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Mostrando postagens de Janeiro, 2013

ROTINA SAUDÁVEL

Ouço passos, ora me parecem lentos, ora me parecem apressados, como se precisassem alcançar algo ou alguém, assim como em determinados momentos me parecem um arrastar de chinelos velhos calçados por pés cansados, possivelmente também velhos.

Aguço os ouvidos, volto a olhar para trás, e nesse aterrorizante instante, percebo que envelheci e que insisto em superar a lentidão que se chegou com o peso dos anos.
Sento-me então no banco de pedra do pátio sob a sombra do framboyam tendo diante de mim mais que o espetáculo do entardecer, mais que os laranjais que bordam as colinas, mais que as ovelhas que retornam agrupadas, vejo minha vida que resiste e não se esvai.
Os passos são lentos e se esforçam em uma agilidade de superação, pois a vida existe e pede passagem na rotina saudável do ser e do existir.
Mensagem recebida neste sábado às 18:30 do amigo energético Juan Emanuel Rodrigues Sanches.

Por que vou votar...

Estou aqui pensando que preciso me arrumar para ir ao centro votar para se eleger os membros do Conselho Tutelar. Nos dez anos que estou morando em Itaparica, esta será a primeira vez que participarei, e estou entusiasmada comigo mesma, justo porque estou com a consciência de estar fazendo a coisa certa, já que não estou satisfeita com o andamento deste setor, assim como de tantos outros que engrossam as atribuições públicas.

Penso que se não estou satisfeita, cabe-me buscar mudanças e que estas devem começar exatamente por mim, trocando a mesmice de só reclamar, pela ação direta da participação para que eu me sinta fortalecida para então buscar novas soluções.
E o primeiro passo, creio eu, é exatamente o de ir votar e, em seguida, ir conseguindo adeptos para que, juntos, possamos ir em busca de uma renovação que represente, antes de tudo, uma mudança de postura social que certamente nos encaminhará na direção de reais alterações nas políticas e nos políticos que nos governam, pois para…

SOLIDÁRIA AOS SONHOS

Neste aparente trabalho solitário, encontro-me aqui e agora em uma das salas da Rádio Tupinambá, que chamo de minha, pensando exatamente no amor e na tenacidade de se buscar os sonhos e no quanto me pareço com os cães perdigueiros que ao farejarem a presa, enquanto não a localiza, dela não desiste.

Volto ao ano de 2006, quando parada na Praça do Mercado do Peixe, bem em frente ao prédio da Rádio, comecei a sonhar que um dia ela seria um pouquinho minha. Imaginativa, como eu só, fui me vendo lá dentro, agindo e fazendo estripulias, mas todascom o microfone na mão, como se fosse um troféu. Na realidade, eu não tinha qualquer noção do que viria a ser o trabalho de uma locutora, tudo apenas era uma atração fatal, que de um momento para o outro, adentou em minhas emoções atrevidamente, sem qualquer licença prévia de minha parte, tipo:
Amor ao primeiro olhar.
E que olhar...
Nunca mais, consegui passar pelo local imune ao frenesi do desejo, quase sexual de um dia, vir a possuir aquela belezura…

Entre a Cruz e a Espada

Fico entre a cruz e a espada quando sou obrigada pela força de meu trabalho, da lógica social e do meu caráter, a fazer denúncias em relação a algumas ações que são executadas pelas gestões públicas de qualquer tempo.

Quanto às de Itaparica, tudo é mais doloroso, já que tenho pela maioria das pessoas envolvidas e pela cidade que me acolheu, apreço, acrescido de uma profunda lealdade que procuro honrar com as minhas posturas diárias, restando-me, portanto, somente a conduta de apresentar os fatos, tal qual eles se apresentam, sem que haja a presença do emocional que, de uma forma ou de outra, fatalmente destruiria a realidade dos mesmos, assim como a credibilidade que fui construindo ao longo dos anos.
Ah! Como é difícil ser imparcial e pensando nisso, posso entender, mas confesso não compreender, a dificuldade que assola os políticos que, afinal, entre nós povo, seus interesses pessoais, seus parentes, amigos e etc. e tal, mantém vivo em suas decisões o inferno de Dante, fazendo-os se e…

UM FLASH DO PASSADO

Olhando para uma foto postada no Face, pela minha velha amiga Lázara, imediatamente as lembranças afloraram, trazendo consigo maravilhosas recordações de um sítio no qual residi por oito anos.

