quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Hoje amanheci saudosista, fazer o quê?


Quando amanheço pensando no que não posso modificar, faço o que mais gosto, que é escrever, e assim deixo fluir todas as minhas experiências de vida e, em cada uma, enveredo-me sem medos ou pudores, não esperando um vã retorno como consolo à saudade, mas apenas como uma forma de passeio lúdico que, além de me fazer muito bem, ainda não me deixa esquecer que vivenciei o melhor, se comparado a tudo que já fui capaz de encontrar nos registros históricos de um passado que me antecedeu e a um agora que ainda vivencio, constatando a cada milionésimo de segundo que a vida é sempre bela, mas que, nem sempre, fomos capazes de vivenciá-la com respeito.
Dizem que coloco poesia em tudo que escrevo, todavia, o que mais posso fazer, além de expressar-me tal qual fui capaz de conduzir-me nestes longos anos já percorridos?
Aprendi a enxergar a vida através de seu lado mais bonito e de vasculhar, com zelo e determinação, todo o feio inevitável, na busca incessante do seu também lado bonito, pela certeza absoluta de que sempre o encontraria.
Encontrar o belo no feio, não significou jamais um passo a uma aproximação, apenas, uma opção pessoal em não me deter no insignificante.
E nesse bailado de luz nas trevas, venho atravessando a vida no convívio com o contraditório, tirando dele, toda a beleza com a qual poderei me aperfeiçoar, não, é claro, sem também lamentar todo um desperdício que inflama e faz doer, mas com a certeza íntima de que nada poderei alterar, detendo-me, então, na beleza extraída, elixir bendito que me faz sorrir.
Saudades da elegância do romantismo, do respeito as tradições e dos limites que me foram repassados.
Saudades da autenticidade do tesão pela vida, que não consigo enxergar nos olhos dos jovens.
Saudades da mais ingênua esperança, mola mestra da continuidade, seja lá do que for.
Saudades do melhor que existiu e que eu, romântica incorrigível, insisto em voltar a encontrar.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

DESABAFO lll


Novamente a desolação toma conta de meu racional que há muito foi doutrinado amorosamente a desenvolver a tolerância, sentimento básico para um conviver mais respeitoso.
No entanto, ao longo de minha vida e mais precisamente nos últimos 20/25 anos, venho percebendo que este atributo que cuidei com tanta determinação, foi sendo encarrado como babaquice, ou seja: Como se eu fosse incapaz de reagir a altura na constatação de qualquer tipo de abuso de que venha a ser vítima, numa inversão total avaliativa, motivada pelo simples fato de que as pessoas, até mesmo como artifício de defesa pessoal, esquecem a educação, quando as tem, e partem para um imediato revide, o que vem transformando a convivência humana, num verdadeiro inferno de Dante.
Acordo todos os dias celebrando a vida e em seguida, rogando a Deus que me dê paciência e amor no coração, pois sei por experiência, que irei me defrontar inevitavelmente, com abusos de todas as naturezas, independentemente, de cumprir desde as mais básicas até as mais gigantescas obrigações pessoais, sociais, seja no convívio com os demais, seja, no trato com as instituições públicas que, em sua maioria, perderam ou nunca verdadeiramente, foram voltadas ao bem comum.
Pessoalmente, creio que o maior problema hoje existente, reside na ineficiência das mesmas em cumprirem tão somente as suas atribuições, ficando o povo, como eternos esmoleiros na dependência da boa vontade caridosa de quem deveria ter a obrigação de nos prover da dignidade que precisamos em nosso cotidiano de pessoas humanas.
Falta-nos tudo, desde um recolhimento de lixo sistemático, ruas transitáveis, iluminação, segurança, educação e principalmente, conscientização do que significa estar no comando dos bens públicos.
Falta-nos tanto que, quando alguém faz um pouquinho que seja, logo o endeusamos, quando na realidade, nada mais fazem que suas obrigações, assim como o absurdo em elogiarmos o honesto, fazendo deste atributo pessoal, uma qualidade excepcional.
E aí, falamos em voto consciente, sem mesmo ter noção da extensão de seu significado e inconscientemente, levamos a mente a acreditar que somos capazes de enxergar em outro, alguém melhor e capaz de solucionar problemas, sem termos a mínima noção de que somente nós seremos capazes de alterar este ciclo vicioso de a cada 4 anos, depositarmos esperança em outro, seja lá quem for.
Nesta manhã chuvosa, penso que o que precisamos é exigir de quem se encontra no poder de nossas cidades, que pare de nos dar esmolas e comece a agir, não fazendo milagres, mas reunindo o seu pessoal e conscientizando-os de que, precisam compreender que, quem determina somos nós, povo humilde, mas não abobalhado, que já está cansado de encontrar no convívio com a coisa pública, indiferença e pouco caso.
E eu vou começar, dando o primeiro passo, lembrando ao Secretário de Infra Estrutura, seja ele quem for, que é inadmissível que não haja no mínimo boa vontade em atender as mínimas solicitações, que atravessam os verões e não são consideradas.
Lembrando a ele que é indigno, eu ter que depender de sua simpatia para receber alguma atenção.
Da mesma forma, creio que devo lembrar as autoridades policiais que esta é uma cidade que precisa de ações efetivas, que nos garantam um mínimo de segurança, pois é inadmissível em um momento de aflição, ter que ouvir que não há viaturas, policiais e até gasolina.
Não posso esquecer que se eu não puder pagar minhas contas sejam públicas ou privadas, serei punida de alguma forma. Então, porque continuar, aceitando as desculpas públicas de que não podem isto ou aquilo, enquanto, usufruem sem nenhum ônus, de seus cargos e das inerentes vantagens oriundas deles?
Confesso que ando desolada, pois me sinto violada nos meus mais básicos direitos.
E você, não?



