quinta-feira, 31 de maio de 2012

SUBMISSÂO e SENSIBILIDADE


Tantas décadas após o falecimento de minha mãe, finalmente compreendi a importância de sua postura física e emocional e o quanto esta foi de preciosa importância para a qualidade da minha, levando-me a concluir que o que vivenciamos em nossa infância e adolescência através do ambiente familiar, assim como todo o universo que o envolve, torna-se fundamental para a estruturação de nossa própria postura quando adultos.

Claro que não posso ser totalmente simplista, descartando a natureza individual que, afinal, é responsável direta pela forma como cada criatura absorve e processa todas as informações que recebe.

Todavia, continuo crendo e cada vez mais embasada em minhas próprias observações ao longo de muitos anos e de uma imensa gama de experiências pessoais em que fiz questão de não me furtar, justamente porque me era prioritário ir bem fundo no entendimento da criatura humana enquanto um ser social, mas absolutamente solitário, quando este se despe da mascara social no qual é condicionado a utilizar, até porque, mesmo em total alienação é capaz de perceber que sem ela, não só não convive com ninguém, como, aumenta o grau explicito de sua solidão, já que, também é compelido pela sua natureza que assim o exige, o que o torna um ser tão essencial quanto existencial.


Todo este parêntese inicial para adentrar na postura humana que mais me chamou a atenção em minhas observações que é justo a submissão, suas variantes e conseqüências, sempre me pareceram extremamente danosas em relação as criaturas que estejam envolvidas nesta espécie comum de relacionamento, observando que a sensibilidade que muitas vezes se manifesta como uma luz enganadora que camufla um armazenamento conflitante de emoções que pode chegar ao absurdo de se estruturar na criatura, levando-a a atos de destruição tanto pessoais como em relação ao que ou quem  a subjuga. Afinal, ela se sente sendo esmagada continuamente em seus sentimentos que na realidade determinam  o caráter de seus sentimentos na convivência.


E como a minha ou a sua mãe se encaixam nesta reflexão?
Bem...a mãe é o grande pilar da estruturação emocional familiar e que, afinal, determina a forma e o grau de dificuldades que enfrentaremos vida a fora, junto a convivência com os demais.

sábado, 26 de maio de 2012

APRENDIZADO

E então, pensando na dor que é capaz de produzir enormes destruições emocionais, penso na capacidade humana de superação, que faz de cada criatura, um infindável campo energético, ainda por si aprimorar.
Não sabemos do que somos capazes, sequer imaginamos o quanto possuimos de forças regeneradoras. Estamos, tão somente, engatinhando neste assoalho gigantesco que chamamos de universo, mundo, cosmos e sei lá mais o que, mas que, particularmente, chamo de morada.
Morada que pode ser de luz ou de trevas, de dor ou de incontáveis instantes de prazer.
E é pensando nestes prazeres que busco a compreensão da vida atráves das forças energéticas que a compõe, pela minha ainda ignorância ou falta de atenção, em permitir que a dor, malvada e traiçoeira, faça abrigo no espaço de minha bendita morada.
Escrita em parceria com o amigo energético Ernesto Ganglione, às 17:00 hs,
desta sexta-feira de luz e vida plena.

CONTABILIZANDO

Ah!... Como é difícil, nesta vida onde o sistema malcriado, desaforado e muitas vezes cruel, não só não nos deixa livres para exercitarmos o amor, como ainda, nos sufoca com a presença alheia da rudeza de sentimentos que aflora sem pedir licença, vindo à maioria das vezes, donde jamais deveria ter sequer brotado.

E aí, teimosa como sempre, insisto na manutenção da crença, da esperança, do querer encontrar nem que seja uma única fagulha de um fogo que parece ter se extinguido, mas que para românticos como eu, sempre existirão, resistindo aos ventos e as tempestades dos vícios corrompidos de um sistema decadente, mantido pela desesperança e pela solidão.

O tempo e a vivência, sempre foram inestimáveis parceiros, fazendo desta senhora, uma tenaz apaixonada do belo, do limpo, do encantado que emociona e que faz sorrir, mas que vez por outra, também faz chorar, criando assim um fantástico antagonismo que me apraz por todo o tempo desvendar, não dando tréguas, não deixando enfadar.

E, com a palha molhada pelas constantes tempestades, abrigo-me no calor do quase nada da ínfima fagulha resistente, na qual, emocionada e ao mesmo tempo agradecida, me aqueço, me fascino e, então, me entrego, porque afinal, na fagulha, sou capaz de encontrar o meu tudo e nesta parceria aparentemente inusitada, exercito o amor, me fazendo feliz.  

Um lindo dia, com  muitas fagulhas para aquecê-los.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Programa de Rádio mês de maio, 23 -2012


Programa de Rádio mês de maio, 23 -2012

Olá, amigos de Itaparica.
 A mensagem que trago para o dia de hoje é sobre a grandeza pessoal e a educação.

