Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Julho, 2017

O TEMPO PASSA...

Nem sempre de forma harmoniosa para todos, todavia, que coisa bonita é vê-lo passar sem mágoas dos desgastes naturais que vai causando pelo caminho. Dentre as coisas extraordinárias que fui observando e aprendendo a admirar ao longo destes 15 anos de Itaparica, certamente, as pessoas foram as principais, numa combinação mais que perfeita com a força e a beleza poderosa deste mar que a cerca, formando o mais belo espetáculo às minhas retinas e a minha alma. Esse conjunto de sensível beleza, fez brotar em mim pela primeira vez em toda a minha vida, o bendito senso de pertencimento, fazendo de mim, uma constante cuidadora, repleta de forças para superar meus próprios desgastes que o tempo safado, tem criado pelo caminho. E é muito bom observar que não estou sozinha, não só no reconhecimento deste acolhimento, como no prazer da retribuição. Alguns há mais ou até menos tempo, mas todos, numa disposição contínua, que se renova a cada amanhecer, através de um bom-dia sorridente, da visão inebr…

ENQUANTO TODOS DORMEM...

A chuva pesada desaba lá fora e mesmo estando a casa toda bem fechada, não me sinto aquecida, pois há um frio jamais sentido nesta tão amada Itaparica, costumeiramente calorenta por ser abusadamente ensolarada. Todos ainda dormem, creio que pelo menos a maioria, ficando os adiantados para viverem um novo dia, buscando cada qual o que deseja ou precisa e no meu caso, ambos, pois não saberia viver sem colocar no papel ou no computador, minhas sensações pessoais sobre tudo que vivencio, numa busca quase que frenética de não deixar passar batido, meus instantes existenciais. Por que, registro assim desde ainda garota? Talvez pela solidão de ser filha rapa do tacho, talvez pelo excesso de paixão pela vida, talvez porque percebi ainda muito jovem que a memória falha ou se confunde com a profusão de informações recebidas num só dia. Talvez, pela vaidade de querer deixar a minha visão crítica sobre tudo, talvez pela loucura pessoal de querer através da escrita, buscar conhecimentos sobre o que …

EU POSSO SER QUALQUER COISA

Às vezes como agora, fico pensando no porquê que mesmo durante onze anos, publicando mensalmente o Jornal Variedades na Ilha e depois mais cinco anos à frente da Rádio Tupinambá, jamais fui abordada por supostos oportunistas, através da internet ou mesmo nos meus ambientes pessoais ou profissionais, solicitando publicações que pudessem de alguma forma denegrir com outras pessoas ou simplesmente se passarem por mim ou nós, nas redes sociais nas quais sempre participamos ativamente. Diariamente ao longo destes anos, fomos agraciados com o carinho das pessoas tanto de Itaparica quanto de Vera Cruz, assim como, deles recebemos informações, denúncias, agradecimentos, enfim, tudo quanto um meio de comunicação precisa estar preparado para receber e transmitir. Por que será? Credibilidade adquirida? Postura Profissional? Comprovação dos fatos apresentados, não dando margens a polêmicas absolutamente desnecessárias e que só beneficiam o meio de comunicação, oferecendo a ele uma luz artificial, pois…

Não sei bem ...

Hoje, ao contrário da maioria de meus dias, estou escrevendo à noite ao som do farfalhar dos coqueiros, nesta noite fria de final de julho, pois no mais o silêncio é absoluto. Sei bem porque quero escrever, mas o bom senso e a prudência me faz escolher as palavras e isto não é nada bom, pelo menos para mim que procuro sempre expressar meus sentimentos num bailado livre como as folhas dos coqueiros acompanhando o ritmo dos ventos marinhos. Tiro as mãos do teclado do computador e seguro com ambas a minha cabeça, num autoconsolo, quase que sentindo pena desta pobre culpada escrevinhadora que vê sua ânsia em dedilhar suas impressões sobre tantas coisas, mas se sente tolhida,” ilhada, morta e amordaçada”, tal qual afirma uma certa música de Raimundo Fagner. Sei bem que quero escrever e não sei bem porque me calo, já que sinto existir em mim um misto de dor e desesperança, uma vontade louca de sair gritando ao mundo, minhas palavras de protesto, revolta natural de um alguém já no caminho do fi…

O POVO PODE ESPERAR...

Hoje, mais do que em qualquer outro dia, acordei muito aborrecida com tudo que venho constatando de precário em nossa cidade, mesmo reconhecendo que não se trata de problemas atuais, mas constantes, pelo sistemático abandono das autoridades, por não considerarem prioridades algumas básicas necessidades dos cidadãos, nas décadas que se sucederam. Elegemos a cada quatro anos nossos representantes políticos e pouco ou quase nada tem nos sido oferecido em contra- partida, ficando para nós (povo), a sensação de estarmos na condição permanente de pedintes. As raras obras relevantes, quando são realizadas, nos são entregues como se fossem favores de um mandatário magnânimo e não como uma obrigação elementar das atribuições de vereadores e prefeitos, deputados e senadores que aqui receberam seus votos e que fizeram e fazem de seus cargos, tão somente, trampolins sociais e políticos na escala ascendente de suas vidas pessoais. Quando das disputas eleitorais, palavras são usadas falaciosamente com…

PELA MADRUGADA

São duas horas da manhã, acordei sentindo-me abusada, invadida e absolutamente desanimada com a desfaçatez e o abuso possível de ser constatado na política brasileira e ao mesmo tempo, reconhecendo o quanto esta postura desonesta, sem ética ou estética de convivência, vem sendo copiada pela população de qualquer local deste país como se adequada fosse, por esta ou por aquela razão. E aí, penso que estou errada, pois não está havendo cópia, tão somente, cada qual em seu patamar na pirâmide social, decidiu revelar o seu individual caráter, assumindo a total falta de noção espacial de cidadão e trazendo para si, em detrimento do conjunto social, apenas a sua verdade que, naturalmente, são seus únicos e poderosos interesses, transformando distritos e cidades em verdadeiras savanas, onde o mais astuto se apropria e devora. A inversão de valores que venho percebendo nas últimas décadas, na realidade é a visão destorcida de liberdade de direitos, com total falta de empatia com as obrigações…

PENSANDO...

Nada se equivale mais que um mal-estar profundo para nos remeter à conscientização da inutilidade de nossos palpites em relação a algumas situações do mundo vivencial. De repente, tudo perde o sentido, tudo se torna uma repetição cansativa, inútil, e a nossa imagem conclusiva que nos caracteriza se funde a um emaranhado de conclusões alheias, sem que seja possível vislumbrar uma luz no fim do túnel, e a isto, chamo de prioridade, afinal, sem hipocrisias, é preciso que reconheçamos que somos mais importantes que qualquer ato heroico ou desavergonhado que qualquer criatura humana seja capaz de produzir em seu campo pessoal de atuação. E como tudo que fazemos, pensamos e dizemos, inexoravelmente a política está inserida, mesmo que sequer saibamos a sua definição; concluo que, não sem dor na alma que se reflete no físico, o que nos representa no cenário, seja político, jurídico ou empresarial, é tão somente nossa imagem e semelhança. Somos um povo sem entranhas de pertencimento, repleto de p…