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Mostrando postagens de Maio, 2012

SUBMISSÂO e SENSIBILIDADE

Tantas décadas após o falecimento de minha mãe, finalmente compreendi a importância de sua postura física e emocional e o quanto esta foi de preciosa importância para a qualidade da minha, levando-me a concluir que o que vivenciamos em nossa infância e adolescência através do ambiente familiar, assim como todo o universo que o envolve, torna-se fundamental para a estruturação de nossa própria postura quando adultos.
Claro que não posso ser totalmente simplista, descartando a natureza individual que, afinal, é responsável direta pela forma como cada criatura absorve e processa todas as informações que recebe.
Todavia, continuo crendo e cada vez mais embasada em minhas próprias observações ao longo de muitos anos e de uma imensa gama de experiências pessoais em que fiz questão de não me furtar, justamente porque me era prioritário ir bem fundo no entendimento da criatura humana enquanto um ser social, mas absolutamente solitário, quando este se despe da mascara social no qual é condici…

APRENDIZADO

E então, pensando na dor que é capaz de produzir enormes destruições emocionais, penso na capacidade humana de superação, que faz de cada criatura, um infindável campo energético, ainda por si aprimorar.
Não sabemos do que somos capazes, sequer imaginamos o quanto possuimos de forças regeneradoras. Estamos, tão somente, engatinhando neste assoalho gigantesco que chamamos de universo, mundo, cosmos e sei lá mais o que, mas que, particularmente, chamo de morada.
Morada que pode ser de luz ou de trevas, de dor ou de incontáveis instantes de prazer.
E é pensando nestes prazeres que busco a compreensão da vida atráves das forças energéticas que a compõe, pela minha ainda ignorância ou falta de atenção, em permitir que a dor, malvada e traiçoeira, faça abrigo no espaço de minha bendita morada.
Escrita em parceria com o amigo energético Ernesto Ganglione, às 17:00 hs,
desta sexta-feira de luz e vida plena.

CONTABILIZANDO

Ah!... Como é difícil, nesta vida onde o sistema malcriado, desaforado e muitas vezes cruel, não só não nos deixa livres para exercitarmos o amor, como ainda, nos sufoca com a presença alheia da rudeza de sentimentos que aflora sem pedir licença, vindo à maioria das vezes, donde jamais deveria ter sequer brotado.

E aí, teimosa como sempre, insisto na manutenção da crença, da esperança, do querer encontrar nem que seja uma única fagulha de um fogo que parece ter se extinguido, mas que para românticos como eu, sempre existirão, resistindo aos ventos e as tempestades dos vícios corrompidos de um sistema decadente, mantido pela desesperança e pela solidão.
O tempo e a vivência, sempre foram inestimáveis parceiros, fazendo desta senhora, uma tenaz apaixonada do belo, do limpo, do encantado que emociona e que faz sorrir, mas que vez por outra, também faz chorar, criando assim um fantástico antagonismo que me apraz por todo o tempo desvendar, não dando tréguas, não deixando enfadar.
E, com a pa…

Programa de Rádio mês de maio, 23 -2012

Programa de Rádio mês de maio, 23 -2012
Olá, amigos de Itaparica.  A mensagem que trago para o dia de hoje é sobre a grandeza pessoal e a educação.
Sabemos que estamos bem conosco mesmo, com as pessoas e com a vida como um todo, quando somos capazes de manter as nossas posturas comportamentais, estejamos nós em qualquer situação social.
Afinal, somos apenas o que produzimos como unidade pessoa, ou seja: o que vamos adquirindo no cotidiano ao longo desta contínua escola que é a vida.
Através deste aprendizado, vamos formando as nossas características básicas que são determinantes na formação de nosso caráter, nossas posturas e nossas emoções, que, por sua vez, determinam os nossos sentimentos e, consequentemente, o nosso modo de ser e de agir.
Como o cotidiano de qualquer pessoa não é estático, naturalmente, a todo instante, nos são oferecidos pelas circunstâncias, inúmeras possibilidades reais e palpáveis de alterarmos as nossas formas particulares de enxergar, sentir, processar e, finalme…

INDIFERENÇA

Rapaz.... que coisa, heim!
A gente vai vivendo, envelhecendo e acreditando que o amanhã será diferente, e é, nada permanecendo imutável, além, é claro, da rigidez com certas pessoas imprimemem suas disposições afetivas, tornando-se espadas afiadas que desembainhadas em permanente agressividade, reproduzem nos seus cotidianos o bailado descompassado de suas próprias dores interiores.
Como chegar a compreendê-las sem, no entanto, justificá-las?
Como aceitá-las, tal como são, sem o risco de julgá-las sob nossas próprias óticas, correndo assim o risco quase que absolutamente certo de nos tornarmos um pouco como elas em seus egoísmos existenciais?
Vamos, então, estruturando uma indiferença mesmo que inconscientemente e, sem nos darmos conta,fazemos de nossas posturas armas mais que poderosas, mais que cruéis, capazes de ceifar de improviso, podando precocemente afetividades geradoras de relacionamentos básicos à preservação de um bem comum, que afinal ampara e sustenta o individual.
E a gente…

ATRAVESSANDO A NOITE

Raramente perdi uma noite de sono, fosse lá por que motivo, pelo menos nos últimos vinte e poucos anos em que, imbuída em provar do cálice do sentir existencial, piseifundo no freio da compulsão de querer ser igual a todo mundo com quem até então havia convivido, não por outro motivo que não fosse um tremendo cansaço que me minava a alma,empanavaminhas reais necessidades que, abusadas, se faziam queixosas e resmunguentas, fazendo de mim um ser que tudo aparentemente possuía, mas que verdadeiramente, só precisava de sossego.

Depois que percebi a minha alma resmungando, constatei que minha tão privilegiada autoestima, estava também ficando queixosa, minando o meu entusiasmo por quase tudo, fazendo questão de me induzir a questionar velhas posturas e como uma mãe mais que zelosa, eu diria, até mesmo, uma mãe chata, foi ficando cada vez mais contundente, limitando excessos, apontando novas perspectivas, desconstruindo velhos conceitos, até que eu me desnudasse em meio ao deserto da futilid…

QUEM PENSA, CHATEIA...

Pois é... Então, novamente aparentemente só nesta madrugada de sexta-feira , penso no incômodo que causo a algumas pessoas com a minha insistência em pensar e, consequentemente, questionar.
Sou homenageada, apreciada, elogiada, até que, por alguma razão, questiono algo que tenha relação com a pessoa que me dirige os salamaleques.
E aí,penso então, que seja da natureza humana não desejar ter que explicar tudo quanto crê serem as suas verdades.
O problema é que tudo passou a ser verdade absoluta, e isto deveria ser preocupante, já que a falta de discernimento nas opções tornou-se figurinha fácil.
O que quero dizer é que venho percebendo, e não é de hoje, que paulatinamente as pessoas deixaram ir caindo, cada vez mais rápido, qualquer senso de reconhecimento amigável da troca de experiências pessoais, para de forma sistemática adentrarem em outro tipo de absorção vivencial, onde os conceitos globalizados suplantam a observância da proximidade, que afinal reflete maior realidade e consequent…