sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

VOLTEI

Persistente, aparentemente incansável, cá estou eu novamente escrevendo, mesmo depois de dizer e escrever no texto de ontem que aquele seria o último do ano.
Que coisa, hein!
Para falar a verdade, até tentei ficar longe de minhas letrinhas, mas fazer o quê, se a compulsão me domina e me lança sem pedir licença a esta tarefa, como se fosse um vício poderoso, mais forte que até mesmo um possível cansaço absolutamente natural que estou sentindo, se não pelo reconhecimento de que estou uma senhorinha, pelo menos pelo fato indiscutível de que somente neste ano produzi cerca de mais de 300 textos, afora um ensaio, que ainda não acabei, sobre a vida após o fenecimento físico, tema que me fascina e me faz mergulhar no imaginário humano, meu e de muitos mais em busca se não de uma verdade, pois, afinal, somente depois que eu morrer terrenamente é que terei certezas, pelo menos, adentrar neste universo de fantasias das quais nos fascinam em seus estereótipos absolutamente surreais que as nossas mentes, ávidas em perpetuar a vida, nos inspiram e nos consolam.
E nesta roda circulante de letrinhas e emoções, vou vivendo minha vidinha nesta terra maravilhosa, sentindo mais calor que nunca e pedindo a Deus, esperando que verdadeiramente ele exista, que me permita continuar a usufruir deste cansaço e de todos os demais que ele queira me fazer passar, pois somente assim terei a certeza de estar Vivinha da Silva, usufruindo da maravilha que é poder respirar, sentir e amar.
Penso então, já que, afinal, não estou escrevendo nada específico, que o que mais gosto é de sentir justo a companhia de uma infinidade de amigos, que chamo de energéticos, e que sinceramente ainda não consegui saber de onde veem exatamente e por que estão sempre junto a mim, mas que são sentidos com total realidade, inclusive, sendo responsáveis por eu poder ser considerada meio esquizofrênica, pois além de tudo, possuo bastante intimidade com estes amiguinhos que, longe de serem sobrenaturais, são meus parceiros no cotidiano, fazendo com que eu me sinta por todo o tempo devidamente acompanhada e, portanto, jamais sozinha.
Nossa! Haverão de pensar, enquanto leem estes meus escritos, o quanto sou esquisita e imaginativa.
Tudo bem se pensarem assim, entretanto, se pensarmos que milhões de pessoas no mundo inteiro, creem que exista um plano celestial, aonde chegamos após a morte terrena, e somos encaminhados a determinados outros planos evolutivos, inclusive com direito a leitos hospitalares, parques recreativos, e etc. e tal, e que milhões de livros são editados, filmes rodados e uma infinidade de outros entretenimentos são produzidos, justo para satisfazer a necessidade humana de se sentir eternizado, escrever como eu, uma crônica aqui outra alí e afirmar ter amigos que somente eu posso enxergar, não pode ser, afinal, nenhuma tão grande aberração.
Não é mesmo?
Creio, todavia, que a diferença reside em tão somente eu admitir tê-los sem usar por todo o tempo desculpas ou muletas, preferindo assumi-los, dando a eles nomes e até sobrenomes, pois afinal, os amigos ou “fantasmas” , como queiram, são meus e eu os chamo como melhor possa me parecer.
E aí, quando faço estas afirmações, sei que ganho muitos desafetos, pois compreendo que pode parecer bem mais seguro ser-se normalzinho, igualzinho a outros, que já foram aceitos em seus devaneios ditos divinos, enquanto, esta louca da Regina a tudo rejeita como sendo sobrenatural, preferindo crer que exista uma inteligência universal, composta pela somatória de todos os entendimentos cósmicos e que algumas, ou até mesmo muitas pessoas terrenas, são capazes de absorvê-la de acordo com seus graus de afinidades.
Nossa!...
Isso é coisa para se escrever no último dia do ano?
Cruz credo, mulher!
Vai procurar o que fazer.
Fala sério...
Enquanto isso, como sempre, opto por não ouvir as críticas e fecho, agora sim, o ano de meus escritos, agradecendo a alguns destes parceiros incríveis que amo e que me inspiram e que batizei ou se batizaram, na verdade, não sei bem qual a realidade, mas o que sei é que os chamo de:
Juan Emanuel, Raimundo, Pedro, Raquel, Gustavo e Rogério, Cícero, Augusto, Ernesto, Andrè, Roger, Antero, Martha, Guilherme, Augusto.... e por aí vai.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

TAREFAS DE ESCRIVINHADORA



Independentemente do que escrevo quase todos os dias neste blog com o qual sou agraciada com um número expressivo de seguidores, visitantes e correspondentes, ainda mantenho meus registros observatórios em relação às posturas físico e emocional das criaturas humanas em estudos filosóficos, abrangendo-as em seus universos pessoais com seus efeitos psíquicos posturais de individualidade e em grupos sociais, formatando a partir daí, perfis comportamentais, visando esclarecer, através das distorções de condutas que se apresentam, patologias que invadem cada vez mais devastadoramente cada criatura em seu cotidiano.

Tracei uma correlação entre as inúmeras constatações patológicas e as induções psico sociais e a partir daí, fui delineando o que no meu entender de existencialista, seria o ideal a ser ministrado à partir dos primeiros meses de vida de uma criança, chegando inclusive ao ventre materno e na relação considerada ideal de gestação.

Paralelamente, por entender a impossibilidade de uma alteração em níveis imediatistas, fui elaborando mudanças significativas nas relações educacionais do ensino fundamental, justo por entender que é à partir desta etapa que a criança começa a interagir em grupo e, portanto, a socializar-se, aprendendo valores cruciais quanto aos relacionamentos com os demais, a natureza e consigo mesma, além de estar pronta para começar a receber informações básicas mas fundamentais a solidez de uma estruturação intelectual, assim como é um período também crucial ao desabrochar de suas aptidões, como de também ser o período ideal para estimulá-la em seu imaginário quanto ao direcionamento de sua capacidade criativa.

Concomitantemente, fui ao topo do sistema acadêmico, por também entender que é necessário reformas urgentes afim de que se reestruture o ensino acadêmico na formação de profissionais da educação, mais qualificados a função de educador, ativando a interligação absolutamente inseparável, entre o conhecimento didático e a pedagogia aplicativa.

Ambas as disciplinas ao longo das últimas décadas foram sendo renovadas e consequentemente aprimoradas sem, no entanto, serem associadas, ficando o futuro profissional sem os parâmetros da junção aplicativa das mesmas, assim como sem o apoio sistemático de um período de práticas em estágios consistentes e devidamente monitoradas, cumprindo tão somente uma tabela obrigatória sem que haja uma mais exigente avaliação.

Outro aspecto é em relação ao conteúdo recebido nas universidades e os conteúdos exigidos nos programas de ensino a serem cumpridos em salas de aula, isto não esquecendo que o professor se gradua em geografia e vai lecionar biologia, física ou qualquer outra disciplina, pela falta abusiva de estrutura governamental no setor educacional e aí sim, através de um crescente desestímulo dos jovens, seja pela perspectiva desalentadora dos salários pagos, seja pelas péssimas condições que se apresentam as unidades escolares, seja pela metodologia aplicativa que se encontra aquém da realidade do século 21 em suas evoluções tecnológicas.

Não sou técnica na área, mas nem precisaria ser para constatar a total ineficiência que apresenta uma falência ostensiva, inclusive de fiscalização das secretarias de educação nas unidades escolares, principalmente nos municípios, onde as gestões municipais deixam muitíssimo a desejar, ficando tais cargos aos cuidados de profissionais escolhidos por inerências políticas e não por mérito de desenvolvimento de carreira e, portanto competência.

Naturalmente que existem outros fatores além dos citados e que haveria de se reformular os conceitos e suas aplicabilidades, assim como um maior comprometimento do governo Federal em colocar-se a educação como uma real prioridade, pois se já somos o quinto maior país do mundo em desenvolvimento, tendo a maioria do povo em quase total ignorância educacional.

Penso então, em como estaríamos se estivéssemos usufruindo de uma educação adequada.

