domingo, 20 de dezembro de 2015

VENTO MARINHO

O farfalhar agitado dos coqueiros chamou minha atenção, principalmente, pois com ele, veio também o vento fresco do amanhecer marinho que sem qualquer cerimônia foi adentrando pela casa, chegando-se até a mim que, já sentada e debruçada em minha mesa de reflexões ao pé da janela da sala,vi-me envolta num prazer inigualável que, imediatamente, fez-me agradecer a Deus por estar ouvindo e sentido a mais autêntica de suas manifestações, que na maioria das vezes, nos alerta para o que verdadeiramente importa em nossos universos pessoais.
Seguindo este raciocínio penso nas pessoas e, novamente, preciso agradecer, porque, afinal, tenho aprendido com as manifestações da natureza que de tudo e de todos sempre é possível nos alimentarmos de sabedoria e amor, bastando tão somente enxergarmos o melhor que ela apresenta, extraindo egoisticamente parte de suas riquezas para completar a nossa própria, assim como doarmos um pouco do nosso melhor para o enriquecimento do outro, pois nesta troca de qualidades, aperfeiçoamos os nossos melhores e enfraquecemos o que, infelizmente, trazemos de rançoso e que certamente a muitos não agrada.
Desta vez, o vento que farfalhou os coqueiros, árvores e até mesmo agitou os passarinhos, não veio sozinho, trouxe consigo uma rápida e refrescante chuva, talvez para nos lembrar que não há sol que sempre dure e tão pouco chuva que permaneça, afinal, o intercalar de ambos, nutre a vida e a todos nós.
Que neste domingo, já tão próximo do Natal, esqueçamos um pouco dos presentes comprados e nos encantemos com as nossas próprias realidades, presentes da vida, que o nosso bom Deus interior nos garante a cada instante, se focados no essencial estivermos.
Um beijo repleto do que sinto ser o meu melhor, assim como o meu mais profundo agradecimento pelo melhor de cada amigo online ou presencial que me tem sido oferecido.
E assim, juntinhos e irmanados somos capazes de por mais tempo possível considerar a vida bonita e bonita na sua alternância e aparente instabilidade.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

UM DESPERTAR DE VIDA


Deitada na aparente solidão do sono, fui despertada pela chuva farta que como águas de uma cachoeira encantada, deslizava por sobre a vegetação ao pé de minha janela, produzindo o mais belo som.
Os aromas logo se transformaram e como sempre, atenta, pude não só reconhece-los em suas novas versões, como principalmente fui sorvendo um a um, num processo alimentício dos mais especiais.
Neste instante, fora o galo a distância, nenhum outro som se mostra, levando-me a pensar que por instantes, o mundo parou, preparando-se para a chegada dos senhores pássaros, interpretes universais dos sons de cada manhã.

Estou muito feliz por poder sentir mais este momento mágico. Porque, afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.

sábado, 5 de dezembro de 2015

A VISITA DAS BORBOLETAS


 E as duas borboletas adentraram pela janela silenciosas para os demais, todavia, para mim, foi fácil percebê-las através do vibrar de suas asas.
Lindas! Com elas vieram a certeza e o querer de dias mais tranquilos e suaves.
O bater de suas aparentes frágeis asas são a amostra colorida da alegria que reina em meu coração.
Morrer?
Medo de partir?
Claro que tenho, mas acompanhando o medo, vem a certeza de eu jamais estarei sozinha. E esta é a minha mais preciosa riqueza que venho cultivando ao longo de minha vida, jamais desistindo daqueles que amo, jamais retendo o que já não me pertence mais.
Não há ouro, prata ou bronze que valha mais que os olhares, gestos e atenções que fui capaz de amealhar ao longo de meu caminho.
Que este universo bendito penetre em mim sarando minhas feridas físicas para que tenha ainda oportunidade como desculpa de continuar nesta vida que adoro, porque, afinal, tenho tanto para agradecer, tantos para adular e outros tantos que quero fazer enxergar o quanto a vida pode ser bonita se assim permitirmos.
Um beijo no coração de cada amigo que tem dirigido a mim suas preciosas vibrações.
Logo, logo, estarei de volta levando comigo as borboletas coloridas e muitas emoções
Beijos, Regina.


domingo, 22 de novembro de 2015

INCONSEQUÊNCIA


Estou aqui quietinha com meus animais neste amanhecer de domingo, pensando que, afinal, ainda sou capaz de me chocar com a grosseria, tanto quanto me choco com as reações que dela advém, pois são frutos da incapacidade nossa em respirar fundo e simplesmente, encarar o agressor como ele realmente é; uma criatura que não se transformou ainda em um ser humano, pois quando isto acontece, tornamo-nos mais sensíveis à sensibilidade alheia e, certamente, não saímos  em nossos relacionamentos, sejam presenciais ou online, agredindo de forma absolutamente, pequena e irracional.
Penso também que medir a beleza de alguém, vai infinitamente além do uso da régua e do compasso, até porquê, o tempo, este critério no qual todos nós estamos submetidos, costuma ser implacável nas marcas que vai imprimindo ao longo das trajetórias de todos nós, acelerado  pela alma pobre de alguns, que inconsequentes, insistem em alimentá-la com a arrogância, fruto maduro da ignorância.
Volto a pensar que a cidade de Itaparica e seus habitantes, merecem uma convivência mais respeitosa, amiga e com critérios avaliativos mais ampliados e menos regados a preconceitos horrorosos, que danificam o seu todo de “Pequeno Paraiso Tropical.”
Começaremos a nos sentir humanos, quando percebermos que o que é capaz de fazer doer no outro, poderá também nos atingir, sem que necessariamente, esta dor venha do mesmo rumo que, inconsequentemente, desferimos o golpe que o atingiu.
Dedico este texto a todas as pessoas que, são desnecessariamente agredidas na expressabilidade de suas grandezas pessoais.
Um beijo especial a todos e (as) que ultrapassam as barreiras do convencional, abrindo portas e janela para um mundo muito melhor, onde cada pessoa, seja capaz de conviver com o outro sem impingir a ele, seus próprios valores e critérios, num dar e receber menos agressivo e, portanto, danoso.
Um beijo especial a jovem Mércya Karem, pela beleza de seu ensaio fotográfico que, privilegia a arte criativa e agregativa do ser humano e não apenas, um pedaço de carne maturada dentro dos padrões de uma sociedade que se apresenta falida em seus valores.
Bom dia, afinal, hoje é domingo e pé de cachimbo!!!!!

domingo, 15 de novembro de 2015

AGRADECIMENTOS


Bom dia amigo, estou aqui sozinha com minhas apreensões, creio que naturais em relação a cirurgia, que serei submetida no próximo dia 27/11, tentando por todo o tempo manter o positivismo e uma fortaleza nem sempre real, afinal, sou humana e adoro viver como você e me recuso a partir, pois acredito que ainda posso realizar muitas coisas.
 Adoro esta vida e adoro principalmente tudo que me rodeia, seja físico ou energético. Considero-me um ser privilegiado, pois o que não tenho, me é ofertado pela generosidade daqueles que me cercam. 
Acredito que seja esta a verdadeira fortuna que poucos conseguem nesta vida.
Você é uma das pérolas que junto a outras raras preciosidades, formam um cordão do bem que me rodeiam e que me fazem sentir uma enorme gratidão.
Em momento algum desde o dia em que nasci, algo me foi negado pela vida. Recebi na dosagem certa, todas as bençãos que supriram minhas mais profundas necessidades, evitando-me o "poder", pois caso contrário, eu não teria o prazer de vir a conhecer a alma humana na sua mais pura grandeza com tanta nitidez, através de comportamentos incríveis que fazem com que a raça humana, valha todos os privilégios que recebe, se comparado aos demais elementos que compõem esta vida.
Tudo isto que escrevo neste instante, representa o que sou e o que penso e não gostaria se for o caso de deixar esta expressabilidade de vida, sem dizer que amo você e que, foi um imenso prazer ter convivido com você seja, online ou in loco.
Gostaria que soubesse que não acredito na morte e meus registros escritos ao longo de minha vida, atestam esta certeza absoluta, fazendo de mim uma criatura totalmente tranquila, se bem que desejosa de que, por aqui eu ainda continue, desfrutando desta expressabilidade de vida, da qual sou apaixonada por simplesmente, achá-la linda e completa.
Hoje é domingo e depois de declarar os meus sentimentos amorosos em relação a você que me lê, já me sinto mais harmoniosa e mais preparada para enfrentar estes dias de expectativas em relação a uma situação que me é totalmente inusitada.
O sol está brilhando, os pássaros estão com suas cantorias matinais e eu, feliz por saber expressar meus sentimentos, outra riqueza que jamais me foi negada.

