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Mostrando postagens de Novembro, 2011

BENDITA LOUCURA

A porta da sala está semiaberta e, então, posso ver o sabiá, sem qualquer cerimônia, comendo a ração dos cachorros e vez por outra levando um grão consigo. Ele vai e volta e me chama a atenção, pois arrasta com seu pousar desastrado a vasilha de ração. Tenho a impressão que ele me vê e de alguma forma não só se exibe, como também desafia-me por todo o tempo.
Olho pela janela e já não vejo, como nos dias anteriores, o vento farfalhando os coqueiros e fazendo os galhos da mangueira dançarem, apenas chove fininho e somente o pé de amoras, pelas suas hastes finas e longas, é que desenha linhas imaginárias no espaço, talvez, penso eu, no auge de meu egocentrismo, dizendo-me:
- Olá, Regina, estou carregadinha de frutas fresquinhas, venha, delicie-se.
Pois é... foi por esta e por outras que há uns 25 anos um certo vizinho, que já morreu, lá do Bairro Pampulha, em Belo Horizonte, onde vivi por muitos anos, ao ouvir-me conversando com as plantas, e até beijá-las, enquanto as aguava nos finais dos…

RESGATANDO AFETIVIDADE...

Como uma cidadã muitíssima interessada na educação de nossas crianças, foi com imensa satisfação que neste mês de novembro pude, in loco, constatar em parte o nível de crianças e jovens em suas caminhadas educacionais. Entretanto, fui mais além, fosse como palestrante, fosse como observadora e ouvinte, fixando-me nos olhares, nos gestuais e, como sensitiva, nas vibrações.
Sem qualquer conotação de surpresa, reafirmei minhas próprias convicções em relação à falta de sustentabilidade emocional que deveria ser a base, âncora e escala de parâmetros que, afinal, definem o perfil de cada criatura humana, esteja ela em uma metrópole ou nos mais remotos locais, desde, é claro, que haja no mínimo a presença de uma cultura atuante, daí, a necessidade em preservá-las nas suas mais significativas expressabilidades.
Estive palestrando em uma Universidade Estadual para dicentes do curso de Letras e em uma Escola de Ensino Fundamental pública para alunos da 6ª e 7ª séries. Em ambos os locais, percebi …

PENSANDO ESCOLA II

Os aspectos fundamentais que justificam toda e qualquer alteração dos moldes atuais do sistema educacional, que inicialmente deve ocorrer a partir do ensino fundamental I, são e estão diretamente ligados à formação dos profissionais que estarão vinculados ao exercício, seja da presença em sala de aula, seja ligados às atividades psico-emocionais ou às de variações administrativas relativas as unidades ensino.
Cada unidade precisa ser compreendida como um núcleo, cujas células precisam estar operando como uma equipe em sintonia com o único propósito imunológico, em manter o corpo docente, dicente e administrativo em singular harmonia para que este saudável intento se reflita justamente no foco básico de todos os esforços em oferecer à criança um apoio sustentável ao seu desenvolvimento intelectual e humano, permitindo a ela um desabrochar à novas experiências absolutamente não só mais amplo no aspecto da absorção de conhecimentos diferenciados, mas amparado em um entendimento de bem co…

PENSANDO ESCOLA

A busca de uma harmonia entre a escola e a família torna-se a alma de toda e qualquer açâo voltada a desenvolver pedagogias mais contemporâneas.Não é possível continuar-se a  manter os mesmos padrões de relacionamento, assim como a mesma sistemática didática e ainda crer-se em uma provável evolução agregativa de qualquer natureza.
A relação professor x aluno, após sucessivos desgastes, necessita urgentemente de modelos mais criativos, instantâneos e direcionados às práticas cotidianas, mantendo-se o foco prioritário de incentivo aos talentos individuais, direcionando-os a complementos didáticos  que sejam alternativos às suas individuais vocações.
A apresentação dissertiva de cada disciplina, precisaria  ser revista quanto a sua funcionabilidade futura, reservando-se em cada uma, tão somente os pontos básicos e relevantes, ficando toda a extensão da mesma evolutivamente adequada aos ensinos acadêmicos na medida das opções individuais, evitando-se, assim, o excesso de bagagem de conhec…

BENDITA LOUCURA

A porta da sala está semiaberta e, então, posso ver o sabiá, sem qualquer cerimônia, comendo a ração dos cachorros e vez por outra levando um grão consigo. Ele vai e volta e me chama a atenção, pois arrasta com seu pousar desastrado a vasilha de ração. Tenho a impressão que ele me vê e de alguma forma não só se exibe, como também desafia-me por todo o tempo.