Particularmente, estou fechando o ano de 2010 com meus estudos bem avançados, crendo que estou no caminho certo de entendimentos quanto o existente sistema educacional e sua indução direta a um sem números de mazelas sociais e psicológicas pessoais e o que seria possivelmente o mais próximo do ideal, visto que minhas idéias se coadunam com outros que aí sim são especialistas e que almejam mudanças significativas e urgentíssimas.

Venho traçando ao longo de mais de vinte anos, caminhos simples e absolutamente naturalistas, dentro dos padrões progressistas de ensino e convivência sistêmica, onde a criança e o educador à partir dos pais ou responsáveis até a outra extremidade que é o professor e demais profissionais envolvidos no ambiente escolar, possam conviver em searas de amparo a um desenvolvimento respeitoso que propicie a cada uma, possibilidades reais de estruturação existencial como pessoas em suas individualidades e como membros de um grupo de convivência sistêmica.

Como todo pesquisador que se preze, sou também uma idealista e por que não, uma eterna esperançosa, assim como uma crente fervorosa de que somente através do interesse genuíno e persistente é que se tem a possibilidade de se encontrar adeptos às causas e suas aplicabilidades.

Alguns, ditos visionários e loucos, tal qual eu e tantos mais que dedicam horas a fio de suas vidas, pensando em como criar métodos de aperfeiçoamento disto ou daquilo, certamente acreditam que sempre valerá a pena, olhar para frente, dando passadas além das convencionais em prol da melhoria existencial de cada criatura humana.

Neste dia trinta de dezembro, encerro minha jornada de escrevinhadora do universo, para como todos os demais, dedicar-me a alegria de começar as comemorações por ter vivido mais um ano com saúde e harmonia e se Deus quiser, e Ele há DE QUERER, pois me conhece bastante e sabe o quanto sou determinada que eu comece um 2011, repleta de energias, vinho e muitas guloseimas, sorrindo muito e amando viver e conviver, ainda mais, por que afinal, têm coisa melhor para se fazer?


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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

RETROSPECTIVA

O ano está terminando e gente como eu, que passa a vida querendo entender tudo que acontece, não aceitando de pronto absolutamente nada, não poderia deixar de analisar alguns fatos ainda incompreensivos.
Para não ficar escrevendo até a chegada do Ano Novo, vou procurar resumir, muito porque alguns fatos ocorridos estão sendo bastante repetitivos e seria então bobagem relatá-los, o que não significa que sejam menos relevantes, apenas pelo que venho observando já estão inseridos nos cotidianos como se naturais fossem, e continuar a querer entende-los seria ofóbico, uma vez que não fará qualquer diferença real, pois de imediato predispus-me a não querer entende-los, justo pela pujança de barbárie que apresentam sem que haja em meu ser de criatura humana qualquer possibilidade em encontrar lógica ou conexão com mentes racionais humanas.
Penso, então, que devo restringir minhas dúvidas ao meu próprio universo pessoal de convivência onde, por quase todo o tempo, fico me questionando do porquê das pessoas estarem assustadoramente se afastando uma das outras, criando barreiras intransponíveis, mas mantendo, como nunca, um invólucro atraente e falsamente agregativo.
Hoje, confesso, despertei um pouco melancólica ou talvez só um pouco cansada, afinal, sou uma apaixonada pela vida e por mais que eu já saiba que ela não se acaba, tão somente se transmuta, ainda assim é chato e faz doer a alma pensar-se que em dado momento, pluft!
E aí, como não pensar doído em ficar sem poder enxergar este mar ou sentir os aromas dos narcisos ou degustar as delícias culinárias que infelizmente me fazem engordar?
Como dispensar sem qualquer aviso, o abraço acolhedor de uma mãe afetuosa, a presença constante e amiga de um parceiro amoroso de uma vida inteirinha?
E o que falar das mães e dos pais que por uma doença ou tragédia perdem um filho amado?
Ah! Meu Deus...
Falar da morte, sabendo que ela não existe, não consola em momento algum, porque o calor, o cheiro, enfim, a presença já não existe e nós, criaturinhas humanas, somos tão apegados à displicência existencial que até nos esquecemos das inevitáveis separações e perdemos segundos benditos em brigas e irreparáveis atitudes de egoísmo, vaidade, arrogância ou inércia em relação às pessoas que amamos ou circunstancialmente convivemos, fazendo-nos crer ilusoriamente que o convívio material será eterno e que a saudade, o arrependimento dos momentos desperdiçados, jamais acontecerão.
Que coisa, hein!
Por que estou escrevendo sobre isso nestes 29 dias de Dezembro, estando bem perto da passagem para um novo ano e pouco depois de um Natal que foi, como tantos outros anteriores, simplesmente maravilhoso?
Bem... Talvez para que eu não esqueça em momento algum que preciso dizer sempre sem qualquer constrangimento, EU TE AMO, e demonstrar nos detalhes de minhas ações e intenções diárias seja com os familiares, vizinhos, amigos ou colegas de trabalho, o quanto eles são importantes em minha vida.
E então, imbuída da certeza de que sou um ser muito especial, justo porque fui brindada em minha vivência com pessoas maravilhosas que por todo o tempo muito me ensinaram e colaboraram para que eu me tornasse uma pessoa feliz, transformo esta inicial manhã melancólica em palavras de puro e sincero agradecimento com a certeza absoluta que até mesmo aquelas que ainda não tive a alegria de conhecer pessoalmente, só fizeram os meus instantes ainda melhores com suas vibrações amorosas que transcenderam o tempo e o espaço e que, como ondas de luz, transpuseram a tela de meu computador e em abraços de atenção e generosidade aos meus escritos, aqueceram todo e qualquer vazio que por ventura eu tenha inadvertidamente deixado adentrar em minhas emoções.
E neste final de escrita, deixo rolar uma lágrima de saudade pela amiga, Marcia Araponga, que partiu para outra dimensão, em 26 de dezembro de 2010.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

NOVA REALIDADE

Às vezes e, ultimamente, com muita frequência, venho tendo a impressão que, confesso me assusta de que, não pertenço mais a este mundo.
É uma sensação de vazio que, longe de ser desagradável, me deixa leve, absolutamente em paz, como jamais antes havia me sentido. E por ser nova, mas também cada vez mais constante, ainda fico meio pasmada, crendo que, de alguma forma, estou à parte de quase tudo, permanecendo como uma telespectadora que, atenta a tudo, observa, mas sem se inserir de verdade.
Logo eu que estou por todo o tempo escrevendo sobre interação, participação e etc. e tal?
Pois é... Que coisa, hein?
Penso, então, que talvez seja a bendita plenitude que busquei por toda a minha vida, sem exatamente compreender como ela se apresentaria, quando finalmente a atingisse.
Será que após tantas décadas de buscas e esperanças em consegui-la, justo porque jamais deixei de crer que estar neste mundo maravilhoso fosse mais que apenas seguir padrões pré-determinados, ela me alcançou e eu ainda não me dei conta e resisto repleta de dúvidas e incertezas?
Na verdade, tudo que venho vivenciando e que é totalmente corriqueiro para as outras pessoas, para mim, parece tão sem sentido, às vezes meio falso, às vezes surreal.
Fico sempre com a impressão de que eu deveria estar em outro local, fazendo outra coisa, até mesmo sozinha. Que estar ali, sem estar participando por inteiro, é antes de tudo um abuso comigo mesma e ao mesmo tempo, fixo minhas atenções em outros aspectos que percebo assustada que passam batidas à maioria das pessoas ou são simplesmente tratadas rotineiramente, sem qualquer verdadeira atenção que mereceriam.
Há algum tempo atrás, cria estar sendo arrogante, afinal, tantas pessoas envolvidas estariam erradas ou no mínimo desatentas em relação a isto ou aquilo?
Quase pirei, pois quem seria eu afinal, dona da verdade? A sabichona?
Aos poucos, lendo, ouvindo especialistas de diversas áreas, assistindo a documentários nacionais e internacionais, fui percebendo que este, digamos, “mal que me afetava, também atingia a outros neste mundo de meu Deus”.
Eram pessoas que faziam questão de irem mais além do convencional, buscando alternativas naturalistas para enfrentarem um sistema cada vez mais cruel que , impiedoso, vinha ao longo dos milênios, encurralando as criaturas a uma robotização que mutila o que elas tem de mais precioso, que é justo suas liberdades existenciais, sufocando-as através da indução de comportamentos sociais de falsa valorização pessoal , onde a competição desmedida foi fragilizando a qualidade de cada postura, pensamento e consequente ação, transformando em lúdico muitas das emoções que fundamentam todo e qualquer projeto criativo de construção emocional livre e saudável.
Entretanto, com toda esta bagagem de entendimentos, mas também com a força impiedosa dos velhos condicionamentos, ainda sinto uma ponta de culpa por não conseguir achar sentido em certos rituais, como Velórios, Natais ou dias disso ou daquilo.
Sinto ainda culpa por não me inserir em qualquer manifestação religiosa, por que sinto a desnecessariedade em ter intermediários entre eu e Deus. Assim como, não consigo compreender porque o ser humano fala tanto em caridade, amor e respeito, sendo o primeiro e único a conscientemente devastar a si próprio e a tudo e a todos que o cerca.
Penso, então, que independentemente de estar sendo arrogante afirmando meus sentimentos, estou sendo franca ao expô-los e isto é estar fora de qualquer contexto sistêmico onde a última coisa que se pode ter é justamente franqueza.
Olho ao meu redor e, se culpada, vez por outra ainda me sinto, também livre me encontro, o que certamente representa uma incoerência, mas e daí se estou lucidamente em um processo evolutivo, onde o principal objetivo é conseguir extrair desta experiência vivencial o máximo possível de emoções até atingir aquela plenitude que desconfio estar quase conseguindo. Pondero então, que se o preço for exatamente o que venho por toda a vida pagando, que é parecer ou em muitas ocasiões, estar fora de contexto, que então eu pague até o último dia de minha vida terrena, porque tem sido muitíssimo gratificante, constatar por todo o tempo, que não tenho qualquer medo de buscar o além do banal.
Esta é a mais nova realidade que ainda estou aprendendo a assimilar, pois afinal, algo só nos é real, quando conscientemente a reconhecemos em nós, compreendendo seus efeitos, físicos e mentais.