 Fique com Deus e a vida que, afinal, são uma mesma energia.

É SEMPRE BOM LEMBRAR


Estou aqui pensando neste final de tarde, muito encalorada, que não precisei de tragédia pessoal e tão pouco adoecer para reconhecer a importância da vida e para conservar as boas lembranças que, afinal, foram responsáveis pela minha formação de pessoa humana. E isto me faz sentir um enorme bem estar, pois não me sinto ingrata ou incapaz de sentir e enxergar o tudo de bom, que fui vivenciando neste longo percurso.
E não ser ingrata tem uma dimensão absurda de valores para mim, afinal, a gratidão é a base formadora de infindáveis outros sentimentos, capazes de me manter não só atuante, mas, acima de tudo, ligada em emoções mais leves e gratificantes.
Todo este rodeio me leva à sorveteria do Morais, lá na minha encantada Ipanema, no Rio de Janeiro, onde as especialidades eram os sorvetes de puras frutas, o bolo de aipim e o cuscuz de tapioca e coco.
E só de lembrar, sou capaz de sentir os sabores derretendo no céu da boca e como num filme, deixo rodar em minha mente, os prazeres de uma juventude ainda inocente e absolutamente livre.
Liberdade que me permitiu reconhecer os amores de minha vida, assim que os vi.
Liberdade que me preparou para sentir inúmeros prazeres, em sua maioria muito simples, mas absolutamente imprescindíveis para que eu pudesse sorver os momentos difíceis sem transformá-los em dramas e derrotas pessoais, porque, afinal, lá estavam as lembranças dos sabores, dos aromas, das pessoas e dos prazeres, como uma estrutura de apoio que jamais me deixou esquecer que a vida é bonita, é bonita e é bonita.
Feios muitas vezes somos nós em nossa também incapacidade de, simplesmente, viver.
Viver o real, o lúdico, o apenas simples, que em sua maioria guarda tesouros inesquecíveis, como o sorvete de milho verde, servido na casquinha crocante que por toda a minha juventude foi o preferido e cujo sabor alimentou a minha alma, assim como o seu aroma perfuma os meus sentimentos até os dias atuais.
O tempo passou, a noite chegou e cá estou conversando com o passado, como velhos amigos que não se esquecem, como velhos parceiros que se complementam.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Parabéns que envio ao Céu.

Hoje, se ainda estivesse entre nós de forma física, minha querida e amada Maria Zizita Leopoldino Couto, estaria completando, 95 anos e, certamente, estaríamos comemorando com uma grande festa, do jeitinho que ela sempre gostou.
Em junho completou 27 anos que você de forma guerreira mudou de dimensão, deixando a lembrança viva da sua grandeza de pessoa humana.
As saudades não diminuem e as recordações permanecem, assim como em todos os anos nesta data, agradeço a Deus, por tê-la conhecido e por ter podido desfrutar do seu carinho por longos e benditos, 20 anos.
Todavia, sinto-a sempre por perto, estimulando-me a ser feliz e a extrair desta vida, sua essência que, certamente, é sempre o mais precioso elixir de vida e liberdade.
Te amo minha sogra, mãe e amiga, companheira de todos os momentos.

UMA LOUCURA


Existem observações que só podem existir se a criatura estiver muito atenta, mas acima de tudo que seja capaz de tirar de si qualquer resquício de preconceitos, críticas sistêmicas para, simplesmente, registrar fatos que ocorrem no dia a dia e que retratam a vida cotidiana nos seus mais variados universos.
Nesta semana, fui impelida a viajar duas vezes por dia de Ferry Boat, coisa que há muito não fazia, pois confesso que ir a Salvador, antes de ser um prazer em poder desfrutar de suas belezas, para mim é um tormento, pois habituei-me ao sossego da minha Itaparica.
Voltando ao foco de meu relato, preciso dizer que apesar do calor não amenizado pela refrigeração das novas embarcações, consegui ir sentada e os banheiros estavam em condições razoáveis para serem usados, fui devidamente orientada, quando necessitei, e talvez, por todas estas razões e pela total falta do que fazer, concentrei-me nas pessoas e aí, bem...
Lá pela quarta viagem, percebi-me rindo e comentando com o meu Roberto que, enquanto nas Universidades os temas para monografias, artigos e teses se tornam muitas vezes repetitivos, bom seria se vez por outra os professores fizessem uma ida e uma volta de Ferry com as mentes aguçadas para depois sugerirem a seus alunos, porque, afinal, a fonte de manifestações humanas é não só surpreendente, como extremamente rica e variada, despertando em qualquer maior interessado, inspiração para teses riquíssimas, abrangendo uma gama diversificada de cursos, principalmente, psicologia, filosofia, sociologia, antropologia ou em qualquer outro em que o ser humano seja o epicentro de análise ou simples narração.
E aí, torna-se mais razoável compreender a recorrente situação em que o Brasil se encontra. O porquê de sermos enganados, roubados, espoliados em nossos direitos mais básicos por mais de 500 anos.
Fica mais claro identificar esta aceitação passiva do inadequado a cada instante, onde direitos e deveres se perdem frente a uma total alienação político social.
Creio que o mais importante nos dias atuais, seria preparar os nossos jovens para a capacidade observatória e ao estímulo à ética e a cidadania, não com os refrãos já comuns, que poucos ainda consideram, mas com o senso avaliativo da sua realidade pessoal em meio ao seu próprio universo vivencial, acrescido de parâmetros reais, onde o certo e o errado, fosse substituído pelo adequado, o lógico e o bem comum.
Enquanto alunos, somos levados a armazenar um turbilhão de fatos, nomes e datas de épocas passadas e deixa-se passar a busca do entendimento do aqui agora, seja em nosso país, seja ao redor do mundo.
Formam-se especialistas nisto ou naquilo, mas absolutamente ignorantes em relação a si em meio a sua própria realidade de cidadão brasileiro, profissional que terá de interagir com um sistema distorcido em seus valores e falido em relação ao seu povo em se tratando de um mínimo de conhecimento de sua história.
E aí, doutores e analfabetos se igualam no pouco ou nenhum conhecimento em como se portar, pensar e conduzir suas posturas, seja no público ou no privado, levando-me a relembrar da irreverência carioca que classifica de samba de crioulo doido, furdunço ou seja lá outros nomes que não me ocorrem agora.
Todavia, tenha o nome que tiver, tudo parece uma loucura se bem observado. Ainda bem que também vez por outra, os olhos na procura de alívio momentâneo, buscam as águas benditas da Baia de Todos os Santos, razão certamente maior para que, até os dias atuais, nenhum motim mais expressivo tenha ocorrido.
Pensando bem, tudo se resume em uma loucura com a aparência de normalidade coletiva, que afinal aceitamos como se não justa, pelo menos, a possível.


domingo, 8 de novembro de 2015

Que delícia!!!!