Olho pela janela e já não vejo, como nos dias anteriores, o vento farfalhando os coqueiros e fazendo os galhos da mangueira dançarem, apenas chove fininho e somente o pé de amoras, pelas suas hastes finas e longas, é que desenha linhas imaginárias no espaço, talvez, penso eu, no auge de meu egocentrismo, dizendo-me:
- Olá, Regina, estou carregadinha de frutas fresquinhas, venha, delicie-se.
Pois é... foi por esta e por outras que há uns 25 anos um certo vizinho, que já morreu, lá do Bairro Pampulha, em Belo Horizonte, onde vivi por muitos anos, ao ouvir-me conversando com as plantas, e até beijá-las, enquanto as aguava nos finais dos…

Apenas, perdão...

Quando me atrevo a aparentemente invadir searas das quais não estou academicamente gabaritada, pontuando visíveis distorções, sugerindo alternativas e mostrando o quanto poderia ser diferente se houvesse por parte dos gestores e profissionais maior comprometimento cidadão, em hipótese alguma, tenho como objetivo cavar prejuízos à a ou b, assim como em momento algum arvoro-me da arrogância em sentir-me “dona da verdade” ou, o que é pior, uma “imbecil arrogante” que fala e critica o que desconhece.
Nestes mais de trinta anos de escritas, muitas foram as agressões que recebi por parte daqueles que se sentiram incomodados com as minhas observações.
Aliás, o que faço é exatamente expor as minhas observações, buscando o maior grau possível de veracidade realística, procurando vigiar por todo o tempo o meu emocional de mulher sensível e naturalmente amorosa, justo para não exacerbar minhas ponderações, correndo então o risco de fugir do cerne distorcido de cada situação.
Procuro agir com a…

AÇÃO E REAÇÃO

Nota da autora. Edição em andamento – disponível em janeiro de 2012.
Têm sido tão rápidas as transformações pelas quais as sociedades vêm convivendo neste último século que sequer oferecem tempo hábil às criaturas humanas quanto às suas devidas assimilações, criando, desta forma, um mar de distorções que se acentuam neste ou naquele aspecto social, mas que se faz notar em todo o contexto onde precise viver e conviver, não só com ela mesma como com os demais.
Tratamos anteriormente à respeito das ações e reações, pontuamos este ou aquele conceito que foi alterado ou totalmente transformado, alguns infalivelmente soterrados, observamos suas prováveis causas e evidenciamos as explícitas .
Recordamos posturas antigas, observamos posturas atuais e teorizamos sobre posturas que se devam desenvolver com o intuito estimulante de acompanhamento evolutivo científico e tecnológico de aspecto menos agressivo, alienante ou banalizado, com o objetivo único de valorização da criatura humana no seu …

Complexo de inferioridade

O complexo de inferioridade é uma emoção que se transforma em síndrome da rejeição à hierarquia ou SHR. Por motivos variados, mas tendo em comum tão somente ato ou atos recebidos como ação dominadora que foi rejeitada de forma brutal e determinante quanto às reações a qualquer indicio de comando, o que leva a criatura a lutar consigo mesma na busca incessante de perfeição em algum aspecto de sua vida cotidiana.
Geralmente, a criatura acometida por esta síndrome, assume uma postura dominadora, em contra ponto ao motivo detonador de sua patologia.
Torna-se uma criatura extremamente insegura, desconfiada, de fácil descontrole emocional, passível de grandes crueldades para com todo aquele que, por algum motivo, dispara em si rejeição.
Também são criaturas que conseguem, em sua maioria, passar a imagem de bons samaritanos, e estão sempre cercados por um grupo de poucos amigos, cuja sua sedução pessoal tenha conseguido atrair e, portanto, dominar.
São geralmente pessoas solitárias, de humor ins…

Os professores: Um “novo” objeto da investigação educacional?

Houve um tempo, afinal nem tão distante, em que a função da escola era prioritariamente ensinar disciplinas que contribuíam nos universos de cada criança, despertando-as em suas inclinações naturais, na construção de seu futuro perfil profissional e pessoal.
Também era no ambiente escolar que a criança exercitava a convivência, não só com o contrário, mas principalmente com o diferente, deixando aflorar os ensinamentos oriundos de seu núcleo familiar.
Era comum ouvir-se: “a educação vem do berço”.
E este berço, não necessariamente precisava ser abastado economicamente e muito menos letrado, pois havia os conceitos pré-estabelecidos, onde as posturas respeitavam os limites do alheio, criando-se assim normas socais de conduta, não só externa, mas antes de tudo em meio à própria família.
Nesta época a que me refiro, havia uma distinção entre as atribuições tanto da família como da escola, assim como sob nenhuma circunstância esperava-se do mestre qualquer atributo fosse materno ou paterno, a…