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Mostrando postagens de 2018

AOS MEUS AMIGOS

Não há nada que justifique mais o meu carinho por Itaparica, quanto a certeza absoluta de que nunca estou sozinha, esteja eu, onde estiver, pois, tem sempre alguém que me acena ou se aproxima para aliciar o meu coração com uma palavra amiga.
Hoje, foi mais uma manhã ensolarada em que, junto ao meu Roberto, saboreava os deliciosos pastéis do Bar do Manoel e da Marisa, apreciando aquele mar pelo qual nos apaixonamos, que novamente fui agraciada com maravilhosas palavras de aconchego e reconhecimento do trabalho que venho realizando nestes 16 anos de comunicadora, seja através do Jornal Variedades por doze anos, seja pela Rádio tupinambá, por seis anos ou pelas inúmeras crônicas que publico em meu blog e no facebook, desde 2009.
Não sei como se chamam e tão pouco onde moram, mas com absoluta certeza fizeram o meu dia ficar muito mais bonito.
Obrigada é tudo que consigo dizer nesta reafirmação diária de que sei de onde vim, não sei para onde vou, mas certamente sei onde estou e sou grata à v…

AGRADECIMENTO

Neste dia especial do amigo, venho agradecer a toda a equipe do CAPS através do Dr, Pablo, Rafael Mendes e Fábio , pelo carinho e atenção dedicados a senhora Rosalina Lima, cadastrando-a no Hospital Juliano Moreira para que a mesma mensalmente, possa receber o remédio de custo elevado. Estendo o agradecimento a Prefeita Marlylda Barbuda por ter autorizado a enfermeira Amanda a liberar a agente comunitária Jaciara a proceder o devido cadastramento em Salvador.
Cuidar de um amigo meu é adentrar no meu coração.
Parabéns e obrigada

GRATIDÃO

Salve os pés macios que levemente atravessam as areias quentes deste deserto árido que as vezes, posso representar. A leveza do ser que se faz presente na minha vida, trazendo consigo o frescor dos orvalhos, o brilho das estrelas, o alívio das chuvas de verão. Bendita a alma que te pertence, bendita pessoa que me ama.

INVERSÃO

Estamos vivenciando uma inversão tamanha de valores, e não é de hoje, afinal, particularmente comecei a me dar conta, lá bem atrás, na década de oitenta se não me falha a memória, e de lá para cá, a coisa se acelerou tanto, que pouco tempo tive para assimilar cada mudança no ser, no pensar e no agir das pessoas. Como uma mula, estanquei em forma de resistência e fui dando passos lentos e prudentes, mas isto não impediu que eu sofresse as intempéries, levando-me em alguns momentos a pensar que curvaria os joelhos e cairia por terra, vencida pelos novos valores com os quais, não só me eram estranhos, como ao conhece-los, rejeitei a maioria. Lá se vão mais de quarenta anos de corrida louca adaptativa com o apenas consolo de não me sentir solitária, já que comigo existe um batalhão de outras tantas que como eu, vai levando sem, no entanto, compreender a perda absurda do belo, do límpido e do verdadeiro.

BOM DIA

Cidadão sério e respeitoso é bem mais que defender e aplaudir., criticar e ofender. É principalmente dar exemplo pessoal no reconhecimento do adequado e crítico ferrenho do inadequado, para que o equilíbrio esteja presente nas ações e realizações de qualquer natureza.
Todo restante é puxa-saquismo e inconsequência.
Que Deus nos ajude a compreender e sermos compreendidos nos propósitos de nossos ideais.
Que a sensatez seja o nosso guia e o amor o nosso estímulo.
Assim seja, hoje e no decorrer desta semana que ora se inicia.

QUEM SABE UM DIA ...

Isenção não é para qualquer um, afinal, o preço é alto a ser pago quando insistimos em só nos ater aos fatos e nada mais. Não há complacência, nem piedade da maioria, se não tendermos o pêndulo de nossas avaliações a um só lado, independentemente da lógica gritante da razão dos fatos, que muitas vezes cruéis, se fazem marcantes onde quer que estejam. Fui à reunião do ex-prefeito de Itaparica, confesso, ainda esperançosa de que de uma forma inédita, o mesmo dispunha-se a ser um aliado no enfrentamento do atavismo administrativo. Qual nada... estamos sós, como sempre, e continuando na dependência das benécias, boa vontade e generosidade dos governos estadual e federal, além da nunca existente atenção de deputados e congressistas, reforçando a tese de que Itaparica é incapaz de mudar por si só sua realidade; esta conscientização, com certeza, não é só minha. Saí frustrada e convicta de que não viverei para ver minha Itaparica verdadeiramente amada, cuidada e respeitada como merece, a não ser…

