domingo, 26 de julho de 2009

ATO HARMONIOSO


Através do reconhecimento das posturas viciadas e da imediata alteração frente à compreensão consciente, que leva a criatura a ver-se em inúmeras outras situações como flashes subjetivos cujas ações e reações foram rigorosamente iguais.

Um instante milagroso se apresenta no momento de cada reconhecimento e, então, a criatura, a partir daí, passará toda a sua existência reconhecendo, e como um ourives zeloso, ourivará cada emoção.

O importante fundamental neste processo, no qual o profissional deve se ater, é quanto as intenções da criatura em questão em relação a sua disposição em querer verdadeiramente aperfeiçoar-se, que chamamos de “busca da plenitude”, que não tem um tempo determinado para se atingir, mas que é alcançada no instante em que a criatura diz a si mesma, sem camuflagens.

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SILÊNCIO BENDITO


O silêncio é bendito, pois permite que os sons universais sejam ouvidos.

Não se pode separar a qualidade vivencial da consciência existencial, simplesmente porque esta consciência é determinante quanto as posturas, que por sua vez determinam o viver quanto a qualidade desta com o próprio elemento, e deste com o todo que o cerca.

Aí, então, percebe-se o ciclo.
A compreensão se faz não através de reconhecimento intelectual, mas do ato simples, despojado e absolutamente natural em assimilar informações recebidas através dos sentidos e inseridas em suas vivências de forma harmoniosa.

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ourivando


Passo a passo, devemos aos poucos ir nos deixando enxergar, permitindo-nos o direito em restaurar-nos, passando a vivenciar o entendimento de nós mesmos e do tudo do todo no qual estamos inseridos.

A tarefa maior de nossas vidas é justo nos tornarmos garimpeiros e ourives de nós mesmos e quando percebermos que, finalmente, além de exercermos qualquer outra tarefa, a esta, garimpar e ourivar sempre estará atrelada, aí sim, teremos atingido o êxtase da grandeza de nos reconhecermos um ínfimo elemento neste contexto universal.

Existir e vivenciar esta existência fica mais leve, porque ao garimpar, extraímos, e ao ourivar, moldamos, criando com todos os recursos disponíveis e reconhecíveis, onde não há necessidade de nuances desnecessárias, que irão nos transformar a cada instante em mestres de nós mesmos, artistas universais.

A sabedoria universal não é fruto exclusivista e sim resultado concreto de parcerias bem intencionadas. É preciso, no entanto, não esquecer que cada elemento tem a sua própria e única capacidade de observação. E este é o grande e constante milagre humano, que permite que cada elemento realize o seu próprio se souber conviver em seu habitat com os demais.

O que desejo lembrar em tudo que escrevo é que jamais estamos sozinhos, sejam nossas companhias visíveis ou não. Portanto, se não existe solidão e tão pouco isolamento, seja voluntário ou não, também não podemos dispensar estas parcerias.

Só podemos compreender com clareza esta imutável condição em que nos encontramos no exercício da vivência, quando atingimos a compreensão universal, que por ser simples e óbvia, também é desconsiderada, ou seja:

Não me é possível existir sem a parceria com os demais, assim como de mim outros também necessitam e juntos formamos um núcleo forte, sadio e rico em ramificações, que por sua vez se ramificam, criando sucessivamente pólos e mais pólos de vida pulsante. Todavia, se distorço cá o meu núcleo ou pólo vivencial, altero de forma significativa toda uma cadeia interligada na qual me insiro, pois sou elo de fundamental importância no contexto bioenergético.

Nestas infindáveis parcerias no qual estou inserido, sou único e diferente, mas isto não significa que não sou afim deste ou daquele. Afinal, tudo é diferente por mais semelhante que possa nos parecer. A sabedoria reside, em nos reabastecermos com o que é afim no diferente.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A cada amanhecer

foto: mocambique3.blogs.sapo.pt

Sentada em minha varanda, neste amanhecer lento de inverno, faço o que mais gosto, que é observar a chegada dos pássaros, praticamente um a um na variedade de suas espécies, alguns mais agitados e ariscos que outros. São os meus cantadores do universo, que sem pedir licença invadem meu quintal, pousam em minhas árvores, num abuso aparentemente sem limites que naturalmente me fascina.

São estas criaturinhas de aparência frágil que, a cada amanhecer, reabastecem o meu imaginário, pois me aproprio de suas asas, também sem pedir licença e simplesmente vôo na busca constante do alpiste nutridor, que guardo seguro no fundo de mim mesma. E nesta troca cotidiana, ambos nos alimentamos, reabastecendo cada qual as suas necessidades numa interação perfeita, certamente onde o "me dê licença" não existe, porque de verdade não há invasão de limites .