Hoje é domingo, pé de cachimbo e o sol baiano despudorado, mas absolutamente sedutor e envolvente, adentrou em mim logo bem cedinho, da mesma forma que deitou-se apaixonadamente sobre as flores e copas do meu jardim, levando-nos ao êxtase do gozo matinal.
O ventinho insistente, agita marolando a superfície das águas mornas de Ponta de Areia e, com certeza daqui a algum tempo, o cheirinho do churrasco do amigo Waldir Rodrigues estará nos convidando à uma saborosa refeição, neste pedaço de céu, onde só não é feliz aquele que de verdade não o quiser.
Penso então, que ser feliz, antes de ser uma firula ou coisa que o valha, é tão somente uma questão de talento, que se desenvolve a partir de uma vocação, que exige determinação, além da capacidade indiscutível de se despir, aí sim, das inutilidades cotidianas para deixar passar livremente a constatação básica, mas poderosa nos seus argumentos, que não deixam dúvidas de que a vida é bonita, é bonita e é bonita.
Que neste domingo de sol da primavera, sejamos poeta de nós mesmos, artistas universais.
Que consigamos pincelar com as cores de nossas almas, nossos instantes presentes, fazendo deles, sorrisos que nos eternizem.

Que delícia de poder nos destes, meu Deus!!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

UM RESPIRAR PROFUNDO


Acordei bem cedinho, abri as janelas e portas e fui sentar-me na cadeira de balanço da varanda para esperar pacientemente o dia amanhecer, tal qual, faço por toda a minha vida, numa fidelidade a mim mesma, afinal, como perder tão surpreendente espetáculo?
E assim como eu, lá foram também os meus cachorrinhos que adoram o despertar da vida com seus aromas e sons sempre surpreendentes e juntos, silenciosamente, permanecemos relaxados, não sem deixar, pelo menos eu, a mente voar, e esta, não menos surpreendente, ora arquiteta um futuro que sequer sei se viverei, ora resgata um passado em seus momentos, se não surpreendentes, pelo menos inusitados.
E nesta manhã, ao som de uma refrescante chuvinha de primavera, meu voo foi até Belo Horizonte, pousei no bairro do Santo Antônio ao lado de minha sogra, tentando socorrer uma jovem doméstica que trabalhava na vizinha, que apavorada, (a vizinha) pedia socorro.
A cena dantesca quebrava o encanto da grandeza de um quase amanhecer e, pela primeira vez e única, deparámo-nos com a solidão da ignorância existencial, travestida da crueldade da indiferença de um alguém que acabara de ter um filho, mas incapaz de acolhê-lo em seus braços, olhava o vazio da parede branca, enquanto no chão, envolto em sangue, um serzinho lutava para permanecer vivo.
Enquanto enrolava a criança na primeira toalha que encontrei, prendi o corte brutal de seu umbigo com o pregador que segurava a toalha na corda, enquanto minha sogra retornava ao nosso apartamento, numa corrida contra o tempo, pois tanto a mãe como a filha, naquele instante, precisavam mais que apenas solidariedade, precisavam de um médico.
Hoje, já com o dia amanhecido, ao som do galo do vizinho, fico pensando naquela criança que quase salvamos, naquela mãe que no dia seguinte, voltou andando, apanhou sorrateiramente seus pertences e desapareceu, deixando a vizinha e a nós com as lembranças tristes de sua inconsequência.
Penso na menina e no nome que poderia ter tido, nos amores e nas conquistas, nas tristezas e nas lágrimas, mas acima de tudo, nas auroras que jamais vivenciou, mas que 32 anos depois, permanece ainda viva entre as minhas lembranças, talvez para que eu nunca esqueça que, assim como a vida é bonita e é bonita, o ser humano pode ser feio, medíocre, assustador.
E pensar que naquela época, cheguei a brigar com Deus, crendo na injustiça de seu poder de distribuição de bênçãos, pois enquanto tantas desprezavam, meu regaço estava pronto para acolher uma filha, que nunca chegava.
 Estou sorrindo, afinal, três anos depois, como num passe de mágica, a minha tão sonhada garotinha, adentrou em minha vida, trazendo consigo, Deus, aquele mesmo Deus que espinafrei, mas que generoso compreendeu a minha dor, frente aos abusos e inconsequências com as quais, a vida pode ser tratada.
 Neste amanhecer de recordações, penso que cada amanhecer, traz com ele sensações que nem sempre estamos prontos para reconhecer ou aceitar, mas com certeza, traz consigo a certeza de um respirar profundo, acompanhado da esperança de um novo amanhã, onde então, surpresas maravilhosas podem ocorrer, como ocorreu comigo ao ser presenteada com a morena mais linda do mundo, que ganhou o nome de Anna Paula e está tendo o direito de escrever a sua própria história.
Respiro fundo e então percebo que o sol já vai alto e muitas tarefas me aguardam.


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

ACORDEI PENSANDO: Para que chorar?


São quatro horas da manhã e não estou acordada por insônia, jamais, apenas já dormi o tanto que minha natureza solicita e, naturalmente, prefiro escrever à qualquer outra atividade, até porque não posso colocar em prática algo que possa vir abalar este silêncio bendito, onde posso escutar a minha mente curiosa que está sempre questionando algo.
Ao acessar o facebook, mais uma vez pude ler a respeito da morte da atriz Yoná Magalhães, aliás, a cada instante, alguém morre longe ou bem perto de nós e, na sua maioria, sequer sabemos quem eram e qual a importância que estas pessoas tinham no seio de seus universos pessoais, apenas morrem e, neste caso, desconsideramos emocionalmente, dizemos algo apropriado à ocasião ou, como nos casos de pessoas famosas, lamentamos na proporção de nossas admirações.
Então penso na morte com uma naturalidade que afronta a muitos na medida em que não consigo vê-la como uma desgraça na vida de alguém, apenas como um capítulo que se encerra, como tantos outros que sequer consideramos, aí sim para espanto de pessoas como eu, que opta em reverenciar a vida em todas as suas mais singelas expressões.
Por exemplo, o fim de um relacionamento que começou bonito, repleto de promessas e planos e que, com o decorrer do tempo, ao invés de se fortalecer, se desgasta e se apaga, muitas vezes deixando brasas acesas que queimam as almas dos envolvidos e destrói emoções dos filhos que, no final das contas, pagam um tributo não devido a eles.
Penso também nas agressividades que proporcionamos aos demais pela arrogância de nossas posturas.
No prazer camuflado que sentimos ao assistir telejornais que exploram a desgraça humana nos seus mais cruéis detalhes, dando Ibope às mazelas que deveriam nos fazer chorar de vergonha.
São tantos os aspectos danosos que se direcionam à morte e que cultuamos em todos os setores da vida humana, inclusive nas angústias e muitas vezes dores profundas que infringimos aos outros, incluindo aqueles que dizemos mais amar e, de repente, quando o capítulo se encerra desta ou daquela criatura, seja humana ou não, choramos ou nos descabelamos, como se a morte não fosse a mais presente das certezas.
Particularmente, fico triste quando a cortina da vida se fecha para alguém na mais tenra idade ou de jovens no vigor de suas existências, seja por uma doença ou pela brutalidade da estupidez humana, mas não posso chorar por quem percorreu uma vida repleta de emoções boas que foram desfrutadas ou por dificuldades que foram suportadas e superadas, não por quem beijou, amou, contemplou auroras e por de sois, usufruindo de cada instante de vida.
A não aceitação da morte me remete a pensar que talvez não tenhamos a devida consciência da bendita vida, frente a ausência sistemática que imprimimos a nossa consciência em respeitá-la e cultivá-la na grandeza de sua real importância, evitando ferir, enganar, trair e o tudo mais que somos capazes de oferecer a nós mesmos, numa inconsequência assustadora como se esta, jamais fosse se acabar.
Não chorem por mim, jamais.
Pensem que amei, beijei e procurei ser fiel a tudo e a todos com os quais convivi, fazendo de minha vida não um plácido e monótono lago, mas um rio vivo e repleto de correntezas que me levaram a muitos lugares desconhecidos, mas que me garantiu duas benditas margens que me orientaram e não me permitiram sentir a solidão do abandono, aí sim, dolorosa morte de se sentir vivendo.
Então, para que chorar?