Sabemos que estamos bem conosco mesmo, com as pessoas e com a vida como um todo, quando somos capazes de manter as nossas posturas comportamentais, estejamos nós em qualquer situação social.

Afinal, somos apenas o que produzimos como unidade pessoa, ou seja: o que vamos adquirindo no cotidiano ao longo desta contínua escola que é a vida.

 Através deste aprendizado, vamos formando as nossas características básicas que são determinantes na formação de nosso caráter, nossas posturas e nossas emoções, que, por sua vez, determinam os nossos sentimentos e, consequentemente, o nosso modo de ser e de agir.

Como o cotidiano de qualquer pessoa não é estático, naturalmente, a todo instante, nos são oferecidos pelas circunstâncias, inúmeras possibilidades reais e palpáveis de alterarmos as nossas formas particulares de enxergar, sentir, processar e, finalmente, absorver as diversificadas informações, que nem sempre são agradáveis.

Portanto, o que não nos falta são chances mais que fartas e reais de alterarmos os nossos instantes.

Mas será que sabemos conscientemente disso?

Será que somos capazes de perceber a chance bendita de mudança que está nos sendo oferecida pela vida, através do outro diretamente ou das circunstâncias?

Essas mensagens podem ser e aparentar mil formas diferentes, mas que, no frigir dos ovos, são apenas o ir e vir dos conjuntos de necessidades, sonhos, desejos ou tão somente displicência e banalidade nossa, dos demais ou de um conjunto sistêmico caduco e viciado, pra lá de dinâmico e sem qualquer resquício de paciência e bondade com todo aquele que não se coloca atento e disposto a mudar no que for preciso.

Já pensou nisso?

Já refletiu sobre a escola da vida e na educação que ela nos dá, através dos fatos que ocorrem no mundo e de nosso cotidiano a cada instante?

E aí, como sempre, pensando na grandeza e potencialidade da mente humana, penso na educação e no quanto é ampla e complexa as suas atribuições nas vidas de todos nós e no quanto estamos ainda distantes da compreensão de seus atributos básicos e de suas reais aplicabilidades na prática diária de nossos benditos instantes de vida.

Por que, quando pensamos, elaboramos e aplicamos qualquer intenção educacional, nos esquecemos de ou não sabemos que a regra prioritária deva ser sempre a do reconhecimento de nós mesmos.

Através do ato amoroso de nos apalpar por inteiro, nos sentindo através do tato, do cheiro em um reconhecimento amigável, é que proporcionamos às nossas mentes, uma sequência de ações auto protetoras, criando uma conscientização de que antes  de termos e sermos isto ou aquilo, nós somos um conjunto composto de corpo e mente, fabulosamente presente, atuante e indispensável, sempre pronto e disposto à nos dar condições de sermos o que quisermos ser.

A isto, chamo de segurança que brota naturalmente em nós, quando aprendemos a nos respeitar.

Eu quero mais é ser feliz o maior tempo possível e você?

Portanto, um sorriso, um cumprimento amigável, um ato de paciência e compreensão com o outro, podem contribuir enormemente para que o seu dia seja de paz e certamente, o seu corpo e sua mente, estarão mais tranquilos e seu espirito, bem mais amorosamente irmanado com Deus.

Lembre-se que antes de tudo, o seu corpo é o seu  templo sagrado, sua mente o seu pai  e os dois juntos, o senhor de seus atos.

Penso então, que esta é a fundamental lição que não recebemos, seja em nossa casa ou nas escolas, ficando a vida como única mestra e nós como alunos, nem sempre aplicados.

Pense nisso e diga a você mesma, ao seu filho, primo , irmão ou colega de trabalho, o quanto é bom ele existir e assim, fazendo isto, através de um sorriso amigável, você se enxergará nele e perceberá então, o quanto é especial por ser um lindo ser vivo.

Bom dia a todos nesta manhã de quarta- feira


quarta-feira, 9 de maio de 2012

INDIFERENÇA


Rapaz.... que coisa, heim!

A gente vai vivendo, envelhecendo e acreditando que o amanhã será diferente, e é, nada permanecendo imutável, além, é claro, da rigidez com certas pessoas imprimem  em suas disposições afetivas, tornando-se espadas afiadas que desembainhadas em permanente  agressividade, reproduzem nos seus cotidianos o bailado descompassado de suas próprias dores interiores.

Como chegar a compreendê-las sem, no entanto, justificá-las?

Como aceitá-las, tal como são, sem o risco de julgá-las sob nossas próprias óticas, correndo assim o risco quase que absolutamente certo de nos tornarmos um pouco como elas em seus egoísmos existenciais?