E nesta troca de energias fantástica onde sou tão beneficiada, sorvo a vida na sua mais pura expressabilidade, fazendo-me mais resistente para o enfrentamento do sistema no qual habito, quando o dia finalmente amanhecer e faltar-me tempo e condições de tê-los tão próximos a mim a lembrar-me por todo o tempo que viver é tão somente um unico vôo, fracionado em instantes, cabendo tão somente a mim eterniza-los, através do meu respirar, do meu olhar e finalmente do meu sentir.

Bom dia a todos.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Espelho Cruel

São cinco horas da manhã, já estou escrevendo e como de costume nada planejo, deixando a mente limpa enquanto espero a água ferver para preparar um café que, certamente, me estimulará neste começo de dia.


Entre a sala e a cozinha, sou obrigada a atravessar um corredor onde tenho um espelho na parede, e querendo ou não me vejo refletida.


Esta rotina, até então, havia passado sem qualquer importância maior, entretanto, há alguns instantes, parei e me olhei observando que o tempo produz estragos para nós, criaturas tão apegadas à beleza estética.
E aí, também como de costume, a mente imediatamente recomeçou sua mais apreciada função, que é justo, pensar.
E pensando no quanto envelheci, consolo-me dizendo a mim mesma que ainda estou simpática, se bem que para uma mulher este argumento não é lá muito generoso. E aí, penso que envelhecer pode, de repente, não ser assim nenhuma tragédia se ainda se está saudavelmente repleto de energias, o que não tenho visto com frequência nos jovens que, envolvidos com a internet, permanecem com seus traseiros estaticamente acomodados em cadeiras enquanto suas cabecinhas também se paralizam nas salas de bate-papo, limitando suas potencialidades a um nível de impotência existencial quase que total. Contudo, ainda assim são jovens, se bem que muitos já perdidos pela falta de raciocínio lógico, em reconhecerem que viver é bem mais que ficar diante de uma tela, seja lá fazendo o que for.

Todavia, voltando à velhice que constatei , mesmo não desejando, penso que estou me sentindo muito bem. Afinal, levando em conta que estamos no OCIDENTE, onde aos quarenta anos já se é considerado velho e dificilmente se consegue um trabalho oficial, e onde os mais jovens já te olham com aquele ar de paciência e tolerância típicos da total falta de compreensão de que o passar do tempo é chegado à todos, creio que sou uma excessão, talvez porque eu trate o meu envelhecimento com respeito, não abusando dos mais jovens com a minha indiscutível experiência de quase 60 anos de vida.

Penso que não pode haver nada mais intolerável para um jovem que ser lembrado a todo momento por uma pessoa mais velha que ele nada sabe, justamente por ser jovem. E como nós, claro, os mais velhos repetimos esse drástico erro, afastamos de nós os nossos jovens, sempre lindas criaturas desabrochando por todo o tempo no recolhimento pessoal de suas próprias experiências de vida, que certamente novas visões acrescentam às nossa bagagens de velhos sábios.
E reforço, então, o meu entendimento quanto ao não meu sofrimento frente à minha incontestável velhice. Afinal, me permitiram cometer erros, volta e meia quebrei, como dizem, a cara, mas jamais ultrapassei os limites das margens das orientações que recebi e que também tive a sensibilidade em colher dos mais velhos enquanto jovem.
E por todo o tempo, somos mais jovens que alguém, não é mesmo?
Todo este lero-lero que minha mente vai produzindo, provavelmente é responsável por eu, apesar de constatar que envelheci, não estar deprimida ou, o que é pior, querendo camuflar o que as evidências impôem.

Entretanto, recuso-me a me atestar velhice. Qual nada, digo a mim mesma que há sempre algo novo que se torna velho se não somos capazes de reciclar uma a uma das nossas emoções.
E aí, penso que mesmo assim estou ficando cada dia mais velha e que o meu tempo por aqui neste planeta terra está se esvaindo, e eu gosto tanto de vivenciá-lo e isto, cá pra nós, é uma tremenda sacanagem. Por esta razão, que para mim é fundamental, doravante fecharei os olhos ao passar pelo espelho, dando uma banana pro óbvio refletido que insistente fica me lembrando o que eu sinceramente não tenho qualquer intenção de dobrar-me à indução apenas de uma imagem a cada instante em detrimento de todo um contexto que como uma pessoa eu represento, tá certo, concordo que mais velha, mas e daí ?!

