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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

FIM DE ANO

Pois é, o ano está terminando e eu ainda estou viva! Isto é maravilhoso, dada a realidade de que eu não sei o que existe lá do outro lado, que até pode ser fantástico como retratam os religiosos, mas, pelo sim pelo não, prefiro ir ficando por aqui, pois o terreno e o cheiro da merda já me são conhecidos, assim como os perfumes e todas as benécias que estar vivendo proporciona.
Este foi mais um ano extremamente gratificante, pois tive o privilégio de vivê-lo intensamente, levando em conta o número de novas pessoas com as quais pude conviver em minhas atividades, ampliando significativamente meu leque de conhecimento e entendimento sobre as pessoas, o que no meu caso particular é fundamental, pois para escrever, sejam as crônicas para o jornal ou para os livros, preciso sempre de subsídios reais, palpáveis, visto que sou antes de tudo uma atenta pesquisadora das posturas humanas.
Neste final de ano, meu aprendizado foi maior, porque centrei minhas atenções em mim mesma, mais do que o fiz …

APENAS PIPAS COLORIDAS

No dia 24 de setembro de 2009, descrevi através de uma crônica toda a emoção que senti ao longo de seis horas em que eu estive de pé, na maior parte do tempo, aplaudindo a cada vereador que erguia sua voz contra o abandono em que Itaparica foi exposta no decorrer dos meses anteriores, por parte de uma gestão que se mostrou sem qualquer compromisso maior com o povo, que no mínimo o elegeu. Hoje, quase três meses depois, volto a me emocionar, chegando a pensar que, de desgosto, teria um infarto ao constatar sem dó e sem piedade que sou uma abestalhada contumaz, absolutamente fora de uma realidade sistêmica onde certamente não há lugar, a não ser para ser usada, ou como boi de piranha ou como inocente útil, em um contexto que chamam de política, mas que na realidade é o resultado amargo e cruel da educação e do respeito cidadão que foram se perdendo ao longo dos anos, onde a banalidade se instalou, formando a morada da falta de respeito público, sob os auspícios de um judiciário no mínimo…

Natal que poucos sentem

Faltam apenas sete dias para o Natal e não consegui enxergar um só detalhe por toda a cidade que possa lembrar tão significativa data. E ainda dizem, os políticos é claro, que se importam com a preservação das culturas. É preciso paciência para conviver com esses senhores, que insistem em nos fazer de bobos, e o pior que é assim que nos comportamos. Naturalmente existirão mil justificativas a nosso favor em assim proceder e eles, muito espertos, baseiam-se exatamente em cada uma delas para deixar morrer cada detalhe que, mesmo que aparentemente pouco represente, certamente em se tratando da formação estrutural das personalidades, é de fundamental importância.Pouco a pouco ao longo das últimas décadas, todas as máscaras foram sendo tiradas, assim como cada simbolo que nos fazia pensar no quanto era bom ter com que sonhar. Porque natal é sonho, é fé, é a lembrança do ato de uma fraternidade que, mesmo sem querer, deixamos muitas vezes perdida em meio às correrias e dificuldadesde no nos…

DALILA

Garota pequena, magrinha, com o corpo ainda em evidente formação, surpreendeu-me pela capacidade em articular idéias e expô-las a esta velha senhora que teve o prazer de sentar-se a seu lado no espaço cultural Jangada Club, no dia da apresentação do projeto ESCOLA EM CENA.Durante um papo descontraído, a jovem filósofa diz que vai estudar medicina, principalmente por que deseja ser uma médica só para cuidar dos doentes de sua cidade, pois está cansada de ver os médicos do Hospital Geral de Itaparica, não se importarem com as pessoas sentindo dores e ficarem conversando, fazendo-os ter de esperar para serem atendidos.E ela disse:- Vou fazer diferente, quero defender esse povo que sofre. Quero ser igual ao Dr. Alfredo, este sim, se importa com as pessoas e suas dores.E há quem diga que criança não registra tudo que ouve, enxerga ou sente. Por isto e muito mais é que não desisto de pedir urgência na educação, pois as mentes brilhantes estão aí, aqui, por todos os lados, esperando um toque…

