sexta-feira, 31 de março de 2017

MENTIRAS E VERDADES, QUEM VAI SABER?


Pois é, acabo mais uma vez de ler que a gestão passada deixou dívidas tão grandes que a nova gestão ainda não conseguiu dar andamento nas atividades, pois está absorvida em pagar o passado de outrem, além de ter de destravar infindáveis entraves burocráticos.
Ora, somando-se os royalty de três meses, mais os repasses mensais (FPM), mais o recolhimento de impostos, fico cá com os meus botões pensando que tudo isto é caso de polícia, afinal, não faz muito tempo, a gestão passada fez a prestação contábil das contas do Município do último quadrimestre de 2016, no plenário da Câmara de Vereadores, apresentando oficialmente uma realidade bem diferente e que não foi contestada em nenhum momento pelos edis presentes e, tão pouco, houve uma nova sessão oficializada pela Gestão atual fazendo contestação, ficando nas redes sociais e pelas esquinas um contínuo disse me disse que confunde o cidadão de boa fé e a nós, comunicadores, que nos sentimos como abestalhados sem rumo entre duas verdades, onde fatos e números são continuamente ignorados.
De repente, somos privados do direito de ter uma gestão atuante justo pelas mazelas deixadas pelo passado que, calado, tudo vê e não se defende, e pelo presente que a tudo acusa, mas não toma as providencias legais, inclusive com uma auditoria independente, já que não denuncia pública e oficialmente os desmandos que a impede de fazer frente às expectativas dos seus cidadãos.
E aí fico pensando que realmente está difícil acreditar em algo ou alguém, principalmente em se tratando de políticos e gestão pública, pois nos reduziram a marionetes que só valem para votar e ser feitos de panacas, nunca tendo a oportunidade de acompanhar os frutos sagrados, que são os erários públicos, oriundos dos impostos de todos nós.
Se não nos é possível uma clareza em um Município do tamanho de um condomínio, o que dirá qualquer maior entendimento sobre o nosso estado ou país.

Pense nisto.

PARECE QUE FOI ONTEM...


Mas na realidade foi há cinquenta e três anos que, neste horário, o país já se encontrava sob o controle dos militares.
31 de março de 1964, data inesquecível, sendo que aterrorizadora para alguns, alienada para a maioria que só se preocupava em estocar alimentos, pois a mídia dizia que estávamos vivendo uma revolução.
Para quem morava nos bairros tranquilos da cidade maravilhosa na época, tudo ou quase tudo em nada se parecia com uma revolução, talvez, um pouco de apreensão, justo por desconhecermos a realidade de uma, todavia, onde estavam os soldados, os canhões e a cavalaria de guerra?
A televisão mostrava os tumultos no centro da cidade, mas tudo muito distante da vidinha tranquila dos moradores de Ipanema, Leblon e adjacências, que no máximo desfazia-se de livros e documentos comprometedores, além de se ter notícias de um ou outro vizinho que no decorrer dos dias e meses que se seguiram simplesmente desapareceram ou foram presos. No mais, para o cidadão comum e trabalhador, a vida seguia sem atropelos.
Na minha família, o mais grave problema foi a falta do Capelão da Polícia Militar que iria oficializar o casamento de meu primo, o capitão na época Rubens de Almeida Cosme, mas que foi solucionado com a gentil intervenção de um padre da Igreja Nossa Senhora da Paz que se prontificou e salvou a cerimônia que aconteceu justo no dia 31 de março.
Nesta época, eu tinha 14 anos, portanto, fui crescendo e me estabelecendo em meio a uma revolução que só veio me atingir, mais de uma década depois, quando inadvertidamente, escrevi horrores de um coronel reformado, que também era o Diretor Presidente do jornal que eu trabalhava.
Isso me custou anos de ostracismo, pois fui advertida que não voltasse a trabalhar em qualquer meio de comunicação. E a ordem era para não ser desobedecida. Creio que não foi pior pois ative minhas críticas no aspecto dos relacionamentos humanos entre patrão e empregado, não adentrando no aspecto político da época.
O tempo passou, o regime mudou e como ativa observadora, constatei inúmeras desvantagens em ambos, mas sinceramente jamais havia vivenciado anteriormente, tanto horror perante os céus, onde milhões de brasileiros se veem reféns de uma democracia fragilizada, esculhambada e extremamente cruel.
Cinquenta e três anos depois, estamos bem piores em todos os aspectos, se bem que cercados da mais alta tecnologia, amparados pelas mais revolucionárias ciências, mas privados do mais sagrado dos valores que é a liberdade do ir e vir em segurança e sem o privilégio, a não ser para uma pequena parcela da população, de poder usufruir das vantagens do progresso que a globalização passou a oferecer, pois estamos a cada dia mais ignorantes e relapsos nos nossos entendimentos seja lá do que for.
Livres?
Que liberdade é esta que nos impede de recebermos das instituições das quais mantemos pagando os mais altos impostos do mundo, um tratamento respeitoso às nossas mais primárias necessidades?
Nosso país faliu, nós estamos falidos, e aí, lembro da minha família classe média que em nada pode ser comparada com as atuais.

Cinquenta e três anos depois, e ainda tem figuras que circulavam nos entornos militares e que hoje, permanecem como espectros, assombrando o círculo político, já não mais tão sozinhos, pois arrastam consigo filhos e netos, num sugar incansável do sangue dos brasileiros, num apetite sem fim.

quinta-feira, 30 de março de 2017

TROCA DE VALORES


Regina Carvalho

terça-feira, 28 de março de 2017

QUE COISA HEIN!!!!!!