DESABAFANDO COM UMA AMIGA

O assunto era a presença da Ditadura Militar nos anos 60/70 vivenciado por nós, bem de perto, assim como as artimanhas incansáveis dos comunistas que vestiram a roupagem de uma Democracia que não convenceu.
Assim respondi:
_Exatamente e foi tanto que o povo e as autoridades em geral ofereceram apoio. Eramos jovens, trabalhávamos em jornal, particularmente estive em Conceição e Redenção no Pará no período brabo do AI-5 e nunca nos abordaram onde quer que fossemos. Por que será? Não terá sido porque não empunhávamos a ideologia comunista? Fico ouvindo os artistas, jornalistas e especialistas falando daquele período e se esquecem de mencionar que o povo em geral, vivia em paz, segurança e muita fartura. Só foi preso, apanhou e infelizmente veio a perder a vida, aquele que de algum modo era contra o regime em prol do comunismo. A ditadura do abandono, da roubalheira, da falência institucional, da educação e saúde piores que meia boca, da violência urbana a níveis assombrosos, esta sim, ent…

TOLOS E SÁBIOS

Destes dois atributos mentais, todos nós temos um pouco e ambos nos deixam às margens da loucura, estado de graça existencial, não vivenciado por muitos, usufruído por poucos. Loucura que nos deixa alheios as intempéries provocadas pelos permanentes sábios em suas constantes arrogâncias de jamais se enxergarem tolos também. E quem no espelho cognitivo é incapaz de encontrar em si falhas, segue colhendo o alpiste alheio dos aparentes tolos, para alimentar sua sapiência incauta de falso sábio com as burras repletas, mas com a alma vazia. Tolos e sábios, maravilhosos loucos que enfeitam e aromatizam em permanente integração e doação à vida.

BOM DIA

Pois é, o dia sequer amanheceu e há muito estou ouvindo os grilos, esperando a chegada dos pássaros e desejando que o dia não seja muito chuvoso. Não se trata de insônia, apenas durmo e acordo cedo, pois sou do dia, do sol, dos aromas, das cores e das pessoas, já que o sono eterno para o devido descanso certamente chegará, mas até lá, aguardo cada novo amanhecer repleta de entusiasmo. E aí, enquanto espero, penso e geralmente registro, velho hábito do qual não consigo me desvencilhar, até porque, fez de mim o que sou, uma sempre aluna, revisando o dever de casa. E nesta contínua revisão, percebo quase que assustada o quanto sou resistente, teimosa ou descuidada, por não deixar passar alguns detalhes que, se existissem, certamente facilitariam muitíssimo a minha vida, como por exemplo, enaltecer a hipocrisia, disfarçar o inadequado, enfeitar o sujo e roto. Coisas de Dona Regina...

VEM COMIGO...

Para onde? Itaparica? Para ver lixo, buraco e lama? Isso a gente vê todos os dias. Façam o convite quando a cidade puder receber com mais propriedade, tal qual foi prometida em campanha.
Que tal, parar de pensar em turismo, afinal, a cidade tem talento, mas falta a vocação que depende de fatores que o povo não dispõe, a estrutura não suporta e os gestores desconhecem.
Às vezes, penso que estão escarniando de nossas necessidades, forjando um bem-estar inexistente, camuflando com fotos simbólicas a dura realidade.
Eu e qualquer mortal desta cidade, estaremos sempre aplaudindo quando, finalmente, esta gestão deixar de só apresentar como resultados emendas parlamentares antigas e que agora são oportunas apresentar, feitos de campanha eleitoral do governo do Estado, assim como espalhar a mentira absurda de não ter recursos para efetuar as mais primárias ações e, finalmente, apresentar serviço não em planilhas contábeis de prestações de contas manipuladas, mas em obras e ações palpáveis às mã…

COMO A MAIORIA.