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Mas afinal, e nós?

           
Nos últimos tempos o que mais tenho ouvido é sobre a Constituição brasileira, o que ela permite ou não, o que a fere e o que ela não admite em sua genuína legalidade.
Tenho visto e ouvido através dos noticiários e de programas de entrevistadores famosos como Miriam Leitão, Alexandre Garcia e outros, alguns políticos, juristas, ministros, enfim, autoridades de renome nacional, discutindo ou simplesmente explicando as nulidades dos pedidos de impeachment da presidente Dilma Houssef, mostrando didaticamente os artigos e incisos da Carta Magna que jogam por terra os argumentos fornecidos pelo TCU em seu relatório não aprovando as contas da gestão.
Penso então, que toda esta traficância de argumentações possui sua validade, pois pelo menos, estamos tendo a oportunidade de conhecer detalhes até o momento desconhecidos por grande parte da população que passou a entender o porquê deles (tribunais) reprovarem e as câmaras aprovarem, deixando um ponto de interrogação na leiguice de todos nós e ao mesmo tempo, suscitar uma nova e óbvia pergunta:
- Se as análises técnicas realizadas pelos “Tribunais de Contas” podem ser desconsideradas por vereadores, deputados estaduais e  federais  e pelo Senado Federal, pois são órgãos apenas auxiliares e sem qualquer poder de punição, apesar de serem designados como tribunais, por que existem?
Se fazem o trabalho minucioso de análise e estão competentes à um veredicto, por que os políticos se sobrepõem as suas constatações qualificadas?
No mínimo esquisito ao entendimento de nós, povinho sem grandes conhecimentos constitucionais, mas cuja sensibilidade e raciocínio, aguçam ao despertamento de querer entender, sem vergonha da possível ignorância.
E aí, lembro do Maluf que há mais de 20 anos nega crimes internacionais e se reelege, dando um curso intensivo aos políticos brasileiros da pouca vergonha institucionalizada, pois nada freou sua cara de pau e abusos ao erário público.
Como cidadã brasileira, estou começando a ter medo da constituição de meu país, que fornece tantos artifícios de garantias às gestões, assim como com os nossos códigos da Justiça que amparam seguidas pedaladas políticas, manobras constitucionais que garantem ao esperto e ao malfeitor das causas públicas, recursos e mais recursos em detrimento do povo, do bendito povo que a tudo paga de uma forma ou de outra e na maioria das vezes de ambas.
Como entender que um Presidente da Câmara Federal, tenha tanto poder e ainda permaneça em seu posto, frente a tantos escândalos envolvendo seu nome e o de sua família? E ainda tem poder de “negociar” acordos sujos com a Presidente?
Que Constituição é esta que permite que um ex-presidente da república, adentre e use os gabinetes do Planalto e da Alvorada, como se chefe de estado ainda fosse?
Que Judiciário é este que desconsidera, aos olhos do povão, todas as indicações de envolvimento deste senhor no maior escândalo que este país já vivenciou?
Estão esperando o quê?
Provavelmente um recibo de propina assinado e com firma reconhecida, além de devidamente registrado em Cartório! ...
Na leiguice de meus parcos conhecimentos jurídicos, já ouvi falar em provas circunstanciais e até mesmo em testemunhas oculares.
Pensando nos ex- presidentes do meu Brasil Varonil, jamais tomei conhecimento que um presidente da República ganhasse tanto para possuir tantos bens.
E olha que a maioria, dispunha de carreira profissional ou bens de família ao tomarem posse constitucional de um cargo que deveria ser no mínimo conduzido com transparência.
Rapaz... Isto é que sorte acompanhada de competência meteórica de causar inveja aos demais nordestinos descamisados que migraram para SUM PAULO, para fazer sua américa pessoal.
Ou sou uma idiota completa, analfabeta total ou o que estamos vivendo é um surrealismo tupiniquim, jamais tão escrachado que, até faz doer.
Enquanto isto....
Tudo vai ficando pior que dantes, no quartel de Abrantes.



sábado, 10 de outubro de 2015

Explode Coração


Acabo de colocar um pudim de leite no forno, já pensando no almoço de amanhã e, enquanto, aguardo o seu cozimento, percebo que o meu peito está um pouco sufocado, aliás essa sensação vem me perseguindo há alguns dias e, naturalmente fui desconsiderando, mas agora, resolvi encarar este mal estar emocional, afinal, porque mantê-lo?
Olho ao redor e todos estão com suas próprias atividades e nem mesmo os meus pássaros estão fazendo qualquer ruído, como se tivessem ido dar uns bordejos ou simplesmente, estão puxando um cochilo entre as folhagens ainda úmidas da chuva desta tarde.
Meus cães silenciosos me guardam como fiéis escudeiros e entre todos estes parceiros cotidianos, cá estou eu, querendo entender a razão de meu sufoco e desta impressão doída da minha indivisibilidade, trazendo-me a compreensão da profunda solidão que se descortina, quando percebo empiricamente, que não sou imortal e que, de um instante para o outro, posso deixar de sentir o perfume das flores que carinhosas, nasceram constantemente, em todos os jardins de minha vivência.
Que posso deixar de sentir a leveza das águas mornas das praias que por toda a minha vida pude usufruir, que posso deixar de dar e receber abraços calorosos, beijos amigos e apaixonados, que posso deixar de contemplar o céu, de sentir o sol aquecendo o meu corpo ou de deixar de arrepiar-me com a aragem fresca de um ventinho abusado.

De repente, sem qualquer aviso prévio, o não desejado veio me visitar, puxando literalmente o meu tapete da segurança de me sentir imortal e, como qualquer ser apaixonado pela vida, baqueei e disfarcei, mas agora, entre meus escritos e meu sufoco, liberto-me, desapegando-me da lamúria que, insistente, invade o meu coração, fechando o meu peito e querendo tirar de mim, o melhor que cultivei e que, será sempre a certeza absoluta de que, nada se acaba, tudo apenas, se renova.
E então, volto a me sentir imortal.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

RECORDANDO


 Vinte de janeiro de 2003, logo pela manhã, passeando pela Ilha, descobrimos Itaparica, pois estávamos morando em Vera Cruz há algum tempo e, por incrível que possa parecer, não nos informaram deste tesouro, descobrimos por acaso, e assim também por acaso, encontramos um casal que varria o passeio de sua residência, (Reina e Américo).Nascia ali, uma sólida irmandade que se integrou ao encantamento por Ponta de Areia, que de imediato nos envolveu e nos fez sentir vontade de ficar, e ficamos literalmente até neste instante, em que emocionada, recordo-me das circunstâncias que influenciaram os acasos que trouxeram a mim e a minha família à este pedacinho de céu.
A partir daí, tudo foi dando certo, ficando o mês de janeiro como um marco de grandes realizações, afinal, foi em 10 de janeiro de 2005 que obtive a escritura definitiva da casa que compramos e foi em 07 de janeiro de 2014 que recebi a honraria de me tornar uma cidadã itaparicana, oferecida pela Câmara de vereadores.
Entre os “entretantos”, com muitos “finalmentes” felizes, fomos nos despindo do ranço do estresse adquirido das grandes cidades, da pressa para lugar algum, para, finalmente, podermos relaxar e curtir as delícias de nos sentirmos abraçados e acolhidos em cada esquina, quarteirão ou qualquer lugar, onde pudéssemos adentrar.
O sentido de pertencimento é uma sensação grandiosa que poucos verdadeiramente são capazes de conseguir alcançar, pois exige mais de quem chega do que, verdadeiramente, daqueles que já estão, pois a generosidade do acolhimento geralmente existe, assim como a boa vontade e o espírito solidário, mas é preciso que saibamos receber e acima de tudo valorizar, identificando cada ato de doação e, concomitantemente, precisamos ser gratos a cada instante, buscando corresponder para continuar merecendo.
Parece simples, mas é uma árdua tarefa se não existir nas almas recebedoras a dose necessária de humildade, pois só ela é capaz de mensurar o tamanho e a valia de cada oferta.
Então penso nas caminhadas de todos nós, e das portas que vamos abrindo e fechando ao longo do trajeto e no quanto é importante o cuidado, principalmente ao fechá-las, afinal, a necessidade de ter que abri-las novamente em dado momento é muito grande.
Hoje, o meu agradecimento vai para a amiga Bárbara Amorim, por cada bom dia, boa tarde e boa noite que vem me estreitando neste momento difícil de minha vida, quando então, fragilizada, mais e mais preciso de abraços acolhedores.
Vai também para meu amigo irmão, Cláudio da Silva Neves, pela certeza absoluta de que sempre poderei contar com ele.
E finalmente, vai para cada pessoa que interage comigo no decorrer de cada instante de meus dias nesta cidade abençoada que me escolheu, me guiou até ela e, ainda incansável, faz com que eu me sinta a criatura mais abençoada desta vida.
Obrigado


