Pular para o conteúdo principal

Duelo de Titãs


O dia amanheceu e o sol ainda não apareceu na exuberância do costume, nesta época do ano. Talvez, esteja com preguiça e só mais tarde vai dar o ar de sua graça nas areias das praias, no jardim da casa de alguém ou em qualquer lugar, onde corpos e mentes vão estar esperando, ansiosos para desfrutar do seu calor.
Enquanto, escrevo sobre a preguiça do sol, ele provavelmente para mostrar que ouviu, mesmo aparentemente adormecido, aparece mostrando-se, não resta a menor dúvida, pouco entusiasmado, mas já iluminando as copas e os telhados, numa marcação ainda frágil de seu território.
De repente, como se novamente tivesse me ouvido, ele reage e se torna mais intenso, ameaçando adentrar em minha sala, mas por enquanto, só mesmo ameaça, pois seu brilho de recém acordado, ainda não foi capaz de me convencer de que terá forças para iluminar por muito mais tempo, já que também de onde estou, posso avistar algumas nuvens que insistentes, ameaçam marcar presença, mesmo que passageira.
Neste duelo de forças universais, cá estou quietinha como sempre, só observando e registrando as forças empreendidas entre o sol e as nuvens, levando-me a pensar que seja lá, quem ganhe esta batalha, a vida sempre será a vencedora, bem diferente dos duelos humanos, onde verdadeiramente, todos perdem, não havendo reais vencedores.

São seis horas da manhã de domingo e muitas águas, ainda vão rolar ou serão raios solares que virão esquentar? 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O FALSO BOM SAMARITANO...

Há algumas horas atrás, assistia à uma uma aula de Filsosofia da Educação, onde em determinado momento falávamos em interação com o Professor Wilson sobre justamente a humanização de nós humanos.

Cheguei a argumentar que somos incapazes de atingir esta humanização ideal exatamente por que não somos educados ao entendimento da dimensão de nossa própria existência, nem no conceito individual quanto mais em relação a um todo que sequer conseguimos enxergar e muito menos sentir.

Estamos divididos em três facções vivenciais, ou seja: aqueles que crêem em Deus e são religiosos, aqueles que crêem, mas nao são religiosos, e aqueles que não crêem.

Todos, sem exceção, vagueiam em seus cotidianos sem ter qualquer entendimento real do quanto estão desperdiçando seus minutos presentes e, sem sem se dar conta, permanecem repetindo posturas que em sua maioria no máximo os robotizam, tirando lenta, mas sistematicamente, toda e qualquer potencialidade interior que é capaz de impulsioná-los a se verem com…

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2018

Estive, como sempre, presente na Câmara Municipal de Itaparica por ocasião da prestação de contas que, diga-se de imediato, foi didaticamente explicada ao público presente, que se resumia em sua maioria a funcionários da própria prefeitura e assessores diretos da gestão. No entanto, todo o evento foi transmitido ao vivo pela sua Rádio Tupinambá FM. Acompanhei os itens apresentados com a mente aberta ao entendimento, mas reconhecendo as minhas limitações contábeis, deixando-me ao direito de apenas buscar dados que explicassem os gastos em relação à arrecadação que, na avaliação de pessoa comum do povo, pareceram-me elevados ao pensar na precariedade em que a cidade vem vivenciando o seu cotidiano. Em vista desta premissa, fui registrando algumas perguntas que as explicações da especialista em finanças, assim como a Controladora do município, não foram capazes de esclarecer, até porque, não cabia a nenhuma delas tecer considerações sobre as decisões da gestora em relação ao destino das ve…

REALIDADE- A minha e a sua.

Precisamos dos símbolos para que nossas mentes possam processar imagens e através delas, somos, então, capazes de formar conceitos próprios ou, simplesmente, aderir aos conceitos já estabelecidos.

Penso na realidade de cada coisa e, em como ela é variante, já que cada um de nós é capaz de enxergá-la de forma exclusiva, se bem que de um modo geral, haja um consenso perceptivo e universal.
E aí, o que é real?
A realidade é a que eu conceituo em minha mente ou a que se apresenta na formatação de um senso comum?
Ao buscar na coisa a realidade, já levo na busca a contaminação dos conceitos comuns, desta forma descaracterizando-a de uma realidade pura e simples?
Será que somos absolutamente capazes de, em algum momento, verdadeiramente enxergar, sentir ou ouvir algo de uma coisa ou de alguém sem que haja a adição comprometedora deste senso universal no qual fomos inseridos na gestação embrionária de nossas vidas, através das emoções, alimentação e da genética?
Penso nisso em todas as ocasiões em …