domingo, 28 de fevereiro de 2016

DESEJANDO


A luz que brilha mais forte é sempre o sol interior de cada um de nós, capaz de aquecer os corações daqueles que nos rodeiam.
A luz do respeito as diferenças e contradições
A luz do amparo e da solidariedade
A luz do discernimento e da justiça
A luz que é somente vida à ser distribuída
A luz da compreensão da infinita beleza
Do arco-íris pessoal, capaz de iluminar o universo.
.

Que neste domingo de vida e liberdade, sejamos capazes de enxergar o nosso interior e dele extrairmos um pedacinho do sol que nele reside, para que o nosso entorno se torne luz.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

COERÊNCIA EXISTENCIAL


São cinco horas da manhã e depois de permanecer alguns instantes com a mente repleta de palavras pululando, cá estou tentando coloca-las em uma ordem que seja tão coerente quanto as posturas que muito me esforcei para imprimir ao longo de minha vida nos meus instantes de convívio comigo e com os demais.
Quando ainda garota, acreditei e agarrei o bendito ensinamento de meus pais, quanto à necessidade de me sentir livre para que se pudesse desenvolver inúmeros predicados de caráter que, certamente, poderiam até levar-me a um certo isolamento, mas que com certeza afastaria de mim a hipocrisia postural e, consequentemente, a inutilidade da convivência com a incoerência que fatalmente arrebanharia insatisfações contínuas, primos irmãos da infelicidade que se manifesta através da insistente ansiedade que aos poucos vai construindo sólidas depressões.
Acabei tão interessada neste aspecto comportamental que, depois de muitas observações e leituras, escrevi em 2005 tudo quanto pude amealhar de conhecimentos, principalmente in loco sobre este tema, levando para os demais a minha certeza de que vida sem liberdade, não faz sentido.
Coloquei em Coerência Existencial valores e posturas que verdadeiramente envolvem o ser humano, fazendo dele não um criatura imunizada de dores e agressões cotidianas, mas uma capaz de olhar de frente para seus instantes, com o tudo que geralmente vem atrelado, livre das amarras que a impeça de enxergar e de sentir as realidades para, então, poder livremente optar.
E a opção pode ser absolutamente contrária à lógica social do momento, levando alguns a estranhar e até classificar disto ou daquilo, mas que deixará a criatura serena e absolutamente coerente consigo mesma, assim como não ficará apagada aos olhos daqueles outros tantos com os quais  convive, formando-se, assim, o equilíbrio vivencial, necessidade maior para que o tudo mais seja conquistado, inclusive e principalmente a credibilidade, que abre infinitas portas e derruba muros de contenção absolutamente cruéis e desnecessários.
Penso, registro e busco corrigir meus impulsos em todos os momentos em que me sinto sufocada, dividida e incapaz de garantir minhas próprias escolhas.
Não é tão simples, mas garanto que vale a pena, afinal, como eu poderia de verdade dizer que a vida é bonita e é bonita, se minha inspiração tão somente viesse de um refrão musical?
Que neste sábado, a sua vida seja de muita iluminação pessoal, o que só depende de você.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ESTEJAM A VONTADE


