventude verdadeiramente foi feliz, pois éramos livres para criar todas as maravilhas que hoje, a juventude tenta conquistar ou usufruir, sem, no entanto, terem a real liberdade para tal. Éramos setenta milhões de brasileiros, ricos, pobres ou remediados, mas éramos um povo que sabia sorrir, compor belas músicas, vencer grandes campeonatos, voar grandes e deslumbrantes céus, nos palcos do cotidiano. A política e os políticos sempre foram oportunistas, os militares vigilantes astutos e severos, mas jamais tiveram a audácia de dividirem o país em brancos e negros, héteros e homos, pobres e rico. As ruas eram parques de diversões a céu aberto, onde as tribos diversificadas faziam suas festas sem cores determinadas, além do verde e do amarelo. Saudosismo, ora se …

DESPERTAR DE VIDA E LIBERDADE ...

Tens razão em calar-te, tens razão em deixares as lágrimas rolarem, afinal este Deus, que agora vês como um manipulador cruel, capaz de vestir-se de cores camuflativas que te envolvem, lançando-te ao breu vivencial, é o mesmo Deus a quem servistes sofrendo, amando, temendo, por cinquenta e quatro anos de tua existência.
Fostes laçada por este Deus e a ele te entregastes desprovida de qualquer recurso de segurança, porque pensavas que a um pai não se necessita precaveres, afinal ele te guardaria, ser onipotente e onipresente seria suficiente para guardar-te de qualquer mal, bastava tão somente que fosses obediente.
E tu o fostes sim, percebo em tuas lágrimas que tentastes com todas as tuas forças ser uma filha fiel, correta, seguindo cada ordem do pai, reconhecendo em seus desejos o desejo sincero de recompensar-te, mantendo-te em segurança constante.
Ah! Mas este teu pai que tanto exigiu desistiu de ti inúmeras vezes, fazendo-te crer que eras uma criatura incapaz de servires ao pai. E te…

Sentindo

E a pequena lágrima rolou pelo rosto, como se fosse uma gota que o universo gentil, oferece como seiva úmida e nutritiva à folha, nem sempre ressecada, mas sempre ávida de um pouco de atenção.
Bom dia!

EU, NA CÂMARA DE VEREADORES ll ...

Pois é, desta vez entrei sorrindo em um ambiente limpo, já refrigerado e perfumado, o que vem provar que pessoas observadoras que falam de inadequações, assim como eu, sempre tem a sua valia, mesmo desagradando aqui ou acolá. Mas o assunto hoje, com certeza, será os arranca rabos entre alguns vereadores e parte da mídia local das redes sociais. Esse filme é antigo e, certamente, começou comigo nas edições do Jornal Variedades e depois com a Rádio Tupinambá, que por algumas ocasiões sofri manifestações de desagravo às minhas considerações, coisa que faço até hoje. Provavelmente, a imensa diferença, resida justo no respeito mútuo que jamais permiti que se ausentasse, e aí, por isso o confronto jamais tenha acontecido, até porque, o meu profissionalismo não abre mão do fator primordial que é o meu carinho real pelas pessoas e a consciência das posturas apropriadas ao ambiente em que me encontre, criando assim uma barreira invisível, mas poderosa, que contém qualquer excesso. Afinal, no meu e…

BOM DIA! ...

Enquanto tomava o café da manhã, senti uma vontade imensa de vir escrever e, então, como uma criança que nada pode esperar, literalmente corri para o computador e aqui estou, feliz, sorrindo e tentando relatar os meus sentimentos em relação à vida. Bom demais... Adoro viver e não me importo se parecer piegas, pois é a minha realidade a cada milionésimo de segundo em que constato o prazer que sinto e que sempre que posso distribuo para quem vive ao meu redor, mesmo sendo muitas vezes criticada, afinal, se sentir continuamente bem, mesmo em situações difíceis, jamais esteve na moda e fez parte do estereótipo social, ainda mais, nos tempos atuais em meio a tantas tormentas e desvios de conduta. O estado de felicidade está associado ao sentimento de gratidão desde quando compreendi o privilégio de estar vivendo, precioso ensinamento que recebi de meus pais que, antes de tudo, não deixaram passar batido, me mostrando as belezas que a vida oferece e que a maioria das pessoas muitas vezes seque…

ENALTECIDA DEMOCRACIA

Nada como a paz de um domingo ensolarado em meio a este paraíso que é a nossa Itaparica, para descansar a mente e deixa-la fluir, indo e vindo através dos anos, décadas, buscando alguma semelhança a qualquer expressão de coerência governamental e, inevitavelmente, perceber sem assombro, mas com uma dosagem razoável de desânimo, que falamos mais que exercemos essa, que deveria ser a bendita democracia. Como se situar como um democrata fiel se sequer nos enxergamos como cidadão, a não ser na defesa permanente do que chamamos ser nossos direitos, mas que, na realidade, são apenas nossos interesses momentâneos, onde o coletivo simplesmente não existe e, sem o senso do coletivo, não é possível compreender a extensão da visão de bem comum e, sem ambos, simplesmente não existe democracia, talvez um arremedo de script, mal escrito através de Constituições flexíveis, juristas tendenciosos, legislativos precários e executivos aprisionados às correntes pesadas e abusivas do poder econômico. E fica…