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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

CONVITE ESPECIAL

SUA BENÇA, PADINHO...

Hoje, estou muito feliz, pois retomei às minhas escritas, após seis dias de muito mal estar, provocado por uma infecção intestinal, que também foi estomacal, e, por DEUS, foi por todo o meu corpo, tirando toda e qualquer vitalidade.
No entanto, já passou e cá estou de volta às minhas sagradas letrinhas, que borbulham de minha mente, sempre inquietas e abusadas, querendo por todo o tempo dizer isto ou aquilo a respeito disso ou daquilo, sinal mais que evidente de que estou absolutamente curada e, acreditem, sem ter sido necessário ser levada ao Hospital de Itaparica, e novamente dou graças a DEUS; e é nestes momentos que acredito sinceramente que ele exista, afinal, atualmente, precisar deste hospital é um sofrimento a mais que nenhum paciente merece, ainda mais porque depois que foi pintado, parece que o cheiro de tinta afastou os médicos e deu às enfermeiras uma espécie de sonorífero, pois as mesmas literalmente dormem em seus plantões, deixando a desejar em seus desempenhos profissio…

BUSCANDO, SEJA LÁ O QUE FOR

A compulsividade em estar por todo o tempo em atividade, leva as pessoas a desconsiderar o aqui e agora, que pode ser surpreendente e repleto de emoções.
Entretanto, buscamos sempre o diferente e o mais assustador é que, na maioria das vezes, estamos frente ao emocionante e sequer percebemos, pois nossa insaciável necessidade em permanecer correndo atrás de um desconhecido, supostamente espetacular, é sempre mais envolvente.
Este comportamento sistemático acontece em qualquer atividade em que nos dediquemos, mas é justo quando viajamos, seja de férias ou em um simples final de semana, que fica evidente nossa total cegueira de reconhecimento.
Como ávidos ursos após meses de ibernação, saimos em busca do imaginável em um apetite voraz por novidades.
Geralmente nos frustramos, já que nada, em tempo algum, é capaz de suplantar as nossas mais alucinantes perspectivas. Esta postura comportamental sempre fez parte da natureza humana, no entanto, após a segunda guerra mundial, década após décad…

A PONTE e os LERO-LEROS

A criatividade humana é realmente fascinante em buscar, por todo o tempo, razões para continuar fazendo crer individualmente, mas com conotação coletiva, que isto ou aquilo deve ou não deve acontecer, por esta ou aquela razão, sempre, observem, sem contrariar palpávelmente, qualquer interesse pessoal, como por exemplo: A PONTE.
Critico uma ação do governador do estado e até do presidente, mas sou incapaz de fazer uma crítica que seja do prefeito ou dos vereadores, que prejudicam a mim e aos meus vizinhos por todo o tempo. Ofereço minha opinião pessoal a todos os lúdicos de meu cotidiano, deixando minha realidade ao léu .
Particularmente, apesar de não ser da "terra", revolto-me com o abandono ostensivo que acompanho dia-a-dia nos últimos oito anos em todos os setores desta ilha maravilhosa, particularmente em Itaparica, onde resido, promovido na maioria esmagadora das vezes, justo pelos nativos, com ou sem qualquer tipo de poder.
Venho acompanhando desde as manchetes sensaciona…

NEM TANTO NEM TÃO POUCO...

Acaba de chegar às minhas mãos uma carta aberta ao público que foi distribuida na cidade, onde alguém que até possui uma boa redação, acusa os políticos locais de cobras e lagartos e, ao mesmo tempo, tenta esclarecer as pessoas em como devem se portar nas eleições futuras. Lamentavelmente, a referida carta, não foi assinada e, portanto, deixa de possuir qualquer feição de comprometimento cidadão para tão somente representar um desabafo caluniador sem conotação de seriedade.
Uma pena, se observarmos que são justos os pensantes os primeiros a se calarem ou a simplesmente se esconderem sob a sombra da clandestinidade.
Particularmente, não aprecio a mistura que comumente estes manifestos fazem, envolvendo vidas particulares com condutas políticas, entretanto, reconheço que esta é uma postura comum neste meio, onde não reside limites para se chegar ou se manter o poder.
Já ouvi por diversas vezes dizerem que CHUMBO GROSSO TROCADO,NÃO DÓI, mas dói no pouco caso e no desrespeito que a partir daí…

