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Mostrando postagens de Junho, 2010

VIDA E EMOÇÃO

Hoje é um dia aflitivo para o povo brasileiro.
Será que a seleção vence o Chile, passando, assim, as oitavas de final?
Não sei não, por mais que eu queira ser otimista, sempre me lembro da seleção de Camarões que nos mandou para casa.
Lembrando o passado?
Claro, é preciso não esquecer que nosso time está bem fraquinho e achar que o Chile vai atuar tão mal quanto na copa de 98, quando então o Brasil ganhou de 4x0, aí, bem, é muito otimismo, mesmo para mim que sou muito burrrinha em futebol, se bem que nessa copa já acertei a previsão de 02 jogos e vocês são testemunhas, infelizmente para nós todos.
Rogando a Deus e ao estímulo salarial de nossos meninos, que eles coloquem um pouco de arte e mais garra nas técnicas que parece todos já terem em suas atuações.
Ah! e não cair na besteira de dar cotoveladas, caneladas, porque, afinal, pra que correr o risco de uma expulsão, cartões vermelhos e mesmo faltas perigosas.
Quero muito que o Brasil ganhe, pois esta vitória irá refletir-se nos ânimos de…

CRÍTICA OU ELOGIO, SEI LÁ...

Se somos médicos, engenheiros ou coisa e tal, parece que as pessoas não traçam, de um modo geral, perfis avaliadores ou simplesmente nem pensam que precisam fazer este ou aquele comentário a respeito de nossos desempenhos profissionais, a não ser, é claro, que fiquemos famosos para o bem ou pelo mal, para que sejamos alvo ou centro das atenções mentais de alguém.
Pois é, mas quando exercemos como ofício qualquer expressão que requeira o toque artisticamente emocional, ou seja, o que quero dizer é que de alguma forma estejamos utilizando a nossa alma como condutora de nossa expressabilidade profissional, tornam-se absolutamente necessárias as criticas, mesmo que veladas, aos escritores e, mais precisamente, aos escrivinhadores do universo, que são aqueles que, como eu, passam seus instantes presentes tão somente fazendo registros instantâneos de seus sentidos.
Nossa..., compliquei.
Bastava sintetizar, dizendo:
- Ainda bem que somos notados, nem que seja para uma crítica prá lá de desconsi…

NADA COMUM

Do terraço do prédio era possível de um lado apreciar a mansidão das águas da Lagoa Rodrigo de Freitas e, num girar de calcanhares, deparar-se com as ondas agitadas do mar de Ipanema e ao tombar para trás a cabeça, lá estava o céu, normalmente brilhante, a coroar toda aquela beleza.
As vezes, quero dizer muitas vezes, deitei-me de frente para o sol, até perder a visão de tanto desejar recebê-lo em minhas retinas de criança e depois, menina-moça, curiosa em desvendar o que possivelmente haveria por dentro ou através dele.
Os olhos se enchiam de mil estrelinhas escuras e piscantes, efeito devastador à qualquer visão, mas não à minha que, antes de sentir medo de uma cegueira anunciada por minha mãe, não poderia dispensar tamanho espetáculo. E se o preço fosse a cegueira, que sequer poderia avaliar, que viesse então bendita cegueira, após a felicidade suprema de penetrar o sol e, por instantes, a ele pertencer.
Fechava-os, então, deixando a mente voar por entre o imaginário de menina filha ú…

BANDIDO DE ANTIGAMENTE

Já não se faz mais bandido como antigamente.
Ainda me lembro, sinceramente até com saudades, do tempo em que o Rio de Janeiro era dominado pelos bicheiros Anísio, Castor de Andrade e alguns poucos outros de menor status, cujos nomes não me recordo, até porque não atuavam na zona Sul, onde nasci e me criei.
Em cada esquina, infalivelmente, lá estavam um ou dois capangas, normalmente sentados em um banquinho de madeira, caneta na mão e bloquinho pequeno de papel, fazendo anotações do jogo do bicho, que os moradores de cada pedaço da rua, do bairro e da cidade não deixavam de fazer.
Mais que um vício, jogar era um hábito diário de qualquer dona de casa, fosse quem fosse na hierarquia social, se bem que a "madame" se servia dos empregados para não se expor ao vivo e a cores, mas que o apontador do bicho, como eram chamados, sabiam de cor e salteado de onde partia a "fézinha".
Normalmente, o apontador, capanga ou seja lá a extensão de suas atribuições, era alguém sempre que…