DESABAFO ll


Depois de 4 ligações e um apelo direto no face da Polícia Militar, o som continua e a polícia não veio.
E pensar que moro em uma cidadezinha do interior, onde o atendimento deveria ser imediato.
Que coisa hein !!!!!
A sensação de abandono cria um estado pessoal de impotência que doí.
Neste instante, a música é: Meu bebê com o magnífico Pablo.
Devo ter escutado umas 20 vezes desde ontem até agora. 
Acham pouco?


DESABAFO


 O caseiro do meu vizinho, resolveu fazer uma festa que começou ontem as 13,20 da tarde, parou a 1,30 da manhã, recomeçou as 7 horas de hoje e até agora, a música estridente, no volume mais alto de um automóvel, com equipamento potente, simplesmente não para. Não conseguimos sequer ouvir uma TV. Estou absurdamente desorientada com todo este abuso e sem esperança de receber alguma ajuda, pois não temos uma autoridade sequer que verdadeiramente cuide desta cidade e de seus cidadãos nos seus direitos supremos de ter paz e se sentirem protegidos destas pessoas desrespeitosos que usam e abusam dos demais.
O nome do caseiro é Roque e eu deixo aqui o meu desabafo, já que nada posso fazer, sem correr o risco de ser maltratada ou ofendida, pois é prática destes mal-educados, contarem com o apoio de algumas autoridades públicas que assim como eles, desconhecem o respeito aos demais, haja visto a criação de cavalos que o outro caseiro mantém na rua, assim como as vacas de um outro. Assim, usam não só da piscina e das instalações das propriedades de seus patrões, como da via pública, deixando como legado as bostas que são capazes de produzir.

domingo, 16 de agosto de 2015


PROJETO FAMÍLIA CIDADÃ

CURSO DIRECIONADO ÀS FAMÍLIAS COM FOCO NAS CRIANÇAS

Introdução
Quando pensamos em educação doméstica, imediatamente pensamos na mulher pela sua trajetória histórica no comando da administração do lar, na educação dos filhos, cabendo ao homem o papel de provedor.
Todavia com as inúmeras transformações que o mundo vem acolhendo, quando as mulheres foram chamadas aos trabalhos na indústria, estimuladas com o advento da internet e das redes sociais, entendemos que o papel da mulher do lar tem sido substituído por outros modelos familiares que abrigam uma diversidade de comandos.
Baseados nesta realidade cotidiana, pensamos em um projeto que abordasse a educação doméstica como um atributo de homens e mulheres, incluindo as famílias que são constituídas por relações homo afetivas.

 Objetivo Geral
Levar as comunidades mais desprovidas do amparo social, através das pessoas em geral que tenham filhos ou que exerçam algum papel de liderança em suas comunidades, um resgate de valores, atualizando-os das realidades atuais.

Metodologia
Trataremos de assuntos inerentes ao dia a dia básico, partindo do princípio do exercício de uma disciplina cotidiana que implica na condução de um bem viver, onde a saúde, a alimentação, a convivência e a valorização do núcleo familiar, seja objetivo maior.

O projeto será desenvolvido através de palestras com professores, ginecologista, pediatra, economista, advogado, estilista, maquiador, cabeleireiro e outros profissionais que estarão dando sua contribuição para o projeto, incluindo trabalhos manuais.