Aos comunistas, disfarçados de socialistas, deixo os meus respeitos aos seus direitos de ser o que bem quiserem, mas por favor, não queiram que eu acredite que amam o Brasil, pois assim é demais. Faço neste instante uma força tremenda para não falar de política, mesmo reconhecendo ser impossível, afinal, por todo o tempo exercemos este atributo do relacionamento humano, mesmo negando a todo instante, como se admiti-lo fosse o maior dos pecados. Está certo que, de uns tempos para cá, o politicamente correto tem sido prioridade, abrindo espaço para a hipocrisia, geradora cruel das explosões emocionais daqueles que sufocados buscam o próprio ar da sobrevivência. Mas como falar explicitamente sem não nos inserirmos neste este balaio de gatos de posturas camufladas e nada verdadeiras? Está tudo muito difícil de se conviver, afinal, apesar de todos os avanços, nunca estivemos tão atávicos. Tudo que sei é que a maioria, no que me incluo, só deseja ser feliz como fui ontem depois de cozinhar um fe…

LEGAL E MORAL

Estou aqui, logo bem cedinho, olhando as postagens no face e atenho minha atenção em uma sessão da Câmara de Vereadores de uma certa cidade em que se discute a redução salarial dos mesmos, e aí, imediatamente penso no quanto são perversas as nossas leis, mas, acima de tudo, o quanto nós, enquanto povo, somos inconsequentes em permitir desde sempre distorções que tornam grande parte delas, absolutamente imorais. A lista é interminável de brechas que incentivam todo tipo de adaptação interpretativa, mas todas com uma lógica subtendida, silenciosa e corrosiva que é a falta de equidade em se tratando de proteger verdadeiramente os interesses do povo, reservando todas as nuances de benefícios a uma casta de privilegiados que, com diferentes vestimentas, não só as fazem, como as interpretam a seus gostos e interesses. Penso também nas gigantescas incoerências que se mostram a cada instante e que, por ignorância também de várias espécies, são aceitas desde sempre. Imagine um povo pobre, carente…

SATISFEITOS SIM, AGRADECIDOS NÃO.

Não podemos continuar a misturar nossas emoções em relação as realizações de nossos gestores, sejam do legislativo, judiciário ou executivo, afinal, tudo quanto realizam é puramente obrigação e o fazem com o dinheiro público, isto é, nosso. Daí o supremo direito de cobrar quando morcegam e não produzem e, naturalmente, aplaudir quando direcionam suas atenções às suas obrigações, cumprindo-as, não porque prometeram, mas porque é a função deles promoverem o melhor para o cidadão, no exercício de seus mandatos. Estamos constantemente invertendo os papeis por causa da simbiose em que sempre vivemos, ora endeusando, ora demonizando, induzidos pela ignorância de nossos próprios direitos. Outra inversão que confunde, mas é extremamente benéfica para os políticos, é justamente o período eleitoral, quando então pipocam realizações, discursos e inaugurações, abrindo as gavetas das emendas parlamentares, que logo se fecham ao dia seguinte das apurações, deixando-nos amargar mais pelo menos um ano e…

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE AMOR ...

Afinal, quase impossível fazer as pessoas ainda jovens compreenderem que os amores jamais são perfeitos e que não cairão do céu como um milagre a qualquer instante. Como explicar a diferença do entusiasmo de um sentimento amoroso? Amor é construção diária, somatório de momentos de doação e superação. Querer estar junto, aceitar diferenças, compreender falhas, estimular alegrias, são fundamentais na concretagem deste sentimento que pode ser traiçoeiro, enganador, levando a criatura a confundi-lo por todo o tempo com uma certa emoção aparentemente igual e envolvente, mas que se esvai como fumaça frente à ventos e tempestades. Brisas são os romantismos que cercam as aproximações. Ventos são as tormentas de diferentes gradações que surgem através do conhecimento da convivência diária. O amor exige investimento, reparos leves e reformas às vezes gigantescas. Amor precisa de talento e criatividade para resistir os efeitos do tempo, desgastes naturais do que aparenta ser igual. E nada permanece imut…

Direitos e liberdade.

