Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Dezembro, 2014

DE REPENTE?

Assim como de repente, olho ao meu redor e tudo me parece inútil, sem sentido e quase absurdo. Afinal, meus pensamentos e minhas lógicas se chocam com o sistêmico e, como uma perdida em meio a um deserto, giro em torno de mim mesma, procurando o oásis de minhas próprias convicções e percebo com absoluta clareza que este ideário, só existe dentro de mim, lugar seguro no qual me abrigo desta loucura que me rodeia. Esta sensação vez por outra ainda me abala, criando um ambiente de surpresa e quase medo, levando-me a erroneamente acreditar que foi tudo, assim como de repente, quando na realidade, tudo é rotina, eu é que distraída adentrei em mim e desfoquei o tudo mais. Meus escritos, minhas ideias, minhas visões, ficam todas tão egoisticamente pessoais que chego como agora a sentir um certo mal-estar, quando penso que tudo poderia ser bem mais fácil, bem menos sofrido, muito mais harmonioso. Mas a impressão que tenho é que falo em línguas inteligíveis, escrevo não um somatório de experiênci…

FELIZ NATAL

Ah! Senhor, diante de ti, curvo-me e agradeço.
Olho ao redor e em tudo que enxergo, vejo-te refletido
Respiro fundo e tenho a impressão que adentras em meu interior
Passo meus braços ao redor de mim mesma e posso sentir o teu calor amoroso a me estreitar.
E ao sentir sede, sorvo-te através da água, bendito alimento de pura vida
Mas é quando sinto medo que me envias os aromas e os sabores, para que eu me embriague de ti e adormeça, com a certeza absoluta de que silencioso, zelas por mim.
Que as energias benditas deste universo, que nada mais é que o canteiro de nossas existências, estejam nos amparando nestes dias natalinos, inspirando-nos a torná-los uma constante em nossos dias futuros, para que possamos a cada instante vivido, eternizarmos o melhor de nós, fazendo parceria com o divino.
Um enorme beijo em cada amigo, parente e companheiro do face acompanhado da minha gratidão pela troca de carinhos e atenções.
UMA FELIZ NOITE DE NATAL!!!!!!

CONVERSANDO COM DEUS

Receias pela morte? Receias as doenças? Receias as perdas materiais? Receias a perda amorosa que te rodeia?  Receias, afinal, o quê? Por que sofres, acreditando que serás punido, justo por mim que te criei, dando-te vida e poder? Por que ficas pelos cantos, ora reclamando, ora se lamentando, sem jamais seres capaz de enxergar tua própria grandeza e fazer dela tua vara mágica de realizações? Fico a observar-te em tua insistente perda de tempo, sofro por ti, por que sei o quanto podes ser amoroso contigo mesmo, todavia, a teimosia que permites que te acompanhe, impede que enxergues com a clareza de uma mente limpa, conduzindo-te vez por hora, ao desatino da insensatez de lamentares, temeres ao invés de lutares. Dei-te a vida para que tivesses espaço infinito para expressares as tuas afinidades, dei-te uma mente para que pudesses avaliar teus desejos e necessidades. Por que, não fazes o devido uso de tais poderes, preferindo a lamúria de chorar ao invés de sorrir, amparando-te em patologias …

FALSO BRILHANTE

Estou aqui pensando nas pequenas coisinhas que vivemos fazendo ou recebendo no nosso cotidiano e que sequer oferecemos importância maior, pois fazem parte de uma rotina, nos levando a esquecer que são justamente essas aparentes banalidades que consomem a maior parte de nosso tempo, dando ou tirando o brilho de nossos instantes presentes, dependendo de como somos capazes de recebe-las ou realiza-las. Levar e trazer os filhos das escolas, ir ao supermercado, enfrentar a fila do ônibus e depois, ele abarrotado, correr para chegar ao trabalho sem atraso, dizer, bom dia, ao vizinho, ao porteiro do prédio ou aos alunos em cada sala em que se vai dar aulas, pensar no que se vai almoçar e etc e tal. Lamentar ou chorar a perda de um parente ou de um amigo, segurar o xixi ou a fome, naquele engarrafamento infernal, ser bem ou tratado com indiferença pelo funcionário público daquela entidade, na qual boa parte de nosso salário é consumido, através dos mais altos impostos do mundo ou numa das dezen…

Socorrooo!

Desde que posso me lembrar, condicionei-me ou fui condicionada a ser a moça bonitinha, gostosinha, certinha, boazinha e, nesta mesma linha, quase sempre consegui, não sem de vez em quando dar uma tremenda derrapada ou rodada de baiana, porque, afinal de contas, também sou filha de Deus e engolir sapos sem poder arrotar, nem que seja de vez em quando, simplesmente, não dá. Ah! Mas não sei o que é pior.... Se engolir sapos e ter indigestão ou soltar os cachorros e desopilar o fígado, pois em ambos os casos, o gosto amargo permanece por um bom tempo, impedindo no mínimo um hálito agradável. Será que estes questionamentos são feitos também por você que está me lendo neste momento? Seria maravilhoso encontrar amigos solidários neste aspecto da convivência, pois assim, não me sentiria tão “Etelizada - ET”, porque ultimamente só tenho encontrado gente certinha, boazinha, bonitinha e felizinha, como eu, levando-me a crer que ninguém mais tem problemas e quando os tem, recebe do Divino a temperan…