Num instante para o outro, assistindo a TV, deixei de prestar a atenção nas notícias e me detive em mim mesma, numa reflexão pouco provável, já que até então, por algum motivo puramente emocional, minha mente afastou ou bloqueou qualquer maior observação a respeito de meu corpo interno e externo, após a cirurgia na qual me submeti em 27 de novembro de 2015.
Como que de repente, lá estava eu, absolutamente indefesa expondo-me a algo que sinceramente, jamais havia pensado que poderia ocorrer comigo, repetindo um comportamento alienado da maioria das pessoas que apesar de serem assistentes da dor dos demais, não conseguem se ver na mesma situação, e isto, não significa pouca atenção ou leviandade, apenas não associam a dor do outro a si, mesmo que assim digam ou escrevam a respeito.
Incrível a mente humana quanto a sua auto- proteção!!!!
Penso então que somente agora, quase dois anos depois, penso e entendo a extensão do procedimento no qual fui submetida e que certamente, prolonga a minha existência, mas ao mesmo tempo me traz um sentimento de perda, já que alguns dos meus órgãos foram retirados.
E aí, não é difícil compreender o porquê eu não ser a mesma, seja na conscientização absurda do espetáculo da vida, seja no entendimento das muitas limitações físicas que constato desde então.
E apesar de ser grata por ainda estar viva, assim como também grata por enxergar tudo mais claro e deslumbrante, algo em mim ainda indefinido me acomete por todo o tempo, levando-me a também pensar que fiquei mais séria, menos sorridente, bem mais contida em minhas emoções e bastante mais realista nas avaliações de qualquer natureza e isto, que até então não definia, percebo neste exato instante que é o amadurecimento que tardou, mas com certeza não faltou de lá para cá, mesmo que sem que eu tivesse plena consciência, como tenho agora.
Fiquei adulta tardiamente, refutando o que eu mais apreciava que era colocar uma pitada de aventura em tudo que fazia e que se coloria minha vida por um lado, deixava-me permanentemente numa espécie de corda bamba, não me permitindo o que me permite de uns tempos para cá que é, sem palhetas de muitas cores e tons, iludir minha fragilidade em ser tão somente, um ser humano.
 Em um certo dia, quando ainda só tinha 45 anos, descobri enquanto freava em um quebra-molas que havia envelhecido sem perceber, mesmo já tendo muitos cabelos brancos que eu ostentava como troféu e hoje, apenas assistindo a TV, percebo-me adulta com a alma amadurecida.
Que coisa hein!!!



domingo, 26 de março de 2017

VOCÊ SABIA?


Há exatamente três anos em março de 2014, os manguezais baianos receberam um milhão de caranguejos e que a Ilha dos Frades recebeu 40% deste total e o restante foi para Santo Amaro. Este programa fez parte do Programa Integrado de Manejo e Gerenciamento do caranguejo-Uçá, (Puçá ) realizado pela Bahia Pesca.
Justo porque é reconhecido que os manguezais são ecossistemas complexos e também um dos mais produtivos do planeta, por ser considerado um ecossistema costeiro, característico das regiões tropicais e subtropicais.
 E estas riquezas biológicas são grandes berçários naturais, tanto para suas próprias espécies, como para os peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras, nem que seja uma única vez em suas vidas.
No Brasil existem 25.000 km² de manguezais, distribuídos do Amapá até Laguna em Santa Catarina, representando com sua fauna uma importante fonte de alimentos e renda para os moradores de seus entornos.
Portanto, torna-se necessário preservar os peixes, moluscos e crustáceos, pois representam fontes de proteína animal de alto valor nutricional.
Os mangues são os berçários, criadouros e abrigos para várias espécies da fauna aquática e terrestre, representando 95% do alimento que o homem captura no mar, além de que sua vegetação estabiliza as costas, impedindo a erosão, assim como suas raízes são como filtros na retenção de sedimentos.
Cada manguezal é um banco genético natural que serve para a regeneração de áreas degradadas.
Como é possível observar, cada manguezal é um tesouro a céu aberto que precisa ser preservado pelas pessoas que moram ao seu redor, evitando assim impactos ambientais desastrosos com o desmatamento, aterro, lançamento de esgoto, depósito de lixo, queimadas, dragagens, construção de mananciais e pesca predatória.
Todavia, também faz parte da sua preservação a sua devida utilização através do cultivo de ostras, cultivo de plantas ornamentais, como as bromélias e orquídeas, criação de abelhas para a produção de mel, pesca de subsistência, além de ser um cenário belíssimo para o desenvolvimento de atividades turísticas e educacionais.

SEJA PARCEIRO DA VIDA

CADA CIDADÃO PRECISA SER UM CUIDADOR ZELOSO DO MANGUE DO QUAL RETIRA A SUA SUBSISTÊNCIA.