sábado, 25 de dezembro de 2010

SINAIS NATURAIS

Pois é, acordei cedinho neste 25 de dezembro, como faço em todos os demais dias e não foi que, para minha surpresa, este amanhecer foi absolutamente diferente dos demais?Bem... Talvez, pensando um pouco, não tenha sido diferente, apenas um pouco mais conscientizado, o que para uma pesquisadora emocional, trata-se de uma oportunidade fantástica de um novo aprendizado.E aí, penso também que não se trata de um privilégio ou uma prerrogativa de alguns como eu, apenas se trata de um interesse maior em não desconsiderar qualquer aspecto vivenciado, reconhecendo seus efeitos na estrutura física, consequência da estrutura interligada do mental e dos sensitivos em sua produção constante de emoções.Pode até parecer complicado ou fazer crer que, para tanto, precisar-se-á de uma vigilância permanente e ininterrupta, o que na realidade seria contraproducente e totalmente contrário aos princípios básicos do naturalismo, que é justo estar absolutamente livre para estar-se integrado à própria existência.
Na realidade, tudo quanto precisamos é de um despertar de amor à vida que, em algum momento, percebemos ser o nosso bem maior.
E esse despertar, pode ocorrer de formas variadas, espontâneas ou induzidas, bastando tão somente que estejamos atentos. Talvez, este seja o maior obstáculo que temos que enfrentar, já que não estamos habituados a ter atenção conosco, priorizando a observância que deveríamos ter em relação aos sinais que, invariavelmente, nossa estrutura biofísica demonstra por todo o tempo.
Somos tão absurdamente desatentos que desconsideramos a dor, a febre e outros sinais extremos, substituindo uma atenção maior por pequenos e, em sua maioria, apenas paliativos, que camuflam os sinais e, com isto, deixamos desenvolver problemas que podem se tornar graves, justo porque nos habituamos a simplesmente crer que nossa máquina de sustentabilidade é tão somente um item sem importância maior, além do aparente estético.
Em meio a todos estes pensamentos que me ocorrem nesta manhã de feriado Natalino, olho através da janela aberta diante de mim e me encanto, como se novidade fosse o fato concreto de que posso enxergar minhas árvores frutíferas, o céu ainda acinzentado, ameaçando uma rápida chuva de verão, posso ainda sentir o vento gostoso que vem até a mim, refrescando o calor que resolveu não dar tréguas, assim como posso ouvir os sabiás, rolinhas e bem-te-vis em suas cantorias de bom dia e, se não bastasse, mesmo sem respirar profundamente, sinto os aromas dos cajus, das mangas, das pitangas, das acerolas e então me toco que estou sentindo a vida que reside em mim e isto pode ser uma sensação maravilhosa, porque afinal, desperta para a relevância do poder interativo com o universo que existe.
E se é possível senti-lo em sua biodiversidade, certamente também representa um agente agregador de fundamental importância, capaz de restaurar-nos , capacitando-nos por todo o tempo a despertarmos para as nossas responsabilidades maiores que se resumem em um único item que é o amor que devemos cultivar por nós mesmos, na certeza absoluta de que somos uma máquina perfeita, uma ciência exata que só precisa de cuidados e permanente manutenção, tal qual a que oferecemos a tudo que acrescemos aos nossos cotidianos de humanos sistêmicos.
E neste viajar de emoções que já me são íntimas, vejo-me novamente surpreendida, como ocorre a cada manhã em que disciplinarmente abraço a vida, buscando em cada uma delas um pouco mais de sabedoria para justamente separar o joio do trigo em tudo que faço ou sinto, cumprindo sistematicamente o meu dever de não perder o foco maior de minha existência, que é justo manter o meu direito em ser saudável, alegre e feliz, independentemente de dispor de qualquer outro item que o sistema social, no qual eu esteja inserida, me imponha.
Pense nisso, e se quiser, comece ainda hoje, no dia em que se comemora o nascimento de Jesus, seguir o seu único simplíssimo mandamento que foi:
-AME A TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.
E o teu próximo é tudo quanto possas sentir, enxergar ou tocar, a começar por ti mesmo.
BOM DIA e FELIZ NATAL

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

UM PRESENTE PARA VOCÊ



Pois é, fiquei pensando o que eu poderia oferecer como uma forma de carinho a cada um de vocês meus amigos virtuais, que me acompanharam nesta jornada diária de escrevinhadora apaixonada, e aí, descobri esta foto e logo me convenci de que não poderia existir nada mais leve, delicado, silencioso, resistente, encantador e belo quanto um explendoroso Beija-flor que simboliza com a sua pequenês e simplicidade de um ser vivente, toda a grandeza que a vida representa.

Rogo ao meu Jesus, inspirador dos pensamentos que agrupo em palavras e que refletem o meu amor pela vida em seu todo existencial que abençõe cada um de vocês a cada momento de seus instantes presentes, também inspirando-os amorosamente em suas passadas, pensamentos e ações.

Rogo também que continuemos juntos, pois para mim, poxa, é muito, mas muito bom mesmo, saber que vocês existem e que me visitam ou se permitem serem visitados por mim.

Um beijo carinhoso, um dia de Natal Feliz e uma passagem de Ano repleta de planos a serem realizados com muita harmonia.

Regina Carvalho

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OSCAR, O GRANDE.

