domingo, 27 de setembro de 2009

FOCO PRINCIPAL - DESPERTAR DOS SENTIDOS.


Apesar de sermos agraciados com sentidos extremamente valiosos, sequer os percebemos se não formos privados dos mesmos ,seja pela ação genética, acidental ou patológia. O objetivo maior deste método é justamente resgatá-los nas memórias inconciente das crianças tão logo elas ingressem nas escolas, iniciando-se a partir daí um intercâmbio autenticamente biológico onde todos os recursoa a serem utilizados se encontrarão ao alcance de cada uma, precisando tão somente serem estimulados e aperfeiçoados através de uma visão ampla que a criança passará a perceber em si em relação a si mesma de forma absolutamente natural.

O conhecimento dos mesmos virá através do entendimento de cada um deles, quando devidamente reconhecido em suas potencialidades, trazendo então à criança uma gama sem limites de visão existencialista que propiciará a ela uma concientização do sentido de sua vida, mais real, simples e comovente, pois estar-se-á oferecendo a ela mecanismos exploratórios cujos recursos estarão sempre disponíveis.

Este processo educativo de reconhecimento, oferecerá a criança além de um manancial de recursos pessoais de entendimento não só de suas potencialidades como o manterá consciente quanto às suas afinidades ou não em relação a tudo que vier viver e conviver, tornando-se um poderoso sinal de alerta interno, suave e amoroso, não permitindo a ela as dúvidas desnecessárias tão comuns no esteriótipo humano e tão pouco permitirá que ela desconsidere seus limites em qualquer circunstância sem que haja qualquer injestão de culpa uma vez que os sentidos e o racional estarão totalmente fiéis um ao outro e consequentimente ao tudo do todo em que ela estiver inserida.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SEM MEDO DE SER FELIZ


No dia primeiro de setembro, acordei inspirada e registrei neste blog a minha satisfação por estar tendo a chance de vivenciar a chegada de mais um radioso setembro, nesta cidade da qual me apaixonei há alguns anos atrás e que, desde o início, abrigou com respeito a mim e a minha família, fazendo-nos crer em todos os momentos que havíamos encontrado o nosso éden de paz.

E lá se vão oito anos, que mais parecem toda uma vida pela sensação de aconchego que por todo o tempo nos envolveu.

Fomos inseridos naturalmente no contexto cotidiano e sem que percebessemos já estávamos, através de nosso jornal, lutando, sonhando, sofrendo, ganhando e perdendo a cada instante na defesa dos direitos democráticos de todos nós, até mesmo em cima de um palanque, envolvidos que nos sentíamos no processo sucessório em 2008.

Extravasei, na ocasião, sem medo de ser feliz, em uma explosão de vida participativa, emoções represadas de filósofa social e me permiti, assim como me foi permitido, expressar sentimentos, idéias e opiniões.

Um ano se passou e novamente em um mês de setembro, vejo-me cercada dos mesmos antigos parceiros, hasteando surpresa a mesma bandeira de vida e liberdade e aí penso em cada palavra que escrevi ao longo de minha vida sobre o ser humano e na sua capacidade infinita de superação de limites, adaptabilidade e amor ao que deseja e acredita.

Penso também nos milhares de jovens anônimos que foram torturados e centenas mortos, justo por estarem engajados, como estou agora, acreditando estar contribuindo com suas vozes, caras pintadas ou simplesmente com suas vibrações amorosas nas ruas e plenários brasileiros, na defesa de uma humanização mais coerente com o potêncial geográfico de seu país.

É... décadas se passaram e por mais que digam o contrário, nada mudou no estereótipo da luta
democrática, pois existirá sempre o idealismo, a crença e a esperança de uma sociedade menos injusta e mais amável com seus cidadãos.

Volto, então, a ter a certeza que tantos sofrimentos na era da ditadura militar, que os nossos atuais jovens sequer são lembrados nas escolas e palanques, não foi em vão, pois existem os sobreviventes, como eu e tantos mais, idiotas sistêmicos, apalermados existenciais, que aonde estejam jamais se esquecem do sangue derramado e das dores sentidas pelo amor de um ideal, matéria prima invisível, mas consistente o suficiente para não deixar o sonho da humanização falecer.

