quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O UNIVERSO


 
Estou como sempre neste horário, sozinha com os meus botões, com dizia minha inesquecível mãe e, no entanto, estou sentindo um cheiro suave de perfume que insiste em permanecer junto a mim, aguçando a minha curiosidade, já que a sala onde estou escrevendo, ainda está totalmente fechada e desta forma, os aromas magníficos lá do jardim, não poderiam adentrar com tanta insistência.

Levo minhas mãos até as narinas, afinal, lavei as mãos e poderia ser efeito do sabonete com o qual as lavei, mas não são elas que exalam perfume. Neste instante, percebo que o cheiro se intensifica e então, fecho os olhos e respiro fundo em uma postura de aceitação.

Sinto-me gratificada e aí, percebo que se trata de um presente do universo que, vendo-me dedicada aos meus escritos, solitariamente nesta madrugada de quinta-feira, manda-me este magnífico brinde que agora, em um impulso solidário, repasso à com vocês, esperando com esta minha singela atitude, que o tudo de bom que a vida possa oferecer, adentre em suas existências e que vocês, estejam com os seus corações se não calmos, pelo menos propícios ao recebimento, independentemente dos problemas corriqueiros ou excepcionais que estejam nublando os seus instantes de vida.

Afinal, sentir-se feliz é tão somente uma opção pessoal, já que a vida em toda a sua generosidade nos pertence e que, somente nós, somos capazes de oferecer a ela, a chance de se mostrar a cada instante, surpreendente.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

MISERICÓRDIA!!!!!



Ah! Meu pai ...
Suspire profundo na esperança de poder conter seu primeiro impulso de reagir negativamente, às formas sutis e perigosas em que, algumas pessoas repetem o que os demais falam, como se qualquer coisa, dita de alguém, fosse relevante em conversas de salão e, com elas ditas de forma inconsequentemente  distraídas e sem maldade, mas destituída de qualquer senso avaliativo das conseqüências, não viessem a causar danos, e estes,virem a ser totalmente irreversíveis aos ouvintes momentâneos
Inconsequência social, falta do que fazer ou dizer a respeito de si mesma, ou quem sabe, falta de estrutura emocional e racional em manter-se fora dos limites da pobreza de espírito.
Seja lá o que for, fofoca, comentários estúpidos em relação a outras pessoas é babaquice dos que estão mal com suas próprias vidas, afinal,, são pedras na vida de qualquer pessoa, não é mesmo?
E aí,
_VALHA-ME  DEUS E NOSSA SENHORA!!!!!
Tudo quanto se pode falar e pensar frente a este empecilho, vez por outra, no meio do caminho de  qualquer um de nós.
Que coisa heim!?
Louvado, portanto, seja Deus em sua misericórdia, freando a língua dos intriguentos e amansando o coração dos intrigados...

domingo, 25 de novembro de 2012

REFLETINDO


 
Foram sendo perdidos pelos meios dos caminhos desta humanidade descontente com sua própria existência tudo quando de naturalidade lhe pertencia, restando tão somente, como bandeira identificatória, sua escultura de ossos e carne, assim como, sua capacidade de sentir e de criar, não sem terem sido da mesma forma afetada, ora crendo precisar carregar nas cores das suas percepções, ora não imprimindo cores, por não conseguir enxerga-las nos originais, fazendo então das rotas cópias, pobres reproduções...

E entre falácias e firulas, segue-se criando alegorias, palácios dourados, cortinas de seda, almas rasgadas, pássaros perdidos que abrem espaço ao inevitável e fecham as portas do ponderável.
Que neste domingo de sol pleno,você consiga permanecer em paz.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ONDE ESTIVER A MENTE...


 
Esta é uma dilacerante paixão que invade todo o meu ser de criatura humana, destruindo preconceitos, arruinando velhos valores, libertando-me de forma brilhante e fazendo de mim, um alguém que se permite ao mesmo tempo em que se doa no direito de ir à busca de seu quinhão, que paciente espera, respeitosamente aguarda, minha chegada certa.

Em passos firmes que empreguei por todo sempre, rumo ao teu encontro com a paixão que me completa e entre suspiros, desejos e vergonha, dispo-me sem pudores e em teu corpo me aqueço e em tua alma me amparo e adormeço.

Feliz encontro, surpreendente momento, onde nossos cheiros mesmo distantes se fundiram, onde nossas peles sem se tocarem se reconheceram, onde nossos olhares indisfarçadamente se uniram, fazendo de nós, dois seres bem melhores e dando a nós um ao outro sem reservas.

 Ao invés de fugirmos temerosos ou assustados, corremos o risco e nos pusemos a incentivar, este doido amor que nos aprisiona e nos liberta em um único ciclo de perfeita liberdade, onde o ter e o ser de um gigantesco amor, não se resumem por nada e se completam em tudo.

