domingo, 29 de abril de 2012

PRA QUE VIEMOS...


Parece-me que foi ontem que tudo começou, mas que nada, lá se vão 8 anos, onde foram necessários um passinho atrás do outro, perseverança frente as naturais dificuldades possíveis de se encontrar em locais onde chegamos, como ilustres desconhecidos, otimismo que somente os sonhadores são capazes de produzir, mesmo tendo a incerteza e as poucas probabilidades, a coragem que é movida pelo amor pelo que se pretende fazer, enfim, uma jornada que começou na estrada certa e que mês a mês veio se consolidando em forma de respeito e apoio de nossos parceiros patrocinadores e de nossos féis e participativos leitores.

Falar mais o quê, que não tenhamos falado nestes anos que se seguiram que possa ser mais expressivo que o nosso muito obrigado a todos desta bendita ILHA DE ITAPARICA que nos acolheram e nos permitiram demonstrar a que viemos.

Viemos em busca de paz e a encontramos, no amparo silencioso da segurança, nas oportunidades e na consistência de uma bela comunidade.

O VARIEDADES, que nasceu em 04 de abril de 2004, teve e tem como objetivos, além de ser um ganha pão digno e respeitoso, ser acima de tudo um registro sério, verdadeiro e coerente com a história do cotidiano da Ilha como um todo, criando interação, proporcionando  meios  participativos, fazendo-se por todo  o tempo um veículo integrado, sem cópias de modelos outros, mas apenas ele mesmo, com suas grandezas e falhas, mas sempre transparente nas suas mensagens e registros, sejam sociais ou políticos.

Quando estamos distribuindo o Variedades pessoalmente a cada mês, nas ruas, nas lojas e nas esquinas , sentimo-nos abastecidos de um orgulho saudável, primeiro porque somos maravilhosamente bem recebidos onde quer que estejamos e, depois, porque cada exemplar é como um filho amado que queremos ter a certeza de estar sendo conduzido corretamente, daí, não repassarmos a ninguém esta tarefa que sempre nos parece única e, portanto, intrasferível.

Coisa de pessoas apaixonadas pelo que fazem e para quem fazem. Babaquice de gente que não se importa de ser tal como é, agradecido, leal, respeitoso e com uma visão passional da grandeza de poder estar vivendo em um local como a Ilha de Itaparica, onde os rostos não são desconhecidos e a sensação de solidão fica tão somente reservada “aos poucos poetas”, como  Rainer Maria Rilke descreveu em Cartas a um jovem poeta.

Gostaríamos de a cada ano poder oferecer uma festa de agradecimento, mas como não podemos, então, optamos em oferecer mais e mais a nossa dedicação, polindo dia a dia nossas posturas pessoais e profissionais.

Neste ano, somamos às nossas atividades a participação na RÁDIO TUPINAMBÁ  com o  SHOW  DA MANHÃ, que vai ao ar de segunda a sexta –feira, das 9 às 11 horas, por entendermos que independentemente de ideologias, partidarismos e preferências pessoais, somos profissionais que não se furtam aos desafios que surgem e que tenham em seus propósitos levar às outras pessoas alegria, informação, resgate de cultura e parâmetros educacionais, por também acreditarmos que somente através dos saberes e da participação cotidiana com o próprio universo pessoal  é que se torna possível pensar-se e consequentemente alterar-se qualquer realidade que nos pareça pouco justa neste ou naquele aspecto do contexto social.

Talvez, fosse mais cômodo e seguro e principalmente lucrativo, tão somente ficarmos como sabonetes escorregadios, deslizando suavemente pelos corpos que se apresentassem, mas não podemos, pois fomos um dia que já vai longe, contaminados com a bactéria da ética, hoje em desuso e fora da moda, e que persistente e incurável, infelizmente nos impede de ter o último modelo disto ou daquilo, mas que nos torna poderosos e tudo podendo, frente as portas da dignidade que jamais se fecham, fazendo de nós e do nosso jornalzinho, um cartão mensal de respeito a vida e a todos que conosco compartilha.