E aí, de pé por sete horas seguidas, muitos com mais de cinquenta e outros, como eu, com quase 60, mantivemos, como jovens saudáveis e confiantes, erguidas as nossas bandeiras, como se em 1968 estivessemos, batalhando contra a opressão, o engodo e martírio de ver os ideais soterrados pela força do autoritarismo que cega, mata e no mínimo flagela a todos que com ela não comunga.

Bendita luta que revivo em Itaparica, bendita a força de carater que nos envolve, bendita dignidade cidadã que me foi ensinada e que busco através de meu trabalho resgatar junto as escolas, pois esta é a minha sagrada bandeira que não desisto em hastear na esperança sempre viva de encontrar um gestor visionário que o implante, para que os jovens que sempre existirão em todos os futuros, se permitam, como eu e tantos mais, erguer bandeiras, defendendo os seus direitos democráticos sem medo das possíveis perdas, amparados tão somente da vitória constante da certeza estrutural de estar vivendo coerentemente as suas crenças e ideais, fortuna inigualável que nos dá por todo o tempo a juventude eterna, o brilho do olhar que não se apaga nem mesmo diante do medo, mantendo a grande massa cidadã no aprisionamento cultural através de uma educação capenga e de direitos sociais falidos.

Bendito setembro que ora se acaba, repleto de luz, esperança e muito amor.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MOMENTO HISTÓRICO EM ITAPARICA


De repente, de pé encostada na balaustrada do plenário da Câmara de Vereadores de Itaparica, estando de posse de minha máquina fotográfica a tudo registrando, volto agora a um passado, assim nem tão distante, onde em inúmeras ocasiões no exercício de minha profissão, desejei muito presenciar um ato democrático de tamanha importância.

Tento disfarçar a emoção que faz escorrer uma lágrima sobre minha face, que acima de tudo é de uma social democrata, apaixonada frente a um momento cívico de valiosa grandeza, pois se transfigura em uma só voz, retratando a vontade soberana de um povo sofrido, mas repleto de dignidade ao reconhecer o erro cometido ao eleger um candidato coberto de glórias passadas, mas que já não pode representar as necessidades de um presente, o que dirá de um futuro .

Não há até o momento, e lá se vão quase 6 horas de plenário, uma única palavra ou postura que não estivesse coadunando-se com as expectativas do povo presente a esta casa, chamada de cidadania.

Olho ao meu redor e só enxergo rostos sorridentes e penso, então, no quanto estou feliz por estar vivendo estes benditos instantes onde como cidadã Itaparicana me sinto protegida, amparada e atendida, e assim como eu, cada cidadão que tudo deixou de lado no dia de hoje para aplaudir uma câmara composta de 9 vereadores, com oito presentes, que finalmente decidiu fazer justiça a seu povo.

Empossar como prefeito o SR.RAIMUNDO DA HORA, enquanto transcorre a sindicância que pretende apurar denúncias oferecidas por quatro ex-funcionários municipais sobre a gestão do SR.VICENTE GONÇALVES, é uma atitude correta e que tem como objetivo resguardar a apuração dos fatos com a devida liberdade de movimentos, conferida aos vereadores, legítimos representantes do povo.

Parabéns, portanto, a todos nós que aqui nos encontramos neste dia memorável, pois com certeza estamos contribuindo com este divino exercício democrático, fazendo soar as nossas vozes em pedidos de socorro, cujo eco se faz ouvir na dignidade política de cada vereador, para os quais, eu e todos os presentes, a partir de hoje certamente respeitaremos bem mais.

E neste instante, o Hino Nacional se faz ouvir em uma só voz composta pela força vibratória da solidariedade cidadã que se instalou em cada um de nós e, mais uma vez, outra lágrima teimosa rola sobre o meu rosto, e eu já não importo mais em disfarçar, pois me sinto mais do que nunca integrada e participante com o meu direito resguardado pelo amor e ternura que sinto por esta ilha e particularmente por este pedaço, que chamo de meu, chamado Itaparica, cuja bandeira erguo com orgulho e respeito.

24 de setembro de 2009 entrará para a história como um divisor de águas no entendimento cívico de cada cidadão Itaparicano, que vê os seus direitos serem defendidos e seu voto respeitado
.

Ó PATRIA AMADA, IDOLATRADA, SALVE, SALVE !!!!!!!

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A CHEGADA - PASSOS INICIAIS

foto: www.blogdicas.com.br

O tempo de adaptação da criança na transição casa / escola é variante, assim também quanto a adaptação da educadora que estará diante de novas crianças, iniciando uma tarefa que exigirá atenção direcionada por mais um ano letivo.

