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Mostrando postagens de Junho, 2018

AUTO ENTENDIMENTO

Não acredito em mudanças radicais como se fosse possível a alguém, na prática, reformar o quase destruído e estabelecer o nada realizado, tendo como recursos a limitação do tempo de quatro anos, a burocracia pública, a incompetência que geralmente é uma característica e a diversidade complexa das demandas de décadas. Reservo ao meu entendimento, tão somente, a capacidade de um alguém, muito bem assessorado, imprimir um ritmo ininterrupto de reparos paralelos à novas iniciativas. Pensemos nisto, antes de acreditarmos nos inesgotáveis pós de ouro, oferecidos pelos candidatos em campanha ou de cobrarmos as promessas impossíveis de serem realizadas pelos mesmos ao ser eleitos. É preciso que a gente aprenda a observar, analisar, para escolher com mais consciência nossos gestores, para que não seja preciso, como quase sempre acontece, engolir as frustrações dos engodos nos quais, nós mesmos, nos permitimos experimentar com a nossa sempre insensatez cidadã.

ENVELHECER, PARA QUÊ?

Pois é, esta é uma boa pergunta, afinal, se formos pensar utilizando a lógica como atuante principal, chegaremos à conclusão que o envelhecimento só presta na medida em que alguns de nós evoluem em seu campo mental de entendimento e vai se tornando mais esclarecido em relação ao seu papel no mundo, assim como o dos demais. O doloroso é quando precisamos reconhecer nossas próprias inadequações vivenciais e é justo neste processo inicial, capaz de abrir espaço para os demais, que a maioria breca e se acomoda, seja como um ser que se decrépita rapidamente ou busca a fuga do retrocesso, não aceitando o inevitável. O ponto somatório de equilíbrio das experiências vividas com a constatação crítica de sua atuação em suas variantes, transforma a criatura humana no seu processo de envelhecimento num ser capaz de enxergar sem nuvens de camuflagem, suas e todas as demais situações que se apresentarem de forma mais lúcida, o que lhe confere graças à vaidade que lhe caracteriza nas sociedades de con…

O FIO ÓTICO DOS RELACIONAMENTOS

Em regra geral, é o quanto basta para simpatizarmos ou não com alguém, sensibilidade dos sentidos que geralmente não muda ao longo do passar do tempo, nem quando as circunstâncias formalizam um encontro presencial, onde o anonimato da internet não está presente. Pelo menos tem sido assim comigo em todos estes anos de facebook, onde arrebanhei inúmeros parceiros, sendo que alguns deles tive o privilégio de vir a conhecer pessoalmente e não me decepcionei. Entretanto, outros que já conhecia e que migraram para um convívio online foram se perdendo porque, inegavelmente, nada é mais revelador que uma convivência contínua, pois o policiamento consciente de gestos e posturas, palavras e atitudes, vai se aliciando a uma acomodação absolutamente natural, face a familiaridade que se estabelece. E aí, deixamos transparecer detalhes fundamentais da personalidade que fazem toda a diferença e que são determinantes para que gostemos ou não do convívio. Acredito muito nas vibrações energéticas que trans…
INSÔNIA SAFADA Pois é, logo comigo que sempre me gabei de dormir maravilhosamente. Naturalmente, não fujo à regra e me incluo nos fundamentos do ditado popular: “sempre há uma primeira vez”. No entanto, precisava ser num domingo, tendo eu que acordar bem cedo para trabalhar? Minha mente resolveu rebobinar uma vida inteira, e cá estou tentando botar ordem na safada que não está nem aí para a minha aflição por estar acordada como uma coruja esperta em plena madrugada. Mas se ela pensa que vou resistir, tão somente para ela me sacanear adicionando uma boa pitada de ansiedade à minha insônia, está totalmente enganada, afinal, sou pirracenta que nem ela e, numa boa, vou escrevendo e escrevendo sem olhar para o relógio e assim, talvez quem sabe, o sono apareça e eu, finalmente, possa dormir. Do contrário, quando cansar, ligo a TV e deito no sofá, e aí, aquele barulhinho pode me favorecer, mas se o dia amanhecer e, ainda assim, eu estiver acordada, não me farei de rogada, corro para o quarto, de…

SÃO JOÃO, CADÊ VOCÊ?

