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Mostrando postagens de Novembro, 2017

SÍNDROME DO ENFADO NATALINO

Novembro a um passo de findar, o que para mim é o disparador sorrateiro de um conjunto de sensações nada agradáveis em relação ao mês de dezembro. Tudo muito surreal, já que jamais sofri qualquer tipo de aflição neste período, muito pelo contrário, afinal, sou de uma época em que o período natalino era de festas fartas em família, onde o lúdico ainda encontrava acolhimento e muito mais afeto às mentes infantis, bem mais que propriamente presentes. Todavia, confesso que jamais gostei, não apenas do Natal e Ano Novo, mas de qualquer data determinante a se comemorar, isto ou aquilo, mesmo reconhecendo serem necessárias para conscientizações sociais e mesmo como aglutinação de propósitos. Bem, se fosse fácil o entendimento, não estaria ano após ano relatando o meu incômodo. Como todo mundo, faço ceia, mas sem qualquer empolgação maior, e isto é frustrante, pois não vejo sentido em ter que se esperar um ano inteiro para, então, reunir, sorrir, beber e comer determinadas iguarias e ainda recebe…

POR UNS TROCADOS A MAIS...

Segunda-feira de final de novembro de uma era, no mínimo, preocupante, quando penso na alienação existencial que só aumenta, mesmo envolta em tantos caminhos de ensinamentos àa disposição na parafernália da internet ou nos tradicionais livros. Uma infinidade de gurus, magos e profetas, religiões, seitas e filosofias que passeiam desde a condução de um respirar adequado, às comidas que são capazes de proporcionar a leveza necessária para se adentrar no mundo espiritual. E no final das contas, o que se busca tanto é, tão somente, um pouquinho de paz interior, cada vez mais escassa, apesar de mais negociável. Como em tempos remotos, fizeram renascer os suntuosos templos, as mais ricas oferendas, os mais absurdos comportamentos, numa demonstração assustadora de um retrocesso gigantesco da incapacidade humana em não se sentir parte integrante da vida, na qual sequer se percebe inserido. Nunca o mundo abrigou tantos doutores e especialistas de quase tudo e também nunca esteve tão iletrado em s…
POR UNS TROCADOS A MAIS... Segunda-feira de final de novembro de uma era, no mínimo, preocupante, quando penso na alienação existencial que só aumenta, mesmo envolta em tantos caminhos de ensinamentos àa disposição na parafernália da internet ou nos tradicionais livros. Uma infinidade de gurus, magos e profetas, religiões, seitas e filosofias que passeiam desde a condução de um respirar adequado, às comidas que são capazes de proporcionar a leveza necessária para se adentrar no mundo espiritual. E no final das contas, o que se busca tanto é, tão somente, um pouquinho de paz interior, cada vez mais escassa, apesar de mais negociável. Como em tempos remotos, fizeram renascer os suntuosos templos, as mais ricas oferendas, os mais absurdos comportamentos, numa demonstração assustadora de um retrocesso gigantesco da incapacidade humana em não se sentir parte integrante da vida, na qual sequer se percebe inserido. Nunca o mundo abrigou tantos doutores e especialistas de quase tudo e também nunc…

Que coisa, viu!!!!!

Hoje, como é domingo, sobra mais tempo para pensar nas coisas que nos afligem no dia a dia; e, com certeza, o não rendimento do erário público é sempre muito intrigante, e aí, vejamos: - Cada gestão permanece por 48 meses, perfazendo quatro anos. No caso especial dos municípios que recebem mensalmente uma fração, mesmo que reduzida, de royalties, se economizassem em média 100 mil reais mensais, o que não é muito, provavelmente, no final deste período, teria em caixa cerca de quatro milhões e oitocentos mil de reais; como não sei o preço do metro quadrado de calçamento, não posso mesurar o quanto poderia realizar, mas pensando que, somente depois que vim morar na cidade, já se passaram quatro prefeitos de mandatos concluídos, e agora, um ano da atual, acredito que teríamos cerca de  24 milhões. Se dividir pelos 17 anos de gestões, volto a concluir que pelo menos mais de uma dezena de ruas poderiam ter sido calçadas, ao invés de terem gasto o dinheiro em seguidos reparos – às vezes para s…