Portanto, ambas precisarão de tempo e condições adaptativas à interação participativa.

Independentemente da série a que a criança será inserida, torna-se necessário um espaço entre a chegada à escola e o início das aulas, assim como já ocorreu um espaço ativo entre a casa e a escola, onde certamente houve a inserção de uma série de fatores externos, contribuindo de forma maciça na constituição emocional, também de ambas, criando uma agitação real em todo o sistema físico e psíquico e que se expressa de formas variadas, tendo como ponto em comum o despertar de sentimentos contrários ao ato de iniciar uma nova experiência, e através deste conjunto de fatores nasce uma rejeição que ao longo do período letivo se expressará de diversas formas, transformando o ambiente no mínimo em um terreno cujos objetivos se encontrarão pulverizados frente ao número de criaturas envolvidas, e como a educadora não se preparou devidamente, certamente se perderá, nem que seja em parte, na saudável interação cotidiana.

Este é um aspecto determinante a ser observado, já que por um longo período diário ela deverá representar um ponto de referência àquelas crianças e, portanto, suas posturas serão por todo o tempo registradas pelas mentes infantis à sua volta.

A escola será sempre um campo fértil para uma mais rápida adaptabilidade se a ela for inserida objetivos coletivos e, portanto, o oferecimento de um som musical será bem vindo, permitindo que a criança assimile o novo ambiente de maneira menos estressante.
O primeiro assunto a ser tratado no início das atividades deve ser a saudação aos demais através de um bom dia individual , após a educadora expressar-se de forma alegre e indutiva quanto a sua alegria por estar alí, naquele momento, iniciando uma nova atividade. É preciso que as crianças, reconheçam esta satisfação a fim de estimular maior participação.
Na realidade, a escola e os alunos devem representar justamente à educadora uma fonte de abastecimento e jamais de peso ou cansaço, o que a primeira vista pode parecer filosófico, mas que com a devida compreensão, torna-se uma fonte inesgotável de reforço emocional, pois, afinal, ela estará dia após dia tão somente exercendo uma atividade com a qual obtem recursos financeiros de subsistência, além de estar exercitando preciosos momentos em que aprenderá a absorver as afinidades presentes.
Portanto, estabelecer uma parceria amigável com o ato do trabalho em sí, torna-se prioridade, uma vez que facilitará por todo o tempo o fluxo absorcivo e doativo dos relacionamentos educadora/aluno, o que representa o ideal profissional. A antiga, ultapassada lista de presença, deve, portanto, ser utilizada, adicionando-se a ela o calor humano do real cumprimento, levando a criança com o hábito diário a perceber o quanto é importante a saudação aos demais e ao fato de se fazer reconhecer através de seu nome, que afinal será sua identidade primeira e única por toda a sua vida.

É fundamental induzir-se a criança ao reconhecimento de si mesma atráves de seu nome e da importância que este terá como fonte identificadora. Fazê-la compreender que ela é um ser completo, rico de potenciais e sempre pronto a doar e a receber é a maior tarefa de uma educadora, pois a partir daí, todo e qualquer manancial pedagógico, encontrará um reservatório amplo e acolhedor .

É preciso que se mude o conceito separatista entre ambos, sem, no entanto, deixar-se cair por terra o sentido hierárquico necessário a um equilíbrio de convívio. Os papéis devem ser bem discriminados e apresentados sem que haja qualquer insinuação separatista ou autoritário. Estimular o respeito através da franqueza e do carinho, mantendo por todo o tempo de convívio a indução ao olho no olho como exercício de respeito a si e ao outro.

As atitudes punitivas devem ser substituidas pelas atitudes corretivas, que precisam ser esclarecidas às crianças, desenvolvendo nelas o senso de responsabilidade à si mesmas, ou seja: é preciso despertar na criança uma enorme e sem limites paixão pela vida que está se expressando em si mesma, valorizando por todo o tempo seus potenciais, fazendo-a reconhecer cada um deles, começando pela sua constituição física, que lhe possibilita viver, independentemente dela possuir alguma deficiência física ou psicológica, pois existe dentro do emocional de cada criatura uma real necessidade de afagos, não havendo limites para a sua capacidade absorciva, assim como de doadora universal, ficando os limites tão somente como legado dos inertes posturais, que se formam através da mesmice, da falta de estímulos ou de indução comportamental de grupos ou massa sistêmica.
Uma criança amada, estimulada a amar, tem mais chances de aprendizado e adaptabilidade, sem que para isto tenha-se que molda-la a padrões disciplinares de rigor absoluto ou permissividade constante. O estímulo ao reconhecimento de si mesma, indiscutivelmente a induzirá à uma convivência mais harmoniosa com os demais, pois estará sublimado em seus sentidos toda uma vibração de afinidade coorporativista que lhe induz crer ser mais saudável partilhar e, para tanto, os materiais escolares devem ser também coletivos, oferecidos em sala de aula, como borrachas, lápis, régua, apontador, ficando apenas os cadernos e livros como identificador individual, despertando assim o sentido do compartilhamento respeitoso.