Este ano, as comemorações foram fragmentadas pelo medo que assola a todos nós em nossas cidades, umas mais outras menos, mas todas, indiscutivelmente, tomadas pela violência, fazendo de cada cidadão brasileiro um refém e sempre vítima de um sistema de força e poder, que se desenvolveu e se fortaleceu na medida em que a UNIÃO DOS ESTADOS BRASILEIROS se enfraqueceu através da corrupção que, como cupim, corroendo até mesmo as cascas de suas instituições, que não foram poupadas. Penso, então, que tudo nesta vida tem no mínimo dois lados, o bom e o ruim, e neste caso, e em tantos outros, talvez sirva de resgate ao bendito convívio de famílias e amigos nas ruas e nas comunidades, fazendo aflorar doridamente uma fraternidade que há muito se perdeu. Quem sabe se a moda pega e voltemos a olhar nos olhos uns dos outros, fazendo da convivência passos seguros de aprendizado, abrindo espaço nas nossas vidas e em nossas consciências da importância do outro, encontrando nele as diferenças que nos comp…

RAZÃO E SENSIBILIDADE ...

Sozinha em meu cantinho encantado e tendo diante de mim a tela do computador, ainda tenho a opção de olhar à minha direita e ver descortinar-se o verde bendito de meu jardim, fonte inesgotável de inspiração. Quem me lê sobre ele, pode até imaginar tratar-se de um chiquetoso recanto produzido pelas mãos de um ilustre paisagista, mas na realidade, ele é resultado de uma natureza rústica, diversa, quase selvagem, mas de uma singeleza absolutamente envolvente, fazendo com que os pássaros dele façam o seu mais constante reduto em busca das frutas e das seivas que os alimentam. E é nesta paz de diferentes tons e aromas que também eu encontro a sensibilidade para fazer de cada brisa, que faz balançar os galhos, impulso bendito para manter desperto em mim o gozo também constante de me sentir existindo, numa gratidão silenciosa, mas suficientemente forte para me manter unida à emoção da alegria, fonte de equilíbrio que me abastece da razão absoluta de me sentir amada pela vida.

FULEIRO, SIM SENHOR...

Sem valor, ordinário, reles. Segundo Aurélio, estes são os sinônimos referentes a fuleiro, palavra que as vezes uso em meus escritos e, até mesmo, quando me olho no espelho e percebo que estou mal vestida ou quando vejo mulheres batendo boca em público como se fossem briguentas de beira de rio ou de algum cortiço de qualquer cidade populosa. Hoje em dia, acrescentei o fuleiro ao meu país, e isto é uma falácia horrorosa que confesso vez por outro expresso, quando na realidade, o povo brasileiro é que é fuleiro na medida em que foi aceitando e se associando a um sistema de governar falido, provocando o flagelamento das instituições e de suas próprias vidas. Trocou o direito em ter qualidade de vida, na sua mais básica expressão, por meia dúzia de coisas que fazem parte de um consumo doméstico, esquecendo-se que o verdadeiro ganho de conquistas advém do acesso a uma educação de qualidade, amparada numa saúde plena e num habitat decente, onde todos de uma família possam crescer através de i…

E aí,

E aí, digo para mim mesma que não vou torcer pelo Brasil em porcaria de nenhuma copa e mesmo fazendo companhia a meu Roberto na sala, insisto em só olhar para o celular respondendo e mandando mensagens, se bem que por enquanto, a bola não está rolando e apenas o chato do Galvão e os robôs, Casa Grande e Ronaldinho, preenchem a tela da TV. Esta é a minha forma de protesto pelo meu Brasil que amo e que está todo arrebentado, com seu povo ora passando fome, ora se matando ora tentando sobreviver em meio a todo um caos de improbidades que se instalou, mas aí, o juiz apita, dou uma olhadinha e imediatamente me vejo sorrindo e deixando o celular no lado da poltrona, porque afinal, sou brasileira sem vergonha, apaixonada e vibrante, rogando a Deus por minha terra, pois sou gente com vontade de chorar, gritar e sorrir ao mesmo tempo, pelo imenso orgulho que sinto e que, filha da puta de político ladrão nenhum, há de sufocar. Ganhando ou perdendo, serei sempre fiel torcedora do meu Brasil.