Acabei de assistir o documentário que foi feito em 2006, homenageando o arquiteto da Invenção, Oscar Niemayer, por ocasião das comemorações de seu centenário.
É sempre um imensurável prazer ouví-lo em suas dissertações filosóficas a respeito do sentido maior do respeito humano. Classificando-se, por toda uma existência, como ainda comunista, mas em todas as ocasiões em que pude escutá-lo e apreciar a leveza de seus projetos, enxerguei nele um homem e seu design de socialista na mais pureza de suas expressões, onde não há lugar para hipocrisias populistas, mas, tão somente, soluções práticas e absolutamente despojadas, onde o homem em sua essência de potencialidades possa manifestá-las através de uma liberdade expressiva, fruto de uma estruturação física e emocional, oriunda de uma vivência embasada em princípios básicos, mas fundamentais de sustentabilidade própria em meio a um social que, momentaneamente, se encontra absurdamente destorcido.
Neste documentário e até no que sei, nos dias atuais, seu ritmo de trabalho e produção criativa continuam a cada dia mais intensos, parecendo-me que só comparado a Picasso em sua genialidade e produtividade em pleno esplendor de um aparente fim de linha.
Recomendo emocionada que procurem na Editora Abril e vejam e revejam em todas as ocasiões que se sentirem desanimados, desiludidos, com vontade de chutar tudo para o alto, quando acharem, ou vocês se acharem, que nada mais podem criar ou produzir, se sentirão, então, infinitamente capazes se assim se projetarem.
Durante toda a minha vida, proibi-me de dizer:
-Não posso.
Autorizei-me a dizer:
-Não sei
E permiti-me a dizer:
- Me ensine.
Com estes três comandos mentais, fui convidando o universo com toda a sua inteligência energética a permanecer me aceitando em suas benditas interações participativas, e aí, bem..., tudo faz sentido, inclusive e, principalmente, reconhecer os benditos talentos sempre solidariamente doadores, esperando discípulos interessados em não deixar parar ou morrer este ciclo maravilhoso, perfeito e ininterrupto que é a vida.
Faltam 10 dias para o Natal. Que tal, mudar de postura?
Trocar a preguiça, os enfados, a irritabilidade, a falta de senso de humor que normalmente leva à grosserias ou ao descaso e pense no quanto você pode chegar neste final de ano se reconhecendo um alguém mais forte, mais humano, participativo e mais bonito no seu papel de pessoa menos arrogante e mais sincero e solidário com o seu direito de ser mais harmonioso e feliz por um maior tempo possível, nesta viajem terrena, que, afinal, meu bem, é sempre tão curtinha, até mesmo para um senhor genial, como o Sr. Oscar Niemeyer, que já está com 104 anos, produzindo como nunca.
E aí, as rugas e a física maldita que faz pender peitos e bundas, ficam relegados a um plano bem pequenininho, diante do poder mágico de se sentir por todo o tempo um alguém muito ligado no único item que tem real importância, que é viver e que não está nem aí pro azar, mandando a merda e sorrindo, sem qualquer stress, tudo e todos quantos queiram invadir o seu reduto pessoal de paz absoluta.

MENSAGEM...

Que em cada caixa, pacote ou sacola com presente de Natal que você comprar para oferecer, seja nele adicionado as suas intenções de vivenciar com mais harmonia, equilíbrio, razão e amor cada instante de vida na convivência com aquele que irá recebê-lo, pois esta é a primeira e última atitude que nos garante a paz interior, mãe absolutamente protetora quanto a quaisquer interferências nefastas às nossa mentes e emoções.

FELIZ NATAL


Que 2011, antes de tudo, represente o ponto zero de uma nova caminhada na sua decisão amorosa consigo mesmo de ser e permanecer mais consciente com o simples, mas extraordinário fato de estar vivendo.


FELIZ ANO NOVO


NENHUMA BRASTEMP

Ando meio sem assunto, às vezes até crendo arrogantemente que já escrevi sobre tudo.
Pode uma coisa dessa?
Quem sou eu para ter este pensamento?
O que acontece é que dentro de meu universo vivencial logístico, realmente os assuntos diferenciados parecem tão somente repetição, tipo: filme já assistido. Afinal, são anos consecutivos escrevendo diariamente, sem qualquer trégua.
Como penso que sou uma escrevinhadora social, abusadamente, relato tudo que vejo acontecer, jamais deixando de oferecer meus palpites pessoais, sem que me sejam pedido, o que atrai quase sempre a rabujentice de alguém que, inconformado com o meu atrevimento, no mínimo torce o nariz e me ignora.
Quando não fazem pior. Ninguem melhor que eu para saber.
Voltando à falta de assunto que me assola nesta manhã um pouquinho chuvosa, onde as nuvens encobrem o sol que, confesso, adoro receber logo bem cedinho, penso que tudo se deve a ansiedade que também me atinge diante do Natal que se aproxima rapidamente, exigindo desta senhora que vos fala, trabalhos extras acompanhados de muitas correrias, pois além dele que por si só já é movimentado, ainda vem chegando o verão, lindo, ensolarado e trazendo consigo turistas e veranistas, ávidos pelas delícias da Ilha.
O que eu tenho a haver com isto?
Bem..., enquanto uns gastam, outros como eu, ganham. Portanto, que venham aos montões, pois o que eu e muitos mais precisamos é justo tirar a barriga da miséria, faturando um tiquinho a mais, para compensar o período de inverno que, cá pra nós, o povo reclama, mas que não foi assim nenhuma Brastemp, mas também, não foi dos piores.
Eu comecei a escrever mesmo de que?
Ah!... lembrei... a falta de assunto. Não foi mesmo?
Pois é, entre os roubos domésticos e comerciais, aumento da criminalidade, acordos políticos, abandonos sociais, mal caratismo administrativo, falta de Segurança Pública, falência educacional, famílias destroçadas, noticiários sanguinolentos, poluição sonora, invasões de lotes vagos, doações do patrimônio público, pra lá de incompreensíveis, fugas e retornos de notórias autoridades, fofocas e ilusões perdidas, restou pelo menos para mim a consciência de que permaneci atenta, registrando sempre que me foi possível os ganhos e as perdas desta nossa cidade tão linda e acolhedora, constatando que ela merecia bem mais que o descaramento que hora recebe de cada um de nós, cidadãos inertes que a tudo assistem com a passividade dos acomodados ou desiludidos.
É, mas o Natal está chegando e depois dele um novo ano que agarro com a esperança, mesmo que fraquinha, que as “coisas melhorem”. Será? Afinal, já sinto o faro de novos acordos sendo feitos nas caladas das noites. Não há quem queira largar deste osso, tão nutritivo. Não é mesmo?
Pois é, para quem não tinha assunto...
Cá estou, novamente fofocando como se fosse uma mulherzinha de pardieiro.
Que coisa, heim!
RSRSRSRSR......... BOM DIA !
E que este seja, de verdade, um dia repleto de muita luz.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CUIDADOS ESPECIAIS

Gosto de acompanhar os noticiários da Globo News, justo porque são mais completos em suas informações ao contrário dos jornais dos horários nobres que tão somente representam instantâneos eletrônicos que indubitavelmente informa, mas não dão tempo e espaço entre uma notícia e outra para que foquemos em qualquer entendimento maior.
Por outro lado, o excesso de detalhismos, hoje bastante comum e apreciado por uma gama imensa da população, e que salvo engano, começou com o jornalista Gil Gomes no SBT em São Paulo, no início dos anos 80, sinceramente me cansa, chegando inclusive a me revoltar em certos momentos em que o profissionalismo sério cede lugar a embromologia, ao abuso de muitos dos direitos constitucionais dos cidadãos envolvidos em clara e franca exploração da miséria humana.
Descobriu-se o filão do sucesso de audiência e a TV, então, em determinados horários, passou a apresentar, como dizem seus comandantes televisivos, a realidade do cotidiano, ao vivo e a cores, inclusive na hora do almoço, onde a família passou a conviver, tendo que engolir juntamente com o arroz e o feijão, toda uma violência que é real, mas que necessariamente não deveria estar sendo exposta de forma tão inconseqüente e sem qualquer propósito agregativo que verdadeiramente significasse informação.
O que venho observando ao longo de muitos anos é que se foi criando um sentimento cruel de indiferença e banalidade, e como a mente humana é uma caixa representativa de infinitos processamentos, também vejo se desenvolvendo aceleradamente uma desagregação social em prol de um exclusivismo doentio que inclusive induz sorrateiramente ao contrário do que obviamente se supõe, pois deveria pela lógica levar as criaturas ao horror em imaginar-se naquela mesma situação.
Acredito que existam estudos psicológicos sendo feitos a respeito, quanto aos malefícios de tantas e constantes informações, principalmente em relação às crianças de variadas faixas etárias que permanecem expostas a absorção auditiva e visual, das barbáries que acontecem principalmente nos grandes centros metropolitanos.
O método repetitivo é largamente utilizado, provocando um efeito massacrante à mente que vai aos poucos perdendo sua capacidade avaliativa de seleção de qualidade do que lhe convém, para se tornar um mero receptor que por razões cognitivas de efeito prazeroso, desperta em cada criatura um grau de sadismo que vem se expressando de formas diversas em simples e corriqueiros relacionamentos de quaisquer naturezas.
O problema social, provado por este tipo distorcido de pseudo jornalismo que na realidade tão somente cria os Ídolos das Desgraças, largamente camuflado com um véu de apoio social, mostra exatamente para qualquer pessoa com um mínimo de base avaliativa, indiferentemente dela ser catedrática seja lá do que for, o quanto pode ser danoso ao desenvolvimento psico-social das mentes ainda em formação, assim como extremamente viciante a qualquer criatura, tornando-se ao longo da exposição tão corrosivo quanto qualquer droga conhecida e condenada.
Mas, fazer o que?
Se o importante é que oferece notoriedade para quem se dispõe a praticar este estilo que chamam de jornalismo, as empresas anunciantes, cada vez mais se dobram a este estilo de penetração popular que já está no topo das mais rentáveis, as emissoras apesar de ser uma concessão têm em seus diretores profissionais da lucratividade.
Fica restando a todo aquele, e olha que são muitos, que rejeita os abusos desta natureza, vendo claramente nelas o engodo e a indiferença a qualquer item de qualidade ou benesses jornalísticas, que não seja para si mesmo, o direito sagrado de pesquisar os malefícios e denunciá-los, nem que seja nas redes sociais, como faço neste instante, na esperança de manter ainda em evidência aqueles que respeitosamente imprimem ao jornalismo o seu básico e essencial objetivo que é o de informar para integrar educando.
PRESTEM ATENÇÃO, quanto ao que seus filhos, netos ou sobrinhos assistem pela TV, afinal tudo pode ser indutivo a formação do caráter e as informações noticiosas, também, podem ser danosas, quando são fornecidas sem qualidade e tão pouco parâmetros de limites.
Certos cuidados especiais quanto ao que eles ouvem e vêem é a forma mais simples e eficaz de demonstrar amor, afinal, pode até não ser a solução mágica, mas que ajuda a se criar mentes menos poluídas com o lixo urbano, isto também é incontestável.
BOM DIA!