Feliz de mim, feliz de você que podemos juntos ou separados sonhar, tocar e sentir uma louca paixão, fazendo dela um amor que colore a vida, enfeita os dias e de quebra, generoso, faz gozar.
Que nesta terça-feira onde tudo garante não haver novidades, você e sua paixão sejam as prioridades e, mesmo que estejam distantes ou separados, estejam unidos pelo cordão da imaginação, criando ambientes e sensações, onde o que mais importa é a certeza incontestável de que onde estiver a mente, se encontrará sempre a bendita emoção.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

SILÊNCIO BENDITO


 
Pouco a pouco a casa foi silenciando e os sons externos da natureza foram adentrando, enchendo os espaços e induzindo-me a pensar e a sentir que não havia mais paredes, qualquer barreira em uma transcendência natural.

De olhos fechados, pude escrever na mente tudo quanto agora, neste instante, sou capaz de registrar em palavras, buscando escrevê-las com toda a carga das emoções sentidas, pensando que talvez, seja esta a única capacidade do escrevinhador, que é justo, transcrever suas espantosas observações, antes de permitir seus envios ao seu próprio interior mental, criando assim a cada instante para si, a imortalidade explicitada em versos e prosa.

Bendito silêncio que faz de mim um ser imortal, instigando-me a ouvir bem mais que o corriqueiro, a sentir bem mais que o banal, a querer bem mais por todo o tempo sem, no entanto, instigar-me aos devaneios da brutal ansiedade que constrói miragens, cobrindo com seu véu invisível, as realidades.

Em dados momentos como acontece agora, a realidade dos sons e dos aromas são  tão reais a minha mente criativa, que interrompo a escrita e ponho-me a sentir o perfume abusado das rosas e a escutar os grilo afoitos que de tanto cantarem, dão-me a impressão de estarem  entre as fibras  de meus tapetes em um carnaval  de muita alegria, fazendo-me crer que através dos aromas e dos sons, transcendeu-se o tudo mais, e que, enfim, o tudo de bom, tornou-se uma coisa só.

Penso então em Deus, tão falado e esquecido, quase nunca é enxergado e muito menos sentido, seja no simples ou no comum do todo instante, e, muito menos, na transcendência da mente.

Que nesta sexta-feira, você que me lê neste instante, consiga despertar a sua vontade voluntária em desejar e buscar o seu silêncio bendito, fazendo com ele a sua viagem de vida e liberdade mental entre os sons e as cores, deste fim de outono magnífico.

 

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

OUTONO

 

Dentre todas as coisas que tenho vivido nos últimos anos desta minha vida pouco monótona, certamente estar em constante contato com as pessoas tem sido muitíssimo gratificante, além de representar um inestimável aprendizado.

Durante muitos anos, deliberadamente isolei-me na busca de poder reciclar-me sem que houvesse qualquer tipo de interferência externa que pudesse desvirtuar meus direcionamentos inerentes a imersão emocional que eu havia determinado a mim mesma, afinal, durante vinte longos anos, escrevi sobre as emoções com as quais nós, criaturinhas humanas, vamos reconhecendo em nossos comportamentos cotidianos, mas até então, não havia me imposto conhecer mais amiúde as minhas próprias.

Sabotagem pessoal que tantas vezes abordei em meus estudos, onde reconhecia com clareza o quanto o ser humano foge em enxergar-se, buscando camuflagens diversificadas no intuito de, tão somente, esconder o que representa em termos reais, fazendo do véu da camuflagem um abrigo aparentemente seguro contra a dor do reconhecimento que certamente por instinto natural, percebe que não será fácil entender e polir de seu modo de ser e de agir.
Bendito outono que chegou em minha vida, trazendo com ele o vento fresco do entendimento.

 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

EU O FARIA...


 
Eu gostaria de seguir em frente, entrar no mar e ir caminhando entre as águas, sentindo -me plena e integrada, mas não posso, caso contrário, se não matasse, eu o faria sem pensar sempre que possível.

No mar, sinto-me protegida, amparada, acolhida, sinto-me feliz, alegre, sorridente e como não posso nele caminhar, buscando as profundezas que tanto me atraem, tocando nos corais, nas algas e nos peixes, conforto-me com o céu, com a terra e com as flores, conforto-me com meus escritos, com a poesia e com o belo.

E dentre tantas outras coisas que agora posso me lembrar, sem correr o risco de ao fazê-lo, fenecer, penso no primeiro beijo úmido e ardente, no primeiro sexo, enfim, no primeiro tudo, que me foi fundamental.