COMUNICADO

Comunico aos amigos do faceboock que não autorizo a nenhum canal de rede social a colocar qualquer alteração nos meus escritos, inclusive ilustrações, quando os compartilham, sem prévia autorização, pois podem oferecer conotações particularizadas que, infelizmente, não condiz com o meu perfil de comentarista, além de distorcer minhas intenções. Faço perguntas intrigantes com o objetivo de avaliar o grau de entendimento das pessoas sobre o assunto em questão e, ao mesmo tempo, abro espaço para outras pessoas, cujo grau de esclarecimentos se destacam, a fim de trocarmos entendimentos, o que é altamente benéfico, gratificante e se presta a um serviço de esclarecimento e informação à população. Não sou partidária e para quem me acompanha desde minha inserção nas redes sociais em 2009, conhece bem minha linha de observações que visa, tão somente, relevar as boas iniciativas e cobrar, respeitosamente, tudo quanto é esquecido pelo poder público. Quando digo que amo Itaparica sou enfática em re…

Para lugar algum...

Andando pela estrada poeirenta, olho o horizonte, sem fitar o céu. Vou começar a contar minhas passadas para saber o quanto ando para chegar a lugar algum. Não estou triste, apenas realista em relação ao meu horizonte, sempre tão distante, incapaz sou eu de alcança-lo. Enquanto isso, também olho ao redor e encontro frutos esperando ser colhidos, vez por outra avisto uma flor perdida e solitária e lá a deixo para encantar a outros. Sigo o meu caminho para lugar algum, além do meu velho conhecido, aonde reconheço a vida que se dispõe a mim, na sua singeleza que acolhe e me seduz. Lugar algum no fundo, lá distante, onde minhas passadas jamais chegarão, enquanto isso vou aproveitando o trajeto, muito rico e nem tão difícil para alcançar Em parceria com a energia Romero Sacozeth

QUE SE DANE O SISTEMA

Então, neste amanhecer de sábado junino e com a copa rolando na Rússia, na véspera do primeiro jogo do Brasil, euzinha, aqui na nossa querida Itaparica, escrevo sobre o que penso ser relevante, já que para torcer pelo Brasil, já existe muita gente. Penso no quanto nos deixamos seduzir pelos ouros de tolos que nos encantam por momentos específicos e nos flagelam na maior parte do tempo, transformando-nos no povo mais alegre e dançante do planeta, mas também, num país cujo povo é o maior inimigo de si mesmo. Também penso que não é nada fácil escapulir desta constante armadilha de um sistema malvado que nos domina, mas é possível, afinal, muitos como eu conseguiram separar os joios dos trigos, e os joios, são as alucinantes induções que tiram do cidadão brasileiro o senso primário de bem comum, levando-o a acreditar que dançar ao som de um trio elétrico, torcer por uma seleção ou qualquer coisa que o valha faz dele um cidadão participativo. Tudo isso é bom, não restam dúvidas, mas viver ape…

POIS É,

Pois é, estamos no século vinte e um, o homem já foi à lua há exatos cinquenta anos, o muro de Berlim foi derrubado, a Aids foi controlada, o mundo se globalizou através da internet, mas a criatura humana continua dura no entendimento de si mesma e do tudo mais, mesmo ostentando uma mente brilhante para as artes, ciências e tecnologia. Se observarmos o nosso país, aí é que o bicho pega, pois estamos anos luz de atraso se comparado a outros países, bem mais pobres de riquezas naturais, bem menores em seus territórios, bem mais complicados nos seus sistemas climáticos. A grosso modo, possuímos tudo que os demais ambicionam possuir, até mesmo os belos contornos das mulheres brasileiras, isso sem falar de nossa rica Amazônia, das nossas praias que mais lindas não há, das infinitas riquezas minerais, da fartura do petróleo e de tantos outros produtos disponíveis, que no frigir dos ovos, pouco tem servido para melhorar as condições reais de vida da maioria dos cidadãos, principalmente em se …