O início das atividades a cada dia deve ocorrer sem pressa, mas dentro de um ritmo em que a atenção da criança seja despertada e concientizada da importância de estar lá, junto aos demais e sendo em parte responsável pelas horas que se seguirão e que devem ser proveitosas por serem sagrados instantes da vida de cada um.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Introdução à reeducação Vivencial - VIDA E LIBERDADE


Ao me interessar pelo estudo das emoções humanas e passar a observá-las, a princípio, percebi que as criaturas se expressavam posturalmente num misto de conveniência e medo, mas com o passar do tempo, a bagagem de variações foi aumentando e a conveniência foi perdendo espaço para o medo, que se tornou a tônica de minhas pesquisas e entendimentos.

Percebi também o quanto éramos despreparados para o convívio de qualquer natureza, não havendo nada além da pura expressão sensitiva guiando os relacionamentos, independentemente das diferenças culturais, políticas e sociais, levando-me à inevitável conclusão quanto a existência de uma genética emocional oriunda da necessidade compulsiva em transmitir-se a essência do que somos e, para tanto, não havendo necessariamente qualquer fator hereditário, permanecendo a convivência como motivadora e indutora postural físico e emocional, quase que absoluto, ficando apenas uma fracionada fatia menos expressiva às heranças genéticas, indubitavelmente ínfimas se comparadas às biológicas.

Sendo o sensitivo ponto chave na apresentação da figura que individualmente o elemento humano se apresentava, concluí não haver lógica quanto a presença marcante da emoção do medo, interferindo por todo o tempo, descaracterizando posturas que deveriam, em sua maioria, ser absolutamente mais naturalmente conscientes, levando-me novamente a concluir que este sensitivo estava em dicotonia em relação ao racional e este nas mesmas circunstâncias em relação ao conjunto representativo interno, que então se expressava externamente sem o saudável naturalismo sensitivo, indutor maior da prudência que, como guia anatômico, direciona toda e qualquer informação recebida pelos sentidos à mente racional, criando uma conecção cujo fluxo de afinidades são respeitadas, oferecendo à criatura uma vivência mais suave entre ela e o tudo mais que tenha que conviver, o que se inclui antes de tudo, ela mesma, não representando aí, nesta afirmativa, qualquer garantia quanto as inerências oferecidas pelo simples fato de se estar vivendo os desconhecidos, pois não cabe esperar-se imunidade e sim e tão somente um preparo maior e consciente, principalmente de sua própria existência como uma realidade palpável à ser vivenciada, ficando claro quanto ao tempo e qualidade da mesma.

Frente a estas conclusões, que fui descortinando ao longo de décadas de observação e experiências pessoais, e com uma gama imensa de material humano no convívio diário, fazendo registros e comparando-os entre si, fui delineando um perfil sistêmico altamente pernicioso e ao mesmo tempo constatando a inexistência de suportes orientadores quanto a exploração dos potenciais naturalmente presentes na constituição humana, que verdadeiramente representam uma auto-preservação , independentemente da herança genética e das induções sistêmicas de qualquer ordem.

A percepção quanto a necessidade em se oferecer à criança maiores subsídios quanto a exploração de seus recursos naturais, fez-me adentrar nas emoções, todas quanto me foi possivel identificar, selecionando-as por tipo e grau de intensidade, avaliando as origens e a necessidade em aplicá-las sistematicamente, formando assim um modelo diferenciado de criaturas humanas em conformidade com a sua natureza energética e interativa ao universo, o que se inclui as demais criaturas, sejam humanas ou não, em seu convívio cotidiano.