domingo, 12 de dezembro de 2010

OBRIGADO...

Novamente estou, e ainda bem, vivenciando um novo dezembro de muitos compromissos sociais inerentes ao Jornal Variedades e a profusão de eventos que pipocam por todo o tempo, e aí, sobra muito pouco espaço para as demonstrações de carinho que eu gostaria de expressar a cada pessoa que adentrou em meu cotidiano ou que apenas continuou generosamente apoiando e respeitando a mim, a minha família e aos nossos trabalhos ao longo deste ano de 2010.

Gostaria de dizer que é sempre uma surpresa a cada ano perceber e acolher tantas emoções que nos são oferecidas, mas eu não estaria sendo honesta justo porque desde o instante em que chegamos a esta terra bendita, não houve um só instante onde não fossemos acolhidos com a generosidade que somente os grandes podem e sabem oferecer. Até mesmo aquelas raras criaturas que, por um motivo ou outro, não puderam ou não quiseram nos emprestar os seus carinhos pessoais, até mesmo estas jamais se furtaram ao respeito e a consideração de suas tolerâncias.

Até mesmo os gatunos que adentraram em nossa casa, dando-nos sustos e perdas materiais, por todo o tempo deixaram transparecer os cuidados em não passarem dos limites e souberam ter gesto de preciosa educação, poupando-nos de qualquer agressão física ou moral, fazendo questão de se despedirem dizendo:

- Não esqueça Dona Regina, nós não fizemos mal a vocês..

A principio, pensei se tratar de uma ameaça, mas analisando, como faço nos mínimos detalhes tudo que vivencio, convenci-me de que tão somente os distintos ladrões quiseram que nós não nos esquecêssemos que eles foram gentis, tratando-nos inclusive pelos nossos nomes e até amparando-nos para que nos levantássemos da posição incômoda em que nos encontrávamos, sentados e acuados ao chão.

Que posso mais querer de uma terra, onde seus moradores, por todo tempo, me tratam pelo meu nome, onde todos sabem o meu endereço e onde jamais me senti, apenas, mais um número estatístico?

Generoso é todo aquele que sabe dar, principalmente a si mesmo.

Generoso é acima de tudo um magnânimo em sua paciência e compreensão com as falhas alheias.

Generoso é o povo de uma cidade que mesmo com a constatação doída de estar enfraquecido em seu equilíbrio estrutural, usa o amor, mãe poderosa da paciência individual de cada cidadão para manter a homogenia da razão, com a certeza absoluta de que o amanhã certamente chegará e, com ele, virão novos ventos que direcionarão à outros rumos, mais amenos.

A Ilha de Itaparica, assim como a Bahia, é isto e muito mais que as palavras desta feliz senhora jamais conseguirão expressar, que não seja através das ações pessoais permeadas por todo o tempo de um senso de correção e gratidão.

Portanto, só tenho a agradecer pela constante generosidade em nos permitirem estar nesta convivência gostosa que usufruímos desde dezembro de 2002.

Agradecer, principalmente, pela tolerância frente a ousadia de meus palpites apaixonados, esteja eu onde estiver, que externo por todo o tempo, fazendo desta terra de vocês muito minha também sem me sentir constrangida ou de fora.

Obrigado, por nos abraçarem emocionalmente e em nossos projetos comerciais.

Obrigado, pela segurança em nos sentirmos inseridos como irmãos fraternos.

Obrigado, pelo equilíbrio que estamos dia a dia galgando em nossos instantes presentes, pela razão que encontramos nestes mesmos instantes, para não nos permitirmos qualquer lamentação pessoal e pelo amor que recebemos através da atenção e do profundo respeito que por todo o tempo somos contemplados.

Finalmente, obrigado a Deus e a todas as energias vibrantes deste universo fantástico que nos direcionaram à esta terra abençoada, com o seu povo de luz, para que pudéssemos conhecer a felicidade em reconhecer nossos instantes de paz.

Desejo a todos que este dezembro traga um Natal de fartura, assim como uma passagem de ano repleta de intenções amorosas para que possamos reconhecer o nosso Deus em todo aquele, humano ou não, com quem convivemos em nossos cotidianos de vida e liberdade.

BOA TARDE A TODOS.

sábado, 11 de dezembro de 2010

A VACA FOI PRO BREJO

Faltam 15 dias para o Natal e eu não sei dos movimentos natalinos em outros lugares, além daqueles que a TV mostra e, é claro, pelas bandas de cá, sinceramente, o comércio pode até estar vendendo mais que nos anos anteriores, não duvido, mas em se tratando de clima natalino, a vaca foi pro brejo.

Aliás, não foi só o Natal que percebi que foi, afinal, a cada ano vivido, e olha que sou sortuda e bota ano nisso, mais e mais tradições são esquecidas, desvirtuadas ou simplesmente vão para o brejo, tirando do cotidiano das pessoas certamente um pouco de encantamento, tão necessário quanto estimulador e mantenedor de certa interagibilidade participativa que unia um pouco mais as criaturas em seus locais de convívio e, em se tratando do Natal, até mesmo as de outros países passavam adiante um espírito de solidariedade e amor, únicos sentimentos que se não eram totalmente reais, pelo menos envolviam e faziam crer a todos que as pessoas de todos os lugares, pelo menos no mês de dezembro, se tornavam mais amenas em suas complexas emoções.

Era algo meio que surreal, mas que dava resultado, arrancando até mesmo atitudes solidárias das criaturas mais duras e indiferentes.

E no que foi pro brejo, o Natal foi levando consigo a ingenuidade de nossas crianças, antecipando seus amadurecimentos e enterrando assim uma fase existencial das grandes fantasias infantis, que remetiam suas mentes à lugares longínquos e cobertos de neve, onde um tal senhor chamado Noel morava e lia durante o ano inteiro todas as cartinhas e pensamentos e, no dia 25 de dezembro, dirigindo o seu trenó, chegava à porta, lareira ou janela de cada uma só e unicamente para lhe entregar o presente tão aguardado.

E aí, me lembro de ficar pensando, ainda criança, em como ele conseguia entregar em uma só noite tantos e tantos presentes. E enquanto pensava, criava mil fantasias, na tentativa ingênua de traçar rotas imaginárias, onde se eu fosse ele, usaria para dar conta de tanto trabalho.

Eu sonhava e talvez por isso depois passei a escrever e mais adiante a querer entender as rotas que nossas mentes optam em seguir nesta maravilha de estar vivendo e convivendo.

