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Mostrando postagens de Janeiro, 2018

Que coisa, viu! ...

Não importa o quanto tenhamos nos esforçado para nos tornarmos pessoas melhores em nossos cotidianos, pois somos a cada instante bombardeados com as inadequações que o sistema social nos impõe e, quando menos esperamos, lá estamos nós, como crianças despreparadas, inserindo-nos em tudo quanto sabemos não ser o ideal. Daí a necessidade permanente da vigilância, não como ações paranoicas, mas simples e descomplicadas atenções amorosas a favor de nós mesmos, como uma espécie de vacina periódica que nos protege da tentação de copiarmos, por esta ou aquela razão, tudo quanto destrói a paz que devemos manter como base de equilíbrio para enfrentamentos inevitáveis, como perdas de todos os níveis que certamente em algum momento todos estamos expostos a ter. É preciso ter cuidado com os quinhões alheios que se apresentam por todo o tempo como convites aparentemente irresistíveis, para nos tirar do rumo de nossas próprias vidas. Não somos à palmatória do mundo e, tão pouco, vítimas dele, apenas es…

ELE TINHA RAZÃO

Em um certo dia, um líder comunitário escreveu em rede social que eu e outros mais não passávamos de ativistas das letras,  ou seja, ativistas das redes sociais e da mídia em geral. Quando li, fiquei profundamente ofendida, pois passei grande parte de minha vida lutando com minhas letras e voz em prol de mais justiça social, todavia, na medida em que o tempo foi passando, a minha mágoa foi sendo substituída pela bendita lógica, como faço  com o tudo mais, ao ponto de, neste momento, reconhecer publicamente que ele tinha razão, afinal, sempre evitei passeatas, reuniões frente as costumeiras tragédias, enfim, portei-me como uma observadora atenta que, em seguida, tirava minhas conclusões, baseadas em tudo que via ou ouvia, ciente de que desta forma eu me colocaria isenta das emoções que estas situações podem fazer disparar em nossas mentes e que tiram grande parte da capacidade de se refletir sobre os vários ângulos que todo fato apresenta.  Optei em ser o que sempre fui, uma cronista que…

TUDO OU NADA.

Vivi tantas experiências neste meu longo aprendizado de vida, mas foi o meu sempre interesse no estudo dos grandes pensadores da história, com suas curiosidades e constantes buscas dos conhecimentos que envolvem a existência humana e suas relações que me levaram a querer estudar filosofia. Que grata experiência!! A partir daí, nada mais foi como antes; fiz da filosofia mais que uma ampliação de meus conhecimentos, mas com certeza um caminho mais lúcido para um entendimento pessoal, muito mais esclarecedor, pois conseguia me enxergar sob vários ângulos, traçando um perfil bem mais real, quebrando assim o velho e corroído vício sistêmico de, tão somente, isto ou aquilo, bem ou mal, tudo ou nada. E pensando nisso, penso na política e nos políticos, lembrando aos meus amigos que a lógica de seus bailados de ascensão e manutenção de suas conquistas, neste aspecto, jamais atenderá aos anseios de cada um de nós, simples mortais. Olhando e pensando mais próximo, bem aqui em nossa Ilha de Itaparic…

POMBA LERDA

Às vezes ao longo de minha vida, pensei e me senti como se não fosse deste mundo. Meu estranhamento advinha da minha constante sensação em não me sentir devidamente integrada ou compreendendo o cerne dos objetivos da maioria das experiências nas quais as outras pessoas esperavam me ver integrada. “Desce do mundo da lua”, dizia constantemente minha mãe. “Acorda mãe”, em que mundo a senhora está? Afirmativa sempre na ponta da língua de minha filha. E por aí vão as críticas em relação a minha inexplicável, mas persistente, “viagem mental” e olha que sem precisar de nenhum tipo de aditivo alucinógeno. Fico imaginando se eu em algum momento fumasse um back, aí é que eu faria um tour sem limites. Mas falando sério, penso o que seria de mim, neste louco mundo se não houvessem estas escapulidas, tipo férias de momentos, instantes e até horas em que eu simplesmente me transmuto, sei lá para onde, mas que com certeza não se trata de lugares ruins, pois sempre retorno mais tranquila e inspirada me sin…