A partir desses estudos, fui adentrando na área educacional com o olhar tão somente de observadora, buscando encontrar critérios com os quais me fosse possivel tecer parametros avaliativos e qual foi minha surpresa ao constatar que infelizmente apesar dos esforços que sempre existiram quanto a um mais completo universo de informações didáticas, havia muito pouco quanto a estruturação emocional da pequena criatura direcionada a ela mesma, frente à gama infinita de inerências vivenciais com as quais teria de conviver.

Criar, portanto, um caminho de estudos nesta direção, passou a ser a minha meta de realização enquanto pesquizadora, independentemente de estar diretamente inserida no universo acadêmico educacional, o que compreendi ser um ponto positivo, justo por não me ver exposta às conjunturas do sistema, que certamente exerceria sobre o meu entendimento influências que me tomariam precioso tempo de filtragem emocional, uma vez que sempre existiu o entendimento quanto a presença resistente às mudanças de qualquer natureza, expressão maior da presença do medo no relacionamento humano . O objetivo de aperfeiçoamento como meta principal, manteve-me à respeitosa distância, onde me foi possível divisar os caminhos a serem delineados e aplicados a partir do ingresso da criança no sistema educacional, proporcionando à familia desta um suporte de apoio educacional, assim como em certas ocasiões, o único e sólido suporte de apoio que a criança viria a receber, diante de um quadro familiar desastroso.

A criação do método existencial, VIDA E LIBERDADE, surgiu através da curiosidade sempre presente em meu olhar de encantamento sobre o elemento humano e suas ações e reações e se desenvolveu sob a mesma ótica frente à posturas mais que distônicas em relação ao ato de se estar vivendo, que por todo o tempo sempre me pareceu simplesmente fantástico, independentemente de haver alternâncias, o que me levou, em dado momento, a comparar filosoficamente os instantes de vida ao vai e vem das ondas do mar, ora estilhaçando-se nos rochedos, ora deitando-se nas areias aquecidas pelo sol .

Transformei simbolicamente o sol em modelo de paixão pessoal, primeiro e único passo para se descortinar a vida que certamente pulsa em cada criatura e onde com certeza ela encontrará inspiração ilimitada para vivenciar cada instante desta preciosa atribuição que lhe foi conferida, que é simplesmente VIVER, sentindo, sendo e proporcionando VIDA.

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domingo, 20 de setembro de 2009

DITADURA EMOCIONAL

foto: fotogarrafa.com.br

Não há inegavelmente na era presente, quem supere o egocentrismo do Presidente LULA.
Ouví-lo discursar, com certeza é uma oportunidade em ter uma amostra clara e nítida do quanto ele sabe fazer marketing pessoal, aliás, este sempre foi o seu maior mérito, tanto que se fez presidente da república e, ainda por cima, conseguiu induzir a grande maioria do povo brasileiro quanto a sua eterna inocência frente a qualquer improbidade, seja administrativa ou do seu pessoal mais próximo.

Incansável, ele discursa e prega um otimismo contagiante, sempre mostrando o positivismo das conquistas econômicas, o que é pura verdade, mas que empana as profundas derrotas no campo social, arrastando a poeira do caos educacional, por exemplo, para debaixo de um enorme tapete, que ele sabiamente conhece e ajuda a manter, que é a ingenuidade tupiniquim que domina e que leva os pretensos cidadãos brasileiros a crer que poder adquirir em 24 meses uma TV, um tanquinho ou coisa que o valha, significa melhoria na qualidade de sua existência, mesmo morando em favelas e guetos sem qualquer mínima condição de infra estrutura humana e social.

Hoje, a média de permanência dos jovens na escola é de sete anos com previsão de aumento para dez, nos próximos quinze anos. Tempo longo demais para um índice tão pequeno de crescimento e menor ainda de qualidade, o que não parece ser problema para o atual ministro da educação em recente entrevista à Globo News a respeito das pesquisas anuais do IBGE sobre o desenvolvimento educacional , pois se sentiu bem à vontade para desconsiderar a péssima qualidade que o ensino vem oferecendo em todos os níveis educacionais, ressaltando o ensino fundamental, base pedagógica para todo o restante, se assim houver, ou para tão somente qualificar pessoas no exercício de uma vivência mais digna.

E então, ao ouvir e ver o Presidente discursando, penso no quanto o povo brasileiro poderia estar de verdade ganhando se houvesse veracidade de intenções a uma real e sólida proposição quanto a uma alteração do atual quadro social. Que maravilha seria se 10% de tudo que foi questionado nas décadas passadas, enquanto o PT era oposição, sonhando e buscando o poder com todas as forças e dinamismo que dispunham houvesse se realizado.