E as crianças de um passado, assim nem tão distante, não sonhavam com muitos presentes. Em sua maioria, sonhava-se com um único, que preenchia o imaginário.

Entretanto, haviam regras a ser seguidas a fim de se ganhar o tão sonhado presente de Natal, pois a criança precisava mostrar que o mereceria e esta comprovação vinha através de sua postura frente a determinadas obrigações, quanto ao aprendizado, modos comportamentais consigo mesmo e com o meio em que vivia, como por exemplo:

Respeito aos mais velhos, deveres de casa sempre feitos com capricho, notas boas na escola, asseio pessoal através de banhos bem tomados, cuidados com o material escolar e etc...

PAPAI NOEL de certa forma era também uma espécie de estímulo que os pais dispunham para colaborar na educação de seus filhos, mas a vaca foi pro brejo no momento em que este estímulo passou a ser uma obrigação, justo para aplacar a não presença orientadora e cobradora destes mesmos pais, que passaram a presentear os seus filhos como forma de pagamento pelas suas ausências justificáveis.

E da cartinha à Papai Noel, pedindo um brinquedo de seu imaginário, a criança passou a ser induzida a somente desejar tudo quanto o lúdico comercial lhe era oferecido através das mídias e, a partir destes novos valores, a criança passou a fazer listas com vários brinquedos, substituindo o sonhado pelos tão somente desejados e conseqüentemente perdendo ou jamais adquirindo o bendito senso de limites pessoais que, afinal, determina o entendimento que se deva ter entre o direito de ter e de ser e, principalmente, na convivência com os demais à sua volta.

E a partir deste desmoronamento do direito de simplesmente sonhar, foi caindo por terra também o direito sagrado que toda criança deveria ter que era e será sempre o de ser, apenas, criança, assim como o prazer de se ser apenas pais e não fábricas geradoras de dinheiro ou dívidas, mantenedores de filhos preguiçosos, mimados e, em sua maioria, incapazes de buscar suas próprias realizações pessoais, amparados que se sentem em suas acomodações vivenciais.

O que mais tem se visto crescendo nas últimas décadas, são filhos adultos que permanecem atrelados às barras de saias e calças de seus pais, utilizando os mais diversos argumentos para justificarem suas próprias incapacidades pessoais de se amparar em seus próprios sonhos e deles criar incentivos de lutas sadias em prol de uma vida e de uma liberdade de conquistas pessoais.

O que se vê, são jovens que chegam aos 21 anos sem sequer ainda terem descoberto suas potencialidades, permanecendo como Zumbis em busca de carreiras ao sabor do oportunismo momentâneo, fazendo então cursos e faculdades sem qualquer parâmetro de ligação emocional ou permanecendo ao léu do acaso sistêmico que o induz a uma marginalidade quase sempre sem volta.

O que tenho observado ao longo de uma vivência atenta, são jovens cada vez mais desiludidos, profissionais cada vez mais incompetentes, seres humanos cada vez mais solitários em contra ponto a uma tecnologia cada vez mais expressiva, aparentemente agregadora e conseqüentemente mais acessível.

E ao constatar tudo isso, puno-me diretamente por não ter sido suficientemente resistente aos apelos de liberdade de jovem mulher progressista que tiraram de mim momentos com meus filhos que brinquedos, casas, carros, viagens e roupas jamais foram capazes de substituir.

Quem sabe você que está lendo neste momento, possa olhar para o seu filho, tenha ele a idade que tiver, e pensar a respeito, e quem sabe substituir alguns dos desejos dele pelo sonho que certamente ele tem no calado de sua alma, de poder passar algum tempo do seu tempo em sua companhia, comendo cachorro quente, bebendo coca-cola ou simplesmente dividindo seus tempos tão somente entre vocês.

Que tal repaginar o Natal, desenterrando a ingenuidade, fechando um pouco a carteira e abrindo o coração!

Que tal dizer ao seu filho que o ama, mesmo que ele responda em seguida:

- Qual é, tá doente?

Afinal, água mole em pedra dura, tanto bate que até fura.

Bom Dia!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ATÉ LÁ...

Hoje, a profusão de pássaros está tanta que, até os cachorros estão surpreendidos e desatam a latir, correndo atrás de alguns e ao invés de atrapalharem o show matinal,dão a ele um novo formato que naturalmente não deixo passar batido e corro a registrar, repleta de emoções.
Penso então que viver plenamente é justo estar atento aos detalhes obviamente repetitivos e então,é possível reconhecer-se a tal felicidade que buscamos por todo o tempo sem que nos apercebamos que a temos e nem a notamos porque à transformamos em tão somente um estado lúdico e ilusório emocional com uma pseuda verdade de que para obtê-la, precisaremos ter isto ou aquilo, nesta ou naquela situação.

Aos poucos os pássaros estão se aquietando e automaticamente um a um dos meus amiguinhos voltam a deitarem-se próximos a mim , fazendo-me novamente perceber as mutações divinas de nossos sentidos que nos remetem à paz após a presença do encantamento de segundos de absoluta interação com a natureza e portanto a felicidade de ter-se constatado por breves momentos que se está vivo.
Qual motivação pode ser maior para que alguém se sinta feliz?
Este meu espírito de felicidade matinal, talvez possa servir de entendimento para exemplificar as minhas alegações educacionais de que precisamos inserir no ensino fundamental a disciplina da vida, justo para que as nossas crianças se percebam elementos completos deste universo fantástico, mostrando a ela os detalhes que passam batidos e que são de fundamental importância para que ela se veja como mantenedora do ciclo da vida.
E aí,a consciência ecológica estará enraizada em suas estruturas sensitivas e portanto emocionais e ambas, manterão os racionais mais lúcidos quanto a responsabilidade em preservarem a natureza porque enxergarão nela, sendo o que for, a si mesmo.
Afinal,como podemos educar alguém sem que a lembremos por todo o tempo de sua formação que ela é parte importante de um todo completo e que sem a sua devida atenção e respeito à tudo no qual está inserida e que sem ela,o restante ficará sempre menos bonito e certamente mais pobre,fazendo-a indiscutivelmente buscar com infinita dificuldade o bendito estado de paz que nada no mundo comprará, além de sua individual capacidade em sentí-la.
Mais um ano está terminando,faltando apenas 22 dias para que possamos comemorar a chegada de 2011.
Rogo aos meus pássaros que continuem cantando e me encantando, pelo menos até lá para que eu possa em todas estas futuras manhãs, continuar este meu trajeto de vida e liberdade, amor e buscas de entendimentos que, até hoje, fizeram de mim um ser completo e muito agradecido e feliz.
BOM DIA À TODOS.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Um Deus mais humano...