No mais, a partir desta edição de número 89, iniciamos mais uma jornada através deste ano de 2012, esperando continuar merecendo o apoio através de um trabalho sério, mas absolutamente sem “MEDO DE SER FELIZ”, mensagem que utilizamos como refrão carinhoso, já que acreditamos que sem coragem, determinação e alegria, torna-se impossível verdadeiramente nos sentirmos integrados e capazes de sermos mais que apenas mais um, para nos tornarmos unidades agregadoras em nossos universos pessoais.

Um beijo carinhoso.



                                  




BRIGA ENTRE VIZINHOS

E aí, fazendo o que mais gosto que é justo pensar a respeito do que observo à minha volta, centro-me, então, nos acontecimentos desagradáveis ocorridos no último sábado, dia 28/04, no centro de Itaparica, entre membros do grupo político da srtª Marlylda Barbuda e de alguns correligionários do atual prefeito, Sr. Raimundo da Hora, o que se incluía, policial militar, polícia civil, vereador e funcionários da Prefeitura, levando-me a, então, ponderar comigo mesma que a próxima eleição, em outubro, será diferente em tudo por tudo das eleições de 2004 e 2008, fazendo nascer em minha testa uma ruga de preocupação, reação física que expressa a conscientização imediata de que, verdadeiramente, retrocedemos anos luz no processo democrático itaparicano, não importando os discursos elaborados e os pseudos polimentos que possam ter sido inseridos nas posturas dos candidatos a cargos públicos e seus seguidores, afinal, como gostam de afirmar por todo o tempo, na tentativa de nos fazer crer que são os donos da cidade e do seu destino:

- GENTE DE FORA NÃO PODE APITAR.

Penso, portanto, no quanto é desastrosa e limitante a falta de recursos argumentativos, pois levam as pessoas a repetir refrões ultrapassados, sem sentido e lógica em um mundo que vem mudando e não é enxergado, única e exclusivamente, porque os poucos letrados e, assim, mais antenados por serem portadores de um único olho, se tornam reis de tribos pouco esclarecidas e, por perceberem suas fragilidades, unem-se em coros de discursos vazios, mas com teor apelativo ao emocional patriótico de defesa de território, com a finalidade também única de manter os demais, a cada dia, mais alienados e cegos, para, então, como salvadores sempre de prontidão exercer seus principados do atraso e da ignorância.

Se vivos fossem, Piaget, Vigotsky e o nosso pensador Paulo Freire, homens que se dedicaram ao desenvolvimento da criatura humana, disponibilizando-se por todo o tempo de suas vidas a defender o que acreditaram ser os básicos e fundamentais  infinitos direitos à educação, certamente franziriam suas testas com mais embasamento que esta humilde cronista, lamentando sem qualquer possibilidades de entendimento racional o por que da criatura humana ser ainda tão neófita, até mesmo para copiar o que já é consagrado, por governos tradicionalmente restritivos, como a China e Coréia do Norte.

- Não!!!!

 Dirão:

- Nada disso, aqui, somos um povo guerreiro, descendentes de Maria Felipa e sabemos como guardar a nossa terra.

Será que sabem mesmo?

Por que, então, precisaram formar força tarefa em 2008, unindo-se aos declarados vizinhos inimigos, para em batalha sem propósitos que visassem o bem comum, adentrar de volta ao poder, para logo em seguida, erguerem seus bacamartes de interesses particulares, tentando degolar uns aos outros, deixando a cidade a mercê das marés?

- MEU DEUS! EM QUE MUNDO TE ESCONDES?

Voltaria Castro Alves a declamar sofridos versos de sua “VOZ D´ÁFRICA, enxergando neste pedaço de terra abençoado, a mancha negra do oportunismo, travestido de uma roupagem cívica que verdadeiramente se desfigurou , ficando de real tão somente a comoção emocional das retóricas contumazes, que induz e faz permanecer a submissão das pessoas simples, humildes, muitas delas mal nutridas e desesperançadas.