Novamente na paz da minha Itaparica, posso afirmar com todo o embasamento possível que este é o melhor lugar para se viver, naturalmente, para aquelas pessoas que, como eu, apreciam a paz, o bendito silêncio, ainda existentes para desfrutar. Por outro lado, não posso de sã consciência desconsiderar que em alguns locais desta mesma cidade, esta paz é coisa do passado e que, na maioria das vezes, as pessoas sem qualquer outra opção são obrigadas a conviver, moldando suas vidas ao horror da violência que sorrateiramente se esconde e se mostra com mil faces diferentes, sempre que lhe é conveniente. Assim, olhando de passagem, o sol brilha, as crianças brincam, o mar continua manso e quentinho, deixando transparecer uma calma há muito perdida e um quê de bucólico, só existente nas lembranças de um tempo onde tudo era diferente, mesmo que com uma aparência de muito atrasada em relação às outras em que a modernidade se fazia presente. E aí, penso no preço que se paga pelo progresso, assim nem t…

AUTO ENTENDIMENTO

Não acredito em mudanças radicais como se fosse possível a alguém, na prática, reformar o quase destruído e estabelecer o nada realizado, tendo como recursos a limitação do tempo de quatro anos, a burocracia pública, a incompetência que geralmente é uma característica e a diversidade complexa das demandas de décadas. Reservo ao meu entendimento, tão somente, a capacidade de um alguém, muito bem assessorado, imprimir um ritmo ininterrupto de reparos paralelos à novas iniciativas. Pensemos nisto, antes de acreditarmos nos inesgotáveis pós de ouro, oferecidos pelos candidatos em campanha ou de cobrarmos as promessas impossíveis de serem realizadas pelos mesmos ao ser eleitos. É preciso que a gente aprenda a observar, analisar, para escolher com mais consciência nossos gestores, para que não seja preciso, como quase sempre acontece, engolir as frustrações dos engodos nos quais, nós mesmos, nos permitimos experimentar com a nossa sempre insensatez cidadã.

ENVELHECER, PARA QUÊ?

Pois é, esta é uma boa pergunta, afinal, se formos pensar utilizando a lógica como atuante principal, chegaremos à conclusão que o envelhecimento só presta na medida em que alguns de nós evoluem em seu campo mental de entendimento e vai se tornando mais esclarecido em relação ao seu papel no mundo, assim como o dos demais. O doloroso é quando precisamos reconhecer nossas próprias inadequações vivenciais e é justo neste processo inicial, capaz de abrir espaço para os demais, que a maioria breca e se acomoda, seja como um ser que se decrépita rapidamente ou busca a fuga do retrocesso, não aceitando o inevitável. O ponto somatório de equilíbrio das experiências vividas com a constatação crítica de sua atuação em suas variantes, transforma a criatura humana no seu processo de envelhecimento num ser capaz de enxergar sem nuvens de camuflagem, suas e todas as demais situações que se apresentarem de forma mais lúcida, o que lhe confere graças à vaidade que lhe caracteriza nas sociedades de con…

O FIO ÓTICO DOS RELACIONAMENTOS

Em regra geral, é o quanto basta para simpatizarmos ou não com alguém, sensibilidade dos sentidos que geralmente não muda ao longo do passar do tempo, nem quando as circunstâncias formalizam um encontro presencial, onde o anonimato da internet não está presente. Pelo menos tem sido assim comigo em todos estes anos de facebook, onde arrebanhei inúmeros parceiros, sendo que alguns deles tive o privilégio de vir a conhecer pessoalmente e não me decepcionei. Entretanto, outros que já conhecia e que migraram para um convívio online foram se perdendo porque, inegavelmente, nada é mais revelador que uma convivência contínua, pois o policiamento consciente de gestos e posturas, palavras e atitudes, vai se aliciando a uma acomodação absolutamente natural, face a familiaridade que se estabelece. E aí, deixamos transparecer detalhes fundamentais da personalidade que fazem toda a diferença e que são determinantes para que gostemos ou não do convívio. Acredito muito nas vibrações energéticas que trans…
INSÔNIA SAFADA Pois é, logo comigo que sempre me gabei de dormir maravilhosamente. Naturalmente, não fujo à regra e me incluo nos fundamentos do ditado popular: “sempre há uma primeira vez”. No entanto, precisava ser num domingo, tendo eu que acordar bem cedo para trabalhar? Minha mente resolveu rebobinar uma vida inteira, e cá estou tentando botar ordem na safada que não está nem aí para a minha aflição por estar acordada como uma coruja esperta em plena madrugada. Mas se ela pensa que vou resistir, tão somente para ela me sacanear adicionando uma boa pitada de ansiedade à minha insônia, está totalmente enganada, afinal, sou pirracenta que nem ela e, numa boa, vou escrevendo e escrevendo sem olhar para o relógio e assim, talvez quem sabe, o sono apareça e eu, finalmente, possa dormir. Do contrário, quando cansar, ligo a TV e deito no sofá, e aí, aquele barulhinho pode me favorecer, mas se o dia amanhecer e, ainda assim, eu estiver acordada, não me farei de rogada, corro para o quarto, de…

SÃO JOÃO, CADÊ VOCÊ?