Duelo de Titãs

O dia amanheceu e o sol ainda não apareceu na exuberância do costume, nesta época do ano. Talvez, esteja com preguiça e só mais tarde vai dar o ar de sua graça nas areias das praias, no jardim da casa de alguém ou em qualquer lugar, onde corpos e mentes vão estar esperando, ansiosos para desfrutar do seu calor. Enquanto, escrevo sobre a preguiça do sol, ele provavelmente para mostrar que ouviu, mesmo aparentemente adormecido, aparece mostrando-se, não resta a menor dúvida, pouco entusiasmado, mas já iluminando as copas e os telhados, numa marcação ainda frágil de seu território. De repente, como se novamente tivesse me ouvido, ele reage e se torna mais intenso, ameaçando adentrar em minha sala, mas por enquanto, só mesmo ameaça, pois seu brilho de recém acordado, ainda não foi capaz de me convencer de que terá forças para iluminar por muito mais tempo, já que também de onde estou, posso avistar algumas nuvens que insistentes, ameaçam marcar presença, mesmo que passageira. Neste duelo de …

SENHOR DEUS!!!!

Quanto mais presenciamos joelhos se dobrarem nas Igrejas e templos, na mesma proporção, somos capazes de conviver com uma sociedade egoísta, arbitrária e extremamente violenta. Que incoerência é esta? Seria apenas fuga existencial, incapacidade de encontrar Deus em si próprio e, consequentemente, no outro? Ou, quem sabe, tão somente uma forma de tentar corromper os “Divinos”, com prendas, oferendas e polpudos dízimos, acreditando assim, que com dinheiro, cantos e orações, a criatura humana lava todas as suas mazelas, abrindo as portas dos céus? Quanto mais ouvimos falar de Deus, mais distante ele nos parece na realidade do nosso cotidiano. Senhor Deus dos desgraçados!  
Dizei-me vós, Senhor Deus!  
Se é loucura... se é verdade  
Tanto horror perante os céus?!  

(Navio Negreiro – Castro Alves)

ORAÇÃO COGNITIVA

“As luzenas avermelham os brilhos e fazem doidas espirais” (navio negreiro, castro alves). A sedução já não mais faz parte de tuas ações e a falta de credulidade agiu como uma espada afiada, ceifando a tua criatividade. Olhai, portanto, os lírios dos campos, que não tecem e não fiam, todavia, permanecem nutridos com as seivas da natureza.(mt.6-28). O que temes? Afinal, tens o universo como o teu provedor...

MARAVILHA .!

Emocionada, agradeço a todas as pessoas que carinhosamente expressaram suas atenções, carinhos especiais e amor por mim, reforçando a minha certeza de que a maior riqueza que uma pessoa pode acumular, para deixar um rastro de luz por esta passagem pela terra, é sem dúvidas, a sua capacidade de tocar meigamente as emoções daqueles que, de alguma forma, com ele divide espaço. As letras do alfabeto com as quais construo frases que refletem necessidades, frustrações, desejos, tristezas e alegrias possíveis a todos nós é, acima de tudo, amor à vida e a tudo que nela existe e certamente o bendito elo que me une a vocês que, bem de pertinho ou a quilômetros de distância, dividem comigo o prazer de existir, sentindo sem pudores as vibrações que nos cercam. Fiz questão de anotar o nome de cada um para, diariamente, até o próximo aniversário que pretendo comemorar, poder rezar, rogando ao universo na figura do nosso DEUS, proteção e bênçãos às suas necessidades.
Um beijo carinhoso a todos e até 21…