TÂO SOMENTE

Silêncio?
Nada disso. O barulho é simplesmente ensurdecedor.
Pouca ou coisa nenhuma é a nossa percepção.
Quando a noite chega, vem pelo caminho despertando mil vidas que, ainda sonolentas, vão se apresentando lentamente, formando um coro gigantesco, caracterizado pelo som constante dos grilos que aos nossos ouvidos parecem únicos.
O cão do vizinho late rouco, como se estivesse resfriado e talvez esteja, exposto que permanece preso a correntes de aço, inclusive no sereno destas noites frias de inverno.
Não se ouve um só murmúrio humano.
Os dias transcorrem silenciosos e sem movimentos humanos, além dos meus próprios que de tão acostumada, nada mais ouço de mim mesma que não seja interno.
Converso por todo o tempo com minha mente irriquieta, que se recusa a parar de pensar no que é capaz de absorver através do pseudo silêncio que me envolve.
Tudo por aqui aparentemente é sempre igual, até o canto dos grilos, o coachar dos sapos e pererecas, o latido do cão do vizinho.
Todavia, a variedade de so…

POR QUEM OS SINOS DOBRAM

Ontem, domingo, foi um dia especial para mim e com certeza para muitos os que estiveram na Sede do Alto para receber o candidato Paulo Souto.
Quem me conhece um pouco, sabe que mantenho uma certa reserva em relação a políticos, afinal, jamais escondi que os considero uns caras de pau, o que comprovei na pele, quando me decidi a concorrer à Câmara de Itaparica.
Quando se sobe pela primeira vez em um palanque, cremos que não vamos dar conta do recado, mas uma vez superado o medo, a sensação de insegurança, e etc e tal, logo nos tornamos íntimos do microfone e da sensação de poder do qual se é dominado.
E cá prá nós, é bom demais!
Pois é, aí mora o perigo e que leva a maioria a abraçar esta atividade de forma inconsequente e absolutamente desvinculada com os reais comprometimentos que um legítimo representante público deve possuir, surgindo, então, os espertinhos que fazem desta experiência fantástica um aprendizado dinâmico, onde o respeito pelo bem público se perde e o sentido do coletivo…

Época do voto...

Lá vem Dona Regina, bater na mesma tecla: educação, repressão, orientação, vigilância, comprometimento, decência, respeito político, ética e blá,blá,blá...
O povo, aquele que mora na Juerana, na casa de barro sem piso, sem mesa, sem cama, sem fogão ou geladeira, sem mesmo ter o feijão como certeza no dia, lá quer saber de política?
Do que faz o político além da merreca que dele pode tirar nos períodos eleitorais?
O trabalhador de carteira assinada, sonha com o 13º salário para comprar um pedaço de seus sonhos, enquanto isso, o miserável, o sem nada, vibra nas eleições de dois em dois anos, para ganhar, a seu modo, também um pedaço de seu sonho, se assim pode se chamar uma telha de amianto, um pedaço de jabá, uns trocados para a pinga.
E aí, o que pode interessar a estas criaturas, além de seus sonhos imediatos, tendo seus desejos saciados.
O buraco não tapado? Ele aprendeu a saltá-lo.
O lixo não retirado? Ele sequer se apercebe, nem mesmo à sua porta.
A escola está uma droga? Ele nela só r…

ABRAÇADA POR DEUS

Sentei-me para escrever e apesar de já ter na mente um esboço do que escreveria, no decorrer dos minutos seguintes, as palavras simplesmente não brotavam e foi aí, então, que percebi que justo a janela à minha frente eu havia esquecido de abrir.
Erro fatal às minhas inspirações, que advém exatamente do poder mágico que a natureza, seja ela qual for, exerce sobre mim.
Pronto, agora com ela descortinando o meu jardim, retomo o fio da meada, não sem antes pensar que talvez, assim como eu, cada pessoa possui a sua fonte de inspiração no exercício exploratório de seus dons pessoais, bastando apenas ficar atento para se aperceber tudo quanto mais prazer e paz lhe oferece e acreditem, normalmente é algo tão óbvio em nossas vidas que, arrogantes e preconceituosos, deixamos passar batido sem maiores considerações.
No meu caso por exemplo, apenas abrir a janela para melhor me sentir em meio ao que realmente me pertence e que ninguém pode sequer interferir que é o meu amor à natureza, de onde extr…