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

AGRADECENDO


Flui o vento forte sobre os telhados, balançando as copas das árvores, farfalhando apressadamente as folhas dos coqueiros.
Olho através da janela de minha alma, buscando o frescor deste vento agitado e, ao senti-lo, recebo dele um toque envolvente de um amante apaixonado e, então, percebo alegre que acabo de ser beijada pela vida, que voluntariosa, ama-me à sua maneira e eu, sempre pronta, a reconheço e, então, agradeço.
Penso então que Intenções, ações e vibrações são os aliados únicos e poderosos o suficiente para determinarem não só autonomia que nos garante a liberdade, mas a bendita sensação de segurança e pertencimento como pessoa humana, no convívio com os demais. Na realidade, são como guias, bons mestres nas nossas jornadas existenciais.
Nesta breve reflexão, constato as conquistas obtidas em linha longa caminhada de vida, que foram se somando e tornando-me uma criatura muito grata a Deus pelas pérolas de pessoas que me aguardaram sempre em cada etapa, principalmente, nas mais difíceis.
E aí, mais uma vez curvo-me para agradecer ao querido Dr. Jorge Lima e sua esposa Solange, Diretores do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, pela atenção e carinho que atenderam as minhas demandas, facilitando-me enormemente inúmeros procedimentos, geralmente desgastantes em todos os sentidos.
Afinal, no meu momento de angústia, seus benditos acolhimentos reafirmaram minha certeza de que a vida é bonita, é bonita e é bonita...


sábado, 19 de setembro de 2015

LIBERDADE DE EXPRESSÃO


 Segundo Aurélio, significa:

Liberdade
Substantivo feminino.
1.Faculdade de cada um se decidir ou agir segundo a própria determinação.
2.Estado ou condição de homem livre.
3.Confiança, intimidade (às vezes abusiva).
















Expressão

Substantivo feminino.
1.Ato de exprimir(-se).
2.Enunciação do pensamento por gestos ou palavras escritas ou faladas; verbo.
3.Dito, frase.
4.Representação; manifestação.

O que as pessoas não entendem ou preferem desconsiderar é que, esta atribuição que o homem crê que conquistou para si mesmo, também se estende ao outro, ou seja:
- Quem fala o que quer, precisa ouvir às vezes o que não quer.
Afinal, toda ação tem uma reação, que também muitas vezes é contraditória aos interesses de quem praticou a ação.
Não se trata de dente por dente, olho por olho, apenas uma dinâmica bem típica das relações de todo e qualquer ser vivo.
O problema é que por sermos dotados de raciocínio, que nem sempre é legitimamente lógico, cremos arrogantemente, que somos os mandatários deste atributo, acreditando que o inventamos como tantos outros e, então, desconsideramos a natureza que nos cerca e que, por todo o tempo, nos mostra esse dar e receber com clareza impressionante.
Bem, como sou uma observadora inveterada desta sempre mestra natureza, desejo como ação imediata à você que me lê, uma noite de sábado de absoluta paz, esperando que como reação, desejem o mesmo à mim.!!!!!





sexta-feira, 18 de setembro de 2015

OS VÍCIOS DE TODOS NÓS


Há algum tempo, venho exercitando o desapego em comentar de imediato os fatos que ocorrem à minha volta. Às vezes, dou uma derrapada e, pronto, lá estou, talvez não escrevendo, mas falando na Rádio.
E aí, penso com os meus botões que corrigir um vício de nossa personalidade, vício que exercitamos por quase toda uma vida, induzidos pela própria profissão, não é nada fácil, exigindo dedicação e vigilância.
Profissão?
Bem, fui buscar no Aurélio, saber se ainda persiste a mesma significação, afinal, com tantas mudanças de valores e conceitos...
Enfim, segundo ele, profissão é:
“Ato ou efeito de professar.
2. Atividade ou ocupação especializada, da qual se podem tirar os meios de subsistência; ofício, mister.”
Respiro fundo e procuro no Google, para ver se algo mudou através das redes sociais, e:
“É a capacitação de individuo especializado para exercer um trabalho ou atividade na sociedade.”
Hu lá lá!  Que maravilha, muda-se algo a cada instante, mas ainda não conseguiram mudar o ato de profissionalizar.
Pois é, todavia, com a globalização, os cursinhos online e a crença adquirida nas redes sociais de que estamos vivendo a ERA DA LIBERDADE DE DIREITOS, damo-nos ao privilégio de nos intitular, graduando-nos sem qualquer cerimônia e, a partir daí, sofismando sobre isto ou aquilo, numa “autoridade” amparada no oportunismo do se eu quero, eu posso.
E saiam da frente, pois como um trator desgovernado, atropelo e posso até matar, por que, afinal, sou um profissional, talvez de nada, mas e daí?
Diz que eu não sou...
Rapaz... Que esculhambação é esta?
Vejam, não resisti e vencida pelo vício da profissão, cá estou novamente, fazendo ilações sobre algo que preservei minha vida inteira que é justo a associação da profissão com a ética e o respeito.
Bom dia e que esta sexta-feira seja de absoluta paz para todos que ainda acreditam que é possível não se esculhambar com profissões nobres que dignificam o ser humano.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Buscando forças


Debruçada sobre o peitoril da janela da sala, observo a chuva que, intermitente, refresca o jardim e a mim, afinal o calor dos últimos dias foi, simplesmente, abrasador.
E pensar que nem sequer a primavera chegou, levando-me a imaginar, como será no alto verão.
Fecho os olhos e posso ouvir os ruídos diversos que a chuva provoca ao chocar-se ou, apenas, deslizar por sobre as plantas, flores e gramado, associando-se aos de alguns pássaros agitados que se esguelham por entre as folhagens, saindo de nossa visão, mas permanecendo de forma expressiva, especialmente, os sabiás, que distingo perfeitamente.
Os cães silenciaram, como se assim como eu, quisessem sentir profundamente este momento aparentemente comum, porém, repleto de mensagens subjetivas e vibrações que, somente os bichos e gente esquisita como euzinha, se permitem perceber.
Que coisa, hein!!!!!
Abro os olhos, por que sinto que algo mudou de repente, e junto com um leve arrepio, sinto vontade de escrever, registrar mais este momento da vida, onde fui pela milionésima vez, despertada para um momento simples que, de tão belo, se torna magnificamente único e, portanto, especial.
E todo o cansaço dos muitos estudos, que me fez parar minhas atividades e ir até a janela apreciar a chuva, num estalar de dedos desapareceu, dando lugar a um sorriso maroto, um respirar profundo, num agradecimento à vida.