SER ESCRITOR

Para quem olha de fora, a vidinha de um escritor é bastante medíocre e, geralmente, solitária. Ledo engano, afinal, como ser solitário se o mundo está nas infinidades de letras que trazem para a possível realidade velhos desejos que, sem elas, seriam sempre, apenas, sonhos.   O escritor voa com os pássaros, banha-se nos mais caudalosos rios, navega por mares calmos ou bravios, escala as mais altas montanhas, percorrendo encantado as mais belas grutas encruadas na terra e é capaz, de como ninguém, deitar-se na relva fresca e apreciar o céu, sentindo o calor do sol, quase queimar suas retinas ou deixar-se molhar pelas grossas chuvas do inverno. Com as letras, o escritor escava terras secas, fazendo soltar delas, as esmeraldas e diamantes que só a vida pode oferecer e, ainda com as mãos sangrando e com as unhas lascadas, colher uma flor e oferecer a alguém, sem que o sangue que de seus dedos escorre, macule a delicadeza de seu gesto. Ser escritor é amar a vida até mesmo quando escreve sobre…

UM GESTO e nada mais.

Enquanto dou uma olhada no face, pelo canto dos olhos posso acompanhar através da janela, o meu querido Roberto, equilibrando-se entre um galho e outro da amoreira, tudo para não desabar da varanda e para me trazer como faz em todas as manhãs, as benditas amoras. Deixei o face de lado e agora, já saboreando duplamente os brindes que a vida me oferece, registro este momento nada banal, rogando ao universo que me inspire a cada amanhecer, para que eu, continue encontrando com Deus e que juntos, numa parceria que existe desde sempre, possamos seguir caminho dando e recebendo amor.

PALCO DE LUXO

E aí, confesso que ser uma observadora é sempre muito doloroso, mas fazer o quê, se não me é possível partir ou frear o senso de lógica que permeia a mente?
Estou falando mais uma vez sobre a forma sem sentido prático com que acolhemos nossos pretensos representantes, seja do legislativo, executivo ou judiciário de qualquer nível.
Tratamos os candidatos como se fossem talhados de algum material especial, jamais igual ao nosso. Oferecemos os salamaleques mais requintados, colocando-os em pedestais de importância, superestimando suas intenções e, ao mesmo tempo, expondo nossas bobices em acreditarmos que, realmente, o cidadão fará algo palpável para nossa cidade ou pelo menos por nós.
Na maioria das vezes, até conhecemos o seu histórico político, mas deixamos de avaliar a nós mesmos, porque ao invés de cobrar planos específicos que venham agregar valores sociais à cidade, ficamos como alienados, oferecendo o campo do genérico, onde eles surfam divinamente e, ao irem embora, pois, todos vão…

VIVA ITAPARICA!!!!!

!
É natural que as lideranças da cidade se sintam frustradas por não ter sido chamadas para conversar, quando da preparação do projeto FITA, e agora, sem censuras ou cortes de quem quer que seja, sintam-se totalmente livres para expressar o que gostariam de ter sugerido, quando da preparação da mesma. 
Culpar as pessoas que fazem observações, lembrando-as de que nada fizeram, convenhamos que também não é justo, já que é necessário bem mais que conhecimento cultural da cidade, principalmente apoio financeiro, portanto, não sejamos também simplistas em nossas avaliações. 
Claro que além da mágoa pela exclusão neste ou naquele aspecto, sempre haverá nos relacionamentos humanos, bem mais expressivos em cidade pequena, as diferenças partidárias e os conflitos de ordem emocional. 
Então, creio que seria de bom tom, o aplauso ao FITA como uma iniciativa maravilhosa que deu certo e encantou a todos nós, mas também que estejamos abertos às sugestões, para que o próximo seja ainda mais abrangente. 

MERCANTILISMO DO MEDO

Enquanto cursava filosofia, dividi espaço universitário com inúmeros seguidores de religiões que cultuam o Diabo como forma dele se defender. Pode uma coisa dessas? Até então, não havia prestado atenção neste tipo de culto, mas sinceramente, depois deste encontro involuntário com os adoradores de Satã, não saí impune e precisei buscar um mínimo de entendimento de tamanha incoerência, já que me pareceu sem qualquer lógica o convívio destas criaturas com a filosofia e, ao mesmo tempo, suas crenças religiosas. Bons anos depois, nenhuma razoável conclusão, fico pensando, que talvez, o medo de viver se assemelhe mais ao Diabo devastador, ficando Deus como uma ficção, figura lúdica, merecedor de retóricos cânticos e orações, escudo de proteção de uma suposta força dominadora que persegue, fazendo sofrer impiedosamente. Mas aí, também penso na ineficiência de Deus e na eficácia do Diabo, já que mesmo sendo acirradamente combatido, persiste, resistindo bravamente ao poderoso Deus, numa medição de…
Tenho esperança que as minhas sementes quando plantadas a partir de meus pensamentos expressos, encontrem terrenos propícios às suas germinações.