PARTE DE MIM

Sol e chuva, casamento de viúva.
Quem ainda se lembra deste refrão?
Particularmente, adorava correr no terreiro, tentando com os bracinhos abertos, abraçar o sol e correndo atrás de mim, uma mãe possessa, que gritava por todo o tempo todas as doenças que adviriam daquela estrepolia infantil, sem deixar, é claro, de ameaçar com o chinelo, o que me fazia correr mais rápido ainda.
E aí, na medida em que fui crescendo, continuei amando esta mescla da natureza, mas que me lembre, nunca mais corri pelo menos desta forma pra abraçar o sol, preferindo sempre apreciar do conforto de um abrigo seguro.
E então, creio que a partir daí perdi grande parte de minha inocência, que no decorrer dos anos seguintes teria me feito um grande bem, porque, afinal, compreender tão nitidamente tudo que nos cerca, mais que uma conquista, dom ou seja lá o que for, é antes de tudo e por todo tempo um exercício de paciência, resignação pela própria condição de também ser uma humana.
O muito amor pela vida, não consola…

EXCLUSIVISMO BURRO...

Hoje, enquanto preparava o café, na companhia de meus cães, e gozando do silêncio bendito da ainda madrugada, lembrei-me de um fato que ocorreu em l965, quando então eu tinha l5 anos e uma onda de assaltos noturnos passou a nortear as mentes e vidas dos moradores da Rua Barão da Torre, em Ipanema, Rio de Janeiro, local onde nasci e me criei.
Até então, ladrão era coisa de que só se tinha conhecimento através de jornais sanguinolentos, como, por exemplo, O DIA, que afinal era proibido nas casas de gente de bem, pois era o estereótipo da coisa ruim, que não deveria fazer parte do dia-a-dia de uma família respeitável, mas que o meu pai, como eterno contrariador, comprava e deixava sempre largado em algum sofá, o que despertava em minha mãe muita contrariedade, visto ser ela era partidária de não se contaminar as vistas e, consequentemente, a mente com o triste ou desagradável, ao contrário de meu pai, que achava que os filhos deveriam conhecer o lado escuro das intensões e ações humanas.
E…

TERRA DE NINGUÉM

Incrível, a previsibilidade das posturas sociais, principalmente as distorcidas, quando não são devidamente observadas e consequentemente evitadas ou coibidas.

Itaparica e Vera Cruz vem, infelizmente, em uma crescente onda de violência que chamo de doméstica, pois é vivenciada pela população diariamente, sem, no entanto, despertar maior atenção daqueles que deveriam no mínimo estar a postos para minimizar os transtornos que provocam às pessoas de um modo geral em seus ânimos e patrimônios.

Aos poucos, as pessoas foram perdendo o sentido de ludicidade de estar vivendo em uma cidade pequena e harmoniosa, e esta alteração foi se expressando através das grades, arames, alarmes, cercas elétricas e, o que é pior, pela desconfiança pelo outro que, afinal, nunca se sabe verdadeiramente do que é capaz, mesmo sendo filho daquele vizinho amigo que cresceu junto a mim ou a você, desenvolvendo a partir daí o que já acontecia nos grandes centros, que é justo a indiferença, levando cada criatura a se …

AS CORES DE TODOS NÓS

Meus escritos são embasados primeiro no que acumulei de bagagem de experiências pessoais ao longo de minha vida, assim como concomitantemente fui capaz de absorver através de uma infinidade de informações que fui recebendo.
Atualmente, minha maior fornecedora de subsídios é justo minha querida filha, que diariamente, ao chegar, após a realização de mais um dia de trabalho junto às comunidades de Vera Cruz, como supervisora do IBGE, normalmente consternada, relata a míséria e o abandono que presencia, mal podendo admitir para o seu racional que tudo isto acontece tão próximo de todos nós.
Ontem, por exemplo, ela estava absolutamente atônita, frente à pobreza e a rudeza com a qual se defrontou logo alí, acerca de mais ou menos 200 metros da rodovia principal, na estrada para o distrito de Baiacu, em um beco que chamam de rua, tudo sem eira nem beira, onde seres humanos convivem com o lixo em toda a sua expressabilidade, levando a qualquer pessoa com um mínimo de respeito pela vida se …