Este é um ano atípico, afinal, teremos  a realização de eleições  municipais e a realização das Olimpíadas, num momento em que o nosso país atravessa a  maior crise moral e ética de sua história com o enfraquecimento das Instituições, inversão total do propósitos políticos e sociais do Congresso Nacional e dos constantes questionamentos do povo pensante sobre sua própria postura frente a esta situação que não começou nem hoje e nem ontem e que, mas que chegou a um patamar, onde a reflexão passou a dar espaço para as manifestações de repúdio, através dos meios possíveis de comunicação.
É público e notório que o Governo Federal ao longo do tempo e principalmente, de tempos recentes, quebrou as contas públicas com o apoio silencioso, dos governos Estaduais e Municipais e com a cumplicidade ignorante de todos nós, que preferimos ir dando jeitinhos de acordo com as nossas individuais condições, colocando até mesmo de forma inconsciente, movidos principalmente pela alienação, característico da cultura alegre e pacífica.
Até aí, nenhuma novidade estou escrevendo, afinal, os meios de comunicação espremem diariamente, como se fossem cocos, extraindo o leite farto e grosso da vergonha nacional, mostrando suas consequências dolorosas de forma em sua maioria amenizadas, já que no cotidiano, o povo trabalhador e bem intencionado é capaz de identificar e mensurar o tamanho do estrago em todas as ocasiões em que precisa de uma assistência de qualquer natureza, a começar pela perda de seu negócio ou emprego.
Bem, como eu disse este será também um ano eleitoral e pela primeira vez, as movimentações especulativas começaram a se movimentar ainda no ano passado, surpreendendo até a pessoas como eu, acostumadas a lidar com cobras e lagartos no deserto da sobrevivência, o que geralmente, não chama a minha particular atenção, pela mesmice do bailado egocêntrico das apresentações. Fico na minha, como se diz no popular, deixando que pensem que sou daqui ou dali, afinal, nas esquinas dos que não tem nada para fazer, todo assunto é interessante.
Estou falando genericamente para não despejar inconsequentemente, toda a dor que determinadas afirmações são capazes de provocar, não só pela educação familiar bendita que recebi que, ensinou-me o respeito aos demais, como em atenção a esta cidade que através de suas pessoas, sempre e em sua maioria foram extremamente elegantes e acolhedores para comigo e minha família, permitindo-nos um outono de vida tranquilo e abençoado pelos sois constantes e pela paz que ainda existe, mesmo resistindo bravamente a uma meia dúzia de pulgões que insistem tenazmente em sujar, denegrir tudo quanto é feito e realizado, seja por quem for que não seja, necessariamente e de forma pontual, cumplice de suas ambições políticas.
Resumindo, desde 2013 eu e meu marido, assumimos a direção da Rádio Tupinambá em condições bem limitadas se comparado as direções anteriores e mesmo assim, fomos capazes de formar um público fiel que atendeu a todas as nossas campanhas verdadeiramente sociais, onde em momento algum, foi colocado qualquer direcionamento favorável político partidário a qualquer grupo existente.
Arduamente fomos convivendo com as naturais rixas de quem não evoluiu democraticamente e, se encontra atavicamente ligados a uma forma de politicar feia, velha e mais que estatizada.
Convivemos com a falta de apoio financeiro, pois pela Rádio ter sido fundada por um político, deduzia-se que o mesmo determinava as regras de funcionamento e por estarmos carimbados, fomos com raras exceções literalmente abandonados à própria sorte. Todavia, caminhamos, honrando a cidade, os cargos, a direção geral que engloba mais cinco empresários e acima de tudo os ouvintes, numa exaltação diária a beleza, a cultura e o amor.
Portanto, cabe-nos lembrar aos desocupados, arrogantes, amantes da cidade de ocasião e aos fuleiros que infelizmente existem em todos os lugares e certamente também em Itaparica, que se desejam tanto ocupar os nossos lugares ou fazer média com o Sr. Claudio da Silva Neves, presidente da Rádio Tupinambá, que estejam a vontade, certos de que não seremos pedras em seus caminhos e ao invés de denegrirem os nossos trabalhos que comecem a pensar de onde buscarão recursos para manter a Rádio funcionando, quando a política acabar em outubro de 2016 e os hoje investidores entusiasmados fecharem suas burras e deixá-los a própria sorte, como afinal aconteceu em alguns ocasiões em que a mesma permaneceu desligada num desrespeito amargo a este mesmo povo simples, mas absolutamente agregativo que só esperou por todo o tempo, boa música e informações que pudessem alterar para melhor seus instantes presente.
Sem mais, agradeço a paciência de lerem este desabafo de alguém que não fica nas esquinas, que jamais denegriu quem quer que seja, no exercício de sua profissão e que amealhou ao longo dos treze anos em Itaparica, respeito, considerações diversas e acima de tudo, um sentido de pertencimento, que é impossível de se conseguir se a dedicação à cidade for interesseira e pontual.