Olha-se ao redor e tudo parece normal. Uma discussão irrompe entre duas mulheres que parecem amigas, uma criança faz birra e sua mãe a arrasta rua a fora, alguém ecoa uma gargalhada estridente, um carro freia bruscamente, alguém xinga um palavrão, jovens passam rindo alto, fazendo brincadeiras uns com os outros, o carro de som faz publicidade de alguma coisa que não deu para entender, pois do sistema de alto-falante dos postes (que se auto-denomina rádio) soa uma música barulhenta, levando-me a crer que em breve enlouquecerei se não houver uma pequena trégua neste emaranhado de sons e movimentos, cores e aromas.
De repente, tudo se acalma, ouço apenas a voz chata de alguém pregando o evangelho e fazendo dele sua espada afiada contra os gays e lésbicas da região.
Penso, então:
- O que é isso, meu Deus?
- Que pessoa é esta que desafia a Lei e se coloca no papel de julgador, crendo que seu Deus, de tão particular, lhe dá o passaporte para estar acima do respeito que deveria ter pelos seus semelhantes.
Afinal, que Deus é este que está sendo cultuado que antecipa o julgamento de seus filhos terrenos, dando cartas brancas a seus mais fanáticos seguidores para falar e agir em nome dele?
Que Deus é este que segrega sem piedade, jogando ao descrédito todo aquele que decide ser apenas ele mesmo, tirando as máscaras e as camuflagens de suas opções pessoais?
Que Deus é este que amplia a discórdia, estimulando o apartheid?
Que Deus é este que abandona seus filhos ao julgamento dos fanáticos que de tão hipócritas se tornam cruéis?
E que religião é esta que desconhece o equilíbrio da compreensão divina e permite que seus seguidores se tornem algozes de suas diferenças?
É preciso que meditemos sobre o que pensamos, falamos e fazemos.
É preciso que busquemos a ternura que certamente possuimos em nosso emocional.
É preciso que façamos uma revisão de nossas atitudes perante a tudo que nos parece estranho e adicionemos à cada crítica que nos parece justa, uma pitada única que seja de toda a sabedoria que está implicitamente inserida em nossa capacidade em sermos humanos tal qual a nossa natureza de raça.
Que o Deus que é tão usado como muleta, seja também um forte escudo contra a dolorosa postura de senhores da verdade, que, afinal, justifica todas as mazelas passíveis de serem identificadas nos relacionamentos, ditos humanos, por todo o tempo.
Que o Deus que ostentamos como propriedade nossa, nos sirva de amparo aos nossos mais rudimentares sentimentos de medo e insegurança, abrindo nossas áureas de emanações pessoais para que sejamos, como unidade molecular de vida, um agregador interativo entre a vida e a vida, estimulando as energias vibracionais de respeito e compreensão a tudo quanto possa fugir ao nosso entendimento.
Que neste Natal consigamos fazer do símbolo Jesus que ostentamos como nosso, se transforme em de todos, através das vibrações amorosas que certamnte refletirão em nossas posturas, fazendo os nossos caminhares ficarem mais suaves e, portanto, mais bonitos.
Que fechemos este ano de 2010 rconhecendo que fizemos a nossa parte, mas que certamente poderíamos ter feito bem mais.
Que as omissões que nos impusemos, criaram rios e cascatas de perdas para muitos, e que isto poderá ser minimizado através de uma alteração postural que está ao nosso alcance realizar.
Enfim, que o nosso Deus, que acima de tudo é misericórdia, nos cubra de sua glória, força e sabedoria para que se não ainda somos capazes de amar aos nossos semelhantes, que pelo menos os respeitemos em suas formas de ser e de vivenciar seus instantes presentes e terrenos.
Que neste Natal o nosso Jesus renasça para nós trazendo à nós a lucidez de podermos recebê-lo tal como é em semelhança aos seus semelhantes:
"branco, negro, amarelo, vermelho, pobre, remediado, rico, saudável, doente, piedoso, maldoso, homem, mulher, gay, lésbica...".

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O QUE FAZER...

Enxugo as lágrimas teimosas que insistem em rolar por este rosto de mulher madura e penso, então, que se néctar regenerador este choro fosse, nenhuma ruga existiria neste meu semblante, assim como, nenhuma mágoa deixaria de ter sido lavada e, portanto, retirada desta minha alma de artista que, tal qual as lágrimas, insiste em enxergar um mundo mais bonito que na realidade o é.

O que fazer com este sentimento de frustração, quando por instantes vejo-me diante do imponderável?

Os anos passam e apesar das lágrimas parecerem as mesmas e eu crer que até mesmo choro menos, vejo-me como agora, sem qualquer amparo, chorando novamente por mais um barco que não voltará jamais.

E apesar de saber que outros virão, como sempre vieram, não encontro consolo por este, que acabo de perder.

Deixo-me então chorar, pois fazer mais o quê, se não mais me cabe singrar ao lado deste barco que não mais verei.

Penso então, em minha alma de artista que, livre, cria e molda incansável paralelos de luz, mas que também se curva de dor, pelo desencanto ou talvez seja mais verdadeiro dizer que seja pela impotência de nada mais poder acrescentar a este e a tantos outros barcos que seguiram seus próprios rumos, sem olhar, por um só instante, a dor de minha perda, à beira do cais.

E se nunca precisei chorar pela perda de um grande amor, com certeza muito chorei pelas perdas das ilusões em meu cotidiano de mulher com alma de artista que teimosa insiste em pincelar com cores, oferecendo nuances de brilho, na teimosia da artista em enxergar o belo e o ideal ponderável.

sábado, 4 de dezembro de 2010

CONTRA PONTO

Ontem, tão logo terminei de escrever sobre os cajus maravilhosos que recebi de meu amiguinho Luiz, embarquei no Ferry Boat para ir à Salvador, almoçar na casa de Eloysa, uma querida amiga.
E aí, fui observando ainda no terminal que tudo por lá está com uma aparência de abandono e então lembrei-me da sujeira e decadência que era antes da TWB assumir os serviços.
Apesar de termos inúmeras reclamações, pois certamente os serviços poderiam ser de melhor qualidade, é preciso reconhecer que, inicialmente, houve uma substancial melhora. Tanto que o fato de não estar havendo continuidade, pelo menos quanto ao asseio, manutenção dos terminais e ferrys logo chamou minha atenção.
O atendimento, pelo menos noturno, dos funcionários para com o público, nos guichês e catracas, também poderia passar por uma reciclagem, afinal, um sorriso, uma BOA VIAGEM, não custa nada, não é mesmo?
Faço uma ressalva às paredes laterais dos corredores de acesso que poderiam receber uma mãozinha de tinta para que seus usuários pudessem se sentir mais prestigiados, acreditando que a empresa preocupa-se em oferecer sempre o melhor.
Que tal a sugestão?
Mas então, entre uma enxugada de suor no rosto, pois o sistema de ventilação não estava funcionando e a visão indescritível da beleza da Baia de Todos os Santos, tomo um gole de água mineral e penso no quanto sou um ser privilegiado de poder estar vivenciando toda aquela maravilha e, de repente, nada mais tem importância maior que esta realidade que se descortina diante de mim e de tantos mais.
Olho ao redor e me pergunto se todas aquelas criaturas, assim como eu, também estão apreciando ou se simplesmente olham, mas não enxergando, por estarem presas a seus próprios pensamentos, repletos de mil coisas a serem resolvidas.
Ao contrário, minha mente se esvaziou e só me dei conta do quanto eu tinha me permitido relaxar, quando finalmente o navio apitou. E lá, diante de mim, estava majestosa a senhora Salvador, com o sol refletindo nela todo o seu magnetismo, deixando fagulhas brilhantes de muita luminosidade, oferecerendo um espetáculo de suntuosidade pelo menos a mim, apaixonada inveterada por esta Bahia colorida, cheirosa, saborosa e apaixonante.
Diante deste quadro fantástico, pisco os olhos para conter a emoção, falo alguma coisa com meu marido, justo para não me tornar repetitiva quanto aos infindáveis elogios que costumo fazer a esta bendita terra que abracei como minha e na qual fui abraçada com absoluta ternura e generosidade, a qual me curvo e digo:
- Obrigado
Que o dia de hoje, seja de absoluta paz à todos vocês, meus parceiros virtuais, lembrando-os carinhosamente que somente nós somos capazes de produzir o nosso próprio bem estar, cultivando com esmero e determinação a certeza indiscutível de que nada mais pode ser mais importante do que o milagre de nossa própria vida.
Filosofia?
Conversa!...
Apenas emoção e, é claro, DEUS nas intenções.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

INTENÇÃO PERFUMADA

O mês de dezembro, logo no seu primeiro dia, começou para mim de uma forma muito especial.

Como ocorre todos os dias, cheguei à tarde na loja e, para minha alegria, constatei que havia um presente para mim que o meu amiguinho Luiz, de 14 anos, havia deixado.

Gente... Era um saco de lindos cajus. Maravilhoso!

Já escrevi a respeito de cajus em várias ocasiões, pois acho que, juntamente com a manga, são os frutos mais bonitos e cheirosos, além de carnudos e saborosos.

Agora, além disso tudo, ainda ter sido um presente do Luiz, só posso considerar que foi um recado do Meu Deus, querendo que eu não me esquecesse que sempre vale a pena investir carinho, respeito e solidariedade nas crianças.

O mundo está abarrotado dos Luizes, Marias e Josés que não pediram para nascer e que nada possuem além do fato de estar existindo. A eles, falta tudo que nos sobra e, ainda assim, somos egoístas e preconceituosos.

Quando, nem que seja por um pouquinho, nos direcionamos a eles para tão somente respeitá-los, levando-os a crer que são capazes de suplantarem suas adversidades com suas potencialidades, logo nos surpreendemos com um retorno de luz desta mesma criança, bastando tão somente que fiquemos atentos e, acima de tudo, respeitosos aos seus esforços pessoais.