Este ano, as comemorações foram fragmentadas pelo medo que assola a todos nós em nossas cidades, umas mais outras menos, mas todas, indiscutivelmente, tomadas pela violência, fazendo de cada cidadão brasileiro um refém e sempre vítima de um sistema de força e poder, que se desenvolveu e se fortaleceu na medida em que a UNIÃO DOS ESTADOS BRASILEIROS se enfraqueceu através da corrupção que, como cupim, corroendo até mesmo as cascas de suas instituições, que não foram poupadas. Penso, então, que tudo nesta vida tem no mínimo dois lados, o bom e o ruim, e neste caso, e em tantos outros, talvez sirva de resgate ao bendito convívio de famílias e amigos nas ruas e nas comunidades, fazendo aflorar doridamente uma fraternidade que há muito se perdeu. Quem sabe se a moda pega e voltemos a olhar nos olhos uns dos outros, fazendo da convivência passos seguros de aprendizado, abrindo espaço nas nossas vidas e em nossas consciências da importância do outro, encontrando nele as diferenças que nos comp…

RAZÃO E SENSIBILIDADE ...

Sozinha em meu cantinho encantado e tendo diante de mim a tela do computador, ainda tenho a opção de olhar à minha direita e ver descortinar-se o verde bendito de meu jardim, fonte inesgotável de inspiração. Quem me lê sobre ele, pode até imaginar tratar-se de um chiquetoso recanto produzido pelas mãos de um ilustre paisagista, mas na realidade, ele é resultado de uma natureza rústica, diversa, quase selvagem, mas de uma singeleza absolutamente envolvente, fazendo com que os pássaros dele façam o seu mais constante reduto em busca das frutas e das seivas que os alimentam. E é nesta paz de diferentes tons e aromas que também eu encontro a sensibilidade para fazer de cada brisa, que faz balançar os galhos, impulso bendito para manter desperto em mim o gozo também constante de me sentir existindo, numa gratidão silenciosa, mas suficientemente forte para me manter unida à emoção da alegria, fonte de equilíbrio que me abastece da razão absoluta de me sentir amada pela vida.

FULEIRO, SIM SENHOR...

Sem valor, ordinário, reles. Segundo Aurélio, estes são os sinônimos referentes a fuleiro, palavra que as vezes uso em meus escritos e, até mesmo, quando me olho no espelho e percebo que estou mal vestida ou quando vejo mulheres batendo boca em público como se fossem briguentas de beira de rio ou de algum cortiço de qualquer cidade populosa. Hoje em dia, acrescentei o fuleiro ao meu país, e isto é uma falácia horrorosa que confesso vez por outro expresso, quando na realidade, o povo brasileiro é que é fuleiro na medida em que foi aceitando e se associando a um sistema de governar falido, provocando o flagelamento das instituições e de suas próprias vidas. Trocou o direito em ter qualidade de vida, na sua mais básica expressão, por meia dúzia de coisas que fazem parte de um consumo doméstico, esquecendo-se que o verdadeiro ganho de conquistas advém do acesso a uma educação de qualidade, amparada numa saúde plena e num habitat decente, onde todos de uma família possam crescer através de i…

E aí,

E aí, digo para mim mesma que não vou torcer pelo Brasil em porcaria de nenhuma copa e mesmo fazendo companhia a meu Roberto na sala, insisto em só olhar para o celular respondendo e mandando mensagens, se bem que por enquanto, a bola não está rolando e apenas o chato do Galvão e os robôs, Casa Grande e Ronaldinho, preenchem a tela da TV. Esta é a minha forma de protesto pelo meu Brasil que amo e que está todo arrebentado, com seu povo ora passando fome, ora se matando ora tentando sobreviver em meio a todo um caos de improbidades que se instalou, mas aí, o juiz apita, dou uma olhadinha e imediatamente me vejo sorrindo e deixando o celular no lado da poltrona, porque afinal, sou brasileira sem vergonha, apaixonada e vibrante, rogando a Deus por minha terra, pois sou gente com vontade de chorar, gritar e sorrir ao mesmo tempo, pelo imenso orgulho que sinto e que, filha da puta de político ladrão nenhum, há de sufocar. Ganhando ou perdendo, serei sempre fiel torcedora do meu Brasil.

