sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Lamentável


E aí, em meio aos devaneios oriundos dos relacionamentos sociais, eis que surge o bom senso de apenas ouvir e ponderar.

Como dizer a alguém que ele está equivocado a respeito disso ou daquilo sem que ele no mínimo se revolte, resguardado pelo seu próprio ego que, teimoso e irritadiço, viciado e sem ética, arrebata do âmago de uma essência imaginária, subsídios necessários a toda e qualquer justificativa em prol de reações adversas a quem ousou desafiar em suas idéias e ideais.

Daí, todas as omissões que testemunhamos incluindo a nossa própria impotência que, como uma foice afiada, ceifa sonhos, despedaça ideais, corrompe planos, enterra decências.

Pensando a respeito disso tudo, pondero sobre a eficiência, senso comum, ao aceitar o imponderável como admissível à uma realidade incapaz de rebelar-se contra os já constatados pelo racional.

Estou falando das vergonhas com as quais convivemos como se imutáveis fossem e verdadeiramente nos pertencessem, sem os quais não podemos prescindir.

Isto sim é um horror perante aos céus?

A que céu devemos nos curvar se nem a vida na terra, com a qual convivemos somos capazes de respeitar.

A que Deus devemos venerar se sequer somos capazes de reconhecê-lo em nós e nos demais?

Lamentável, você não acha?

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Remake da peça “política”...


Pensar a respeito dos malefícios que a ditadura militar trouxe aos direitos de todos nós, cujas metástases nos acompanham até os dias atuais, é justo o que me faz compreender esta paixão tolerante que imprimimos ao mau-caratismo que explicitamente vai se desenvolvendo no decorrer das pré-candidaturas.

Chegam às raias do engraçado os pseudos segredos, que todos, pelas ruas e esquinas, ficam sabendo. O falso segredo das negociações, os critérios hipócritas que são utilizados na tentativa de se camuflar a ânsia pelo poder, os disfarces sorrateiros, os encontros em surdina, os pactos semelhantes aos feitos com o diabo, onde tudo é permitido, onde a censura é abafada.

Pensamento de Leigo


Analisando por outro prisma, penso que a noção de liberdade tão proclamada, principalmente pelos ativistas sociais, tem propiciado, no mínimo, controvérsias na avaliação de suas qualificações aplicativas na rotina cotidiana, sendo aclamada como um bem ao alcance de todos, mas, que na realidade, quando exercida por um, certamente é impedida ou torna-se instrumento de coação a outros, vejamos:

Alunos do Curso de Educação Física da Universidade Federal do Recôncavo, através da unidade CFP em Amargosa, deflagraram uma greve, indo de sala em sala convidando os demais alunos de disciplinas diversas a aderirem ao movimento grevista em prol de justas reivindicações que, até o momento presente, diminuem consideravelmente o nível de qualidade do aprendizado.

Logo o movimento absorveu alunos de outras unidades, transformando o ato, inicialmente isolado, em uma complexa e ampla reivindicação.

Até ai, aparentemente tudo parece ser justo e correto, além de estar no direito constitucional, até que nos permitamos a uma análise sem emoção.

sábado, 17 de setembro de 2011

COERÊNCIA E PAZ

            Falar e escrever sobre a paz é relativamente fácil se a criatura for criativa, mas vivenciá-la é outro departamento deste complexo sistema existencial.

Difícil, mas longe de ser impossível de se conhecer e até vivenciar este estado de plenitude. Não é preciso ser poeta, sábio, filósofo ou mágico, apenas desejar muito estar bem consigo e com o tudo mais, além de estar disposto a adentrar em um processo sem fim, porque vivenciar o estado emocional da paz é estar permanentemente coerente entre o que se é com o que se quer.

            Este é o único exercício, norma, decisão, seja lá como se queira chamar, que seja imprescindível a este processo.

            Chama-se exercício o ato contínuo e absolutamente natural da interligação de si com o externo sem que um não afronte na interferência ao outro.

            Simples?

Não...

            É tão difícil que sequer é cogitado pela maioria, até porque não há a devida conscientização da lógica existencial. Fica mais fácil interrogar-se sobre a origem, os objetivos e o destino final, pois transcender dá ao elemento humano o bálsamo à sua própria insegurança, pela constatação nem sempre consciente de que, apesar de estar em meio a um universo infinito e diversificado, é único, senhor de si mesmo, responsável pela sua existência, e isto pode ser desesperador se não houver o lúdico como amparo.