quinta-feira, 23 de março de 2017

SÃO FRANCISCO E EU


Nunca fui uma pessoa religiosa, apesar de compreender a necessidade das pessoas de seguirem normas e dogmas, todavia, por toda a minha vida, fui pinçando grandes figuras humanas que verdadeiramente dedicaram suas vidas à uma melhoria pessoal, através da doação de suas energias em prol dos demais, fazendo deles preciosos modelos de vida para a minha vida.
Nisto, meus pais foram importantíssimos, pois pensavam exatamente assim e cada qual tinha os seus modelos, no entanto, São Francisco de Assis era unanimidade entre eles e, naturalmente, por ele e sua história de vida também me apaixonei.
Tudo se enriqueceu mais ainda quando compreendi a grandeza de Jesus em seu único, simples, concreto e definitivo ensinamento que antes de tudo foi o seu mais precioso aprendizado.
“AMAI A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E A TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”.
Percebi que cada um dos meus modelos especiais de criaturas humanas trilhara em suas vidas o caminho do Mestre Jesus no seu mais puro entendimento, e aí, se os admirava, passei a abraça-los inserindo-os em minha vida com todo o fervor, transformando-os em minhas margens contentoras.
Penso nisto tudo, porque hoje foi mais um dia muito especial em minha vida, porém também foi o que me apresentou o medo em relação ao meu trabalho na Rádio Tupinambá FM.
Senti um enorme temor do sucesso que o mesmo tem apresentado, principalmente no dia de hoje, onde de repente, mensurei sem panos anuviadores, a minha imensa responsabilidade junto aos que me ouvem que, até então, não havia avaliado serem tantos.
 Busquei meu São Francisco como amparo aos meus temores, rogando a misericórdia de não permitir que eu extrapole em nenhum sentido, principalmente, jamais permitindo que a soberba e a vaidade adentrem nas minhas ações junto à todos que me ouvem, me atendem e que depositam na minha pessoa, através do meio de comunicação que represento, a busca de sanarem suas carências ou partilharem suas alegrias.
Senhor, continue fazendo de mim um instrumento de sua paz.
Buscando sempre a conciliação entre aqueles que me procuram.
O dia de hoje foi realmente especial e eu só posso agradecer, pois ao pedir, sempre recebo, e ao entregar o recebido, sinto que a cada dia aprendo um pouco mais sobre o amor, razão maior da existência humana.
Louvado seja, portanto, cada criatura que com sua bendita doação vai fazendo crescer a grande encomenda que entregaremos aos nossos irmãos itaparicanos na próxima quinta-feira Santa de 2017.
Salve Jesus !!!
Salve São Francisco!!!!
Salve a criatura humana na grandeza de sua generosidade.
Salve a vida!!!!


quarta-feira, 22 de março de 2017

SEM LÁGRIMAS


Não choro neste dia que seria o seu aniversário e nem em dia nenhum quando lembro de minha mãe, afinal, lembranças de Dona Hilda só me fazem sorrir, só me remetem a momentos muito especiais que nem sempre tiveram, a meu ver, a conotação de vantagens a meu favor, mas com certeza o foram, pois moldaram a criatura que sou, repleta de dúvidas, de falhas, mas também com muita garra na busca de soluções e tenacidade na correção das falhas.
Dona Hilda, sempre linda, perfumada e elegante, repleta de desejos e sonhos reprimidos em uma época em que as mulheres em sua maioria se restringiam ao lar.
Se viva estivesse, teria sido uma desbravadora dos direitos femininos, como ensaiou ainda no final dos anos trinta, quando destemida e contrariando a vontade da família, mudou-se de casa, levando consigo um filho de meses e deixando um lindo recado para meu pai.
“Se quiseres me seguir, aqui segue o endereço, estarei com um prato de sopa quentinho, esperando por você”;
E assim, dali em diante, durante 32 anos, meu pai compreendeu que havia casado com uma mulher determinada e extremamente apaixonada, mas que não abria mão de sua liberdade e do direito de ter sua própria casa.
E foi assim que eu e meu irmão fomos instruídos e amados por aquela criatura sorridente de largas gargalhadas, íntegra nas suas posturas, generosa com todos e muito exigente com os filhos, já que compreendia a importância da disciplina no estabelecimento e continuidade de qualquer ação.
Dona Hilda nos deixou fisicamente com apenas 48 anos de idade, deixando-me com apenas 18 anos, mas foram tão sólidos os seus ensinamentos e tão embasada a sua autenticidade, que mesmo passados tantos anos ainda a ouço e a sinto, como se o tempo não houvesse passado e seu cheiro gostoso não houvesse cessado.

Então, chorar porquê?

O PODER DAS PALAVRAS


Enquanto ensaiava escrever as minhas impressões sobre a vida, as pessoas e o tudo mais que representava vida, ainda muito jovem, não mensurava o valor, o peso das formações das palavras e, confesso, durante muito tempo continuei sem esse tipo de avaliação, pois entre tantos escritos diários, relativo ao meu trabalho, ainda hoje, cometo esse grave engano, na maioria das vezes, empolgada com a ideia central que me motivou, esquecendo-me do sempre perigo de não ser bem compreendida.
Claro que este é um risco que todo escrevinhador corre desde o início da capacidade do homem em deixar registrados os fatos e as versões sobre seu próprio prisma, mas também é notório que é preciso cuidados especiais, já que o escrito não se apaga e tão pouco se evapora como os discursos falados.
No entanto, as redes sociais, blogs e sites, foram aos poucos marginalizando a escrita, liberando e incentivando a todos a terem opiniões sobre qualquer coisa e, ao mesmo tempo, fazendo do ato de escrever do escrevinhador, digamos profissional, um perigo constante, já que todos que o leem, sem exceção, podem se expressar, dando opiniões favoráveis ou não e, ao mesmo tempo, sentindo-se entendedores de tudo como jamais antes testemunhei.
Isso é maravilhoso, pois retira o estigma de “solitário” do escritor, mas ao mesmo tempo, mantém uma forte corda em seu pescoço, assim como um alçapão preparado a seus pés, sempre pronto a abrir para enforca-lo ou enrijecer-se para glorifica-lo, tirando do escrevinhador o que ele tinha de mais original que era a sua naturalidade em descrever tão somente o visto ou o desejado.
Esta talvez, seja a razão dos políticos evitarem qualquer escrita, preferindo os discursos acalorados e sedutores, mas mesmo estes, nos tempos atuais, acarretam rejeições midiáticas tanto quanto, adesões apaixonadas.