COMUNICADO

Comunico aos amigos do faceboock que não autorizo a nenhum canal de rede social a colocar qualquer alteração nos meus escritos, inclusive ilustrações, quando os compartilham, sem prévia autorização, pois podem oferecer conotações particularizadas que, infelizmente, não condiz com o meu perfil de comentarista, além de distorcer minhas intenções. Faço perguntas intrigantes com o objetivo de avaliar o grau de entendimento das pessoas sobre o assunto em questão e, ao mesmo tempo, abro espaço para outras pessoas, cujo grau de esclarecimentos se destacam, a fim de trocarmos entendimentos, o que é altamente benéfico, gratificante e se presta a um serviço de esclarecimento e informação à população. Não sou partidária e para quem me acompanha desde minha inserção nas redes sociais em 2009, conhece bem minha linha de observações que visa, tão somente, relevar as boas iniciativas e cobrar, respeitosamente, tudo quanto é esquecido pelo poder público. Quando digo que amo Itaparica sou enfática em re…

Para lugar algum...

Andando pela estrada poeirenta, olho o horizonte, sem fitar o céu. Vou começar a contar minhas passadas para saber o quanto ando para chegar a lugar algum. Não estou triste, apenas realista em relação ao meu horizonte, sempre tão distante, incapaz sou eu de alcança-lo. Enquanto isso, também olho ao redor e encontro frutos esperando ser colhidos, vez por outra avisto uma flor perdida e solitária e lá a deixo para encantar a outros. Sigo o meu caminho para lugar algum, além do meu velho conhecido, aonde reconheço a vida que se dispõe a mim, na sua singeleza que acolhe e me seduz. Lugar algum no fundo, lá distante, onde minhas passadas jamais chegarão, enquanto isso vou aproveitando o trajeto, muito rico e nem tão difícil para alcançar Em parceria com a energia Romero Sacozeth

QUE SE DANE O SISTEMA

Então, neste amanhecer de sábado junino e com a copa rolando na Rússia, na véspera do primeiro jogo do Brasil, euzinha, aqui na nossa querida Itaparica, escrevo sobre o que penso ser relevante, já que para torcer pelo Brasil, já existe muita gente. Penso no quanto nos deixamos seduzir pelos ouros de tolos que nos encantam por momentos específicos e nos flagelam na maior parte do tempo, transformando-nos no povo mais alegre e dançante do planeta, mas também, num país cujo povo é o maior inimigo de si mesmo. Também penso que não é nada fácil escapulir desta constante armadilha de um sistema malvado que nos domina, mas é possível, afinal, muitos como eu conseguiram separar os joios dos trigos, e os joios, são as alucinantes induções que tiram do cidadão brasileiro o senso primário de bem comum, levando-o a acreditar que dançar ao som de um trio elétrico, torcer por uma seleção ou qualquer coisa que o valha faz dele um cidadão participativo. Tudo isso é bom, não restam dúvidas, mas viver ape…

POIS É,

Pois é, estamos no século vinte e um, o homem já foi à lua há exatos cinquenta anos, o muro de Berlim foi derrubado, a Aids foi controlada, o mundo se globalizou através da internet, mas a criatura humana continua dura no entendimento de si mesma e do tudo mais, mesmo ostentando uma mente brilhante para as artes, ciências e tecnologia. Se observarmos o nosso país, aí é que o bicho pega, pois estamos anos luz de atraso se comparado a outros países, bem mais pobres de riquezas naturais, bem menores em seus territórios, bem mais complicados nos seus sistemas climáticos. A grosso modo, possuímos tudo que os demais ambicionam possuir, até mesmo os belos contornos das mulheres brasileiras, isso sem falar de nossa rica Amazônia, das nossas praias que mais lindas não há, das infinitas riquezas minerais, da fartura do petróleo e de tantos outros produtos disponíveis, que no frigir dos ovos, pouco tem servido para melhorar as condições reais de vida da maioria dos cidadãos, principalmente em se …