O que eu quero mesmo é viver, o resto são detalhes que deixo para os que se consideram velhos ou eternos jovens, refletirem. Bom Dia!!!!!
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Abraçando a Vida


O sentir da vida de cada um de nós começa a partir do despertar
da consciência de se estar vivo, acreditando que a nossa tarefa mais
importante seja ministrar adequadamente toda essa vida buscando
estímulos adequados, respeitando nossas limitações sem culpas,
perdoando cada deslize que venha ocorrer no processo e não perdendo
o entendimento das dimensões de cada necessidade que surja no nosso
cotidiano.

O nosso ofício maior é o ministério de nossa própria vida,
resgatando através da reeducação do nosso vivenciar a nossa
sensibilidade bioenergética, através da qual adentramos em nós mesmos
e donde extrairemos as revelações que justificarão as nossas posturas,
assim como daremos a elas consciência da vivência atual sem
camuflagens, levando-as à harmonia do reconhecimento de cada
instante, não como se ele fosse o último, mas certamente o único,
precioso, insubstituível e irrecuperável momento de vida.

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Gestão Pública



Ontem, dia 07 de julho, compareci a uma reunião em Amoreiras, Itaparica. O convite foi feito pela secretaria de ação social daquela cidade. A condução da pauta ficou a cargo da Sra. Lúcia -secretária - e de sua colaboradora, Sra. Márcia - assistente social.
Em dado momento, comecei a perceber a total desnecessariedade daquele encontro com os munícipes e me lembrei dos inúmeros outros em que havia estado presente, cujos resultados foram inexistentes, pois a pauta estava fora do contexto da realidade de cada criatura participante, que no mínimo desejava interagir, consciente de que suas reivindicações seriam ouvidas e atendidas, na medida do possível.
Mas como, se gestão após gestão os problemas só crescem?
De que se adianta pedir isso ou aquilo, se na realidade só é feito o que para a gestão é possivel?
Percebem a perda de tempo?
Não seria mais lógico, fazer-se essas reuniões para expor aos munícipes suas possíveis e realizáveis ações?
Creio que no mínimo, diminuir-se-ia o grau de decepção, hoje tão evidente, além de se restaurar também um mínimo de crédito a qualquer gestão que se apresente, possivelmente atraindo um número mais expressivo de criaturas verdadeiramente voltadas à discutirem as ações e suas formas de aplicabilidade mais condizentes com suas realidades cotidanas,já que o constatável nos últimos, digamos, 10 talvez 15 anos, são pessoas que sequer, em sua maioria, sabem o que significa serem cidadãos e tudo o que compreendem é que não foram atendidos em suas necessidades, que afinal lhes foi garantido que seria em campanhas eleitorais. E o ciclo se repete a cada período de quatro ou 8 anos, sem que as realidades se transformem à favor dessas criaturas crédulas que servem apenas à um propósito: que é o de votar nas eleições, novamente acreditando, ou melhor, se fazendo acreditar, que desta vez vai ser diferente. Com certeza vai, para todo aquele que está no poder, basta observar:
- Alguem ja presenciou político ou alguém da família deles:
a- andando de ônibus;
b- andando à pé, que não seja para angariar votos no período eleitoral;
c- filho de político estudando em colégio público e tendo de comer a merenda;
d- usando os serviços dos postos de saúde ou tendo de apanhar ficha pela madrugada para se consultar;
e- Pisando em lama, desviando de buracos, correndo do cachorro abandonado ou limpando fezes de cavalo ou qualquer outro animal em sua porta.
f- Ou, talvez, tendo que ser até maltratado pela impaciência de um funcionário público.
Pois é, a lista com certeza pode ficar enorme, tão somente com o que nós, criaturinhas insignificantes chamadas de povo no coletivo, precisamos vivenciar, completamente fora da realidade desses ilustres senhores e senhoras que inclusive em suas maiorias, também, já estiveram nesta categoria, mas que ao galgar o tão desejado poder, derrepente ,como num passe de mágica, perdem a memoria, e cá pra nós, quem quer se lembrar que já foi Zé Povinho?
Mas,voltando à reunião, acredito nos sinceros empenhos daquela secretaria, mas como apenas estavam cumprindo mais um programa exigido pelo governo estadual ou federal, continuaremos, como é de costume, na estaca zero. E aí, aquelas criaturas que alí estiveram, sairam de lá acreditando, algumas mais confiantes, é claro, de que desta vez será diferente e com certeza engrossarão em breve a multidão de descontentes que perderam os parâmetros norteadores de qualquer lógica cidadã.
Bom seria se cada programa governamental fosse adaptado aos moldes da necessidade específica de quem o vestirá, aí sim, ouvindo os interessados e direcionando na medida do possível as verbas recebidas.
Bem... este é o propósito, no entanto, no percurso as intenções se perdem e os valores monetários são frutos que poucos têm oportunidade de usufruir. Pois é, fico pensando no quanto poderia ser realizado se, de verdade, intenções e moedas se encontrassem na feitura de ações de melhoria em cada uma das comunidades desta ilha de todos nós.
Acredito que poderemos enxergar e sentir mudanças apenas quando existir tambem no propósito de um gestor somada a todas as outras que ele tem direito, o propósito de se tornar pioneiro quanto a uma mudança de filosofia gerencial, onde o povo certamente deverá ser o alvo principal em uma restauração de posturas de ambos os lados, através de uma conscientizaçaõ de valores sociais que só podem advir de planos e projetos revestidos de seriedade educacional, induzindo cada criatura a se sentir um cidadão disposto a ser um doador participativo, ao contrário do que se apresenta até então, que afinal é tão somente um cobrador frustrado e desiludido.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Constatação