Está difícil, mas ainda assim, “Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, plagiando o sempre atual poeta, Fernando Pessoa.

terça-feira, 21 de março de 2017

BOI SEQUESTRO


É quando o gado é morto no caminho do frigorífico. Você sabia disto? Nem eu, mas durante décadas, milhares de funcionários de qualquer frigorífico deste país, soube.
Por que jamais denunciaram? Por que só agora, depois que o escândalo veio à tona, resolveram fazer suas denúncias?
Na verdade, tenho tanto nojo destas pessoas quanto, da carne de “boi sequestro”.
Que merda de fiscalização é esta que jamais tomou conhecimento de um departamento que só cuida de carne podre?
Isto mais parece filme de terror se nos atermos a todas as desgraceiras que são praticadas em nosso pais.
Não se pode confiar em mais nada e em ninguém e isto é simplesmente, desesperador.
E ainda tem pessoas que se fazem de bobinhas, acreditando em Papai Noel, no mínimo estão levando vantagem de alguma forma ou são ingênuos sem conhecimento sequer deles mesmos.
AH! Deus, tanto horror perante os céus.  Por uns trocados a mais, tudo é permitido, tudo é validado.

sábado, 18 de março de 2017

DEFUNTO DESENTERRADO


Todas as vezes que escrevo no face, no meu blog ou falo através de meu programa, sobre questões que precisam ser resolvidas na cidade pelo poder público, tem sempre alguém que imediatamente sai em defesa da mesma, mostrando que as gestões passadas também não fizeram.
Ora meus amigos, desenterrar defuntos, sinceramente, a população já não aceita mais, afinal, se fossem maravilhosos, ainda estariam no poder e não enterrados com 8.806 pás de terra.
Criem tenência, sejam fiéis, bons funcionários, mas pelo amor de Deus, não repitam as posturas sem personalidade e respeito aos conterrâneos, pois afinal, esta gestão só tem que cumprir as suas obrigações sem comparativos, até porquê, fica ridículo e sem sentido, já que, todas as mazelas eram conhecidas e foram largamente apontadas, portanto, o povo só espera que sejam sanadas, para que, não somente os aliados e pessoas beneficiadas com empregos, sejam capazes de serem ouvidos e atendidos, o que certamente, dará a todos o direito de também aplaudir.
 O fato simples de se pedir providência, não pode mais ser encarado como perseguição.
Acordem...
As eleições já se encerraram.

VOI Capite ???

quinta-feira, 16 de março de 2017

“O BONZINHO COME CRU”


Em todas as quintas-feiras por ocasião da transmissão da Rádio Tupinambá das sessões da Câmara de vereadores, levo horas a fio para recuperar-me do afrontamento que minha mente e minhas emoções recebem sem dó e sem piedade, pela quase total alienação deles, vereadores em relação as suas reais atribuições.
Usam a tribuna para lavarem roupas sujas, denegrirem ou puxar o saco das gestões pontuais, mandarem indiretas idiotas aos que com eles não concordam ou para simplesmente, numa arrogância bruta, demonstrarem suas totais incapacidades, quanto ao reconhecimento de que são funcionários públicos e que devem sim, muita satisfação de seus atos ao povo que os elegeu.
Durante muito tempo, pensei, buscando desculpas, crendo que a ingenuidade, falta de um maior letramento, vontade de mostrar serviço, era responsável pelo pot- pourri de absurdos, todavia, o tempo e um estreitamento sempre maior com o sistema político e principalmente, com a incoerência dos comportamentos dos políticos, cheguei à conclusão de que se existe algo que os mova é com certeza a abusiva vaidade e o sempre crescente interesse em si próprio.
Falam das suas sempre “verdades” sem, no entanto, mostrarem os critérios com as quais as mesmas se estruturaram.
E aí, formam-se as incontáveis falácias que confundem e mantém na ignorância aqueles que os escutam, estimulando-os a reverberarem as mesmas e com o tempo, bobagens perniciosas se tornam verdades populares que aprisionam, retardando qualquer desenvolvimento.
Nesta quinta, salvo alguns que se deixaram levar pelo vício do rebatimento das ofensas ou se calaram, pois em boca fechada, não entra mosquito, a sessão nada representou de relevante ao povo, pois quase tudo que foi proposto pelos edis, não atende as necessidades agoniantes do aqui agora da maioria da população, já que praças, quadras e calçamento, não só não podem e não devem ser iniciados nas portas do inverno que aqui, representa chuva, como também se perdem frente as necessidades prementes da distribuição dos remédios,  aparelhamento dos centros dentários, providências quanto ao transporte de doentes aos centros especializados em Salvador, contratação de uma medicina mais específica, pressão junto ao governo estadual e aos muitos aliados políticos de escalões mais elevados para que, o HGI, se torne mais viável ao atendimento da população e etc., e etc.............
Caberia ao vereador e a seus entusiasmados apoiadores, a humanidade e o bom senso de pensarem, tão somente, nas carências do povo.
Mas se isso fosse possível a eles, o Brasil, não seria o que é e, não teríamos tantos flagelos sociais.
Então, seguem com as falácias e o populismo, afinal:
“O bonzinho come cru”


quarta-feira, 15 de março de 2017


“TUDO NORMAL”