Na foto e na lembrança, lá está ela, linda com seu tom especial de lilás, quase chegando ao roxo, fazendo lembrar-me do rosa que me encanta em um cenário, que generosamente a natureza me ofertou sempre pontual, a cada primavera.
Era a bendita Piúva que se destacava dos IPÊS que, amarelos e soberbos, faziam dela estandarte em meio a toda a grandeza da Serra da Piedade, em Minas Gerais.
Lembrando, sorrio e choro, agradecida que sou por ter tido os meus olhos tamanho espanto pra ver.
Agradecida que sou por ainda me sentir viva e poder lembrar, as belas coisas que a vida generosa me ofertou e eu, nada rogada, recebi e as guardei.
Penso então, que as lembranças são como as orações, pois fazem com que os nossos sentimentos, quando adormecidos, despertem, trazendo consigo, um sorriso e uma lágrima de amor…

POEMAS DA NATUREZA

O cipó-imbé gigantesco serpenteia o galho grosso da mangueira, abraçando-a como uma amante apaixonada, deslizando lentamente, percorrendo seu corpo, buscando a copa, como se esta fosse a boca carnuda, para um gozo maior.

Lindo, fantástico, espetáculo sem igual.
São poemas escritos no silêncio desta natureza bendita, versos que falam, através de movimentos que nos ensinam e que nos inspiram como mestres reais desta infinita escultura viva, que se atento estivermos, conseguimos lê-los, tornando-nos seres mais plenos, mais lúcidos e, com certeza, mais felizes.
De onde estou, observo-te querida, vejo-te integrar-se a este encanto e posso sentir-te como mais um belo verso, deste contexto sublime que é a vida.
Escrito em parceria com o amigo energético, Mário Silva Jardim.05/01/2013.

BORBOLETAS E SAMAMBAIAS

Hoje acordei com as poesias de Casimiro de Abreu na cabeça, especialmente aquela em que ele diz:

- Ah! Que saudades que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais...
Olho através da janela para a mangueira do quintal e por segundos transporto minha mente para Guapimirim em um dia qualquer da minha também infância querida que o tempo jamais conseguiu apagar.
Lembro-me do riacho com suas pedras roladas e das samambaias gigantes que enfeitavam suas margens, lembro-me das piabas mordiscando minhas pernas, naqueles dias encantados que o tempo não apagou.
Vejo ainda, as borboletas, todas elas encantadas que, destemidas, se aventuravam por entre as folhagens e bailavam, oferecendo a mim magnífico espetáculo de força, leveza e liberdade que, mais que emocionada, permitiu-me bailar a mente, através de milhares de universos, onde os sonhos e as fantasias mesclavam-se às paisagens em um cenário sem igual.
Bendita infância que os anos não trazem mais, a nã…

FOI PRECISO...

Precisei eliminar duas frondosas mangueiras do terreiro dos fundos de minha casa e isto já aconteceu há mais ou menos uns seis meses e ainda não me acostumei com o novo cenário e muito menos com a falta que me fazem, pois era exatamente aos pés de uma delas que, durante anos, conversei com Deus.

Foi preciso, absolutamente necessário, pois suas raízes, perigosamente, ameaçavam os alicerces de minha casa. Apesar desta necessidade urgente, durante muito tempo protelei a decisão de cortá-las, afinal, eram lindas, ricas de frutos e que sombras proporcionavam, meu Deus!
O tempo passou e eu ainda sinto falta e neste bailado entre o lógico e o emocional, penso nas prioridades que precisamos estabelecer a cada momento, e no como são difíceis e nos exaurem e sequer verdadeiramente nos atemos a elas, colocando em uma total desconsideração milhares de decisões que tomamos a cada dia de nossas vidas e que são determinantes quanto a qualidade de nossos instantes, determinando, inclusive, nossa saúde …

DIFERENÇA...

Estou aqui pensando que o bom gosto, o apuro das preferências, a qualidade enfim das escolhas seja lá do que for, são as grandes diferenças entre os jovens da década de sessenta para os atuais.

Mas também penso que posso estar sendo, na realidade, apenas preconceituosa. Que esses jovens atuais apenas são o resultado dos novos tempos e que, para eles, este é o conceito de qualidade, da mesma forma que nos anos sessenta as músicas, as roupagens e os comportamentos eram estranhados, se bem, que é preciso não se esquecer da profusão de talentos que não deixaram nada a dever aos seus antecedentes em qualquer área que se possa lembrar.
Nossa, como é difícil traçar-se críticas, que não firam a lógica de cada tempo!
Pois é, pensando nisso, mudo de assunto, afinal, estou sendo influenciada pelo som que o meu vizinho insiste que eu ouça e que, além de tirar de mim o direito a paz de um merecido pós-festas, ainda me induz a crer que todos são como ele, ou seja, jovem de mau gosto.
Tento desviar minh…