E AÍ

E AÍ, no recolhimento deliberado em que me encontro no meu paraíso particular de Ponta de Areia, penso nos meus atuais sentimentos que rejeitam sistematicamente meu retorno às atividades na Rádio Tupinambá, casa que por alguns anos sonhei e lutei para chegar e ficar, mesmo sem saber exatamente para quê, já que não havia em meu currículo, qualquer experiência na área. Era a mesma força estranha que por toda a minha vida havia me incentivado a novos desafios, sem muitos questionamentos, apenas um querer quase que irresponsável, uma vontade alucinante de, tão somente, lá estar. E como o tudo mais que me prestei na vida a exercer, tudo deu certo, nada se perdeu, mesmo quando nada mais havia aparentemente sobrado, lá estava eu, de volta aos meus quereres, achando simplesmente perfeito a chance de apenas ter vivido tamanha experiência. E como em outras tantas benditas experiências que deixo ou sou deixada, lanço em meu rosto lágrimas de antecipada saudade que, mais que rolarem e se perderem, e…

VEZ POR OUTRA

VEZ POR OUTRA,o assunto da unificação dos municípios de Itaparica e Vera Cruz vem à tona, numa discussão, para mim, absolutamente desnecessária frente à infinidade de problemas que nos assolam e que, notoriamente, somos incapazes de resolver, aliás, sequer somos capazes de cobrar solução que não seja de forma atabalhoada e geralmente com cunho de rivalidade política. Melhor seria se nos concentrássemos em nossas mazelas territoriais, buscando parceria com nossos vizinhos para juntos encontrarmos soluções que pudessem vir a alivia-las. Somos cidades sem saneamento básico na maioria das residências, sequer conseguimos, em décadas, calçar ruas e avenidas, nossas escolas estão anos luz de uma educação diferenciada da fraqueza encontrada no restante do país, nossa saúde é capenga, porque nunca foi prioridade para nossos governantes, nossa segurança é piada se pensarmos no efetivo da Polícia Militar e na inoperância constante da Polícia Civil. Ora bolas, até 01/01/2017, Vera Cruz estava jogada…

MÊS DE JUNHO

MÊS DE JUNHO, sempre muito especial na minha vida, afinal, representa o período do ano que sempre mais gostei, pois, apesar de beirar o inverno, ainda conserva o sol teimoso do outono, que, insistente, nos aquece. Junho, mês dos Santos e das fogueiras juninas, mês que realça os valores do Nordeste, sua linda e rica cultura, mês que celebra o amor e também o mês em que me casei. Junho, mês das mexericas, carambolas, do agrião, aipim e milho verde. Mês do marmelo, laranja-lima e da erva-doce. Mês da canjica, do bolo de fubá e do amendoim, mas também é o mês dos licores e do quentão. Façamos, portanto, deste junho tão farto e generoso, o nosso farnel de gratidão à vida, abraçando a liberdade que possuímos e fazendo dela nossa força e resistência. E viva o mês de junho, meio caminho deste bendito ano em que você e eu estamos vivos; e só por esta razão já devemos ser felizes.

QUE HORROR!

Que prazer é este que o ser humano tem em ver o outro se dar mal, principalmente se, por algum fator, favoreceu a vida deste alguém, mesmo que seja em menor proporção que a de si próprio. Que coisa horrorosa de se constatar em um local pequeno como o nosso, onde deveríamos torcer pelo sucesso uns dos outros. Inveja reprimida, oriunda de um profundo e constante sentimento de inferioridade que é autoalimentada com a derrocada dos demais. Por diversas vezes, externei minha tristeza por cada prisão, escândalos, exposições abusivas que atingiram muitas de nossas autoridades públicas e privadas, lamentando a ganância que se apoderou de cada um deles, tirando de nós o respeito necessário à figura pública. Isto não significa que sou a favor da impunidade, muito pelo contrário, apenas não fico feliz e não faço desta situação do antes e do depois, uma alegria pessoal, passando por cima como um trator desgovernado de cada um deles, como se eu fosse o pilar de tudo que é certo. Lamento a vinda da Pol…