Que nesta quarta-feira, o imperceptível do cotidiano se torne a sua fantástica realidade, oferecendo a magia da percepção de estar vivo, existindo, podendo apenas sentir, inclusive, o bendito cansaço.

sábado, 12 de setembro de 2015

SIMPLES ASSIM lll


Melhor idade uma ova, isto é o politicamente correto para disfarçar o imenso preconceito que se tem com a velhice.
Tipo de refrão social que induz a acreditar-se que, verdadeiramente, existe maiores respeitos com as pessoas idosas, que no mínimo, armazenam uma quantidade expressiva de bagagem vivencial.
Na realidade o que se pode constatar é um abandono generalizado em todas as áreas funcionais de amparo e uma hipocrisia patológica no convívio social.
Mas nem tudo está perdido para os senhores(as) da melhor idade, afinal, resta a vontade sábia, adquirida após anos de observações e que, permite não ter que tolerar o intolerável, podendo polidamente sair andando, deixando para trás, os jovens idiotas, mal educados sistêmicos, falidos emocionais ou os intelectuais das revistas “Seleção” que, se transformam em profissionais do oportunismo e que mais que aporrinhar o saco dos da melhor idade, nada acrescentam em seus históricos de parasitas sociais.
Já se está velho, despedindo-se desta vida, simplesmente maravilhosa e ainda ter que aturar os espertinhos de plantão, metidos a sabidos?
Assim seria demais...
Afinal, alguma real vantagem tem que existir na plenitude da velhice, não é mesmo?
Quem quiser que se aborreça, pois eu só quero ser feliz!!!!!!
Estou na idade certa de não perder um só minuto, deste espetáculo perfeito que é a vida e que emocionada, percebo a cada instante, que ainda pulsa em mim.



SIMPLES ASSIM lV


Hoje amanheci inspirada, escrevi sobre a melhor idade e, agora, penso no polimento que se deve ter nos ambientes sociais e que nem todas as pessoas são capazes de compreender sua grandeza e preferem a grosseria de não responder a um simples ou caloroso cumprimento, demonstrando assim, sua profunda incapacidade de ser bem mais que as dificuldades que o cotidiano apresenta, através das diversidades que o compõem.
Ai, ai, ai, meu Deus!!!! Quanto desperdício...
As pessoas de um modo geral, cuidam do corpo, dos patrimônios materiais, da conquista de seus ideais e se esquecem de cuidar de suas emanações energéticas que são responsáveis pela maioria de suas vitórias.
Responder a um cumprimento, antes de ser uma obrigação social ou uma hipocrisia se preferirem, é uma demonstração de liberdade espiritual que estrutura nossa mente e nos torna pessoas mais acessíveis ao sucesso.
Que o diga se estou enganada, os políticos de carreira.
Afinal, é tão rotineiro vê-los sorrindo que, quando se estressam, esquecemos que são também humanos, e nos sentimos, então, no direito de julgá-los, como se fosse uma obrigação ferrenha ser chamado de ladrão e ainda sorrir, agradecendo
Esta minha escrita, não é uma nota de apoio a atitude do Presidente da Câmara de Itaparica, Nixon Ferreira Sacramento, mas ao cidadão que ocupa um cargo público, assim como aos demais edis que formam a atual Câmara de Vereadores, pela insistente agressão que recebem de alguns outros cidadãos que desconhecem os limites que existe nas críticas que se propõem a fazer.
Falo com conhecimento de quem já passou por situação semelhante e que reconheceu a inadequação das posturas e, educadamente, enviou à Câmara um ofício de desculpas, pois antes de me sentir no direito de agredir, impor ou revidar, preciso não esquecer que aquela é uma casa pública e que aqueles senhores lá se encontram por vontade popular e devemos ter por eles um mínimo de respeito, humano e profissional.
Precisamos mudar os rumos emocionais que conduziram até então o processo político de nossa cidade, se desejamos vê-la crescer, alijando os maus hábitos e construindo um ambiente onde o debate político seja possível, contribuindo assim com um grande serviço para o desenvolvimento do espírito crítico da população.
E longe de ser uma panaca, sou antes de tudo alguém que roga a Deus todos os dias, perdão pelos abusos, intolerâncias e ignorâncias minhas.






quarta-feira, 9 de setembro de 2015

DESFILE DEMOCRÁTICO DO 7 DE SETEMBRO


Somos um povo tão ignorante em relação a nossa história e, principalmente à nossa cidadania e espírito cívico que, desconhecemos que o dia da Independência de nosso país, vai muito além de um desfile militar, tanto que as escolas e agremiações, sempre participaram.
O sentido real de independência, antes de tudo é uma conquista dos brasileiros e, portanto, desde que respeitando a tradição de se entoar os hinos oficiais, todo e qualquer brasileiro, entidade religiosa ou não, tem o direito de expressar seus sentimentos de orgulho pela sua pátria.


SIMPLES ASSIM ll


Acabo de acordar e, em minha cabeça, já posso ler com nitidez: “Viver é perseverar”.
Recorro ao Aurélio na busca de encontrar uma extensão maior desta afirmativa mental e, percebo então, que perseverar é bem mais que insistir em algo ou alguém, pois perseverar é permanecer firme num constante querer, sem mudar de intento.
Nascemos com o natural talento para vivenciar as nuances das convivências cotidianas, todavia, nem todos nós desenvolvemos a bendita vocação para vivencia-la, bastando existir e, a partir daí, se lançar numa aparente coragem de enfrentamento.
E é justo esta vocação que torna o nosso natural talento em viver, num contexto existencial justificável, se, afinal, precisarmos de uma finalidade que justifique a nossa existência.
Particularmente, desde a minha infância, através da natural observação aos demais e, principalmente, da minha sempre curiosidade em relação a natureza, fui percebendo os enormes sacrifícios que os mesmos desenvolviam em suas jornadas individuais na busca constante de seus objetivos.
E é justo essa devoção que nos leva às conquistas particulares diárias, não necessariamente brilhantes aos olhos alheios, mas absolutamente compensatórios à alma de cada um de nós, que com nossas particularidades, optamos pelo aperfeiçoamento de nossas vocações, nos tornando assim, virtuosos em nossas existências, preservando com o afinco de nossa perseverança, tudo quanto nos propomos a edificar.
Pense nisto, antes de desistir seja lá do que for, pois, talvez, esteja faltando vocação na sua empreitada.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

SIMPLES ASSIM


Nesta ainda madrugada, bisbilhotando o face, na compulsão gostosa de saber das novidades, e etc e tal, revejo a foto que meu querido amigo Roberto Fialho Ribeiro postou, assim como releio suas palavras de saudades e ao mesmo tempo de lamento, por talvez não ter dito tudo quanto seu pai merecia escutar.
Dizer, por exemplo, que o amava, comentar de sua elegância ou do quanto o admirava, sem qualquer receio em estar sendo inoportuno, meloso ou coisa que o valha.
Pensando em tudo isto, é claro que minha mente se volta imediatamente para os amores que se foram de meu convívio, percebendo, tal qual o meu amigo Roberto, que mesmo espontânea, brincalhona e naturalmente amorosa, eu poderia ter dito mais, abraçado mais, sentido mais estas criaturas, que representaram a minha estruturação de pessoa humana.
AH! O que eu não daria para abraçar molecamente o meu sogro Tião Couto, minha sogra Zizita, meu pai e minha mãe,  meus amigos, alguns como irmãos que foram companheiros fiéis de grande parte de minha jornada...
Todavia, o que eu lamento, profundamente, foi a minha incapacidade em encontrar um só caminho que pudesse ter rompido as barreiras da indiferença provocada pelos dez anos que levei para nascer e que me distanciou de forma indelével, fazendo com que eu não sentisse o carinho de meu único irmão, que poderia ter sido um grande e inseparável amigo.
Lamento jamais ter tido a oportunidade de dizer que ele era o meu ídolo e que eu queria ser exatamente como ele, criativo, inteligente, honrado e lindo.
Talvez, por esta razão, eu tenha tido o cuidado de não repetir o erro, e como sou exageradamente amorosa em tudo que faço, me compensei emocionalmente, não poupando carinhos, palavras, sorrisos, abraços, beijos, que dei e dou, de montão, que o diga o meu também Roberto, que até quando dorme é abusado por mim!
Na realidade, sempre somos capazes de expressar o nosso amor um pouco mais, basta que fiquemos atentos, para não deixarmos este sistema maluco, nos confundir ou nos atrasar no bendito exercício de dizer : Eu te amo.