ESCOLA EM CENA

Há muitos anos, venho dedicando-me a escrever sobre a educação no Brasil, quase que como um grito de socorro pela inércia que fui constatando através de péssimos indices de aproveitamento, principalmente como os apresentados aqui na região nordeste, especialmente aqui na Bahia, que participar de uma iniciativa como a que estive presente no último dia 11 de dezembro de 2009, é mais que uma satisfação, pois é a certeza de que valeu por todo o tempo manter-me fiel a esta luta de resgate da paixão pela sagrada missão de ensinar educando.A iniciativa de professores em criar o projeto “Escola em Cena”, é sem dúvidas um presente não só às crianças e adolescentes de Itaparica, como a todo aquele que espera de um mestre a grandeza de suas reais possibilidades empreendedoras em levar à escola toda a sabedoria da criatividade humana, através das artes cênicas, expressão completa do homem no convívio social em suas inúmeras caracterizações adaptativas ao sistema, de forma sutil, mas positivamente…

CONFRATERNIZAÇÃO DO FÓRUM DAS ONGS

O Fórum das Ongs de Itaparica, na pessoa de sua presidente, Sra. Belisaura Freire, a nossa sempre querida e atuante DONA BELA, reuniu na noite de sexta-feira, dia 11 de dezembro, nos jardins da Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, em Itaparica, as presidentes e membros das ongs da cidade, além de amigos que apoiam as iniciativas sociais desenvolvidas por todo o tempo em absoluto bendito anonimato. Na ocasião, em meio ao som de músicas suaves e românticas, foram sorteados brindes aos presentes, além de serem agraciados com a belíssima voz da sra. Micheli, mãe do amigo François, que sempre está presente nas iniciativas culturais de apoio aos jovens carentes de nossa cidade.Na ocasião registramos também a presença de OMARA, FÁTIMA SARMENTO, CARLINHO DA PESCA, DALVA TAVARES, ANNA PAULA CARVALHO, Dr. VITAL – EX-PREF. DE ITAPARICA, VEREADOR VELOSO, JORGINA, ANTONIA, DINALVA- PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO ESTELA MARIS, IURI- MEMBRO DA ASSOCIAÇÃO DOS COMERCIANTES DA ORLA DE PONTA DE AREIA , mem…

O Natal está chegando

Faltam 11 dias para o Natal, mais um ano que chega ao fim e eu, é claro, como todo mundo, estou animadíssima, já pensando se asso um Peru, Chester ou “aquele pernil”.Todo mundo? Olha só que generalização alienada! Quem dera que assim fosse em cada local deste mundo de meu Deus. Entretanto, a realidade é bem diferente, pois o número daqueles que estão fora desta possibilidade gastronômica é assustador, levando-me, então, a pensar que o Deus no qual me apoio, e que creio ser o responsável pela minha permanente fartura, certamente não é o mesmo que permite a fome e a miséria. Afinal, por que o faria?Qual a explicação possível de ser considerada com bom senso?Em cada seita ou religião, certamente existe uma argumentação, impossível de ser contestada, mas como sou teimosa e não me convenço facilmente, ainda não pude aceitar nenhuma delas, porque simplesmente se o fizesse, teria também em crer que já nascemos com nossos destinos traçados, e aí, bem… tudo passaria a ser pré- determinado e eu…

SONO. Descanso Bendito

imagem: saudedofuturo.files.wordpress.com
Venho constatando há muito tempo em conversas, em sua maioria informais, que as pessoas não estão dormindo ou tendo sonos picados, que as deixam com a sensação de cansaço, irritabilidade e muita lentidão, tanto física como mental. Penso, então, que as alterações posturais que vieram se desenvolvendo nos últimos cinquenta anos, são resultados desta síndrome em dormir mal, que por sua vez é resultante de uma busca de adaptabilidade que a criatura humana vem empreendendo frente as variantes científicas e tecnológicas, que cada vez mais rápidas se apresentam, induzindo assim mudanças substanciais nos conceitos até então recebidos.Os padrões se modificam sem qualquer aviso prévio, obrigando a criatura a permanecer por todo o tempo correndo atrás de algo e fazendo-a crer que o não conseguir significará o fim de sua vida social, ou melhor dizendo, se tornará um fracasso dentro do sistema e consequentemente será excluída e permanecerá à margem desse m…

