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Mostrando postagens de Outubro, 2015

ACORDEI PENSANDO: Para que chorar?

São quatro horas da manhã e não estou acordada por insônia, jamais, apenas já dormi o tanto que minha natureza solicita e, naturalmente, prefiro escrever à qualquer outra atividade, até porque não posso colocar em prática algo que possa vir abalar este silêncio bendito, onde posso escutar a minha mente curiosa que está sempre questionando algo. Ao acessar o facebook, mais uma vez pude ler a respeito da morte da atriz Yoná Magalhães, aliás, a cada instante, alguém morre longe ou bem perto de nós e, na sua maioria, sequer sabemos quem eram e qual a importância que estas pessoas tinham no seio de seus universos pessoais, apenas morrem e, neste caso, desconsideramos emocionalmente, dizemos algo apropriado à ocasião ou, como nos casos de pessoas famosas, lamentamos na proporção de nossas admirações. Então penso na morte com uma naturalidade que afronta a muitos na medida em que não consigo vê-la como uma desgraça na vida de alguém, apenas como um capítulo que se encerra, como tantos outros q…

Mas afinal, e nós?

Nos últimos tempos o que mais tenho ouvido é sobre a Constituição brasileira, o que ela permite ou não, o que a fere e o que ela não admite em sua genuína legalidade. Tenho visto e ouvido através dos noticiários e de programas de entrevistadores famosos como Miriam Leitão, Alexandre Garcia e outros, alguns políticos, juristas, ministros, enfim, autoridades de renome nacional, discutindo ou simplesmente explicando as nulidades dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Houssef, mostrando didaticamente os artigos e incisos da Carta Magna que jogam por terra os argumentos fornecidos pelo TCU em seu relatório não aprovando as contas da gestão. Penso então, que toda esta traficância de argumentações possui sua validade, pois pelo menos, estamos tendo a oportunidade de conhecer detalhes até o momento desconhecidos por grande parte da população que passou a entender o porquê deles (tribunais) reprovarem e as câmaras aprovarem, deixando um ponto de interrogação na leiguice de todos nós e…

Explode Coração

Acabo de colocar um pudim de leite no forno, já pensando no almoço de amanhã e, enquanto, aguardo o seu cozimento, percebo que o meu peito está um pouco sufocado, aliás essa sensação vem me perseguindo há alguns dias e, naturalmente fui desconsiderando, mas agora, resolvi encarar este mal estar emocional, afinal, porque mantê-lo? Olho ao redor e todos estão com suas próprias atividades e nem mesmo os meus pássaros estão fazendo qualquer ruído, como se tivessem ido dar uns bordejos ou simplesmente, estão puxando um cochilo entre as folhagens ainda úmidas da chuva desta tarde. Meus cães silenciosos me guardam como fiéis escudeiros e entre todos estes parceiros cotidianos, cá estou eu, querendo entender a razão de meu sufoco e desta impressão doída da minha indivisibilidade, trazendo-me a compreensão da profunda solidão que se descortina, quando percebo empiricamente, que não sou imortal e que, de um instante para o outro, posso deixar de sentir o perfume das flores que carinhosas, nascer…

RECORDANDO

Vinte de janeiro de 2003, logo pela manhã, passeando pela Ilha, descobrimos Itaparica, pois estávamos morando em Vera Cruz há algum tempo e, por incrível que possa parecer, não nos informaram deste tesouro, descobrimos por acaso, e assim também por acaso, encontramos um casal que varria o passeio de sua residência, (Reina e Américo).Nascia ali, uma sólida irmandade que se integrou ao encantamento por Ponta de Areia, que de imediato nos envolveu e nos fez sentir vontade de ficar, e ficamos literalmente até neste instante, em que emocionada, recordo-me das circunstâncias que influenciaram os acasos que trouxeram a mim e a minha família à este pedacinho de céu. A partir daí, tudo foi dando certo, ficando o mês de janeiro como um marco de grandes realizações, afinal, foi em 10 de janeiro de 2005 que obtive a escritura definitiva da casa que compramos e foi em 07 de janeiro de 2014 que recebi a honraria de me tornar uma cidadã itaparicana, oferecida pela Câmara de vereadores. Entre os “e…