E aí, sem boi de piranha, naturalmente de fora para que se estenda o dedo acusador, voltar-se-ão uns contra os outros num duelo doméstico, como anteriormente acontecia, onde as mágoas, ressentimentos, raivas antigas, disputas de quintal, segredos de alcova, pecados, transgressões guardadas ou superadas, se farão presentes na eloquência da vez, manchando os palanques que, por princípio e fim, são terrenos férteis para que se aperfeiçoe o ato democrático de se expressar opiniões, projetos e ambições em função de um bem comum, e não para servir de palco para um script de ofensas pessoais, autoritarismos ultrapassados, agressividades desnecessárias que me remetem às páginas policiais em que movido pelo desequilíbrio emocional sem qualquer apoio racional, esfaqueia-se, 20, 30, 40 vezes outro alguém, explode-se quarteirões e prédios de inocentes, em nome do amor, seja da pátria, de si próprio ou, o que é pior, em nome de Deus.

Que coisa.  Heim!!!!

Pensando em tudo isto, neste domingo de sol brilhante, como também uma pessoa de fora que foi conquistada por esta terra bendita e que nunca deixou de reconhecer a grandeza sempre presente nas almas humanas, conclamo os de fora que, como eu, elegeram Itaparica, no mínimo, como seus refúgios de obtenção de paz, a virem  se unir a um velho sonho que reside nos recôncavos íntimos desta senhora, que é o de poder verdadeiramente fazer algo palpável que se reverta em oportunidades, reais, sem burocracias, delongas e milongas, pensando-se apenas nos demais, criando uma escola modelo chamada VIDA E LIBERDADE, cujo objetivo além da instrução formal,  seja o de estimular a autoestima, o respeito próprio, abrindo, assim, caminhos sem voltas, com a noção na medida ideal da ética e da estética comportamental, ingredientes absolutamente necessários a mais primária das básicas intenções educativas, aí sim, receita única de se alterar posturas e sentimentos viciosos que até beneficiam a alguns, mas que jamais, em tempo algum, foi capaz de gerar e gerir progresso.

Que tal, pensem nisto com carinho, pois bem sei que, de grão em grão, somos capazes de com nossos quinhões extras, formatar o básico, renovando hábitos, abrindo espaços que vão além das lamentações intimas.

E aí, quem se habilita a encerrar de vez com a parte melancólica e destrutiva da história deste local bendito, acionando os amigos endinheirados e poderosos, resgatando um civismo verdadeiro que, afinal, se encontra adormecido, mas absolutamente presente na consciência de todos nós?

quarta-feira, 18 de abril de 2012

MORRO DE INVEJA



 Admito, inclusive me perdoando, pois sempre morri de inveja das mulheres animadas e descoladas, com suas maneiras faceiras em serem e de promoverem o quase nada, como se tudo fosse.

Sempre morri de inveja das mulheres criativas e vaidosas que enxergam por todo o tempo um jeitinho especial de fazer e acontecer, seja lá o que for.

 Sempre morri de inveja das mulheres agitadas, bem falantes, geralmente  utilizando o politicamente correto, para argumentarem sobre tudo, como se abrigassem em seus intelectos uma vasta gama de profundos conhecimentos.

 Sempre morri de inveja das mulheres deslumbrantemente coquetes  que a todos envolvem com suas presenças fascinantes.

 Sempre morri de inveja das mulheres que suscitam em mim um medo terrível em não tê-las como fonte de inspiração, porque, afinal, o mundo seria muito sem graça sem elas, deixando seus rastros de luzes por onde passam.

 Morro de inveja, mas confesso que estou bem, assim como sou.

 E você, se aceita tal como é?

segunda-feira, 9 de abril de 2012

MALUCA? TALVEZ...

Amanheço falando a respeito da origem da linguística, sento na beira da cama e começo a pensar alto como se estivesse conversando com um outro alguém.

 Meu marido pacientemente resmunga alguma coisa, e ainda sonolento, vira-se para o outro lado e volta a dormir.
Percebo neste instante o que estou fazendo às cinco da manhã e ainda meio sonolenta, levanto-me e vou lavar o rosto, num impulso puramente instintivo, tal qual o fato de verbalizar a minha mente inquieta por todas as manhãs que me é possível lembrar.