FIM DE TARDE

Quietinha lendo os comentários nas redes sociais e, ao mesmo tempo, ouvindo os deliciosos sons dos pássaros despedindo-se de mais um dia ensolarado e sentindo as brisas marinhas que, insistentes, fazem curva para, tão somente, me tocarem. Então, degustando esta delicada maravilha, fico tentada a pensar que sem sentir a vida nas suas peculiaridades fica difícil para qualquer ser humano, sair de dentro de si mesmo para, pelo menos, tentar compreender o tudo mais. Mas quem tem tempo em meio a tantas outras atrações, ir ao encontro do belo, do simples do apenas vida? Os pássaros defecam nas roupas do varal, seus sons podem ser tão barulhentos que em muitos momentos incomodam. As brisas insistentes só são percebidas quando transformadas em ventos fortes que, geralmente, são sentidas nas orlas, desarrumando os cabelos e levantando areia. Como enxergar um belo jardim se não for através da inveja dos canteiros coloridos dos vizinhos. Então, como adentrar nas emoções alheias se sequer é possível se…
SURREAL, na falta de uma palavra mais adequada para definir o espetáculo das diferenças sistêmicas que se apresentou no Paço municipal de Itaparica, nesta manhã de 15 de janeiro de 2018, quando da posse da nova Secretária de saúde, senhora Estela de Souza. Minhas observações são resultadas de um espanto generalizado de uma representação pra lá de inimaginável em uma terra abandonada pelos poderes públicos e que, como resultado, fez nascer e se desenvolver um povo acanhado, sofrido e marginalizado, incapaz de ter voz ativa associado à sensatez da busca do que acredita ser os seus direitos. Enquanto, uma elite frajola, elegante, cheirosa e desconhecida à cidade e ignorante das reais necessidades da mesma, discursava no salão imperial, aplaudindo a si mesmo, meia dúzia de oposicionistas gritavam palavras de ordem em nome de um povo acovardado que se escondia atrás de muros e janelas, incapazes de ter voz ativa, além do anonimato das esquinas, bares e corredores, numa expressividade indubi…

HGI, INÉRCIA, ATÉ QUANDO?

Entra ano e sai ano e a problemática em relação ao HGI é sempre crescente, na mesma proporção da inércia de cada cidadão que não pensa que um dia pode vir a precisar da emergência daquele hospital, que é único na região.
“Pimenta só arde no olho alheio”, mas até mesmo aquele, cujos olhos foram atingidos, se calará frente às suas dores ou perdas.
Autoridades locais, coniventes com o descaso do governo Estadual, que insiste em trocar de gestão administrativa como paliativo às demandas ou, o que é pior, para atender politicamente a um novo grupo, sem que haja reais alterações no estabelecimento de uma nova visão de atendimento, alterando procedimentos para atender à crescente demanda.
Se o povo não se articular nas suas comunidades, colhendo assinaturas para que se possa dar entrada no MP, assim como fazer uma manifestação em Bom Despacho e depois no pátio do Hospital com a presença da mídia da capital, com certeza, ficaremos de braços cruzados, apreciando mais uma troca de seis por meia dú…

SIMPLES e COMPLICADO

A falta do senso de cidadania, aliado ao hábito arraigado da submissão social, imposta pelo chicote, a espada e a dominação psicológica, fez do povo brasileiro uma massa manobrável, quase que incapaz de compreender que, sem direitos, não há deveres bem cumpridos. Para sobreviver a um contínuo assédio manipulador, cada cidadão foi desenvolvendo com recursos próprios suas defesas e dando a elas o nome de “jeitinho”; esta receita foi se alastrando ao ponto de hoje estarmos vivendo a “era do jeitinho”, onde nada, absolutamente nada, funciona sem que ele esteja presente, beneficiando um lado em detrimento de outro. Enquanto fomos dando os nossos jeitinhos, perdemos sem que nos apercebêssemos a capacidade do aperfeiçoamento, da disputa através dos conhecimentos e talentos, da conquista por méritos, pura e simplesmente para sermos gigolôs de nós mesmos, vendendo nossas ideias e ideais, geralmente por uns trocados que mal pagam a nossa sobrevivência. Fomos doutrinados a acreditar que ao lutarmos…