O OBVIO NECESSÁRIO

Hoje, no café da manhã, conversando com o Roberto sobre o meu prazer quanto ao hábito que jamais abandonei de tomar um farto dejejum, lembrei-me com satisfação que devia isto à minha mãe, sempre zelosa com a alimentação da família e que jamais deixou que este carinho esmaecesse, até mesmo, quando, já debilitada e refém de uma cama hospitalar, ainda assim insistia em querer saber se estávamos nos alimentando devidamente. Em seguida, lembrei-me do carinho com que preparava a merenda para que eu levasse para a escola, mesmo já mocinha, com 14, 15, 16 anos, já cursando o NORMAL (quem se lembra deste curso?) em uma escola que ficava do outro lado da cidade, e que consumia duas horas do meu tempo, diariamente.  Em meio a estas lembranças amorosas, as minhas idas diárias de Ipanema à Tijuca, no ônibus 415 (Estrada de Ferro/ Leblon), trouxeram também de volta antigas lembranças, hábitos adquiridos na educação doméstica para um maior e melhor convívio com os demais, que, infelizmente, feneceram …

DESAFIO CONSTANTE

Fazer jornalismo em cidade do interior, onde as pessoas, sejam públicas ou não, se esbarram por todo o tempo, onde os olhos se cruzam e é impossível separar-se a pessoa do profissional, certamente é bem mais difícil que nas cidades grandes, onde o anonimato oferece sempre um distanciamento mais confortável. Daí, creio ser necessário um cuidado especial no trato dos assuntos, já que a possibilidade de um confronto é sempre infinitamente maior, como também a responsabilidade quanto aos propósitos de por todo o tempo pensar em pautas que privilegiem o maior número de pessoas, já que o bem comum sempre está bem mais próximo e, portanto, mais real, por ser mais facilmente mensurável. Selecionar os discursos para não incorrer nas falácias que se tornam bordões e que, de tão repetidas, acabam por se tornar verdades, induzindo aos erros avaliativos, é sempre um desafio ao profissional que tem como objetivo executar o seu trabalho respeitando o público que dele se utiliza para encontrar informaç…

TCM - CONTAS REJEITADAS

Ex-prefeito de Itaparica tem contas rejeitadas
9 de novembro de 2017
Na sessão desta quinta-feira (09/11), o Tribunal de Contas dos Municípios votou pela rejeição das contas da Prefeitura de Itaparica, da responsabilidade de Raimundo Nonato da Hora Filho, relativas ao exercício de 2016, em razão do descumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que trata da ausência de recursos em caixa para pagamento de despesas que foram realizadas em 2016, mas que só seriam pagas no exercício seguinte. Diante da irregularidade, o relator do parecer, conselheiro José Alfredo Rocha Dias, determinou a formulação de representação ao Ministério Público da Bahia contra o gestor. O ex-prefeito foi multado em R$5 mil pelas falhas e irregularidades contidas no relatório técnico e em R$18.720,00, que equivale a 12% dos seus subsídios anuais, por não ter reduzido as despesas com pessoal ao limite de 54% previsto na LRF, que no 3º quadrimestre representou 59,69% da receita corrente líquida. Os c…