É... infelizmente, chegando ao poder, as únicas realidades que permaneceram imaculadas, foram a cor de suas bandeiras a empanarem os olhos com seu vermelho rubro e os discursos inflamados de populismo, disfarçando o negro ofuscante do visível abandono que nos assola. Afinal, se a pretensão é chegar, como ele afirma, a pelo menos ser considerada a quinta maior potência do planeta, não há de ser com o vergonhoso esquadrão de semi analfabetos que hoje sai de um segundo grau de nossas redes de ensino público.

Daí com certeza da necessidade em se distribuir cotas nas universidades, com a desculpa esfarrapada de defesa dos menos favorecidos. Ora, se houvesse a preocupação e disposição em oferecer uma mudança radical e séria na inércia que hoje se apresenta em relação ao ensino público, nenhum jovem de baixa renda deixaria de receber todas as condições básicas ao seu desenvolvimento intelectual e tão pouco precisaria receber mais uma esmola que somente o desqualifica e o mantém refém de um falso amparo social, na categoria de fraco e incapaz de por si só galgar seus próprios méritos e conquistas pessoais, além de aliciá-lo a uma postura subjetiva de exploração de sua condição de mais fraco, induzindo-o a culpar aqueles que possuem um pouco mais de recurso sistêmico, por sua condição inferiorizada, acirrando ainda mais a partir daí um apartheid pra lá de desumano.

Entretanto, para que isto não acontecesse, seria preciso que também houvesse consciência coletiva daqueles cujo poder intelectual não estivesse embutido em valores apenas individuais e egoísticos, e se lançassem na luta democrática, que eu diria, bendita, de um resgate de sua própria dignidade de cidadão e profissional de qualquer área.

Agora, em se tratando do campo educacional, fico me perguntando para que tantos sindicatos e associações se na prática não há qualquer respaldo quanto a absorção desta consciência em prol de uma maior dignidade profissional, além de medíocres aumentos salariais, que então passam a justificar o pouco interesse ou desqualificação de uma categoria de fundamental importância no contexto formador do caráter e da estrutura social dos cidadãos de uma nação.

Por favor, que me perdoem se pareço injusta, empacotando valores em um único embrulho. É que, antes de tudo, sou apenas alguém do povo que se recusa a não enxergar e que tão somente não entende o por que de tanta acomodação frente a uma categoria imensamente poderosa em se tratando de volume de votos, poder de persuasão e multiplicador e formação de opinião.

Penso que “se os metalúrgicos que representam as indústrias, do digamos, bens desnecessários à formação direta do caráter e intelecto cidadão”, se fez forte e resistente para criar um presidente operário, do que se pode então esperar-se de uma classe como a dos professores, formadores da alma da nação?

Jamais conheci um professor/a, que não fosse articulado e, então, me pergunto incrédula o por que de serem tão desunidos a ponto de se fragilizarem e ficarem expostos a um sentimento de piedade nacional e de serem desconsiderados, ou melhor, considerados uma classe menor?

Isto não é justo e me indigna.

Enquanto eu viver e puder expressar a dor que sinto em ver os jovens de meu país não recebendo os seus direitos mais básicos, falarei, escreverei e rogarei por ações menos populistas, egocêntricas e puramente eleitoreiras. Afinal, é o mínimo que posso fazer na cobrança do meu voto oferecido a quem de direito o recebeu.

Enquanto eu viver e puder me expressar de alguma forma, defenderei, mesmo cutucando com vara curta, a classe de professores que considero a mais importante frente a qualquer contexto social onde haja a visão de estruturação intelectual e emocional de pessoas com o objetivo de uma formação de integração cidadã.

Enquanto eu viver e puder expressar o meu repúdio a todo explorador político travestido de salvador da pátria, eu o farei, porque desta forma não permanecerei inerte e omissa frente ao engodo que representam ao contexto social humano.

A ditadura emocional é a mais cruel, porque é justa aquela que nos oferece a falsa liberdade, o falso progresso, os falsos direitos, nos fazendo pensar e até sentir que tudo está bem. Ela é, sem dúvidas, a mãe da miséria, da violência e da banalização dos mais preciosos valores sociais.