A BANALIDADE DO MAL

Li, gostei e reproduzo este título para uma reflexão que faço em relação aos fakes que proliferaram nos últimos tempos como resgate da pequenez humana, tendo os poderes como hábitat, obedecendo a qualquer ordem sem qualquer contestação como escravos de algumas migalhas de atenção e dinheiro, contra os “opositores” sem qualquer discussão aos moldes das mais abomináveis ditaduras. Existem com um único objetivo que é o de confundir, tumultuar e desviar a atenção dos assuntos sérios em questão, deixando o campo livre para os seus senhores que, de chicote nas mãos como os capitães dos navios negreiros, fazem o povo dançar. Não há remorsos, nem crises de consciência, apenas o constante abuso com máscaras ou véus. Deixá-los falando sozinhos para que não tenham plateia para se lambuzarem, será sempre a melhor opção afim de neutralizá-los. Pessoas sérias, mostram a cara, buscam soluções, cometem acertos e erros e pagam por eles. Voluntários sem rostos, são fantasmas abusivos que comem por fora dos …

Mais uma madrugada...

Hoje amanheci absolutamente voltada ao meu interior de criatura humana em descompasso consigo mesma, acreditando haver em algum lugar deste mundo um cantinho que eu possa chamar de paz. A mesma paz que conheço como real e possível, mas que me é impossível estabelecer em minha existência sem que seja preciso abrir mão dos meus mais profundos sentimentos amorosos. Existem momentos, como o de agora, em que me questiono se tem valido a pena renunciar ao direito inalienável de viver em paz em função de uma simbiose de medo, insegurança, covardia, inércia e sei lá mais o quê. Por outro lado, deixei o tempo passar sem encontrar respostas ou, talvez, as tenha tido, mas não consegui ouvi-las ou não quis, por razões conhecidas, mas não enfrentadas. Mais uma madrugada de solidão, onde já não reside qualquer dor, apenas a conscientização de tempo perdido e falta de perspectivas, num ciclo que só será interrompido com a morte hora bem-vinda. Longe de ser um sintoma avançado de depressão, constato com a…

EU QUERIA TANTO

Poder em meus momentos de aflição, tristeza ou solidão ter um Deus Divino no qual eu pudesse me refugiar, buscando explicações para os meus desencantos de pessoa humana. EU QUERIA TANTO Acreditar, mas eu não consigo, minha mente alucinada por este universo imenso e misteriosos direciona meus entendimentos a outra dimensão, transformando a minha vida no poder maior de minhas soluções. EU QUERIA TANTO Justo para não me sentir deslocada, fora do lugar comum, como uma solitária árvore em meio à uma planície, dependendo, tão somente, de minhas decisões, amparando-me unicamente nas minhas forças, como se raízes profundas e resistentes eu tivesse para sustentar-me de pé. EU QUERIA TANTO Crer mais do que vejo e sinto, queria o lúdico, o plainar de minha liberdade, deixando as causas e os efeitos sob a responsabilidade de outrem e não apenas de mim. EU QUERIA TANTO Uma pequena parcela desta muleta Divina, mas não consigo, restando-me apenas a dureza de minha própria realidade de ser um ser descrente…

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PRIMEIRO QUADRIMESTRE DE 2018

Estive, como sempre, presente na Câmara Municipal de Itaparica por ocasião da prestação de contas que, diga-se de imediato, foi didaticamente explicada ao público presente, que se resumia em sua maioria a funcionários da própria prefeitura e assessores diretos da gestão. No entanto, todo o evento foi transmitido ao vivo pela sua Rádio Tupinambá FM. Acompanhei os itens apresentados com a mente aberta ao entendimento, mas reconhecendo as minhas limitações contábeis, deixando-me ao direito de apenas buscar dados que explicassem os gastos em relação à arrecadação que, na avaliação de pessoa comum do povo, pareceram-me elevados ao pensar na precariedade em que a cidade vem vivenciando o seu cotidiano. Em vista desta premissa, fui registrando algumas perguntas que as explicações da especialista em finanças, assim como a Controladora do município, não foram capazes de esclarecer, até porque, não cabia a nenhuma delas tecer considerações sobre as decisões da gestora em relação ao destino das ve…