E AÍ

E AÍ, no recolhimento deliberado em que me encontro no meu paraíso particular de Ponta de Areia, penso nos meus atuais sentimentos que rejeitam sistematicamente meu retorno às atividades na Rádio Tupinambá, casa que por alguns anos sonhei e lutei para chegar e ficar, mesmo sem saber exatamente para quê, já que não havia em meu currículo, qualquer experiência na área. Era a mesma força estranha que por toda a minha vida havia me incentivado a novos desafios, sem muitos questionamentos, apenas um querer quase que irresponsável, uma vontade alucinante de, tão somente, lá estar. E como o tudo mais que me prestei na vida a exercer, tudo deu certo, nada se perdeu, mesmo quando nada mais havia aparentemente sobrado, lá estava eu, de volta aos meus quereres, achando simplesmente perfeito a chance de apenas ter vivido tamanha experiência. E como em outras tantas benditas experiências que deixo ou sou deixada, lanço em meu rosto lágrimas de antecipada saudade que, mais que rolarem e se perderem, e…

VEZ POR OUTRA

VEZ POR OUTRA,o assunto da unificação dos municípios de Itaparica e Vera Cruz vem à tona, numa discussão, para mim, absolutamente desnecessária frente à infinidade de problemas que nos assolam e que, notoriamente, somos incapazes de resolver, aliás, sequer somos capazes de cobrar solução que não seja de forma atabalhoada e geralmente com cunho de rivalidade política. Melhor seria se nos concentrássemos em nossas mazelas territoriais, buscando parceria com nossos vizinhos para juntos encontrarmos soluções que pudessem vir a alivia-las. Somos cidades sem saneamento básico na maioria das residências, sequer conseguimos, em décadas, calçar ruas e avenidas, nossas escolas estão anos luz de uma educação diferenciada da fraqueza encontrada no restante do país, nossa saúde é capenga, porque nunca foi prioridade para nossos governantes, nossa segurança é piada se pensarmos no efetivo da Polícia Militar e na inoperância constante da Polícia Civil. Ora bolas, até 01/01/2017, Vera Cruz estava jogada…

MÊS DE JUNHO

MÊS DE JUNHO, sempre muito especial na minha vida, afinal, representa o período do ano que sempre mais gostei, pois, apesar de beirar o inverno, ainda conserva o sol teimoso do outono, que, insistente, nos aquece. Junho, mês dos Santos e das fogueiras juninas, mês que realça os valores do Nordeste, sua linda e rica cultura, mês que celebra o amor e também o mês em que me casei. Junho, mês das mexericas, carambolas, do agrião, aipim e milho verde. Mês do marmelo, laranja-lima e da erva-doce. Mês da canjica, do bolo de fubá e do amendoim, mas também é o mês dos licores e do quentão. Façamos, portanto, deste junho tão farto e generoso, o nosso farnel de gratidão à vida, abraçando a liberdade que possuímos e fazendo dela nossa força e resistência. E viva o mês de junho, meio caminho deste bendito ano em que você e eu estamos vivos; e só por esta razão já devemos ser felizes.

QUE HORROR!

Que prazer é este que o ser humano tem em ver o outro se dar mal, principalmente se, por algum fator, favoreceu a vida deste alguém, mesmo que seja em menor proporção que a de si próprio. Que coisa horrorosa de se constatar em um local pequeno como o nosso, onde deveríamos torcer pelo sucesso uns dos outros. Inveja reprimida, oriunda de um profundo e constante sentimento de inferioridade que é autoalimentada com a derrocada dos demais. Por diversas vezes, externei minha tristeza por cada prisão, escândalos, exposições abusivas que atingiram muitas de nossas autoridades públicas e privadas, lamentando a ganância que se apoderou de cada um deles, tirando de nós o respeito necessário à figura pública. Isto não significa que sou a favor da impunidade, muito pelo contrário, apenas não fico feliz e não faço desta situação do antes e do depois, uma alegria pessoal, passando por cima como um trator desgovernado de cada um deles, como se eu fosse o pilar de tudo que é certo. Lamento a vinda da Pol…

A BANALIDADE DO MAL

Li, gostei e reproduzo este título para uma reflexão que faço em relação aos fakes que proliferaram nos últimos tempos como resgate da pequenez humana, tendo os poderes como hábitat, obedecendo a qualquer ordem sem qualquer contestação como escravos de algumas migalhas de atenção e dinheiro, contra os “opositores” sem qualquer discussão aos moldes das mais abomináveis ditaduras. Existem com um único objetivo que é o de confundir, tumultuar e desviar a atenção dos assuntos sérios em questão, deixando o campo livre para os seus senhores que, de chicote nas mãos como os capitães dos navios negreiros, fazem o povo dançar. Não há remorsos, nem crises de consciência, apenas o constante abuso com máscaras ou véus. Deixá-los falando sozinhos para que não tenham plateia para se lambuzarem, será sempre a melhor opção afim de neutralizá-los. Pessoas sérias, mostram a cara, buscam soluções, cometem acertos e erros e pagam por eles. Voluntários sem rostos, são fantasmas abusivos que comem por fora dos …

Mais uma madrugada...