Todos nós sem exceções, nascemos e nos tornamos adultos convivendo com as posturas dos nossos políticos e principalmente, inconscientemente com os efeitos das mesmas que se refletiam nos serviços básicos públicos, o mesmo ocorrendo com nossos pais e avós, aliás, vamos e convenhamos a maioria, sequer sabia o nome completo do presidente da república, quiçá de um ministro  e quanto aos deputados e senadores, eram necessários esforços mentais para que os nomes daqueles em quem tínha-se votado nas últimas eleições, fossem lembrados.
Eles eram as autoridades máximas do país e não cabia às pessoas comuns, qualquer maior dúvida quanto às suas idoneidades. E se eles eram figuras distantes, imaginem os Ministros do Supremo, o tal, STFF? Eram figuras mitológicas...
Como seria possível traçar fisionomias aos Deuses da Justiça?
E este cenário de alienação só foi interrompido em ocasiões pontuais, onde nós, fomos invadidos por bruscas e invasivas inserções dos mesmos ou de forças contrárias a eles, mas tudo muito distante da maioria dos locais do país, permanecendo em pontos mais estratégicos às atuações e interesses deles (políticos e rebeldes), não havendo uma real interação entre cidades e estados, restando ao povo, ficar tão somente, como uma espécie de plateia alienada, pulverizada em  milhares de municípios, esperando o último ato da peça para então, se adequar as novas regras, por eles ditados.
Daí, não ter o povo brasileiro desenvolvido o senso de pertencimento e de integração real que é possível  se desenvolver em cada criatura como acontece com seu físico e mente e que o leva a também, através do entendimento disto ou daquilo, desenvolver o sendo crítico, fundamentado pela consciência de seus direitos que são implicitamente, originários dos seus deveres, enquanto, pessoa e cidadão deste e ou daquele local, pois, passa a compreender que cada um deles é uma fatia do grande bolo que é a nação e que, o somatório deles é determinante para o desenvolvimento da mesma.
E neste balaio de gatos, onde o povo está inserido sem maiores critérios de entendimento do fundamentalismo de seu papel como agente seguidor e controlador de normas e leis e das aplicabilidades das mesmas, gerando assim uma parceria entre povo e governantes no estabelecimento e manutenção de um equilíbrio social, os desmandos públicos foram acontecendo e se estabelecendo como práticas absolutamente corriqueiras e pior, adequadamente inseridas como legítimas, ao ponto de elegermos e reelegermos os notoriamente ladrões dos cofres públicos, única e exclusivamente, porque no fundo não consideramos como um delito, apenas uma circunstância favorável que se lá estivéssemos, certamente, faríamos o mesmo.
O advento da globalização que chegou através da internet e das redes sociais e de um universo ilimitados de possibilidades interativas, tornou-se o pilar contemporâneo das últimas décadas, levando-nos a conhecer, não só as nossas mais longínquas localidades, mas também do planeta, abrindo não um leque, mas um universo fantástico de informações sobre tudo que possamos ou não imaginar, inclusive do pior e mais ignóbil ação que a criatura humana é capaz de estabelecer a si e aos demais.
E assim, com algumas clicadas uma expressiva parcela do povo brasileiro, saiu do quase nada ao tudo, sem estar devidamente preparado para receber, peneirar e finalmente, absorver a grandeza da comunicação e o que esta, podia beneficiar, quanto aos seus entendimentos, fazendo crescer na maioria de cada usuário, o “politicamente correto”, posicionamento frágil, mas que se mostra seguro para todo aquele que não consegue vislumbrar em sua mente um entendimento mais claro as suas convicções pessoais, seja ela qual for.
Daí, nos dias atuais estarmos vivendo o céu e o inferno das inversões dos valores, até então, considerados ideais, levando-nos a cometer ou aceitar imensas aberrações, tal qual acontecia num passado ainda recente, onde tão somente éramos vaquinhas de presépio, só que sem a muleta de um apoio globalizado.
E se nós como amparo de sobrevivência de todos os níveis, nos apoiamos na opinião dos grupos com os quais interagimos e que nos é afim, o mesmo fazem com os políticos e seus aliados à devoção de seus cargos e status, num sólido corporativismo, afinal, esta é a forma mais segura de sobrevivência e permanência em seus postos de mando e comando, onde tudo é para eles e nada ou quase nada para o povo, tal qual no tempo de nossos pais e avós, afinal, tudo é sempre muito normal.
E se hoje, já somos capazes de falar a respeito, foi graças a esculhambação que os mesmos passaram a conduzir suas ações patrióticas, na governabilidade de nosso país.
 Tornaram-se tão abusivas desde a promulgação de nossa Constituição de 1988, que nos é impossível, fingir que não estamos sabendo que somos um povinho sem instrução e sem conhecimentos básicos de nossos direitos e deveres.
E quando o temos, nos sentimos tolhidos pela também certeza de que estamos praticamente sós, em meio a um tsunami de indiferenças e interesses individuais.