ASAS QUEBRADAS

O pássaro desgovernou-se, suas asas feridas não foram capazes de sustentar o plainar de seu voo. E assim somos nós, quando feridos, tornamo-nos incapazes de mantermos o rumo e o prumo do nosso caminhar, por mais que o queiramos. A diferença entre nós e o pássaro é que ele, só tem o físico para cuidar, pois seus sentidos aguçados, bem mais poderosos que os nossos, encontram o alimento o pouso e o plainar que mais lhe é apropriado, sem dúvidas, desvios ou variantes que o tire do rumo, além das tempestades, do fogo e das agressões predatórias, geralmente, oriundas dos humanos. Ontem, testemunhei diante da escola Arco Iris, a perversidade humana, através de três adolescentes que, insistentes, tentavam com pedras esmagar os ariscos pássaros que ciscavam ao pé da árvore, evidenciando, a falta de empatia para com a vida, desvio comportamental que afeta o ambiente como um todo, criando arestas e fendas por onde o desequilíbrio se instala, como asas quebradas emocionais que flagelam o físico, o p…

FALA SÉRIO...

O tempo vai passando e a gente vai se enfarando de algumas corriqueiras situações que dantes nos pareciam absolutamente dentro do contexto de nossas formas de tocar as nossas vidinhas. E aí, se em alguns aspectos éramos sistemáticos, aos poucos vamos intensificando esta característica de nossas personalidades e, como se fosse assim, de repente, percebemos que nos tornamos chatos e, diante desta constatação, se somos educados, tentamos disfarçar, mas pelo amor de Deus, fala sério... Penso, então, que não é à toa que existem as aposentadorias, justo para livrar-nos da irritante repetitividade de todos os dias vivenciarmos uma rotina para lá de enfadonha, mesmo que o prazer norteie o que fazemos. Esta mesmice irritante, acontece em algum momento de nossas vidas e atinge inevitavelmente todos os aspectos repetitivos, e não me venham dizer que não é bem assim, porque é exatamente assim, seja num casamento longo, que gostaríamos de tirar férias, seja com as manias insuportáveis de nossos filho…

PÓ DE ARROZ

Que coisa, viu!!! De repente é bem capaz de mais ninguém lembrar deste produto tão utilizado pelas mulheres até meados dos anos setenta. Paguei o mico mais absurdo do mundo, procurando nas farmácias os benditos “pó de arroz” que ganharam outros nomes mais atualizados e, até mesmo, chiques por estar em inglês, mas que na realidade é o mesmo pozinho delicado que colocamos após a base em nossos rostos. Pensando nisso, lembro do tudo mais que permaneceu igual, mas com nova nomenclatura, assim como, penso fazendo uma analogia com a linguagem entre pessoas, que apesar de representarem exatamente suas intenções, ganharam expressões modernas que confundem o desavisado, tipo eu, por exemplo. Sou o que se poderia comparar com uma “porca espanada”, sempre fora destas mudanças sistêmicas, mas pelo menos, sem vergonha de dizer: - O que é isso mesmo? Claro que para os descolados, antenados e ligadões em tudo e em todos, sou uma toupeira, mas e daí, quem disse que quero concorrer ao título de esperta? - A…

NÃO ME PERTENCE MAIS...

Amanheci depois de uma noite abreviada, afinal, como não ficar acordada para ouvir os fogos da passagem para um novo ano?
Sair, nem pensar, afinal, jamais gostei de aglomerações, preferindo a tranquilidade em poder assistir a grandiosidade dos fogos na Praia de Copacabana e ouvir a minha vizinhança que este ano, assim como eu, optou em permanecer em casa, comendo seus churrasquinhos, bebendo suas cervejas e ouvindo, desta vez, graças a Deus, boas músicas e numa altura suportável.
Minha casa também bombou, tem gente pra todo lado, mas a casa é grande e a nossa felicidade em tê-los, maior ainda.
Ontem, depois das 11 horas, quando todos saíram para ir assistir ao show, eu e meu Roberto, sentamos na varanda e, como de costume, fizemos nossa resenha de um tudo, um pouco, inclusive, agradecendo a Deus por estarmos vivos e ainda produtivos, além de felizes.
Reconhecemos que já não podemos nos dar ao desfrute dos exageros que dantes nos pareciam normais, como comer e beber qualquer coisa, pois o …