Como uma persistente observadora, não posso deixar de expressar a decepção que venho sentindo em relação a total não participação através dos comentários neste blog. Somente três pessoas registraram o recebimento, justo por serem queridos amigos, além de uma escritora. Em um universo de cerca de 200 outras, não houve sequer qualquer atenção quanto a gravidade do assunto que estou tratando, o que me faz pensar que a situação alienatória das consciências está mais grave do que se poderia imaginar, se for levado também em consideração que um número expressivo dessas pessoas são profissionais diretos da saúde mental ou educadores.
Não tem havido sequer reações discordantes ou qualquer aditivo de curiosidade em querer saber, afinal, quem eu sou ou porque escrevo sobre as emoções e a educação tão intrinsicamente ligada à uma violência cada dia mais aprisionadora.
A priori, esta falta de participação poderia sugerir um desânimo, entretanto, se assim fôsse a muito eu teria desistido, pois ao longo de minha vida fui esbarrando por todo o tempo no desinteresse e ao contrário constatando um crescente interesse pelo banal, ou o que é pior, pela aceitação da banalização do horror. Não pode haver nada mais terrível que o abandono que impomos a nós mesmos sob mil e uma desculpas, sendo a falta de tempo como argumento principal para se manter os olhos vendados.
Escrevo para supostos formadores de opiniões, pessoas bem postadas na sociedade e sinceramente quero receber delas manifestações de apoio ou até de repúdio, mas é preciso que discutamos este assunto tão prioritário que é a melhoria da educação em nossa ilha em prol, de em um futuro mais próximo, todos sem excessão, possamos desfrutar de uma sociedade menos doída .
Portanto, continuarei a escrever, acreditando que em algum momento, minhas palavras, frutos de interesse real e genuíno pela nossa ilha como um todo, toque na sensibilidade de outros para, juntos, formarmos uma consciência coletiva que se ampare na lógica de que é preciso reverter esse processo de abandono no qual a nossa sociedade se encontra inserida.
Este abandono tem sido camuflado sistematicamente através de programas constantes em várias áreas de atuação com custos absurdos aos cofres públicos, sendo que grande parte deles não produz resultados alastradores, exatamente por serem puramente assistencialistas, sem conteúdo que se insira no emocional coletivo, provocando mudanças comportamentais que representam a única possibilidade de reais e sólidas melhorias no convívio interpessoal das criaturas envolvidas.
Esses projetos são abastecidos de boas intenções por quem os criam, mas como são engessados em suas formatações aplicativas, fogem das realidades localizadas, podando assim as possibilidades mais amplas de um sucesso mais evidente que produza uma mudança significativamente positiva.
Somos geograficamente um grande condomínio que foi mal dividido no passado e como esta questão não nos cabe tentar modificar, acredito que devemos nos concentrar nas fatias que nos cabem desta divisão sem perdermos o foco da outra, buscando uma interação participativa, pois compreendemos que uma interfere na outra por todo o tempo, até pela proximidade e hábitos necessários ao trânsito diário, como por exemplo a utilização das lanchas, ferry, hospitais e o comércio em geral. Portanto, acredito ser um absurdo sem precedentes, não nos atentarmos a não aceitação desta crescente violência que vem nos tirando o brilho de estarmos vivendo em um, digamos, paraiso.Todavia, nada terá sentido se não houver a conscientização de que o sistema educacional não pode ser enquadrado como uma peça individual, ao contário, ele tem que ser visto como um grande polvo, cujos tentáculos permanecem ligados a um só núcleo, que deva ser a estrutura gerenciadora, primeira a conscientizar-se de suas responsabilidades gestoras, imprimindo às suas posturas o entendimento de que não se pode pensar em alterações em prol de qualquer desenvolvimento se o alvo , o povo, em questão não for a meta principal à ser beneficiado em sua estrutura individual de pessoa e de cidadão.
Tudo é enxergado como educação porque tudo se mistura em uma interação participativa que precisa urgentemente ser conscientizada de sua existência. Esta é uma lógica na qual estamos todos inseridos e simplesmente sequer pensamos a respeito, o que nos mantem a todos em uma constante alienação vivencial, geradora de milhões de aspectos absolutamente devastadores a qualquer relacionamento humano e que explica o caos em que nos encontramos, o que inclui a convivência próxima com a miséria que é certamente a maior expressabilidade de nossa deseducação.
Ficarei insistindo pois não posso, enquanto vida tiver, desistir de transmitir todo o entendimento que como pessoa e cidadã absorvo no meu cotidiano. Esta não é uma iniciativa a curto prazo, mas certamente os resultados aparecerão já no seu início, como é mais do que indiscutível que colheremos a cada dia mais e mais frutos da falta de sua implantação.