Disciplina

imagem: www.nato.int
Existem profissões que necessariamente precisam que atreladas a elas esteja o DOM, ingrediente básico que direciona a criatura ao talento, entretanto, em qualquer profissão, com ou sem dom, o talento pode ser desenvolvido se houver dedicação, pois é sabido que somos um enorme e poderoso manancial de potencialidade.Creio que o DOM, nada mais é que uma profunda afinidade nata que, por ser expontânea, dispensa cursos, faculdades ou grandes aprendizados para o seu despertar.Todavia, este recurso, assim como cada um de nós, é diferenciado e, portanto, único, precisando que o adaptemos à nossa natureza exclusiva para que ao longo de um esforço cotidiano se confunda com o nosso todo de pessoa completa, ao ponto de não ser possível separar o DOM de quem o tem.E a isso, chamo disciplina, que se bem aplicada resulta em grandes realizações, que a todos é capaz de seduzir em sua capacidade produtiva, assim como na naturalidade em que se apresenta, no entanto, sem revelar, sen…

Moleca Feliz

imagem: vinteetresetrinta.files.wordpress.com
O ruim do calor, para mim que não gosta de dormir com ar condicionado, é justo acordar pela manhã molhada, com a pele oleosa e com a sensação de estar suja. Corro para o chuveiro e pouco depois novamente a mesma impressão, e o jeito é me acostumar, tocando a vida pra frente, sentindo a nuca molhada, os seios úmidos, o corpo pesado e muita preguiça .Saio para trabalhar, por que ainda não encontrei outra forma de trocar a obrigação pela devoção de permanecer na praia, curtindo aquela água meio morna, aquele coco gelado e o não fazer nada que, cá prá nós, é fantástico, principalmente se a ela for adicionado uma pitada de molecagem e outra de irresponsabilidade de estar matando o trabalho.Creio que são estes momentos safados e egoístas, onde só pensamos em nós mesmos e que o mundo se exploda, que nos fazem mais alegres, menos amargos e absolutamente responsáveis diante de um dia-a-dia que pode ser muito tedioso em tempos de fim de ano, reple…

Falando de mim

Hoje é domingo e estou junto ao meu notebook, pensando que por toda a minha vida escrevi sobre tudo que enxerguei, ouvi ou senti, escrevi até mesmo pelo que percebi camuflado nas posturas das pessoas conhecidas minhas ou não, abusei de meu direito em entender as emoções que mapeiam os sentimentos e comportamentos de todos nós e não consigo escrever sobre mim mesma, sequer consigo delinear um pequeno perfil, pois em todas as vezes que tento, como agora, vejo-me apenas como uma pessoa comum, sem qualquer atrativo que leve alguém a se interessar e muito menos que queira ler sobre mim.Á primeira vista, tudo que acabei de escrever pode parecer um reflexo nítido de uma autodepreciação, insegurança pessoal ou coisa que o valha, diriam os mestres da psicologia, mas isto não é real, crendo eu apenas se tratar de uma conscientização pessoal, após anos e anos de pesquisas de que por todo o tempo descrevi aspectos de minhas estruturas físicas, biológicas e emocionais através de cada estudo que …

Ferida aberta

O carro parece ter vida própria, levando-me pelas ruas nem sempre com seus calçamentos adequados, nem sempre devidamente limpa, oferecendo-me uma sensação de abandono que faz doer meus sentimentos amorosos por esta terra linda que me recebeu com respeito e carinho. Olho ao redor por onde passo e não consigo enxergar qualquer traço de cuidados que ela deveria estar recebendo e, por conseguinte, falta-lhe brilho e dinamismo. Tudo me parece parado, inerte. Olho para algumas pessoas tomando sorvete na praça da quitanda e não percebo qualquer traço de alegria, afinal a tarde esta ensolarada e o mar à frente reluz em sua grandeza.A cada esquina o lixo se amontoa e os únicos que parecem se importar são os cães, que o revira pasmacentamente, espalhando-o aos olhos de qualquer um. Os jardins estão ressequidos, as gramas amareladas, expostos a um calor que já sufoca neste final de ano sem pespectivas. Nada faz lembrar um Natal tão próximo e tudo me faz pensar que deveria ser diferente.Fecho en…

Ausência

Aonde estão as jovens mulheres que raramente encontro, seja lá onde eu for convidada? Aquela meninas na faixa dos vinte e poucos anos? Incrível!… parece que todas estão sempre muito ocupadas ou sei lá o quê. O que sei é o que vejo e o que vejo por onde ando são as mulheres mais maduras sempre muito ativas e participantes. As jovens, quando aparecem, geralmente é por que fazem parte de algum quadro funcional da prefeitura ou estado e, portanto, estão presentes pela força de suas funções profissionais e não puramente por estarem interessadas neste ou naquele assunto de sua cidade ou comunidade.Só nesta semana, compareci a três eventos, absolutamente diferentes em suas proposições, e novamente pude observar a total ausência das “moçoilas”, e isto me chamou a atenção mais uma vez, por onde, afinal, andam as nossas lindas, que são muitas, por que as vejo por todo o tempo, enquanto circulo pela cidade ou simplesmente enquanto sentada à porta de minha loja observo aqueles que passam. É, eu a…

O resgate da cultura...

imagem: anaisatoledo.files.wordpress.com

As pessoas dizem:

- A cultura está morrendo.