Não posso precisar exatamente, quando deixei de acordar normalmente como qualquer mortal, pois me parece que sempre foi assim, entretanto, de uns anos para cá, tudo me leva a crer que se intensificou, já que elegi ou fui levada a eleger as madrugadas como berço esplêndido de meus esforços mentais de escrevinhadora.
Que coisa hein!

E eu ainda quero que pensem que sou normal?
Muitas foram às vezes em que me despertou a curiosidade em saber se isto ocorre também com os outros que se dedicam a tarefa apaixonante de pensar a respeito de quase tudo e tentar entender estes pensamentos, colocando cada um deles no formato de prosas e versos.

Será que como eu, suas mentes primeiro processam, filtram e depois apressadas os despertam, afim de que todo aquele manancial de informações logo seja registrado? Ou será que isto só ocorre em mentes um tanto quanto, digamos estranhas, como a minha?
Sei lá... 

Afinal, a quem vai importar se sou normal ou não?
Conclusão simplista, como consolo ao fato de que não consigo agir dentro dos padrões da maioria?

Talvez...
Assim como não consigo enxergar lógica, na maioria das condutas com as quais precisei conviver, e que a duras penas fui ao longo da vida adaptando a minha original forma de pensar e de agir. Uma verdadeira barra pesada que de tanto carregar, me acostumei. E provavelmente, tenha algo mais em minha natureza que não consigo explicar, como por exemplo, a sensação permanente de não estar completamente sozinha.

Bem...Dentro do que estudo, poder-se-ia dizer que trago traços de uma espécie de esquizofrenia paranoica, afinal, falo sozinha e identifico nos pássaros, seres de profunda comunicabilidade, com os quais dividi grande parte de meus pensamentos, fazendo deles grandes parceiros vivenciais, assim como parâmetros para inspirações e estudos comportamentais. Portanto, compreendendo este meu jeito esquisito, posso mais suavemente compreender os demais que venham a me considerar, assim, digamos, meio maluquinha.

RsRsRs!!!!!!!!!!!!!




MERGULHO PESSOAL

Seria impossível passar tantas décadas buscando entendimento a respeito da imensa dificuldade do homem em se relacionar com os seus semelhantes e com o tudo mais no qual está inserido, sem que, primeiro a busca não começasse através de um profundo mergulho pessoal, porque, afinal, de teoria, a humanidade já está saturada.

Partindo desta premissa passei a não desconsiderar aqueles vícios posturais que faziam parte da minha apresentação pessoal ao externo, percebendo que as mesmas eram como uma segunda pele que compunha o meu jeito de ser.

Confesso que gostei de muitas das minhas performances, mas também, me senti horrorizada com algumas outras, percebendo que eram exatamente iguais  a tantas outras que eu mesma criticava nas outras pessoas, só se diferenciando pelo meu toque de personalidade, tal qual artistas ao interpretarem o mesmo papel.

E aí, passei a questionar a validade de meus conceitos em relação a tudo que se apresentava diante de mim. Uma Loucura!

Entretanto, eu precisava agüentar o tranco, pois loucura maior era dar-me ao direito de adentrar no que eu passei a chamar de ALMA HUMANA, correndo o risco permanente de extrapolar, crendo-me acima do bem e do mal, julgando, questionando e rotulando, de forma individual ou colocando determinadas posturas aparentemente repetitivas dentro de um enquadramento rotulado, desconsiderando as formas diferenciadas em que, cada criatura absorve e processa todo o volume de informações que recebe a partir do ventre de sua mãe.

Em se tratando de gente, cada caso é um caso, podendo-se tão somente fazer das informações descritas pela mesma, ou dos atos observatórios, um traçado inicial de direcionamento não havendo espaço para generalizações, quando muito de semelhança sistêmica e patológica.

Portanto, se somos únicos em nossa unidade de criaturas humanas, nada pode ser igualitário em nossa apresentação física, mental e emocional, perante o sistema e conseqüente relação com os demais, seja humano ou não.