Vamos, então, estruturando uma indiferença mesmo que inconscientemente e, sem  nos darmos conta,  fazemos de nossas posturas armas mais que poderosas, mais que cruéis, capazes de ceifar de improviso, podando precocemente afetividades geradoras de relacionamentos básicos à preservação de um bem comum, que afinal ampara  e sustenta o individual.

E a gente vai vivendo, envelhecendo, sem entender bem o porquê, nos desviando dos efeitos que cremos sempre danosos que estas pessoas possam nos emanar, mesmo que a elas só tenhamos dirigido, pensamos egoisticamente, o nosso silêncio oportuno e aparentemente conciliador, envolto em uma enorme indiferença, frente a qualquer interesse maior em relação aos seus vazios e dores.

domingo, 6 de maio de 2012

ATRAVESSANDO A NOITE

Raramente perdi uma noite de sono, fosse lá por que motivo, pelo menos nos últimos vinte e poucos anos em que, imbuída em provar do cálice do sentir existencial, pisei  fundo no freio da compulsão de querer ser igual a todo mundo com quem até então havia convivido, não por outro motivo que não fosse um tremendo cansaço que me minava a alma,  empanava  minhas reais necessidades que, abusadas, se faziam queixosas e resmunguentas, fazendo de mim um ser que tudo aparentemente possuía, mas que verdadeiramente, só precisava de sossego.

 Depois que percebi a minha alma resmungando, constatei que minha tão privilegiada autoestima, estava também ficando queixosa, minando o meu entusiasmo por quase tudo, fazendo questão de me induzir a questionar velhas posturas e como uma mãe mais que zelosa, eu diria, até mesmo, uma mãe chata, foi ficando cada vez mais contundente, limitando excessos, apontando novas perspectivas, desconstruindo velhos conceitos, até que eu me desnudasse em meio ao deserto da futilidade que cria ser meu universo, perfeito e imutável, e ao tombar  exausta, deixei cair, pensava eu na época, todos os resquícios de uma educação voltada ao egocentrismo de apenas querer ter, sem qualquer maior observância quanto ao querer e necessitar ser.

Qual nada, vez por outra, lá estava, resgatando quereres desnecessários, fazendo cópias e com elas me vestindo sem qualquer autenticidade de brilho, pois os quereres não eram apelos do  meu ser, tão somente brilhos  alheios induzidos  que me arrastavam como uma compulsiva sem controle, como uma  menina  mimada e aborrecida, mal acostumada e teimosa que tudo que via queria e que com tudo que conseguia, sofria, porque o vazio solitário, certamente retornaria transformando, se deixasse, minha vida  novamente em um ciclo vicioso e sem  quase nenhum sentido.
Não sei bem como, muito menos quantas vezes, fiz o que faço agora, espanto o sono, mas resgato a bendita mãe, autoestima.

Ah!... Com certeza resgatei e  resgatarei  por todo o tempo, pois fiz dela parceira forte , sempre presente nos meus pensares, e ela, como vigilante contumaz, impiedosamente apaixonada pelo meu bem estar  que, aliás sempre me deu, como exatamente nesta madrugada, suaves,  mas nem sempre, pois algumas vezes foram dolorosos, beliscões, para que eu voltasse dos meus tórridos delírios em que o sistema, os velhos hábitos e sei lá mais o que, pudessem estar me seduzindo.
O sono desta noite eu perdi ou, simplesmente, dormi o suficiente?

Afinal, estou calma, relaxada, se bem que pensativa,  avaliando decisões que preciso admitir, tentando entender minhas  argumentações pessoais que estão em conflito, afinal, já sei perceber as sutilezas apelativas que permeiam meu racional, tentando conduzí-lo ao meu apaixonado e teimoso emocional,  perigosamente enganador, sempre ingênuo, se entregando sem perguntas e sem cobranças, fazendo de si, espaço  livre, reduto puro, nem sempre devidamente resguardado, nem sempre sabedor de como não magoar esta senhora.

Biologicamente sem sono e racionalmente envolvida em dar espaço seguro ao meu emocional, para que ele se explique, se situe ou se recolha, pois afinal de contas, quero ser justa nesta minha pendenga de dúvidas.

O dia, já está quase amanhecendo e eu aqui, aparentemente sozinha, troco figurinhas cognitivas, fazendo da falta de sono, crônica, percebendo aos poucos que meus olhos estão ficando pesados, levando-me, vez por outra à fechá-los, reconhecendo que o senhor sono, enfim, vem retornando, tendo apenas ido dar uma voltinha, tempo bastante para eu filosofar.

Boa noite para vocês também.




sexta-feira, 4 de maio de 2012

QUEM PENSA, CHATEIA...