 
Faço então, links de minha caminhada vida afora, sendo capaz de afirmar, sem qualquer dúvida, o quanto foi bendito este ponto de partida, para o tudo mais que no percurso vivenciei.

 
Daí preocupar-me com os excessos que hoje existem, com a banalidade que se imprimi ao belo ato do toque inicial, transformando o início de toda e qualquer caminhada em algo comum, fugaz e de fácil acesso.

 
Dizem hoje que o comum é ter-se liberdade, mesmo que vazia sem qualquer finalidade, mas para alguém como eu, de outra realidade, a gostosa e inesquecível liberdade, jamais rimou com a sempre solidão da libertinagem.

 
Quem não se lembra dos primeiros tudo o mais?

Pois eu me lembro, e não quero me esquecer, foram bons momentos de puro aprendizado que aperfeiçoei ao longo da caminhada.

 
Que esta quinta-feira, seja dedicada a um passeio nas lembranças gratificantes que, certamente, existem na vida de cada um de vocês, sejam desta ou de qualquer outra realidade.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

POIS É...



Estou na varanda neste amanhecer de terça-feira, sentindo este silêncio só quebrado pelo cantar dos pássaros e vez por outra, pelos cachorros dos vizinhos.

Penso então, no quanto eu acertei em cheio quando optei em largar as loucuras de uma cidade grande e passar a viver em uma pequena cidade e mesmo aparentemente sozinha, sorrio como se ao meu lado existisse alguém com quem compartilhar os sons de meus pensamentos que imediatamente se reportam para a minha Itaparica por quem me apaixonei a primeira vista.

Hoje, passados tantos anos, ainda sinto a mesma emoção que foi cultivada por uma dedicação mútua entre eu e todas as energias por aqui existentes.

Uma coisa de louco... Uma sensação inexplicável... Um verdadeiro encontro de almas.

E então, ainda sorrindo penso nas rosas e nos espinhos, no mar e nas correntezas, no céu e nos raios, no amor e no ódio. Contra pontos estimulantes, quando bem dosados ao caminharem juntos.

Penso nos encontros e nas conversas nas calçadas. Na delícia dos reconhecimentos, dos rostos e das vozes.

Nos acenos amigos, no bom dia e boa noite.

Penso então, que isto é vida e que o resto é só miragem.

E penso ainda naqueles que por cegueira, não enxergam o belo, o limpo e o verdadeiro.

Penso ainda naqueles surdos que não ouvem os pássaros, os grilos e as folhagens.

E penso ainda nos insensíveis que não sentem os toques das constantes brisas.  

Finalmente penso sorrindo, na minha opção bendita.

Neste exato momento, a chuva aparece. Respiro fundo sentindo o cheirinho de terra e gramas molhadas.

Abro os olhos e lá está ela: Uma Rosa, solitária e linda.

Novamente sorrio, pois este presente da vida é todinho meu.

Que no dia de hoje com chuva ou com sol, você possa ser uma rosa na vida de alguém.

Uma brisa suave, sentida por outro alguém.

Uma pequena correnteza atraindo somente, amor.

E que as dúvidas sejam apenas leves temperos para que o tudo mais, tenha mais sabor.

 

domingo, 4 de novembro de 2012

CHALÉ DOS SONHOS

 
FotoUm vinho, uma lareira, um amor .
Que coisa heim!
Pensar coisas boas é comigo mesma. Que tal colocar a sua mente em ação e colorir ainda mais os seus instantes presentes.?!
Afinal, o que não pode ser vivido, pode ser sonhado.

SEM CULPAS.


 
Parecia que era da chuva, o barulho frágil e constante que me acordara, mas era só o farfalhar das folhagens, bailando ao ritmo dos ventos que vinham da praia, inclusive trazendo com eles o cheiro leve e agradável de maresia, de peixe fresco e salgado, há muito não sentido por estas bandas de Itaparica.

Os pássaros em polvorosa, afinal, as mangueiras estão repletas e o cajueiro também, isso sem falar da amoreira que durante um bom tempo, alimentou os bichinhos, oferecendo assim condições às demais frutas desta época, como a seriguela, por exemplo, a ganhar corpo e se expandir.

É um “Divino espetáculo” que se apresenta, nesta aproximação do verão. Tudo enfim, parece ficar mais bonito, mais iluminado, e eu, em particular, mais repleta de emoções, que brotam afoitas na primavera, e se exibem no verão, sob o sol ardente a penetrando a alma, despertando sentidos, escancarando sentimentos, pincelando novas cores neste existir abundante, que arrebanho sem cerimônias, sem culpas ou quaisquer disfarces.

Parecia chuva, mas era só um chamamento, um alerta ou um comunicado de que o verão está chegando, e com ele os aromas e a profusão de meus pássaros a lembra-me por todo o tempo que viver é um espetáculo, uma festa a céu aberto.