sábado, 4 de julho de 2009

Redescobrindo os Sentidos


A reeducação vivencial,visa buscar o equilíbrio através do conhecimento de si mesmo, afinal é preciso que a criatura não ignore a certeza absoluta de que o seu corpo, a sua mente e o ar que ela respira são seus únicos parceiros permanentes, literalmente inseparáveis em sua jornada de vida.
O despertar do vínculo interativo e conciente com seus próprios recursos deve ser acompanhado do estímulo às atividades sensitivas, tornando-se fundamental quanto aos resultados positivos da busca harmoniosa de uma vivência mais adequada às suas próprias necessidades.
Os exercícios respiratórios passam a ser prioritários, na medida em que são os únicos meios práticos, naturais e instantâneos de se proceder as faxinas emocionais que se refletirão na totalidade da criatura como um todo.
Os efeitos são imediatos e, a partir daí, automaticamente, todas as energias universais encontrarão canais circulatórios menos obstruidos, proporcionando um fluxo mais harmonioso entre o RECEBER e DOAR, ou seja: INSPIRAR E EXPIRAR.

Coerência Existencial - Parte III

Estas emoções totalmente inadequadas a uma harmonia físico-emocional nos coloca em desequilíbrio,fazendo-nos absorver cada vez mais,nutrientes inadequados e consequentemente,devolvemos na mesma proporção ao universo,criando-se, assim,um ciclo simbiótico.
Inteligente é toda aquela criatura que dotada de criatividade dedica-se a viver,pincelando seus ideais em matizes de luz e cores,pois não existem portas e tão pouco paredes que isolem uma criatura que verdadeiramente esteja integrada à vida.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Coerência Existencial - Parte II


Coerência Existencial é passar a crer que somos infinitos em nossas grandezas individuais, com capacidade também infinita de interagirmos com o ciclo da vida, podendo a cada milionésimo de segundo proporcionar à tudo que representa vida, vibrações preciosas de participação de luz, mantendo assim enriquecida a memória emocional do universo.
É despertar a mente para compreender melhor suas posturas pessoais, buscando o reconhecimento das afinidades e procedendo a uma faxina pessoal onde o não necessário seja descartado.
A partir dessa iniciativa, passa-se, então, a uma troca permanente de vibrações harmoniosas entre a criatura e o universo, onde o tudo do todo está inserido.
Este processo acontece naturalmente, através dos sentidos, em forma de filtragem de reconhecimentos absorcivos, pois toda criatura, seja humana ou não, é um campo fértil, repleto de recursos sempre prontos a receber e a doar. Por quase todo o tempo os sinais dos sentidos são desconsiderados pela criatura humana em relação às suas necessidades, ao mesmo tempo imprimindo a eles, portanto, a elas, fabulosas exigências. A criatura desenvolve uma extraordinária capacidade em se acomodar a esta ou aquela situação, levando a mente a se ressentir, já que os sentidos estão sendo violentados. Cria-se, então, através deste comportamento distorcido, uma série de emoções.