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Mostrando postagens de Março, 2014

MEU MESTRE, MEU GUIA.

Geralmente, quando sento frente ao computador, meus olhos viram para a direita e, através da janela, aprecio o meu jardim e o tudo de bom que nele há, inclusive os pássaros visitantes, mas agora, olhei para a esquerda e lá está ele, meu querido São Francisco de Assis em toda a sua simbologia comportamental que transformei em meu guia, meu mestre, que em forma de escultura de barro tem seu lugar de honra em minha casa e em minha vida. Penso então que afinal, qual é o problema de se ter imagens e diante delas eu ou você nos sentirmos mais acolhidos, se é da natureza humana o querer ter um interlocutor, mesmo que imaginário na expressão de barro para que se possa ter a ilusão de se estar sendo ouvido, mesmo quando sabemos que o melhor ouvinte é a nossa própria consciência? E é ela, sempre ela, que nos direciona à diversificados rumos, dependendo tão somente da base com a qual foi construída, todavia, preferimos acreditar que somos induzidos por alguém de carne e osso ou até mesmo pelas …

Cumprimento da natureza

Aparentemente solitária, lá está ela, linda, cheirosa e de uma beleza inigualável, destacando-se entre as demais flores. Meu pequeno botão de rosas que desabrochou nesta manhã de início do outono, apenas para me dizer: - Olá! E aí, agora, já no final da tarde, sentada nos degraus, diante dela, penso no quanto me sinto segura e tranquila nesta casa, deste jardim rústico, repleto do tudo que eu gosto e necessito, e deixo minha mente desfilar lembranças, arrancando de mim, sorrisos entremeados de algumas lágrimas de gratidão à vida pelo tudo de bom com a qual me abasteceu. Penso, fazendo uma rápida retrospectiva de sentimentos e atitudes que também fui uma aluna aplicada, cabulando, confesso, algumas aulas, mas de um modo geral, fazendo com responsabilidade todos os deveres e, principalmente, prestando muita atenção em cada professor com seus ensinamentos que a vida, sempre muito sábia, colocou em minha lousa diária. Bem, também fui uma impertinente perguntadora, curiosa, e jamais os poupei …

ESCOLHAS

Abro os olhos e posso enxergar a estrada que se estende diante de mim, longa, sem curvas e bem delineada e então, busco encontrar algum movimento  junto aos acostamentos ou até mesmo à distancia nas cercanias mas, absolutamente nada encontro, além de uma vegetação de serrado queimada pelo sol, sem viço e sem variantes de qualquer natureza.  Aperto os olhos e torno a abri-los na esperança de  conseguir enxergar um bicho ou algo que seja, mas nada, apenas o silencio de uma espécie de deserto e um marasmo assustador. Assim eram alguns trechos da estrada Belém Brasília nos anos 70, um verdadeiro horror, mas eu estava lá, repleta de receios, aproveitando a solidão de centenas de quilômetros para ouvir os meus próprios pensamentos, acreditando no afã de meus 24 anos que os perigos e temores que me falaram, comigo não iriam acontecer, na inconsequência repetitiva de todos os jovens que se sentem imunes as desgraças. O medo existia latente, apertando o estômago, acelerando os batimentos card…

REFLETINDO

Hoje é segunda-feira e estamos em plena quaresma, e creio que até seja natural fazer-se mais reflexões a respeito de nós mesmos em nossas visões de convivência sistêmica que, cá para nós, está a cada dia mais fuleira. Quanto mais nos aprimoramos, sim porque nunca em tempo algum, o mundo esteve tão habitado por DOUTORES, seja nisto ou naquilo, e,  infelizmente, mais e mais estamos nos distanciando uns dos outros, criando barreiras invisíveis, mas de resistências absurdamente fortes e cruéis. Inventamos esta tal de internet que nos facilita tanto os nossos afazeres diários, também em todas as áreas possíveis de serem necessitadas e, no entanto, estamos a cada dia mais distantes dos caminhos que estreitam verdadeiramente os laços da afetividade, que são os meios unicamente seguros no fortalecimento da proximidade fraternal, que são justos os nossos sentidos. Escrevendo neste instante, tento me lembrar dos cheiros de meus amigos, dos contornos de suas faces, do brilho de seus olhos e, princ…

MENSAGEM A UM NOVO AMIGO

Que bom, o dia amanheceu e, novamente, eu e você teremos a oportunidade para mudarmos hábitos e costumes que, durante anos, nada além de dores e aborrecimentos nos causaram. Presos aos elos de uma falsa segurança fomos, nem sempre conscientemente, alimentando posturas emocionais que nos transformavam, mas apenas no aparente, em pessoas fortes e resistentes, quando na realidade sempre fomos apenas teimosos e inconsequentes. Enganosamente, fomos direcionados pela total ausência do conhecimento de nós mesmos, a insistir nisto ou naquilo, acreditando que, assim, estávamos cuidando de nossa preservação em todos os níveis. Qual nada... Apenas e tão somente, como pássaros cantadores, por costumes confortáveis a uma acomodação que nos é peculiar, cantamos e cantamos sempre de volta ao mesmo espaço, velho amigo e companheiro, fazendo dele nosso porto seguro, quase sempre, nem tão seguro e com certeza jamais um porto ideal. Que neste domingo ensolarado, acordemos mais dispostos a olhar um pouquinho …

RECADO A UMA VELHA AMIGA

Naturalmente, precisamos admitir que são outros tempos  e que, em sua maioria, nos choca e nos leva a pensar que o tudo de bom nos relacionamentos  de quaisquer natureza, está se acabando, principalmente a ingenuidade, o romantismo, o respeito, o sentido hierárquico, o amor, e por aí vai, fazendo-nos crer que tudo está mais frio, quase banal.

Entretanto, somos também de uma geração sem a intercessão do on-line, o que não nos enfraqueceu, pois, sem ter estes infinitos recursos, em nossas formações de criaturas humanas, fomos levados à sonhar, criar e formular nossos ideais com muita criatividade. Foram épocas de uma riqueza produtiva intelectual maravilhosa e, entre outras  razões, também nos tornamos pessoas mais resistentes e adaptativas, não temos medo do desconhecido e vamos sempre lá, buscar o conhecimento e o entendimento disto ou daquilo, além de estarmos sempre prontos, na maioria das vezes, para o que der e vier.

Relaxe minha amiga, faça se puder um pouco como eu, que por uma qu…

REFLETINDO

Oh! Meu Deus, como são difíceis os caminhos que se tem que percorrer na busca incessante do equilíbrio existencial.             Como é difícil o enfrentamento contínuo com o despreparo que existe em cada um de nós.             Como é muitas vezes dilacerante o aprendizado do óbvio que na realidade compõe a bendita lógica de existir.             Como é absurdamente gratificante o encontro com cada instante de conscientização que, como brinde pela persistência, nos oferece um adicional de forças, com a estrutura completa de dignidade  que se infiltra em todo o nosso ser, dirimindo dúvidas, levando-nos à luz de mais um entendimento.             Ah! Mas como é longa a restauração de um núcleo deformado.  É preciso tenacidade de propósitos, que por si só garante a eficácia da vigilância amiga e protetora.             Ideal seria se fossemos devidamente formados através da cronologia de nossas etapas, porque, afinal, ao longo de uma existência,  vivenciamos exatamente os frutos de no…