Pois é... Então, novamente aparentemente só nesta madrugada de sexta-feira , penso no incômodo que causo a algumas pessoas com a minha insistência em pensar e, consequentemente, questionar.
Sou homenageada, apreciada, elogiada, até que, por alguma razão, questiono algo que tenha relação com a pessoa que me dirige os salamaleques.
E aí,penso então, que seja da natureza humana não desejar ter que explicar tudo quanto crê serem as suas verdades.
O problema é que tudo passou a ser verdade absoluta, e isto deveria ser preocupante, já que a falta de discernimento nas opções tornou-se figurinha fácil.
O que quero dizer é que venho percebendo, e não é de hoje, que paulatinamente as pessoas deixaram ir caindo, cada vez mais rápido, qualquer senso de reconhecimento amigável da troca de experiências pessoais, para de forma sistemática adentrarem em outro tipo de absorção vivencial, onde os conceitos globalizados suplantam a observância da proximidade, que afinal reflete maior realidade e consequente adaptação sem que haja maiores confrontos  entre a realidade presente no espaço em que se encontra inserido com a participação em um contexto progressivo do todo sistêmico humano.
E aí, posso entender melhor o porquê de valores que precisavam tão somente irem se atualizando aos novos tempos de muita tecnologia e ciência, e que foram, e são, sistematicamente anulados, como se o até então vivido estivesse totalmente errado.
E aí, leis idiotas, falsas verdades, disfarces infelizes que somente camuflam discriminações latentes, posturas primárias de puxa-saquismos explícitos, intolerância quanto ao pensar alheio, mentiras descaradas com vestimentas de boas intenções, ações coloridas e de efeito de impacto, substituindo a consciência da importância da solidez estrutural, seja lá do que for, e por aí sou capaz de ir enumerando até o dia amanhecer e ainda certamente  estaria deixando de ressaltar inúmeros desvios possíveis de serem pontuados e que se tornaram substitutos das bases de formação e estruturação de caráteres menos alienados e mais voltados ao seu universo pessoal.
Ao mesmo tempo em que fui observando uma globalização emocional a partir efetivamente do final dos anos sessenta, pude também constatar uma tendência ao fracionamento intelectual, criando-se com este modernismo acadêmico, uma legião de especialistas em tudo e nenhum conhecedor geral de nada, como se o entendimento do todo das coisas não fosse de absoluta necessidade para um maior desenvolvimento perceptivo da coisa em si.
E aí, fica difícil, na maioria das vezes, fazer-se entender em nossas mensagens e trocas de experiências, porque a limitação em todos os níveis se encontra presente, vestida da arrogância de um mestrado ou doutorado nisto ou naquilo, mas sem qualquer resquício da necessidade prioritária de se colocar atento à outras visões sobre o mesmo foco que se encontra em discussão, garantindo assim um leque maior de conhecimentos, como faziam os pensadores do passado que, ao defenderem seus conceitos e  métodos aplicativos de qualquer natureza, abriam espaço às mentes alheias, a fim de agregarem nas suas, a grandeza de saber ouvir e discernir e finalmente aprender mais e mais.
O que estou verdadeiramente lamentando é a falta absurda que sinto do estímulo ao raciocínio participativo, remetendo-me ao prazer que pude testemunhar em inúmeras criaturas com quem convivi que na grandeza de seus intelectos, abriram espaço a jovens como eu, permitindo-me assim, adentrar no fabuloso mundo do querer descobrir, desejar ouvir, querer aprender.
Apavoro-me com a ignorância existencial que constato em todos os níveis, assim como a desconsideração ao querer aprender.
Afinal, as pessoas não estão sequer querendo saber a que vieram para este mundo, que dizem ser de “MEU DEUS”, aliás, sequer pensam de verdade no que consiste este Deus que não seja o já tradicional, “PAI DE TODOS NÓS”, criador do céu e da terra, guardião dos fracos e oprimidos, consolador dos sofredores, olheiro dos transgressores, detentor da vida eterna.
E aí, com este refrão decorado, se tornam símbolos da verdade e da justiça, justificando assim suas omissões e sua cega obediência a um sistema que só lhe oferece o superficial, o tangível, o medíocre.
Ora, penso eu, se já estávamos em um processo de deterioração das culturas tradicionais e do estreitamento intelectual, a adição de conceitos religiosos fundamentalistas e, portanto, arcaicos em sua maioria, só poderia dar no que vem dando, ou seja: um aumento gigantesco da banalização não só da vida em si, como a marginalização da convivência, esteja ela onde estiver, induzindo então as criaturas a adotarem posturas violentas ou desconsiderativas, polos distintos que não dão espaço ao bendito equilíbrio, mel que perfumou a minha e a juventude de muitos outros que lutam com as armas da mente e do respeito ao próximo para que através das trocas de experiências e saberes, possam globalizar humanisticamente os seus universos pessoais.
E aí, quem pensa chateia, incomoda e dá trabalho.