Como construir uma grande nação em cima de uma educação de péssima qualidade?
Por que não deixarmos de discursos vazios e priorizarmos parte do PIB para uma educação que forneça os pilares necessários ao salto econômico que se anuncia, mas para uma sociedade mais justa, menos desigual e, sem dúvida, menos violenta?

Essa seria a atitude de um estadista compromissado em resgatar o povo de uma nação que foi relegado historicamente à ignorância, mas precisa coragem para enfrentar as forças contrárias, contudo, essa é a esperança do povo brasileiro marginalizado.
Nesse imenso país deve haver um homem ou mulher capaz de aceitar e enfrentar esse desafio, que na verdade seria a construção do Brasil do presente, em futuro muito, muito próximo!

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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aves de rapina vivenciais.

Águia imperial ibérica uma das aves de rapina mais escassas do mundo, restam 90 pares.foto: /img29.imageshack.us


Às vezes, penso que se não fossem as luzes e as cores deste universo que me inspiram, seria muito difícil conviver com determinado tipo de pessoas, cuja escuridão existencial é apavorante por ser extremamentente predadora. Elas se encontram em todos os lugares, sempre espreitando uma nova presa e, para tanto, revestem-se de mil camuflagens enganativas, demostrando energia e disposição em seus cotidianos de infelizes sombras da obscuridade.

Não há como evitá-las, tudo que se precisa é ter cuidados prá lá de especiais, pois são maquiavélicas, ardilosas, totalmente sem limites e sempre sedentas de vingança contra qualquer pessoa, sem que haja um motivo específico.
Suas mágoas são tão fantasiosas na motivação quanto reais em seus sentimentos e condutas.
Em resumo, são criaturas cruéis por natureza, talvez em uma conjunção de genética e vivência. Seus históricos são de solidão permanente, mesmo estando junto de muitas outras, pois são aves de rapinas solitárias bicando aqui ou acolá, vísceras conquistadas .

É ..., fazer o quê?

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domingo, 13 de setembro de 2009

Crônicas do Cotidiano

foto: www.parcapuane.it

Hábitos inesquecíveis

Ainda pensando no quanto gosto deste mes de setembro e desta primavera que já coloriu o meu jardim tropical,não podendo e não querendo impedir as lembranças que afloram abusivas,não me deixando alternativa, se não tão somente vivencia-las.
Nesta manhã de domingo, acordei sentindo o aroma perfumado do café que minha mãe logo cedinho preparava para a família e é claro que com ele vinha o pãozinho francês que ela carinhosamente esquentava ao forno e que ao passar nele a manteiga,esta se derretia colorindo -o e saborizando aquele pão que mais que forrar o estomago naquelas manhãs inesquecíveis,aquecia a alma,nutria nossas passadas.E nestas lembranças que me fazem sorrir direciono-me ao meu despertar diário,sempre saudando a vida,herança bendita oriunda de uma aparente simples rotina.
E aí ,como filósofa ,insistente pensadora,fico crendo no quanto fazem falta os cafés ,os almoços ou jantares em que as famílias se reuniam em torno de uma mesa , induzindo seus menbros a no mínimo se olharem .Sinto que hoje tudo esta tão disperso,individual sem o calor afetivo ,primário e com sentido daqueles habitos rotineiros que reservavam em si, mensagens amorosas que estruturavam silenciosamente e que valiam mais que mil palavras,substituindo mil presentes, oferecendo mil formas de nos tornarmos adultos mais respeitosos.
Passei toda a minha vida não abrindo mão de meu café das manhãs,não importando a pressa dos compromissos que me aguardavam e para tanto, passei a acordar mais cedo,justo para ter o tempo bendito de dividir com a minha família o também bendito momento de interação.E já se vão 41 anos de rotina saudável e neste momento, sinto o cheirinho de meu próprio café que se funde ao de minha mãe, fazendo-me crer ainda mais no quanto somos capazes de difundir amor,reforçando raizes de solidez emocional, não abrindo mão de pequenas e doces lembranças,repetindo-as como em um ritual de preservação que afinal,nada mais representa que uma celebração ,mais que merecida por estarmos vivos.
E todas essas lembranças e pensamentos conclusivos, não me deixam esquecer o quanto tudo esta diferente,porta à fora. Os hábitos mudaram,a forma de vivenciar o tempo,mudou,mas as criaturas,porque não mudaram? Apesar de tudo ser tão diferente,elas continuam buscando os mesmos valores sem no entanto terem qualquer parâmetro que lhes sirva de norteamento de busca. Sinto-as por todo o tempo, ora carentes e solitárias, ora tristes e agressivas, ora esperançosas ,mas pouco confiantes.Penso então, que feliz sou eu que insistente, não abro mão de meus parâmetros, repassando-os a meus filhos e estes provavelmente aos seus e neste aspecto creio então que a corrente da fraternidade permanecerá resistente e disposta a vivenciar novos habitos e costumes.
Bendito portanto o café da DONA HILDA de todas as manhãs que me inspirou vida e que me reserva lembranças me fazendo reconhecer o brilho colorido de cada primavera dessses quase 60 anos de vida. Bem...,agora vou tomar o meu café com aquele pãozinho francês ,bem quentinho e é claro com a manteiga escorrendo que certamente sujará o canto de minha boca em mais esta manhã de domingo.AH! que bom....,nestes momentos sublimes,sinto DEUS porque sinto a vida.
Bom dia a todos!