Diante desta conscientização, passei a enxergar cada criatura com a  qual eu convivia como um ser muito especial, capaz de me surpreender a qualquer instante, jamais crendo ser possível, prever sua postura seguinte, baseada na minha já vasta experiência de convívio.

Ela sempre poderia me surpreender e para tanto eu precisaria estar absolutamente disposta a aceitá-la ou não, em sua forma de ser, de sentir e, reagir. Em momento algum, desconsiderei a invasiva psíquica com o qual, o sistema invade possibilitando as alterações humanas, no entanto, fixei minha atenção na essência dela mesma que ao longo destes quase quarenta anos de estudos in loco, levaram-me a crer, ser a base, a estrutura que permanece inalterada, mesmo quando sufocada pela força indescritível que a convivência sistêmica  é capaz de atuar, desfigurando o obvio observado nas criaturas,criando uma pele extra que parece que é de origem, mas que pode ser tão somente uma vestimenta com a qual a criatura em determinado momento vestiu e foi se habituando em tê-la sobre si, muitas vezes apenas com o objetivo de proteção extra.

Portanto, pense nisto, antes de julgar alguém pelo que inicialmente ela se apresentou a você ou a sociedade de um modo geral. Vale sempre a pena investir-se num melhor conhecimento daquele que está ao seu lado, não importando se no trabalho, em casa ou no vizinho. Você pode vir a ter muitas surpresas agradáveis, assim como, revelações desagradáveis que certamente por terem sido observadas com critério e respeito, evitarão dores e aborrecimentos futuros.

Investir na qualidade dos relacionamentos é fundamental para que tenhamos melhores instantes de vida e para que corrijamos nossas próprias distorções. Afinal, gostamos de nos considerar perfeitos e sempre absolutamente certos em nossas ponderações e isto é ilusão, cegueira e arrogância.

 Quer postura mais primária que esta?




QUE COISA HEIM!


QUE COISA HEIM!



Quando, ainda na cama sou dominada por uma avalanche de pensamentos, que em velocidade  extrema se forma em minha mente ainda sonolenta, não me resta, outra alternativa, se não levantar-me e, escrevê-los em uma tentativa árdua de organizá-los, com a consciência plena de que, jamais conseguirei ser  fiel ao original que me foi apresentado creio, como presente de um inconsciente armazenador.

Penso então, que não sou capaz de ter domínio total sobre a vontade voluntária de minha mente, já que ela teimosa me faz escrever sobre os comportamentos políticos, dos quais eu havia jurado a mim mesma, afastar-me, pois incomoda e faz doer, além de acarretar enormes prejuízos ao bolso, naturalmente quando não somos capazes de tirar qualquer tipo de vantagem pessoal, por possuirmos, uma  tal de ética, ora em desuso, mas que se foi bem apreendida, dela não somos capazes de nos afastar, tornando-se uma segunda pele, sensível que funciona como um sinalizador postural.

E ai, sabedora de que os valores  que me foram oferecidos, estão sendo ultrapassados sistematicamente por uma miscelânea de conceitos oriundos de culturas diversificadas que ao se encontrarem se reciclam automaticamente e se adaptam aos interesses pessoais, havendo, portanto, nos dias atuais tantas formas de aplicabilidades posturais quantos interesses, uma pessoa pode vir a possuir em sua existência, recuso-me a expor-me , pois sei de ante mão que estarei sendo no mínimo ridícula em minhas colocações, antiga com os meus conceitos e pior,sufocada em meus ideais.

Fazer então, o quê, se não consigo, fechar os olhos, mudar de posição e simplesmente voltar a dormir?

São seis horas de uma manhã ainda muito encalorada, e aqui estou na solidão própria dos que  se recusam a deixar de pensar no bem comum, em uma luta titânica entre minha mente  abastecida de fatos e versões e um racional repleto de argumentos ponderativos que avaliam por todo o tempo suas possíveis validades.  

Que coisa heim!!!!!