Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2012

MUDAR, COMO?

Se não bastasse o fato concreto de que conscientemente sabemos que tudo, absolutamente tudo, que foi realizado pelos políticos anteriores e que poderiam ter feito mais e melhor, principalmente em respeito ao cidadão, ainda somos obrigados a nos calar, porque herdamos os medinhos dos poderes absolutistas e coronelistas ou qualquer "ista" com os quais possamos nos desculpar ou, na melhor das hipóteses, para não nos vermos solitariamente expostos ao sol do abandono desértico no qual nossos amigos e vizinhos nos deixarão, na intenção única de proteção pessoal, e aí, mudar como?
Somos os mesmos e eles ( os políticos ) também, mesmo que estejam ou tenham estado escondidinhos, longe das nossas vistas.
Quietinha no meu canto, aprecio as bandas passarem, cada qual no seu próprio ritmo e instrumentos pessoais e, no entanto, constato sem surpresas que apesar de parecerem diferentes, pouco se diferenciam das bandas já conhecidas, porque, afinal, estar no poder já está provado que é, ac…

QUASE NADA...

E aí, eu venho escrevendo há sei lá quanto tempo a respeito do meu próprio encantamento em relação a natureza e muito particularmente sobre os pássaros, companheiros fiéis, principalmente em minhas manhãs por toda uma vida, e no que escrevo, sei bem o quanto estou sendo criticada por tamanha babaquice em uma época e em um mundo onde estas “bobagens” que estão no contexto do cotidiano a cada instante vão ficando mais distantes de qualquer realidade, tornando-se em compasso absurdo, imagens apenas utópicas, cenário de fundo tão somente nas literaturas melosas que sempre existiram, talvez somente como contraponto à versão corriqueira de sistemas cuja lógica de comando seja por todo o tempo uma estática robótica, sem alma, sem viço, sem originalidade. E pensando sistematicamente em não me permitir a perda de qualquer sensibilidade, desenvolvi tão naturalmente, que nem percebi, como exatamente sou capaz de pinçar no irreal, no inimaginável, mas absurdamente presente no estereótipo vivencial…

NOVAS EMOÇÕES

Mais um ano está por terminar e, é claro, que absolutamente condicionada, sou induzida a uma retrospectiva, assim como a projetar-me em novos planos, tendo como cenário um novo ano, que deixa de ser apenas mais um número para se transformar em um foco fascinante de novas perspectivas.


Em contraponto a todo o êxtase que os fabulosos planos futuros possam me causar, sempre existirão duras realidades com as quais terei de continuar a conviver e onde, infelizmente, não poderei dispensar, porque afinal fazem parte do permanente cenário ou invólucro no qual estou inserida, seja por vontade própria ou não, ou talvez mesmo não sendo de minha vontade, está inserido em algum projeto com o qual eu me sinta absolutamente envolvida, e aí, bem... fazer o quê? Não é mesmo?

Pois é... enquanto me projeto para um futuro que começa daqui a três dias e nele mergulho despreocupada como se estivesse me banhando em águas claras, mansas e mornas como as que tenho pertinho de mim em Ponta de Areia, deixo de p…