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terça-feira, 1 de setembro de 2009

É PRIMAVERA

foto: /img.blogs.abril.com.br

O dia ainda não amanheceu por completo, mas já posso sentir a diferença, afinal, setembro chegou e com ele a primavera, que vem trazendo doces lembranças.

Chego até a janela para poder sentir mais profundamente o ar desta manhã que promete ainda um pouco mais de chuva, talvez, quem sabe, para nos banhar, tirando, então, o peso da tristeza de não estarmos juntos.

Lembro-me de cada encontro, planos, sorrisos e desavenças que povoou nossos dias e semanas daquela primavera em que estivemos juntos, unidos sem uma razão maior que a certeza de que estava valendo a pena, sorrir e chorar, sem medo de ser feliz.

A primavera do ano de 2008, marcou definitivamente a vida de algumas pessoas na ilha e a minha, com certeza, tornou-se mais amena e iluminada.
Naquele ano, conheci e convivi com uma gama imensa e diferenciada de criaturas que adicionaram à minha existência mais luz e conhecimentos. Lembro-me de cada segunda -feira, em que nos reuníamos na Sede do Club Social e às vezes por quase quatro horas, ouvíamos e falávamos como se alí, naqueles instantes, tudo nos fosse possível.
Particularmente me foi, pois vi cair por terra o horror da timidez que por toda uma existência tolheu-me passos de vida e liberdade, deixando fluir suavemente a minha alma de criatura humana, repleta de potenciais.
Descobri-me capaz de fazer escolhas e assumi-las publicamente sem me preocupar com a opinião alheia e sem sofrer em me sentir ridícula ou coisa que o valha. Derramei algumas lágrimas por não estar sendo em algumas ocasiões devidamente compreendida ou aceita, mas em um balanço geral, sorri muito mais do que chorei, fazendo jus então a música que escolhi do finado Gonzaguinha, que mais que qualquer outra melodia, refletia meu estado de alegria e entusiasmo por estar nas ruas e nos palanques, deixando-me viver de forma plena e autêntica, defendendo a primeira bandeira que escolhi e ergui com orgulho e paixão.

Quando setembro acabou e o cinco de outubro chegou soterrando os sonhos de todos nós, pelo menos para mim, restou a certeza de que tudo valeu a pena, porque descobri que afinal, minha alma não era pequena, induzindo-me como neste instante até mesmo a lembrar plagiando Fernando Pessoa, justo por não encontrar palavras próprias que expressem meus mais íntimos sentimentos.

Pois é, perdemos as eleições com o fim de um setembro que passou e hoje com um novo setembro chegando, não dá para deixar de recordar, acreditando que, afinal, neste ano tudo pode vir a ser diferente e até voltarmos a ficar juntos, pondo em prática cada sonho, quem sabe quando setembro acabar e outubro se fizer presente, corrigindo erros, trazendo brilhos.

O positivismo e o idealismo calcados em rochas sólidas de propósitos são marcas que não se apagam, são flores que sempre brotam, transformando cada instante de vida do apaixonado em espetáculos inigualáveis. MEU NOME É REGINA DO JORNAL E EU SOU MARLYLDA.

E se a memória fosse curta e as intenções menores, ainda restaria a realidade dos projetos interrompidos, alguns já prontos, destruidos, e a certeza gritante por ser dolorida em ver a nossa cidade sem viço, brilho e entusiasmo.

Portanto, vale a pena acreditar que o sonho ainda não morreu? Ah!!!!!! se vale, afinal é primavera e eu te amo Itaparica.