            Entretanto, se o caminho da paz se descortinar na mente, através dos flashes sensitivos de um bem estar indiscutível, o melhor a fazer é: abrir a alma e deixar-se envolver e, pelo resto de sua existência, ir aperfeiçoando o gosto de sentir esta paz, tão apregoada, mas somente identificada quando é sentida, tirando de quem a sente toda e qualquer possibilidade em explicá-la, pois senti-la é tudo quanto interessa e é capaz de se reproduzir, porque afinal quando se sente a paz, ela se reproduz em vibrações que de tão amorosas e acolhedoras se tornam ondas energéticas que se desprendem da criatura e vão atingindo a tudo e a todos que com ela convive, fazendo acontecer os milagres a que vez por outra temos notícias, nem que seja através do bem estar que sentimos próximo a ela.

            Coerência mental, emocional e postural são os únicos ingredientes que um elemento humano precisa na bagagem de sua existência, pois com ela, sendo bem protegida e exercitada, o tudo do todo corresponderá na mesma medida.

            E aí, bem... aí lá vem Jesus outra vez em minhas lembranças, afinal, em sua sabedoria encontrada ao longo de sua breve, mas observadora vida,  somos aquilo que parecemos e parecemos exatamente aquilo que somos”

            Portanto, através desta observação naturalista e sem qualquer cunho religioso, aí sim, fácil imaginar o quanto ideal seria se o entendimento de si e da vida é real, palpável em si mesmo, atuaria nas mentes ainda não contaminados das crianças, a partir do ensino infantil.

            Decência, honestidade, respeito, compromisso, lealdade, deixariam de serem temas vagos e prosaicos, para ser o reflexo da personalidade de cada uma delas a se fortificarem existência afora.

            Um lindo dia para você!...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A PRIMAVERA SE APROXIMA

            Ninguém precisaria me dizer que a primavera está chegando, afinal, exuberante e nada discreta, ela se aproxima, farfalhando as copas das árvores, abrindo as comportas do céu, às vezes um exagêro, e se não bastassem tantas manifestações a olhos vistos, ainda permite que flores precoces, como as rosas, desabrochem abusadamente, exalando aromas escandalosos sem omitir um traço sequer de beleza e encantamento.

Meus acordares, preciso admitir, são espetaculares.

Nesta manhã, fui surpreendida com um buquê de rosas miúdas que, abusadas, invadiram-me a alma com seus aromas despudorados, fazendo-me, mais uma vez, não esquecer o quanto sou agraciada em meio à toda  grandeza que se descortina ao meu  bel prazer.

            Reconheço, agradeço e ofereço a você que neste exato momento, através de meus escritos, permanece juntinho de mim.

Bom dia!...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CONSTATANDO E CONCLUINDO: COMO DISPENSAR OS SENTIDOS NA FORMATAÇÃO DE QUALQUER CONCEITO EDUCACIONAL?


Como não associá-los ao racional para que haja uma integração completa, e assim, o homem se apresente como um ser amparado na sua mais ampla potencialidade que faz dele um ser único e diferenciado dos demais animais.

É justamente essa sensibilidade racional que permite ao homem, desde a mais tenra idade, traçar parâmetros, fazer análises observatórias e concluí-las com lógica precisa sobre todo e qualquer assunto no qual o seu interesse ou necessidade assim determine.

Esta parceria fundamental é imprescindível à formação do indivíduo no que concerne sua adesão, adaptação e auto consciência de pertencer à categoria de ser humano dentre os demais seres, assim como é determinante quanto à sua identidade individual.

À partir desta premissa, pragmenta-se que para que haja uma formatação concisa, séria, eficaz e integralizante, o aluno precisaria conviver em sala de aula com um professor/educador que estivesse exercendo sua função coerentemente às suas aspirações pessoais, através de sua postura físico/emocional.

É inadmissível que a profissão de professor seja tão somente um intermediário entre o ostracismo e uma idealizada carreira, ou o que ainda é pior, que seja somente um ancoradouro para todo aquele que não consegue, ou não é capaz de sequer tentar outros caminhos profissionais.