NA MEDIDA CERTA

Difícil, quase impossível manter-se equilibrado nos dias atuais em meio a infinitas distorções de todas as naturezas. Sinceramente, seria hipocrisia dizer que a harmonia existencial não requer um constante exercício de depuração, pois o acúmulo de fatores inadequados à natureza de cada um, extrapola ao considerado normal, adentrando nas entranhas do determinismo, onde o vigiar a si próprio nas reações, torna-se critério absoluto na condução dos relacionamentos humanos, ficando as ações como efeitos resultantes do propósito básico de não se contaminar. Este critério aparentemente simples, ganha um gigantismo de intercessões externas que enfraquece, esmorecendo por todo o tempo o determinismo. Daí, a necessidade da compreensão de que por mais dedicado que seja a busca do aperfeiçoamento, ainda assim, a criatura humana estará sujeita há em determinados momentos, sentir-se fisgada, vendo escorrer ladeira abaixo, propósitos que considerava como consolidados em suas posturas emocionais. Todavia…

INFINITAS PRIMAVERAS

Canta passarinho canta, pois o teu canto preciso ouvir. Se com tuas asas faço os meus voos, Com o teu canto, faz-me feliz.
Canta passarinho canta, surpreenda-me a cada amanhecer Transformando com teus belos cantos, Os longos voos que faço, através de ti.
Canta passarinho canta, Teu canto é para quem quer te ouvir Assim como só compartilhas as asas, Com quem se predispõe a voar.
Canta passarinho, canta No amanhecer deste ensolarado dia Transforme meu bendito outono em primavera De delirantes voos, nas planícies do universo.
Canta passarinho, canta Porque enquanto cantas e eu posso ouvir A minha vida se enternece e se encanta Em infinitos voos de vida, amor e liberdade.
Canta passarinho, canta Pois acredito que cantas, unicamente para mim. E que tuas asas a mim pertencem Num egoísmo infantil Do apenas, ser feliz.
Canta passarinho, canta Estou sempre pronta para te ouvir cantar Pois através de ti, bato minhas asas Em voos solos de vida, amor e liberdade.
Canta passarinho, canta...

DORES DO MUNDO

De repente, enquanto preparava o café, lembrei da menina Mariana, baleada na escola, que com apenas 14 anos, perdeu os movimentos da cintura para baixo e ao mesmo tempo, parei e cobri meus olhos num pranto repentino. E então, lembrei-me da sessão da Câmara que na realidade, mais se parece com um circo de horrores, onde o riso e o medo são pares constantes a qualquer mente razoavelmente pensante e num comparativo das dores do mundo, ambos me fazem chorar. Um pela insensatez que caracteriza o humano nos seus infinitos graus de inadequação e o outro, pela manipulação consciente da estupidez humana. Chorar é a forma mais rápida de desabafar o sufocamento que parece esmagar o peito contra as costas, criando a dor que chamo do mundo, onde minhas conscientizações nada podem modificar. Esta impotência, faz doer o corpo e a alma, induzindo-me à depois do choro, escrever, caminho por onde escoo os meus lamentos.

QUE COISA, VIU!!!!

Quando penso que já ouvi todas as besteiras possíveis, oriundas de políticos ou de pessoas ligadas aos mesmos, lá vem alguém e PIMBA, solta outra que de tão absurda, nos torna incapazes de qualquer reação. Gostaria de poder analisar frase por frase que foi dita na Câmara de Vereadores juntamente com mestres e doutores em Filosofia Política, única e exclusivamente para catalogarmos incoerências, a fim de ministrarmos em algum momento para classes de discentes, o que, verdadeiramente, significa demagogia sem conteúdo, forma direta e objetiva para que entendam do porquê do país se encontrar nesta situação caótica. Hoje, definitivamente, o circo dos horrores foi armado e, por incrível que possa parecer, não foram os prezados edis que protagonizaram o pouporri de incongruências. Rapaz, que coisa, viu!!!! O discurso batido e esfarrapado continua em alta sem qualquer respeito a quem ouve, como se todos fossem abestalhados incapazes de algum raciocínio mais lógico. Só posso agradecer ao universo,…