Fazer milagres só a Deus é possível e bajular babacas, deixo para os desocupados de plantão, só não subestimem a minha inteligência.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

EMOÇÕES


 Quando eu estou aqui
Eu vivo este momento lindo...
         
           Como impedir os arrepios que sem pedirem licença, percorriam o corpo e se transformavam em lágrimas discretas e envolventes que completavam o quadro que transcendia em emoções naqueles momentos?
          Foi assim em todas as vezes em que o povo se reunia, o palanque era erguido, as luzes se acendiam e finalmente, a música tocava, levantando bandeiras, induzindo às alegrias e muitos, Haaaa!!!!...
          Ninguém havia experimentado nada igual e quando, pela última vez o show se reproduziu no Galvão, tudo parecia ainda mais emocionante, pois havia no ar um clima de euforia mesclado a esperança, difícil de ser reproduzido.
          Corria o ano de 2008 e eu, debutava na política e tal foi minha ingênua dedicação, que me esqueci de perceber que tudo aquilo era só política, um show onde união, calor e emoção, eram fatores de momento, tal qual a canção que tanto emocionou.
            Esqueci dos egos, dos interesses pessoais e da fantasia, tão própria destes momentos.
             Como não me aturdir ao constatar a cada emoção, que a fagulha se transformava em brasa, querendo já naqueles momentos produzir luz própria?
             Como vivenciar experiências únicas, planos aparentemente compartilhados e permanecer indiferente?
              Como reconhecer a ambição, revestida de sedução?
              Como querer reproduzir e ainda mais entender o que simplesmente foi único?
              Como esquecer da vaidade que venda a alma, tornando-a absolutamente pequena?
             Como voltar, se a música se calou, os holofotes se apagaram, as bandeiras mudaram de cor e o encanto desapareceu?
              Enquanto escrevo penso e, chego mesmo a ouvir;

Se chorei ou se sorri
O importante é que emoções eu vivi....
     


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

LAMENTÁVEL


Quanto mais estudo a mente humana no seu relacionamento social, mais convenço-me que nada sei, mesmo reconhecendo que os comportamentos se repetem sem muitas novidades, tendo sempre como padrão básico, a incapacidade humana de se enxergar no outro sem que, haja a adição da inveja ou da rejeição, tudo naturalmente, estimulado pela ganância, insegurança ou total alienação.