sábado, 11 de março de 2017

SENSO DE PERTENCIMENTO

Perdi o texto que escrevi pela manhã e, certamente não conseguirei reproduzir as palavras, mas com certeza, todas as intenções. Busquei no silêncio possível de ser encontrado nesta parte de Ponta de Areia, onde somos carentes de uma rua trafegável, de iluminação correta, de recolhimento de lixo, de limpeza de matos e tudo o mais que os nossos impostos pagos diretamente à Prefeitura a nos daria direito. Todavia, o bendito silêncio, este existe, unicamente graças ao respeito que cada vizinho tem para com o outro, portanto, neste silêncio me é permitido pensar no senso de pertencimento que venho observando de forma inédita estar rapidamente tomando consciência na mente e, principalmente, na alma de uma parcela expressiva de itaparicanos, principalmente, os mais sofridos com os sistemáticos abandonos por parte do executivo e legislativo. De repente, sem que houvesse qualquer acordo de grupos partidários, as posturas começaram a mudar e uma certa pressa passou a se expressar através da impaciência, seguidas de cobranças, numa certeza de que o tempo não pode mais ser medido pelos políticos e sim por eles em suas reais necessidades, já que até agora, pacientes e cordatos, foram extremamente generosos, oferecendo poder, benécias variadas, mordomias impensadas às capacidades pessoais dos mesmos e só receberam o mínimo ou quase nada, como favores e caridade. Se grande parte de meu bairro se encontra flagelado, certamente o mesmo ocorre no Jardim Nova Itaparica, ao Mangue Seco, a Ilha Verde e a maioria dos bairros que fogem ao olhar observador dos turistas e veranista, pois são os abrigos que deveriam ser seguros e minimamente decente para se viver, para um povo que luta bravamente para sobreviver a despeito da falta quase total de oportunidades. A palavra de ordem que tenho escutado é “chega”, chega de muita conversa, desculpas intermináveis, briguinhas e falácias em plenário nada úteis ao povo e sim aos interesses unicamente dos políticos. Chega de licitações sempre muito demoradas, chega de prioridades que atendem somente aos interesses que facilitam a vida e o trabalho dos assessores e aliados políticos, chega de arranjos descarados de todos os níveis e interesses que ofendem a inteligência e a boa-fé do povo humilde, chega de promessas futuristas, quando as necessidades são para o aqui e agora. Finalmente, o povo começa a perceber que se durante a campanha, todas as mazelas existentes são reconhecidas e até chamadas de históricas e, são pelos candidatos, espalhadas como merda nos ventiladores dos palanques, obviamente as soluções e os recursos para saneá-los já deveriam estar na manga como um trunfo ao povo e gratidão pelos votos que pretendem receber. O povo começa a compreender que a falta de continuidade nos processos de sucessão, são abusivos e representam atrasos assustadores, cujos ônus só ele paga do início ao fim de cada mandato, ficando o bônus para um pequeno grupo que lambe os beiços se sentindo os máximos, frente a milhares de babacas sofredores, a maioria com os pés descalços ao chão. O povo itaparicano, desde outubro não é o mesmo e os políticos não perceberam imbuídos que sempre estão nos seus egocentrismos e na certeza da impunidade de suas mesmices comportamentais que , antes de pensarem em adular aos aliados e cooptarem parceiros da oposição, deveriam voltar suas atenções a um povo que decidiu que tudo seria diferente e que de lá para cá, silenciosamente avalia cobrando ações, já no tom de patrão, numa evolução fantástica que emociona e me faz pensar que, verdadeiramente, nada é inerte e para sempre igual. Agora vai... Não resta a menor dúvida!!!!!

quinta-feira, 9 de março de 2017

NEM TUDO QUE É LEGAL É MORAL

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI COMPLEMENTAR Nº 25, DE 2 DE JULHO DE 1975 Estabelece critério e limites para a fixação da remuneração de Vereadores. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: Art. 1º - As Câmaras Municipais fixarão o subsídio dos Vereadores no final de cada Legislatura para vigorar na subseqüente, observados os critérios e limites determinados na presente Lei Complementar. (Vide Lei Complementar nº 38, de 1979) Parágrafo único - Na falta de fixação do subsidio a que se refere o caput deste artigo, poderá a Câmara Municipal eleita fixá-lo para a mesma Legislatura, observados os critérios e limites estabelecidos nesta Lei, retroagindo a vigência do ato à data do início da Legislatura. (Incluído pela Lei Complementar nº 38, de 1979) Art. 2º - O subsídio dividir-se-á em parte fixa e parte variável. (Vide Lei Complementar nº 38, de 1979) § 1º - A parte variável do subsídio não será inferior à fixa, e corresponderá ao comparecimento efetivo do Vereador e à participação nas votações. (Vide Lei Complementar nº 38, de 1979) § 2º - Somente poderão ser remuneradas uma sessão por dia e, no máximo, quatro sessões extraordinárias por mês. Art. 3º - É vedado o pagamento ao Vereador de qualquer vantagem pecuniária, como ajuda de custo, representação ou gratificação, não autorizada expressamente por esta Lei. (Revogado pela Lei Complementar nº 38, de 1979) Art. 4º - A remuneração dos Vereadores não pode ultrapassar, no seu total, os seguintes limites em relação aos subsídios fixados aos Deputados à Assembléia Legislativa do respectivo Estado: Art. 4º - A remuneração dos Vereadores não pode ultrapassar, no seu total, os seguintes limites em relação à dos Deputados à Assembléia Legislativa do respectivo Estado: (Redação dada pela Lei Complementar nº 38, de 1979) (Vide Lei Complementar nº 50, de 1985) II - nos Municípios com população de mais de 10.000 (dez mil) a 50.000 (cinqüenta mil) habitantes, 15% (quinze por cento); O cenário atual, de crise financeira, com governo federal, Estados e municípios tendo de cortar despesas, além do índice de desemprego assustador, assim como da realidade brutal da pobreza em nosso Município, não é apropriado um reajuste salarial de vereadores e do executivo e de seu secretariado. Este aumento, chega a ser afrontoso e, portanto, desrespeitoso a toda população itaparicana. O Vereador Nerivaldo, imbuído das melhores intenções, exacerbou em suas ponderações ao sugerir um salário de mil reais, o que é totalmente inconstitucional, já que não é possível juridicamente, tal retrocesso salarial, além convenhamos, não ser adequado ao cargo de autoridade pública. Acredito que o ideal é que este aumento fosse revogado ao salário anterior com reajuste correspondente a inflação dos últimos 4 anos. O mesmo não sendo aplicado nos salários de Prefeito e de secretários, já que não exerciam ainda seus cargos. Esta seria uma substancial economia dos recursos públicos que poderiam ser destinados a outros benefícios à população como fundo de amparo aos mais carentes, evitando assim que os vereadores se vissem na obrigação de comprar urnas funerárias, sacos de cimento, pagamentos de contas domésticas, como luz e gás e outros. Precisamos adequar as despesas do Município a sua realidade de cidade pobre com uma grande parte da população carente de quase tudo. NEM TUDO QUE É LEGAL É MORAL Pensemos nisto, sem paixão, apenas usando a lógica aplicada em outros locais de nosso país.