Hoje amanheci absolutamente voltada ao meu interior de criatura humana em descompasso consigo mesma, acreditando haver em algum lugar deste mundo um cantinho que eu possa chamar de paz. A mesma paz que conheço como real e possível, mas que me é impossível estabelecer em minha existência sem que seja preciso abrir mão dos meus mais profundos sentimentos amorosos. Existem momentos, como o de agora, em que me questiono se tem valido a pena renunciar ao direito inalienável de viver em paz em função de uma simbiose de medo, insegurança, covardia, inércia e sei lá mais o quê. Por outro lado, deixei o tempo passar sem encontrar respostas ou, talvez, as tenha tido, mas não consegui ouvi-las ou não quis, por razões conhecidas, mas não enfrentadas. Mais uma madrugada de solidão, onde já não reside qualquer dor, apenas a conscientização de tempo perdido e falta de perspectivas, num ciclo que só será interrompido com a morte hora bem-vinda. Longe de ser um sintoma avançado de depressão, constato com a…

EU QUERIA TANTO

Poder em meus momentos de aflição, tristeza ou solidão ter um Deus Divino no qual eu pudesse me refugiar, buscando explicações para os meus desencantos de pessoa humana. EU QUERIA TANTO Acreditar, mas eu não consigo, minha mente alucinada por este universo imenso e misteriosos direciona meus entendimentos a outra dimensão, transformando a minha vida no poder maior de minhas soluções. EU QUERIA TANTO Justo para não me sentir deslocada, fora do lugar comum, como uma solitária árvore em meio à uma planície, dependendo, tão somente, de minhas decisões, amparando-me unicamente nas minhas forças, como se raízes profundas e resistentes eu tivesse para sustentar-me de pé. EU QUERIA TANTO Crer mais do que vejo e sinto, queria o lúdico, o plainar de minha liberdade, deixando as causas e os efeitos sob a responsabilidade de outrem e não apenas de mim. EU QUERIA TANTO Uma pequena parcela desta muleta Divina, mas não consigo, restando-me apenas a dureza de minha própria realidade de ser um ser descrente…

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2018

Estive, como sempre, presente na Câmara Municipal de Itaparica por ocasião da prestação de contas que, diga-se de imediato, foi didaticamente explicada ao público presente, que se resumia em sua maioria a funcionários da própria prefeitura e assessores diretos da gestão. No entanto, todo o evento foi transmitido ao vivo pela sua Rádio Tupinambá FM. Acompanhei os itens apresentados com a mente aberta ao entendimento, mas reconhecendo as minhas limitações contábeis, deixando-me ao direito de apenas buscar dados que explicassem os gastos em relação à arrecadação que, na avaliação de pessoa comum do povo, pareceram-me elevados ao pensar na precariedade em que a cidade vem vivenciando o seu cotidiano. Em vista desta premissa, fui registrando algumas perguntas que as explicações da especialista em finanças, assim como a Controladora do município, não foram capazes de esclarecer, até porque, não cabia a nenhuma delas tecer considerações sobre as decisões da gestora em relação ao destino das ve…

EDUCAÇÃO, POR FAVOR! ...

Neste feriado, lendo as postagens e também colocando as minhas no face, observo que a abertura global ampliou espaços de convivência, mas acima de tudo de infinitas pesquisas e, portanto, aprendizado, infelizmente desenvolveu interação, mas não a compreensão do valor maior desta tecnologia que é justo a de buscar estreitamento de laços culturais, sociais, intelectuais e humanos.
Por todo o tempo, pode-se observar agressões sistemáticas, sem qualquer maior observância de um mínimo de educação doméstica de convivência, comportamento básico para se manter um também mínimo de equilíbrio nas relações.
O anonimato ou apenas distanciamento físico, propicia um contínuo abuso, onde não há qualquer resquício de respeito.
E aí, fico pensativa quanto ao paradoxo em se esperar um retorno que também não seja do mesmo calibre, seguindo-se de forma contumaz, mais e mais agressões, numa disputa idiota de quem consegue ser mais tolo e inconsequente.
E tudo isso fica mais grave, perigoso e insensato se pens…