domingo, 20 de dezembro de 2015

VENTO MARINHO

O farfalhar agitado dos coqueiros chamou minha atenção, principalmente, pois com ele, veio também o vento fresco do amanhecer marinho que sem qualquer cerimônia foi adentrando pela casa, chegando-se até a mim que, já sentada e debruçada em minha mesa de reflexões ao pé da janela da sala,vi-me envolta num prazer inigualável que, imediatamente, fez-me agradecer a Deus por estar ouvindo e sentido a mais autêntica de suas manifestações, que na maioria das vezes, nos alerta para o que verdadeiramente importa em nossos universos pessoais.
Seguindo este raciocínio penso nas pessoas e, novamente, preciso agradecer, porque, afinal, tenho aprendido com as manifestações da natureza que de tudo e de todos sempre é possível nos alimentarmos de sabedoria e amor, bastando tão somente enxergarmos o melhor que ela apresenta, extraindo egoisticamente parte de suas riquezas para completar a nossa própria, assim como doarmos um pouco do nosso melhor para o enriquecimento do outro, pois nesta troca de qualidades, aperfeiçoamos os nossos melhores e enfraquecemos o que, infelizmente, trazemos de rançoso e que certamente a muitos não agrada.
Desta vez, o vento que farfalhou os coqueiros, árvores e até mesmo agitou os passarinhos, não veio sozinho, trouxe consigo uma rápida e refrescante chuva, talvez para nos lembrar que não há sol que sempre dure e tão pouco chuva que permaneça, afinal, o intercalar de ambos, nutre a vida e a todos nós.
Que neste domingo, já tão próximo do Natal, esqueçamos um pouco dos presentes comprados e nos encantemos com as nossas próprias realidades, presentes da vida, que o nosso bom Deus interior nos garante a cada instante, se focados no essencial estivermos.
Um beijo repleto do que sinto ser o meu melhor, assim como o meu mais profundo agradecimento pelo melhor de cada amigo online ou presencial que me tem sido oferecido.
E assim, juntinhos e irmanados somos capazes de por mais tempo possível considerar a vida bonita e bonita na sua alternância e aparente instabilidade.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

UM DESPERTAR DE VIDA


Deitada na aparente solidão do sono, fui despertada pela chuva farta que como águas de uma cachoeira encantada, deslizava por sobre a vegetação ao pé de minha janela, produzindo o mais belo som.
Os aromas logo se transformaram e como sempre, atenta, pude não só reconhece-los em suas novas versões, como principalmente fui sorvendo um a um, num processo alimentício dos mais especiais.
Neste instante, fora o galo a distância, nenhum outro som se mostra, levando-me a pensar que por instantes, o mundo parou, preparando-se para a chegada dos senhores pássaros, interpretes universais dos sons de cada manhã.

Estou muito feliz por poder sentir mais este momento mágico. Porque, afinal, a vida é bonita é bonita e é bonita.

sábado, 5 de dezembro de 2015

A VISITA DAS BORBOLETAS


 E as duas borboletas adentraram pela janela silenciosas para os demais, todavia, para mim, foi fácil percebê-las através do vibrar de suas asas.
Lindas! Com elas vieram a certeza e o querer de dias mais tranquilos e suaves.
O bater de suas aparentes frágeis asas são a amostra colorida da alegria que reina em meu coração.
Morrer?
Medo de partir?
Claro que tenho, mas acompanhando o medo, vem a certeza de eu jamais estarei sozinha. E esta é a minha mais preciosa riqueza que venho cultivando ao longo de minha vida, jamais desistindo daqueles que amo, jamais retendo o que já não me pertence mais.
Não há ouro, prata ou bronze que valha mais que os olhares, gestos e atenções que fui capaz de amealhar ao longo de meu caminho.
Que este universo bendito penetre em mim sarando minhas feridas físicas para que tenha ainda oportunidade como desculpa de continuar nesta vida que adoro, porque, afinal, tenho tanto para agradecer, tantos para adular e outros tantos que quero fazer enxergar o quanto a vida pode ser bonita se assim permitirmos.
Um beijo no coração de cada amigo que tem dirigido a mim suas preciosas vibrações.
Logo, logo, estarei de volta levando comigo as borboletas coloridas e muitas emoções
Beijos, Regina.