Simples assim ...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

VAMOS QUE VAMOS




O dia está amanhecendo e posso escutar o galo a distância e todos os benditos sons de seu despertar.
Respiro fundo, tentando me acalmar, mas reconheço a ansiedade que desta vez, não é perniciosa, apenas o sinal da mente sobre o corpo para não me deixar esquecer de que, hoje é um dia especial, melhor que todos os demais que eu poderei vivenciar, porque, afinal, estarei realizando um sonho antigo de poder adentrar nas mentes de outras criaturas, levando com ternura, toda a gratidão que fui acumulando em mim ao longo da vida, pelo tudo de bom que fui agraciada.
Nada me faltou, tudo me foi oferecido e nem sempre consegui ter olhos límpidos para enxergar, mas ainda assim, esta vida generosa, insistia e logo, uma luz se fazia presente e, então, eu passava a enxergar com nitidez e um novo milagre acontecia em minha vida.
Amanheço agradecendo ao Deus que, há muito, reconheço que reside mim, pela alegria de ainda estar viva e realizando sonhos.
E se pareço piegas, peço que me perdoem, mas estou feliz demais para me preocupar com detalhes.
Para todas as pessoas que estão pertinho de mim ou aparentemente longe, torcendo por mim, com o apoio de suas vibrações, quero que saibam que só estou realizando este velho sonho, porque jamais desisti de tentar, assim como jamais deixei que as perdas, que foram muitas, fossem mais poderosas que a minha vontade voluntária de viver e ser feliz.
Vamos que vamos, pois o Ferry, não espera.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Hoje amanheci saudosista, fazer o quê?


Quando amanheço pensando no que não posso modificar, faço o que mais gosto, que é escrever, e assim deixo fluir todas as minhas experiências de vida e, em cada uma, enveredo-me sem medos ou pudores, não esperando um vã retorno como consolo à saudade, mas apenas como uma forma de passeio lúdico que, além de me fazer muito bem, ainda não me deixa esquecer que vivenciei o melhor, se comparado a tudo que já fui capaz de encontrar nos registros históricos de um passado que me antecedeu e a um agora que ainda vivencio, constatando a cada milionésimo de segundo que a vida é sempre bela, mas que, nem sempre, fomos capazes de vivenciá-la com respeito.
Dizem que coloco poesia em tudo que escrevo, todavia, o que mais posso fazer, além de expressar-me tal qual fui capaz de conduzir-me nestes longos anos já percorridos?
Aprendi a enxergar a vida através de seu lado mais bonito e de vasculhar, com zelo e determinação, todo o feio inevitável, na busca incessante do seu também lado bonito, pela certeza absoluta de que sempre o encontraria.
Encontrar o belo no feio, não significou jamais um passo a uma aproximação, apenas, uma opção pessoal em não me deter no insignificante.
E nesse bailado de luz nas trevas, venho atravessando a vida no convívio com o contraditório, tirando dele, toda a beleza com a qual poderei me aperfeiçoar, não, é claro, sem também lamentar todo um desperdício que inflama e faz doer, mas com a certeza íntima de que nada poderei alterar, detendo-me, então, na beleza extraída, elixir bendito que me faz sorrir.
Saudades da elegância do romantismo, do respeito as tradições e dos limites que me foram repassados.
Saudades da autenticidade do tesão pela vida, que não consigo enxergar nos olhos dos jovens.
Saudades da mais ingênua esperança, mola mestra da continuidade, seja lá do que for.
Saudades do melhor que existiu e que eu, romântica incorrigível, insisto em voltar a encontrar.


terça-feira, 18 de agosto de 2015

DESABAFO lll


Novamente a desolação toma conta de meu racional que há muito foi doutrinado amorosamente a desenvolver a tolerância, sentimento básico para um conviver mais respeitoso.
No entanto, ao longo de minha vida e mais precisamente nos últimos 20/25 anos, venho percebendo que este atributo que cuidei com tanta determinação, foi sendo encarrado como babaquice, ou seja: Como se eu fosse incapaz de reagir a altura na constatação de qualquer tipo de abuso de que venha a ser vítima, numa inversão total avaliativa, motivada pelo simples fato de que as pessoas, até mesmo como artifício de defesa pessoal, esquecem a educação, quando as tem, e partem para um imediato revide, o que vem transformando a convivência humana, num verdadeiro inferno de Dante.
Acordo todos os dias celebrando a vida e em seguida, rogando a Deus que me dê paciência e amor no coração, pois sei por experiência, que irei me defrontar inevitavelmente, com abusos de todas as naturezas, independentemente, de cumprir desde as mais básicas até as mais gigantescas obrigações pessoais, sociais, seja no convívio com os demais, seja, no trato com as instituições públicas que, em sua maioria, perderam ou nunca verdadeiramente, foram voltadas ao bem comum.
Pessoalmente, creio que o maior problema hoje existente, reside na ineficiência das mesmas em cumprirem tão somente as suas atribuições, ficando o povo, como eternos esmoleiros na dependência da boa vontade caridosa de quem deveria ter a obrigação de nos prover da dignidade que precisamos em nosso cotidiano de pessoas humanas.
Falta-nos tudo, desde um recolhimento de lixo sistemático, ruas transitáveis, iluminação, segurança, educação e principalmente, conscientização do que significa estar no comando dos bens públicos.
Falta-nos tanto que, quando alguém faz um pouquinho que seja, logo o endeusamos, quando na realidade, nada mais fazem que suas obrigações, assim como o absurdo em elogiarmos o honesto, fazendo deste atributo pessoal, uma qualidade excepcional.
E aí, falamos em voto consciente, sem mesmo ter noção da extensão de seu significado e inconscientemente, levamos a mente a acreditar que somos capazes de enxergar em outro, alguém melhor e capaz de solucionar problemas, sem termos a mínima noção de que somente nós seremos capazes de alterar este ciclo vicioso de a cada 4 anos, depositarmos esperança em outro, seja lá quem for.
Nesta manhã chuvosa, penso que o que precisamos é exigir de quem se encontra no poder de nossas cidades, que pare de nos dar esmolas e comece a agir, não fazendo milagres, mas reunindo o seu pessoal e conscientizando-os de que, precisam compreender que, quem determina somos nós, povo humilde, mas não abobalhado, que já está cansado de encontrar no convívio com a coisa pública, indiferença e pouco caso.
E eu vou começar, dando o primeiro passo, lembrando ao Secretário de Infra Estrutura, seja ele quem for, que é inadmissível que não haja no mínimo boa vontade em atender as mínimas solicitações, que atravessam os verões e não são consideradas.
Lembrando a ele que é indigno, eu ter que depender de sua simpatia para receber alguma atenção.
Da mesma forma, creio que devo lembrar as autoridades policiais que esta é uma cidade que precisa de ações efetivas, que nos garantam um mínimo de segurança, pois é inadmissível em um momento de aflição, ter que ouvir que não há viaturas, policiais e até gasolina.
Não posso esquecer que se eu não puder pagar minhas contas sejam públicas ou privadas, serei punida de alguma forma. Então, porque continuar, aceitando as desculpas públicas de que não podem isto ou aquilo, enquanto, usufruem sem nenhum ônus, de seus cargos e das inerentes vantagens oriundas deles?
Confesso que ando desolada, pois me sinto violada nos meus mais básicos direitos.
E você, não?