Mês a mês, esta criança vem superando sua própria miséria existencial de todos os níveis que a rodeia, escorregando cá e acolá e, em todas, nós conversávamos e, aos poucos, fui percebendo que ele também começou a reconhecer o quanto estava valendo a pena mudar suas atitudes, que nada mais eram que gritos de revolta a um sistema prá lá de cruel para muitos como ele.

Com um pouquinho de atenção, consegui que ele se enxergasse um garoto bonito e saudável, apesar de todas as suas dificuldades.

Em dado momento, ele se motivou a retornar às aulas na escola noturna e se ainda está capengando no aprendizado, pelo menos já comparece e não mais é considerado um terror.

E creio que este foi apenas o começo de uma mudança expressiva que se coroou com um gesto bendito de carinho, trazendo-me através dos frutos cheirosos e suculentos, todo o perfume intencional de suas lutas diárias de superação e transformação pessoal.

E aí, penso no quanto é gratificante saber que uma criança, considerada perdida, dedicou pensamentos e intenções amorosas a mim, através de cada caju que colheu, pensando em me ofertar.

Poderia eu desejar, presente mais especial?

E aí, você também não conhece um Luiz, uma Maria ou um José?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Reflexões sobre a vida...

A morte é um estado transitório entre a vida em uma determinada expressabilidade física e a formação imediata de outra formação, não necessariamente física, podendo permanecer como uma energia com memória temporária anterior ou tão somente essência energética, apresentando um núcleo vital com as memórias inteligentes acumuladas ao longo de infinitas transmutações.

O sentido de tempo e espaço terreno é tão somente um estado vital humano, não se reproduzindo em relação ao universo como um todo.

As ações dos infinitos campos energéticos se cruzam e interagem com a sapiência não menos infindável das necessidades cósmicas interativamente evolutivas no sentido absoluto de rotatividade e permanência de vidas diversas, onde obviamente somos integrados de acordo com as ligações de energias das quais somos ligados pelos cordões invisíveis das afinidades atrativas.

É possível que nesta interação, volte a existir a possibilidade de um retorno à vida terrena, afinal o espaço está livre para as movimentações energéticas. No entanto, esta não é uma regra fixa como uma equação matemática sem que haja opções de desdobramentos, assim como tão pouco haverá julgamentos oferecidos por supostos inquisidores que determinarão o destino daquela fagulha energética recém absorvida pelas correntes elétricas que movem o sistema cósmico.

Essa navegação criativa da mente, nasceu no instante em que a matéria viva humana se viu frente à necessidade de exercer sua força sobre o outro e foi se desenvolvendo na medida em que sua mente foi se coordenando com a sua necessidade de sobreviver ao outro.

Parceria com Roger Bonfim.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

RESGATANDO HERÓIS

“As redes de televisão, a internet e os demais meios de comunicação estão fazendo os seus papéis na divulgação do horror perante aos céus e ao mundo do finalmente combate ao tráfico de drogas no Rio de Janeiro”.

Fantástico, todos dizem ao mesmo tempo, em um consenso geral.

A população do Rio de Janeiro há muito esperava por uma ação desta natureza, mas a verdade é que durante décadas nada foi feito e, agora, graças à necessidade de um clima de maior segurança aos visitantes que virão para a Copa e para as Olimpíadas, o governo finalmente começou a atuar, resgatando em três dias, maciçamente, a imagem dos policiais e militares brasileiros.

A inversão da imagem do herói para as crianças foi lentamente sendo substituída pela figura forte e poderosa do traficante que começou a formar seus núcleos de ação criminosa, ajudados pelos moradores destes redutos, fazendo deles seus escudos vivos, seus dominados, situação opressiva, mas salvadora em áreas de absoluta carência, onde estes criminosos passaram a fazer o papel do estado nas ações sociais básicas.

O despreparo dos policiais e suas marginalizações constantes, através dos seguidos escândalos, envolvendo-os em corrupções, participações em esquemas criminosos ou em ações absolutamente desastrosas, envolvendo civis, foram tirando até mesmo nossos heróis dos GIBIS ou revistas em quadrinhos.

Os nossos cada vez mais jovens promissores bandidos, foram se encantando pelos ganhos aparentemente fáceis e pelo poder bélico que estes marginais passaram a ostentar, enquanto nossos policiais foram caindo no ostracismo de uma inércia constrangedora, aparentemente freados em suas ações por uma espécie de falência idealista que por muitas gerações levou milhares de jovens a crer ser a profissão ideal.

CIVIS ou MILITARES, existe um número expressivo que desperta nas pessoas um sentimento de pena ou medo por suas carências ou agressividades em suas próprias apresentações físicas, assim como, também despreparados e sem uma devida orientação no dia a dia em suas responsabilidades, passando uma imagem grotesca e mal educada no trato ao cidadão, sem que haja qualquer intenção participativa nas comunidades.

Entrar em uma delegacia de polícia em qualquer lugar de nosso país é sempre um exercício de paciência e tolerância pela total falta de postura e até mesmo de educação para com o cidadão, tratando a todos com a mesma consideração que tratam qualquer meliante, faço ressalvas, entretanto, às exceções, que são raras, mas existem.

Não existe um bom dia e tão pouco respondem ao recebê-lo, afinal, passam a imagem constante de se sentirem acima do bem e do mal exibindo uma extremada autoridade, obviamente no local errôneo.

Suas atuações limitam-se a ações pós crimes e isto já pertence ao passado, até nós, míseros cidadãos, sabemos disto. Polícia atual tem que prevenir as ações criminosas tanto quanto possível, e quando eles querem tudo acontece; o exemplo está nos combates empreendidos agora e em l992, por ocasião da ECO 92, ao tráfico e ao crime organizado no Rio de Janeiro.

Infelizmente, naquela ocasião, tão logo o último avião decolou levando os participantes deste internacional evento, a polícia e as demais forças armadas se retiraram também, e tudo voltou ao normal no quartel de Abrantes.

E de lá, até há pouco tempo, entre a civil e a militar, a única ação conjunta foi justo o jogo de empurra de responsabilidades.

Faço deste espaço um pedido de socorro ao Secretário de Segurança Pública e ao Comando Geral da Polícia Militar que antes mesmo do Natal, quando então a Ilha de Itaparica ainda não estará lotada, os mesmos mirem os seus interesses e forças para, em uma ação conjunta, fazer uma varredura na bandidagem que hoje impera, forçando seus moradores e visitantes a uma permanente insegurança, vivendo e convivendo com ladrões de pé no chão, mas que assustam em suas invasões corrosivas, que aos poucos proliferam e certamente se especializam, amparados pela falta de ações continuadas e de uma certa conivência que todos comentam com vozes sussurrantes, pois afinal, se a população identifica os meliantes que roubam, receptam e traficam, por que justo a polícia desconhece.

Este é um pedido de socorro, antes que tenhamos que recorrer ao governo Federal, como ocorreu no Rio de janeiro, em gritos de angústia, através da imprensa escrita, virtual e televisionada de sua população acuada que, certamente, serão ouvidos.

Afinal, este é um paraíso internacionalmente reconhecido que pouco a pouco morre pelo abandono a que é submetido pelo desinteresse claro de investimentos mais consistentes nas áreas de segurança pública e infra-estrutura.

Estamos relegados ao descaso, com viaturas insuficientes e, algumas, velhas, sem efetivo necessário e sem coordenação de ações eficazes.

Não há limites nas escalas ascendentes da violência, tudo é somente uma questão de tempo e de espaço, para que o bandido vá crescendo em seus domínios e se tornando herói palpável de nossas crianças que enxergam neles os seus futuros, com o agravante de também estarem reféns de administrações capengas que deixam a desejar em todas as áreas de suporte social que não seja tão somente para Inglês ver.

Os atuais bandidos são o resultado de toda esta inversão de valores sociais.

O que se viu ao vivo e a cores nos últimos 30 anos, em relação ao crescimento no Brasil da criminalidade, certamente será cada vez mais rápido, já que estamos vivendo a era da integração instantânea, enquanto nossas polícias se arrastam preguiçosas, ainda no tempo da brilhantina.

Acorda meninos...

Que se resgatem então os nossos heróis, através de um olhar de seriedade do governo a todos nós.