terça-feira, 7 de março de 2017

UM DIA NO HGI

Gostaria de agradecer aos funcionários do Hospital Geral de Itaparica, pelo atendimento que foi oferecido ao meu Roberto no dia de ontem. Desde o acolhimento na recepção até o atendimento médico, ele recebeu toda a atenção e medicação necessários à estabilização de seu estado físico. Enquanto aguardava, fui constatando que o mesmo acolhimento era oferecido a todos. E isto é muito gratificante se pensarmos que é o hospital o único primeiro maior apoio que cada um de nós pode recorrer na hora da dor, tenhamos dinheiro ou não, sejamos chiques ou não. Portanto, precisamos ajudar não só na manutenção do mesmo, como na melhoria e ampliação de seus atendimentos e para isto, precisamos pressionar o governo do Estado para cumprir com suas obrigações com a empresa gestora, assim como pressionar a mesma para direcionar para o nosso HGI, melhores e maiores atenções, visto que nos últimos anos, o hospital vem atravessando crises intermináveis e esta cobrança precisa acontecer através da Prefeitura que desfruta junto ao governo do estado um ótimo relacionamento. Cabe a cada um de nós fazer com que nossos vereadores se tornem mais próximo de nossas mais básicas necessidades, cobrando incessantemente da Prefeita eleita de forma expressiva, ativa luta a favor de todos nós. Problemas só se tornam históricos pela acomodação do povo e dos políticos em geral. Se queremos uma Itaparica melhor para se viver, precisamos cobrar os nossos direitos fundamentais, assim como cumprirmos as nossas obrigações de cidadãos participativos. É inimaginável continuarmos a pagar IPTU sem que tenhamos a mínima atenção aos serviços públicos que deveríamos receber. Entra gestão e sai gestão e inúmeras de nossas ruas continuam sem calçamento, saneamento básico, luz nos postes, recolhimento de lixo, enquanto, apreciamos ano após ano, outras ruas e avenidas, sendo sistematicamente refeitas, num desperdício de dinheiro público assustador. O HGI é apenas um item de fundamental importância para que o povo de Itaparica possa receber o que lhe é de direito. E quanto a enfermeira loira que atendia no ambulatório, cujo nome não me foi possível conseguir devido ao natural corporativismo, fica o meu pesar, pois é sempre possível existir uma fruta podre nas boas e saudáveis arvores.

sábado, 4 de março de 2017

SUCESSO – SEMPRE MUITO RELATIVO

A tarde está dando passagem à noite desta sexta-feira pós carnaval e do finalzinho do verão que foi extremamente gratificante, repleto de comemorações religiosas e profanas que coloriram a nossa querida Ilha de Itaparica e, é claro, cá estou quietinha no meu canto, pensando e pensando em tudo que venho vivendo ao longo de minha vida e, no quanto esta tem sido surpreendente, dando a mim um profundo sentido interior de permanente sucesso, apesar de no percurso muito eu ter perdido em bens materiais e, em alguns momentos, sequer acreditar que seria possível atravessar as nuvens pesadas e escuras que insistiam em nublar os esforços empreendidos. Pensava comigo mesma: tudo há de passar, não posso esmorecer e nesta constante estimulação que, confesso, jamais soube exatamente de onde vinha, fui tocando a vida e recebendo inúmeras graças que chegavam através de portas e janelas que se abriam, levando-me a armazenar com muito carinho infinitas vitórias existenciais, numa sucessão de altos e baixos, que foram deixando pelo caminho perfumes e aromas de uma vivência extremamente rica e abastecida de sucessos. Há quem meça seus próprios sucessos através do patrimônio expressivo ou de toda e qualquer forma de luxo e riqueza, poder e glórias, outros por conseguirem manter suas vidas dentro de padrões de equilíbrio financeiro, outros ainda, buscam a vida junto a natureza, despojados de quase tudo sistêmico, afinal, “cada cabeça uma sentença”. Todavia, em regra geral, somos induzidos a apreciar, desejando o brilho que reluz. Penso então, que como todo mundo, contabilizo meu sucesso e aí, que bom, são tantos que eu precisaria de muitas laudas para descrevê-los, portanto, vou resumir, mostrando o meu último sucesso, que veio através da generosidade de uma pessoa que ao ouvir um apelo que fiz, em prol de outra pessoa, através da Rádio Tupinambá, atendeu imediatamente. Afinal, sucesso é também ser intermediária entre quem precisa e o que tem para oferecer. Deixo aqui o meu mais sincero agradecimento a amiga Celma Santos, que também é nossa amiga no face, pelo carinho e generosidade em ofertar uma “Cadeira de Rodas” para uma linda pessoa que, no momento, dela muito necessita, rogando a Deus todas as bênçãos para ambas. A noite chegou de mansinho e encontrou meu coração em estado de graça.

quarta-feira, 1 de março de 2017

DESABAFO.