MINHA PAIXÃO

Vira e mexe, cá estou pensando na educação de nossos jovens e no quanto poderia ser feito se houvesse mais um pouco de comprometimento por parte de todos os envolvidos, a começar pelo governo que, afinal, deveria dispensar um olhar mais criterioso quanto à aplicabilidade de seus projetos e, principalmente, quanto a mão de obra ora existente, que está desmotivada e muito pouco qualificada.
Quando se discute os problemas educacionais, logo vira pauta principal os baixos salários como justificativa à falência que se apresenta, seja no ensino fundamental ou médio. Dificilmente, estende-se este entendimento como uma consequência natural de uma preparação fraca e de pouco conteúdo pedagógico e psicológico, no que tange ao emocional destes futuros mestres, que formam-se despreparados no teórico e na pratica, adentrando em salas de aula absolutamente despreparados e muitos deles com o agravante de não ter nem talento e muito menos vocação.
Particularmente, creio que as profissões de médico e pr…

TESÃO E EMOÇÃO

Para quem me conhece um pouco mais na intimidade, sabe que sou uma pessoa bastante liberada quanto a falar e escrever determinados assuntos que ainda são considerados tabus, até porque nesta minha área de trabalho, em que busco um maior entendimento das emoções humanas, seria sem lógica qualquer negação a assuntos absolutamente integrados à maioria delas e que determinam posturas mentais que formam as físicas.
Hoje, por exemplo, acordei pensando no quanto a prática do sexo é de fundamental importância no contexto vivencial das criaturas, entretanto, mais do que o volume da prática, está a qualidade deste sexo no seu contexto interativo na junção corpo e mente, sem que necessariamente coexista o amor como aditivo principal, todavia, com a presença indispensável da atração amorosa, o que certamente é diferente de um compromisso de continuidade, mas sim a garantia de uma aproximação mais afetuosa e, portanto, respeitosa.
Penso, então, em nossos jovens e nas suas práticas sexuais, que a me…

O IMPONDERÁVEL

Nossa... São Pedro abriu as comportas do céu!
Olho para esta chuva que desaba forte sem pedir licença, liberando um friozinho gostoso e que, sem a presença da luz radiante do sol, me leva a pensar enganosamente que estou finalmente vivenciando um inverno na Bahia.
Qual nada! logo passa, cedendo lugar ao sol bendito que faz desta terra ser a mais gostosa do mundo. E olha que eu sou do Rio de Janeiro que, afinal, será sempre a topografia mais bela, talvez a mais charmosa, e etc e tal, mas que na sedução perde feio para a Bahia, pelo menos para mim.
Enquanto falo da chuva, do sol e do meu amor pela Bahia, penso também pela primeira vez e até me trazendo uma espécie de surpresa que, ao contrário dos poetas, não sou lá muito boa para escrever sob a chuva ou nos períodos chuvosos, preferindo sempre o sol pleno ou a noite aconchegante, onde, então, libero como São Pedro as comportas das inspirações e deixo fluir minha alma em suas preferências e impressões através das letrinhas benditas que f…

DERRADEIRA ESPERANÇA

Sempre que escrevo, e faço isto diariamente desde a minha juventude, fui aprendendo a colocar estas letrinhas benditas a serviço de minha necessidade em expressar todo o meu amor pela vida, reconhecendo que por incrível, até o momento, ainda não consegui retratar a minha alma e minha paixão em todo o seu entusiasmo.
Em muitas ocasiões, como nestes instantes, sinto que são tão grandes as minhas emoções que fica muito difícil colocar uma linha narrativa, quanto mais explicativa.
Afinal, nesta altura de minha vida, com tanto já vivido e sentido, cá entre nós, para que vou querer saber o por quê do por quê, restando-me a alegria de continuar sentindo esta vibração gostosa que faz de mim um ser humano repleto de vida e de paixão por tudo e por todos que me são afins e uma capacidade não menos amorosa que, aí sim, venho aperfeiçoando dia-a-dia, para conviver harmoniosamente com tudo e todos que são contrários aos critérios que determinei serem adequados a mim.
Entretanto, viver em estado de p…