E com este despertar de sensações, desejo a você que me lê, um BOM DIA!

Desejo também que vá a luta, que desperte da inércia deste cotidiano que sufoca, para a única realidade que lhe e nos interessa, que é justo o fato de estarmos vivos e sermos os únicos capazes de com nossa palheta pessoal, pincelar nossos sonhos, com as cores de nossa preferência, pintando assim o nosso destino, mas principalmente o nosso agora que, se renova a cada instante.

Que venha, então, o abusado verão, pois cá estou esperando, prontinha pra lhe receber. Pois entre suspiros e ais, sinto a espetacular aventura de poder estar vivendo...

UM DIA DE LUZ PARA NÓS TODOS.

 

 
BOM DIA!
Ofereço esta maravilha para você, abrindo assim mais uma semana de gentileza e de elegância na convivência diária.
"Porque ninguém consegue
ser indiferente ao belo ..."
‎"Porque ninguém consegue
ser indiferente ao belo ..."
 
 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

----------------------------------DECLARAÇÃO_______________



Tornei-me profissional da área de jornalismo e publicidade em 1971, quando fui convidada pelo Ilmo. Sr. Ivo Borges de Lima, então diretor comercial do extinto Diário de Brasília. Certamente, devo a ambos a solidez ética com a qual formei meu caráter profissional, sempre pautado no cuidado em não ferir a dignidade fosse de um ser humano ou de uma entidade, fosse pública ou privada.

Aprendi também a retratar-me em todas as ocasiões em que, indevidamente, percebesse ter ultrapassado qualquer limite em minhas informações ou posturas pessoais, procurando manter com minha postura profissional uma lisura que me impedisse de usar os meios pelos quais eu possuísse em função de vinganças ou perseguições de qualquer natureza.

Outros tempos, outros valores, outros objetivos, todos na sua esmagadora maioria voltados ao desempenho de um trabalho que espelhasse por todo o tempo a prioridade no estabelecimento do bem comum.

Passaram-se 41 anos e eu continuo atuando, nos últimos 10 anos em Itaparica e Vera Cruz, na modéstia que minha profissão de cronista do cotidiano impõe, com a certeza absoluta de tê-la honrado, e por esta razão que não me curvo à indolência do puxa-saquismo ou a covardia da chantagem política, práticas habitualmente possíveis de serem constatadas em alguns relacionamentos de ordem profissional com órgãos públicos.

Minha transparência de opiniões se limita aos interesses maiores de quem me lê ou ouve, ficando, portanto, isenta de qualquer postura que vise benefícios pessoais.

Assim, na qualidade de apresentadora do programa Show da Manhã que é transmitido diariamente pela Rádio Tupinambá FM 87.9 ou pelas edições mensais do Jornal Variedades, declaro que nada que não esteja ligado a estas duas pontuais apresentações, me diz respeito ou sofre qualquer influência de minha parte, jamais refletindo minha visão ou opinião, seja profissional ou pessoal.

Desta forma, resguardo-me de qualquer associação, pois não mando recados e me sinto absolutamente segura, responsabilizando-me, pelo que  falo ou escrevo.

Regina Carvalho

E NÃO É QUE DEU CERTO...


 
Se eu fosse dar importância ao mito das datas nefastas, certamente não teria apostado em meu namoro, com o meu Roberto, há exatos 46 anos atrás.

Que coisa heim?!

Pois foi no dia primeiro de novembro de 1966, dia de todos os santos, véspera de finados, que aos dezesseis anos, olhei, conversei e pode acreditar, o coração disparou, as pernas tremeram e a mente confirmou :

_ Tinha de ser ele!

E foi, pois três meses depois, pedia-me em casamento e após um ano e meio, em vinte e nove de junho de 1968, estávamos casando, às dezoito horas, na Igreja Cristo Redentor, no bairro das Laranjeiras ( Zona Sul do Rio ).

E apesar do fogo ardente que nos consumia a cada instante e de toda a pressa, característica dos muito jovens, cá estamos hoje, ainda juntinhos, e o que é mais incrível, sentindo as mesmas emoções, dos tempos de outrora, sem tanta pressa, mas com o mesmo brilho.

E aí, penso não haver segredos, mesmo porque, não reside nenhum mistério ou mágica receita, tão somente, um persistente exercício, praticado por todo o tempo, estimulado pela  intuitiva certeza de que, sem confiança e amizade, respeito e solidariedade e muitos alisares de ego, não há amor que perdure, não há paixão que resista.

Ao meu Roberto, paciente amigo e parceiro, cheiroso e gostoso dos meus últimos 46 anos de vida, o meu constante, alegre e livre amor.