Pense nisto e boa noite.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

CUIDEM DE MIM


 Neste ano de 2016, em que se vivencia um declínio das atividades produtivas e do mercado brasileiro, cuja consequência será um período de baixo ou nenhum crescimento, o povo depara-se com uma epidemia provocada por um mísero mosquito que vem provocando um verdadeiro terror social e se não bastassem tantos transtornos, vive-se a maior crise política e institucional da história da nação, onde a falta de decência e da ética estão na berlinda, surpreendo-me com a insensatez, travestida de boas intenções que pipocam em meio aos movimentos políticos partidários, envolvendo pessoas e pessoas, num balaio de gatos infernal.
Particularmente, afastei-me dos movimentos políticos justo por perceber a tão pouca boa intenção que a permeia, enlameando sem dó e sem piedade a moral e as lutas pessoais de pessoas que, até então, eram consideradas sérias e bem intencionadas, levando-me ao convencimento de que a gana pelo poder pode ser altamente devastadora.
Claro que como qualquer pessoa mortal e engajada em minha cidade, tenho minhas preferências, todavia, recuso-me a inserir-me em conluios e negociatas, certamente para me manter isenta de laços que me tirem o bom senso das avaliações.
Doravante, assistirei desolada as articulações que chamam de política, onde nada, absolutamente nada, se volta a verdadeiramente buscar meios de se cuidar carinhosamente da cidade e do seu povo.
 Cidade e povo que suplicam:
- CUIDEM DE MIM!!!!!!
Difama-se, fazem-se de cegos e surdos, abusam da inteligência de pessoas simples que a tudo vem observando, acreditando que em meio a todo este balaio, surja alguma intenção que, pelo menos, não venha a destruir as melhorias conseguidas.
- CUIDEM DE MIM!!!!!, mas de verdade e não tão somente nos discursos eleitoreiros.
Mostrem com números e subsídios reais como resgatarão a cidade que lhes parece tão falida e destruída.
Prove-nos com dados concretos, como pagarão os empréstimos de campanha que não seja através da espoliação de secretarias, cargos figurativos ou de licitações direcionadas.
Expliquem o que farão com a nossa Educação que seja melhor do que ora se apresenta, com os recursos disponíveis, mas acima de tudo, expliquem porque em épocas passadas não conseguiram sequer arranhar uma qualificação que ora é possível constatar.
Bem, eu poderia ficar laudas e laudas citando item por item da complexa máquina administrativa que os dedicados e bem intencionados candidatos talvez conheçam até melhor e mais profundamente, mas prefiro ater-me a um ditado antigo, mas sempre atual e verdadeiro:
- Diga-me com quem andas e eu te direi quem és.
Todavia, prefiro acreditar que o clamor do povo da cidade se expressará através do bendito voto que terá como companhia a lucidez de quem enxerga e ouve e não mais engolirá sapo por lebre.
Afinal, se Itaparica é chamada de “Terra do já teve”, certamente, doravante, o povo, depois deste curso intensivo de sofrimento, aliado às informações dramáticas da pouca vergonha no exercício da politicagem local e nacional, não abrirá espaço para “Salvadores Oportunistas” e muito menos para alguns amantes da terra que só o enxergam de cima para baixo, como se fosse um povo chinfrim e crédulo que continuará oferecendo o banquete do poder.
Paguem e verão, por que, afinal, o grito ecoa:

- CUIDEM DE MIM!!!!!, afinal, dos incautos, o povo já cuidou e muito.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Ah! Meu Deus...


O vento forte derrubou o ninho de sabiá que, frágil, equilibrava-se no galho fino do limoeiro e numa fração de segundos o minúsculo filhote de sabiá desabou sobre a grama, sendo imediatamente abocanhado pelo Mobi, um dos meus cães que, ao som dos nossos gritos e ao ataque dos pais alvoraçados, o largou de imediato, mas o estrago de seus dentes já se apresentava e o pequeno sabiá suspirou a morte na palma da mão de meu Roberto.
Ficamos abalados com a dura cena e mais ainda com o desespero dos pais sabiás que piavam desesperados cortando o jardim de lado a lado, expressando a dor de suas perdas.
Ainda agora, horas depois, a mãe sabiá permanece piando, já não tão agitada, em um galho da amoreira que fica bem em frente à janela de onde posso vê-la e descrever seus piados sofridos que deixam escoar o seu lamento, na esperança talvez de ter de volta o seu amado filhote.

Afinal, mãe é amor em qualquer expressão da natureza.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

“Ô ABRE ALAS QUE EU QUERO PASSAR”


Superado o medo de viver, nada natural, deixamos escapulir o grito há muito sufocado, abrindo espaço para as novas e surpreendentes experiências que colocam sorrisos nos rostos e coloridos diversificados na alma.
Uma criatura prudente, mas absolutamente livre do medo, encanta com sua presença, ensina com suas posturas, aprende observando o tudo mais, doando-se a cada instante, não lhe faltando reservas, não lhe faltando amor, pois tudo passa a ser relativo ao seu sempre bem estar, numa rota aparentemente egoísta.