O resultado final constata-se no cotidiano  das escolas, onde a falta de compromisso individual associou-se à falta de competência e desestímulo de um sistema político capenga.

Ao longo dos últimos 50 anos, quando as “escolas particulares” começaram a representar novas opções, a classe média foi gradativamente migrando para suas unidades, enquanto as “escolas públicas”, que eram, até então, de excelência, foram deixando de ser paulatinamente prioridade de nossos governos, até chegar aos dias atuais, onde a boa expressabilidade numérica se compara ao descaso, baixos salários e há alunos com baixíssimo aproveitamento curricular.

Lamentavelmente, a qualidade foi sendo substituída pela quantidade, tanto de unidades escolares, quanto de professores despreparados e alunos medíocres.

É lamentável, pois não existe falta de verbas, tão pouco uma demanda expressiva, entretanto, falta lisura no trato com a verba educacional, competência na aplicabilidade dos programas pré estabelecidos e, acima de tudo, “vocação” dos diretamente envolvidos, que preferem transferir, como bebês chorões, a responsabilidade de suas inabilidades, seja às famílias, seja ao governo, a restaurarem-se ou optarem se devem ficar ou sair de um trabalho que não lhes satisfaz, seja financeira ou emocionalmente, ou ambas.

É claro que existem professores seriamente comprometidos e altamente competentes, no entanto, são ofuscados pelo mar de outros que fazem da sala da aula um mero “ganha salário”, ainda por cima, baixo.

A simbiose do descaso chegou ao clímax do desinteresse e da violência, resultado final possível de ser verificado com assustador resultado nas séries do ensino médio, por não ter havido o despertamento e o estímulo à permanência e respeito à escola, ao mestre e a si mesmo, na base, no ensino fundamental, onde tudo começa e se estrutura.

Lembro-me que na escola em que cursei da 1ª à 4ª séries, haviam dentistas e médicos, uniforme completo, produzido pelas mães, cursos de integração com a comunidade de corte, costura, assim como a cada 30 dias, mães se revezavam no preparo da “macarronada” que era distribuída aos carentes do bairro. E aí, como esquecer das professoras Luiza e Ana? Como não lembrar do “tudo de bom” que delas recebi?

Como esquecer a irmã Cirila, minha primeira grande inspiradora a voltar meus interesses à formação de “gente pequena”.

Não há qualificação adequada aos professores deste ensino, não há estímulo salarial, não existe qualquer tipo de integração consistente e permanente com as famílias destas crianças e tão pouco com as comunidades das quais elas estão inseridas, afinal, pensar em tudo isso me faz parecer ridícula, quando lembro que sequer existe merenda, e a fome é a tônica maior.

Bom seria que o desvio de verbas da educação e da saúde fosse enquadrado em crime hediondo, assim como os “indícios” passassem a ser evidências, pois são fáceis de serem comprovadas.

Que os jovens, ao se formarem no magistério e nas universidades, fossem submetidos a um teste de qualificação (tipo OAB), pois afinal, passarão a ser os primeiros guias na formação intelectual, emocional e postural de “gente” que conviverá com “gente” e com a vida em toda a sua expressabilidade diversa, educar e administrar educação é uma séria responsabilidade que exige competência, vocação e, acima de tudo, respeito à vida, bem maior de todos nós, amplificando, assim, a conscientização ecológica e a preservação de seu meio ambiente.

Mestrados especializados deveriam ser qualificações exigíveis ao ensino fundamental, base suprema da formação psicosocial das criaturas humanas, que teem neste desabrochar absolutamente natural, campo fértil para a absorção adequada quanto à sua individual responsabilidade enquanto mais um ser vivente e social.

O que se constata são alunos que chegam nas universidades sem grandes bases de conhecimento e nenhuma  conscientização do sentido maior de vida e liberdade  consigo e muito menos em relação aos demais. Portanto, falar em sustentabilidade, meio ambiente e cidadania é “brincadeira” ou, no mínimo, mais uma ação repetitiva, impressa nas grades disciplinares, bonitas e sábias de serem observadas, mas a mil anos luz de serem devidamente apreciadas e absorvidas pela imensa maioria.

Pensem nisso...

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