DESAPEGO

Falar do sol que já invadiu a minha cozinha, cobrindo também a mesa da copa como um manto de luz dourada é, com certeza, uma grata alegria que se renova a cada primavera. Falar do sol é o mesmo que falar da vida, e não há nada que mais me motive do que falar destes instantes presentes que venho vivenciando há décadas, não permitindo jamais que o enfado, o cansaço e as decepções, empanem o seu original de encantamento. Olho para trás e não consigo encontrar qualquer resquício de perdas, mesmo hoje reconhecendo que foram muitas, e fico pensando, que talvez, isso se deva porque de alguma forma meio que intuitivamente fui enterrando-as em um solo fértil de determinação em não interromper a caminhada e, tão pouco, cobri-la com os escombros das minhas inconsequências muitas vezes, o que, certamente, dificultaria o meu livre caminhar. Satisfiz-me em todas as ocasiões vivendo intensamente cada circunstância, fosse agradável ou não, partindo em seguida para uma nova jornada, tendo a preocupação d…

GENEROSIDADE

Quando conseguimos dominar os nossos impulsos frente ao apenas diferente, e mesmo o contrário, adentramos numa bendita estrada, cujo percurso nos habilita em algum momento a agirmos como pessoas generosas. E o percurso é longo, já que existem etapas a ser vencidas. São paradas obrigatórias, aonde vamos nos despindo de inúmeros sentimentos com os quais fomos convivendo, como se os mesmos nos fossem absolutamente naturais. E não o são, pois na realidade, fomos colhendo-os, fosse em parte pela convivência num sistema inadequado, fosse pela genética que imprime sua marca, fosse por ambos, o que é o mais provável. Ir gradativamente retirando estes pesos extras é o mesmo que se sentir, a cada passo, um ser mais leve, menos amargo, menos briguento em relação ao mundo. E aí, também aos poucos, vamos enxergando a irrelevância dos embates sem propósitos, que não o de impor nossa forma de sentir e vivenciar o mundo. Da mesma forma que enxergamos com absoluta nitidez a incapacidade do outro em compre…

CURTINDO A VIDA

O sol até saiu e me cobriu de esperanças de um sábado e domingo ensolarados, qual nada, logo as nuvens se fizeram presentes, trazendo com elas uma chuvinha fina, mas constante, se bem que o sol, sempre insistente, declarou guerra e, num combate interessante, fez-me lembrar das batalhas humanas de séculos passados, onde cada flanco, numa postura ética, esperava o lado contrário armar-se e atirar, para depois, então, também atirar. Parece até que não tenho o que fazer, mas será que existe algo mais importante que observar a vida nas suas peculiaridades? E nesse vai e volta tanto de um, quanto de outro, quem mais se beneficia são as plantas, as flores e principalmente as frutas que, agradecidas, amadurecem mais rápido, apenas para deixar seus aromas, cores e sabores, bem mais cobiçados pelos pássaros e por nós também. Minhas deliciosas amoras com certeza são disputadas acirradamente por mim e por eles, no entanto, acredito que sou eu a mais beneficiada, pois além de ingeri-las, ainda me tor…

SEM NOÇÃO

Sentei-me para escrever sobre a tal desembargadora sem noção e aí, apaguei o já escrito, porque percebi que para isso, eu teria que escrever sobre toda uma sistemática que antes de ser sem noção é sem ética e sem decência. Ética e decência que foi desaparecendo dos comportamentos das pessoas de um modo geral, mas que em se tratando de pessoas públicas se evidenciam e pelo menos para mim, dá a noção do Brasil que estou vivenciando há cerca de 30 anos. Quem lembra dos escândalos de Jader Barbalho, dos Anões do orçamento, de PC Farias, dos escândalos envolvendo a ilibada Família Sarnei e mais próximo dos dias atuais, de Renan Calheiros, dos acusados no Mensalão, e aí, lembro de uma novela em que uma personagem, encarnava uma típica suburbana, que repetia um jargão que ficou famoso: “Cada mergulho um flash” Ele se enquadra perfeitamente, na mentalidade oportunista da mídia de martelar dia e noite sobre um assunto, até que este ou se esgote ou seja substituído por um mais recente, induzindo s…

Fonte de Vida

Vídeo exibido na FITA - Festival de Itaparica de Música e Poesia.
Inspirado no Livro Fonte de Vida de Regina Carvalho.