É verdade... são poucas as comunidades por este Brasil a fora que preservam suas tradições de origem, com o cuidado de repassá-las aos mais jovens de forma expontânea como deve ser, seguindo tão somente hábitos e costumes que determinam estações de plantio, colheita, adoração a santos(as) de devoção, costume que preserva viva uma interação participativa que, se bem observada, mantém a criatura com laços afetivos mais consistentes em relação à sua terra, suas origens e sua gente.

Quanto mais próxima a cidade estiver dos núcleos metropolitanos, mais desgarrada ela se apresenta de qualquer vínculo de tradição, restando tão somente a comemoração de determinados festejos por força de um calendário local, normalmente ligado às escolas e prefeituras, mas sem que haja de verdade uma participação voluntária e consciente.

Geralmente, para espanto de pesquisadores como eu, os participantes, em sua maioria jovens, …

Convivendo

imagem: religareterapias.files.wordpress.com
Em meio às atividades cotidianas, somos levados pelas circunstâncias, seja de trabalho ou mesmo de simples e corriqueira convivência, a conhecer ou apenas tratar com uma gama imensa de criaturas, absolutamente diferentes, o que para mim é muito gratificante, na medida em que posso descortinar em cada uma delas mais e mais facetas da personalidade humana, o que enriquece e ao mesmo tempo reafirma o meu entendimento quanto a total inadequação em que a criatura se encontra no convívio consigo mesma e com os demais de uma forma totalmente desnecessária se pudesse ter o entendimento de suas reais necessidades, sejam elas emocionais ou puramente sistêmicas, conhecimento que daria a criatura a palpável sensação de paz interior, aliviando todos os riscos de tensões desnecessárias, que afinal são acumuladas em uma absorção aleatória, sem qualquer critério seletivo.No decorrer de minha longa pesquisa, tenho buscado o reconhecimento de cada uma das emo…

Apenas um toque e nada mais

Estar inserida no contexto político de uma cidade, seja ela de que proporção geográfica for, é sempre muito complexo e extremamente difícil para qualquer pessoa que de verdade esteja embuida em desenvolver um trabalho sério e com mobilidade mais precisa e rápida.Tudo é muito emperrado, repleto de burocracias absolutamente em sua maioria dispensável e manipuladas por criaturas totalmente desestimuladas, até mesmo pela inconsistência das mesmas na prática que adquirem, dia após dia em ambientes apáticos e sem qualquer objetivo motivador. E todo e qualquer ser humano precisa de estímulos que o impulsione a desenvolover a sua criatividade pessoal que, afinal, reside em cada uma delas.Então, tudo é muito devagar, sem personalidade e consequentemente sem qualquer toque de traço pessoal que favoreça o intercâmbio processo/ser humano. Daí, tantas reclamações de todo aquele que precisa em algum momento da solução de um problema junto a qualquer orgão público, seja municipal, estadual ou federa…

Sempre surpreendente

Na qualidade de filósofa social e pesquisadora dos comportamentos humanos, sinto-me gratificada à cada aspecto que consigo identificar, sem, no entanto, deixar de me surpreender e, em muitas ocasiões, sinto uma ponta de desânimo que logo supero, pois recorro ao bom senso quanto ao entendimento de que, afinal, as pessoas são únicas e absolutamente diferentes, e que esta diversidade nem sempre é resultado de culturas diferenciadas que determinam valores e estes posturas sociais, assim como cada uma representa uma forma exclusiva quanto a absorção, filtragem e, por fim, entendimento das infindáveis informações e induções recebidas pelo sistema, criado e mantido por cada uma delas.Confesso que em determinados momentos, ainda fico surpreendida, buscando imediatamente o entendimento através de uma pesquisa sobre a criatura em questão em seu histórico de vivência, sem, no entanto, em momento algum ter encontrado uma única explicação que me parecesse lógica à uma justificativa de determina…