E em um constante abre alas, vai superando todo e qualquer obstáculo, principalmente a presença do medo que tenaz a ronda por todo o tempo, na perspectiva de lhe roubar a alegria, a espontaneidade e o sossego. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

DIGO-TE,

que trevas são todas as posturas emocionais que determinam a mutilação da criatura e, por ter sido inserida em um contexto existencial sem que te tenham ensinado o valor exato de tua própria importância em meio ao universo, por ignorância e quase total anulação de seus sentidos no aspecto vibratório consciente, a criatura segue pelo único caminho que se apresenta que certamente é o do desequilíbrio, perguntando a si mesma:
- Quem sou, de onde vim, para onde vou?
E como sombra de si mesma, atravessa o percurso de sua vivência, ora matando-se lentamente, ora matando os demais, simplesmente não sentindo e, portanto, como consequência não oferecendo nada, além da apatia de sua vida expectante.
Enxergar a luz é, antes de tudo, encontrar em si, não uma, mas razões infindáveis de existir, sem, no entanto, ficar questionando o que parece estranho ou diferente, pois antes de tudo, enxergar a luz é buscar para encontrar no tudo mais afinidades e, assim, reabastecendo-se e doando aos demais benditas vibrações amorosas.
E aí o “por quê”, deixa de existir para dar lugar ao “tudo bem”, passaporte livre para o amor.

Trecho do livro Deus e o Diabo escrito em Itaparica em 2005, por Regina Carvalho.

.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

APENAS PENSANDO

Quando em dado momento somos surpreendidos com a impossibilidade de alterarmos a nossa própria realidade, percebemos imediatamente que, todo o resto que acreditávamos nos ser impossível de ser alterado, nada mais representa que, a nossa própria covardia em mudar seja lá o que for.

Percebemos que somos os algozes de nós mesmos, infringindo-nos dores e mazelas de todas as ordens, numa simbiose doentia que quando não mata, aleija a nossa alma de forma indelével, tornando-nos reféns de um imaginário, pois a liberdade em mudar, independe da vontade alheia e de qualquer que seja a circunstância presente, passada e muito menos futura.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

CICLO DA VIDA

Bom dia, queridos, amanheci com um texto sobre a vida e, mesmo preguiçosa na insistência de permanecer deitada, as palavras pululavam em minha mente ao ponto de não me restar outra alternativa se não levantar e transcrevê-las a fim de atender as suas solicitações que se mostram bem mais ativas que o meu corpo.
Abro os olhos e tudo ainda está escurinho e apenas sei que o dia está prestes a amanhecer devido aos pássaros, que já estão fazendo os seus despertares.
E aí, a mente bem disposta, lembra-me que a vida não dorme e que o descanso merecido vem através das alternâncias das luzes universais, abrindo espaço para que o ciclo de seu próprio desenvolvimento aprenda a reverenciar a própria existência com disciplina e vigor.
Vigor que se expressa nas suas próprias grandezas que não abrem espaço para a inércia e tão pouco à desconsideração de suas reais necessidades que lhes possibilitam a permanência neste ciclo ininterrupto chamado de vida.
Disciplina que alimenta o tesão de suas próprias existências e que se expressam na persistência de suas atitudes, que, elegantes, nos doam lições preciosas de sobrevivência saudável.
Nada temem e a tudo estão expostos com as devidas defesas que lhes garantem a leveza e a grandeza do simples fato de estarem existindo, sorvendo e deixando-se sorverem também num ciclo inestimável de interação que nos faz dormir e acordar, numa insistência absoluta de nos manter atrelados à vida e à morte de forma sutil, mas absolutamente convincente, se atentos estivermos.
 São cinco horas da manhã, e sem que eu me desse conta, o dia clareou e eu finalmente despertei para uma nova oportunidade onde tudo, até então, deixou de existir e o que contará é o que eu farei até o final deste dia, onde, então, novamente experimentarei o repouso que na realidade é a morte nos aliciando por horas a fio à valorizar os despertares que são a própria vida se renovando e nos dando a bendita oportunidade de fazermos, se necessário, tudo ou apenas algo diferente.
Sinto o aroma do café do vizinho e me lembro que ainda não passei o meu.
Bom dia, meus amores, obrigado pela companhia neste novo amanhecer, oportunidade única que terei para poder fazer acontecer diferente, se necessário.