 PROGRAMAÇÃO

Dia  02.09.2015
Abertura: Sra. Eloysa Cabral Novaes
Apresentação do projeto: Sra. Regina Maria Pinto de Carvalho e o Maj PM André Ricardo Guimarães da Silva

Dia  09.09.2015
1 º   Palestra sobre ginecologia com a CEPARH
2 º Palestra com Dra. Rute Nunes Oliveira Queiróz , pediatra e gestora em saúde.

Dia  16.09.2015
Contaremos com presenças de Maquiador e Cabeleireiro da Empresa Beleza Natural e estilista.

Dia  23.09.2015
1 ª Palestra com os Professores Marcone Azevedo, Diretor do Colégio Cândido Portinari e  Karyne Contreiras
2ª. Palestra com a economista Sra. Fernanda Caribé

Dia 30.09.2015
1ª. Palestra sobre direito com Dra. Jusssara Souza
2ª. Palestra sobre drogas com Maj PM André Ricardo Guimarães da Silva e o Ten PM Aílson Oliveira de Carvalho.

 CURSO GRATUITO COM CERTIFICADO

Local do curso: Faculdade UNIFACS na Rua Vieira Lopes, 02, Rio Vermelho.
Data: Todas as quartas-feiras, turno vespertino, do mês de setembro / 2015
Inscrições: Rua João Gomes, 88 Sobrado Praça & Esquina, sala 07, Rio Vermelho, Salvador/Bahia – de segunda a sexta-feira das 08:00H às 12:00H.

ELABORAÇÃO: Sra. Regina Maria Pinto de Carvalho, jornalista, escritora, membro da Academia de Letras do Recôncavo da Bahia - ALER e pelo CONSELHO COMUNITÁRIO SOCIAL E DE SEGURANÇA DO RIO VERMELHO & ONDINA, na pessoa da presidente,  Sra. Eloysa Cabral Novaes.

OPERACIONALIDADE: CONSELHO COMUNITÁRIO SOCIAL E DE SEGURANÇA DO RIO VERMELHO & ONDINA

PARCERIA: 12ª. CIPM, Maj PM André Ricardo Guimarães da Silva e o Ten PM Aílson Oliveira de Carvalho.

COLABORADORES: 7ª. DP, CEPARH, COLÉGIO CANDIDO PORTINARI, BELEZA NATURAL E OUTROS PROFISSIONAIS VOLUNTÁRIOS.

APOIO: UNIFACS

domingo, 2 de agosto de 2015

ATENDIMENTO DE QUINTA


Após dias muito chuvosos, o domingo amanheceu radiante, trazendo a luz translúcida do sol do inverno, aquecendo e estimulando e, no embalo desta surpreendente manhã, fui para a cozinha, entusiasmada à preparar um almoço especial para a família, colocando na preparação, todo o meu empenho e amor, o mesmo que por toda a minha vida coloquei nas minhas escritas e em tudo que procuro realizar, não que eu seja especial, nisto ou naquilo, mas tão somente, consciente de que através do que faço, seja lá o que for, certamente, estarei colocando o meu perfil de pessoa humana.
Embalada nesta reflexão enquanto refogo um arroz no alho e óleo, penso nas infindáveis reclamações que recebo através de meu trabalho à frente da Rádio e do Jornal, em relação aos abusos que elas são alvos nos hospitais e postos de saúde da região, e penso então, que é surreal o quanto os mesmos estão despreparados humanisticamente para o atendimento, principalmente em relação as pessoas mais simples e humildes, no tocante aos seus poderes socioeconômicos.
Como encontrar algum sentido na indiferença reinante, desde o recepcionista ao médico de plantão, com raras exceções, que fere mais profundamente que a ferida exposta da maioria que adentra nestes locais, no mínimo, buscando encontrar um pouco de acolhimento?
Penso, repenso, enquanto passo a colher revirando o arroz, tendo o cuidado de soltá-lo do fundo da panela para que não queime, no quanto seria maravilhoso, se cada criatura sofrida ao chegar nestes locais, pudesse encontrar, tão somente, um sorriso, um oferecimento afetuoso, que apenas custa um singelo interesse, remédio potência à maioria das chagas humanas.
Recepcionistas alienados, médico que não os encara em suas dores e fraturas, enfermeiras secas e apressadas, paredes frias que se confundem com a atmosfera de enfado, cansaço e desilusão de se ter nascido pobre, numa região pobre, na maioria das vezes ainda negro e com poucos conhecimentos quanto aos seus direitos, sufocado pela certeza de não significar quase nada, menos até, que a dor que o levou a mais aquele calvário.
Penso então, enquanto desligo o fogo deste arroz fresquinho e cheiroso, que, infelizmente, a culpa sempre é do paciente, que teimoso e chato, ficou doente e insiste em receber atenção pelas suas chagas.
Que coisa,
 hein!!!!