DESABAFO ll


Depois de 4 ligações e um apelo direto no face da Polícia Militar, o som continua e a polícia não veio.
E pensar que moro em uma cidadezinha do interior, onde o atendimento deveria ser imediato.
Que coisa hein !!!!!
A sensação de abandono cria um estado pessoal de impotência que doí.
Neste instante, a música é: Meu bebê com o magnífico Pablo.
Devo ter escutado umas 20 vezes desde ontem até agora. 
Acham pouco?


DESABAFO


 O caseiro do meu vizinho, resolveu fazer uma festa que começou ontem as 13,20 da tarde, parou a 1,30 da manhã, recomeçou as 7 horas de hoje e até agora, a música estridente, no volume mais alto de um automóvel, com equipamento potente, simplesmente não para. Não conseguimos sequer ouvir uma TV. Estou absurdamente desorientada com todo este abuso e sem esperança de receber alguma ajuda, pois não temos uma autoridade sequer que verdadeiramente cuide desta cidade e de seus cidadãos nos seus direitos supremos de ter paz e se sentirem protegidos destas pessoas desrespeitosos que usam e abusam dos demais.
O nome do caseiro é Roque e eu deixo aqui o meu desabafo, já que nada posso fazer, sem correr o risco de ser maltratada ou ofendida, pois é prática destes mal-educados, contarem com o apoio de algumas autoridades públicas que assim como eles, desconhecem o respeito aos demais, haja visto a criação de cavalos que o outro caseiro mantém na rua, assim como as vacas de um outro. Assim, usam não só da piscina e das instalações das propriedades de seus patrões, como da via pública, deixando como legado as bostas que são capazes de produzir.

domingo, 16 de agosto de 2015


PROJETO FAMÍLIA CIDADÃ

CURSO DIRECIONADO ÀS FAMÍLIAS COM FOCO NAS CRIANÇAS

Introdução
Quando pensamos em educação doméstica, imediatamente pensamos na mulher pela sua trajetória histórica no comando da administração do lar, na educação dos filhos, cabendo ao homem o papel de provedor.
Todavia com as inúmeras transformações que o mundo vem acolhendo, quando as mulheres foram chamadas aos trabalhos na indústria, estimuladas com o advento da internet e das redes sociais, entendemos que o papel da mulher do lar tem sido substituído por outros modelos familiares que abrigam uma diversidade de comandos.
Baseados nesta realidade cotidiana, pensamos em um projeto que abordasse a educação doméstica como um atributo de homens e mulheres, incluindo as famílias que são constituídas por relações homo afetivas.

 Objetivo Geral
Levar as comunidades mais desprovidas do amparo social, através das pessoas em geral que tenham filhos ou que exerçam algum papel de liderança em suas comunidades, um resgate de valores, atualizando-os das realidades atuais.

Metodologia
Trataremos de assuntos inerentes ao dia a dia básico, partindo do princípio do exercício de uma disciplina cotidiana que implica na condução de um bem viver, onde a saúde, a alimentação, a convivência e a valorização do núcleo familiar, seja objetivo maior.

O projeto será desenvolvido através de palestras com professores, ginecologista, pediatra, economista, advogado, estilista, maquiador, cabeleireiro e outros profissionais que estarão dando sua contribuição para o projeto, incluindo trabalhos manuais.

 PROGRAMAÇÃO

Dia  02.09.2015
Abertura: Sra. Eloysa Cabral Novaes
Apresentação do projeto: Sra. Regina Maria Pinto de Carvalho e o Maj PM André Ricardo Guimarães da Silva

Dia  09.09.2015
1 º   Palestra sobre ginecologia com a CEPARH
2 º Palestra com Dra. Rute Nunes Oliveira Queiróz , pediatra e gestora em saúde.

Dia  16.09.2015
Contaremos com presenças de Maquiador e Cabeleireiro da Empresa Beleza Natural e estilista.

Dia  23.09.2015
1 ª Palestra com os Professores Marcone Azevedo, Diretor do Colégio Cândido Portinari e  Karyne Contreiras
2ª. Palestra com a economista Sra. Fernanda Caribé

Dia 30.09.2015
1ª. Palestra sobre direito com Dra. Jusssara Souza
2ª. Palestra sobre drogas com Maj PM André Ricardo Guimarães da Silva e o Ten PM Aílson Oliveira de Carvalho.

 CURSO GRATUITO COM CERTIFICADO

Local do curso: Faculdade UNIFACS na Rua Vieira Lopes, 02, Rio Vermelho.
Data: Todas as quartas-feiras, turno vespertino, do mês de setembro / 2015
Inscrições: Rua João Gomes, 88 Sobrado Praça & Esquina, sala 07, Rio Vermelho, Salvador/Bahia – de segunda a sexta-feira das 08:00H às 12:00H.

ELABORAÇÃO: Sra. Regina Maria Pinto de Carvalho, jornalista, escritora, membro da Academia de Letras do Recôncavo da Bahia - ALER e pelo CONSELHO COMUNITÁRIO SOCIAL E DE SEGURANÇA DO RIO VERMELHO & ONDINA, na pessoa da presidente,  Sra. Eloysa Cabral Novaes.

OPERACIONALIDADE: CONSELHO COMUNITÁRIO SOCIAL E DE SEGURANÇA DO RIO VERMELHO & ONDINA

PARCERIA: 12ª. CIPM, Maj PM André Ricardo Guimarães da Silva e o Ten PM Aílson Oliveira de Carvalho.

COLABORADORES: 7ª. DP, CEPARH, COLÉGIO CANDIDO PORTINARI, BELEZA NATURAL E OUTROS PROFISSIONAIS VOLUNTÁRIOS.

APOIO: UNIFACS

domingo, 2 de agosto de 2015

ATENDIMENTO DE QUINTA


Após dias muito chuvosos, o domingo amanheceu radiante, trazendo a luz translúcida do sol do inverno, aquecendo e estimulando e, no embalo desta surpreendente manhã, fui para a cozinha, entusiasmada à preparar um almoço especial para a família, colocando na preparação, todo o meu empenho e amor, o mesmo que por toda a minha vida coloquei nas minhas escritas e em tudo que procuro realizar, não que eu seja especial, nisto ou naquilo, mas tão somente, consciente de que através do que faço, seja lá o que for, certamente, estarei colocando o meu perfil de pessoa humana.
Embalada nesta reflexão enquanto refogo um arroz no alho e óleo, penso nas infindáveis reclamações que recebo através de meu trabalho à frente da Rádio e do Jornal, em relação aos abusos que elas são alvos nos hospitais e postos de saúde da região, e penso então, que é surreal o quanto os mesmos estão despreparados humanisticamente para o atendimento, principalmente em relação as pessoas mais simples e humildes, no tocante aos seus poderes socioeconômicos.
Como encontrar algum sentido na indiferença reinante, desde o recepcionista ao médico de plantão, com raras exceções, que fere mais profundamente que a ferida exposta da maioria que adentra nestes locais, no mínimo, buscando encontrar um pouco de acolhimento?
Penso, repenso, enquanto passo a colher revirando o arroz, tendo o cuidado de soltá-lo do fundo da panela para que não queime, no quanto seria maravilhoso, se cada criatura sofrida ao chegar nestes locais, pudesse encontrar, tão somente, um sorriso, um oferecimento afetuoso, que apenas custa um singelo interesse, remédio potência à maioria das chagas humanas.
Recepcionistas alienados, médico que não os encara em suas dores e fraturas, enfermeiras secas e apressadas, paredes frias que se confundem com a atmosfera de enfado, cansaço e desilusão de se ter nascido pobre, numa região pobre, na maioria das vezes ainda negro e com poucos conhecimentos quanto aos seus direitos, sufocado pela certeza de não significar quase nada, menos até, que a dor que o levou a mais aquele calvário.
Penso então, enquanto desligo o fogo deste arroz fresquinho e cheiroso, que, infelizmente, a culpa sempre é do paciente, que teimoso e chato, ficou doente e insiste em receber atenção pelas suas chagas.
Que coisa,
 hein!!!!