RECORDANDO

Ainda na loja, pois estou com alguns clientes acessando os computadores, penso que sou mesmo um serzinho realmente muito estranho, pois apesar de ter nascido no Rio de Janeiro, uma cidade carnavalesca, e no bairro de Ipanema, que sempre foi precursor nas artes, principalmente musical,,jamais consequi gostar de carnaval, preferindo sempre ir para a casa de campo na rua Dona Tatana, em Teresópolis, e mais tarde, para a casa de Guapi-Mirim, onde acredito ter começado os meus exercícios observatórios.
Há pouco tempo, conversando com uma amiga que mora há alguns anos na Ilha, mas que também é carioca, só que de Santa Tereza, ela surpreendeu-se com a minha não convivência com os então iniciante artistas que eternizaram Ipanema na década de 60.
Bem, respondi na tentativa de não parecer assim tão boco-moco, que fui vizinha de alguns, frequentei a praia do posto 11 com muitos, enfrentei a fila do caixa do super mercado Pegue e Pague e do armazém Gaio Martim, da esquina da anibal de Mendonç…

CONSCIENTIZAÇÃO...

Minha maior função, sempre foi pensar nas coisas que a maioria sequer percebe estar acontecendo.

E por que me dedico a isso ?

Não sei bem explicar, pois sempre foi muito natural ir além do lugar comum em uma busca de entendimentos explicativos das posturas aparentemente óbvias e suas correlações emocionais, assim como seus efeitos junto à convivência com os demais.

Lembro-me nitidamente de quando ainda menina, permanecia atenta às conversas de tias, vizinhas, professoras, freiras da escola, em um fascínio a tal ponto envolvente que eu simplesmente parecia sair deste mundo, motivo pelo qual minha mãe vivia me repreendendo, pois dizia que eu estava sempre no mundo da lua.

Fui crescendo e, já na idade adulta, em dado momento, comecei a sentir medo em conviver e fui me isolando, pois me era assustador conhecer e prever tanto as posturas, quanto as reais emoções que se espressavam.

Horrível... e novamente comecei a escutar mais amiude os ecos das observações de minha mãe, agora …

O HOMEM DE DEUS E A COBRA

São quase nove horas da noite desta quinta-feira chuvosa, mas nem por isto menos encalorada, e eu estou pensando no que me ocorreu na noite de ontem e, sinceramente, nem que eu viva mais cem anos serei capaz de afirmar que conheço um só pouquinho da mente humana em sua infinita capacidade de camuflar suas reais intenções.
Enquanto estou aqui, recordando uma conversa, com um suposto homem de DEUS, no mínimo esdrúxula, penso na cobra que a reditei ser uma sucuri, mas que poderia ser qualquer outra, menos a de vidro que apareceu no terreiro dos fundos lá de casa e que, por falta de entendimentos naturalistas, sucumbiu a pauladas dadas pelo meu jovem caseiro.
Dois fatos aparentemente distintos, mas que se correlacionaram, justo porque em suas naturezas comportamentais, reagem atacando, tão logo se sentem de alguma forma ameaçados.
Bem... a cobra até posso compreender, mas o homem de DEUS!!!, tendo medo dos escritos desta senhorinha, aí é demais para a minha cabecinha de filó…

DEUS PRESENTE EM NÓS

Quando pensares em Jesus sem qualquer influência vivencial, penses no universo, e quando, finalmente, te centrares nele com a intimidade de tua própria morada (corpo), aí sim, poderás compreender o significado de DEUS.
Porque DEUS, não pode ser observado através de uma única expressabilidade, pois ele é uma folha, assim como é um átomo que compõem a mesma folha, mas é também o sol, a água, a terra, enfim Deus é o tudo do todo fragmentado, que nos permite vê-lo e senti-lo através de nossos sentidos.
Como é possível observar, DEUS é muito mais que qualquer explicação, porque simplesmente DEUS é vida, e é possível ao ser humano em sua avareza existencial esclarecer a si os efeitos que sua vida exerce sobre a vida ?
Alguns com certeza conseguem através de muitas buscas encontrar fachos de luzes que iluminam as suas pretensões, levando-os a grandes caminhadas, ainda que longe da fiel realidade de um real naturalismo consciente de interação universal. Entretanto, a grande maioria, e i…