Lendo as mensagens de pêsames em várias postagens, encontrei uma em que a pessoa disse que mudaria seu título para outra cidade porque o Prefeito era mais inteligente e sabe cuidar das pessoas. Li e reli não acreditando que mesmo com tantas informações midiáticas, ainda existam pessoas que acreditam que segurança pública é responsabilidade de Prefeito, seja ele quem for. O comandante de polícia e sua corporação é responsável pela segurança de toda a Ilha de Itaparica e ainda existem duas delegacias de polícia civil, promotores públicos e Juízes. Por que a violência só aumenta? Provavelmente por inúmeras causas em que as falências institucionais associadas as políticas sociais estejam presentes, num banalismo atuante em todos os níveis de nossa sociedade, aleijando e corrompendo mentes. A inversão sistemática dos valores mais primários de convivência, são solapados por todo o tempo por todos aqueles de deveriam representar modelos a serem seguidos, mas lamentavelmente, o são da forma mais ignóbil possível, transferindo para as frases feitas e os falsos argumentos, todas as justificativas para a violência que produzem através de suas inconsequências políticas e consequentemente humanas. Itaparica através de sua Prefeitura, produziu dias e noites de muitas alegrias, onde famílias inteiras, inclusive a minha, pode desfrutar de absoluta segurança, boa comida e muitos sorrisos soltos. O que aconteceu no final da terça-feira, foi um ato desastroso e absolutamente pontual, onde não há a quem culpar, além da banalidade à vida que infelizmente, também aqui tem sua morada nas almas destruídas que trocam os argumentos por armas, suas loucuras pessoais pelas vidas que cruzam as suas. Enquanto tivermos políticos corruptos e sem qualquer vergonha e dignidade pessoal à frente das Câmara de vereadores, Deputados e senado Federal, assim como Presidentes caras de pau, bandidos contumazes, que corrompem tudo que tocam e que na realidade não estiveram e não estão nem aí para cada um de nós, presenciaremos ao crescimento contínuo da violência que é alimentada pela ignorância generalizada e pela miséria que é bem mais séria que a pobreza, mais corrosiva que a simplicidade, tão destruidora quanto a hipocrisia de se pregar uma igualdade que nunca existiu e jamais existirá nem mesmo onde o respeito humano se faz presente de forma expressiva. Tudo que precisamos é buscar um equilíbrio na divisão de rendas e oportunidades, abrindo espaço para que gente decente cuide de nós. Mas como se somos nós os primeiros a aplaudir os bandidos que elegemos inconsequentemente, enquanto jogamos pedras em todo aquele que não atende aos nossos interesses? Mudar de cidade não é solução, idolatrar gestores muito menos, porque só existe uma solução e não duas que é uma mudança de postura pessoal que sirva de modelo a todos os demais que nos cercam para que em um futuro, possamos ter uma convivência menos cruel, menos separatista e consequentemente, mais humana. Desculpem o desabafo, mas eu conheci na minha juventude um mundo de muitas diferenças sócio econômicas, assim como reconheço a escassez que havia de acesso à educação formal, todavia, como garota de classe efetivamente média, seguia as recomendações de minha mãe, que me orientava a cortar caminho, através da favela da Praia do Pinto, mais conhecida como Cruzada São Sebastião, fundada por Dom Elder Câmara, que fazia divisa dos bairros Leblon e Ipanema, por ser mais seguro, deixando-a assim mais tranquila, quanto as minhas idas ao Clube AABB, onde jogava tênis duas vezes por semana. Seria hoje, absoluta loucura, totalmente impensável, sequer passar na calçada de uma favela. Quando a miséria vestiu as roupas de uma falsa igualdade de direitos, amparados em falácias sociais sem base estrutural que verdadeiramente sustentassem de forma eficaz os amparos oferecidos aos mais carentes, a inércia, a baixa qualidade educacional, o sentimento de desforra e o tudo mais que a mente humana é capaz de produzir, explodiu através do ganho fácil do tráfico de qualquer coisa, principalmente, da alma humana, num bailado idealista sem conteúdo prático que determinasse o seu ritmo e a sua cadência. E então, a arvore que já não produzia frutos de qualidade, acabou por produzi-los adoecidos ou podres.

OCUPANDO ESPAÇO, GERANDO AMOR

São pouco mais de quatro horas da manhã e novamente, ainda deitada com os olhos fitando o céu que posso enxergar através de uma das bandas da janela que se encontra aberta, vejo retardatárias estrelas e penso, não sei bem porquê, nas inúmeras estrelas que existem resistentes entre nós no nosso cotidiano, algumas ainda muito pequenas, mas cujos brilhos são tão intensos que certamente, não passam desapercebidas por olhos atentos, quanto aos meus. Estrelas brilhantes que esperam silenciosamente que alguém abra espaços de amor nas suas duras realidades para que, ao invés de se apagarem no ostracismo ou serem arrastadas pelas intempéries de seus instantes doloridos, possam receber um bendito impulso para que no firmamento de suas existências, possam distribuir suas luzes, abastecidas de energias, numa integração que lhes permitam fazer parte de um firmamento, onde o brilho individual se expande, trazendo mais luminosidade ao seu redor. E neste bailar de pensamentos que até podem parecer lúdicos, enxergo a Praça dos Veranistas, há algum tempo, meio que esquecida como uma bela dama solitária de um quadro renascentista, precisando urgente de uma renovação de cores e luzes, de ideias e ideais, para dar-lhe a chance de novas proposições, onde estrelas se desenvolvam, dando mais brilho ao que já é por natureza belo. Penso então no terreno atrás do Grande Hotel e no espaço de amor que pode se transformar, se ao invés de lixo e mato seco, lá for erguido um centro de talentos cênicos para fazer despontar constelações de uma nova geração de estrelas que, ofuscarão a miséria, a dor e a violência, com a música, o teatro e a poesia. E, continuando a pensar, vejo o rosto lindo do amigo Yulo Cesar, senhor do bastão quase mágico, que faz despontar estrelas, num céu nublado que o cruel sistema social produz. E aí, dando asas aos meus sonhos e devaneios de inclusão social palpáveis, posso enxergar a praça em ritmo de movimento, servindo suas frondosas arvores como abrigo seguro para os nossos jovens, num ir e vir de construções de vidas. Para quem não curte o carnaval, resta pensar em estrelas e nas constelações que o amor pela vida e a vontade política, podem gerar.