Travei Em nome de Jesus

Estou a alguns dias tentando escrever sobre o natal e nada, absolutamente nada surge em minha mente. De repente tudo que vejo é um imenso branco.
Talvez seja o fato de que preciso ser o mais fiel possível as tradições religiosas e sinceramente, com estas, eu não tenho qualquer afinidade.
Por mais que eu me esforce, jamais consegui enxergar Jesus como a maioria e muito menos relacioná-lo a festas totalmente destoantes da concepção que tracei deste homem fantástico que optou em tirar de si, todo e qualquer hipocrisia fundamentalista e abrir-se para a vida que ainda muito jovem percebeu existir intensamente em si.
Jesus que despertou para os sentidos, lembrando-nos do quanto precisávamos direcioná-los na formação de nossas emoções e consequentes sentimentos.
Jesus que traçou éticas a serem compreendidas e aplicadas no cotidiano das pessoas, buscando-as no interior de si mesmo no relacionamento com o tudo o mais a sua volta.
Jesus que conseguiu se despir das vaidades, por compreender que esta…

REFLETINDO

Hoje amanheci pensando na miséria e na fome, provavelmente porque longe de meu jardim e de meus pássaros, além do fato de ter deixado Itaparica, mesmo que seja por apenas dois dias, e me inserido em uma cidade congestionada como já se encontra Santo Antônio de Jesus, para mim seja tão radical que eu só consiga pensar nas inúmeras dificuldades que devam existir no entorno desta cidade progressista e que aparenta oferecer um bem estar sistêmico a todos os seus habitantes. O que na realidade, não é verdade, pois infelizmente, não existe um só lugar neste nosso país onde haja hegemonia em se tratando de bem estar em todos os níveis. Todavia, por incrível que possa parecer, apesar de estar aqui, só consigo pensar na minha doce, bonita e apaixonante Itaparica, de águas calmas e mornas, do céu mais azul que conheci e do pôr do sol, simplesmente, fantástico. Penso nas belezas que me atraíram, nas energias que me inspiram, mas principalmente, penso nas pessoas pelas quais me apaixonei, justamente…

AH! SENHOR DEUS, POR QUE?

Neste quase final de ano, cá estou eu, novamente pensando nesta raça humana na qual me enquadro e que, infelizmente, em momentos que se tornam constantes e na medida em que envelheço, mais e mais, vou adquirindo um profundo desalento, pois foge-me as perspectivas, por mais que eu as tente reter, pois os horizontes, apesar de existirem, se mostram recobertos das nuvens espessas da banalidade e do pouco caso, que ganham forma e força. Ah! Meu Deus como eu gostaria de ter sido por todo o tempo uma alienada pessoal e social. Ah! Como eu gostaria de tão somente estar aqui ou acolá, sem qualquer tipo de questionamento que fosse além de meu universo pessoal, como faz a maioria das criaturas humana. Por que? Por que meu Deus, deste-me a capacidade de pensar e traçar paralelos que me fazem enxergar mais de um ângulo de cada questão, seja ela qual for? Por que deste-me tanta capacidade amorosa, se nada posso com este amor, algo universal, mudar? Por que insistes em me fazer sentir esta poder…

COMO PERDER?

Respiro fundo, fecho os olhos e sorrio, como não sorrir ao receber estas brisas maravilhosas que a natureza bendita me envia as 4.30 horas da manhã? E se não bastassem os arrepios e os perfumes que adentram em mim, produzindo sensações inenarráveis, ainda essas preciosidades trazem consigo, seus pássaros sempre parceiros, cantando e encantando, esta minha alma apaixonada. Como perder, tão belo espetáculo? Nesta rotina de toda uma vida, mantive-me fiel a este, olá cotidiano, onde abraço a vida através de seus amanheceres, sem jamais ter me esquecido de senti-la profundamente, roubando despudoradamente para os meus pulmões, seus primeiros aromas, fazendo deles meu exclusivo elixir de força e de amor. Que nesta terça-feira, possamos aspirar e nos inspirar na vida que existe em nós e sem pudores, medos ou timidez, tenhamos coragem para  abraça-la. Afinal, só existe ela e nós...

DEPOIS do PSIU, VEM o POIS É...

Depois de um domingo tranquilo, envolvida em melhorar meu estado físico de profunda exaustão por anos a fio de trabalho e inúmeras atividades ligadas a ele, além de família, estudo, social e etc. e tal, amanheço nesta segunda-feira, como sempre ao som dos meus pássaros que generosos e sistemáticos me brindam com seus sons delicados o que me leva a refletir sobre tudo que vivencio e que me parece relevante. Longe de ser apenas um hábito, escrevo por que através de minhas expressões de linguagem, trabalho minhas relações cognitivas, abrindo espaço para um aperfeiçoamento postural interno e externo, além de rebobinar os filmes e deles extrair o desnecessário ou pensar à respeito de situações que de tão obvias, passam em sua maioria sem merecerem as suas devidas importâncias. Desde garota e olha que isto é do tempo do onça, que venho me observando, assim como aos demais, no trato cotidiano da convivência e percebendo lacunas nas sequências comportamentais que deveriam seguir um padrão de l…