PAPO FURADO

Hoje, como a muito não acontecia, estou me sentindo ansiosa, inquieta, sem paciência, com vontade de ficar quietinha, sem escutar quem quer que seja, e por mais que respire profundamente, não melhoro, e, então, recorro as minhas letrinhas, buscando um pouco de solidão, mas qual nada, parece que o mundo inteiro precisa de algo de mim, em um chacoalhar de perguntas que sinceramente estão me colocando louca nesta tarde de segunda–feira nublada, em que preciso recorrer a tudo que aprendi em relação a regeneração emocional, para, assim, quem sabe, relaxar um pouco.Estou pensando se isto acontece com todo mundo em qualquer idade, ou mais frequentemente quando se está mais velho, em uma espécie de cansaço. Por falar nisso, lembro-me agora de DONANA, uma senhorinha maravilhosa, avó de meu marido, que conversando certa feita comigo, afirmou:- Estou cansada de viver, minha filha.Assustei-me, afinal ela era sempre tão cheia de energias, alegre, que me pareceu sem qualquer sentido, aquele desabaf…

O LIXO E O DESLEIXO DE TODOS NÒS

Todos os dias, juro a mim mesma que não vou escrever sobre política pública, no entanto, estou sempre mordendo a própria lingua, pois não consigo ficar omissa seja frente ao que de bom acontece, como o início do calçamento da rua do cemitério, que é aguardado há anos pelos moradores do local e por todos os cidadãos que poderiam utilizá-la como forma de escoamento ou encurtamento de trajeto, assim como frente ao contínuo pouco caso em relação ao recolhimento de lixo e monitoramento dele nas ruas internas, próximo das residencias.
Insisto neste assunto, pois é público e notório os danos provocados pelo acúmulo de dejetos de todas as naturezas, que permanecem em franca decomposiçao ao longo de meses e anos a céu aberto, atraindo um cem número de peçoentos que invadem as residências,c riando sérios problemas, sem esquecer que no período das chuvas, a urina dos ratos, misturada aos poços interminaveis de águas paradas por todos os cantos das ruas, transformam-se em mananciais de focos de…

MESTIÇA - GRAÇAS A DEUS

Neste instante, pensando na morte da bezerra, pois são duas horas de uma tarde infernal de calor e para não mal dizer o destino cruel que ainda hoje me faz trabalhar, busco lembranças a qualquer preço, para passar o tempo e não pensar na praia, na piscina ou mesmo na cama, ao deleite do ar condicionado e, então,lembro de minha juventude, meu Deus! como eu já fui bonita, com fartos cabelos negros cobrindo os meus ombros de pele morena, dourada do sol de Ipanema. É, mas o tempo passa inexoravelmente, ficando as recordações boas e generosas  como doces lembranças de uma juventude mais que linda, que eu tive de morena mestiça, cheia de graça, graças a Deus.Agora, aos sessenta, de cabelos curtos e louros para camuflar os totalmente brancos, ainda me sinto linda, mesmo não o sendo mais, ainda me vejo mestiça, mistura guerreira no sangue e na alma, ainda me sinto menina, alegre e bem disposta, se bem que vez por outra recorrendo às lembranças para colorir um pouco mais, tardes como esta, de …

Um enterro a cada instante

Quieta, aqui sentada diante do notbook, penso que ao longo dos últimos 46 anos já escrevi sobre quase tudo que pude observar em minha trajetória de vida. Nossa! São quase cinco décadas e eu ainda percebo que pouco escrevi, frente a diversidade de assuntos, sendo a maioria totalmente estranho ao meu alcance de conhecimentos. Alguns desses assuntos, eu adoraria  poder escrever, como por exemplo sobre as células tronco, neste avanço fantástico da medicina, ou sobre arquitetura e paisagismo, assuntos pelos quais me interesso desde a juventude, também escreveria com prazer sobre os esportes radicais, pois me fascina a ousadia daqueles que os praticam. No entanto, escrevi sobre a vida e também  sobre a morte, escrevi sobre DEUS e até sobre o DIABO, escrevi sobre o amor e também sobre a falta dele, e neste vai e vem de letrinhas e palavras, arrisquei  até escrever poemas, fazendo de mim,  então, uma sonhadora quase que perdida em meio a tantas mudanças  conceituais, que não me deram  tempo…